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<title>York House - Uma referencia de Lisboa</title>
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<copyright>Copyright (c) 2008, José T Mello Breyner</copyright>
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<summary type="text/plain">Para uma melhor visualisação da York House podem sempre visitar o nosso site em : aqui...</summary>
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<![CDATA[<p>Para uma melhor visualisação da York House podem sempre visitar o nosso site em :<br />
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<title>Bem Vindos à York House</title>
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<summary type="text/plain">Após as boas vindas nada como começar por lhes contar a história da York House , e a razão do seu nome. A York House está instalada no que foi outrora o Convento dos Marianos. Foi no ano de 1581...</summary>
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<![CDATA[<p>Após as boas vindas nada como começar por lhes contar a história da York House , e a razão do seu nome. A York House está instalada no que foi outrora o Convento dos Marianos.</p>

<p><br />
Foi no ano de 1581 que o Padre Ambrósio Mariano rumou a Portugal trazendo com ele a Ordem dos Carmelistas Descalços seguidores de Santa Teresa.</p>

<p>Depressa se aperceceberam que Santos (lugar que remonta ao inicio da era cristã e que se liga ao episódio dos Santos Mártires de Lisboa – Verissimo, Julia, e Máximo) era o sitio apropriado à construção de um convento (do qual a York House é parte integrante).</p>

<p>Este, devoto à Nossa Senhora dos Remédios, começou a tomar forma a 27 de Setembro de 1606, contando com a doação anula de 100.000 Reis da parte de D. Filipe I que compreendeu a importância e a nobreza dos Marianos.</p>

<p>Até 1834 (extinçaõ da ordem religiosa pelo Mata Frades) a vida passa serena dentro das paredes conventuais, como que acompanhando o ritmo do Tejo ali tão perto; após essa altura o edificio esteve abandonado durante alguns anos.</p>

<p>Posteriormente as suas dependencias serviram para fins tão diversos como hospital militar (1856-1871) ou oficina de Gaspar José Marques que usava o templo para construção dos seus inventos.</p>

<p>Algumas datas mais Importantes na Vida da York House</p>

<p><br />
1879 – Entre 1759 e 1879 o convento foi utilizado para diversos fins, que em nada o beneficiaram. Data exactamente do ano 1879 a sua venda, em hasta pública, a uma sociedade Irlandesa da Igreja Evangélica a qual a adquiriu pela importância de 30.000$00.<br />
Advoga-se como razão plausível desta compra a propagação do culto evangélico, até porque de facto, em espaço contíguo, a sociedade inaugurou um templo para culto, tendo reservado para habitação do pastor uma das partes do convento. O restante espaço, agrupado em redor de um esplêndido claustro, foi alugado a artífices.</p>

<p>1880 - Passado que estava um ano sobre a compra do Convento, duas senhoras inglesas, oriundas da região de Yorkshire demonstraram desejo de alugar a área que habitava o pastor. Realizado o aluguer, adaptado o espaço, nascia uma pensão designada por YORK HOUSE.</p>

<p>1990 – 1910 – Após vinte anos de exploração do negócio as duas senhoras trespassaram a casa a outras duas igualmente inglesas. Uma década depois, sempre em mãos femininas, a pensão foi trespassada a uma dupla francesa, as senhoras Chiron.</p>

<p>1931 – Decorridos vinte e um anos estas proprietárias delegam, por 220.000$00, a YORK HOUSE, a um casal de origem francesa, Os Goldstein.<br />
Sob a responsabilidade deste casal, ficava então uma pequena pensão de terceira classe, à qual davam vida seis pensionistas alojados com pouco conforto, carentes de água corrente, isentos de aquecimento apenas conhecedores de mobiliário impróprio, de paredes forradas a papel antigo, de chão de oleado e de lâmpadas que simplesmente penduradas no tecto ofereciam uma fraca iluninação.<br />
Mesmo o restante equipamento industrial encontrava-se em idênticas condições: as roupas achavam-se já gastas; o trem de cozinha era praticamente inexistente; um único açucareiro adoçava o café de todos os pensionistas...<br />
Nesta altura era a pensão constituida por um R/c no qual existia uma cozinha com fogão de lenha, uma casa de jantar, um escritório, uma sala, uma casa de banho e dezasseis quartos. Existia ainda a própria residência dos proprietários constituída por três divisões com casa de banho.<br />
No primeiro andar encontravam-se dez quartos e uma sala-de-banho...<br />
Não deixa de ser sugestivo desde já notar que, face a todo este aspecto, ainda que embelezado pela arquitectura conventual, a disposição em duas áreas e a existência de um pátio, tornava-se difícil antever possibilidades futuras de sucesso negocial, sendo que para mais, o próprio acesso da pensão era feito através do já referido pátio, isolando-a, portanto, dos contactos com a rua.</p>

<p><br />
Todavia Madame Goldstein emprrendeu obra e lançou-se no repto de tomar condignas e habitáveis os vinte e seis quartos componentes da pensão. Cautelosamente, já que os meios eram limitados e o peso do trespasse considerável, foi dado o primeiro passo e assiste-se à limpeza e ao efectivo mobilar dos quartos da pensão. São também arranjadas as casas-de-banho para as quais são adquiridas banheiras. São ainda substituídas loiças e roupas e o trem de cozinha.</p>

<p>1940 – Os dez primeiros anos de exploração, já com um apetrechamento técnico<br />
considerável, foram completados e incrementados com muito avultado e eminente<br />
empenhamento e investimento humano, pessoal. Urgia fazer clientela, criar um nome que ultrapassa-se o âmbito nacional e até continental. Apostou-se, então, numa vocação latente que permitiu, de facto, a materialização dos objectivos propostos. Aliando trabalho e sentimento, colocando-os ambos em concurso, deram-se os primeiros passos no caminho da indústria Hoteleira.<br />
Deste mesmo ano de 1940 datam as águas canalizadas, a electricidade incorporada nas paredes e pinturas laváveis nestas.</p>

<p>1941 – Foi então conquistado o sótão no qual se inscreveram dez quartos e duas casas-de-<br />
banho com destino a vinte e cinco empregadas.<br />
Também em 1941 o Home Internacional, sub-locatário da YORK HOUSE, abandona a parte que ocupava no primeiro andar. Nesse espaço, agora disponível, foram feitos oito quartos, quatro com casa-de-banho e ainda uma galeria com janelas debruçadas sobre um pitoresco pátio interior.<br />
Todo este arranjo foi executado levando-se em consideração a arquitectura envolvente; também a decoração foi a esta moldura adequada.</p>

<p>1958 – De entre 1941 e 1958 foram os serviços o objecto de remodelação e adaptação aos<br />
trinta e quatro quartos em funcionamento. A cozinha alargou-se; foi montada a primeira instalação de água quente e com ela, na medida das possibilidades, casas-de-banho privativas dos quartos.<br />
No ano de 1958, tendo ficado livre a habitação do pastor protestante, ou seja, a parte do primeiro andar que enquadra o pátio pelo lado nascente,a YORK HOUSE aproveitou a opção facultada.<br />
Mais uma vez urge fazer menção ao espírito de iniciativa e ao afecto que envolveram a realização das necessárias obras de vulto tendentes à adaptação da zona disponibilizada em quartos. Assim foram construídos onze, dos quais dez com W.C., uma sala, um corredor e uma nova escada de acesso. Os quartos agora feitos viram-se equipados com aquecimento central, bem como mais dezasseis, e ainda salas e corredores.</p>

<p>1964 – Tendo ficado devoluto o edifício que enquadra o pátio do lado poente, logo foram<br />
demovidas todas as dificuldades de modo a permitir a sua integração na YORK HOUSE através de um contrato comercial de arrendamento.<br />
Na posse desse edifício, que se limitava a um grande armazém com apreciável pé direito, fizeram-se obras de adaptação. Constataram estas da criação dos dois pisos, tendo sido instalado no primeiro andar, com porta para o pátio, um salão, um bar, uma casa-de-banho e ainda um quarto duplex. A ligação entre os referidos pisos foi feita com escada interior com balustrada, que comunicando com o corredor dava acesso ao primeiro andar e outras áreas da YORK HOUSE. Com portas para esse corredor e janelas para o pátio foram feitos dois quartos.<br />
Em todas estas obras foi tido em conta o ambiente geral da YORK HOUSE e a integração das mesmas na original traça conventual. Data ainda do ano de 1964 o aumento e melhoria da casa-de-jantar, uma vez que o salão anexo à mesma foi transferido para aquele que foi instalado na nova integração.<br />
Uma vez iniciadas estas obras, logo se verificou ser possível desentulhar toda uma sala que se encontrava por debaixo dela. Esta divisão é da mais pura traça com uma maravilhosa e clássica abóbada. Deste modo a casa de jantar foi instalada em duplex. Os melhoramentos não se revelaram fáceis e foram, sobretudo, bastante dispendiosos, pois restaurar e reconstruir são tarefas particularmente delicadas.</p>

<p>1965 – Atendendo ao volume de trabalho que representava para os serviços, o crescente<br />
aumento de quartos e levando em consideração o progressivo aumento do custo<br />
de mão-de-obra, verificou-se a necessidade de instalar uma lavandaria. Assim se fez, e esta, do tipo industrial, apresentou, na sua linha de montagem, os requisitos indispensáveis à sua melhor rentabilidade...<br />
Também com vista à melhoria das condições de trabalho foi feita toda uma remodelação no material da cozinha a começar pelo fogão de gasóleo que foi substituído por um de gaz.<br />
Em 1965 a YORK HOUSE era constituida por: quarenta e seis quartos, dos quais trinta e seis tinham casa-de-banho e W.C.; as duas casas-de-banho em cada andar; uma sala-de-jantar em duplex; três salas; uma cozinha e serviços e ainda dez quartos para empregadas com duas casas-de-banho. Apesar de todas as obras que se foram efectuando, existiu sempre o cuidado de deixar visível e aproveitar tanto quanto possível o estilo monasterial.<br />
É de facto compensador poder-se observar a sua beleza arquitectónica a cada passo. Os seus corredores, formados pela junção de abóbadas sucessivas, as salas de estar, a sala de jantar, mesmo as portas de certos quartos, emprestam-nos a sensação de termos viajado no tempo e nos encontarmos num convento de séculos passados.<br />
Sendo esta a situação em 1965, não deixaram de ir germinando outras ideias tendo em conta as possibilidades oferecidas pelo espaço, como é o caso de uma casa de móveis existente por debaixo da YORK HOUSE constituída por várias salas de uma traça arquitectónica também de grande beleza, susceptíveis de serem integradas na YORK HOUSE com muito bom aproveitamento. Porém, esta ideia deparou, ao tempo, com grandes dificuldades que só mais tarde vieram a poder ser removidas.</p>

<p>1966 – 1967 – Por esta altura surge, inesperadamente, a possibilidade da YORK HOUSE<br />
se expandir, aproveitando a oportunidade de arrendar um prédio na Rua das Janelas Verdes, número 47. Consta que este imóvel teria grandes afinidades com Eça de Queirós e com a sua obra.<br />
Feitos os contactos necessários foi possível concretizar o negócio, abalançando-se, então a YORK HOUSE em obra de certo vulto, a qual se materializou na reconstrução total do prédio. Ficaram apenas as paredes exteriores tendo sido todo o restante adaptado à exploração hoteleira, dentra da qual foi mantida e cultivada a atmosfera Querosiana. Estas obras prolongaram-se até ao ano de 1969 e daí resultaram mais doze quartos de nível superior, equipados com banho, bar, salas e respectivos apoios logísticos.<br />
No termo da década de sessenta dispõe a YORK HOUSE de cinquenta e oito quartos dos quais quarenta e oito com casa-de-banho, e todo um conjunto de instalações e serviços que, agora sim, se podem classificar hoteleiros.</p>

<p>1970 – No início da década de setenta, resolvidas durante os primeiros três anos algumas<br />
dificuldades financeiras provenientes de determinados feitos, foi a YORK HOUSE surpreendida pela Revolução de Abril e as suas incertezas. Não valerá a pena falar em retornados, do ano 1975, etc...<br />
Passemos, então a 1981.</p>

<p>1981 – Em 1980 foi possível vencer diversas dificuldades para a integração da já referida<br />
loja de móveis existentes por debaixo da YORK HOUSE e dar início ao estudo para o seu melhor aproveitamento em prol da residencial. Ainda nesta situação nos encontramos presentemente.<br />
De 1981 data e obra da portaria realizada de molde a integrar-se no estilo conventual da casa.<br />
No que se refere à nossa clientela, podemo-nos honrar de terem habitado na YORK HOUSE, algumas figuras importantes, nacionais e estrangeiras, do campo das letras e da pintura, tais como: António Nobre, Raúl Brandão, Bernardino Machado, José Régio, Oliveira Martins, Teixeira de Pascoais, Vieira da Silva, Graham Green, Alexandra Nanini, SAR Príncipes Luxemburgo, Teresa Braganza, Cliff Richard, Reamon, Luciano Bennetton, Maria de Medeiros e muitos mais.</p>

<p>2003 - Inicio do novo projecto de redecoração da YORK HOUSE adaptando-a aos novos tempos e á nova clientela. O Projecto foi entregue á Arquitecta Filipa Lacerda que fez um magnifico trabalho conjugando um espaço antigo com uma decoração a que chamo "design chic" . O Sucesso foi imediato e os receios de que alguma clientela mais tradicional não aceitasse bem esta nova realidade não se confirmou.</p>]]>

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