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abril 18, 2010

Assim vai o Correio da Manhã......

Dia 18 de Abril 2010

Cada dia que passa mais se sente o caos neste pedaço de terra.
Ninguém se entende, cada um ataca e defende o mais ferozmente que pode, sem discernimento algum e se dão alguns acertos é por mera sorte e pelas várias tentativas.

O Povo não tem voz activa no Correio da Manhã. Experimentem a fazer um comentário a um qualquer artigo online ou vejam o tamanho dos comentários.
Pura manipulação de media.

Esta é um dos mais graves sintomas de opressão.

Tudo começou quando ontem dia 17 tentei comentar um artigo de opinião do Sr. Emídio Rangel, que transcrevo na integra:

"
17 Abril 2010 - 00h30
Coisas do Circo
Caro Santana Lopes

Qualquer badameco escreve uma prosa contra o Primeiro-Ministro e fica bem na fotografia.

Li a coluna de opinião que todas as semanas publica num jornal má fama. Resisti a responder-lhe porque, com excepção de alguns equívocos e interpretações erróneas, é um desabafo que não ofende ninguém.

Tudo ponderado, achei que devia aproveitar a ocasião para esclarecer, mais uma vez, esta coisa horrenda que é ser um homem de convicções, sem telhados de vidro, num País de sacanas. E faço-o a pretexto da sua página porque se há alguém que me conhece bem como homem e jornalista é de certeza o Pedro. Vamos às questões de fundo. Em primeiro lugar, eu nunca na vida misturei notícia e opinião, nem servi duas causas incompatíveis – fazer jornalismo e política ou relações públicas.

Como qualquer pessoa, não me liberto dos meus subjectivismos pessoais, mas ao longo de uma vida inteira sempre soube de forma isenta, independente, séria e profissional, dirigir com equidade os órgãos de comunicação social de que fui director. A TSF, a SIC nos seus primeiros dez anos e muitos outros meios falam por mim e pelo meu trabalho. Dezenas de Jornalistas que formei e dirigi ou com quem fiz equipa demonstram-no sem ambiguidades. Hoje, estou afastado da vida jornalística activa (fui saneado mais uma vez pelo PSD) e exprimo a minha opinião e os meus pontos de vista quando me convidam para o efeito. Aí sou um cidadão com direito a opinião, num País livre. Sou só uma pessoa que tem respeito e consideração por José Sócrates. Quase não tenho contacto com ele. Nunca troquei nada com ele. Ele nunca me concedeu benefícios. Nunca lhe pedi nada. Nem ele a mim. Nem para o defender lhe pedi autorização. Eu defendo-o porque lhe reconheço mérito e uma enorme capacidade de servir o País e de fazer sacrifícios para o tornar melhor.

Mas também o defendo porque nunca vi um Primeiro-Ministro ser tão violentamente atacado por medíocres, cobardes, vermes, comprados para a tarefa de o aniquilar nos jornais. Nenhum Primeiro-Ministro no mundo, alguma vez, se sujeitou a tantos vexames, sem nunca mudar de caminho, sem nunca retaliar, sem nunca usar o seu poder para calar, acima de tudo, sem ceder à tentação de mandar tudo às urtigas e ir de férias.

Sei que escolhi o caminho mais difícil porque, nos dias que correm, não custa nada atacar e dizer mal de tudo. Qualquer badameco escreve uma prosa contra o Primeiro-Ministro e fica bem na fotografia. Por estranho que lhe pareça, meu caro Pedro, eu sou assim.


Emídio Rangel, jornalista "

Quando cliquei em comentar, este pequeno texto apareceu:

" Se deseja ver publicado no jornal o seu comentário, por favor identifique-se com nome e apelido e, no final do texto que escrever, coloque a sua localidade. Os comentários são sujeitos a validação, sendo excluídos todos os conteúdos racistas, xenófobos, difamatórios e atentatórios da boa imagem dos visados. "

Repito os comentários são sujeitos a validação sendo excluidos todos os conteúdos RACISTAS, XENÓFOBOS, DIFAMATÓRIOS E ATENTATÓRIOS da boa imagem dos visados.?!??

Porque razão o "badameco, medíocres, cobardes, vermes e comprados" não se incluem nesta categoria?

Para mim ficou bem claro depois de observar os tamanhos dos comentários aprovados pelo CM.

O que eles usam é estratégia empresarial, pagam a várias figuras mais ou menos públicas que tenham influência no terreno, agradando a gregos e troianos, com o simples intuito de vender mais. E pior que tudo, de ter uma posição dominante no mercado nacional.

Não é pois, um serviço de utilidade pública!
É sim mais um dos vários factores que contribuem para o empobrecimento cultural desta nação.
Sempre pensei que existissem regras impostas pelos governos que fossem mais restritivas na forma como as várias empresas se comportam, principalmente os media. Mas pelos vistos não há ou não se cumprem por falta de fiscalização, algo que neste país infelizmente já nos habituámos.

Publicado por vitorlage às abril 18, 2010 01:03 PM

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