março 31, 2005

as bilheteiras da casa da música

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estão finalmente abertas ao público!

Publicado por jpcoutinho às 09:59 AM | Comentários (4)

março 08, 2005

Mário Cesariny

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A Fundação Cupertino de Miranda, em Vila Nova de Famalição, acolhe até 30 de Abril uma importante retrospectiva dedicada a Mário Cesariny
vale bem o passeio...

Pintor e poeta, Cesariny (nascido em 1923) formou-se em Lisboa e em Paris, onde se ligou ao movimento surrealista francês. Em Portugal foi um dos maiores impulsionadores do surrealismo, tornando-se numa das figuras mais importantes do movimento na literatura e na pintura.
O Grande Prémio EDP teve a sua primeira edição em 2000, ano em que a artista galardoada foi Lourdes Castro.

PUBLICO.PT

Publicado por jpcoutinho às 12:02 AM

março 04, 2005

GÉRARD CASTELLO-LOPES

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GÉRARD CASTELLO-LOPES – “Homenagem a Henri Cartier-Bresson – Fotografias de Gérard Castello-Lopes” - Exposição de Fotografia De 5 de Março a 12 de Abril de 2005. Galeria Fernando Santos Rua Miguel Bombarda, 526 / 536, Porto. De 3ª a 6ª das 10h00 às 12h30 e das 15h00 às 19h30. Segundas e Sábados das 15h00 às 19h30.

Gerard Castello-Lopes é uma personalidade de referência no panorama da fotografia portuguesa.

A propósito da exposição “Oui/Non” realizada, de Janeiro a Abril de 2004, no Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém, em Lisboa, escreve Delfim Sardo:

“Gérard Castello-Lopes é um dos nossos mais importantes cronistas. Desde o início do seu interesse pela fotografia, tomou como sua a tarefa de mostrar, através das suas imagens, um país, frágil e belo, dramático no seu isolamento. Com um olhar elegante e requintado, Gérard Castello-Lopes transporta consigo a culpa de, irremediavelmente, esteticizar a nossa memória, agora já colectiva, do Portugal cinzento e triste do final do salazarismo.”

Gérard Castello-Lopes nasceu em Vichy, em 1925.

Viveu em Lisboa, Cascais, Estrasburgo, onde fez parte do Corpo Diplomático da Missão Permanente de Portugal junto do Conselho da Europa. Mais tarde, fixou residência em Paris. Licenciado em Economia pelo I.S.C.E.F. de Lisboa. Profissional de cinema, fotógrafo e crítico. Gerente de uma sociedade no campo do audiovisual. Dedica-se à fotografia a partir de 1956. Assistente de realização do filme português "Os Pássaros de Asas Cortadas" (1962) e de encenação de duas óperas realizadas pelo Grupo Experimental de Ópera de Câmara, subsidiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Membro fundador do Centro Português de Cinema. Co-autor e assistente de produção e realização, juntamente com Fernando Lopes e Nuno de Bragança, da curta-metragem "Nacionalidade: Português" (1970). Presidente do Júri do Instituto Português de Cinema durante o período de 1991 a 1993. Membro do Conselho Consultivo da Culturgest. A sua "formação" como fotógrafo foi a de um autodidacta. Como quase todos os outros fotógrafos dessa época, a sua aprendizagem não foi escolar (não havia cursos de fotografia) e baseou-se por um lado, numa natural pulsão de representar a realidade, por outro, num intenso interesse pelas outras artes plásticas ou representacionais, como a pintura, a escultura, o cinema e a própria fotografia. O método consistiu em aprender os fundamentos técnicos da fotografia – o que se aprende facilmente nos livros –, definir uma orientação sobre o "objecto" preferencial da sua actividade fotográfica (tomando Henri Cartier-Bresson como paradigma), e cotejar continuamente o resultado do que ia produzindo com o "corpus" fotográfico que lhe era facultado pelas revistas e livros estrangeiros da especialidade, na ausência ou na ignorância dum "corpus" equivalente português. Na sua essência, o método foi pragmático ou, como se diz em inglês, de tentativa e erro.

Sobre esta exposição, de homenagem a Henri Cartier-Bresson, escreve Gérard Castello-Lopes no prefácio do livro agora editado pela Galeria Fernando Santos:

“Comparar-me ao Mestre seria tão paradoxal como comparar o Sol à luz duma vela. Por outro lado quando adquiri os exemplares de “Images à la Sauvette” e dos “Européens” tomei a decisão de seguir o mesmo caminho. (…)

Para lá do génio fotográfico que foi o seu, é inegável que Henri Cartier-Bresson foi um incomparável fotojornalista. Embora Peter Galassi, actual director do departamento fotográfico do Museum of Modern Art de Nova Iorque, tenha escrito um livro intitulado “Henri Cartier-Bresson – the early work” onde Galassi tece as loas do primeiro período do fotógrafo em que a componente surrealista tomava o passo sobre qualquer outra consideração, não é menos verdade que com a criação da agência Magnum em que o mundo foi distribuído entre os seu fundadores, Henri Cartier-Bresson se tornou, à medida dos seus colegas Robert Capa, David Seymour e George Rodger um fotojornalista ímpar. Não é pois de admirar que o tenha escolhido como Mestre e, na medida das minhas possibilidades, tenha tentado seguir o mesmo caminho que ele, entre todos, desbravou.

Essa decisão não define nada mais do que uma influência; um caminho que eu desejava calcorrear, à minha maneira, sob a influência de Henri Cartier-Bresson. Mas essa influência nunca atingiu uma qualquer forma de identificação. Se algumas fotografias desta exposição mostram claramente essa influência só posso dizer que, desde sempre, toda a gente influenciou toda a gente, e como dizia um amigo antigo é a imitar os homens que se aprende a ser homem.

Sempre entendi que os postulados de Cartier-Bresson, uma inefável conjunção entre a geometria do mundo e a pesquisa daquilo que ele chamava “o instante decisivo”, vinham dum modo de ver que se aproximava do génio e em relação ao qual, não poderia nunca haver meças. Mas influência houve e se, hoje ainda, posso aduzir uma certa intuição e algum rigor na composição, é a ele que o devo. (…)

Soube pelos jornais que Cartier-Bresson tinha falecido em l’Isle sur la Sorgue e fora sepultado no cemitério de Montjustin. A minha mulher e eu fomos visitar a sua sepultura como última homenagem ao homem que tinha desencadeado em mim as ânsias que acompanham todos os fotógrafos. Estávamos a sessenta quilómetros desse cemitério e lá fomos em romagem. Fotografei a sua campa e a minha mulher fotografou o meu recolhimento. A sepultura que fotografei de Cartier-Bresson estava coberta de flores. No seu topo havia um vaso com uma oliveira ali plantada. Por detrás estava, verde-escuro, um cipreste alto e majestoso. Fiz setenta e nove anos nesse dia.”

Publicado por jpcoutinho às 11:10 PM | Comentários (2)

março 01, 2005

no labirinto

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talvez seja melhor não faltar! é só uma opinião

O SINDICATO DO CRIME EXISTE, não é Sérgio?
Sindicato do Crime apresenta

JUNK-BUY ME
Panfletário? Corrosivo? Gratuito? Certamente...

Labirintho – Porto – Março – 5 de Março – 23 horas (inauguração)

JUNK/BUY ME
Projecto multimedia em que cabem todos os excessos cometidos pela propaganda, demasiado óbvia na sua tentativa subliminar. Imagens em regime non-stop, slogans alienantes e sonoridades longínquas sucedem-se numa espiral ofensiva que a ninguém poupa. A começar pelas sensibilidades mais agudas. Nas duas salas que integram o espaço, perfilam-se instalações e vídeos que remetem o espectador para a violência do real, mesmo quando encoberta pela pretensa benevolência dos seus princípios. Semanalmente, irá decorrer ainda uma performance teatral protagonizada por um indivíduo entregue às suas consumições interiores. Entre o patético e o trágico, O Homem – assim se designa a figura – planeia a mais árdua das missões: descobrir o ser a quem entregar o significado da existência. A resposta, essa, poderá muito bem estar do outro lado do espelho.

SINDICATO DO CRIME
O Sindicato do Crime é um colectivo de intervenção urbana que se propõe resgatar a poesia – assumida não apenas na sua vertente literária, mas como oposição ao conformismo dominante – das malhas quase sempre turvas do quotidiano. Integrado na Galeria Serpente, o colectivo foi criado em finais de 2004 e, da sua ainda curta existência, fez parte a apresentação do projecto multimedia “Who’s the mthrfckr?”, realizado no Triplex, a 26 de Novembro, que incluiu performances de A Dasilva O e Pedro Piaf e a exibição das curtas-metragens “O mural da ética” e “Die, cabrón!”. O vídeo, a instalação, a literatura e a performance são os suportes de que o Sindicato do Crime se socorre, instrumentos predilectos para atingir o fim em vista: o questionamento das verdades ditas ‘inquestionáveis’.

Publicado por jpcoutinho às 03:18 PM | Comentários (1)