outubro 13, 2004

Nota anexa a "Uma Visão para Marinha de Guerra Portuguesa 2005-2010"

O autor (eu) destes textos não é de modo algum, um especialista!
Nem o pretende ser.
Expõe apenas uma visão!
Por esse motivo, agradeço qualquer correcção ou ajuda, que entendidos na matéria me queiram dar!

Os Meus Agradecimentos,
O Autor

Publicado por emigas em 10:37 PM | Comentários (0)

Uma Visão para Marinha de Guerra Portuguesa 2005-2010 (2ª Parte) (Revisto)

(Continuação)

Entre as novas aquisições para a Marinha de Guerra encontram-se o Navio de Polivalente Logístico e os dois (possivelmente três) submarinos U214, sem contra com a prevista substituição do Navio Reabastecedor de Esquadra e os NPO’s!

Fala-se ainda, em meios entendidos, da possível aquisição de 2 Destroyers Multifunções cujas missões incluiriam a Defesa de Esquadra.

Mas estas aquisições têm em conta que tipo de cenários?
E que serão os meios mais adequados?

A aquisição dos Submarinos é indiscutível!
Sou 1000% a favor dela.

Em termos de táctica naval, apesar de serem unidades unitáriamente caras, o seu preço é compensado pela sua capacidade de recolha de informações e de dissuasão.
Podem ir onde ninguém os vê mas onde podem ver, e em caso de guerra irão ser um pesadelo para qualquer força que tente invadir por mar.
Têm além disso a capacidade de inibir ou seriamente perturbar o tráfego marítimo, algo que ainda hoje é importantíssimo, não existisse a necessidade de movimentar exércitos por mar.

O Navio Polivalente Logistico, (NPL) é mais conhecido como LPD – Landing Platform Dock.
No fundo é um navio de assalto anfíbio. A
sua capacidade é a de desembarque de tropas com meios pesados (tanques e Viaturas de Combate Blindadas) numa testa-de-ponte em território hóstil.

Terá porventura capacidades mais pacíficas( apoio a civis em catástrofes), mas não se iludam, esta é um plataforma ofensiva e de invasão.

O navio reabastecedor de esquadra, trará maior autonomia e raio de acção às forças marítimas e permitirá acções mais longe de portos aliados do que a autonomia dos navios permitiria. Ou seja, acaba por ser um Multiplicador de Força.
Permitirá às forças manterem-se mais tempo e mais longe sendo abastecidas em alto mar.

No fundo esta é a capacidade que uma marinha Oceânica: Operar longe das suas bases mantendo a sua capacidade Operacional por maiores períodos que o adversário.

E agora?
Qual o caminho a seguir?

Na actualidade as maiores ameaças navais ainda partem de outras nações.

O terrorismo marítimo é tão grave como à 1000 anos, ou seja, se existe não é significativo!

O verdadeiro problema hoje em dia, é a Pirataria na Ásia (zona da Malásia, Filipinas, Indonésia, etc.)

Fora dessa zona, apenas em caso de guerra declarada poderão existir problemas, sobretudo no que diz respeito à livre circulação de bens e pessoa, ou a vigilância de um vizinho mais afoito e com vontades expansionistas.

Ainda válido num país que tenha fronteiras marítimas, o mote lançado por Churchill é verdadeiro “O Preço da Liberdade é a Eterna Vigilância!”
Por outro lado a necessidade de afirmação internacional de uma nação e no fundo de respeito é cumprida através da demonstração de capacidade de “commitment” em assuntos “perigosos” como a manutenção de paz ou a imposição de bloqueios navais (como aconteceu nos Balcãs com a antiga Jugoslávia).

Mas, e se Portugal precisa de intervir num dos PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa?
E se precisarmos de intervir na Guiné-Bissau como começa a ser costume?

Como fazê-lo?

Não é possível a Portugal, com os actuais meios e sem o auxílio de países “amigos” ou aliados, a constituição de uma presença militar considerável para uma intervenção.

Sem portos ou bases aéreas numa determinada área, não existe nação que consiga fazer uma intervenção...a não ser que transporte por via marítima ou tenha a capacidade de invadir por mar.

Os transportes/ navios de assalto (como o NPL) são os meios indicados para situações sem apoio.
Mas estes precisam de escoltas, de “guardas” e aí entram os outros meios navais (fragatas, corvetas, destroyers, submarinos).

Mas para um país tradicionalmente marítimo, como Portugal, a nossa marinha não consegue garantir escoltas em ambientes de conflitos de primeira linha, quanto mais manter forças operacionais longe de bases Aliadas.

Isto deve-se ao desprezo a que tem sido sujeita pelo poder Politico e a uma má gestão de recursos.

A proposta que inscrevo a seguir, é a do material (unidades navais) que considero necessário para mantermos uma marinha operacional e capaz de operar em “todos” os teatros de operações possíveis.

A Armada Portuguesa (Uma força naval como acho ser possível com os meios financeiros e Humanos existentes)

O Grosso da Força:
2 Destroyers Tipo T45 Daring (Multiusos, mas principalmente de defesa aérea de área)

6 Fragatas Multiusos (tipo Meko 200 Classe Vasco da Gama ou melhores, cumprindo as missões de as missões de Escolta, Soberania e de Projecção de Força)

6 Corvetas com capacidade oceânica, bem armadas e com sensores de 1ª linha. (Material equivalente ao das fragatas, complementando as missões de escolta e de Projecção de Força)

Nota: A opção por 6 Corvetas modernas em vez de mais 2 ou 3 Fragatas tem a ver com o simples facto de que apenas a alta tecnologia não irá salvar os navios de uma ameaça, mas também o número de navios. É uma espécie de tradeoff mais quantidade por um pouco menos de qualidade!

I.e Numa missão de escolta quanto mais navios, menores serão as zonas de patrulha (ou de controlo) e mais capacidade operacional para esse mesmo controlo, terá cada um deles, sobretudo contra ameaças submarinas.

Assim prefiro a formula 6+6 (Fragatas+Corvetas) do que a 9 +0

3 Submarinos Convencionais U214 (actualmente só está prevista a compra de 2 com um em opção, mas até preferiria que o número destes fosse 4 ou mesmo 6, mas acho que os custo de aquisição seriam imcomportáveis)

2 Re-abastecedores de Esquadra (Podendo estender as nossas capacidades a dois teatros de operações distintos)

3 Draga-Minas (Poderão ser conversões dos NPO's)

Estes 22 navios constituem o núcleo da Armada.

A Componente Aéro-Naval:

Deverá ter pelo menos 16 Helicópteros, a escolher entre NH90 e o Super Lynx 300, ou equivalente (2 por cada Fragata/Destroyer e 1 por cada Corveta)

O cálculo do número de Helicópteros necessários baseia-se numa alocação funcional:

Nesta frota, nunca teremos todos os navios disponíveis ao mesmo tempo (prevejo que apenas 1 Destroyer, 4 Fragatas e 4 Corvetas terão capacidade de operação simultânea – 1+4+4).

Assim não é necessário ter 2 helicópteros funcionais por cada um, mas pelo menos o mínimo essencial mais 1, ou seja para a fórmula 1+4+4 navios devem estar operacionais pelo menos 2+8+4 helicópteros (com mais 2 ou 3 de reserva)

Os reabastecedores de esquadra não terão helicópteros orgânicos

Núcleo Anfíbio:

Quase uma segunda frota, os navios anfíbios têm de ter capacidade de projectar forças militares, aproveitando o mar “aberto” imposto por uma força naval decidida (como a que faria escolta deste navios)

Assim e tendo em conta a regra das disponibilidades Portugal deveria apostar na construção de um NPL e de um LHD (Landing Helicopter Dock) do Tipo do BPC Mistral da Marinha Francesa, para além de dois (mais) navios do Género HSV (High Speed Vessel) para transporte rápido de tropas, para além das embarcações de desembarque e de apoio.

O LHD permitiria fazer transporte aéreo e marítimo de tropas para uma testa-de-ponte além de permitir apoio aéreo por parte de heli-canhões.

Deve ter pelo menos 5 a 6 pontos de aterragem para helicópteros médios e pesados, como os que os outros ramos das forças armadas estão a adquirir (NH90 e o EH 101 Merlin)

Os dois HSV’s seriam meios rápidos de disposição de forças permitindo transportar um batalhão com blindados para qualquer zona do globo rapidamente!

A Continuar...


Links onde podem encontrar mais informações:
Marinha Portuguesa
Área Militar-Marinha Portuguesa
Naval Technology
Forum de Defesa
HSV Project

Publicado por emigas em 08:30 PM | Comentários (0)

outubro 10, 2004

Dispositivo naval previsto para 2006

Este é o dispositivo naval previsto para Armada Portuguesa para o ano de 2006

Atenção: Estas previsões não são baseadas em informações oficiais, mas em "Educated Guesses"

Marinha Oceânica

3 FF (Fragata Multifunções) Classe Vasco da Gama

2/3 FFG (guided missile frigate ) Classe Oliver Hazard Perry

2/3 SSK (Submarinos Convencionais de Ataque) U209-1500 PN (Classe U214)

1 AOE (Reabastecedor de Esquadra - Sólidos e Liquidos) Classe Bérrio (ex-RN Blue Rover)


Componente Aérea

10 a 12 Helicópteros Lynx Mk 95 ou Super Lynx 300 ( Já dispõe de 5 Mk95)


Patrulhas/Imposição de Soberania

10 NPO/OPV (Navios de Patrulha Oceânica) Classe Viana do Castelo

4 FPB (Fast Patrol Boat) Classe Argos

4 FPB Classe Centauro

1 SPB (Small Patrol Boat) Classe Rio Minho (fluvial)


Navios de Assalto Anfibios

1 LPD (Landing PlatformDock) Classe Tipo Rotterdam/Jan de Witt (vulgo Navio Polivalente Logístico)

1 LDG (Lancha de Desembarque Grande) Classe Bacamarte

2 LCAC (Landing Craft, Air Cushion)

2 LCM (Landing Craft, Mechanized)
ou LCU (Landing Craft Utility)

Navios Oceanográficos

2 Classe Andrómeda

2 Classe D. Carlos


Navios-Escola (Vela)

NRP Sagres II

UAM Creola

NRP Polar

NRP Vega

Publicado por emigas em 05:21 PM | Comentários (0)

Uma Visão para Marinha de Guerra Portuguesa 2005-2010 (1ª Parte)

A reforma das Forças Armadas passa por uma mudança de mentalidade e por um acréscimo de financiamento para o re-equipamento e não só para a manutenção de pessoal.

O seguinte texto será uma reflexão crítica da actual e futura situação das Forças Navais Portuguesas.

Infelizmente, Portugal tem uma marinha numerosa, com somente três unidades navais de monta: as fragatas multiusos, Classe Vasco da Gama (modelo Meko 200PN).

Em número de Unidades Navais temos além das já referidas 3 Fragatas João belo, 7 Corvetas de diferentes Classes e uma dúzia de outras unidades navais menores.

Ou seja, em termos de Marinha Oceânica temos um potencial de 13 Unidades Navais. Mas como já referi apenas as três Vasco da Gama, são unidades de primeira Linha, sendo as restantes Navios sem grande valor militar.

Isto sem contar com os três Submarinos Classe Daphné, a caminhar para a casa dos 40 anos. (agora já apenas dois e apenas um deles se manterá até à chegada dos Novos U214)

Mas, o quadro não é tão negro, se pensarmos no programa de Construção naval em curso que inclui a construção de 12 NPO/NCP (navio de Combate à Poluição) para substituir as 7 corvetas e 7 outros navios de patrulha e ou dedicados a tarefas especificas.

Trocar doze por catorze parece mau negócio, mas não é.

Navios com menos tripulação, mas capazes de suportar as difíceis condições do atlântico, Capazes de patrulhar por longos períodos as águas da Zona Económica Exclusiva ( no fundo a missão das actuais corvetas), com a capacidade de permitir a aterragem de Helicópteros (capacidades inexistentes até hoje) e com menores custos de funcionamento, tornam o projecto do Navio de Patrulha Oceânico uma mais valia.

Mas... o projecto pode e deve ser melhorado, com a capacidade de poder suportar um helicóptero orgânico, ou seja pertencente ao navio, não apenas um visitante.

Com mais algumas modificações ao casco e ao acrescentar algum armamento (o NPO dispõe de uma peça de 40 mm, mais do que suficiente para patrulha, mas insuficiente e m quase tudo o resto)mísseis, sonares, etc. Podem torná-lo num NPO/Corveta/Fragata Ligeira preparado para entrar em conflitos de baixa ou média intensidade.

A modernização das Fragatas Vasco da Gama pode disponibilizar algum desse armamento.

A Marinha vai ainda receber até ao final de 2005 duas Fragatas Oliver Hazard Perry, navios até bastante capazes e que irão aumentar substancialmente a nossa capacidade naval. Mas são navios velhos com problemas na sua construção e defeitos base (como um canhão de 76 mm colocado exactamente a meio do Navio e misseis de design antigo).
Mesmo assim são uma melhoria que irá ser descomissionada exactamente no final de vida útil das fragatas Vasco da Gama ou seja daqui a quinze no máximo 20 anos.

I.e. é urgente começar um programa de substituição de grandes unidades navais, ou seja pensar em adquirir novos navios de guerra e começar a criar ciclos de renovação com cerca de 15 anos.

Mas tal não se avizinha possível. Não por questões económicas, mas por falta de politica e de um outro problema mais grave.

A incapacidade de analisar as actuais necessidades e agir de acordo come elas, i.e a Incapacidade dos políticos em conseguir justificar a necessidade de forças armadas capazes e dos ganhos que daí podem advir para Sociedade Civil.

A Continuar...

Links:
Marinha Portuguesa
Área Militar-Marinha Portuguesa
Naval Technology
Forum de Defesa

Publicado por emigas em 05:15 PM | Comentários (0)

outubro 07, 2004

Defesa Nacional - Uma Reflexão

Durante os próximos dias pretendo fazer uma reflexão sobre as condições materiais, humanas e politicas das Forças Armadas Portuguesas!

Vou dividir essa reflexão pelo três ramos, abordado separadamente as necessidades e o possível dispositivo de meios necessário para que a sua utilização não seja apenas um show off!

Agradeço qualquer imput do Universo Bloguistas sobre temas que posso abordar, além de possíveis correcções, uma vez que embora goste da temática não sou especialista!

As premissa desta análise são:
"A Guerra é uma extensão da Política"
Quanto maior fôr a capacidade de projectar força, mais possibilidades existem de um conflito se resolver pacificamente e sem derramento de sangue!
"Se queres a Paz, prepara-te para a Guerra!"

Cumprimentos,

Publicado por emigas em 01:29 AM | Comentários (0)

Viva à Liberdade de Expressão Ou um Novo 25 de Abril(revisto)

O Governo da República Portuguesa é desde a tomada de poder da Coligação PSD- CDS/PP, um governo a rasar a extrema direita e a imbecilidade da direita conservadora.

O Neo-Liberalismo económico que nos impuseram continua a penhorar as vidas dos cidadãos contribuintes em detrimento de fazer pagar os que o não fazem. Quem não consegue escapar paga os seus impostos e os dos outros.

Pagamos um sistema de educação que não funciona, um sistema de saúde debilitado pela irracionalidade do sistema de educação (não se justifica que apenas “meia-dúzia” de estudantes entrem em medicina todos os anos, talvez menos de uma centena).

Não se justificam contínuos aumentos dos combustíveis e dos passes sociais
A desculpa do preço do petróleo já não pega. Este atinge ciclicamente os valores altos sobretudo quando há uma guerra. (o preço de 50 dólares por barril de crude , como um bom economista poderá elucidar, levando em conta a compensação da variação da moeda, da inflação, e de outros factores, não é um valor muito díspar do valor desde há 30 anos)
Mas não acham curioso que esta marca mais alta corresponde ao preço mais elevado desde à vinte anos?
Há vinte anos, qual era o preço da gasolina?
Metade do que é hoje!!!
Para onde vais o dinheiro?
Para o Imposto sobre Produtos Petrolíferos!!!!
Ou seja para o Estado!.

A Defesa Nacional constantemente desprezada está a ser reconstruída sem um objectivo político e de relações externas.
Ou seja estamos a adquirir meios sem propósito ( mas que não deixam de cumprir as funções que lhes são atribuídas, ou não fossem os nossos militares capazes de, com um pouco de pastilha elástica, pôr um avião a voar).
Queremos ser um país interventivo na cena internacional, queremos poder enviar tropas para regularizar situações de crise, forças de imposição ou estabilização?
Então temos de ter mais tropas, certo?
Mas o Exército está a reduzir efectivos!
A Força aérea está quase inactiva!
A marinha faz o que pode!

O Presidente da República tomou a decisão de manter estas gentes no poder! Como cidadão discordo, mas construtivamente!

E acho que na primeira oportunidade o PR deve reconsiderar!

Após os episódios de comédia governativa que foi a tomada de posse dos ministros e secretários de estado, sem que os ministros soubessem quem ia para onde...

Após os momentos de incredulidade após as descoordenações dentro do governo de coligação...

Depois de uma novela na colocação dos professores, depois de confirmarem três vezes que o sistema funciona...mal...
E de continuamente e arrogantemente se colocarem acima de criticas, demonstrando uma aversão ao real...

Chega agora o maior atentado às liberdades civis...desde da Ditadura do Estado Novo!

Disseste mal de nós, vais para rua !

O Professor Marcelo Rebelo de Sousa (MRS) não tem em mim um fã ou admirador.
Sou critico das usas posições e não concordo com ele, em muitas das suas análises.
Gosto de pensar por mim próprio, mas gosto de ouvir outras opiniões.

Mas apesar de não concordar com ele (e mesmo que tivesse poder para isso) nunca me passou pela cabeça silencia-lo.
Acho que todas as opiniões (com as excepção das do Miguel Sousa Tavares e da Manuela Moura Guedes) devem ser ouvidas e tidas conta.

Mas “Gomes da Silva declarou-se segunda-feira "revoltado com as mentiras" e com as "falsidades" que são proferidas todos os domingos "por um comentador que tem um problema com o primeiro-ministro", afirmando estranhar o silêncio da Alta Autoridade para a Comunicação Social em relação aos comentários de "ódio" feitos por Marcelo Rebelo de Sousa. “
in Portugal Diário; Gomes da Silva nega intenção de silenciar Marcelo; 7-10-2004;

Segundo Rui Gomes da Silva (Ministro dos Assuntos Parlamentares) esta é uma situação que se arrasta há mais de quatro anos!
Tem graça, só agora é que reparam, por Marcelo Rebelo de Sousa ter dito que, o Governo PSD/CDS-PP ao ter “dado a ponte” de dia 4 de Outubro, tinha-o feito por motivos populistas, pelo que essa decisão tinha sido pior, do que o pior do Governo Guterres nessa matéria (Julgo que a afirmação foi mais ou menos esta!)

Silencie-se, ponha-se um processo, difame-se!!!

Fala-se com o amigo presidente do Grupo Media Capital ( Grupo da TVI) para falar com MRS para ele ou sair ou pedir desculpa... (especulação) .
O homem decide sair!


Está na altura de um novo 25 de Abril!
Vamos correr com os tipos de lá!
Vamos reimplantar a democracia em Portugal!

Publicado por emigas em 01:09 AM | Comentários (1)

outubro 06, 2004

Homem em Fúria

E se um dia te roubassem o que de mais precioso tens. Aquilo que justifica a tua própria existência?

John W. Creasy (Denzel Washington), antigo agente do Governo especialista em contra terrorismo, é uma homem atormentado por tudo o que fez na sua vida...
Procura o perdão ou o fim da sua existência..

Um amigo (Chistopher Walken) convence-o a aceitar um trabalho como guarda-costas na Cidade do México a proteger uma menina de 12 anos chamada LuPita.

A cidade do México é conhecida pelo elevado índice de corrupção e de raptos, o que leva a que as famílias ricas tenham uma autêntica e constante fobia desses raptos, e percorram a cidade em carros blindados (isto é um facto, não ficção, infelizmente).

Creasy torna-se amigo, quase pai da menina, e vive com ela um renascer da sua alma.

Mas, um dia, apesar de Creasy matar quase todos os raptores, e ser ferido três vezes não consegue impedir o rapto da sua protegida.

Durante dias está inconsciente! A polícia corrupta torna-o criminoso.
E essa mesma polícia não consegue recuperar a menina.
Creasy retorna aos vivos para fazer tudo para a recuperar!

Este filme, não é um grande filme, mas é um bom filme.
Violento como há muito não se via.
Impresionante!

Creasy não é uma máquina de matar , não é um Rambo, é apenas um homem que teve de fazer coisas menos boas na sua vida em nome de um governo.
É um homem atormentado e que procura o perdão.

Mas é um homem que não hesita em fazer regressar o seu lado mais negro para salvar uma criança.

Denzel Washington no seu melhor

A ver, mas com cuidado.

M. Lima

Publicado por emigas em 11:55 PM | Comentários (1)