março 09, 2004

A Hipocrisia Abortiva (Revisto)

Lá está de volta a Grande Crise Nacional!
A legalização do Aborto!
Ignore-se a recessão e falta de capacidade governativa.
O que importa agora é evitar referendos contra algo que já devia ser legal, assistido nos hospitais e dissuadido!

Em vez disso, financiamos clínicas espanholas, com o dinheiro dos que o podem dar.
Forçamos jovens a abortar nas casas escusas e de onde vão directamente para o hospital com hemorragias incontroláveis, podendo perder a sua capacidade reprodutiva, ou mesmo a vida!

O grande problema, para mim, nem é religioso ou social.
É financeiro! Money!!!

O Estado, como pessoa de bem, deve garantir aos seus cidadão igualdade de direitos perante a lei,igual acesso a cuidados de saúde e ao ensino, e mais algumas muitas coisas.

Mas o que realmente acontece é que, quem tem dinheiro tem direitos, mas não deveres.
Quem não tem dinheiro, só tem deveres.

O Aborto, ou melhor a sua legalização, seria mais um despesa directa, derivada de uma acção que certos quadrantes da Sociedade acham deplorável, mas que com um boa investigação até se conseguiria provar que houve muitas visitas a Espanha para tratar “de assuntos”!

Essa é a verdadeira hipocrisia!
Admiro as mulheres que têm coragem de vir a público e dizer: Eu fiz um aborto!

Isto num país em que as mulheres ainda são mão-de-obra barata!
Muitas vezes sobre-qualificada, muitas vezes mais competente, todas pagas abaixo do seu nível

Mas o direito ao que fazem com o seu corpo é-lhes negado!

As mulheres têm direito a serem acompanhadas, informadas, e sobretudo, que lhes seja dada a possibilidade de terem uma escolha: Abortar, não abortar, entregar à guarda do Estado, criar o seu filho!

Assim o Estado deve ter a responsabilidade de:
- Legalizar o aborto, como prática médica por motivos de saúde ou económicos;
- Apoiar medicamente o aborto e a convalescença;
- Guardar as crianças quando as mães as não quiserem, e de lhes encontrar um bom lar;
- Apoiar financeiramente quem tem filhos, incluindo mães solteiras, como um meio de integração social e aumento da natalidade;

Mas esta Utopia custa dinheiro!

E apesar de acreditar que os custos humanos são muito superiores, os financeiros estão longe de serem incomportáveis.

Até porque acredito, que a prática de um aborto não deve ser comparticipada, mas deve ser garantida pelo Estado, para que as mulheres que tomem essa decisão a ele possam recorrer com toda a dignidade e com todos os direitos que lhes assistem!

Não sei se concordam, mas é a minha opinião!

Publicado por emigas em março 9, 2004 10:00 PM
Comentários

Aborto, abortos... Aborto?

Afixado por: Anjo Élico em março 9, 2004 11:08 PM

Fiz algumas alterações ao texto, para o tornar mais legível... Mil desculpas aos leitores por quaisquer incorrecções!

O autor...

Afixado por: eMigas em março 10, 2004 12:00 AM