novembro 11, 2003

As Luzes da Cidade

Quando vou para casa, sempre de noite, graças à mudança da hora, vejo algo bonito e simultaneamente triste.

Vejo as luzes na cidade e da cidade!

Vejo os faróis dos automóveis, alinhados nas ruas e nas estradas... e vejo uma poesia sem movimento provocada pela necessidade de movimento e de viver.

Saio do trabalho e sou imediatamente engarrafado, enlatado vivo no meu carro, nas estradas por onde passo.

É a vida que existe para além da segurança do dia-a-dia no trabalho.

Mas a espera não me desespera, não me desespera o facto de ficar num carro, nem me desespera o tempo que demoro a chegar a casa (desde que não seja mais de uma hora e meia).

Aproveito esse tempo para observar, para a olhar para o lado e as outras pessoas, homens, mulheres, crianças, bonitos e feios, finos e bimbos, toda a sociedade no seu melhor e no seu pior.

E vejo os faróis que erguem no sentido contrário, vejo, ou melhor imagino, mais pessoas, com os mesmos pensamentos que eu.

Publicado por emigas em novembro 11, 2003 07:51 PM
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