outubro 09, 2003

As Regras do Jogo

Se a vida é um jogo, quais são regras com que jogamos?
Já agora, alguém sabe?

Durante a nossa vida foram-nos impostas regras.

Essas regras impedem-nos de fazer o que querermos, sobretudo se isso interferir na vida de outros.

Mas verdade seja dita, independentemente do que possamos fazer passamos a nossa existência a interferir.

A nossa própria língua é influenciada por este facto.

Nós, vós, eles, vamos, fomos, somos, etc.

A nossa própria existência depende da nossa capacidade de socializar.

Por outro lado, as regras de conduta de uma pessoa são definidas por ela própria, influenciada pelas imposições sociais.
A forma como nos relacionamos a nível profissional, social ou pessoal, têm por base papeis sociais bem definidos.

Os colegas de trabalho, estão numa categoria diferente dos nossos amigos.
Também os amigos estão numa categoria diferentes das namoradas, e as namoradas das mulheres.

Ou não!

Pensem o seguinte, não serão os nossos colegas de trabalho também nossos amigos (estou a falar daqueles que realmente são próximos e não dos nos passam a vida a tentar entalar)

Não serão as namoradas\os também nossos amigos?
E não será também um companheiro de vida (i.e. Uma esposa) um amigo?
"A Amizade é como um casamento mas sem o sexo" ouvi certa vez dizer, e acabo por ter de concordar.
A amizade entre dois seres é a base de tudo o que de bom temos na nossa vida!

No fundo, existem vários papeis atribuíveis a uma só pessoa, eplo que as nossas categorias não podem ser tratadas de forma linear, nem a própria sociedade o pode fazer.

Mas quais são realmente as regras dos jogo?

Sinceramente não sei...ou melhor sei, mas é melhor não dizer!

Acho que na realidade nós usamos as regras com uma margem de manobra derivada na nossa própria existência, i.e.
De facto se não nos adaptarmos e adaptarmos as diversas regras a nossa realidade particular, elas não farão sentido algum.

A nossa natureza de seres adaptáveis, de seres sociais, de seres mais habituados a destruir do que a construir, implica da nossa parte um enorme esforço para conseguirmos seguir uma regras de construção social que contariam essa mesma natureza.

Compare-se a sociedade humana com a dos lobos:

Entre o macho Alfa (líder da matilha) e o Omega, (o elemento mais baixo da escala social ), o papel cooperativo das fêmeas e de subordinação à fêmea dominante, tudo esta estabelecido, e equilibrado, com regras definidas, com um objectivo: a sobrevivência da matilha.

Os lobos são animais adaptados ao seu ambiente.
E diria que cientes do seu papel destruidor e ao mesmo tempo criador.
Fazem-no sem esforço, sem pensar, pois faz parte da sua da natureza.

A sucessão do macho Alfa é decidida pela luta regrada, pela idade dos lutadores, pela sua a capacidade, mas sobretudo pela sua paciência em esperar a sua vez na linha de sucessão.

O homem por outro lado quer tudo a qualquer custo, sem olhar a meios, nem esperar pelo seu tempo!

E tudo tem um tempo, a nossa ilusão de controlo provoca dissabores quando efectivamente descobrimos que não sabemos, nem somos capazes de controlar o que nos rodeia.

A nossa racionalidade foi enganada pela sua lógica aparentemente invencível.

O homem esqueceu o seu papel na natureza e na sociedade e quer tornar-se rapidamente o Alfa, deixando de ser o Omega.

O problema é que não é um Omega, nem nunca será. Nem há figura semelhante, uma vez que a nossa sociedade nem é tão articulada e definida como a dos lobos.

O único Omega é o seu ambinente, o seu Habitat.

A desenvolver...

Publicado por emigas em outubro 9, 2003 11:24 PM
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