setembro 17, 2003

O Mito da Loira

A eterna culpada dos acidentes de tráfego, das traições, da burrice...

Ao contrário do que se pensa não é do sexo feminino... e já agora, quem pensa que as loiras são sempre bonitas está enganado/a.
Algumas até usam barba!

Passo a explicar:

Hoje em dia encontramos em cada esquina, ou melhor, em cada um dos múltiplos locais de passagem (não-lugares como diria Marc Augé) uma loira!

Pode ser homem, mulher, moreno/a, ruivo/a, gay, travesti, etc...

Ou seja, ser Loira é um atributo de falta de cérebro, ou melhor de falta de uso das faculdades mentais disponíveis.

No fundo, burrice, estupidez, falta de amor-próprio, falta de Chá (como dizem as Tias).

Mas, todos nós podemos torna-nos loiros ou loiras, em qualquer momento!

Não acreditam? Passo a exemplificar:

Características Gerais do Condutor/a Português vulgo loira travestida :

Somos os maiores.
Conduzimos como se o carro fosse um Ferrari (embora prefira Porsches) e por vezes é um decrépito Fiat Uno.

A mão está pendurada do errado da porta. Somos capazes de nem sequer ter as mãos no volante, ao mesmo tempo que telefonamos à namorado/a/amante/esposo/a.

Se alguém tem o desplante de nos querer ultrapassar, aceleramos e assinalamos essa pequena vitória, exibindo gestos de desafio e de ofensa!

Se por algum motivo batem com o seu veículo. “Eh...Óh pá, a culpa foi daquele!”

No entanto, há características exclusivas:

Homens a Conduzir: Somos os Fitipaldis que se lembram, quando na faixa da esquerda, a 200 km/h que a próxima saída é a que deveríamos tomar. Logo achamos um buraco e atravessamos as 2, 3, 4 ou 5 faixas da estrada sem se importarem se há mais alguém

Mulheres a conduzir: nunca dão passagem. Mas quando eu digo nunca, é mesmo nunca. Nem que, quem está no outro veículo seja uma outra mulher. Apenas neste ponto e só mesmo neste a mulheres podem ser ainda mais loiras.

Quase tudo o indicado nas Características Gerais, excepto o bracinho no lado errado da porta.
Já agora, também escapam facilmente das multas, pelos lindos olhos que fazem ao “sôr Agente”.

Eu acho que isto é "loirice" (com mais algumas coisas à mistura, tipo falta de educação ou civismo!?!)

No fundo, um homem condutor que obedeça a estas características é um travesti de loira. As mulheres apenas põem a cabeleira.

Outro exemplo, embora menos quotidiano, é o das Tias e Tios da nossa praça, ou melhor do nosso Jet Set: Loirice pegada!

Em cada dez palavras, vinte asneiras, são na sua essência estúpidos, burros, fúteis, alienados, etc.

Mas verdadeira Loirice, está naqueles que admiram, veneram, adoram, mas também naqueles que criticam (ok, parece que me estou a incluir).

Damos demasiada importância, a pessoas sem importância.

Assim nasce o Mito da Loira!

A entidade que personifica muito do que consideramos mau (começo a pensar que há pessoas que acham que ser "loira" é o Máximo, mas isso é uma opinião) e que reúne em si, tudo o que desprezamos, mas também uma das coisas que adoramos.

Ou seja, terão existido loiras ao longo da história humana, todas apetecíveis, mas loiras no entanto. Algumas delas seriam verdadeiras loiras (cor de cabelo), as outras loiras (as burras, diga-se) trouxeram a (má) fama.

E eu expando essa fama a toda a humanidade, que reúna as condições, i.e. conduza, julgue que é o maior, se julgue ser mais (alguma coisa) que os outros, seja inculta, etc.

Áh pois!!

É a vida!

Publicado por emigas em setembro 17, 2003 11:27 AM
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