novembro 24, 2009

Dos creditos pessoais

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É inegável que a grande melhoria que ocorreu no padrão de vida dos Brasileiros nos últimos anos se deveu também à grande facilidade de usar dinheiro que ainda não ganharam, o chamado empréstimo.

Quer comprar uma casa? Peça um crédito habitação. Carro novo? Não há problema, existem para isso os empréstimos automóvel. Televisão LED de 50’’? É para isso que existe o empréstimo pessoal que pode pedir aqui. E aquelas camisas façonnable que você compra para impressionar mas que lhe levariam metade do ordenado? Simples, paga com o cartão de crédito e parcela a compra em 6x. O juro nem é assim tão alto, são só 15%...

As mensalidades estão a ficar um bocado pesadas no orçamento familiar, mas mesmo assim vai mais um crédito para ir uma semana a cancun, que bem merece. O sol, o mar, o calor, o descanso e a paz interior não têm preço, ainda mais quando são pagos em 64 meses.

Talvez seja altura de consolidar estes empréstimos todos, não? Em vez de pagar isto tudo em 30 anos, paga em 60 e baixam-lhe a mensalidade para metade, não é maneiro? Seja responsável, saiba quando pode fácilmente pagar por mês e peça o seu!

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agosto 28, 2008

Epopeia das cruzadas no Médio Oriente.

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Epopeia das cruzadas no Médio Oriente.

Por WILLIAM H. HALL

Para muita gente a palavra «Cruzada» evoca a visão de um cavaleiro andante, vestido de ferro, armado de lança e espadão, cavalgando um corcel de guerra. Logo se pensa em Ricardo, Coração de Leão, conduzindo formidável massa de armas e descarregando medonhos golpes de espada. Recorda-se, outrossim, Saladino comandando uma esmagadora e rápida carga de cavalaria árabe, erguendo para o céu a sua recurvada cimitarra. A nossa mente voltam eternos trechos de Ivanhoe, do Talisman e outras obras da mesma época. Recordamos ainda a cidade santa de Jerusalém, o Santo Sepulcro e castelos e torres e estandartes ao vento. Por outros termos, a palavra Cruzada é sinónimo de uma era de romance medieval.
A razão desse poder evocativo está em que, durante duzentos anos, os exércitos da Europa ocidental se bateram duramente para formar um reino no Oriente, voltando-se todos os povos para esse recanto do Mundo, movidos por um espírito de romântico fervor, fervor religioso, comercial, social e militar, que não cessou de despertar admiração em sucessivas centúrias.
Quantas páginas emocionantes foram escritas! Quão grande foi a nossa emoção de colegiais ao ser-nos dado conhecer, pela primeira vez, a acção dos Cruzados, as sangrentas e ingratas querelas nascidas das desinteligências do conde Raimundo de Toulouse e Bohemond, o príncipe normando! Como nos impressionou a tomada de Jerusalém por Saladino, pela teimosia do rei Guy, que recusou ouvir o sábio conselho de Balian e de Raimundo de Tripoli, descendente do grande conde de Toulouse! Ali também as ordens religiosas de cavalaria se empenharam em vultosas operações de crédito, pois na realidade não se pode distinguir se houve mais comércio, mais guerra ou mais fé. Mas foi sem dúvida a Cruz que prevaleceu.

HERÓIS DA CRUZ

Muitos de nós se emocionaram com a história de Pedro, o Eremita, com o apelo do papa Urbano a favor da guerra santa, com o exército de crianças, marchando através da Europa ou vendidas como escravas no Oriente. Todos estamos lembrados do período que vai de 1098, quando Antióquia foi capturada, a 1291, quando os cavaleiros do Ocidente finalmente se fizeram ao mar, guiados pelo rubor do sol poente. Quem pode esquecer os nomes de Godofredo de Buillon, o herói de Jerusalém... de Balduino, seu primeiro rei... de Raimundo de Bohemond e de Tancredo...e, principalmente, do sarraceno Saladino, que foi, talvez, entre todos o mais nobre cavaleiro?
Essa é a terra onde esses heróis viveram, onde construiram os castelos mantenedores do seu poder feudal, com os métodos de defesa estabelecidos após longo estudo da região e onde muitos se erguem ainda, testemunhando uma época de lutas incessantes, ajudando o nosso cérebro a reviver essa longa caminhada. É preciso conhecer as desinteligências espirituais que dividiam Cruzados e Sarracenos, para saber onde e porquê esses castelos foram construidos. Sem isso, nunca saberíamos que estandarte colocar sobre a torre acastelada de Margab ou de Kalat-el-Husn — se o dos Cavaleiros Hospitaleiros ou o de Saladino. Não é, porém, desejo nosso traçar aqui uma história das Cruzadas. Falaremos apenas de alguns pontos, que destacaremos para refrescar a memória dos leitores.
Numerosas são as causas citadas para explicar a primeira Cruzada. Uma das mais frequentes é, sem dúvida, a do tratamento a que eram submetidos os peregrinos nas estradas da Palestina e na própria Jerusalém. Fosse por que fosse, grandes exércitos foram reunidos sob o comando de nobres chefes. Finalizados os preparativos (1097-98), puseram-se aqueles em marcha pelas montanhas de Amanus, ao Norte da Síria, enxameando a região chamada Porta da Síria. Foram sitiar a cidade de Antióquia.
Após luta áspera e longa as muralhas foram escaladas e tomada a cidadela. Antióquia permaneceu por todo o período das Cruzadas como a capital de um principado cristão, possessão das famílias de Bohemond e Tancredo, príncipes normandos. Nesse tempo, Balduino, irmão de Godofredo de Bouillon, desviava-se mais para Leste, com o intuito de formar um reino para si próprio. Tomou Edesso, a moderna Urfa, nela estabelecendo poderoso quartel-general, que serviu durante 40 anos como base de surtidas contra o Moslem e o rico vale da Mesopotâmia.
Um ano depois da queda de Antióquia, o exército dos Cruzados, com os seus príncipes e cavaleiros, em quatro longas colunas e desenvolvendo acção conjunta com navios venezianos, que operavam ao longo da costa, aventurou-se contra o alvo supremo: Jerusalém
Os Cruzados inflamaram-se de sagrado zelo, quando, sobre muralhas e torres, avistaram o templo da Area e o zimbório da igreja do Santo Sepulcro. Imediatamente começou o cerco. Os vários chefes atacaram de diferentes pontos. Com lanças e flechas e as catapultas funcionando noite e dia, conseguiram abrir brechas nas muralhas. Britaram as pedras colossais e através daquelas apressaram a luta.
Finalmente, na muralha Norte, no mesmo local onde o exército do imperador romano Tito penetrara mil anos antes e onde Godofredo de Bouillon erigira uma torre de madeira monumental e própria para longo assedio, foi efectuada a primeira entrada em Jerusalém. Quando, mais tarde, os outros chefes viram o estandarte de Godofredo flutuando sobre a torre capturada, forçaram o combate por todos os meios. E o grosso do exército dos Cruzados entrou vitorioso no coração da cidade.
Não vamos aqui relatar as tristes histórias do massacre e do sangue que se seguiram à vitória e que contrastaram com o mais humano e cristão tratamento dado aos vencidos, quando o sultão Saladino e os seus soldados maometanos, oitenta e oito anos depois, retomaram a Cidade Santa. A verdade é que Jerusalém foi vencida e se tornou realidade a formação ali de um reino Cruzado.
Godofredo de Bouilon foi naturalmente o herói do cerco. Os Cruzados desejaram, por isso, que fosse ele o rei. Mas como Raimundo de Toulouse tivesse sido primeiramente escolhido para tal posto de honra, Godofredo recusou declarando:
— Deus proíbe que eu use uma coroa de ouro, onde meu Senhor ganhou uma coroa de espinhos.
No entanto, e pelo espaço de um ano foi ele o chefe militar e após a sua morte, o irmão Balduino, vindo de Edessa, aceitou o título sendo coroado como primeiro rei de Jerusalém. Foram gastos então cerca de cinquenta anos na construção de castelos fortificados ao longo da costa e nos trabalhos de demarcação dos limites a fim de proteger as fronteiras.
Logo que ficaram definitivamente organizados o reino de Jerusalém, o principado de Antióquia e o condado de Edessa, uma quarta divisão foi feita, criando-se o condado de Tripoli, nascido de uma parte de Jerusalém e outra de Antióquia e dotado com organização para Raimundo de Toulouse. Este último condado subsistiu à queda do próprio reino Cruzado e é nesse território, justamente, que ainda hoje encontramos os maiores castelos-fortalezas e os melhores exemplos de arquitectura militar, demonstrando o génio da engenharia daquela época. Jubail, Tripoli Tantus, Safita, Margab e a rainha de todas Kalat-el-Husn, ou «Krak dos Cavaleiros», marcam os limites principais desse condado.

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julho 28, 2008

Vinte soluções para as famílias resistirem à crise

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Fonte: Credito Online

1. Crédito à habitação
Renegociar o ‘spread’ é uma das forma para conseguir reduzir a prestação da casa. Argumente que já amortizou parte do crédito e que tem sido cumpridor dos seus compromissos. Mostre simulações de outras instituições financeiras e se o seu banco não oferecer melhores condições transfira o seu empréstimo. Mas tenha atenção às comissões de transferência. Se o seu banco, para lhe reduzir o ‘spread’, sugerir que subscreva um produto verifique se compensa. Isto porque, se a prestação baixar 20 euros mas o novo produto lhe custar, por exemplo, 25 euros por mês, está a perder dinheiro. Alargar o prazo do empréstimo é outra das forma de baixar a prestação. No entanto, esta solução deve ser um último recurso. Isto porque, ao prolongar o prazo está a aumentar o período de pagamento de juros e, no final do prazo, acaba por pagar mais pelo empréstimo da casa.

2. Despesas da casa.
É possível reduzir a factura da água, luz e gás com alguns pequenos gestos. Utilize lâmpadas fluorescentes e desligue os aparelhos, pois em modo ‘stand by’ gastam energia. Abra as janelas e aproveite o horário de verão para ter luz natural até mais tarde. Reduza o tempo do banho e opte por duches rápidos, desligando sempre a água quando não a está a utilizar. E faça uma simulação no site da EDP para verificar qual o tarifário que se aplica melhor ao seu caso.

3. Transportes
Partilhar o carro com colegas do trabalho permite-lhe dividir gastos e, por isso, gastar menos dinheiro. No entanto, deixar o carro em casa é sempre a opção mais barata. Com o preço médio da gasolina a rondar os 1,518 euros por litro, e no caso do gasóleo os 1,428 euros por litro, quem atesta o carro duas vezes por mês gasta 227,7 euros em gasolina ou 214,2 euros em gasóleo. Tendo em atenção que, por exemplo, o passe (L1) em Lisboa – que combina metro, autocarro, comboio e barco – custa 38,30 euros, ao optar pelos transportes está a poupar entre 175 e 190 euros mensais.

4. Cartão de crédito
Livre-se do cartão de crédito. Em tempo de crise o que menos se quer é acumular dívidas, sobretudo com juros elevados. Se tiver uma poupança aproveite para amortizar a dívida do cartão de crédito. Pois mesmo a ganhar 4% ao ano num depósito, com uma dívida cujos juros são de 20%, está a perder dinheiro, uma vez que está a pagar um juro mais elevado ao banco do que o banco o remunera a si.

5. Clubes e ginásio
Se é daqueles que só se inscreve no ginásio a partir de Março, por causa do verão, cancele a sua assinatura. Sempre são cerca de 50 euros mensais que poupa. Aproveite os jardins e a praia para correr e fazer exercício. É uma solução saudável para si e para a sua carteira.

6. Comunicações
Nos dias de hoje a Internet e o telemóvel são quase uma extensão de cada pessoa. Mas mesmo sendo imprescindível é possível reduzir os custos. Se apenas vê cinco ou seis canais, por que razão precisa do pacote completo de canais. Utilize as mensagens sempre que compense e aproveite o ‘site’ da Anacom para simular qual o tarifário mais adequado nas chamadas móveis.

7. Comissões bancárias
Requisição de cheques, transferências bancárias e consultas de extractos são algumas das operações que a maioria das pessoas utiliza. Em vez do balcão, opte pelo ‘Internet banking’ ou pelo multibanco. Em alguns casos a poupança é considerável, uma vez que as operações que até apresentam um custo ao balcão saem a custo zero através da Internet.

8. Supermercado
Faça uma lista antes de ir às compras e, sempre que possível, opte pelas marcas brancas. A diferença pode parecer pouca, inicialmente, mas acaba por poupar alguns euros. Por exemplo, um carrinho cheio que represente uma conta de 300 euros, poderá ficar por 200 euros, substituindo alguns produtos.

9. Almoçar e jantar fora
Ponha o preconceito de lado e comece a levar o almoço para o trabalho. Vai ver que, ao final do mês, não vai sentir vergonha quando tiver conseguido poupar mais de 200 euros. Sempre que possível opte por jantar em casa, as refeições fora são um gasto supérfluo que deve ser dos primeiros a cortar.

10. Seguros
Renegociar o seguro do carro ou mesmo mudar de seguradora pode representar um poupança anual considerável. Reavalie a sua situação. Algumas seguradoras ‘on-line’ oferecem preços bastante convidativos, com poupanças face às restantes que chegam a ser superiores em 150 euros.

11. Férias e entretenimento
Esteja atento às promoções. Planeie com antecedência e compre viagens através da Internet – que oferece planos mais económicos. As companhias ‘low cost’ são uma boa opção. Aproveite praias e jardins perto de casa para os passeios. Informe-se sobre espectáculos e concertos gratuitos. Se tem assinaturas de revistas que não lê, cancele-as. Se fuma e está a adiar para deixar o vício, esta pode ser uma boa altura – sempre são cerca de 100 euros que poupa por mês.

12. Consolidar os créditos
Juntar todos os créditos num pode já ser a única solução para algumas famílias. Prestação da casa, carro, crédito pessoal e cartões são aglomerados numa só prestação. Esta solução poderá representar uma poupança de até 60%. Por exemplo, num caso em que a soma das prestações todas seja cerca de 1.900 euros, consolidando os créditos num só pode passar para cerca de 760 euros mensais. Mas no final acabará por pagar mais, uma vez que créditos de curto prazo como o caso do crédito automóvel ou o cartão de crédito são diluídos no tempo. Apenas devem recorrer à consolidação as famílias cujo orçamento já esteja esgotado e os rendimentos não sejam suficientes para fazer face às dívidas. Os casos devem ser analisados individualmente, pois se compensa para umas famílias o mesmo não acontece para outras.

13. Certificados de aforro
Nos últimos meses a rentabilidade dos certificados de aforro tem aumentado, na sequência da subida da Euribor – o indexante utilizado no cálculo da rentabilidade dos certificados. Este mês, a taxa de rendibilidade fixou-se em 3,966%.

14. Depósitos a prazo
Com o aumento dos juros, os bancos oferecem também taxas superiores nos depósitos a prazo, podendo esta ser uma oportunidade para pôr o seu dinheiro a render. Segundo os últimos dados do Banco de Portugal, em Abril a taxa de juro praticada nos novos depósitos a prazo foi de 4,13%, um aumento de 0,13 pontos percentuais em relação aos 4% do mês anterior.

15. Acções
As bolsas têm vindo a acumular perdas consideráveis desde o início do ano, com muitos títulos a tocarem mínimos. Com alguns títulos baratos, esta pode ser uma boa altura para comprar, numa óptica de investimento a médio/longo prazo, para que o risco seja diluído no tempo.

16. Imobiliário
Foi no mercado imobiliário que a crise começou. Mas também é sabido que os cenários de crise criam oportunidades e o imobiliário é uma delas. Para quem tem capital, este pode ser um bom investimento no longo prazo. Existem também fundos imobiliários que permitem ganhar com a valorização do mercado imobiliário mas com o risco mais diluído.

17. Matérias-primas
O ouro e o petróleo são conhecidos como refúgios em alturas de maior incerteza. Uma vez que o crude tem vindo a renovar máximos históricos e prevê-se que continue a subir, investir em petrolíferas ou fundos com exposição ao petróleo pode ser um bom.

18. Volatilidade
A volatilidade está instalada nos mercados financeiros. Num dia as acções estão em alta e no dia seguinte em mínimos: uma autêntica montanha-russa imprópria para cardíacos. Em vez de apanhar sustos com as subidas e descidas, faça da volatilidade uma fonte de rendimento. O fundo CAAM Volatility Euro Equity comercializado pelo ActivoBank7 e Banco Best está a ganhar no último ano 15%.

19. Inflação
O aumento da inflação é quase inevitável, por isso, se não é possível evitá-la, invista nela. O Parveste Global Inflation-Linked Bond L, comercializado, pelo Banco Best, investe na inflação e nos últimos 12 meses está a ganhar mais de 11%.

20. Fundos de investimento
Os fundos de investimento permitem diversificar o investimento e reduzir o risco. Por essa razão, e de acordo com o seu perfil, poderá optar por um fundo mais conservador ou até mesmo agressivo. Consoante os activos que componham a carteira a rendibilidade pode ser atractiva. Mas não deve fazer do passado a história do fundo. Lembre-se que rendibilidades passadas não são garantias de ganhos futuros.

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julho 20, 2008

Alguns poemas de João de Deus.

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Pequena Biografia retirada de ruadapoesia.com

(1830-1896) Nascido no ano de 1830 em São Bartolomeu de Messines, Algarve, foi advogado e jornalista. O seu lirismo é simples e terno, com grande profundidade emocional e muitas vezes melancólico. João de Deus foi um dos grandes amigos e admiradores de Antero de Quental.

Em 1893 publicou a colectânea poética Campo de Flores, incluindo-se nesta duas obras anteriores: Flores do Campo e Folhas Soltas. Dedicou-se também à pedagogia, campo em que publibou em 1876 a Cartilha Maternal, tendo como fim o ensino da leitura às crianças. Faleceu em 1896.

A Cigarra e a Formiga

Como a cigarra o seu gosto
É levar a temporada
De Junho, Julho e Agosto
Numa cantiga pegada,
De Inverno também se come,
E então rapa frio e fome!
Um Inverno a infeliz
Chega-se à formiga e diz:
- Venho pedir-lhe o favor
De me emprestar mantimento,
Matar-me a necessidade;
Que em chegando a novidade,
Até faço um juramento,
Pago-lhe seja o que for.
Mas pergunta-lhe a formiga:
"Pois que fez durante o Estio?"
- Eu, cantar ao desafio.
"Ah cantar? Pois, minha amiga,
Quem leva o Estio a cantar,
Leva o Inverno a dançar!"

Grammatica Rudimentar

Aquelle Manuel do Rego
É rapaz de tanto tino
Que em lirio põe sempre y grego,
E em lyra põe i latino!
E como a gente diz ceia
Escreve sempre ceiar;
Assim como de passeia
Tira o verbo passeiar!
Nunca diz senão peior
Não só por ser mais bonito,
Mas porque achou num auctor
Que deriva de sanskrito.
Escreve razão com s,
E escreve Brasil com z:
Assim elle nos quizesse
Dizer a razão porquê!
Também como diz - eu soube
Julga que eu poude é correcto:
Temo que a morte nos roube
Rapazinho tão discreto!
É um gramático o Rego!
É um purista o finorio...
Se Camões fallava grego,
E o Vieira latinorio!

Militarão

Um valente militar
Ficou tão abarrotado
Num opíparo jantar
A que fora convidado,
Que o que fazia era ímpar,
E estava dando cuidado.

Diz-lhe aflita uma das manas:
«Meta dois dedos na boca,
Provoque as ânsias, a ver!»
-Dois dedos na boca...louca?
Se eu os pudesse meter,
Metia duas bananas.

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maio 4, 2008

Blogue de boa qualidade sobre história.

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Na minha divagação pela blogosfera, encontrei este blogue bastante interessante sobre história, vale a pena visitar:

Ronda da história.

Dito isto, quero aproveitar esta mensagem para dizer que não tenho qualquer relação com o antigo dono deste endereço.

Cumprimentos.

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abril 29, 2008

Time has told me

Posted at 9:45 in . | 0 Comments

Time has told me
You're a rare rare find
A troubled cure
For a troubled mind.
And time has told me
Not to ask for more
Someday our ocean
Will find its shore.
So I`ll leave the ways that are making me be
What I really don't want to be
Leave the ways that are making me love
What I really don't want to love.
Time has told me
You came with the dawn
A soul with no footprint
A rose with no thorn.
Your tears they tell me
There's really no way
Of ending your troubles
With things you can say.
And time will tell you
To stay by my side
To keep on trying
'til there's no more to hide.
So leave the ways that are making you be
What you really don't want to be
Leave the ways that are making you love
What you really don't want to love.
Time has told me
You're a rare rare find
A troubled cure
For a troubled mind.
And time has told me
Not to ask for more
For some day our ocean
Will find its shore.
Nick Drake

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abril 27, 2008

Time

Posted at 17:56 in . | 1 Comments

Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an offhand way
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain
You are young and life is long and there is time to kill today
And then one day you find ten years have got behind you
No one told you when to run, you missed the starting gun

So you run and you run to catch up with the sun but it's sinking
Racing around to come up behind you again
The sun is the same in a relative way but you're older,
Shorter of breath and one day closer to death

Every year is getting shorter never seem to find the time
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desperation is the English way
The time is gone, the song is over,
Thought I'd something more to say
Pink Floyd

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