*
*
*
*

24 fevereiro, 2006

alerta vermelho!

Depois de uma rápida vista de olhos aqui pelo berloque, o panorama é desolador...

Ele é o estado caótico aqui da rua, ele é o drama do preço dos legumes que está pela hora da morte, ele é lá mais para baixo o drama do esquentador (t'arrenego, monte de lata velha!)... Pronto, parece que é mais ou menos evidente. A conclusão impõe-se: estou feita numa doméstica!

AAAAAAHHH!!! Pânico, pânico! Vou ter de fazer rapidamente qualquer coisa de rebelde e aventureiro. E de muito pouco doméstico. Isto é só uma fase. Vai passar. Não vai?


catarinia @ 18:32 | Comentários (1)

é a carestia, estúpida!

Hoje fui às compras, naquela superfície comercial deveras conhecida por ter um elefante como mascote. A seguir fui ao cinema, daí ter tido ainda umas horas de inocente descanso.

Cheguei há bocadinho. Tive de deixar o carro em cascos de rolha, porque aqui a rua está toda esburacada, cheia de paralelepípedos e pedras da calçada cuidadosamente amontoados pelos cantos, umas magníficas baias de protecção estrategicamente colocadas no meio da estrada e carros estacionados à campeão, a ocupar o lugar de dois (ainda há-de vir o dia em que me darei ao trabalho de vir a casa, voltar lá a baixo de paliteiro em punho, e carinhosa mas impiedosamente, espetar um palito no pipo de cada pneu destes queridos - estragar não estraga, mas dá um trabalhão do caneco! Só é pena haver um mecânico já aqui ao lado, deve ter para lá uma bomba qualquer que enche os pneus num instantinho...)

Mas voltando à história: aqui a rua está um caos, portanto. Lá vim eu carregadinha que nem uma moira, fiz o percurso de obstáculos do carro até à porta com os sacos todos na mão, onde tive que os largar porque o estupor do sensor da luz está mal direccionado e às escuras não consegui acertar com a chave na porta. Depois lá fiz a ginástica do costume para tentar segurar o raio da porta a ver se não se fechava enquanto eu apanhava as compras que entretanto se tinham espalhado pelo chão, e equillibrava o último saco no dedo mindinho, e nisto tudo a porcaria da luz sempre a acender e a apagar. Uma comédia.

Lá chego finalmente cá a cima, consigo abrir a porta sem deixar cair nada, esquivo-me da gata que se me enrola nos pés, dou um golpe de ancas na porta que me sai com mais força que o pretendido e fecha num estrondo que deve ter acordado o prédio inteiro. Pronto, já cá estou, lar doce lar, amanhã tenho de ver se não me cruzo com nenhum vizinho. Arrumei a tralha toda no sítio e finalmente pude sentar-me calmamente no sofá, com um cházinho e o talão das compras.

E pronto, chego ao ponto crucial do desabafo: o talão das compras. Vai tudo muito bem por ali a baixo, até dar de caras com um valor de 6,75€. Por uma courgette amarela. O quê? Não pode ser! Devem-se ter enganado e isto quanto muito é o preço do kilo. Não era, o preço do kilo também lá estava: 26,99€. O quê??? Então mas eu vi o preço das courgettes e não era nada disto!!! Pois, mas deve ter sido das verdes. Pelos vistos as amarelas são muito mais caras. 6,75€ por um estafermo de uma courgette, UMA ÚNICA, 250g, só porque é amarela e não é verde! Mas afinal o que é que o amarelo tem de tão especial que se faz pagar a preço de ouro?

Estou chocada, pronto. Acabei de pagar uma fortuna por uma coisa de que nem sequer gosto muito, só para ser uma menina bonita e tentar comer mais legumes. Uma fortuna! E nem sequer gosto daquilo! Dói-me a carteira. E o orgulho.


catarinia @ 02:33 | Comentários (4)

18 fevereiro, 2006

dois anos de Universo...

... que talvez se pudessem resumir assim:

«Queria dizer-te uma coisa que nunca te disse.
Mas nunca vem a propósito. Quando ficas em silêncio muito tempo apetece-me quebrá-lo e dizer-te assim sem mais. Mas então sou eu que tenho medo. De não conseguir dizer senão outra coisa, se bem que próxima, e te conduza inevitavelmente ao engano. Então digo-te uma coisa qualquer para avaliar o teu estado de espírito e chego à conclusão que ainda não é tempo. Por vezes creio que já te disse sem querer, por outras palavras. Tu não ouviste ou não quiseste ouvir ou não achaste necessário prestar atenção, esforçares-te a responder. Quando for preciso vai ser tarde demais. Sim, é isso, se calhar é isso. É uma coisa para te dizer depois, quando já não estiveres aqui a meu lado para a ouvires. Uma coisa do tipo:
“quando me quiseres eu já não vou estar aqui para te querer."»

Pedro Paixão, "Nos teus braços morreríamos"


Ou então, não.


catarinia @ 23:24 | Comentários (5)

15 fevereiro, 2006

AAAAAAAHAHAHAHAHAHA!!!

O BabelFish traduz chupa-chupas como «absorb-you absorb them»?
Extraordinário!


catarinia @ 22:23 | Comentários (7)

english on demand

I’ll do it on mine, if you do it on yoursBoth of them!

In the meantime, the worst english ever seen – but the only possible in a click – at your service, in the sidebar.

It classifies as «some english», right? ;o)


catarinia @ 22:02 | Comentários (5)

14 fevereiro, 2006

dia de quê? pois...

É incrível como há data marcada para tudo. E com a devida campanha publicitária, correspondente exploração comercial e concordante euforia consumista. Até para Amar...

Pois em protesto contra a piroseira dos peluchinhos fofinhos, da roupinha interior, das rosinhas, dos chupa-chupas, das canequinhas, das caixinhas de bombons, dos postalinhos melosos e etecetera e tal, tudo cheio dos irritantes coraçõezinhos palpitantes e vermelho brilhante...

VIVA O VERDE NATURAL!



Heart in Voh (1990), Arthus-Bertrand Yann

Heart in Voh, New Caledonia (French Overseas Territory) (20°57' S, 164°41' E)
A mangrove swamp is a semi-aquatic forest common to muddy tropical coastlines with fluctuating tides. Made up of halophytes (plants that can grow in a saline environment), with a predominance of mangroves, these swamps cover almost one-quarter of tropical coasts and a total of some 56,000 square miles (15 million hectares) worldwide. This represents only half of their original extent, because these fragile swamps are continually shrinking due to the overexploitation of resources, agricultural and urban expansion, the creation of shrimp farms, and pollution. The mangrove nonetheless remains as indispensable to sea fauna and to the equilibrium of the shoreline as it is to the local economy. New Caledonia, a group of Pacific islands covering 7,000 square miles (18,575 km2), has 80 square miles (200 km2) of a fairly low (25 to 33 feet, or 8 to 10 m) but very dense mangrove swamp, primarily on the west coast of the largest island, Grande Terre. At certain spots in the interior that are not reached by seawater except at high tides, vegetation gives way to bare, oversalted stretches called "tannes", such as this one near the town of Voh, where nature has carved this clearing in the form of a heart.



Heart in Voh (2002), Arthus-Bertrand Yann

Heart in Voh in 2002, New Caledonia, France (20°57' S, 164°41' E)
No, this clearing wasn’t carved by man. Nature is the originator of this traced heart in the mangrove, near Voh, on the west coast of Grande Terre island. The mangroves were formed by trees adapted to the brackish-water tides. In these forests, surfaces of bare ground ("tannes") appear, in which the forms spring up by chance. It’s in the more elevated areas, hence less often flooded, where salt is concentrated by evaporation, causing the death of the mangroves. It’s this phenomenon that is at the beginning of the heart of Voh. Flying over the heart in 2002 reveals its evolution since the 1990 shot. The vegetation grew back into the inside of the heart, where the salt got rid of almost 10 acres (4 ha) of it after a drop in the salinity caused by a change in the tidal flood conditions. The light patch in the foliage is a result of the blast of air from the second helicopter’s blades. If the salinity continues to drop, the mangrove will close up completely within the heart. If the salinization comes back, the heart will rebuild itself. Nature will decide. But perhaps it must return?


catarinia @ 01:55 | Comentários (5)

11 fevereiro, 2006

porque tenho saudades de um sonho bom...

...hoje quero sonhar assim. Com música e tudo!


Dreaming, Suzanne Duranceau


Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar tonto de emoção
Com sofreguidão mil venturas previ

O teu corpo é luz, sedução
Poema divino cheio de esplendor
Teu sorriso prende, inebria, entontece
És fascinação, amor

(F. D. Marchetti e M. de Feraudy; versão de Armando Louzada, para a voz da inconfundível Elis Regina)


catarinia @ 02:54 | Comentários (1)

4 fevereiro, 2006

a Amiga mais antiga

Há bocadinho, no carro, pensei em ti. Tem uma explicação simples, isto de pensar em ti no carro, onde devia estar atenta a tudo à volta em vez de me perder em pensamentos de nostalgia. É que olhei para o relógio, e lembrei-me de uma coisa que costumavas dizer quando éramos miúdas:

« - Nada é certo ou errado. Até um relógio parado está certo duas vezes por dia.» dizias tu, com um ar muito entendido, de quem sabia das coisas.
« - Caramba, ela tem razão!» pensava eu, extasiada com o teu conhecimento.

Pois é... Então e um relógio adiantado duas horas? Um relógio adiantado duas horas, e que ainda por cima não se consegue acertar, nunca estará certo! Lamento, Amiga... Olho todos os dias para um buraco nessa tua máxima de vida de criança. Afinal, se há coisas que estão sempre erradas, também há-de haver outras que estão sempre certas. É da lógica, não é?

Tenho imensas saudades tuas, Amiga! Apesar da distância e dos anos que nos separam sempre do último encontro, apetece-me retomar a conversa como se tivesse acabado ontem, como acontece sempre.

Ainda que com um dia de atraso... Parabéns, Cláudia!


catarinia @ 23:10 | Comentários (1)

3 fevereiro, 2006

então vamos lá aos 4 quatros

Afinal o teste dos eites sempre tinha razão, não resisto a um desafio! E este veio da Cientista: os 4 quatros.

Quatro filmes que posso ver vezes sem conta:
1. O Fabuloso Destino de Amelie Poulain
2. Antes do Amanhecer
3. Antes do Anoitecer
4. Dirty Dancing (foi o meu filme da adolescência, chegava ao fim e voltava ao princípio! Só cá está por uma questão de fidelidade...)

Quatro sítios onde vivi:
1. Algueirão
2. Amadora
3. Queluz
4. Faro e Brejos de Azeitão (muito mais cá do que lá, mas em simultâneo...)

Quatro séries televisivas que não perco:
1. Ally McBeal
2. O Sexo e a Cidade
3. Sete Palmos de Terra
4. Perdidos
Já não dá nenhuma? Pois... A programação anda cada vez mais uma penúria!

Quatro sítios onde estive de férias
1. Amesterdão
2. Edimburgo
3. Seoul (muito diferente, e muito melhor se com outra companhia)
4. Açores (em várias ilhas, e por várias vezes. Não foram bem férias, mas soube sempre que nem ginjas! Ainda lá hei-de voltar sem mais nada para fazer.)

Quatro dos meus pratos preferidos
1. Massas (muitas, e de quase todas as maneiras)
2. Bacalhau (com natas, à brás ou à zé do pipo, entre os 3 tenho dificuldade em decidir...)
3. A feijoada da minha Mãe (e não gosto de mais nenhuma)
4. Caracóis com a bela da cervejinha

Quatro websites que visito diariamente
1. Google notícias
2. Público
3. Bloglines
4. Vários blogues

Quatro sítios onde gostaria de estar agora:
1. De mochila às costas, a passear pela América do Sul
2. Debaixo de água, a mergulhar nas imediações de uma ilha paradisíaca
3. Fora de água, no vegetanço debaixo de um sol quentinho (até podia ser numa praia da mesma ilha paradisíaca do ponto anterior)
4. Basicamente, em viagem. Não importa muito para onde, desde que para longe

Quatro bloggers que desafio a fazer este questionário:
Ora deixa cá ver... Para além da Cientista (não vou devolver o desafio à procedência, não é?) , quem é que comentou por aqui ultimamente?
1. O Roma
2. O AcesHigh
3. O Queirosene
4. e a Ana


catarinia @ 21:01 | Comentários (3)

1 fevereiro, 2006

esquentador novo in tha houzzz!

Hás-de ir morrer longe, monte de lata velha! Sucata inútil!!! Nunca soube de outro esquentador protagonista de tamanho drama, como este estupor cá de casa. Os dias mais frios do ano, uma briasca que não se aguenta, e nós outra vez sem água quente. A ter de sair de casa com os tarecos todos atrás para poder tomar um banho quentinho! E o técnico sem aparecer... Clientes tão assíduos como nós, já devíamos ter direito a tratamento especial, atendimento personalizado e prioridade absoluta!

A Mami lá deu um mãetrocínio e resolvemos comprar um esquentador novo. Chego à loja e quero distância de tudo quanto é inteligente: para mim, é o esquentador mais básico! Quanto mais estúpido, melhor! Diz-me o senhor que não há, que agora é de lei que todos os esquentadores têm um sensor de gases, que se não tiverem uma distância de não sei quantos centímetros até à curva do tubo de extracção que não funcionam, que se a extracção for para a mesma conduta que o fogão que têm que ser ventilados e que blá blá blá...

« - Não, não, não... O senhor não está a perceber. Eu quero um esquentador 100% acéfalo. Com 0 dessas tecnologias modernas. Daqueles que a gente tem de dar ao dedo e acende quando quer e que são à prova de bala.»

Que não, que já não há disso. O sensor, blá blá blá, a distância, blá blá blá, e que tem de ter atenção à altura, blá blá blá... Porque depois ele não funciona...

Oh que caraças, pá! Isso é que não!!! Mas o que é que é feito do belo do esquentador primitivo, aquele que a gente lhe enfia um fósforo, ele acende, e depois aquece a água mesmo que a casa caia?

Por isso agora temos um esquentador compacto, com o tal do sensor, com a distância devida, mas pelo menos consegui livrar-me da ventilação forçada, o que quase duplicava o preço do dito. E acende só quando a gente quer. Com um isqueiro a pilhas, todo xpto, mas só quando a gente quer! E funciona!!!

Normalidade reposta. Voltámos a ter água quente! Long live the esquentador!


catarinia @ 19:45 | Comentários (4)