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22 dezembro, 2005

pronto, já está!

Ontem foi o solstício de Inverno, o dia mais pequeno do ano. O que quer dizer que...

...a partir de hoje, é sempre a crescer! Yupiiiii!!!


catarinia @ 22:15 | Comentários (5)

13 dezembro, 2005

parabéns para ti!

Parabéns!

Sérgio Godinho - É Tão Bom (Os Amigos do Gaspar, 1988)


catarinia @ 02:01 | Comentários (5)

11 dezembro, 2005

vai viajar? deixe as suas plantas comigo!

cactos da Rita

Acabei de herdar estes fantásticos e maravilhosos cinco cactos da Rita, para juntar à plantinha da Inês e às duas da Ana Maria, que já há uns tempos também moram cá em casa.

Ora, como detecto aqui um mercado florescente, estou a pensar à séria em começar um negócio de plant-sitting.

Assim, se vai viajar e não sabe o que fazer às suas plantas, não desespere! A catarinia plant-sitting, Lda é a solução para o seu problema! Por uma módica quantia (ainda não decidi qual, acabei de ter a ideia) acolhemos as suas plantinhas à beira do abandono. Oferecemos um cantinho soalheiro, rega periódica à medida das precisões das ditas, tratamento de beleza personalizado e, quem sabe, de vez em quando uma palavrinha de conforto e carinho. Connosco, as suas plantas vão ser felizes! Dão-se referências.


catarinia @ 19:33 | Comentários (6)

se isto não é a Lei de Murphy, o que será...

Há meses que o blo.gs não funciona como deve de ser. Primeiro, deixou de se poder adicionar blogs novos. Depois, passou a dar as novidades só quando lhe apetecia. Até que morreu por completo.

Há uns dias descobri o Bloglines, através do Letras Com Garfos. Depois de um bocado a tentar compreender aquilo, vá de mudar tudo daqui para aqui. Tempos e tempos a fazer a minha lista dos blogs sobre os quais quero estar sempre em cima do acontecimento: copia o endereço, cola o endereço, adiciona o endereço; copia o endereço, cola o endereço, adiciona o endereço... E um bom bocadão depois, copia o último endereço, cola o último endereço, adiciona último o endereço. Fico contente com a minha obra, sorrio e vou à minha vidinha.

Precisamente no dia seguinte a esta trabalheira toda, o blo.gs miraculosamente ressuscita. Fresquinho que nem uma alface. Alive and kicking.


catarinia @ 17:20 | Comentários (4)

9 dezembro, 2005

2 sonetos

Porque não consegui escolher só um...


Sonhando

É noite pura e linda. Abro a minha janela
E olho suspirando o infinito céu,
Fico a sonhar de leve em muita coisa bela
Fico a pensar em ti e neste amor que é teu!

D'olhos fechados sonho. A noite é uma elegia
Cantando brandamente um sonho todo d'alma
E enquanto a lua branca o linho bom desfia
Eu sinto almas passar na noite linda e calma.

Lá vem a tua agora... Numa carreira louca
Tão perto que passou, tão perto à minha boca
Nessa carreira doida, estranha e caprichosa,

Que a minh'alma cativa estremece, esvoaça
Para seguir a tua, como a folha de rosa
Segue a brisa que a beija... e a tua alma passa!...

(Florbela Espanca in O Livro D'Ele, 1916)


Vulcões

Tudo é frio e gelado. O gume dum punhal
Não tem a lividez sinistra da montanha
Quando a noite a inunda dum manto sem igual
De neve branca e fria onde o luar se banha

No entanto que fogo, que lavas, a montanha
Oculta no seu seio de lividez fatal
Tudo é quente lá dentro... e que paixão tamanha
A fria neve envolve em seu vestido ideal!

No gelo da indiferença ocultam-se as paixões
Como no gelo frio do cume da montanha
Se oculta a lava quente do seio dos vulcões...

Assim quando eu te falo alegre, friamente,
Sem um tremor de voz, mal sabes tu que estranha
Paixão, palpita e ruge em mim doida e fremente!

(Florbela Espanca in As Quadras D'Ele IV, 1916)


catarinia @ 19:42 | Comentários (0)

Florbela Espanca

Florbela Espanca

Ontem, dia 8 de Dezembro, assinalou-se o aniversário do nascimento (1884) e da morte (1930) da senhora que dorme na minha mesa de cabeceira há já vários anos: Florbela Espanca.

Foi uma mulher à frente do seu tempo, com uma história de vida atribulada e sofrida. Mas de uma sensibilidade e de uma paixão imensa, que transpira em tudo o que escreve. E quem melhor que ela para se definir a si própria?

Sou uma céptica que crê em tudo, uma desiludida cheia de ilusões, uma revoltada que aceita, sorridente, todo o mal da vida, uma indiferente a transbordar de ternura. Grave e metódica até à mania, atenta a todas as subtilezas de um raciocínio claro e lúcido, não deixo, no entanto, de ser um D. Quixote fêmea a combater moinhos de vento, quimérica e fantástica, sempre enganada e sempre a pedir novas mentiras à vida, num dar de mim própria que não acaba, que não desfalece, que não cansa! Toda, enfim, nesta frase a propósito de Delteil: "Très simple avec son enthousiasme à sa droite et son désespoir à sa gauche."

(Carta a Guido Battelli, 27 de Julho de 1930)


catarinia @ 19:18 | Comentários (0)

6 dezembro, 2005

alice

O Cine Clube de Faro fez ontem uma projecção do Alice, seguida de uma conversa com o realizador, Marco Martins.

Interessava-me na história de "Alice" explorar sobretudo a obsessão. Alguém que perde uma filha e que, sentido-se impotente para agir, cria um sistema paralelo de funcionamento, exterior à sociedade em que vive.

Quando, à noite de regresso a casa, vemos os vídeos de Mário e toda aquela multidão anónima, em movimento continuo, já não sabemos se aquelas imagens são reais se apenas existem na cabeça de Mário.

Um rosto igual a outro rosto, uma rua igual a outra rua, um dia igual a outro dia.

A cidade como local de abstracção onde, alguém como Mário, pode estar profundamente isolado. Na procura de Alice, Mário conhece outras personagens, também elas, de alguma forma, sozinhas também elas isoladas na cidade onde vivem.

"Alice" é sobretudo um filme sobre a ausência. Uma história de amor de um pai por uma filha.

(Marco Martins)


Depois do tanto que já se disse e escreveu sobre o filme, que poderei eu acrescentar? É tudo verdade: o filme é forte, é perturbador, é angustiante. A rotina, a repetição, a solidão no meio da multidão está patente do princípio ao fim, na vida rotineira e mecânica da cidade de todos os dias.

Na cidade onde, durante as filmagens, apenas 20 ou 30 pessoas receberam o apelo de um pai em desespero pelo desaparecimento da filha - e estas, e só estas, ficaram a saber que estavam a participar de um argumento. Para mim, foi isto o mais impressionante, exactamente por não fazer parte do guião: uma multidão a olhar para dentro, alheia a tudo à volta. Desumanizada.

Por tudo isto e por muito mais, o filme é mesmo muito bom. E é português.


catarinia @ 17:23 | Comentários (2)

2 dezembro, 2005

são super... são mega... são hiper giros!!!


catarinia @ 12:59 | Comentários (4)