*
*
*
*

29 outubro, 2005

olha! uma relíquia!

Ontem encontrei esta relíquia em casa de uns amigos. Um copo da Sumol!!! Isto é um ícone da minha infância!

A primeira coisa que me ocorreu dizer foi: Tchiii!!! Há para mais de vinte anos que não via uma coisa destas! ao mesmo tempo que rasgava um sorriso daqueles. Mas depois a expressão ficou a ecoar-me na mente... Há para mais de vinte anos... vinte anos... VINTE... ANOS!!!

Parei com a risota. Olhámos um para o outro com um ar muito sério: Porra.... E não é que é capaz de ser verdade?! E rebentámos num ataque de riso compulsivo. É que nunca esperei usar uma expressão destas antes de ser avó!


catarinia @ 16:04 | Comentários (7)

28 outubro, 2005

uiii! um engarrafamento!

Cheguei agora aqui e deparei-me com três pessoas no Universo. TRÊS! E todas ao mesmo tempo! É a loucura total.

Prometo no futuro vir a instalar uns sinais para facilitar a circulação. Até lá, haja paciência e tentem evitar atropelar-se uns aos outros, ok?


catarinia @ 19:04 | Comentários (0)

27 outubro, 2005

um beijo


The Kiss, Gustav Klimt

Assim. Luminoso. Radioso. Num abraço perfeito em que os corpos se misturam e se fundem. Se confundem.


catarinia @ 02:23 | Comentários (10)

26 outubro, 2005

saudades de amar

Tenho saudades...
...da voz do teu sorriso
...do brilho do teu olhar
...do calor do teu abraço
...do sabor da tua pele
...do teu perfume na almofada

Tenho saudades...
...de que me prendas os sentidos
...de que me ocupes o pensamento
...de que me preenchas o coração
...de que me faças sorrir
...e sonhar
...e amar

Por onde andas, afinal?


catarinia @ 03:15 | Comentários (7)

20 outubro, 2005

dentro de momentos...

...vou vestir a minha camisola de Nanookette e vou até ao Che. Agora é às quintas!


catarinia @ 23:03 | Comentários (3)

15 outubro, 2005

fisherman's blues

I wish I was a fisherman
tumblin' on the seas
far away from dry land
and it's bitter memories
castin' out my sweet line
with abandonment and love
no ceiling bearin' down on me
save the starry sky above
with light in my head
with you in my arms...

I wish I was the brakeman
on a hurtlin fevered train
crashin head long into the heartland
like a cannon in the rain
with the feelin of the sleepers
and the burnin of the coal
countin the towns flashin by
and a night that's full of soul
with light in my head
with you in my arms...

And I know I will be loosened
from the bonds that hold me fast
and the chains all around me
will fall away at last
and on that grand and fateful day
I will take thee in my hand
I will ride on a train
I will be the fisherman
With light in my head
You in my arms...

Light in my head
You in my arms...

Light in my head
You...

With light in my head
You in my arms...

M. Scott/S. Wickham, The Waterboys


Acho esta letra linda! Curiosamente, não acho piada por aí além à interpretação original dos The Waterboys. Mas conheço quem a cante e toque de forma divinal...

Amiguinho Tércio, Nanook de sua graça artística, para quando a gravação desta pérola? Hum? Tenho estado para aqui a tentar ouvir isto, mas apetece-me antes a TUA versão. Segunda-feira tenho de voltar ao Chessenta. Como primeira (e até ver, única Nanookette) tenho estado a falhar as minhas obrigações. Mas promete que tocas esta, sim?


catarinia @ 02:01 | Comentários (0)

9 outubro, 2005

actividade domingueira


catarinia @ 12:42 | Comentários (0)

5 outubro, 2005

I'm with you


Imagem de Ginny Burdick

So it's time to set you free
Watch you sail away from me
Though I'll miss you when you do
I'm with you

Turn your face into the wind
Let your greatest dreams begin
Take the high road, win or lose
I'm with you

I was there in the morning light
With a love that would last
And I'll be there on your darkest night
When the sun's long gone and your heart is sinking fast

When you stumble, when you fall
When they back you to the wall
After all the rest are through
I'm with you

So it's time to set you free
Let you sail away from me
I've done all that I can do
I'm with you

Take the high road, win or lose
I'm with you

Joan Baez, Wally Wilson, Kenny Greenberg & Pat Bunch


catarinia @ 20:51 | Comentários (0)

manual de sobrevivência

Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.

Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam... E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida. Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser.

Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados. Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática.

Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar. Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas. Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.

Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais... que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor perante a vida!

As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

William Shakespeare


Tenho andado tão perdida que nem tenho inspiração para escrever o que quer que seja. Nem sequer me apetece. Mas este texto é tão rico, tão cheio de verdades em que nem sempre acredito, que o tenho lido e relido. Para ver se me encontro.


catarinia @ 20:36 | Comentários (11)