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22 setembro, 2004

o toque perdido... e reencontrado

Há bocado estive a vasculhar uma das minhas caixas atulhadas de papelada “para arrumar noutra altura”, e encontrei um dos meus escritos perdidos. Não me lembro de quando o escrevi... Será que foi antes do Universo? Seja como for, agora que o reli, acho que merece aqui a sua presença, mesmo estando assim um bocadinho... Desarticulado.

Ontem à noite, eu e a Rita estivémos a divagar sobre o toque e a ausência de toque. Sobre o que é que o toque pode significar entre duas pessoas. Ela chama-lhe “O Gelo”, e diz que o toque entre duas pessoas quebra “O Gelo” entre elas. Será?

Há as pessoas que se tocam, e as pessoas que não se tocam. O toque é uma outra maneira de sentir entre duas pessoas, transmitir sentimentos, demonstrar afectos. De conversar, de ler o outro. No fundo, o toque ou a ausência dele, é capaz de aproximar ou afastar as pessoas.

Então o que é que nos levará a tocar em pessoas que nos dizem pouco ou nada, e a evitar tocar em outras mais importantes? É como se houvesse pessoas de toque livre, em quem tocamos de uma forma casual, quase sem reparar; e outras de toque restrito, cujo toque pode ter uma carga emotiva enorme. Longe de quebrar “O Gelo”, neste caso o toque constitui quase que uma barreira, impõe limites, fronteiras de “quase toque”.

Para mim, uma “tocadeira” quase compulsiva, é complicado compreender isto. A Rita tem uma teoria de energias engraçadíssima, claro: diz que as energias que fluem entre duas pessoas repelem-se quando têm o mesmo sinal, e é por isso que originam uma resistência ao toque. Eu acho esta teoria demasiado esotérica, mas sou uma resignada: não consegui arranjar uma melhor.

E quando isto acontece, se for mesmo importante, há sempre o toque do olhar.



catarinia @ 04:17 | Comentários (2)

18 setembro, 2004

as ilusões e as desilusões...ainda das férias

Os meus companheiros de viajem fizeram-me uma visitinha e, ao que parece, não acharam muito bem o meu post sobre as férias. Bem... Mas quanta moralidade que para aqui vai!!! Deixou-me a pensar o que terá mudado desde o último dia das férias até hoje. Ou mesmo desde antes, desde o dia em que nos sentámos a “depurar” – o que só aconteceu porque os TRÊS chegámos à conclusão de que as coisas não estavam a correr bem. Pois para mim, não mudou nada...

Eu fui convidada a seguir determinado plano, que era ir viajando de carro até Barcelona, e conhecer o que estivesse pelo caminho. E aceitei, escolhi ir com vocês, porque gosto de vocês, vocês são meus amigos, e o plano era giro. Mudámos o plano nas vésperas, mas eu continuei a gostar de vocês, vocês continuaram a ser meus amigos, e o plano continuou a ser giro.

Eu tenho alguns problemas, é verdade. Mas entre eles não se encontra o facto de enganar os amigos. E isso foi o que vocês fizeram quando me convidaram para umas férias em viagem. Para mim, isso significa levantar cedo, calçar uns sapatos confortáveis, por a mochila com o farnel às costas e sair para conhecer tudo o que for possível. Eu NUNCA escondi isto de ninguém, e vocês NUNCA disseram nada em contrário. Até ao primeiro dia das férias... O que me fez sentir que tinha ido com o único propósito de dividir a gasolina. Tudo teria sido muito mais fácil se me tivessem dito logo à partida que não ía ser assim: eu teria ido fazer isso para outro lado, e vocês teriam tido as vossas férias sem qualquer tipo de stress.

Vocês acabaram por fazer as férias que quiseram, mas com uma chata amuada atrás à laia de apêndice; eu não fiz nem um enésimo do que tinha em expectativa, porque fui o apêndice nas vossas férias, perfeitamente dispensável, de tal maneira que nem sequer me foi permitido saber o caminho de volta para a minha própria casa. Mais tolerância que dez dias assim, acho difícil...

No fim, mais uma vez os TRÊS concordámos que as férias não tinham sido boas, e que não voltávamos a repetir a brincadeira. E porque é que havíamos de fingir agora que foram maravilhosas??? Não percebo porquê este drama todo.

E porque continuo a gostar de vocês, e porque vocês continuam a ser meus amigos, não li os comentários.


catarinia @ 06:10 | Comentários (2)

a minha bicheza merece!

Acabei de ver o Garfield - The Movie (abençoada Net q me permites ver estas coisas em cima do acontecimento, enroscada na minha caminha) e apeteceu-me fazer uma homenagem à minha Dharma.

Porque a minha bicheza é uma fofucha, e tirando uma ou outra dentadita, adora-me sem pedir nada em troca. Ela merece!


catarinia @ 03:47 | Comentários (5)

15 setembro, 2004

arrependi-me

Hoje apeteceu-me escrever-me e estive um bom bocado a olhar para o ecrã sem encontrar as palavras certas.

Vou voltar ao caderno, hoje é só para mim.


catarinia @ 03:05 | Comentários (4)

1 setembro, 2004

ai a preguiça... a preguiça...

É 1 de Setembro, é preciso acabar com ela! Mas é tão difícil...

Mesmo assim marquei hoje o exame de Economia das Pescas, e comecei timidamente à cata de apontamentos. Pode ser considerado um princípio para a exterminação do vegetanço.


catarinia @ 16:45 | Comentários (1)