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27 agosto, 2004

mas que bem que se está no campo!

Hoje passei o dia em comunhão com a Natureza!!! Passeio no campo; pic-nic e bolo de aniversário da Carol, a ver a bicharada passear-se por ali: os gatinhos, as galinhas que pareciam ter polainas de penas a cobrir as patas, uma porca vietnamita que parecia um hipopótamo em miniatura, a roncar para chamar os seus quatro porquinhos, que aparecem a correr para mamar... Novo passeio no campo com direito a mergulho numa ribeira engraçadinha; mais passeio no campo em convívio com um burrico - ironicamente chamado Carocho, coitado... Beber água fresquinha acabada de tirar do poço! Hummm, maravilha!!!

E depois um fim de tarde na tasca da aldeia, com uma mini fresquinha e em amena cavaqueira com as Amiguinhas e o Sr. Carlos, o responsável super castiço lá da Cova dos Mouros. De volta a casa ao lusco fusco, duas malucas teimosas perdidas numa estrada inacreditável de estreita, cheia de subidas e descidas, curvas e contra-curvas, e que não passava por uma única terra que estivesse no mapa!

Não é que o sítio seja lindo e maravilhoso. Na verdade, nem tem nada de especial, é só um lugar no meio da serra que alguém resolveu explorar, por ter tido uma mina usada ao longo dos tempos, e por isso nem vale a pena. Mas o dia foi tão bom! Levantar cedo, ir passear para o campo com as amigas, voltar cansada para casa, querer muito um banho e relaxar... É como o Red Bull - revitaliza corpo e mente!


catarinia @ 23:28 | Comentários (0)

21 agosto, 2004

não fui logo a correr, mas já fui

Ontem fui ver o Fahrenheit 9/11. Digamos que, de certa forma, ficou aquém das minhas espectativas. A minha própria teoria da conspiração é bastante mais arrojada: a mim ninguém me tira da ideia que a ameaça de um ataque terrorista aos EUA não foi ignorada por negligência, como é sugerido por Mr. Moore, mas sim propositadamente. Eles que venham, que o Mr. President precisa de posar de herói salvador da pátria e fazer com que toda a gente se esqueça de que não foi realmente eleito, e pelo caminho ainda aproveita para aumentar o pecúlio familiar. Perante o início do filme, pensei seriamente que essa seria a teoria apresentada. Mas se até para mim é aterrador pensar nisso, imagino que para um americano, mesmo que abomine a criatura, seja completamente impensável que o próprio presidente abra deliberadamente as portas do país a um ataque terrorista. E fica-se pela teoria dos 42% do tempo em férias, da inactividade, da negligência, que se juntarmos a todas aquelas ligações mais que duvidosas, é já por si só motivo de uma bela temporada nos piores calabouços. Para além de tudo o mais que é impressionante – e que é quase tudo – a facilidade com que todos aqueles factos são apresentados é absolutamente inacreditável. Como se estivessem ali à mão de semear, para quem quiser ver e juntar as peças. À cara podre, sem o mínimo de vergonha. É a arquitectura da conspiração posta a descoberto, de uma forma quase genial.

E digo quase, porque depois há o recurso ao populismo fácil, com a sobrexploração do sofrimento das famílias dos soldados mortos no Iraque, personificado numa determinada mãe. Não querendo também subestimar o sofrimento daquela família em particular, e das outras centenas de famílias na mesma situação, mas pareceu-me excessivo, dispensável, e não estava à espera deste tipo de abordagem . Podia até ter saído de um telejornal da TVI.

De resto, impressionou-me especialmente a forma como os miúdos são recrutados para as forças armadas – nos bairros mais pobres, onde as pessoas têm poucas ou nenhumas alternativas, na cantina da escola, no parque de estacionamento do centro comercial, são aliciados de todas as formas possíveis e imaginárias, por dois senhores para quem a melhor definição será “vendedores de banha da cobra”. Bem parecidos, bem fardados e bem engomados, com cartãozinho de visita: “Vem para os marines e poderás ser o que quiseres”. Até carne para canhão.

Não posso dizer que fiquei estupefacta com o filme, muitas das coisas não foram sequer novidade. Mas uma coisa é ir recebendo a informação dispersa, ir juntando peças, dissertar sobre um assunto que parece que nos afecta tão remotamente. Outra coisa é assistir, ver pessoas com anos luz de informação a mais, completamente dentro das questões, confirmar as nossas teorias, as nossas dissertações filosóficas, e tomar consciência da aldeola global, de como tudo e todos estamos tão intimamente ligados e sujeitos às conspirações e orquestrações de meia dúzia de alucinados.

Tenho também a consciência de que todo o filme é apresentado de uma forma absolutamente parcial, tendenciosa, manipuladora até, e com o propósito muito específico de fazer campanha anti-Bush. Não que ele precise que alguém a faça por ele, a verdade é que o senhor trata disso muito bem sozinho. Mas pronto, há que admitir que neste caso sou completamente manipulável. Saí do cinema com vontade de ir queimar soutiens para a frente da Casa Branca.


catarinia @ 04:55 | Comentários (1)

19 agosto, 2004

As saudades que eu já tinha da minha alegre casinha

Finalmente de volta das férias atribuladas, das horas de seca à espera, dos amuos e das discussões, do sumidouro de dinheiro para não fazer nada. Lição muito bem aprendida: férias em viagem, nunca com um casal. Pelo menos, nunca com este casal!

E depois a Mãe, os horários da Mãe, a ordem perfeita da Mãe.

Foi o suficiente para ficar com saudades aqui do burgo, e isso é que era preciso. Como é bom voltar ao meu espaço, às minhas coisas, à minha bichana e aos meus deshorários. Estou de férias das férias!!!


catarinia @ 01:24 | Comentários (4)