junho 28, 2004

Fim

já algum tempo que tinha isto na ideia, e hoje irei por um ponto final a este blog.

obrigado a todos aqueles que me visitaram e que escreveram comentários sob posts que na minha opinião apenas mereciam uma bela cuspidela. as estatísticas até agora são: entradas: 133 comentários: 588.

~

simboliza muita coisa este fim.

peço desculpas pelas mentiras pegadas que escrevi sobre mim e sobre os meus sentimentos, sob a maneira que vejo do mundo e sobre o meu terrivel pessimismo sobre tudo o que me rodeia, sou apenas um mentiroso compulsivo, gostava que soubessem isso. talvez mude, e espero que mude com o final desta parte da minha vida.

verdade deste blog só há uma, chama-se P., e acabou, acabou de vez.

~

o meu mail está à vista de todos se me quiserem contactar. continuarei na blogosfera, noutro sítio, noutra realidade, noutra vida.

até.

junho 23, 2004

parte de mim

pequena parte de mim...

junho 19, 2004

mars or kit kat

apoio-me na energia que a lua pendura em cada poste de electricidade, acredito nela. acredito também na paz interior de cada estrada sem uma única curva, sem uma única contrariedade ao seu ciclo de morte.

tudo gira à volta do brilho de um olhar, do seu reparar em todos nós. acreditando ou não, são as lágrimas que nos fazem mover, afundando-nos como barcos sem casco nem mastro. a tristeza mexe a areia debaixo dos pés, faz-nos sentar com o cu no chão e pensar... faz-nos acordar e voltar a levantar.

a ausência de tempo num aquário sem peixes, faz-me acreditar que exista vida em marte.

junho 18, 2004

summer in the city

'tá um calor que não se pode... dasse!

junho 15, 2004

Lisboa

vivo nesta cidade que vive à beira mar, que morre à beira terra...

pintada de branco, inundada pela luz da Lua, resiste ao passado, vivendo ainda num tempo distante de lendas e glórias. na terra, uma manhã que ainda não se levantou, cheia deste branco semi-transparente que alguns chamam nublina, mas que eu chamo reminiscência. Lisboa de nome.

junho 14, 2004

& 2 pretend

ecoam-me as cordas da guitarra num arder lento e irrequieto. preciso do som que me faz chorar e voltar a chorar, preciso dos gemidos que me fazem estremecer e voltar a querer, preciso. não oiço o que dizem, muito menos o que fazem, se o sangue é doce então que fique para eles, não quero lamber mais as gotas que caem dos olhos de todos e de nenhuns.

estes ataques de disforia põe-me doido, tanta tristeza perdida num só corpo. quero tudo para mim. quero tudo só para mim.

arranho o céu com as garras que não tenho e com a vontade que nunca irei ter, mas arranho. fica marcada a dor e o ardor que me vai cá dentro, e que só eu não sei explicar.

percorro os prédios de alto a baixo com este olhar, entro por cada janela aberta à espera de encontrar a monotonia que preenche os dias em mim; à espera de encontrar o mesmo egoísmo que inunda as estradas de carros e de buzinas demasiado irrequietas; à espera de encontrar alguém... não sei quem...

vivo e que revivo os meus olhares. entre os dois crepúsculos diários nada mais existe, em mim, a não ser esta tremenda inconsciência de não querer ser feliz.

junho 13, 2004

over there

amontoados de felicidade junto aos bancos de jardim, ocupados ocasionalmente por uma pessoa de cada sexo. estas noites de calor fazem a relva crescer mais devagar, os lagos que a lua faz no chão preenchem cada vez mais as descidas e subidas deste cimento acabado de secar. movimentos sem um pingo de insanidade, movimentos lúcidos sem a mentira que os viu nascer, movimentos delineados por este carvão infindável.

O destino é assim, previamente acabado, dilacerado pelas lágrimas que o irão ver acontecer.

junho 12, 2004

dia 2 do sbsr

bem... para não estar a repetir posts, vejam em:

sbsr dia 2

junho 08, 2004

(x,y) != (0,0)

não me importa a cor do meu sorriso, nem muito menos a falta de suavidade das minhas lágrimas, não sou eu que tenho de me ver ao espelho todos os dias, são vocês. 'tou-me a cagar se a imagem que transmito sou realmente eu ou não, aliás, o unico objecto presente aqui é este referencial sem origem.

sou egoísta, sou narcisista, sou!... com muito gosto.

junho 05, 2004

s k y

agrada-me como as nuvens se dispõem no céu... daquela forma terrivelmente irregular. vejo formas de todas as coisas que a minha imaginação suporta. revejo-me no céu. irónico.

pessoas sem nome, espadas sem dono e relógios sem tempo. tudo muito bem relacionado como se pode ver. é assim que eu gosto.

não me farto de procurar a explicação em sitios que sei que não vou encontrar, quando olho para cima por exemplo. iludo-me quando me tento iludir, sempre estas merdisses de dicotomias, que fazem de mim e da minha escrita a coisa mais monótona e linear da blogosfera, post após post, sempre a mesma coisa dita com palavras diferentes. começo a ficar farto. tenho um sonho, o sonho de saber escrever.

junho 02, 2004

photo

Fotografias sem claridade, sem profundidade, sem um pingo de felicidade. Engraçado como nos vemos e revemos nesse passado tão distante, mesmo que tinha sido no dia anterior.

A moldura é sempre aquilo que nos faz chorar.

noon

o inverno das calças, notava-se agora no verão dos calções. noites quentes e suadas estas de um junho já aquecido. sentia o calor a vir das pedras da calçada, do alcatrão negro e do céu que parecia inundar a terra com consecutivos morteiros de raios de sol. Adoro este tempo.

a noite estava calma como eu gosto, só o barulho de um cão a ladrar, provavelmente alguém tinha-se esquecido de lhe dar de comer... sim... ele também gosta de uma boa dose de festas após a refeição, de resto um silêncio que se notava na passagem lenta das horas.

a Lua, a Lua, sempre a Lua...

maio 26, 2004

idade

Ria-me daquelas figuras rupestres, nestes rochedos de mil andares. Letras pintadas sem ninguém conseguir distinguir bem quais eram, faziam companhia lado-a-lado a anúncios de espectáculos que já tinham acontecido no século passado. Ria-me com a despreocupação que se levava naquela parede, contudo, bem junto estava uma janela: cortinados cor-de-rosa, e no parapeito, vasos com flores que alguém meticulosamente cuidava quase diariamente, supus. Era estranho como podiam co-existir duas mentalidades tão diferentes na mesma casa, enfim, a diferença entre gerações não está apenas na idade.

maio 24, 2004

imortalidade do seu lugar

A terra humedece a cada gota perdida, elevando-se no ar um intenso cheiro a amanhecer. No lado oposto, um rasgo brutal separa o céu em dois, de um lado um azul pálido, do outro um cinzento carregado.
As lágrimas lavam o solo do sofrimento. Daqui a pouco tudo estará novamente limpo.

~

Encanta-me a simplicidade das coisas,
desde a vibração dos momentos,
até à transparência das lágrimas.

Olhos a abrir e olhos a fechar,
no meio, apenas um quadro condenado
à imortalidade do seu lugar.

maio 23, 2004

cartas

não pensas em respirar cada vez que respiras. não pensas em pestanejar cada vez que pestanejas. não pensas em pensar, cada vez que pensas.
A verdade, a verdade é que passas a vida a pensar.

Invejo profundamente os selos... dão a capacidade de viajar ás cartas.

maio 16, 2004

feiticeira

De que noite demorada
Ou de que breve manhã
Vieste tu, feiticeira
De nuvens deslumbrada

De que sonho feito mar
Ou de que mar não sonhado
Vieste tu, feiticeira
Aninhar-te ao meu lado

De que fogo renascido
Ou de que lume apagado
Vieste tu, feiticeira
Segredar-me ao ouvido

De que fontes de que águas
De que chão de que horizonte
De que neves de que fráguas
De que sedes de que montes
De que norte de que lida
De que deserto de morte
Vieste tu feiticeira
Inundar-me de vida.

Luis Represas. Feiticeira

maio 15, 2004

wysiwyg

a
felicidade
é
um
brinquedo
que
dói
tanto: cura.

maio 14, 2004

destiny

Assassino o asfalto que me corrompe com estradas sem saída e sem entrada. Não preciso delas, o meu coração serve de bússola apontando sempre para o norte, sempre para o lugar inconscientemente mais desejado.

Crio, sem saber, o meu próprio destino.

maio 12, 2004

desisto de procurar em mim o que só consigo encontrar em ti.

maio 11, 2004

quase sem tocar nos lábios

o amanhã está sempre tão longe...

sorrio levemente, quase sem tocar nos lábios. crio fantasias com situações que supostamente irão surgir, imagino-me noutro sitio, noutra realidade, noutra verdade. a imaginação tem destas coisas.

esperava que o vento me levasse e me trouxesse de volta. sabe tão bem descer para depois subir, sabe bem perder para depois ganhar, sabe tão bem. Todos sabem que sim. Não sou excepção.

~

Andava no sentido contrário aos meus ponteiros, para mim o tempo estava parado, estagnado nestas horas sem minutos, muito menos segundos.
A felicidade é só uma palavra que ainda nao encontrou uma outra chamada "in".

...passar

fixo um ponto no horizonte, caminho sobre ele. os sonhos são aquilo que queremos que eles sejam, realidade ou irrealidade.

~

A estrada era percorrida por opostos... os caminhos vinham trocados, o que uns tinham, os outros deixavam. Os sentidos são mesmo assim, sentidos. Restou-me ficar a vê-los passar.

maio 06, 2004

olimpo

Olimpo somos todos nós. capacidade de criar e recriar, capcidade de errar e voltar a errar, sim porque se errar é humano, nós que erramos ainda mais só podemos ser deuses. a imortalidade, está em quem acredita nela e a reencarnação limpa-nos o corpo, mas não a alma. é tudo demasiado simples que até custa a acreditar.

A verdade... bem, o que interessa a verdade, o que é a verdade? o que é a mentira ? que eu saiba ninguem define o que é. Porque é que o bem é bem e não há-de ser mal? Tentamos rotular as coisas universalmente, mas esquecemos que cada um tem o seu mundo, e o seu proprio dicionario-particular-de-palavras-faceis-com-significados-difíceis. A universalidade está no facto de aprendermos a compreender e aceitar isso, nada mais.

E já agora, para quem vê a biblia como livre sagrado... se Deus nos fez à sua imagem, porque é que somos um pote de defeitos? e... se um dos principios que se prentende transmitir na biblia é a liberdade, onde ela está quando Eva quer comer uma simples maçã?

Aprendam a pensar.

maio 05, 2004

ceu

o tempo pairava no horizonte. a noite caía novamente sobre a terra: o desastre da escuridão volta-se a repetir, o milagre do luar renovava-se, ficava exausto só de observar a beleza de um simples anoitecer.

o céu fica negro e a verdade, a verdade é que toda a gente gosta.

maio 03, 2004

fado

Escondido no volume dos meus pensamentos, agrada-me a invisibilidade que tenho de mim próprio e das outras pessoas que buscam a felicidade como objectivo único. Estes sonhos e abraços enchem-me a vida de pequenas alegrias que me fazem feliz, vendo a claridade como o refúgio da minha tristeza, da minha certeza sobre todos os sentimentos e palavras que julgo fingir.

Admiro a paz que não tenho e a guerra que gostaria ter.

abril 30, 2004

R. & J.

no centro da mesa estava desenhada a essência do amor: uma rosa e uma arma. a loucura tem destas coisas coisas, os extremos são sempre o que estão mais perto, demasiado perto.

~

o tempo desgastava-se fugindo de si próprio.
o silêncio era insuportável. o pânico de estar contaminado corria o corpo de cima a baixo, não havia nada a fazer. nada. o olhar estava diferente, não fixava o que queria, fixava o que sentia.


é só uma doença que não tem cura.

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@ The Postal Service. Sleeping in

abril 29, 2004

Fim

não me julgues assim. não vejas nas minhas palavras a verdade que não sou, porque não sou. sou mais do que estas palavras inúteis, sou mais do que estas lágrimas e estes sorrisos infindáveis, sou mais.

~

A minha felicidade não parte de mim, chega a mim, assim...

abril 28, 2004

Monet


Monet

Acho que não são precisas palavras, basta olhar.
Adoro.

abril 26, 2004

amanhecer

Tinha acabado de acordar, a dois palmos da sua cabeça marcavam 6:28 no relógio que mesmo sem uma pilha continuava misteriosamente a funcionar. Levantou-se de súbito, caminhando lentamente até à cozinha. Olhou para o lado de lá da janela e achou tudo demasiado calmo, fechou os olhos e lembrou-se que era sábado. Voltou para a cama como quem regressa de uma guerra que ganhara, mas sofrido uma derrota na última batalha.
Perdeu-se novamente nos lençóis ainda quentes. Não conseguira adormecer, perdeu também o sono. O tecto parecia-lhe que ia desabar a qualquer instante, ainda esperou que realmente acontecesse, mas passado pouco tempo perdeu a esperança. Baixou o olhar e fitou os quadros dispostos na parede de forma irregular, não percebia o porquê de tê-los posicionado assim, a verdade é que gostava de como estavam, gostava muito. As costas começaram-lhe a doer, foi tomar um banho de horas, esperava-lhe um café frio, um jornal sem interesse e o tédio de ter um dia pela frente.

abril 24, 2004

mentir

Detesto quando me chamam mentiroso, porque a verdade... sim... porque é essa a verdade.

abril 22, 2004

emotion

Não percas a tua perfeição em fotografias sem presente.

o teu olhar é infinito,
não precisas do passado
para o recordar.

~

Em relação ao ultimo post, não, não estou minimamente apaixonado, aliás, não estou mesmo apaixonado. Apeteceu-me escrever, apeteceu-me mentir.

abril 19, 2004

beijo-te

Beijo as páginas em que te descreves todos os dias,
Beijo as palavras que consigo agarrar,
Beijo a tua presença,
Beijo o teu olhar.

Beijo os contornos do teu corpo,
Beijo a tua simplicidade,
Beijo a tua suavidade.

Vejo e revejo a tua beleza espelhada nos meus pensamentos.

[Não beijo, mas espero um dia poder beijar.]

abril 18, 2004

não

Estou cheio deste vazio que me corrompe o pensamento. A verdade não interessa, nunca interessou. E o que realmente interessa? Não sei, nunca soube. Ser feliz, ser feliz é um objectivo ou uma obrigação? Não compreendo. Porque é que toda a gente tem de ser feliz, e guiar a sua vida pela felicidade? Não sei. Não busco o que todos buscam, aliás, não sou o que todos são, sou eu. Não me quero confundir nem misturar com toda a gente. Não quero seguir princípios que não são meus, não quero contornar a rotunda da vida pela direita, não quero, não quero. Não sei porque nasci, mas cada vez faz mais sentido porque vou morrer: tédio. Não é preciso jogarem-me com as pedras da adolescência, eu sei que ainda ando nelas, não me preocupo.

100

é só mesmo para dizer que isto é o post número 100.

abril 17, 2004

.etroM

vivo com esta sensação de que vivo no corpo errado, no sitio errado, no tempo errado. quero que me levem e que me tragam de volta. não suporto estes dias tão previsíveis, esta forma de viver tão previsível. por favor... alguém que me leve.

sim, tu.

abril 13, 2004

Longe

rasgava o horizonte, não me interessava o sangue que escorria; o céu não era azul, aliás, nunca fora. Encantava-me a dor, aquele sentimento que vinha e que me desgastava, dava-me a certeza de que realmente estava vivo, era a unica maneira, a minha maneira.

Esquisito escrever no passado o que sinto no presente.

abril 12, 2004

back

Moldo o mundo à medida da minha tristeza. O céu, pintado a negro, guarda todos os olhares perdidos, todos os olhares feridos. Guarda-me a mim, assim.

~

Não postei nada durante muito tempo... a verdade foi porque nao estive por cá, mas sinceramente também não tive muita vontade de escrever.

* a cidade de Amesterdão é linda
* falar inglês com franceses é a mesma coisa que não falar
* aeroporto de Luxemburgo é tipo... PEQUENO?!

março 31, 2004

não existem

"tenho uma explicação simples para Deus e para a religião: não existem"

Ilídio Nunes aka U-BoaT

março 30, 2004

Melancolia

A melancolia é um círculo vicioso.

Descobri porque me sinto constantemente tonto.

março 27, 2004

Fim

A luz amarelece neste céu distante, quase pintado de negro. Escorrem por ele gotas de tinta que ainda não secaram, ficaram. Eternas lágrimas do presente.

O vento cansou-se de soprar, a vontade de voar esgotou-se. Ficam presos à terra somente aqueles que têm nas asas o poder de voar e voar.

O horizonte é um fim que nunca irei alcançar, um futuro que nunca irei começar...


Passados que vão, memórias que ficam.

março 23, 2004

A ti

Procuro-te. Esta minha insaciável quimera provavelmente nunca irá ter fim - não desisto. Em cada esquina, em cada canto, vasculho o olhar de todos aqueles que não pestanejam, estarás no meio do lixo que ainda não foi recolhido. Percorro a estrada e a sua berma com medo que algo me escape por entre estas mãos feridas pela esperança. Percorro este presente sempre em busca dessa identidade ainda sem rosto, desenhando e voltando a desenhar cada pormenor até à exaustão. Não quero provocar a ocasião, mas também não quero atrasar esse momento, quero enganar-me com as palavras, mas acertar com os sentimentos. O orgulho de vencer continua a dar-me forças para procurar-te por todos os lugares, infelizmente esse reflexo ainda não me chegou. Moldo cada vez mais esta mentira, esperando que um dia se torne verdade.

março 21, 2004

Poetry

E sim, hoje é o dia mundial da poesia.

março 20, 2004

No Suprises

A heart that's full up like a landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won't heal
You look so tired and unhappy
Bring down the government
They don't, they don't speak for us
I'll take a quiet life
A handshake of carbon monoxide
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
Silent, silent
This is my final fit, my final bellyache with
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises please
Such a pretty house, such a pretty garden
No alarms and no surprises (let me out of here)
No alarms and no surprises (let me out of here)
No alarms and no surprises please (let me out of here)

Radiohead. No Suprises

março 17, 2004

Mentira

Impulsiva e compulsiva.

Droga dos tempos de hoje, dos de ontem e, certamente, também dos de amanhã.

[No seu círculo já viciado] gira apenas mais uma vez, dizemos nós... a verdade é que nunca pára de girar.
É, sem dúvida, o mais fácil. Alterar a verdade, mas o que interessa? A mentira é só mais uma realidade que não existe, faz parte de um grande navio, aquele que ainda está atracado no porto da imaginação.

Quem passa não liga, e quem pára rejeita. Se toda a gente soubesse que toda a gente mente, sem dúvida que este mundo seria um mundo melhor.

março 15, 2004

into your eyes

E quando fecho os olhos, assim tão rapidamente, o instante anterior fica inundado pela escuridão, banhado pelo mar negro que desagua nestes olhos.

A Praia é tão bela.

Distingo formas, mas quando tento aperceber o que é, já não é. Alguém apaga a luz sempre que fecho os olhos, ficam apenas as marcas das luzes que se apagaram, luzes que eu nunca vi acesas. É apontado para mim o projector da luz negra.

Fico encadeado quando tento olhar para dentro de mim com os mesmos olhos que olham para fora de mim.

março 13, 2004

Lá fora

(Sem rancores nem amores por detrás destes olhos.)

O reflexo de um sol inunda o meu quarto. Não entendo a luz, não entendo estas coisas da claridade que o amanhecer traz às costas. Quase que me afogo com tanta pureza.

Espero que não te tenhas esquecido de mim, tenho saudades desse teu ar superior, tenho saudades de te ver a brilhar, mesmo sabendo que brilhas para todos. Tenho saudades de te despir com os meus olhos Lua, sua puta da noite.

Minto com todas as forças que tenho no meu corpo, sou auto-insuficiente perante a verdade...

março 10, 2004

bang bang

Silenciado pelas armas que ainda não dispararam, escuto o vazio que há em mim. O barulho dos passos faz-me recuar o suficiente para temer o bater do meu próprio coração. Fui ver, ninguém. As horas passavam absurdas ao ritmo daquele relógio de muralha, a parede foi-se gastando com o intenso barulho a repetido.

---

E por favor, oiçam Zero 7. Speed Dial No 2 ...

março 08, 2004

Dias que Voam

Alistei-me no Dias que Voam. Ainda me sobra alguma imaginação para partilhar, ou então não. Preciso de espaço, mesmo que não o utilize...

março 07, 2004

else

O pensamento vive atado pelas palavras, sendo por vezes libertado pela imaginação.

março 06, 2004

Nudez

Na paz da rua, caminho a par das minhas passadas. A lua veste-se de branco, como se estivesse a preparar para algo grandioso, e provavelmente está sempre.
Contorno os perigos sem medo de cair... a verdade é que já estou no chão, sempre neste chão. Rastejo pelos becos sem luz e sem gente. A minha alma rasga as roupas que ainda estão presas ao corpo, cospe-as para o chão sem piedade. A nudez não é mais uma supresa, aquela supresa de carne exposta a tudo, agora é apenas a verdade visível a quem não olha pelos olhos.

fevereiro 29, 2004

promise me this

As promessas deviam ser banidas do vocabulário de qualquer pessoa minimante consciente. Se toda a lei foi feita para ser quebrada, eis o expoente máximo da inocência.

fevereiro 28, 2004

bilhar

Pessoal do costume, no sítio do costume a fazer as coisas do costume.

Eu (direita) e o Vags (esquerda) tipo dois estúpidos pa ver se apareciam na foto, enfim quando não há mais nada para se fazer retira-se a alma a pouco e pouco, assim...

fevereiro 27, 2004

Esquissos

Aconselho a ouvirem e se puderem comprar o album... vale realmente a pena.

Link para o site dos Toranja

fevereiro 26, 2004

Hand

...e as mãos também escrevem na sua própria linguagem: na suavidade e na dureza de movimentos.

fevereiro 25, 2004

Key

A minha memória enche-se de fotografias mal tiradas, desfocadas, desajustadas, sem a precisão da certeza.

Demasiado cobarde para apagar o passado, resta-me arrumá-lo dentro de mim. Num lado a felicidade, nesta estante de sorrisos e beijos, azul pintada a emoções; no outro, a tristeza de suspiros e lágrimas arrumada neste velho baú semi-fechado, semi-lamentado.

Vivo entre o querer passar pelas portas fechadas e o encontrar as chaves das portas abertas.

fevereiro 24, 2004

You

Adormeço a amar o mundo, mas acordo somente a amar-me.

fevereiro 23, 2004

Sonho

.oO(Com a bagagem cheia de viagens: numa mão o passado, na outra o futuro, e nos olhos o presente repleto de memórias que ainda estarão para surgir.

A alma reaberta a desafios. A estrada que separa o sonho à realidade está cada vez mais ténue. Existem objectivos a conquistar previamente marcados com o brilho nos olhos, o brilho que inunda os desertos de tristeza que percorrem a pele seca da sua mão esquerda, a mão antiga. No mesmo instante a outra ergue-se, num V bem alto, quase a roçar o céu.)Oo.

Acordei.

fevereiro 21, 2004

antecipo-me

Antecipo-me ao ar que me circunda com a rapidez de um pensamento. As ideias fluem em meu redor sem me tocar.

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Oh, mirror in the sky, what is love?
Can the child within my heart rise above?
Can I sail through the changing ocean tides?
Can I handle the seasons of my life?

Smashing Pumpking . Landslide

fevereiro 20, 2004

meia-luz

Saciado pelas ilusões, vivo na velocidade que o meu olhar me confia, longe da realidade com que trespasso com um outro olhar indiferente a este mundo que vive na porta ao lado.

Abrando esta vida de meia-luz, para tomar um gole deste elixir de sono, continuando assim este sonho crepuscular.

fevereiro 19, 2004

old stuff

O ritmo do silêncio

Exaltado nas horas vagas,
chora lágrimas do passado
como um grito adormecido
que começou sem ter acabado.

Quebra o gelo que ainda arde
na memória do pensamento,
conseguindo parar o mundo
pela beleza de um só momento.

Sozinho no meio de tudo,
que desaparece vindo do nada,
o silêncio é a voz de mudo
que tanto escreve como apaga.

Alexandre Brito

5/1/03

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Enfim, estive a recordar velhos poemas meus, reli este com especial apreço.

fevereiro 17, 2004

espelho

Cada momento que passa, passo-o sentado a meu lado. Revejo-me nas palavras que vou dizendo ao acaso, sem definições nem sequer preocupações. Vou escrevendo as palavras no ar, ao alcance de quem as quiser apanhar, infelizmente sinto-me constantemente mudo de ideias. As palavras são sinónimo de mentira, e ainda bem que assim o é; os sentimentos serão sempre os eternos inexplicáveis.

fevereiro 16, 2004

Carta

Não falei contigo
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és...

Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo
e tudo o que vejo...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
numa chama minha e tua.

Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tetos
cujos vidros vais pisando...

Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso do teu gesto mimado
e à palma da tua mão...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
e a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
Numa chama minha e tua.


Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...

É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...

...nela te pinto nua
Numa chama minha e tua.

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado.

Toranja . Carta

Vácuos da realidade

A ausência de ar conserva-me a alma,
eleva-me destes pensamentos sem esperança,
sem o retorno óbvio do eterno ciclo da vida.
Perdido em cruéis confrontos tão desgastantes
guardo a minha espada de sangue corrido
que liberta o elixir da imortalidade que me cega.
Noite após noite de melancolia habito em mim,
vivendo assim nestes vácuos da realidade.

Alexandre Brito

fevereiro 13, 2004

de corpo e alma

Rasgo-me violentamente de suspiros, de ardores sem calor. Desço a rua aos tropeções nas recordações que recordo. As minhas passadas estão cada vez mais incertas, enerva-me não ter um padrão no meu corpo. Lá desci a avenida, essa ruela de dificuldades.

(...)

Estagnei o meu corpo na presença da minha alma. As ondas da calçada estavam calmas, desalinhadas mas calmas. O ritmo do meu coração também abrandou, finalmente com o ritmo que tanto desejava. Perdi-me na suavidade que o ar me trazia. Sem sobressaltos fiquei por ali.

fevereiro 11, 2004

the simple things


Alexander Nishkov's photo

E se a simplicidade é sinónimo de felicidade, então não me quero ser. Sigo demasiado o que não sinto, sigo demasiado o que penso. Irrita-me ser assim, mas já que sou, então pelo menos que o seja bem.

Procuro a felicidade como qualquer um. O meu problema é querer procurar mas não querer encontrar. A possessão aflige-me profundamente. Sigo aquilo que acho que quero, mas nunca sei o que realmente quero. Será que quero dizer isto ?

Se a verdade não fosse uma mentira, não continuava a iludir-me clandestinamente.

fevereiro 10, 2004

banho

Neste jogo de um pouco mais frio e um pouco mais quente, tudo faz a diferença. Dispo-me de preconceitos. A água deixa de correr e ganha a forma de pequenos jactos, inofensivos mas necessários. O nevoeiro surge sob a forma de calor, calor que me invade o corpo e por vezes a alma.

A água inunda-me o corpo com este calor que não consigo prever, apenas sentir. Infelizmente efémero. Um pouco mais quente por favor, bolas! já cheguei ao limite da torneira da esquerda. Agora tudo parece estar frio, - irónico - embora à uns momentos atrás estava tudo tão quente. Saí, sequei-me.

Que estou eu a pensar... acabei de tomar um simples duche.

fevereiro 09, 2004

estranho

Estou sem as palavras que bebem em mim a tristeza.

xxx xxx xxx

fevereiro 06, 2004

Medo

E quem tem medo de morrer também tem medo de viver.

fevereiro 05, 2004

deixar de existir

E de regras a vida é feita: as do destino e as do destino. Não percebo que liberdade é esta de ter de morrer, sinceramente não consigo entender. Tudo veio do mesmo e tudo vai para o mesmo, a vida vai nos ensinando, mas apenas com morte é que realmente aprendemos essa lição.

É complicado viver dentro deste corpo e tentar ser feliz, sabendo que um dia vou simplesmente deixar de existir.

Neste (in)finito fim que me alcançou.

fevereiro 04, 2004

Para ti Paulo.

Não sei o que hei de escrever. Todos aqueles dias em que te sentavas ao meu lado e falavamos de tudo e cagavamos completamente nas aulas. De te ajudar a tentar passar a uma cadeira, de te deixar copiar por mim sendo quase apanhado. Férias marcadas para o verão, erasmus marcado para daqui a algum tempo. Tudo em vão. Porra, merda, fodasse. Nem acredito que te foste embora sem que eu te dissesse adeus, só te queria dar um aperto de mão, daqueles que te nunca cheguei a dar, um abraço no corpo que nunca mais vou ver, um sorriso para quem sabia o que eu queria. Sei que vinhas ver esta merda de blog, sei que me aconselhavas, sei que escrevias melhor que eu. Onde estejas, espero que estejas bem e que sejas feliz. Injusto te perder, demasiado injusto Paulo. Vou recordar de ti o melhor, porque só isso posso recordar. Lembrar-me-ei de ti, disso podes ter a certeza.

E ainda sinto que tás aqui ao meu lado a falar sobre coisas fúteis, essas coisas que me arrependo tanto de não ter escutado com mais atenção. Desculpa.

fevereiro 03, 2004

ter de ficar

Afecta-me esta luz. A escuridão já não é, mas ainda não deixou de ser. Falta-me um pouco disto e um pouco daquilo, falta-me um pouco de tudo: da felicidade, da tristeza, da alegria de viver e do medo de morrer também.

Esperam-me tempos demasiado dificeis para eu os negar. A negação não é a solução para ela própria. Tenho de subir o olhar e chorar, chorar o meu antigo presente com medo de algum dia me arrepender. Custa-me partir, mas mais me custa ter de ficar.

fevereiro 02, 2004

restos confusos

Simplesmente inúteis.

Estes restos resistem à força da cor. A cor que vem e que nos leva para os sonhos pintados de alto a baixo. Mas o preto-e-branco continua a ser a minha cor preferida, porque para mim é só uma, e mais do que isso é uma forma de ver as coisas e, sem dúvida, de as compreender como elas realmente não são.

Fico abismado com a força que esta cor tem em mim.

fevereiro 01, 2004

manhã

O jardim estava completamente branco, pareceu-me que o esquecimento também se tinha esquecido daquele lugar. O frio tinha-se apoderado de tudo aquilo que não tinha dono, apoderou-se de mim também. O sol cuspia raios de chuva que aqueciam as cinzas em meu redor. Pouco depois acabou de chover.
O silêncio tinha-se ocupado de tudo, o dia parecia parado no tempo, e eu sentado com a minha paciência a fazer companhia. Fiquei ali horas, não reparei no relógio que também não trazia, limitei-me a estar, a olhar para nada de forma suave.

janeiro 31, 2004

ar-te

E do ar que se respira nasce a dependência mais sublime: a dependência à vida. Dependemos do que nos é mais essencial, irónico.

Com a imaginação que nos corre pelas palmas das mãos, o nosso efémero mundo gira à nossa efémera medida. Tudo muda sem excepção. É impossível retermos o mesmo olhar, este olhar de sempre. Nunca é de sempre, é apenas do momento, e apenas ao momento se pode cingir. Verdade que a eternidade é a junção de todos os momentos que deixaram de o ser, mas algo eterno só existe no pensamento de quem imagina. A unica coisa eterna é a alma, o resto são coisas que mais tarde ou mais cedo deixam de existir.

janeiro 30, 2004

preto & branco

Não percebo porque é que tanta gente se preocupa com o facto das palavras terem de rimar, se o que mais interessa é a rima que as ideias fazem entre si.

janeiro 29, 2004

Capitão Romance

Não vou procurar quem espero:
Se o que eu quero é navegar!
Pelo tamanho das ondas
Conto não voltar.

Parto rumo à primavera,
Que em meu fundo se escondeu!
Esqueço tudo do que eu sou capaz:
Hoje o mar sou eu...

Esperam-me ondas que persistem,
Nunca param de bater!
Esperam-me homens que desistem,
Antes de morrer!

Por querer mais do que a vida,
Sou a sombra do que eu sou.
E ao fim não toquei em nada,
Do que em mim tocou.

Eu vi,
Mas não agarrei...

Parto rumo à maravilha,
Rumo à dor que houver pra vir.
Se eu encontrar uma ilha,
Paro pra sentir!

Dar sentido à viagem,
Pra sentir que eu sou capaz!
Se o meu peito diz coragem,
Volto a partir em paz.

Eu vi,
Mas não agarrei...

Ornatos Violeta . Capitão Romance

janeiro 28, 2004

Crepúsculo

Com este fogo posto em cada luz que ao longe me acena, a noite vai começando a vaguear em mim. Um fogo branco dissolve-se silenciosamente pelo céu. O nevoeiro é agora a moldura e o quadro de tudo aquilo que vejo.

As minhas mãos apoderam-se deste frio sem dono. Resta-me este olhar que tudo pressente mas que nada sente. O meu coração não é o suficiente para me fazer aquecer por dentro, nem por fora, nem por nada. Nada.

O meu corpo sucumbe lentamente perante a tristeza da minha alma. E se eu disser que este é o meu mundo, o meu mundo perfeito, alguém acredita ?

janeiro 27, 2004

E agora...

(...)
E agora sou um caco do que resta, um sol queimado pela escuridão...
(...)

Fade Out - Tu que m'invades

Recomendo.

janeiro 26, 2004

u.

Qual é a parte do "eu amo-te" que não entendes?

janeiro 25, 2004

fall

Estava tudo inutilmente calmo. A lua pairava sobre as nuvens, tudo parecia distante de tudo. Ao fundo o vento dobrava a esquina, - lento como o tempo que demorava a passar - passou por mim, senti o frio do momento, mas que passou logo de seguida. As nuvens ameaçavam-me com um olhar denso e escuro, pareciam estar prestes a chorar de raiva, por instantes fiquei com medo que tudo se desabasse em cima de mim, e a verdade é que desabou. Começou a chover intensamente. A chuva vinha enfurecida, a água ganhava propriedades do fogo, porém não queimava, mas a minha pele ardia, sim ardia.

janeiro 24, 2004

Nice dream

Vacilo neste corpo imundo de desejos impossíveis. Resta-me a vontade de sonhar, esta vontade que não sonha. Fico imóvel à espera que o silêncio comece a explicar-me o porquê de estar assim. Espero, espero e volto a esperar. O meu corpo semi-curvado está à beira desta cama, e num instante perco as forças e caio neste caixão para o sono do esquecimento. O quarto está cheio de luz, o que me impede de pensar, mas continuo a fazê-lo. A irreverência pesa-me nos ombros, mas felizmente estou deitado. Não sei se acabei por adormecer, ou se estou somente de olhos fechados, a verdade é que o tempo passa.

janeiro 23, 2004

Não sou

PÁRAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!
Pára de falar de ti para ti.
Pára de falar de mim para mim.

Não suporto estes múltiplos indivíduos que vivem aqui, dentro de mim. Desafiam os poderes e os quereres uns dos outros. Queria ser um, apenas um... este a quem deram o nome de Alexandre. Esqueceram-se de dar nomes aos outros, aqueles que vivem dentro de mim. O meu nome é apenas aquilo que eu não sou, a face do que escondo aqui dentro.

Este meu vício de pensar. Dependo exclusivamente deste meu vício. É o meu tabaco das horas vagas, é a minha droga demasiado lícita. Preciso dele para me enganar. Preciso destas ilusões, destas pseudo-emoções.

Sou tudo aquilo que me queiram chamar... mas esquecem-se que também sou o contrário.

untitled

Sem sombras que me vejam, percorro aquilo que ainda não é sombra. E vou construindo os meus sentimentos. Pego nas palavras e moldo-as à minha medida. Não sei se crio, não sei se recrio: vou virando de avesso aquilo que sinto.

Deixem-me assim. Mentindo a mim próprio, fugindo do que percorro, sem olhar para trás. A mágoa escreve através de lágrimas o imenso tédio que tenho de mim. Não consigo viver sem ser assim, sou feliz assim. Sou estúpido assim.

Para mim as palavras são o refúgio de quem não quer ter pensamentos, os meus sentimentos são as palavras que escrevo. Elas ficam aqui, agarradas a este fundo que as segura. Em mim elas não ficam, caem e voltam a nascer outras. Não me contento em sentir apenas a felicidade e a tristeza. Quero sentir o que vai de uma para outra. Não quero ser preto nem branco, mais nem menos, não quero ser o oposto nem o oposto do oposto. Quero ser o que vai de uma coisa que vai para outra, quero ser o meio. O meu meio de ser meio. Viver sem saber o que sou, ir vivendo ao sabor de mim próprio. Feliz na minha tristeza e triste na minha felicidade. Os meus sentimentos nem eu os conheço, tambem não os quero conhecer. Não quero saber o que sou, simplesmente quero ser, e sê-lo sempre.

janeiro 13, 2004

janeiro 09, 2004

Sombra

A sombra do meu corpo ajuda-me a estar em pé. Enquanto houver sombra tudo parece resultar. Preciso do lado de mim que se encontra no chão, o lado que me faz rastejar, o lado que me faz sentir; o outro lado, enfim, mostro de mim aquilo que quero mostrar, um sorriso não passa disso, por muito triste que esteja, posso estar sempre a sorrir, mas a sombra está lá. Maravilha de ser humano.
De noite tudo é diferente. A lua não reflecte luz, apenas reflecte sombra. Sombra em todos os lugares e sombra em todos nós. Tudo é mais real quando não existe luz. O corpo não passa de algo perdido na escuridão - o corpo. Mas a Alma... a Alma...
Sim, tambem anoitece em mim.

Bush . Letting the Cables Sleep

(...)
Watching the lights go down
Letting the cables sleep
(...)

janeiro 07, 2004

Entre vontades e desejos

Entre desejos e vontades, cá vou vivendo. Não espero viver eternamente, mas espero amar eternamente. E quando me disserem que a vida é demasiado curta, para amar e ser amado, simplesmente digo que não. Este é o antigo eu a falar com o eu de hoje. As coisas mudam. Eu mudo.

O silêncio é o meu mundo de sorrisos e de lágrimas, é o meu mundo perfeito.

janeiro 05, 2004

new stuff

Bem... já estava farto das cores antigas. Mudei. Preto e branco são de facto duas das minhas cores preferidas, acho que se nota. Ainda vou fazer mais alguras alterações. Soon.

janeiro 04, 2004

a ticket to revolution

Não acredito que quem olhe para este pedaço de papel veja só isso. Eu não vejo. Criamos o nosso próprio simbolismo das coisas: das simples, das mais complicadas, e por vezes daquelas que nem existem.
Não queria que existisse 'volta' nos bilhetes... é injusto. Queria ficar e não ter que me preocupar em voltar. Não me queria preocupar com o tempo, sempre o tempo.


A casting to the show, a ticket to revolution

janeiro 02, 2004

Talvez amanhã

Hoje acordei com uma extrema vontade de escrever aquilo que sinto. Não tenho comigo as palavras, mas estou cheio de sentimentos. Talvez amanhã...

Radiohead - Fake Plastic Trees

(...)
And if I could be who you wanted
If I could be who you wanted,
All the time, all the time...

dezembro 31, 2003

Like a new year's eve party

Being alone I've been alone
So gone so long that I got tired of it
There's something wrong I can't recall the last
The first time that I felt happy

So you come up with this song
To sing along and make us all pretty
My love will never let me go

So I'll just get back on the world today
I'll find a meaning and a way to feel
Brighter than the sun

Another pill tells me I'm strong
So strong so wrong to still believe in it
Whatever I need I need to believe
My faith is weak and gets me even more sick

So you come up with this song
To fool your heart and blind it till you can't see
How long have you been this gone

So I'll just grab some words to say
Without a meaning
Just a way of forgetting that I'm all alone

Like a new year's eve party
Where I am obliged to be happy
May the new year come with a song
An empty happy song
To make my life so right for me

So you come up
With this song to shout and force yourself to believe
Though we all know you're not that strong

Tired of so much pain
Of living in this cloud of rain
I need something to go on

I've ran out of anesthetics
I'm becoming so pathetic
If you got nothing to hang on
You're not alone

Live die cry tonight
Let tears fall down your face and laugh
Don't waste your last words on sorrow
Live like there is no tomorrow
And may we all be one
In this song
An empty happy song
To keep us smiling instantly
Become what we would like to be
Indulge ourselves to believe
And though we'll never ever be
We'll pretend that we all can be
Free

Silence 4 . Empty happy song

dezembro 28, 2003

Candeeiro

De tanto tempo que estive a olhar para a lâmpada, parece que tenho pequenas luzes a piscar à minha frente, torna-se esquisito quando se fecha os olhos e elas brilham mais.

Nunca me tinha apercebido da beleza desta perspectiva.

dezembro 27, 2003

Imposto de sonhar

Concerteza deve haver algum imposto. Porque é que tanta gente limita-se a adormecer na vida sem sonhar? Existem mil e uma almofadas para se poder sonhar. Existem muitas felicidades espalhadas pela vida. Muitas tristezas também, mas se não fosse assim não tinha piada ultrapassar tudo e todos, até nós próprios por vezes. O único imposto é o de ganhar. Existirá mesmo um imposto?

dezembro 25, 2003

Natal

Demoram horas, nestes dias, os minutos a consumir segundos. Sinto-me terrivelmente só. Olho em volta, não está ninguém. A tristeza ganha para mim outro limite, aquele de que eu hoje sou. Sinto o frio que entra no meu corpo e recusa-se a sair. Estou doente, mas o que isso interessa? Não quero saber desde corpo, desde "meu" corpo, porque a verdade é que não é meu, não fui eu que o comprei; deram-me, emprestaram-me pelo tempo de uma vida. Talvez o preço do aluguer seja a própria morte.

dezembro 23, 2003

tempo sem ponteiros

E quando nos relógios não existem ponteiros, o tempo não existe. Não existem nem horas nem minutos, muito menos os segundos e o seu barulho irritante que marca a passagem de um instante para outro... tic.tac.tic.tac. o facto de ser tão monótono ensurdece qualquer um. Mas o tempo deixa de existir assim... sem mais dias para amanhecer, nem noites para anoitecer. Existe tempo para fazer tudo, mesmo sem que ele exista.

Sem ter de partir, sem preocupações. A liberdade é o novo tempo, o tempo em que não há ponteiros, só relógios com todo o tempo do mundo.

dezembro 20, 2003

Escrever & Ler

E a cada letra pintada com o sangue que nos corre nas veias, as palavras que escrevemos são um pouco de nós que já não nos pertence. Agora já não são nossas, agora são de quem as lê. Quem lê reescreve sobre as palavras já escritas. Volta a pensar sobre as coisas já pensadas. É a essência de criar e recriar aquilo que quem escreveu começou. Só realmente escreve quem consegue ler.

Quem escreve, descreve uma ideia. Quem lê, volta a reescrevê-la. Porque mais do que as palavras são, são o que elas significam. Não faz sentido uma palavra ser apenas o que é. Ela tem que ser o que se quer que se veja nela. Uma palavra pode ser tudo, se os olhos de quem a lê puderem ver tudo. É como espelhos que só deixam ver o que se quer ver. Por vezes a noite brilha mais que o dia.

Tudo gira à volta de ideias começadas e ideias por acabar. A verdade é que não se podem começar ideias nem acabá-las. Tudo vive no meio de apenas poder ser meio.

---

(...)
Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!

Fernando Pessoa . Isto

dezembro 18, 2003

Voto

Claro.. o meu voto de boas festas para todos..

dezembro 16, 2003

isto

De presentes a nossa vida é feita. Daqueles que não vêm embrulhados, daqueles que não têm passado nem futuro. Daqueles que realmente existem. Só desses.

Caminho percorrido de instante a instante entre sombras que não são sombras, são a imagem que o nosso corpo tem de si próprio: a luz ou a sua falta, reflectem o sol ou a lua que existe em nós.
São as pegadas que só podem existir na sola dos sapatos. Em mais nenhum sítio. Em mais nenhum sítio elas existem como são.

Talvez destino seja meramente uma palavra. Daquelas que não fazem sentido.

dezembro 14, 2003

love

love, love is a verb, love is a doing word

Massive attack . Teardrop

tks to Vags.

dezembro 12, 2003

Sing me something new

Sssshhhhhh

There was a time I wouldn't hesitate
There was a time I wouldn't be afraid, unafraid
But now these voices in my head

(Trouble)

They're singing me songs of warnings and fears
They're singing my losses they're singing my tears
They're spelling me curses for the things I did

(Trouble)

David Fonseca

dezembro 10, 2003

dezembro 08, 2003

Quando..

E quando anoitece. Quando o nosso amor está longe e só nos apetece gritar conseguindo-o trazer para os nossos braços. Quando as saudades descem como lágrimas queimando a nossa pele. Quando o nosso coração fica pequeno sem conseguir bater. Quando o nosso corpo fica imóvel e os nossos olhos fixam um sítio apenas por fixar. Quando o tempo não passa e recusa-se a passar. Quando temos a certeza que estamos apaixonados.

É assim que me sinto.

Nalgum lugar perdido


(...)
Sem guerras nem batalhas pra vencer
Nem dias pra rasgar
Eu fico um pouco
Por dentro dos desejos
Por mil caminhos que são mastros e horizontes
Tão livres como estrelas sobre os mares
E atalhos pelos montes
(...)

Mafalda Veiga . Nalgum lugar perdido


dezembro 07, 2003

Sorte e azar

Tudo acontece o que tem que acontecer. Não existe sorte nem azar, não existe liberdade nem destino. Podem chamar o que lhe quiserem. Eu simplesmente chamo presente. O presente em que vivo em que as coisas acontecem. Não sei se foi por sorte ou azar que hoje acordei. Acordei. Sei disso, não posso arranjar nenhuma explicação para além daquilo que realmente aconteceu. Não sei se foi por liberdade minha ou por destino que eu nasci, simplesmente nasci. A explicação das nossas escolhas não está em nós, mas sim no momento presente em que elas acontecem. Escolhemos aquilo que temos de escolher, nada mais.

Ás vezes o azar é a sorte que temos de um gato preto nos passar a correr pela nossa frente...

dezembro 05, 2003

não ter sentido nenhum

Tantas coisas por dizer e outras tantas por inventar. Rasgo as nuvens à medida que vou estando mais perto do céu. Não me importa não saber voar.
Adormeço em cima do vento como quem pede por mais um segundo de silêncio. De paz. De suavidade sobre as palavras que não diz, que não ouve. Choro de uma criança cujos pais ainda nem sequer nasceram. Pego no passado e embrulho. Desembrulho o presente numa prenda que não consigo abrir. Está dito na caixa: "Futuro", (não) compreendo. Gira, gira e volta a girar. A nossa vida é o nosso sexto sentido. É a nossa razão de viver sem conseguir deixar de pensar. Gostava de ver os pensamentos. A forma, o cheiro. O odor que nos inunda de recordações do futuro. Queremos recordar aquilo que ainda não aconteceu. Contar os dias até o próximo dia que sabemos que tudo vai acontecer. Destino de ser presente. O nosso destino é sem dúvida ser presente. Enfim o meu sentido é simplesmente não ter sentido nenhum.

dezembro 03, 2003

Fade Out

Bem...gostei bastante do que ouvi. Oiçam tambem, aconselho. Digam as vossas opiniões sobre a musica no comentário, se quiserem claro.

Fade Out - Tu que m'invades

dezembro 01, 2003

Cesto Sem Tido

Uma senhora tinha um gato chamado Tido! O Tido dormia todas as noites num
cesto. Uma manhã a senhora foi dar comida ao gato mas ele não estava no
cesto!
Qual é o filme?

R: O cesto sem Tido.

---

Muito à frente...

novembro 29, 2003

none


Yes I am ugly as much as I can be
and, that was always a big part of me

novembro 27, 2003

angel

Kiss me, is this a dream?
Should I believe it?
Please promise to me that I'm not going to get hurt this time.

Silence 4.

Vermelho & Verde

A raiva nasce no bater do lado esquerdo do peito. Vermelho é uma cor dura. Intimida. Inunda de medo o coração daqueles que não sonham. Não deixa que ninguem siga o seu percurso normal.
Mas o sonho é verde. A esperança de que tudo irá mudar. A paz de saber que haverá um presente no futuro em que o passado se esqueceu. A raiva perde-se na memória. As lágrimas regressam aos olhos.
Algo que nos puxa para a frente. O semáforo finalmente ficou verde.

novembro 25, 2003

Real sentido de viver

Mergulhado no intenso significado de ser feliz, a vida tem outro sabor. Com todo o folgo do mundo, continuamos submersos. Não precisamos do ar do dia-a-dia passado que nos entristece. Que nos entristeceu. Agora o ar é outro. Aquele que nasce nos pulmões e que nos faz encher o peito de real sentido de viver.

(...)

Nadamos contra correntes e contra-correntes. O mar ajuda sempre, se soubermos para onde queremos ir. Não existe nenhum caminho que nos leve à felicidade se apenas percorremos o caminho oposto. A maneira mas simples de percorrê-lo é, sem dúvida, traçando uma linha que inicia e termina no coração, mas que claro, passe pela razão. Tudo é simples se pensarmos que tudo é simples. E é. A complicação surge na cabeça de quem simplesmente não aceita que simplicidade é sinónimo de felicidade.

novembro 23, 2003

Kill Bill review

Mais um filme de Quentin Tarantino.. perverso e chocante como Pulp Fiction e Jackie Brown.

Para quem gosta de anime e é completamente fascinado pela cultura japonesa e por espadas, sem dúvida um grande filme. Não é o meu caso.

Nancy Sinatra . Bang Bang (My Baby Shot Me Down)

Vale a pena ouvir..

novembro 22, 2003

(im)perfeição na poesia

A ordem das palavras só interessa para quem gosta de ouvir soar aquilo que não existe. A rima é o som que se repete, não são de todo as ideias que se fazem ouvir. A forma da perfeição não está no facto da forma poder ser supostamente perfeita.

(...)

Arte de tentar unir a forma perfeita ao conteúdo que deverá ter tudo o que é suposto ter - a Poesia - talvez em vão, eu acho. É bom saber que há quem acredite que isso não é impossível. Será que uma simples frase pode conter as duas perfeições numa só? Talvez aos olhos de quem lê tudo seja possível... se acreditar...

novembro 21, 2003

Wally..

Sem dúvida as três pessoas mais procuradas do mundo...

novembro 18, 2003

Mais do que saber o que é, é sentir o que é

Chega ao pé de mim sem pedir licença. Eu dava. A felicidade fica no meu corpo como se eu já a conhecesse bem. Comecei a passar a conhecer. Primeiro fica nos meus lábios, depois nos meus beijos, ainda nas minhas lágrimas e claro...no meu coração. Nos meus olhos nasceu um brilho, aquele que... nunca antes tinha existido. Verdade. Ser feliz não é apenas lançar um sorriso para o ar...ser feliz é tudo...é a maneira como falamos, como choramos, como amamos. A felicidade é aquilo que toda a gente procura, mas só encontra quem realmente quer encontrar. Eu quis. Há coisas que só sabe quem sente. Não acreditava que isto existisse...até que senti. Estou feliz.

novembro 16, 2003

Código de como poder ser feliz

Gesto suave que recolhe tudo aquilo que quero ter. As minhas mãos passam pela tua pele sem tocar, sinto o calor que vem dentro da tua alma que inunda o teu corpo e o meu.

Leio bem o código de como poder ser feliz : O bater de dois corações num só corpo separado pela distância que se chama saudade. Andamos ao mesmo ritmo, ao mesmo som, o som de quem não tem nada a perder e ao ritmo de quem quer amar e ser amado.

Beijo-te a cada momento que olho para ti. Os meus lábios tocam a tua boca como quem pede por mais a cada beijo que dá. Fica marcado em mim cada batida do meu coração sempre que bate por ti. Bate sempre.

novembro 15, 2003

Imaginação

Tenho medo que um dia esta veia se corte a si própria. A imaginação deixe de existir pura e simplesmente.
Tenho medo que um dia as palavras fujam de mim em mim.
Tenho medo de não ter medo nenhum.

Talvez quando esse dia chegar aperceber-me-ei que as palavras são a mentira de querermos sentir com algo criado exterior a nós próprios.
Não existe palavras quando sorrimos nem quando choramos.
As palavras apenas existem na cabeça daqueles que querem acreditar que elas existem.

Enfim, acabei de escrever.

novembro 14, 2003

Believe

Believe in me as i believe in you.

Vontade de explodir e de dizer a toda a gente aquilo o que sinto. Ás vezes o meu coração parece pequeno para poder guardar tudo o que sinto. Percorro tudo num instante e tenho vontade de fazer de novo. Saber que estou feliz. Vontade de querer ir mais além...

novembro 11, 2003

Velocidade das estrelas

Ás vezes fico espantado como as estrelas andam depressa. Ás vezes no céu, outras vezes à minha frente. Dois olhos que brilham e que me fazem brilhar com eles. Ás vezes tão longe que não as consigo tocar, outras vezes estão tão perto que até os posso beijar.

Na paz do teu beijo.

novembro 10, 2003

Nothingman

Oh, into the sun...ah, into the sun...
Burn...burn...

Acordei com uma vontade de simplesmente de não existir. Quando tudo parece errado, até o facto de estarmos a pensar nisto. Tou com frio, tou constipado. Apetecia-me apagar daqui... desaparecer sem dizer nada. Que ninguém notasse por mim, que ninguém perguntasse pelo meu nome. Não me apetece escrever...

novembro 05, 2003

De noite

Milhares de pontos de luz. Vestígios de claridade.

Que está para além de cada ponto? Não sei.
Cada ponto tem a sua história para contar. Imagino o que se passa no outro lado. Quem lá está, o que se passa, o que aconteceu. Provavelmente é apenas uma luz que alguém se esqueceu de desligar. Talvez.

novembro 04, 2003

vozes

Há vozes que nunca se ouvem e outras simplesmente não param de se ouvir. Falar não é um dom, mas sim saber ouvir. Toda a gente sabe falar, mas poucos são aqueles que conseguem escutar.
Há quem não se oiça a si próprio, quem diz o que não sente e que sente mas que não diz. Não sabem ouvir o seu coração.




O caminho mais simples para chegar à felicidade é sem dúvida através da verdade.


novembro 03, 2003

Próxima saída

Quantidade de pessoas que andam perdidas. Não sabem onde entrar, não sabem onde sair. Simplesmente não sabem nada.

Pessoas olham para a cara de outras pessoas com medo de olhar. Um frio tremendo passa de cara em cara e o chão é sempre o final mais próximo. Final de não querer saber, final de simplesmente não querer. Dias de Outono gelam o sangue de quem passa... até o vendedor de castanhas fala mais baixo.
Esquecem-se de que esta é estação das suas vidas.

novembro 02, 2003

novembro 01, 2003

count++

Saber um pouco de programação não é mau de todo...
just see..

smart hun ?


God is real, unless declared integer.

imagem de um presente

É bom saber que uma fotografia consegue captar um instante que foi e que sem dúvida jamais irá ser.

O mundo ficou parado naquele momento. Uma imagem do suposto presente ficou retido no futuro. Esquisito. A fotografia é a unica forma de podermos dizer claramente que estamos a olhar para "um" presente. Sem a ajuda de tal é impossível. O que agora é presente... simplesmente já não é, já passou. É estupido dividir o tempo em passado presente e futuro... a verdade é que passamos pelos três numa única fracção de segundo.

Gotas de água ficam paradas fazendo com que o sol e o céu sejam um só.

@ Parque das Nações

outubro 31, 2003

Porque é que dormir sabe tão bem ?

Sim... sonhar implica dormir. Talvez seja por isso.
É estar no nosso verdadeiro mundo sem nos apercebermos disso.

O sono é de facto uma coisa mágica. Num instante tudo muda... fechamos os olhos e quando acordamos já passaram horas sem sequer nos tenhamos apercebido. Os sonhos giram a velocidades estonteantes pensamos nós, talvez seja verdade... não sei.

O mais estranho é que muitas das vezes não nos lembramos daquilo que sonhamos e que vimos tão bem com os nossos olhos. É estranho saber que o nosso sub-consciente tambem pensa quando nós supostamente descansamos e não pensamos rigorosamente em nada.

A cama é sem dúvida o melhor sítio do mundo. Porque é que está sempre quente todas as manhãs quando queremos sair de lá e não conseguimos ? Detesto o facto de estar na cama ser tão bom... tão complicado sair de lá. E o que tem que ser tem que ser.

Muito a ver comigo, sem duvida alguma...

outubro 30, 2003

custo da felicidade

Fico feliz por saber que estou feliz. Ainda bem que a felicidade não
se compra com folhas de papel, nem com pedaços de metal...ainda bem
que a felicidade simplesmente não se compra. Tenho aquilo que não
se vende nas lojas... a felicidade não vem em frascos com "Para sempre"
escrito no rótulo. Não se compra, mas encontra-se. Felizmente encontrei.
Estou orgulhoso.

Que coisa lamechas esta de dizer que se está feliz. Quem sente o que
significa a palavra sabe o que digo. Sabe porque que é que se chora de
felicidade e porque se manda uma mensagem simplesmente a dizer penso em ti.
Penso em ti.


Definição de felicidade: Caixa aberta cheia de moedas que não se vêem, mas que nos fazem enriquecer.

outubro 29, 2003

Tears

As lágrimas servem muito mais do que apenas só para chorar.
Mostram aquilo que a verdade realmente é, sem as palavras que
nunca o são. São mais do que pequenas gotas de água salgada.
São o sal que existe em nós mas que nunca vem cá para fora.

Descem pela cara.
Sabem bem o seu caminho de não ter caminho nenhum.
Não se controlam, nem se deixam controlar. Chorar é provavelmente
o instinto mais puro do Homem, e as lágrimas uma forma de mostrar o
quanto ele é impuro (um milhão de imperfeições perfeitas).

Sim... verdade, chorei hoje. É bom.

i cry, i cry
tears of joy, tears of pain
i cry, i cry
tears of love again and again

Lamb . I cry

outubro 28, 2003

5 minutos

Serão cinco minutos da nossa vida apenas cinco minutos?
Bem... cinco minutos podem mudar muita coisa, eu que o diga.
O tempo não é uma mera proporção de quantidade com qualidade. Aquilo que ele representa é bem mais importante.
Num segundo o mundo pode acabar... bastaria um segundo para que tudo passasse a ser nada... um simples segundo.

Ás vezes o tempo pára. Fica parado nele próprio. De facto, aquilo que a nossa mente faz é incrivel, o tempo é o tempo que lhe queremos dar. Fantástico.

É bom saber que 5 minutos podem durar para sempre.


outubro 26, 2003

O silêncio deixa-me ileso e que importância tem ?

Ás vezes apetece-me ouvir o silêncio. Aquele ruído estranho que não se ouve. Ele existe, bem sei. Sabe bem.
Fico parado a vê-lo passar.

Os dias estão mais curtos. É como um lençol que para tapar a cabeça tem que destapar os pés. Para ser dia de manhã, tem de ser noite à tarde. Irónico.
Com o Inverno vem o frio de quem quer ter frio. Porque é que toda a gente tem de ficar triste no Inverno ? Não percebo. A felicidade é muito melhor... sorrir cura a tristeza que nem se quer existe. Está triste quem quer.

Sim.. eu tambem fico triste. Deve ser estúpido este gajo que defende uma coisa e que depois diz outra. De facto. Ás vezes não controlo o facto de olhar para um sitio e pensar em coisas que não fazem sentido... bolas! tou triste. Enfim... nada que nao se cure com um bom sono. Cura sempre. Talvez por o Inverno ser cinzento.


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