junho 30, 2009

MORREU PINA BAUSCH - DIRECTORA DA TANZTHEATER WUPPERTAL PINA BAUSCH

Pina Bausch
Nos anos 1970, Pina Bausch criou novas formas e estilos no teatro e na dança. Dez anos mais tarde, o seu trabalho ganhou, na Alemanha, a mesma importância que o teatro falado.

A coreógrafa alemã Pina Bausch morreu hoje aos 68 anos. A directora da Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, localizada em Wuppertal, e autora de "Café Müller", única peça sua que interpretou, terá sabido há cinco dias que sofria de cancro, avança o site da companhia da coreógrafa.

Pina Bausch nasceu em Solingen, na Alemanha. Com 15 anos iniciou os estudos de dança na Folkwang School em Essen, com o director e coreógrafo Kurt Jooss.

Formou-se em Dança e Pedagogia da dança e em 1959 consegue uma bolsa e vai para Nova Iorque dançar na Juilliard School. A bailarina acabaria por integrar a Metropolitan Opera House.

Em 1962 regressa à Alemanha para dançar no recém-fundado ballet da Folkwang, de Kurt Jooss
Com 33 anos é contratada para dirigir o Wuppertaler Tanztheater, mais tarde renomeado Tanztheater Wuppertal Pina Bausch.

A coreógrafa alemã é uma velha conhecida do público português: em 1994 Jorge Salavisa, programador de dança do Lisboa-Capital Europeia da Cul traz a Lisboa grandes obras de Pina Bausch, entre elas «A Sagração da Primavera», «Café Müller», «Kontakthof», «Viktor» e «1980». Já em 1998, a Expo 98 recebeu Pina Bausch no âmbito do Festival dos 100 dias. A coreógrafa ficou em Lisboa três semanas em «residência artística» e criou o espectáculo «Masurca Fogo».

Pina Bausch estava a semanas de começar a trabalhar num projecto com o realizador Wim Wenders.

Passagem por Lisboa o ano passado

Pina Bausch esteve o ano passado em Lisboa, a convite do Centro Cultural de Belém e o Teatro Municipal São Luiz, que organizaram um ciclo de conversas, filmes e três peças: a estreia nacional de "Nefés", sobre Istambul, "Masurca Fogo", feita sobre Lisboa em 1998 e apresentada na altura, e "Café Müller".

Em conferência de imprensa, a coreógrafa alemã revelou como no seu trabalho há apenas «a vida e as pessoas». Não há um conceito pré-definido antes de cada espectáculo: «Podemos seguir várias direcções», explica Pina Bausch (falando sempre num «nós» e fugindo sempre do «eu»), «e queremos envolver todos, nós e o público também».

Encolhida na cadeira, Pina Bausch respondeu a todoas as questões. Mas falhou uma. «Qual seria a melhor recompensa para uma artista como a Pina Bausch?» A coreógrafa fica perdida. «Tenho sorte….sorte não é a palavra certa…É maravilhoso que a dança mereça tanta atenção».
(www.sapo.pt)

Publicado por vm em junho 30, 2009 03:58 PM
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