agosto 09, 2007

CINE-TEATRO TIVOLI - NESTA SALA DE LISBOA TOCOU GUILHERMINA SUGGIA

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Frederico de Lima Mayer, homem requintado e de grande cultura, compreendeu que Lisboa, a exemplo das suas congéneres europeias, necessitava de um espaço exclusivamente dedicado ao culto da Sétima Arte, que então se encontrava em ascensão, mas onde fosse, igualmente, possível apresentar também outro tipo de espectáculos.
Nasceu assim, em 1924 e após 4 longos anos de obras, o edifício actualmente designado por Cine Teatro Tivoli, concebido segundo um projecto do arquitecto Raul Lino, e na época, a melhor sala do país.

Logo desde a noite da sua abertura ao público – com o filme “Violetas Imperiais” - o Tivoli impôs-se como uma sala de espectáculos onde apenas se apresentavam filmes de grande qualidade, cuidadosamente escolhidos entre as obras-primas da época.
Tendo iniciado a sua actividade ainda no tempo do cinema mudo, o Tivoli foi dotado para fonocinema em 1930 tendo em Novembro desse mesmo ano sido apresentado o primeiro filme sonoro - “A Parada do Amor”.
Desde então, pelo ecrã do Tivoli, passaram muitos dos maiores filmes da história do cinema nomeadamente “ O Mundo a Seus Pés”, “O Ditador”, “Belinda – Escrava do Silêncio”, “Duelo ao Sol”, “A Túnica”, “O Rei e Eu”, “A Pousada da Sexta Felicidade”, “Lawrence da Arábia”, “Música no Coração”, “Hello Dolly”, “O Padrinho”, “O Carteiro Toca Sempre Duas Vezes”, “Oficial e Cavalheiro”.
No entanto, o Tivoli não foi concebido apenas para apresentar espectáculos de cinema. Assim, logo em 1925, e numa iniciativa de António Ferro, foi criado um grupo de teatro - o Teatro Novo.
Nele foram apresentadas várias peças, ousadas para a época, entre as quais “Knock ou o Triunfo da Medicina”.
O Tivoli continuou a “fazer-se teatro”! Após a morte Frederico Lima Mayer o seu filho instalou no Teatro um palco e camarins.
Neste palco apresentaram-se, então, companhias tão célebres como a Comédie Française e o Teatro do Vieux Colombier. Pisaram também o palco do Tivoli, em espectáculos musicais, entre outros os maestros Igor Stravinsky, “Sir” Thomas Beechan, Frederico de Freitas e Ivo Cruz, os pianistas Sequeira Costa, Maria João Pires, Tania Achot, Rubinstein e José Viana da Mota, o violinista Yehudi Menuhin, a violoncelista Guilhermina Suggia, e o coro dos Pequenos Cantores de Viena.
O bailado dominou igualmente as plateias do Tivoli através das actuações do Ballet do XX Siécle (com Maurice Béjart), o American Festival Ballet e o Ballet Soviético dos Cossacos da Ucrânia, entre outros.
Em 1973, o Tivoli deixou de pertencer à família Mayer tendo sido adquirido por João Ildefonso Bordallo.
Em 1989, o Tivoli foi adquirido pelo empresário espanhol Emiliano Revilla que, pouco depois, vendeu a maioria das suas acções a uma empresa de capitais Espanhóis.
Após um período de encerramento o Tivoli reabre as suas portas em 1999 tendo entretanto sido objecto de obras de remodelação.
Em 2004 o Tivoli foi adquirido pela Lx Skene empresa de capitais portugueses e actual proprietária do Teatro.

(WIKIPEDIA)

Publicado por vm em agosto 9, 2007 12:23 AM
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