março 12, 2007

MovART -MOVIMENTO DE DEFESA DO ENSINO ARTÍSTICO

Pela Universalidade do Ensino Artístico;
Pelo direito dos estudantes ao acesso a um ensino artístico profissional e amador de qualidade;
Pela defesa do Ensino Supletivo;
Pela defesa da Escola de Música do Conservatório Nacional;
Apelamos à mobilização de todos e todas na luta que se irá desenrolar nos próximos meses.


MOVARTE, Movimento de Defesa do Ensino Artístico
mvarte@gmail.com
http://movarte.wordpress.com

Na sequência de movimentações públicas do Ministério da Educação (ME) que põem em causa a igualdade e a universalidade do acesso ao ensino de música e à sua profissionalização, a MovArte constitui-se como Movimento de Defesa do Ensino Artístico.
As ameaças públicas do ministério ao ensino supletivo e à própria existência dos Conservatórios obrigaram já a uma tomada de posição de defesa e luta por parte da direcção da Escola de Música do Conservatório Nacional (EMCN) em Lisboa.
O ensino supletivo (ensino musical em regime extra-escolar que engloba 75% dos alunos) permite o acesso ao ensino artístico de qualidade por parte de todos os jovens, seja como complemento legítimo à sua educação e formação pessoal, seja como investimento sério e responsável numa perspectiva de futuro profissional, tendo contribuído para a formação de inúmeras gerações de músicos de que são exemplo: Maria João Pires, Mário Laginha, Jorge Palma e muitos outros.
A formação de qualidade está directamente ligada à existência de massa crítica de alunos e professores que permitem uma grande diversidade de experiências, e qualquer reestruturação contrária tem óbvios resultados negativos para o ensino musical (por exemplo, a EMCN tem um universo de 800 estudantes, se 600 deles forem impedidos de continuar os seus estudos o ambiente criativo é prejudicado). A também expressa vontade do ministério de impôr propinas aos alunos do ensino supletivo (numa confusa reestruturação fora dos conservatórios) só vem restringir o carácter de universalidade rendendo-se a uma óptica estritamente economicista sem qualquer resultado benéfico para o ensino artístico nem para a população.
No caso da EMCN esta situação é agravada pela óbvia pressão do ME para a deslocalização da escola para fora do centro da cidade, acentuando o despovoamento que já se iniciou com a saída das escolas de cinema, teatro, arquitectura, a anunciada saída da Escola Superior de Música, e a sempre adiada saída da Escola de Belas Artes, numa estratégia de planeamento que vai contra todas as políticas de revitalização da Baixa - Chiado e contra o direito dos estudantes de todos os pontos do país, de Lisboa e subúrbios, a usufruírem do centro cultural da cidade, deixando o edifício expressamente construído para escola de artes, hoje EMCN, à mercê de uma apetecível especulação imobiliária.


Publicado por vm em março 12, 2007 12:00 AM
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