julho 31, 2008

NELLA MAISSA DEU AQUI, NO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, EM 1947, AQUELE QUE CONSIDERA O MELHOR CONCERTO DA SUA VIDA

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Em 1947, deu aquele que considera o melhor concerto da sua vida.
«Toquei uma sonata de Beethoven (Hammerklavier op.106) que ainda tinha trabalhado com Viana da Motta [estudou com ele cinco anos] e depois toquei o Ludus Tonalis, de Hindemith, em primeira audição», afirmou, recordando que estavam cerca de 50 pessoas na sala do Conservatório Nacional, que foi a própria artista a alugar.

«Paciência, eu gostei muito», rematou a pianista, que actuou também em grandes salas em Paris, Genebra, São Paulo, Londres e Washington.

Actualmente, Nella Maissa considera que há pianistas portugueses «muito bons» e indica Jorge Moyano, António Rosado e Pedro Burmester como alguns dos que admira.

Sobre os seus últimos concertos, já depois dos 90 anos, Nella Maissa declarou que os fez porque lhe pediram muito.
«E foi um pouco de inconsciência, porque já não sou nada do que era... Mas agora realmente acabei porque acho que já não vale a pena. Enfim tenho quase 100 anos, tenho de resignar-me», afirmou, sempre bem-disposta, apesar de se queixar das fragilidades da idade - as dores nas costas, a falta de vista e de agilidade nos dedos.

"Acho que o importante da minha vida foi ter apresentado coisas novas. Era o que me divertia, o que me interessava", resumiu sobre a longa carreira.
Lusa/SOL (parte de entrevista)

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julho 30, 2008

GUILHERMINA SUGGIA MORREU FAZ HOJE 58 ANOS

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julho 11, 2008

JORNAL "PÚBLICO" de 11 de JULHO: " MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO CANCELOU CONCURSO PARA RECUPERAR SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO"

Luís Filipe Sebastião
MINISTÉRIO DA CULTURA RESPONDEU A DEPUTADA QUE DESCONHECE OS MOTIVOS POR QUE A EMPREITADA NÃO SE EXECUTOU NO CONVENTO DOS CAETANOS
O salão nobre da Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, devia ter sido recuperado atra¬vés de um concurso público aberto em 2005 pela Direcção Regional de Educação de Lisboa (DREL), mas as obras não saíram do papel. A deputada Luísa Mesquita questionou os ministérios da Cultura e da Educação, mas ainda não conseguiu resposta acerca dos motivos que levaram ao cancelamento do concurso.
Luísa Mesquita questionou, em Abril, o Ministério da Cultura sobre que razões para que tenha sido cancelado o concurso, lançado em Dezembro de 2O05, para recuperar o salão nobre do Conservatório. No requerimento endereçado através do presidente da Assembleia da República, a parlamentar pergunta ainda "que medidas pretende o Governo tomar para impedir este crime de degradação do património, lesivo da identidade nacional?"
Luísa Mesquita fundamenta as suas questões no facto da "história arquitectónica e cultural" do espaço remontar a 1881, através de um percurso consolidado pelo arquitecto Eugénio Cotrim (autor do projecto), o pintor José Malhoa (que decorou o tecto) e os músicos/compositores Luís Freitas Branco e Vianna da Motta (de entre os que por ali passaram). As obras de remodelação nos anos 40 do século passado ampliaram as condições de funcionamento do espaço cultural, cuja acústica tem sido reconhecida por reputados artistas nacionais e internacionais.

"Hoje, este equipamento cultural está de tal forma degradado que a ausência de medidas urgentes porá em risco a sua sobrevivência", sublinha a deputada eleita pelo PCP, mas que, entretanto, assumiu o estatuto de independente. A intervenção de Luísa Mesquita decorreu na sequência de uma petição entregue no Parlamento, subscrita por 5043 cidadãos, apelando à recuperação do salão nobre do conservatório nacional.

O gabinete do ministro da Cultura esclareceu, em Junho, que o concurso público foi aberto pela DREL e que este departamento do Ministério da Educação estará "habilitado a informar dos motivos pelos quais não foi executada a empreitada na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa e das medidas que pretende tomar, sem prejuízo do eventual apoio técnico que vier a ser solicitado" ao ministério de José António Pinto Ribeiro.

Perante esta resposta, Luísa Mesquita reendereçou, em Junho, as questões ao Ministério da Educação, aguardando ainda por resposta. Um assessor da ministra Maria de Lurdes Rodrigues disse ontem apenas que a recuperação no conservatório está integrado no programa de modernização do parque escolar, mas que desconhecia as razões para o concurso ter sido cancelado.

RESPOSTAS ESCASSAS: ANULAÇÃO POUCO PÚBLICA DO CONCURSO
O concurso lançado pela DREL para a "recuperação do salão nobre, reparação da galeria de público da esquerda, remodelação do palco, subpalco, salas de apoio e cobertura", pelo valor base de 921.980 euros (mais IVA), terá chegado à fase do recebimento de propostas, mas não foi anunciado o vencedor. O vice-presidente do conservatório, Jorge Machado, recorda-se que foi anunciada uma lista de concorrentes, mas a instituição "nunca teve conhecimento dos motivos para o seu cancelamento". Uma proposta do vereador Fernando Negrão (PSD) para que a câmara intime o Estado a recuperar o salão nobre foi adiada anteontem devido à sua ausência no Parlamento

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julho 10, 2008

FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DO RIBATEJO - CONVENTO DE CRISTO - TOMAR - 11 de JULHO - 21,45h - ENSEMBLE MEDITERRAIN

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ENSEMBLE MEDITERRAIN (Berlim)

Laura Ruiz Ferreres, clarinete

Gabriel Adorján, violino

Bruno Borralhinho, violoncelo

Dunja Robotti, piano

N.N., Orador

Programa:

Olivier Messiaen - 'Quarteto para o Fim do Tempo'

www.ensemble-mediterrain.com

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julho 09, 2008

JORNAL "PÚBLICO"- 9 de JULHO "CÂMARA DE LISBOA DISCUTE PROPOSTA PARA INTIMAR ESTADO A RECUPERAR CONSERVATÓRIO

Luís Filipe Sebastião
Urgência de obras no salão nobre foi objecto de petição com 4766 assinaturas de cidadãos preocupados com "crime de lesa-património"

Os vereadores do PSD na Câmara de Lisboa (CML) apresentam hoje ao executivo municipal uma proposta para que a autarquia intime o Estado a realizar obras no Convento dos Caetanos, onde se encontra instalado o Conservatório Nacional.
A proposta de Fernando Negrão, pelos eleitos do PSD, salienta que o imóvel onde funciona uma reconhecida escola de música, inaugurado em 1881, se encontra em mau estado, principalmente o salão nobre, que possui o tecto pintado por José Malhoa. Os tectos esburacados, o balcão escorado e o mobiliário degradado traduz-se, segundo a proposta, "num estado de precariedade geral com perigo para a segurança de pessoas e bens".
Apesar de as operações urbanísticas da administração central estarem isentas de licenciamento, Fernando Negrão propõe que a autarquia determine ao Governo uma vistoria e a execução das obras que garantam "a funcionalidade, segurança, preservação e conservação" do imóvel.
O presidente da autarquia, António Costa (PS), solicitou ao departamento jurídico para que apreciasse as "dúvidas" suscitadas quanto à "competência do município para determinar ao Governo a execução da obra", e se o Estado é efectivamente o proprietário.
O parecer jurídico conclui que "o primeiro responsável" pela conservação do edifício, "nomeadamente do ponto de vista funcional, da segurança, da estética e da salubridade, é o Estado português", enquanto proprietário. Por esta razão, uma eventual deliberação deve visar o Estado em vez do Governo. A jurista atesta ainda a competência camarária para intimar à realização das obras, mas que terá de ser consultado o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico.
"As autarquias relativamente à administração central sempre tiveram uma posição de subserviência", lamenta Fernando Negrão, que se mostra confiante que o executivo lisboeta irá "mostrar que não tem problema em intimar o Estado como qualquer proprietário particular para fazer obras". Uma moção dos Cidadãos por Lisboa, aprovada em Outubro de 2007, propôs à câmara que defendesse junto do Ministério da Cultura a necessidade de obras urgentes no Conservatório Nacional.

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julho 08, 2008

QUE É FEITO DO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL ?

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A petição "Alguém Acuda ao Salão Nobre do Conservatório Nacional, por favor!" subscrita por 5043 cidadãos, foi entregue aos destinatários. No dia 11 de Fevereiro de 2008 fizemos a entrega ao Senhor Presidente da República cuja Casa Civil nos acusou a recepção em 21 de Maio tendo-nos sido informado de que "foi tomada boa nota da mesma e uma vez que a solução do problema objecto da petição não se inscreve nas competências constitucionais e legais atribuídas a Sua Excelência o Presidente da República, foi o assunto devidamente transmitido ao Governo".

No dia 18 de Fevereiro fizemos a entrega no Gabinete do Senhor Presidente da Assembleia da República. No dia 7 de Março foi-nos comunicado pela "Comissão de Ética, Sociedade e Cultura" da AR que a petição tinha sido aceite, tendo-lhe sido atribuído o nº 431/X/3ª e se encontrava naquela Comissão para efeitos de apreciação e parecer, nos termos regimentais. Foi nomeada relatora a Senhora Deputada Matilde de Sousa Franco. No dia 5 de Março a Senhora Deputada Relatora pediu esclarecimentos aos Ministros da Educação e da Cultura.
(De acordo com a lei das petições da AR, todas as petições com mais de 4000 subscritores, desde que tenham parecer favorável da comissão que a aprecia, terão de ser obrigatoriamente discutidas em plenário. A Comissão terá um prazo de 60 dias, após a data da sua admissão, para apreciação e deliberação. Deverá ser enviado um relatório ao Senhor Presidente da AR que terá um prazo de 30 dias para agendamento da discussão em plenário.)

Fica claro que o prazo para agendamento previsto na lei das petições, terminou no dia 18 de Maio de 2008. Contudo o parecer da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura, não foi ainda transmitido ao Senhor Presidente da AR, porque a Senhora Deputada relatora da petição ainda não recebeu resposta ao seu pedido de informações feito em 5 de Março ao Ministério da Educação.

No mesmo dia, 18 de Fevereiro, entregámos a petição no Gabinete do Senhor Primeiro-Ministro que por ofício nº 5096 de 6 de Junho nos informou de que o assunto tinha sido transmitido ao Ministério da Educação.

Em 18 de Fevereiro entregámos também a petição no Ministério da Educação sem que tivéssemos recebido qualquer comunicação.

No dia 19 de Fevereiro entregámos a petição no Ministério da Cultura e na Câmara Municipal de Lisboa.
No dia 26 de Fevereiro recebemos uma carta do Gabinete do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa acusando a recepção da petição e informando-nos de que a mesma tinha sido encaminhada para o Gabinete da Senhora Vereadora Rosalia Vargas.

E assim estão as coisas. Pode ser que entretanto o Salão Nobre do Conservatório caia e o problema, que não parece ser dos organismos oficiais, fica por si resolvido.

A Antena 1 fez uma reportagem sobre o estado do Salão Nobre, convidou o Ministério da Educação para estar presente. Depois de várias insistências o senhor director da DREL terá dito que não estaria ninguém presente e não entendia porquê tanto tempo perdido a falar sobre o Salão Nobre (Porque não falavam antes dos Conservatórios do Porto ou de Coimbra?).

O Salão Nobre do Conservatório Nacional não é uma salinha para serem dadas festinhas aos amiguinhos e aos papás dos meninos que estudam no Conservatório ( SÃO APENAS 950 ALUNOS, SENHORA MINISTRA!). É uma sala importantíssima pelas suas características arquitectónicas e artísticas, com condições excepcionais para música de câmara e tem um peso histórico e cultural dum valor enorme. É PRECISO QUE SEJA RECUPERADA. Não pode estar nas mãos de pessoas que, provavelmente, põem questões pessoais acima do PATRIMÓNIO NACIONAL !

Publicado por vm em 01:09 PM | Comentários (1)

julho 04, 2008

GUILHERMINA SUGGIA NA RÉCITA ANUAL DA TUNA ACADÉMICA PORTUENSE - "O TRIPEIRO - ANO VI - 1901"

Dia 17 (...) Realiza-se, com o maior brilho, a récita anual da Tuna Académica Portuense, nela colaborando distintamente, além da actriz Emília Eduarda e dos conhecidos artistas, professores Moreira de Sá e Nicolau Milano, os apreciados amadores Soares da Silva, Frank de Castro, Virgílio Angelo, Carlos Branco, Virgínia e Guilhermina Suggia, A. Veras, António de Lemos, etc, etc...
(O TRIPEIRO - ANO VI - 1901)

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julho 03, 2008

COMPOSITOR PORTUGUÊS JOÃO PEDRO OLIVEIRA PREMIADO EM FRANÇA

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O compositor português João Pedro Oliveira foi distinguido com o prémio Magisterium, no concurso internacional de música e arte sonora electroacústica de Bourges (França).
O prémio, de relevo a nível mundial na área, é atribuído anualmente a um compositor que tenha desenvolvido uma carreira de prestígio na música eelectroacústica ou mista (instrumentos e electrónica).
Entre os compositores a quem já foi atribuído este prémio figuram nomes como Bernard Parmegiani, Jean-Claude Risset, Wlodzimierz Kotonski e Francis Dhomont.

Professor catedrático na Universidade de Aveiro, João Pedro Oliveira conta na sua carreira de compositor com vários prémios internacionais.
Além de ser distinguido em Bourges, em cujo concurso já havia sido premiado no ano passado, só no ano de 2007 obteve o primeiro prémio no Roma Soundtrack Competition (Itália), o prémio Yamaha-Visiones Sonoras(México) e foi ainda premiado no concurso de Música Nova (República Checa), tendo produzido obras sob encomenda para instituições como a Orquestra Arturo Toscanini (itália) e a Fundação Gulbenkian.

João Pedro Oliveira nasceu em 1959 e estudou composição, órgão e arquitectura em Lisboa. De 1985 a 1990 esteve nos Estados Unidos com uma bolsa da Fundação Gulbenkian e da Comissão Cultural Luso-Americana.

Na Universidade de Aveiro, João Pedro Oliveira ensina Composição, Análise e Música Electroacústica.
Diário Digital / Lusa

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julho 02, 2008

"SAGA" - ÓPERA EXTRAVAGANTE- JERÓNIMOS/MUSEU DA MARINHA DE QUINTA A DOMINGO ÀS 21,30H

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Junho Julho
Até 13 de Julho será representada a ópera extravagante SAGA.
Música de Jorge Salgueiro
Libreto é de João Brites a partir de contos e poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen.
De Quinta a Domingo às 21h30m,
Jerónimos/Museu de Marinha

JOANA: Inês Madeira (mezzosoprano dramático)
MIGUEL: João Sebastião (tenor lírico)
MULHER DO SILÊNCIO: Sara Belo (soprano dramático)
HOMEM DO SILÊNCIO: Rossano Ghira (contratenor)
DEUSA PIRATA e CAPITÃO PIRATA: Filipa Lopes (soprano coloratura)
DEUS PIRATA e ARMADOR PIRATA: Fernando Ribeiro (voz gutural "Moonspell") ou Rui Sidónio (voz gutural "Bizarra Locomotiva")
MARIA: Cristina Ribeiro (pop rock e fado)
GUSTAVO: Francisco Fanhais (cantautor de intervenção)
LAURA: Ana Brandão (actriz-cantora)
ISABEL: Sandra Rosado (bailarina-cantora)
JOÃO: Pedro Ramos (bailarino-tenor dramático)
BANDA DA ARMADA

Publicado por vm em 11:06 AM | Comentários (0)