abril 30, 2008

ASPECTO DO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO APÓS AS ÚLTIMAS OBRAS QUE TEVE, NOS ANOS 40 do SÉCULO PASSADO

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Quem nos dera poder voltar a vê-lo assim.
(Fotografia tirada do Boletim nº 1 - Ano I do Conservatório Nacional)

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abril 28, 2008

RECITAL NO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL- 14 de MAIO- 18,30 h

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No âmbito da petição “ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, POR FAVOR!” e numa iniciativa conjunta do Fórum Cidadania Lx e da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, realizar-se-á no próximo dia 14 de Maio, pelas 18,30h, no SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL de LISBOA, sito na Rua dos Caetanos, 23 a 29 (ao Bairro Alto) – Lisboa, um recital com a colaboração, entre outros, de:

ANTÓNIO ROSADO (ex-aluno da Escola de Música do CN), que tocará, de Debussy:
- La cathédrale engloutie , prelúdio
- Pour les arpèges composés , estudo
- Pour les cincq doigts, d'aprés Monsieur Czerny , estudo

JORGE MOYANO (ex-aluno da Escola de Música do CN), que tocará de
George Gershwin
- Raphsody in Blue (versão para piano)

GLÓRIA DE MATOS (ex-profª da Escola de Teatro do CN)
MARIA DE JESUS BARROSO (ex-aluna da Escola de Teatro do CN)

Este recital é, essencialmente, dedicado aos destinatários da petição - Presidente da República, Presidente da AR, 1º-Ministro, Ministros da Educação e Cultura, Presidente da CML, Deputados e Vereadores - e Comunicação Social.
A entrada é, no entanto, livre (de acordo com a disponibilidade dos lugares).

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abril 26, 2008

GRUPO DE MÚSICA CONTEMPORÂNEA DE LISBOA - CULTURGEST - DOMINGO - 4 de MAIO - 11 H

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abril 24, 2008

"PASSOS MANUEL" pintado por José MALHOA, no TECTO DO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO

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Um dos Quatro retratos pintados por JOSÉ MALHOA no tecto do SALÃO NOBRE

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abril 23, 2008

BREVEMENTE EM CD OBRAS DO VIOLONCELISTA E COMPOSITOR PORTUGUÊS "JOÃO BAPTISTA ANDRÉ AVONDANO"

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Compositor e violoncelista português, João Baptista André Avondano fez parte da Orquestra da Real Câmara e estudou em Paris em 1769 com Jean-Pierre Duport, tendo publicado nessa cidade e em Lyon estas Quattro Sonate e Due Duetti per due Violoncelli dedicati a Sua Maestà Il Re di Portugallo dal Sig.r Gio: Batista Andrea Avondano.

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abril 22, 2008

"FRANCISCO XAVIER MIGONI" no TECTO DO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL

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MIGONI, FRANCISCO XAXIER (Lisboa, 27/05/1811, f Lisboa, 10/6/1861). Pianista, compositor e chefe de orquestra português. Fez os seus estudos no Seminário Patriarcal, onde teve por mestre a Fr. José Marques, que muito o protegeu e graças ao qual obteve, em 1832, o posto nominal de mestre de Música da Universidade de Coimbra. Ao ser, em 1835, criado o Conservatório, Migoni é nomeado professor de Piano do novo estabelecimento, vindo em 1842 a suceder a Domingos Bomtempo na direcção do mesmo.

Desempenhou a partir de 1848 as funções de regente do Teatro de S. Carlos, onde fez representar duas óperas de sua composição: Sampiero (1852), recebida com agrado, e Mocanna (1854), que não obteve êxito. Em 1855 publicou, na efémera revista O Trovador, uma série de artigos sobre a história da música, genericamente intitulados de “Bosquejo histórico”. Em 1857 desloca-se a Itália com o encargo de organizar uma companhia de ópera para S. Carlos. Constitui, de facto, um elenco notável, do qual faziam parte cantores da nomeada de Tedesco e Nery-Baraldy.

Regressa porém a Lisboa com a saúde abalada, o que o obriga a abandonar as suas funções em S. Carlos e no Conservatório, vindo a morrer ao cabo de prolongado sofrimento. Além das óperas, é autor de uma missa com orquestra, da cantata Apoteose, de uma fantasia de concerto para piano sobre um tema original e de fantasias para o mesmo instrumento sobre motivos das óperas Luísa Miller, Il Trovadore, La Traviatta e I Lombardi.

De “Dicionário de Música” de Tomás Borba e Fernando Lopes-Graça

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abril 21, 2008

ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, POR FAVOR !

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Não parece que está em perigo de perca iminente, pois não? Mas está mesmo.
O Balcão do lado esquerdo está escorado para não cair. Todas as paredes têm brechas cada vez maiores. O tecto com um painel central (A Fama coroando Euterpe) e 4 medalhões (João Domingos Bomtempo, Almeida Garrett, Passos MAnuel e Xavier Migone) pintados por José Malhoa têm buracos, brechas e se não for restaurado muito rapidamente pode ser perdido. As cadeiras estão num péssimo estado, os cortinados podres.
É PRECISO QUE O NOSSO PATRIMÓNIO SEJA SALVO. Há mais de 60 anos que esta sala não tem obras.

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abril 19, 2008

STELLENBOSCH FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DE CÂMARA - CASA DAS ARTES DE VILA NOVA DE FAMALICÃO - DIAS 9, 10 e 11 de MAIO

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MASTER-CLASSES - DATA LIMITE PARA INSCRIÇÕES: 2 MAIO 2008
Professores:
Piano:
Nina Schumann - Africa do Sul
Luis Magalhães - Portugal
Cordas:
Benjamim Schmid (violino) – Austria
Suzanne Martens (violino) - Africa do Sul
Xandi van Dijk (viola) - Africa do Sul
Eugene Osadchy (violoncelo) - EUA
Peter Martens (violoncelo) – Africa do Sul
Leon Bosch (contrabaixo) – Ingelaterra
Trompa:
Abel Pereira - Portugal

O Stellenbosch Festival de Música de Câmara Internacional é o único festival do seu tipo na Africa do Sul, incorporando música de câmara nas suas componentes prática e educativa. Em 2008 o festival celebra o seu 5º aniversario e a organização decidiu promover uma versão reduzida do evento com o objectivo de criar uma rede musical com outras cidades internacionais. A primeira extensco deste Festival vai decorrer na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicco, Portugal, nos dias 9, 10 e 11 de Maio.
Com a Direcção Artística assinada por Luis Magalhães, pianista português de renome internacional residente na Africa do Sul, o elenco internacional será constituído por alguns dos melhores intérpretes da actualidade, para trompa, cordas e piano: Benjamim Schmid (Austria), Nina Schumann, Xandi Van Dyk, Suzanne Martens e Peter Martens (Africa do Sul), Eugene Osatchy (EUA), Lesn Bosch (Inglaterra), Abel Pereira e Lums Magalhces (Portugal).
Com um formato de três dias, os músicos participantes no Festival protagonizarão três concertos, a solo ou em formação de orquestra de câmara. Estão também previstas acções educativas (master-classes), de formação (worhshops) e de lazer (conversas informais com músicos, melómanos e musicólogos – Conversas no ‘Café Concerto’). Os alunos que se inscreverem nas master-classes terão ainda a oportunidade de participar no concerto de encerramento caso sejam seleccionados para isso durante os dias do festival.
Criar um ambiente de interacção entre estudantes de música e instrumentistas de calibre internacional e servir de montra a jovens talentos são os principais objectivos deste festival. Assim, vimos por este meio solicitar a divulgação do mesmo junto dos estudantes e músicos em geral.

Lígia Candeias
Telm.: 91.9588953
E-mail: ligiacandeias@miltemas.com

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abril 18, 2008

ALMEIDA GARRETT e O CONSERVATORIO REAL DE LISBOA

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(RETRATO DE ALMEIDA GARRETT NO TECTO DO SALÃO NOBRE, PINTADO POR JOSÉ MALHOA)
… trabalhou-se na publicação dos novos estatutos, feitos por Garrett e approvados por decreto datado de 24 de maio de 1841, referendado pelo notavel politico Rodrigo da Fonseca Magalhães.
São muito desenvolvidos esses estatutos, que davam ao Conservatorio uma grande e utilissima latitude. Comprehendem seis «Titulos» divididos em vinte e seis «Capitulos» com cento e oito «Artigos»; teem mais um apendice de tres «Artigos transitorios». O titulo primeiro trata da organisação do Conservatorio; o segundo da direcção e administração; o terceiro dos trabalhos litterarios e artisticos, e dos premios; o quarto da censura theatral; o quinto das escolas; o sexto da reforma dos estatutos. Transcreverei alguns dos artigos mais importantes para dar idéa do vasto plano traçado por Garrett.

«Capitulo I. — Do objecto do Conservatorio e das suas secções.

Artigo 1º — O Conservatorio Real de Lisboa tem por objecto restaurar, conservar e aperfeiçoar a litterattura dramatica e a lingua portugueza, a musica, a declamacão e as artes mimicas. E promoverá outro sim o estudo da archeologia, da historia e de todos os ramos de sciencia, de litteratura e de arte, que podem auxiliar a dramatica.
Artigo 2º— O Conservatorio procura obter estes fins: 1º Pelas suas conferencias e reuniões litterarias e artisticas; 2.ºPela publicação, pela imprensa, de seus trabalhos; 3.º Pela censura que exerce sobre os theatros; 4.° Pelas suas escolas.
Artigo 3º — O Conservatorio divide-se em quatro secções, a saber: Primeira de lingua portugueza ; segunda de litteratura, e especialmente de litteratura dramatica ; terceira de historia e antiguidades ; quarta de musica e artes.
§ único. — Nenhuma d'estas secções terá precedencia sobre a outra.

Os capitulos 2.° e 3.° tratam dos socios que compunham a academia do Conservatorio, estabelecida no regimento de 1837; o capitulo 4º determina que seja presidente nato um principe da família real, e vice-presidente o inspector geral dos theatros; o capitulo 6º determina que haja uma bibliotheca e repositorio para livros, musicas e instrumentos; o capitulo 7º diz que a casa destinada aos exercicios dos alumnos seria construida em forma de theatro, e regula o funccionamento d’esse theatro (que nunca chegou a existir). O titulo quinto começa assim:

Artigo 72.°—Conforme as leis, e dotação por ellas consignada, as escolas do Conservatorio são tres, a saber: a de Declamação, a de Musica, a de Dança e Mimica.
§ 1º Na primeira se ensina a declamação especial, tragica e comica; a declamação cantada dos mesmos generos ou applicada a scena lyrica, e a declamação oratoria.
§ 2.º Na segunda se ensina a musica vocal e instrumental, e a theoria da arte.
§ 3.° Na terceira se ensina a dança e mimica, e a choreographia.
§ 4.° Logo que as circumstancias permitiam, e obtida auctorisação legal, se dará o necessario complemento á instituição, com uma escola de decorações ou de pintura especial applicada ao theatro.

O precedente artigo raproduz, como se vê, o primeiro artigo do regimento de 1837, mas é seguido de muitos outros que regulam sobre a admissão dos alumnos, exames, programmas, exercicios, etc. O capitulo 24.° reproduz tambem todas as determinações relativas ao «Collegio do Conservatorio», isto é, ao estabelecimento de alumnos internos, sem que todavia deixasse de continuar a ser letra morta.

Entretanto a politica — a maldita politica — fizera com que Almeida Garrett se encontrasse a braços com inimigos que buscavam vingar-se mesquinhamente do seu grande talento, ferindo-o no instituto que elle creára com o maior amor; António José d'Avila (depois marquez do mesmo appellido) ministro da Fazenda, propoz em cortes que fosse supprimido o Conservatorio como medida economica. Essa proposta, e as polemicas que a tal respeito se travaram no parlamento, deram logar ao celebre discurso proferido por Garrett intitulado “Da discussão da lei da decima”, uma das mais primorosas e violentas catilinarias que a oratoria portugueza tem produzido. Não obstante, ou por isso mesmo, a suppressão total do Conservatorio seria inexoravalmcnte realisada, se não acudisse toda a Academia em defeza d'aquelle instituto com uma extensa representação, que tem a data de 27 de julho de 1841; asssignaram-a grande numero de pessoas do maior conceito, pelo que o governo se viu obrigado a emendar a mão. Para desfazer o pretexto da economia, acompanhou a representação um projecto de orçamento que reduziu a despeza total do estabelecimento a 5:818$000 réis, sendo effectivamente esse orçamento acceite como base das futuras determinações governamentaes.

Golpe terrivel fôra porém vibrado alguns dias antes: um secco decreto com data de 16 de Julho de 1841 exonerou Garrett de Inspector geral dos theatros e por conseguinte de vice-presidente do Conservatorio; é certo que aquelle homem de immortal memoria, alma nobilissima e desinteressada até á completa abnegação, trabalhou ainda mais aluns mezes em favor da sua obra, mas desprestigiado e vencido pelas contrariedades, abandonou-a por fim, vendo esvahir-se como fumo o grandioso plano que apenas tivera um começo de execução.

( de “Diccionario Biographico de Músicos Portuguezes” Ernesto Vieira- 1900

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abril 17, 2008

ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, POR FAVOR !

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Por estas escadas têm os artistas acesso ao palco do Salão Nobre do Conservatório Nacional.

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abril 16, 2008

ARTISTAS UNIDOS, NO CONVENTO DAS MÓNICAS "ONDE VAMOS MORAR" de JOSÉ MARIA VIEIRA MENDES - A PARTIR DE 10 DE ABRIL

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com Andreia Bento, Cecília Henriques, Pedro Carmo, Pedro Gil, Pedro Lacerda, Sérgio Godinho e Sílvia Filipe
Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves
Luz Pedro Domingos
Encenação Jorge Silva Melo
Assistência de encenação Luís Godinho

O texto está publicado nos Livrinhos de Teatro, nº 24 dos Artistas Unidos.

De novo pais e de novo filhos. Américo é o pai, doente e solitário. Vítor, o seu filho, casado com Gabriela que o deixa para partir em viagem. Patrícia, a irmã de Gabriela, vive na casa da infância, vazia agora que os pais morreram. Gustavo regressou depois de vinte anos fora do país e procura uma casa onde ficar e o pai que já há muito não via. Mas encontra apenas Vânia, a sua meia-irmã, que está ainda no princípio. E por último Mário, que trabalha como estafeta para uma florista incompetente que se engana sucessivamente na morada dos clientes.

Uma nova peça de José Maria Vieira Mendes, escrita para os AU. Sete personagens deambulam pelas suas histórias e cruzam-se umas com as outras, numa teia irregular e esburacada que a todos une. Gente que entra e sai numa cidade onde muita coisa se esconde ou não se vê, onde as ruas ficam desertas à noite e por onde passa um comboio que não se sabe para onde vai. Desencontros, partidas e abandonos. Uma peça sobre a morte, sim, o escuro, claro, mas também sobre a distância, o regresso, o esquecimento e a procura de uma morada.

GUSTAVO Tenho de comprar um mapa de jeito.
Pensava que me lembrava das ruas, mas nada.
Esta cidade engana

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abril 15, 2008

PRIMEIRA NOITE DE ARTE DE MARIA ALICE FERREIRA (9) - "A MENINA MARIA ALICE FERREIRA, DISCÍPULA DE GUILHERMINA SUGGIA, APRESENTAR-SE-Á AOS PORTUENSES , NO "RIVOLI", COM A GRANDE ORQUESTRA SINFÓNICA NACIONAL DA EMISSORA NACIONAL"

Já uma vez falamos, nestas mesmas colunas, duma menina, Maria Alice Ferreira, que vivamente nos impressionara a tocar violoncelo. Foi há seis ou sete anos. Criança ainda, à roda dos dez anos, aluna aplicadíssima de Augusto Suggia, enlevara-nos na magia da execução, na segurança da técnica, na elegância, duma simpática espontaneidade, da arcada.

O tempo passou — e a criança de ontem é hoje uma menina de 15 anos, quási uma senhora. Morreu também, a vaticinar-lhe um belo futuro artístico, o velho Suggia. E Maria Alice Ferreira, alimentada a vocação pelos pais que a estremecem — a Sr.a D. Sílvia Gomes Ferreira e o industrial Sr. Delfim Ferreira — foi confiada aos cuidados e à superior direcção artística da professora Guilhermina Suggia, uma das nossas poucas e autênticas glórias nacionais.

E, desde então, os progressos de Maria Alice Ferreira tornaram-se evidentes, notórios, confirmando, absolutamente, o juízo de Augusto Suggia.

A grande artista que nos apresentou Madalena Moreira de Sá e Costa e, pouco depois, o simpático Aubrey Rainier — um verdadeiro prodígio — não perde o seu tempo, preciosíssimo, em lições estéreis. Selecciona inteligentemente os seus alunos — que, de resto, só lhe batem à porta quando se sentem impulsionados pela chama interior, a vis criadora. É o caso claro, concreto, de Maria Alice Ferreira — que deve à sua professora a consciência da sua arte, o milagre, o prodígio das suas mãos. E não é difícil, sabendo-se que a graciosa menina foi preparada por tam ilustre professora, augurar-lhe os maiores triunfos.

A intuição artística, sendo muito, não é tudo. Não se improvisa a educação do gosto, não se moldam os temperamentos, literários ou artísticos, dum dia para o outro. A missão difícil de modelar, de façonner uma alma ou um temperamento, cabe, evidentemente, ao professor — à professora. Trata-se duma pedagogia especial — que, afectando directamente o cérebro, não pode alhear-se da alma.

E Guilhermina Suggia, que tem consigo a responsabilidade dum grande e belo nome, dum nome que, para vergonha nossa, é mais conhecido no estranjeiro, mormente nos mais exigentes centros musicaisdo , que em Portugal, Guilhermina Suggia não ousaria apresentar em público a sua aluna —se não estivesse de ante-mão segura do êxito. Maria Alice Ferreira, que deve constituir um legítimo motivo de orgulho para seus pais, submetida a uma prova dura, difícil - não fraquejou. Venceu — em toda a linha. E o júbilo da sua professora — diríamos melhor da sua orientadora — traduziu bem, expressivamente, a certeza magnífica dessa vitória.
De “JORNAL DE NOTÍCIAS” de 22-IV-1937

(Cedido por Luís Sá Pessoa)

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abril 14, 2008

TEATRO-CINE DE TORRES VEDRAS - SEXTA-FEIRA, 18 de MARÇO - 21,30H

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TEMPORADA DARCOS 2008
Concerto comentado por Alexandre Delgado

Programa

J. S. Bach
4 prelúdios do primeiro livro do Cravo Bem Temperado
(arranjo para quarteto de cordas de N. Côrte-Real)
- Praeludium XVII em Lá bemol maior
- Praeludium X em Mi menor
- Praeludium XXII em Si bemol menor
- Praeludium VII em Mi bemol maior

N. Côrte-Real
Sonata Holandesa opus 36
para violino, violoncelo e piano

Intervalo

L. van Beethoven
Quarteto de cordas nº 7, opus 59 nº 1 - “Razumovski”
- Allegro
- Allegretto vivace e sempre scherzando
- Adagio molto e mesto
- Thème Russe


Ensemble Darcos
Violinos – Giulio Rovighi e Reyes Gallardo
Viola – Jadenir Lacorte
Violoncelo – Filipe Quaresma
Piano – Helder Marques
Direcção Artística – Nuno Côrte-Real


* A Temporada DARCOS 2008 é uma série de concertos que se realizam no Teatro-Cine de Torres Vedras, e cuja direcção artística está a cargo do compositor Nuno Côrte-Real. Maioritariamente constituída por música de câmara, a Temporada DARCOS 2008 conta com a presença de comentadores de renome nacional, músicos convidados nacionais e internacionais, encomendas a compositores portugueses, ensaios abertos ao público, e criação vídeo original. Da música interpretada destaca-se o romantismo alemão com compositores como Schubert ou Brahms, o modernismo francês com Debussy ou Ravel, e uma especial e regular presença de obras de Nuno Côrte-Real, revisitadas ou escritas a propósito. E claro, a presença estrutural do mestre Beethoven.

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abril 13, 2008

AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES

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Abaixo-assinado: INSCRIÇÃO DO AQUEDUTO DAS ÁGUAS LIVRES DE LISBOA NA LISTA DE PATRIMÓNIO MUNDIAL e POSTERIOR CLASSIFICAÇÃO A PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE.

Publicado por vm em 06:51 PM | Comentários (0)

abril 12, 2008

TEATRO DA CORNUCÓPIA "DON CARLOS INFANTE DE ESPANHA, de FRIEDRICH SCHILLER

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abril 11, 2008

ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, POR FAVOR ! " OUTRO PORMENOR DO TECTO"

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E se alguém pegasse numa faca, fosse a um museu e golpeasse as telas que Malhoa pintou?
Quer gostemos ou não de Malhoa como pintor, seria, no mínimo, um criminoso.
Quem deixa chegar a este estado os tectos que Malhoa pintou também o poderá ser.

E as pinturas de Malhoa não são o único mal do Salão Nobre. A degradação é geral.
É urgente recuparar esta sala!

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abril 10, 2008

PRIMEIRA NOITE DE ARTE DE MARIA ALICE FERREIRA (8) - "O PRIMEIRO CONCÊRTO DA GRANDE ORQUESTRA SINFÓNICA DA EMISSORA NACIONAL, COM MARIA ALICE FERREIRA

É hoje que, no Teatro Rivoli, a Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional se apresenta no primeiro dos dois concertos que, pela segunda vez, nesta época, vem realizar nesta cidade.

No concêrto de hoje apresenta-se em público, pela primeira vez, a jovem e distintíssima violoncelista Maria Alice Ferreira, que é — podemos afirmá-lo, porque já a ouvimos acompanhada pelo conjunto orquestral de Pedro de Freitas Branco — uma artista de extraordinário talento. Maria Alice Ferreira, aluna da eminente violoncelista Guilhermina Suggia, que tocará, amanhã, com a Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, será acompanhada, ao piano, na segunda parte, por sua irmã, Maria de Lourdes Ferreira pianista de mérito, também.

O programa do concêrto de hoje, que vai ser um dos maiores acontecimentos musicais da temporada, tanto pela concertista que se estreia, como pelo conjunto orquestral que lhe serve de moldura e que o ilustre maestro Pedro de Freitas Branco dirige, está assim organizado, de modo a satisfazer os nossos dilettanti mais exigentes :

1.ª PARTE - I — Rienzi — Abertura, Wagner, pela orquestra; II — Concerto, em ré menor, Lalo, para violoncelo e orquestra, violoncelo: M.lle Maria Alice Ferreira;a)Prélude:lento – allegro maestoso, b)andantino com moto. – allegro presto – andantino – allegro presto. c) Final: introduction – andante – allegro vivace.

2ª PARTE – Violoncelo e piano, violoncello:M.lle Maria Alice Ferreira; III –Aria (da ópera Orfeu), Gluck; IV Rondo, Boccherini; V – Après un Rêve, Fauré; VI – Spinnlied (A fiandeira), Popper.

3ª PARTE – Violoncelo e Orquestra, violoncelo: M.lle Maria Alice Ferreira; VII –Allegro Apassionato, Saint-Saëns; VIII – Kol Nidrei, Max Bruch; IX –Tarantella, Popper.
De “O COMÉRCIO DO PORTO” de 4-V-1937
(Cedido por Luís Sá Pessoa)


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abril 09, 2008

ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, POR FAVOR ! - " NUM CORREDOR DE ACESSO AO SALÃO NOBRE"

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abril 08, 2008

ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO, POR FAVOR ! - "PORMENOR DO PAINEL CENTRAL, NO TECTO, PINTADO POR JOSÉ MALHOA"

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Todas as paredes e tecto (com 4 retratos e um painel central de JOSÉ MALHOA) se encontram com fendas, ameaçando ruína.

Publicado por vm em 12:19 AM | Comentários (0)

abril 06, 2008

"ALGUÉM ACUDA AO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL, POR FAVOR!" - ASSIM ESTÃO AS TRASEIRAS DO PALCO DO SALÃO NOBRE

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A petição "Alguém Acuda ao Salão Nobre do Conservatório, por favor!" que recolheu 5043 assinaturas foi entregue no dia 11 de Fevereiro na Presidência da República, no dia 18 do mesmo mês na Assembleia da República e Gabinete do 1º Ministro e Ministério da Educação e no dia 19 no Ministéria da Cultura e Câmara Municipal de Lisboa.

No dia 5 de Março fomos informados pela Assembleia da República de que a petição tinha sido aceite e que tinha sido entregue à Comissão de "Ética, Sociedade e Cultura" (presidida pelo Deputado Luís Marques Guedes) para efeitos de apreciação e parecer.

No dia 14 de Março os peticionários foram convocados pela Deputada Matilde de Sousa Franco, relatora da petição, a comparecer perante a Comissão para serem ouvidos pela mesma, no dia 27 do mesmo mês.
Assim foi. Estiveram presentes os 3 peticionários responsáveis pela petição (Virgílio Marques, Paulo Ferrero -do Forum Cidadania Lisboa - e a Prof Leonor Lucena) bem como 2 Vice-Presidentes do Conselho Executivo da Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa (Prof Ana Mafalda Pernão e Prof Jorge Sá Machado) e ainda Glória de Matos, Professora Aposentada da Escola de Teatro do Conservatório Nacional.

Segundo informação da Deputada Relatora todos os partidos tinham sido convocados a estarem na reunião. Lamentavelmente nem 1 só deputado esteve presente, o que mostra a importância dada às questões do nosso património.

De acordo com a lei das petições da Assembleia da República, todas as petições que lhe sejam dirigidas e que tenham mais de 4000 subscritores, desde que tenham um parecer favorável da comissão que a apreciou, serão obrigatoriamente discutidas em plenário.

Pareceu-nos que a Senhora Deputada Relatora Matilde Sousa Franco é uma pessoa conhecedora e informada do Salão Nobre do Conservatório Nacional.
Depois do seu parecer, que esperamos seja favorável a esta causa, ser entregue ao Senhor Presidente da AR, este terá 30 dias para agendar a discussão em plenário.

Foi entregue a cada um dos Grupos Parlamentares da AR uma pasta com documentação sobre o Convento dos Caetanos/Conservatório Nacional/Salão Nobre do Conservatório Nacional e várias fotografias reveladoras da sua importância e do seu mau estado.

Perante a indiferença dos deputados na defesa dum património que, provavelmente, não conhecem sequer, corre-se o risco de tudo ficar como está.
Teremos que prosseguir a luta pelo restauro duma obra importantíssima, evitar que este Salão caia e seja transformado num Hotel de Luxo que parece ser o que "está a dar".
Foi entregue também uma pasta igual às que foram entregues aos GP no Gabinete do Vereador Arq Manuel Salgado e na "Unidade de Projecto de Bairro Alto e Bica".

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abril 04, 2008

PRIMEIRA NOITE DE ARTE DE MARIA ALICE FERREIRA (7) - "OS DOIS CONCERTOS DA GRANDE ORQUESTRA SINFÓNICA DA EMISSORA NACIONAL, COM GUILHERMINA SUGGIA e MARIA ALICE FERREIRA

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É em 4 e 5 do corrente, terça e quarta-feira próximas, que, pela segunda vez nesta época, a Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, se vai exibir no Teatro Rivoli, em dois concertos que demonstrarão, uma vez mais, a categoria superior da nossa primeira orquestra sinfónica.

Sob a regência do maestro ilustre que é Pedro de Freitas Branco, a Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional apresentará aos musicófilos portuenses dois programas criteriosamente organizados.

A curiosidade excepcional dos dilettanti é porém, solicitada, de modo especial para a apresentação duma artista gloriosa e duma artista proeminente de cujo grande talento tivemos, já, prova bastante, durante o ensaio efectuado há cerca de duas semanas no Teatro Rivoli, em conjunto com o agrupamento instrumental de Pedro de Freitas Branco.

Guilhermina Suggia, que os musicófilos portuenses não ouvem, já, há alguns anos, é, na actualidade, o maior nome português da Música. Pena é que a eminente violoncelista admirada de todos, só com tam dilatados intervalos se exiba na sua terra, que dela justamente se orgulha. Importa na verdade que Guilhermina Suggia, mais conhecida talvez, dos estranjeiros do que dos seus compatriotas que, de resto, não a admiram menos, se faça ouvir mais vezes entre nós para que o raro prazer espiritual de tais audições não seja como tem sido, desejado em vão, durante anos por aqueles que tanto anseiam, sempre, por escutá-la. Depois de se ter exibido no Salão Árabe do Palácio da Associação Comercial do Porto, não voltáramos a ouvir Guilhermina Suggia. Desta vez porém, em conjunto com uma orquestra de grande classe, a grande classe da violoncelista, artista de reputação mundial terá o ambiente artístico adequado.

Guilhermina Suggia tomará parte no primeiro concerto e Maria Alice Ferreira no segundo. A glória da mestra e o talento da discípula completar-se-ão para que os dois concertos fiquem memoráveis. Por seu turno, com as duas colaboradoras a Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional brilhará ainda mais.

De “O COMÉRCIO DO PORTO” de
I-V-1937

(Cedido por Luís Sá Pessoa)

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