março 19, 2008

CINE-TEATRO JOAQUIM D'ALMEIDA- MONTIJO - DIA 20 ÀS 21,30H

Stabat Mater.jpg

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março 12, 2008

PRIMEIRA NOITE DE ARTE de MARIA ALICE FERREIRA EM 4 de MAIO de 1937 (6) - "GRANDE ORQUESTRA SINFÓNICA DA EMISSORA NACIONAL"

A Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional vai apresentar-se, mais uma vez, nesta época, no Teatro Rivoli, em dois concertos. Num deles colaborará a grande violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia e no outro a sua jovem e prodigiosa discípula Maria Alice Ferreira, a quem, há dias, desenvolvidamente nos referimos.

Tanto pelo concerto em que Guilhermina Suggia actuará como por aquele em que actuará Maria Alice Ferreira nota-se, já, entre os nossos musicófilos, um extraordinário interesse.
De «O Comércio do Porto» de 27-IV-1937
(Cedido por Luis Sá Pessoa)

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março 10, 2008

PRIMEIRA NOITE DE ARTE de MARIA ALICE FERREIRA EM 4 de MAIO de 1937 (5) - "HÁ ARTISTAS QUE NASCEM PÓSTUMOS,mas..."

Disse Nietzsche que “há artistas que nascem póstumos”.

Referia-se o orgulhoso filósofo àqueles que não foram compreendidos em vida,
aqueles cuja arte só foi consagrada e admirada quando a morte já os tinha levado para os seus enigmáticos domínios.
Mas se há artistas que só triunfam e se revelam às gerações assombradas, outros há que vencem quando a própria vida para eles ainda não se revelou totalmente.
São aqueles que trazem os signos da precocidade, aqueles que nasceram sob uma alvorada prematura. .. São as revelações que impressionam...
Entre nós, o fenómeno é raro — e poucas vezes se tem dado tam completo, como agora com Maria Alice Ferreira, essa jovem de 15 anos, apenas, que em breves dias vai ser apresentada em público pela eminente «virtuose" do violoncelo Guilhermina Suggia.

Esta revelação que nos surge quási divina de que Augusto Suggia e mais tarde sua filha Guilhermina Suggia cultivaram a vocação —bem acima do vulgar — vai decerto impressionar vivamente os que tiverem a suprema ventura de assistir aos concertos que nos próximos dias 4 e 5 se vão realizar no Teatro Rivoli.

Pouquíssimas têm sido as pessoas às quais tem sido dado o prazer espiritual de escutar as execuções da jovem mas já talentosa artista.
Maria Alice Ferreira, tem o condão feiticeiro de realizar o conceito de Schopenhauer: — «A música não exprime as formas do mundo visível, mas sim a sua essência metafísica».
Pela música mergulhamos na alma infinita do universo.

A arte musical cultivada com saber profundo e requintado gosto, é a única que se deva aos ilimitados horizontes, deixando à nossa imaginação a máxima liberdade, criando na fantasia um mundo novo. Numa de encantamento a nossa alma mergulha num oceano de luz, extasia-se com a música.

Maria Alice Ferreira obriga-nos nas suas primorosas execuções a uma meditação recolhida e religiosa, quando os seus lindos dedos ágeis revelam as maiores manifestações de Arte musical nos trechos incomparáveis de Saint-Saëns, Max Bruch e David Popper, tanto acima do trivial que são melhor, sonhos idealistas dum Deus, que inspiradas criações dum homem.

Segura da técnica a novel, mas já talentosa artista, tira do violoncelo efeitos de colorido, em sonoridades suaves, ou fulgurantes de vigor, numa integração de dificuldades vencidas pelo seu temperamento de artista, artista já por intuição, já conscienciosa, que estudou para saber e superiormente interpreta.
Dir-se-ía que toda a sua alma, a alma que se abriga no envólucro gracil e insinuante do seu físico, passa para as cordas que os seus dedos pisam com uma intenção justa e sentida, que nos leva consigo em sensações máximas de espiritualidade.

No meio musical o nome de Maria Alice Ferreira é quási que desconhecido. Após o concerto do próximo dia 4, em que ela se vai apresentar como solista da Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, o número dos seus admiradores vai decerto ser o dos que a ele vão assistir.

A seu pai, o grande industrial Delfim Ferreira, as nossas mais sinceras saudações, que antecipadas, certas do grande triunfo e dos aplausos que sua filha vai receber, bem como sua professora, a eminente artista Guilhermina Suggia.
A glória dos alunos é a maior glorificação dos Mestres.
De “O Norte Desportivo” de 2-V-1937
(Cedido por Luís Sá Pessoa)

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março 08, 2008

"ORFEU E EURÍDICE" de GLUCK - NO TEATRO DA TRINDADE

ESTREIA HOJE, 8 DE MARÇO, ÁS 16 HORAS !
orfeu e euridice.jpg
TEATRO DA TRINDADE,

AOS SÁBADOS, ÀS 16 HORAS

AOS DOMINGOS, ÀS 11 HORAS

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março 06, 2008

JORGE CHAMINÉ / MARIE-FRANÇOISE BUCQUET

VILLA VIARDOT - BOUGIVAL

les 14, 15 et 16 mars de 14h30 à 19h
concert le dimanche 16 mars à 17h30

dans ce lieu de mémoire appartenant à la grande musicienne Pauline Garcia Viardot, égérie de la musique et des arts au XIXème siècle, des chanteurs, pianistes et groupes de musique de chambre feront revivre la Musique !


en collaboration avec CIMA
Masterclass en Italie - VILLA LA FUENTE (Toscane)
du 28 mars au 5 avril

renseignements : info@concertiinmonteargentario.it


en collaboration avec l'Association des Amis de Georges Bizet

MASTERCLASS TERESA BERGANZA

les 4 rôles principaux de "CARMEN"

les 18 et 19 mai de 16h à 19h
Villa Viardot
avec Jorge Chaminé

renseignements : Sons Croisés ou 01 30 82 79 29

Sons Croisés
16, rue Larrey
75005 Paris
tel. + 33 (0)1 43 36 55 06
fax + 33 (0)1 43 31 31 06
e-mail :
sonscroises@gmail.com
(pédagogie et formation)
sonscroises@noos.fr
(production artistique et discographique)
web : sonscroisesasso@blogspot.com

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março 05, 2008

PRIMEIRA NOITE DE ARTE de MARIA ALICE FERREIRA EM 4 de MAIO de 1937 -(4) "MARIA ALICE FERREIRA UMA JOVEM E ADMIRÁVEL VIOLONCELISTA"

Depois de ter apresentado Madalena Moreira de Sá e Costa e Aubrey Rainier, violoncelistas admiráveis que os dilettanti do Pôrto e de Lisboa ouviram, já em concertos memoráveis, Guilhermina Suggia vai apresentar, em Maio próximo, um novo prodígio musical. Tendo a rara felicidade de preparar talentos de gema e de abrir a carreira da música a vocações de eleição, a eminente concertista e professora vai projectando a sua glória sobre aqueles a quem o seu grande nome serve, por assim dizer, de arrimo para a difícil jornada. Continuando de posse do supremo título, Guilhermina Suggia orgulha-se, justamente, dos discípulos que apresenta. E, quando a glória, como nos casos citados, os começa a bafejar, a insigne artista tem o direito de se sentir maior, porque a glória dela, será, sempre, um reflexo da sua própria glória.

Desta vez, Guilhermina Suggia, aperfeiçoadora de grandes talentos, vai, por certo, obter um novo triunfo na pessoa duma nova discípula, a quem, sem favor, se pode qualificar, já, de excepcionalmente talentosa. Ouvimo-la, há dias, por indicação amável de quem, no remanso familiar, num lar que é, também, retiro espiritual consagrado à música, a tem podido ouvir, e, depressa, nos convencemos de que a juvenil violoncelista pode enfileirar na galeria dos nossos melhores concertistas e tornar-se, portanto, credora da admiração de todos os musicófilos.

Após o último concerto da Grande Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional, o Maestro Pedro de Freitas Branco efectuou, no Teatro Rivoli, no sábado pretérito, de manhã, um ensaio de conjunto com a jovem Maria Alice Ferreira. Algumas pessoas de categoria nos nossos meios social e artístico, poucas, tiveram o prazer espiritual de escutar a discípula de Guilhermina Suggia. E, apesar de se tratar dum ensaio, de faltar o ambiente propício às grandes emoções artísticas, de, volta e meia, a voz do maestro soar para um reparo, uma indicação, uma chamada, de, aqui e acolá, se suspender a execução, de não haver, em suma, carácter de concerto, ao talento da concertista solista não faltou o ensejo de ser posto à prova nem ao pequeno auditório o de observar as faculdades admiráveis daquela.
Quatro obras, das melhores que para violoncelo existem, foram tocadas por Maria Alice Ferreira: o Concerto de Lalo Allegro appassionato, de Saint-Saëns, Kol Nidrei, de Max Bruch, e Tarantelle, de David Popper. Com que superioridade a novel concertista as executou a todas! As páginas difíceis de Lalo, que requerem vigor e agilidade, demonstraram bem do que era capaz a executante. Observando todos os efeitos e salientando-os sem os exagerar, Maria Alice Ferreira provou que sabe dominar o instrumento e fazê-lo vibrar ao sabor do seu temperamento artístico fortemente individuado. Impecável de técnica, manteve, do princípio ao fim do concerto, aquela unidade de execução que aponta a verdadeira artista.

Na verdade, fraseando com uma perfeita limpidez, obtendo do instrumento (não era aquele com que deverá apresentar-se em público) uma sonoridade magnífica, sempre aveludada e pura, fortíssimo ou pianíssimo que toque, e evidenciando uma arcada elegante e nobre, apaixonada e comunicativa se a obra interpretada justifica paixão e comunicatividade, Maria Alice Ferreira revelou o estofo duma grande violoncelista. A emoção com que produziu, por exemplo, os graves lamentosos da peça judaica e a vibratilidade que imprimiu à dança de Popper expuseram nitidamente, as suas facetas de intérprete e executante, fiel à rubrica das páginas que toca mas incapaz de lhe sacrificar a sua radiosa e fogosa individualidade.

E, afinal, quem é a novel artista? — perguntar-se-á no meio musical, onde o nome de Maria Alice Ferreira é, ainda, desconhecido. Filha do conhecido industrial sr. Delfim Ferreira e da sr.a D. Sílvia Gomes Ferreira, uma artista acrisolada, também, a quem se deve, principalmente, o estímulo artístico de que a encantadora Maria Alice está a beneficiar, a juvenil violoncelista, quinze anos apenas de idade, foi aluna de Augusto Suggia, de cujas mãos hábeis e proficientes passou para as de Guilhermina Suggia. Nunca se exibiu em público. Cultiva a música no aconchego do lar e é admirada, tão somente daqueles que o frequentam. Há pouco tempo — e excepcionalmente — tocou numa festa íntima da colónia inglesa no Porto.

Mas os seus admiradores, poucos entretanto, vão ser, em breve, muitos. É que Maria Alice Ferreira, a quem não faltam graças físicas a emoldurar as espirituais e morais, vai apresentar-se, na primeira semana de Maio próximo, como solista, num dos dois novos concertos que a Grande Orquestra Sinfónica Nacional vem realizar nesta cidade.
O Porto musical terá então, na sua presença, uma concertista de mérito admirável, que poderá honrar a cidade e o País a que pertence, dentro e fora dele.

De “O Comércio do Porto” de 21-IV-1937

(Cedido por Luís Sá Pessoa)

Publicado por vm em 10:49 AM | Comentários (0)

março 04, 2008

PRIMEIRA NOITE DE ARTE de MARIA ALICE FERREIRA EM 4 de MAIO de 1937 (3)

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(Cedido por Luis Sá Pessoa)

Publicado por vm em 10:22 AM | Comentários (1)