janeiro 04, 2008

PRIMEIRA NOITE DE ARTE de MARIA ALICE FERREIRA EM 4 de MAIO de 1937

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Publicado por vm em 11:18 AM | Comentários (0)

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(Cedido por Luis Sá Pessoa)

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janeiro 03, 2008

SALVE-SE O SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL DE LISBOA EM RISCO DE PERDA TOTAL

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Foi Neste Salão que GUILHERMINA SUGGIA tocou pela 1ª vez, em 25 de Março de 1901, integrada no Quarteto Moreira de Sá.
Esta Jóia da Arquitectura Portuguesa, foi construída em 1881, segundo projecto do Arq. Eugénio Cotrin e tem os tectos pintados por José Malhoa.
Desde os anos 40 do século passado que não tem quaisquer obras. Está a cair com a total indiferença dos responsáveis.
Numa iniciativa do Movimento FORUM CIDADANIA LX foi posta a circular na Net uma petição dirigida ao Sr Presidente da República, Sr Presidente da Assembleia da República, Sr Primeiro-Ministro, Sra Ministra da Educação, Sra Ministra da Cultura e Sr Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, pedindo que SALVEM O SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO .

ASSINE-A aqui e DIVULGUE-A O MAIS QUE PUDER!

Salvemos o nosso património.

Publicado por vm em 12:00 AM | Comentários (8)

janeiro 02, 2008

"O MESSIAS" de HÄNDEL, na AULA MAGNA DA REITORIA DA UNIVERSIDADE DE LX - 4 e 5 de JANEIRO às 21,00 H

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O MESSIAS de George Friedrich Händel

4 e 5 JANEIRO | 21h | AULA MAGNA

Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa e o Coro da Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa

Ana Paula Russo, soprano

Margarida Reis, meio-Soprano

Fernando Guimarães, tenor

Nuno Vilallonga, barítono

Direcção

Albertino Monteiro

Publicado por vm em 09:04 AM | Comentários (0)

janeiro 01, 2008

SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO - MATINÉE MUSICAL NO DIA 2 de DEZEMBRO de 1900

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Teve um êxito alem de toda a expectativa a matinée musical que um grupo de artistas e amadores realisou no dia 2 no elegante Salão do Conservatório.
As três obras de musica de câmara que se executaram com instrumentos de sopro e piano, quasi uma novidade em Portugal, mantiveram em constante interesse o selecto publico que enchia litteralmente o Salão agitando-o mesmo por vezes em ímpetos do mais espontâneo enthusiasmo.

Se bem que a personalidade do director d'este jornal tivesse uma parte muito activa na organisação e no desempenho d'este concerto e sejamos portanto forçados a calar considerações que directa ou indirectamente o attinjam, nada impede que alludamos aos trechos em que os outros executantes se salientaram por uma forma brilhante, grangeando uma unanimidade de applausos verdadeiramente lisongeira.

Assim, seguindo a ordem do programma, apontaremos primeiro que tudo o magistral Andante do Quintetto de Beethoven, op. 16, cujo solo do oboé foi sóbria e correctamente desempenhado por Arthur da Fonseca, seguindose-lhe a phrase de fagote, em que João Manoel conseguiu arrancar um
bravo unanime de todas as bocas, pela nobreza e sentimento com que a disse. As duas phrases da trompa, que pouco depois se ouvem, foram um justíssimo successo para Manoel Tavares, cujo som pastoso
e expressivo fizeram o encanto do auditório.

Este Andante foi a nosso ver um dos trechos mais bem réussis de todo o programma, acrescendo que se poderam n'elle evidenciar de uma forma notável três artistas portuguezes do mais alto valor, o que para uma grande parte do auditório foi uma inesperada revelação.

Bom é que n'estas tentativas de tão grande alcance artístico se vá provando que também temos entre nós artistas de excepcional merecimento que nem sempre sabemos aproveitar e nem sempre queremos respeitar, tal é a cegueira inconsciente por tudo o que nos venha lá de fora, com sello mais ou menos authentico de celebridade.

No Caprice de Saint-Saëns temos que felicitar a José Henrique dos Santos, por vários passos de flauta de grande difficuldade, que tocou como mestre que é. E também merece registro o solo de caracter agreste que o oboé detalhou artisticamente, respondendo-lhe o mavioso clarinette de Severo da Silva, n'uma caridosa phrase que o publico sublinhou com mal reprimidos bravos.

No admirável Larghetto do Sextetto de Thuille, novo successo para a trompa na phrase inicial, seguindo todos os outros instrumentos, com grande elevação e sentimento a interpretação d'esta pagina genial, que não hesitamos em classificar como um dos melhores trabalhos que conhecemos na musica de camará moderna. Apoz o o Larghetto, vem uma encantadora Gavotte, cujo motivo principal é apontado primeiro pelo oboé, depois pelo fagote e mais tarde pelo piam; foi um verdadeiro successo d’ensemble, sendo preciso repetil-a para satisfazer as instancias do auditório.

E também como obra d'ensemble veio o Final, n'um animado e original seis por oito, dar a nota enérgica de que se carecia para fechar brilhantemente esta notavel audição.
Ao passo que felicitamos, pelo triumpho obtido, os notáveis artistas (amador e profissionaes) que collaboraram com o nosso director n'esta notável consagração artistica cumpre-nos também agradecer aos nossos respeitáveis collegas do Século, Diário de Noticias, Jornal do Commercio, Vanguarda, Folha da Tarde, Dia, Tempo, Popuiar e Tarde, as palavras altamente lisonjeiras que quizeram dispensar a este concerto.

“A ARTE MUSICAL” ,Anno II, numero 47 de 15 de Dezembro de 1900

Publicado por vm em 11:12 AM | Comentários (0)