dezembro 30, 2007

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Que 2008 seja um Bom Ano para todos. E que se lembrem do Salão Nobre do Conservatório Nacional. Também depende de nós. É nossa obrigação exigir a preservação do nosso património. ASSINE AQUI A PETIÇÃO, se ainda o não fez.

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dezembro 28, 2007

O SÉCULO CENTRO CULTURAL - 29 de DEZEMBRO de 2007 às 23,00H

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dezembro 22, 2007

BOAS FESTAS

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dezembro 20, 2007

"PEDRO E O LOBO"de Prokofiev - SOC.FILARMÓNICA HUMANITÁRIA de PALMELA - 22 de DEZEMBRO às 16 Horas

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dezembro 19, 2007

INAUGURAÇÃO DO SALÃO DA RUA DE SANTO ANTÓNIO, no PORTO, NA DATA DE NASCIMENTO DE BEETHOVEN

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Na noite de 16, sob o duplo pretexto de inaugurar o seu lindo salão da Rua de Santo António e de commemorar a data do nascimento de Beethoven, deu o eminente professor e nosso bom amigo Moreira de Sá um delicioso concerto que dedicou ás famílias dos seus discípulos do Porto.

Um programma conciso, elaborado com o mais subido critério e bom gosto: o Concerto de Beethoven e Trio de Tchaikowski (á memória de um grande artista).

Com estas duas obras geniaes e com o simples concurso de sua filha e de dois outros virtuoses de alto merecimento, Sr. Freitas Gonçalves e D. Guilhermina Suggia, attingiu o grande violinista um scopo artístico bem mais elevado, do que se recheiasse p seu programma com essas graciosas inutilidades que não servem senão para desencaminhar o gosto do publico e lisongear a vaidade de quem as exhibe.

Oxalá que todos, cá e lá, seguissem o caminho serio e desinteressado que Moreira de Sá acaba de traçar com esta sua memorável audição.

“A ARTE MUSICAL” Anno II, numero 48 de 31 de Dezembro de 1900

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dezembro 18, 2007

HAJA VERGONHA! (E RESPEITO)

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Quando os responsáveis - aqueles que foram mandatados por nós, e a quem nós pagamos - não cumprem, devemos exigir respeito pelo nosso património.
Este é apenas um pormenor, que se vê da rua (por dentro a situação é bem pior) do Salão Nobre do Conservatório Nacional de Lisboa, na Rua dos Caetanos, ao Bairro Alto.
Precisamos da sua assinatura para pedir a recuperação do SALÃO NOBRE, em risco de perda total, perante a indiferença dos governantes.

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dezembro 17, 2007

FESTA MUSICAL NO PORTO, COM ALFREDO NAPOLEÃO

Em 15 d'este mez organisou o nosso conhecido pianista Alfredo Napoleão, que corno se sabe fixou a sua residência no Porto, uma festa musical, a que deu grande luzimento a collaboração inestimável de Moreira de Sá e o concurso valioso de D. Virgínia e D. Guilhermina Suggia, bem como do conhecido professor portuense Xisto Lopes.
Faziam o fundo do programma algumas composições de Napoleão, taes como Ouverture symphonica. Três romances, Lê Revê, Un soir de printetnps, etc., que os jornaes do Porto apreciam muito lisongeiramente.

“A ARTE MUSICAL” Anno II numero 48 de 31 de Dezembro de 1900

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dezembro 14, 2007

EXERCICIO ESCOLAR, REALIZADO NO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO

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Mencionamos apezar de não ter recebido convite para assistir a elle, um Exercido escolar que no domingo, 23, realisaram os alumnos do Conservatório no bello salão d'este estabelecimento.

E fazemol-o com tanto maior prazer, que temos sido dos poucos, talvez o único jornal que tem pugnado pela repetição judiciosa, mas frequente d'este género d'audições, lastimando que se não façam muitas em cada anno lectivo.
No intuito de ter sempre os leitores ao corrente do que se vae passando em matéria de musica, no nosso pequeno meio artístico, colhemos algumas informações que lhes offerecemos gostosamente, mas com a reserva de tal ou qual forma justificada pela nossa forcada ausência.

No longo programma havia musica d'orchestra, musica de camara, coros, solos de canto e pecas para instrumentos de sopro.

Entre as primeiras destacaremos o Minuete de Boccherini, que sob a batuta do nosso amigo e novel artista José Henriques dos Santos obteve um ruidoso successo e as honras de bis; causou verdadeira admiração n'esta interessante obra a precisão e pureza com que o esperançoso alumno David de Sousa, detalhou o difficil harpejo do violoncello.
Tanto n'este minuete como no delicioso adagio de Haendel com que abriu o concerto mostrou José H. dos Santos quanto já vale, com a batuta na mão, e a quanto poderá chegar com a perseverança no trabalho e no estudo.

Os coros também foram muito ovacionados; dizem-nos maravilhas de certo trecho, cujo auctor se quiz occultar modestamente sob o réu do anonymo, mas que sabemos ser um dos nossos mais brilhantes compositores, que occupa no Conservatório uma posição das mais eminentes...

Coube também um largo quinhão de applausos aos alumnos pianistas, entre elles dizem-nos ser de justiça especialisar um moco de grande talento que em um transcendente Estudo de Sairít-Saens, mostrou ter adeante de si um risonho futuro, a que não serão talvez alheios os mais enthusiasticos triumphos.
Chama-se Hernáni Torres e é discípulo do; nosso bom amigo e collega Matta Junior.

D. Cândida Pires d'Azevedo e D. Beatriz Rocha, duas pianistas de raros dotes, discipulas respectivamente de Bahia e de Colaço, tiveram também um brilhantíssimo sucesso, de todo o ponto justo.
Da segunda alumna diz um jornal diario que merece menção especial pela maneira impeccavel como se apresentou no Capricho de Saint-Saens (sobre motivos de Gluck. que lhe cabia no programma ; não nos admira a referencia elogiosa porque temos tido por vezes occasiao de apreciar o amoroso cuidado que D. Beatriz Rocha põe em tudo que executa.

E com respeito a D. Cândida Azevedo, que nunca tivemos o gosto de ouvir, basta-nos o facto de ser discípula de Francisco Bahia para calcularmos que se não apresentaria n'uma audição d'estas sem a plena garantia d'um successo.

Desejamos ainda alludir a um oboista, de puríssimo som e grandes aptidões musicaes o alumno Wenceslau Pinto e ao clarinettista Domingos Castanho de Mattos, a quém já nos referimos elogiosamente em outra occasiao e que especialmente no allegro da Aria Variada que apresentou, foi extremamente feliz e mostrou notáveis progressos na sua difficil especialidade.

Na impossibilidade de fazer allusões especiaes a cada uma das obras que constituíam o programma, que, como já dissemos, era bastante extenso, fecharemos esta já longa noticia com um incondicional elogio a todos os professores e alumnos que concorreram para tão satisfatório resultado, animando-os a proseguir sem desfallecimento no caminho em que melhor poderão affirmar os seus constantes esforços.
“A ARTE MUSICAL” Anno II numero 48 de 31 de Dezembro de 1900

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dezembro 13, 2007

OS MEUS 5 (?) FILMES PREFERIDOS

Aceite o convite feito pelo Heitor, aqui estou a tornar pública a escolha dos meus 5 filmes – esta é a maior dificuldade. Em vez de 5 aparecem 50. Faço a selecção mas daí a 5 minutos vêm-me à memória outros e depois outros. Tenho uma dificuldade muito grande em fazer escolhas, seja de filmes ou músicas ou compositores ou intérpretes. Mas de todos estes filmes que vou referir que cada um escolha 5. Eu não consigo. Aqui vai:
-“Vida Solitária” (The Whisperers) um filme de 1967 de Bryan Forbes com Edith Evans.
- “Crepúsculo dos Deuses” com Glória Swanson
-“O Criado” de Joseph Losey
-“Viagem a Itália” de Rosselini
-“Matrimónio à Italiana” de Vittorio de Sica
-“O Leopardo”, “Obsessão”, “Senso”, “Morte em Veneza” de Visconti (apetecia-me escolher todos deste realizador)
-“Providence” e “O Último Ano em Marienbad” de Alain Resnais
-“Diário de Uma Criada de Quarto” com Jeanne Moreau, “Viridiana”, “Tristana”, “La Belle de Jour” de Buñuel
- “Roma”, “Ensaio de Orquestra” de Fellini
-“As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant”, “Querelle” de Fassbinder
-“Rebecca”, “Janela Indiscreta”,”Intriga Internacional”, “Chamada para a Morte” de A Hitchcock
-“A Flauta Mágica”, “Lágrimas e Suspiros”, “Fanny e Alexander”, “Sonata de Outono” de I. Bergman
-“1900” de Bertolucci
-“A Vida É Bela” de R.Benigni
-“Elizabeth” de Shekhar Kapur
-“Querida Mamã” com Vanessa Redgrave.
Pedirem que escolha 5 e apresento 30 é no mínimo desonesto mas se espero mais tempo aparecem 50.
Passo o convite ao Rogério Santos, Jorge Guimarães Silva, Valter Hugo Mãe,
à Aldina Duarte e a uma Bandida

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dezembro 12, 2007

"O REMORSO DE BALTAZAR SERAPIÃO" de valter hugo mãe

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a segunda edição do livro «o remorso de baltazar serapião» está nas livrarias. com nova capa e nova paginação, surge a oportunidade para uma conversa, sobre tudo o que o envolve, na loja da fnac, em braga.
acontece na sexta-feira, dia 14, às 22 horas.

www.casadeosso.blogspot.com

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dezembro 11, 2007

Parabéns MANUEL DE OLIVEIRA

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N em 1908

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dezembro 10, 2007

CONCERTO NO ELEGANTE SAlÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL DE LISBOA- 2 de DEZEMBRO de 1900

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No próximo Domingo, 2, em matinée, tem logar no elegante
salão do Conservatório o primeiro concerto de musica de câmara, com instumentos de sopro.

Deve-se esta brilhante iniciativa, que é por assim dizer completa novidade entre nós, a um grupo de artistas e amadores, cuja única mira consiste em elevar o nivel artístico do nosso paiz, sem a menor preoccupação de interesses pessoaes, antes com um desprendimento muito para louvar-se e que poderá servir de estimulo a outras tentativas da mesma índole.

Assim este concerto é absolutamente gratuito, estando convidados grande numero de professores, amadores, alumnos, jornalistas da especialidade, todos emfim a quem pode interessar a Musica de camara, como um prazer ou como um ensinamento.

Em todos os centros musicaes d'uma certa importância, ha um ou mais grupos de instrumentistas de sopro, cuja missão é fazer conhecer a parte da musica de camara consagrada a esses instrumentos ou os trechos de caracter mixto, em que os instrumentos de vento estão combinados com os das cordas.
Apezar do repertório não ser muito vasto contem obras admiráveis que todo o publico culto deve conhecer e que são de tacto bastante conhecidas lá fora.
Não hesitamos portanto em classificar de benemerência artística o emprehendimento a que vimos alludindo e regosijamo-nos de frisar mais uma vez a abnegação de interesses materiaes com que os profissionaes prestam n'elle o seu concurso.
Louvável abnegação, sem a qual seria , absolutamente impraticável o plano!

O programma d'esta primeira sessão é interessantíssimo: o celebre Quintetto op. 16 de Beethoven, um Quartetto de Saint-Saens e um Sextetto de Thuille, tudo executado na integra e em primeira audição as duas ultimas obras.
Mesmo o Quintetto que como se sabe foi concertado pelo próprio beethoven para quartetto de piano e cordas e tem sido muito ouvido em Portugal com esta ultima interpretacão, só raramente e em época muito remota se tem executado na sua forma original.

A execução do programma é confiada aos srs. José Henrique dos Santos (flauta), Arthur da Fonseca (oboé), Severo da Silva (clarinette), Manoel Tavares (trompa), João Manoel Gonçalves (fagote) e Michel'ángelo
Lambertini (piano).
“A ARTE MUSICAL” Anno II, numero 46 de 30 de Novembro de 1900


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dezembro 09, 2007

1º CONCERTO DA TEMPORADA 1900/1901 DO ORPHEON PORTUENSE

Por não recebermos a tempo o respectivo programma, só hoje podemos registar o Sarau musical com que o simpathico e infatigável Orpheon Portuense inaugurou a presente época d'inverno.
A festa realisou-se em 29 de Novembro e foi, ao que nos dizem, brilhantíssima como todas as que aquella benemérita Sociedade tem organisado.

Figura no programma o quartetto de Rabl para piano e cordas, que talvez por considerações demasiado benévolas para com uma parte do publico, foi insolitamente dividido entre a primeira e a segunda parte do concerto. E sem de modo algum querermos melindrar seja quem for, vem a pello lastimar as concessões que vemos fazer a todo o passo na organisacão dos concertos, tanto no Porto, como em Lisboa, quando é certo que o publico que é sempre uma creanca, mas que em Portugal é uma creanca intelligente e dócil, sujeita-se a todos os regimens quando lhe forem impostos pela auctoridade e pela boa fé.

Um quartetto, como todas as obras em forma de sonata pode equiparar-se a uma conferencia ou discurso, cujas partes componentes, se não forem expostas sem interrupção, incorrem no perigo de não serem comprehendidas.
Tudo se concatena e completa n'uma Sonata e, como toda a obra d'arte, é indispensável que a possamos admirar no conjuncto mais ou menos harmonioso das suas formas. Se é certo que ninguém se lembraria de cortar a tela ao meio ou quebrar a estatua em dois pedaços, sob que pretexto fosse, porque havemos de ser menos respeitosos para com a obra musical?

Relevem-nos os talentosos artistas e amadores do Porto este ligeiro desabafo e não queiram ver n'elle senão a melhor das intenções.
No resto do programma, vemos citados os nomes da Sr." D. Olinda Rocha Leão e Sr. Raul Marques Pinto, como cantores, e bem assim o do Sr. José Cassagne, como solista de piano.
Nas pecas d'ensemble figuram as Sr.as D. Leonilda Moreira de Sá (piano), Bernardo Moreira de Sá (violino). Benjamim Gouveia (violeta) e D. Guilhermina Suggia (violoncello).
Ao piano de acompanhamento estava o maestro Roncagli.

“A ARTE MUSICAL” ANNO II, numero 48 de 31 de Dezembro de 1900

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dezembro 08, 2007

PABLO CASALS EM FRENTE DA VILLA MOLITOR, EM 1957

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Pablo Casals , em 1957, mostrando a Marta Montañez a casa com o nº 20 da Villa Molitor, em Paris, onde viveu entre 1906 e 1913 (com Guilhermina Suggia)
(do livro "PAU CASALS" de Robert Baldock- Ediciones Paidós)

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dezembro 07, 2007

"OS MISTÉRIOS DO ROSÁRIO, CANTAR A VIDA COM MARIA" - HOJE ÀS 21,30H NA CAPELA DE Nª SRª DOS ANJOS DOS PADRES FRANCISCANOS

O Centro de Estudos Franciscanos vem anunciar que no dia 8 de Dezembro promove, conjuntamente com a Fundação Conservatório de Gaia, um Concerto de Música Sacra onde serão executadas em primeira audição quatro peças musicais correspondendo aos Quatro Mistérios do Rosário, encomendadas por este Centro de Estudos Franciscanos a quatro dos mais ilustres compositores portugueses, Professores Fernando Lapa, Fernando Valente, Eugénio Amorim e Rui Soares da Costa.
Esta obra intitula-se:

"Os Mistérios do Rosário, Cantar a Vida com Maria"
(para coro, instrumentos de sopro e órgão)

e será interpretada por um Conjunto Vocal e Instrumental da Fundação Conservatório de Gaia. Dirigirão o Concerto os Professores Jorge Pires e Artur Pinho.

O Concerto terá lugar na Capela de Nª.Sª dos Anjos dos Padres Franciscanos (OFM), na Rua dos Bragas no Porto pelas 21:30 Horas, sendo a entrada livre.

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CLUBE LITERÁRIO DO PORTO - "AS ESCOLHAS DO PROF NUNO GRANDE" - DIA 10 -2ª-FEIRA- 21horas

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Piano-bar
Música e Poesia

As escolhas do Professor Nuno Grande

Declamações de poemas por elementos do grupo de teatro Sótão acompanhamento ao piano por membros do CICBAS

Rua Nova da Alfândega, n.º 22- 4050-430 Porto

T. 222 089 228
Fax. 222 089 230
Email: clubeliterario@fla.pt

www.clubeliterariodoporto.co.pt

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dezembro 06, 2007

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS - MARIA JOSÉ PALLA - Fábrica do Braço de Prata- 7 de Dezembro - 21 H

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dezembro 05, 2007

1ª AUDIÇÃO EM PORTUGAL DAS SONATAS PARA PIANO, de BEETHOVEN

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Foi no Salão Nobre do Conservatório Nacional, que está a pedir obras URGENTES de recuperação, que se fez a 1ª audição integral em Portugal das Sonatas para piano, de Beethoven, por Vianna da Motta.
Junte-se aos que já subscrevam a petição pedindo obras de recuperação do Salão Nobre. Não permita que o nosso património caia. Não deixemos apagar a nossa memória. Temos obrigação de preservar o que nos pertence.
assine AQUI.

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dezembro 04, 2007

CONFERENCIA DE VIANNA DA MOTTA SOBRE VALENTIN ALKAN

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Vianna da Motta, que tão festejado foi em Weimar por occasião dos concertos que, associado a Busoni, realisou em honra de Liszt, como noticiamos no anterior numero, vae agora fazer uma conferencia sobre o decano dos pianistas francezes, Valentin Alkan.
Executará algumas composições d'este artista, empresa em que poucos se poderiam abalançar, porque as obras produzidas por Alkan pertencem à categoria da mais difficil musica que tem sido escripta para piano.
"A ARTE MUSICAL", Anno II, numero40 de 31 de Agosto de 1900

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dezembro 03, 2007

"CECIL MACKEE" - CARICATURA DE JOSÉ MALHOA

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Uma das 5 caricaturas de José Malhoa offerecidas aos amadoes qur tomaram parte no 1º concerto de musica de camara em 30 de Janeiro de 1899
"A ARTE MUSICAL" Anno I, numeri 5 de 15 de Março de 1899

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dezembro 02, 2007

ALFREDO NAPOLEÃO NO SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO NACIONAL

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Em 3 de junho, com uma concorrência diminuta, umas 80 pessoas, deu o seu segundo concerto o pianista Alfredo Napoleão, sendo o local escolhido o Salão do Conservatório.

Eis os trechos de que constava o programma: Sonata Clair de lune, de Beethoven ; Nocturno e Ballada, de Chopin ; dois trechos de Schumann ; o 2º" Concerto e uma suite de pequenas peças do próprio Napoleão.
Além d'isso o talentoso violinista Júlio Cardona tocou a 5ª Sonata de Beethoven.

Devemos dizer, em homenagem á verdade, que o nosso publico não aprecia benevolamente a interpretação de Alfredo Napoleão, em tudo que é Beethoven e Chopin. Acha que elle precipita desordenadamente certos andamentos, tirando-lhe todo o charme e toda a finura. Acha que elle não tem a calma precisa para a interpretação de certas passagens melódicas, que demandam mais elevação do que bravura.
E... talvez tenha razão o publico.

Por outro lado, fez óptima impressão aos entendidos o 2.° Concerto de sua composição, que é obra de valor e superiormente trabalhada do principio ao fim.
Consta-nos que Alfredo Napoleão partirá brevemente para o Porto.

“A ARTE MUSICAL” Anno I nº 35 de 15 de JUNHO de 1900

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dezembro 01, 2007

"PIANO SINGULAR" NOVO CD DE OLGA PRATS

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Lançamento na Sala AMÁLIA RODRIGUES, CCB - 2ª-feira, dia 3 de Dezembro - 18,30 h

O espírito do barroco
1. Jean-Philippe Rameau (1683-1764): Les Tendres Plaintes - Rondeau [3'13'']

2. Georg Friedrich Haendel (1685-1759): Sarabande [2'10'']

3. Óscar da Silva (1870-1958): Dolorosa nº3 [3'03'']

4. Dmitri Chostakovitch (1906-1975): Prelúdio opus 87 nº1 [2'30'']

5. Johann Sebastian Bach (1685-1750): Gavottes I & II da Suite Inglesa em sol m [3'15'']

O espírito do romantismo
6. Franz Schubert (1797-1828): Trauerwalzer [1'54'']

7-10 Robert Schumann (1810-1856): Kinderszenen (Cenas Infantis), opus 15:

nº1 Von fremden Ländern und Menschen (De terras e gentes desconhecidas) [2'08'']

nº7 Traümerei (Sonhando) [2'51'']

nº13 Der Dichter spricht (Fala o Poeta) [2'49'']

nº9 Ritter vom Steckenpferd (Cavaleiro do cavalo de pau) [0'47'']

11. Johannes Brahms (1833-1897): Variações sobre um Tema de Paganini, opus 35 (2º caderno): Variação XII [1'48'']

12. Franz Liszt (1811-1886): En Rêve [2'36'']

13. Robert Wagner (1813-1883): Ankunft bei den schwarzen Schwänen (O Regresso dos Cisnes Negros) [4'59'']

O espírito ibérico
14. Padre José António [de San Sebastián] Donostia (1886-1956): Preludios Vascos: nº6 Ońazez! - Dolor [1'48'']

15. Federico Mompou (1893-1987): Scènes d'Enfants nº5, Jeunes filles au jardin [3'18'']

16-18 Constança Capdeville (1937-1992): Visions d'Enfants:

nº3 Quand je serai soldat [0'42'']

nº4 Maman, j'ai vu dans la lune... [1'23'']

nº5 Humble danse des petits canards [1'22'']

19-20 Fernando Lopes-Graça (1906-1994): Cinco Embalos, LG 136 / 148:

nº4 [1'48''] *

nº5 [1'46''] *

O espírito da memória
21. Leoš Janáček (1854-1928): Na památku (Lembrança) [2'15'']

22. Luciano Berio (1925-2003): 6 Encores, nº3: Wasserklavier (Piano de água) [3'04'']

23. Arvo Pärt (n. 1935): Variationen zur Gesundung von Arinuschka (Variações para a convalescença de Arinuschka) [4'33'']

O espírito do povo
24. Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Chôro Típico nº1 (Chora violão) [4'01'']

25. João Maria Blanc de Castro Abreu e Motta (1914-1959): Olhos Negros - Fado [3'32''] *

26. Astor Piazzolla (1921-1992): Chris-talin - Tango [2'43'']

27. Chick Corea (n. 1941): Where have I loved you before - An improvisation [1'58'']

O espírito do futuro
28-29 Sara Claro (n. 1986): Nove Pequenas Peças

nº7 Balada [2'21''] *

nº9 Momento III [0'27''] *

30-31 Sérgio Azevedo (n. 1968): Duas Borboletas para Olga (para 2 pianos)

nº1 Tango Dolorido [2'11''] *

nº2 Valsa Realejo [1'59''] *

* estreias discográficas absolutas

Total: 1h 16'33'' (76'33'')


Texto para CD “Olga Prats – Piano Singular”

Por Sérgio Azevedo

A poesia dentro de um piano

Fazendo jus ao título deste CD (Muito próximo do título do livro que a editora Bizâncio publicou em Maio de 2007), Olga Prats conduz-nos numa viagem poética através do universo infinito da música escrita para teclado, uma viagem de três séculos e meio, que aqui se inicia com Rameau e Haendel, para continuar no presente com Berio e Piazzolla, e apontar para o futuro com Sara Claro. Uma viagem sem barreiras de estilos, épocas ou credos estéticos que, lado a lado com as formas clássicas da sarabanda, da gavota, da variação e do prelúdio, faz ouvir o fado, o tango, a valsa e o chorinho brasileiro.

Nesta viagem, como no vasto oceano, a linha do horizonte encontra-se sempre à mesma distância, por muito que na sua direcção caminhemos. Viagem sem rumo nem fim. Olga Prats detém-se no caminho, explora algumas veredas, afasta-se – por vezes quilómetros – do itinerário mais frequentado, Bach, Schumann, ou Brahms (que aceita, ainda assim, como a base do seu percurso), para conhecer – e nos dar a conhecer – clareiras e arvoredos esconsos, mas nem por isso (ou talvez por isso mesmo) menos belos: uma peça tardia de Liszt, uma raridade de Wagner, uma bagatela inspirada pela memória amorosa de Janacék, um quase que teatro musical em miniatura escrito por uma Constança Capdeville adolescente, ou um tango e uma valsa de Sérgio Azevedo dedicados a Olga Prats na forma de Duas Borboletas para Olga, essas criaturas evanescentes, símbolos de uma poesia alada e frágil, que a pianista tanto admira.

Este “piano singular” podia, aliás, intitular-se igualmente (usurpando o título de um dos ciclos pianísticos mais poéticos de Janacék), Por um caminho relvado, tal é a poesia romântica e misteriosa que se eleva das obras, escolhidas segundo critérios totalmente opostos à banal programação da maior parte de discos e concertos, que se obstinam em seguir apenas pelos caminhos já estafados do repertório, o qual, de tão explorado na mesma direcção, esconde a verdadeira riqueza e grandeza cósmica de um “corpus” absolutamente sem par em qualquer outro instrumento. Não houve praticamente um compositor, maior ou menor, que não tenha dedicado peças, uma que fosse, ao piano (ou ao cravo, o que vai dar ao mesmo, sendo que muito do repertório cravístico funciona igualmente bem, senão melhor, no piano moderno), sendo Berlioz, Verdi e Puccini as excepções clamorosas que confirmam a regra.

Para além do elevado número de obras para ele escritas, o piano, instrumento de eleição de maior parte dos compositores enquanto auxiliar da criação, serviu também de “diário” musical, diário onde os pensamentos mais profundos, íntimos e elevados encontraram a sua “madre” e aí fecundaram. Não admira pois, que compositores menos célebres, ou até de segundo plano, tenham igualmente deixado música admirável de poesia para o instrumento, e mesmo entre os não pianistas – como Wagner, conhecido sobretudo pelos seus dramas operáticos e pela técnica orquestral – tenham existido momentos sublimes imaginados para um instrumento que, ou não tocavam de todo, ou dominavam muito mal. A Chegada dos Cisnes Negros, desse mesmo Wagner, consegue em alguns minutos de música transformar o solitário piano num Bayreuth em miniatura, e as três vezes que o tema se faz repetir, no início e fim da peça, antecipam o Tristão e as três enunciações do presságio da morte com que se abre o audacioso terceiro acto do mais audacioso e romântico drama musical alguma vez escrito.

Não obstante a beleza que se desprende destas páginas, quantas vezes deparamos com uma tal obra programada? Ou com o enigmático En rêve, do velho Liszt? Ou ainda com esse hino à memória amorosa, nostalgia de um tempo irrecuperável, que é Recordação, de Léos Janacék, a última obra que o velho mestre escreveu, antes de se embrenhar debaixo de uma tempestade nos bosques morávios à procura do filho de Kamila, por amor de quem virá a falecer depois de uma pneumonia contraída nessa busca insana? E que dizer das despojadas e tragicamente simples Variações para a convalescença de Arinushka, de Arvo Pärt, escritas para a filha doente do compositor, do enigmaticamente aquático Wasserklavier de Luciano Berio, dedicado a um amigo querido, ou da liberdade agógica do maravilhoso Where have I known you before de Chick Corea?

São alguns destes tesouros de uma história da música muito diferente da história da música sem imaginação que povoa a maior parte das programações pianísticas, que Olga Prats nos oferece neste registo íntimo, pessoal, e inequivocamente singular, como ela também o é.

© Sérgio Azevedo, 2007 para Trem Azul

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