janeiro 31, 2007

INÊS E OFÉLIA DIOGO COSTA - Testemunho

Quando surge uma Artista, tão extraordinária como Guilhermina Suggia,parece-nos que ao evocá-la, toda a atenção deve convergir para os aspectos musicais com ela relacionados. Mas, é para nós gratificante, recordar também a relação entre a nossa família e Guilhermina Suggia. Relação duradoira e absolutamente “cristalina”, que perdurou desde o seu regresso ao Porto até ao seu desaparecimento.

Este relacionamento iniciou-se antes do nosso nascimento e começou por um
amável convite de Guilhermina Suggia a Ofélia Diogo Costa, para cantar em sua casa, quando esta regressou ao Porto, após uma estadia em Paris para trabalhar com a célebre cantora Claire Croiza. Inúmeras vezes, Ofélia Diogo Costa e Maria Adelaide Diogo de Freitas Gonçalves foram convidadas para fazerem e ouvirem Música, na casa de Guilhermina Suggia.

Não queremos deixar de referir a troca de impressões realizada numa dessas reuniões, sobre a interpretação da notável peça “Après un Rêve” de Fauré, que Guilhermina Suggia tocava admiravelmente e que a nossa Mãe cantava.

Ofélia Diogo Costa foi tão receptiva a esse “encontro”, que muitos anos mais
tarde, numa conferência realizada no Conservatório de Música do Porto, com
o título “Do Público – Do Intérprete – Da Lição” fez as referências que transcrevemos em seguida:

Contaram-nos esta confissão de um músico, ao ouvir – Après un Rêve – Quando
existe semelhante melodia, as palavras são supérfluas.
Até que ponto corresponde isto à verdade?
A que regiões, poderia levar-nos a Poesia, se a intérprete a erguesse a um plano, onde tudo quanto fosse terrestre desaparecesse?

Elle sollicite l’âme hors la chair… - no dizer do poeta.

Não façamos aqui a diferença do Talento e do Génio.
Baste-nos senti-la em Criadores e Intérpretes.
Guilhermina Suggia é, a meu ver, um Génio de Interpretação. Nela tudo é vivido, humano, sublime.
É uma continuadora da Obra de Arte, rasgando clareiras insondáveis.
É, enfim uma Intérprete rara. A única talvez que transfigurando-se nos canta
“Après un Rêve”. Mas, nesta canção sem palavras, Ela é a própria Poesia.
Num esquisso inesquecível, António Carneyro imortalizou Intérprete, Poesia e
Música:


- Tu m’appelais et je quittais la terre
Pour m’enfuir, avec toi, vers la Lumière »

Guilhermina Suggia foi presença constante em todos os concertos realizados
por Ofélia Diogo Costa e Maria Adelaide Diogo Freitas Gonçalves. A proximidade das nossas residências – nessa altura, vivíamos na Rua Heróis de Chaves, portanto muito próximo da Rua da Alegria, - permitiu que Guilhemina Suggia fosse uma presença importante na nossa infância.

Guilhermina Suggia ficou totalmente seduzida, quando o nosso irmão nasceu
e passou horas junto do seu berço, encantada com tão minúsculo ser. Hoje,
admiramos muito o seu carinho pelas crianças que fomos. Depois, a vida afastou-nos, porque deixamos de viver no Porto, mas não nos separou. A relação continuou com nossa tia Maria Adelaide Diogo de Freitas Gonçalves.
Quando o Círculo de Cultura Musical iniciou as suas actividades, no Porto,
por iniciativa de Maria Adelaide Diogo de Freitas Gonçalves, Guilhermina
Suggia foi uma das suas primeiras assinantes. A sua presença, numa friza no
Rivoli, junto da friza da Direcção, era uma “nota” característica dos concertos
desta associação. Presença importante para o público, que seguia as suas
reacções e muito especialmente para os artistas… Recordamos: A admiração
do então jovem violoncelista Gaspar Cassadó ao saber da sua presença na sala
onde actuava e que de imediato, lhe dedicou uma peça; e o espanto do violinista Henryk Szeryng ao ser cumprimentado, no fim do seu concerto, por tão ilustre artista.

O contacto com Maria Adelaide Diogo de Freitas Gonçalves foi fecundo e
dele resultou a sua actuação, como solista, em dois magníficos concertos, no
Círculo de Cultura Musical, com a Orquestra Nacional sob a direcção, respectivamente, do famoso Maestro Malcolm Sargent e do ilustre Maestro Pedro de Freitas Branco. Guilhermina Suggia tocou ainda em várias outras Delegações do Círculo de Cultura Musical. Citamos um excepcional concerto em Viseu e o seu último concerto em Aveiro, em que foi acompanhada por Maria Adelaide Diogo de Freitas Gonçalves.

Outras realizações juntaram as vontades de Guilhermina Suggia e Maria
Adelaide Diogo de Freitas Gonçalves. Quando esta decidiu fundar a Orquestra
Sinfónica do Conservatório de Música do Porto, Guilhermina Suggia apoiou-
-a, inicialmente, em muitas diligências, além de contribuir na orientação do
naipe de violoncelos e levou a sua generosidade a actuar na primeira apresentação desta orquestra ao público sob a direcção do Maestro Karl Achatz.
Se, o Conservatório de Música do Porto foi contemplado no testamento de
Guilhermina Suggia foi devido ao apreço que a ilustre Artista tinha pela Obra
realizada por Maria Adelaide Diogo de Freitas Gonçalves nesse estabelecimento
de ensino.
A fama de um intérprete é, em geral limitada no tempo e são raríssimos os
exemplos que perduram.
Pensamos que os ouvintes de Guilhermina Suggia devem ter a preocupação de
transmitir às gerações futuras, a recordação dos momentos inesquecíveis que
as suas interpretações lhes proporcionaram.
A memória da grande Violoncelista deve permanecer viva e a sua arte perdurar
através dos tempos.
Porto, Maio de 2006

do Catálogo da exposição "SUGGIA, O Violoncelo" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto até final de Março

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janeiro 30, 2007

GUILHERMINA SUGGIA - QUEEN'S HALL SYMPHONY CONCERTS: 19th SEASON, 1914-15

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Sábado 30 de Janeiro de 1915
Foi interpretado o Concerto em Lá m para violino, violoncelo e orquestra, de Brahms, com Mr MAURICE SONS, no violino, Mme GUILHERMINA SUGGIA no violoncelo e a Queen's Hall Orchestra sob a direcção do maestro HENRI J.WOOD.
Do Catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro até final de Março

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janeiro 29, 2007

MBF MUSIC EDUCATION AWARDS- GUILHERMINA SUGGIA GIFT FOR THE CELLO

Royal Philharmonic Society Emily Anderson Prize - Prize of £2,500 available to exceptionally talented violinists under the age of 21 - no restrictions on its use.

Manoug Parikian Award - Prize of £3,000 available to exceptionally talented violinists with potential qualities of first-class performer under the age of 21 - must be used for study costs or instrument purchase.

Guilhermina Suggia Gift for the Cello – Award of £3,000 for exceptionally talented students of any nationality under the age of 21 - to be used towards study costs.

MBF String Awards - for under 18's - awards of up to £1,000 are made to outstandingly talented instrumentalists of school age. Applicants may be of any nationality but non-British/Irish applicants may not apply for funding for study outside the UK. Awards are made towards instrument purchase, the cost of private music lessons, or fees and occasionally travel expenses for the junior departments fo the principal music colleges in the UK.
In all cases, there is no entry fee but a charge is made to those applicants offered an audition.
Details: The Awards Administrator, 16 Ogle Street, London, W1P 8JB.
Tel: 020 7636 4481 Fax: 020 7637 4307
Email: education@mbf.org.uk Website: www.mbf.org.uk

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janeiro 27, 2007

FERNANDO LOPES-GRAÇA -Centenário do Nascimento - 1906/2006

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A Câmara Municipal de Cascais e a Companhia Nacional da Música irão realizar a apresentação do CD duplo "FERNANDO LOPES-GRAÇA - CENTENÁRIO DO NASCIMENTO - 1906-2006", que reúne a totalidade das obras do compositor gravadas para a Sasseti na década de 1970.

O evento terá lugar hoje, dia 27 de Janeiro pelas 17,00 Horas, no MUSEU DA MÚSICA PORTUGUESA -CASA VERDADES DE FARIA, Av. de Sabóia, 1146 - Monte Estoril.

A cerimónia contará com a presença dos músicos OLGA PRATS, VASCO BARBOSA, GRAZI BARBOSA e CELESTE AMORIM.

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janeiro 26, 2007

PRÉMIO INTERNACIONAL DE COMPOSIÇÃO FERNANDO LOPES-GRAÇA- 27/1/2007 às 21,30 H

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SALVA - Prata - PORTO- 1ª Metade Séc XX

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Esta salva apresenta uma faixa com decoração de concheados, aletas e folhagem fortemente repuxados, no estilo Neo-D.João V. O fundo mostra um gravado semelhante, disposto numa faixa e no centro, envolvendo a seguinte inscrição:
"À insigne artista portuense D. Guilhermina Suggia
Homenagem da Associação Comercial do Porto
27/5/1938
"
(É propriedade da Paróquia Senhora da Conceição)
- do Catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto, até 31 de Março p.f.

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janeiro 25, 2007

CASA DE ANTÓNIO NOBRE - NA FOZ DO PORTO - EM RISCO DE DERROCADA

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POETA E DIPLOMATA
António Nobre (1867 -1900) frequentou o curso de Direito, em Coimbra, mas foi em Paris que concluiu os estudos de Ciências Políticas, em 1895. No período em que viveu na capital francesa, viu ser publicado "Só" (1892), que então classificou como "o livro mais triste que há em Portugal". "Só" foi o único livro seu publicado em vida, uma vez que as obras poéticas "Despedidas" e "Primeiros Versos" só seriam editadas, respectivamente, em 1902 e 1921. Foi também em Paris que contactou com Eça de Queirós, na altura cônsul de Portugal. No entanto, o ingresso na carreira diplomática que António Nobre almejava não lhe foi possível, por, na altura, já sofrer de tuberculose. E de nada lhe valeram as viagens para tentar curar-se, incluindo à Suíça e a Nova Iorque.

A placa alusiva ao local onde o poeta António Nobre morreu, em 1900, desapareceu esta semana do número 531 da Avenida do Brasil, no Porto, disse à Lusa o escritor Mário Cláudio. "Acho absolutamente inqualificável que alguém tenha tirado a placa. Só ficou a mancha do sítio onde estava a placa", afirmou, advertindo que a casa corre o risco de derrocada, o que deitaria literalmente por terra a ideia de ali ser instalada toda a colecção de António Nobre, que está em gavetões na Biblioteca Pública Municipal do Porto.

O escritor referiu que já falou pessoalmente com o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, e com a ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, alertando para a importância de classificar a casa como de interesse municipal ou nacional.

"É o maior poeta português nascido no Porto. Não há outro", salientou Mário Cláudio, acrescentando que o autor de "Só" é talvez, com Cesário Verde e Antero de Quental, um dos três maiores poetas portugueses do século XIX..

António Nobre nasceu em 16 de Agosto de 1867 numa casa na Rua de Santa Catarina, onde actualmente funcionam escritórios, e morreu em 18 de Março de 1900 na pequena casa de dois andares no número 531 da Avenida do Brasil, na Foz, onde poucos anos depois um grupo de escritores e jornalistas colocou sobre a porta a placa agora desaparecida. Essa residência pertencia ao seu irmão, o biólogo e professor da Universidade do Porto Augusto Nobre.

COLECÇÃO ARMAZENADA
"Não está só em causa a casa, que muitas vezes não é mais do que o local do nascimento ou da morte, mas também o facto grave de a Câmara do Porto manter armazenada a colecção toda de António Nobre, incluindo livros, manuscritos, objectos e peças de vestuário", realçou.

Na opinião de Mário Cláudio, a casa poderia ser recuperada para acolher e expor o espólio de António Nobre, à semelhança do que aconteceu com a casa de Fernando Pessoa em Lisboa, construindo-se um auditório nas traseiras.
Contactado pela Lusa, o advogado e fundador do PPD/PSD Miguel Veiga considerou o desaparecimento da placa como "um acto de barbárie", como outros que se têm registado na cidade, nomeadamente o roubo e o corte aos pedaços da estátua "A Anja", do escultor José Rodrigues.

"Se há alguém que merece ser recordado e perpetuado é António Nobre, um dos nossos maiores poetas", salientou Miguel Veiga, reconhecendo, contudo, que não será fácil encontrar quem patrocine a recuperação e manutenção da casa na Avenida do Brasil.

Miguel Veiga lembrou as dificuldades por que passam a Fundação Eugénio de Andrade e o Lugar do Desenho, de Júlio Resende, lamentando que a frágil situação económica do país esteja a "afugentar" os apoios financeiros às
casas-museu.

A Lusa contactou a Câmara do Porto e o Ministério da Cultura para saber se há intenção de classificar, comprar e recuperar a casa, mas os gabinetes de comunicação das duas instituições remeteram informações para mais tarde.
Notícia do "JORNAL DE NOTÍCIAS" dd 20/1/2007

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janeiro 24, 2007

CARLOS SOUSA BAPTISTA- testemunho

Pertenço ao número de pessoas, talvez já não muito elevado, que foram bafejadas com a sorte de, mais do que uma vez, terem assistido a audições de
Guilhermina Suggia com o seu violoncelo. Não venho, no entanto, fazer considerações sobre a artista e a sua música, pois isso está para além da minha competência.

Venho, apenas, prestar uma modesta contribuição, dando a conhecer
duas situações por mim vividas: uma com o violoncelo sem Guilhermina Suggia e outra com a artista sem o violoncelo.

Na minha qualidade de dirigente municipal colaborei de muito perto com o
então Presidente da Câmara Municipal do Porto, Dr. Fernando Cabral, nos
trabalhos conducentes à aquisição do Teatro Rivoli, em 1989, tendo depois responsabilidades na gestão da casa de espectáculos. Para iniciar a actividade do “Rivoli-Teatro Municipal” foi decidido levar a efeito um sarau e fazer a apresentação pública do violoncelo de Guilhermina Suggia, que se encontrava no Conservatório de Música do Porto, tendo eu sido encarregado das diligências
necessárias para o efeito.
Poucos dias antes da data marcada para o sarau surgiram inesperados problemas na avaliação do precioso instrumento para se concretizar o indispensável seguro antes de transitar para o Rivoli. A surpresa para quem tratou do assunto – e julgo que o será também para boa parte de quem me lê – é que o violoncelo foi avaliado em mais de cem mil contos (meio milhão de euros nos dias de hoje), tendo sido mesmo necessária a participação de duas seguradoras, uma portuguesa e outra estrangeira!

A outra situação – Guilhermina Suggia sem o violoncelo – teve lugar na antiga Faculdade de Medicina, junto ao Hospital de Santo António, num concerto ao qual assistiu Guilhermina Suggia sentada na primeira fila, em cadeira localizada mesmo debaixo do parapeito dum varandim superior, onde eu assistia também ao concerto, mesmo na vertical da referida cadeira.

Nunca mais pude esquecer o que foi observar a forma como GuilherminaSuggia acompanhou passagens da execução musical, movendo-se constantemente, ora com a cabeça, ora com o tronco, chegando mesmo a quási se desequilibrar na cadeira.

O “espectáculo”, visto do local em que me encontrava, chegou a aproximar-se da comicidade, mas cedo compreendi que tinha sido testemunha do fervilhar da
alma da Artista que vivia a Música, na plurilatinidade herdada dos seus ascendentes próximos, com a mistura de sangue português, italiano e espanhol.

Porto, Junho de 2006

(Do Catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" a decorrer na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto, até final de Março)

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janeiro 23, 2007

Exposição dos 10 anos do TEATRO DA VILARINHA

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Teatro da Vilarinha - 10 anos aproxima-se do fim. A exposição que o Pé de Vento preparou para assinalar os 10 anos do Teatro da Vilarinha está patente na Galeria do Palácio - Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, até 26 de Janeiro de 2007

A exposição reúne fragmentos dos vários universos cénicos criados na última década, mostrando também parte da memória que constitui o trajecto artístico da companhia ao longo de 28 anos de existência.

Em paralelo, a companhia repõe, também na Galeria do Palácio, História de Um Segredo, com encenação de João Luiz a partir de um conto de Álvaro Magalhães. O espectáculo, para maiores de 5 anos, está em cena até à próxima sexta-feira, dia 26, às 11h00 e às 15h00.

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janeiro 22, 2007

BUSTO DE GUILHERMINA SUGGIA de LEOPOLDO DE ALMEIDA

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Escultura em Mármore do escultor Leopoldo de Almeida
(do catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro, Porto, até 31 de Março p.f.)

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janeiro 20, 2007

CHEFE HÉLIO LOUREIRO DEDICA PROGRAMA A GUILHERMINA SUGGIA

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Este foi o primeiro de cinco programas que irão decorrer neste local privilegiado da cidade do Porto (MUSEU ROMÂNTICO), numa parceria entre o Pelouro da Cultura da autarquia portuense e a RTPN, que tem como objectivo a dinamização do Museu, símbolo do romantismo português.
Acompanhado por Fátima Pombo, investigadora da vida e obra de Suggia, o Chefe Hélio escolheu o Petit Vol-au-vent de Canard, um dos pratos que constava do “Menu do Lunche de Mariage” de Guilhermina Suggia, que se casou a 27 de Agosto de 1927.
A sua vida e carreira como violoncelista estão, aliás, patentes na exposição “Suggia, o Violoncelo”, na Casa-Museu Guerra Junqueiro até ao dia 31 de Março. Agrupadas em oito núcleos temáticos, estão expostas dezenas de peças que tratam do nascimento e infância da artista, e do início, desenvolvimento e auge da sua carreira em Portugal e em toda a Europa, sobretudo em Inglaterra.
O programa do Chefe Hélio Loureiro, dedicado à ementa do matrimónio da célebre violoncelista, irá ser exibido no dia 24 de Fevereiro, pelas 18h30, e será repetido no dia 25, às 14 horas.

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janeiro 19, 2007

"LER DEVAGAR"- Rua da Rosa 145- NOVA LIVRARIA

No dia *19 de Janeiro, 6ª Feira, às 18 horas*, a Ler Devagar vai abrir uma nova livraria na *Rua da Rosa nº 145*, no Bairro Alto, em Lisboa. Vai ser uma livraria vocacionada para os livros das áreas da literatura em geral (de autores portugueses e estrangeiros)e da Filosofia. Com cerca de 80m2.
Mais do que uma livraria será também um local de encontros e de
concertos, lançamentos e conferências, com capacidade para 40 a 50 lugares
sentados.

Para a inauguração está programado um Concerto de Piano com Vera
Prokic(B.Gallupi . sonata em dó maior
Liszt-Schubert: Gretchen am Spinnrade
Chopin . Valsa em dó sustenido menor), a realizar pelas 22 horas.

Agora que a Ler Devagar retoma a sua programação normal, ainda em
Janeiro, pode assistir e participar na "Poesia Vadia" (4ª Feira, dia 24)- uma
organização de Pedro Mota - e no Debate em volta do livro .Towards a
Nonlinear Quantum Physics., de José Croca, com a participação de Rui
Moreira, Jorge Valadares e J.Luís Cordovil. A organização é de Nuno
Nabais e Olga Pombo.

E enquanto se lê ou se ouve também se pode tomar um chá ou um café. Às
Quartas das 18 às 24 horas e de 5ª a Sábado das 18 às 2 horas da manhã.

Entretanto os saldos na Ler Devagar (Zé dos Bois e agora também na
Cinemateca) continuam até ao dia 20 de Janeiro.

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CONJUNTO DE GARGANTILHA E PAR DE BRINCOS-LEGADO DE GUILHERMINA SUGGIA AO CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DO PORTO

colar e brincos.jpg
Prata, ouro, pérolas naturais, esmeraldas e diamantes em talhe rosa e em talhe brilhante.
Século XX- anos 20/30
Local de fabrico- Portugal
(Do catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO", a decorrer na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto, até 31 de Março p.f.)

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janeiro 18, 2007

GUILHERMINA SUGGIA A TOCAR

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Escultura em bronze
autor:J Castelo Branco
(Do Catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto, até 31 de Março p.f)

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janeiro 17, 2007

GUILHERMINA SUGGIA e ANTÓNIO LAMAS

Como netos de António Lamas (1861-1915), ilustre amador musical e coleccionador de instrumentos antigos, parece-nos oportuno explicar qual a razão por que Guilhermina Suggia manteve com o nosso Avô uma correspondência regular durante oito anos, de 1903 a 1911, correspondência essa representada actualmente por um conjunto de cerca de oitenta postais ilustrados, dos quais vinte se encontram na exposição. Lamentamos a perda de muitas cartas a que os postais se referem, certamente muito mais ricas de conteúdo.

António Lamas foi considerado um brilhante instrumentista de violino, dedicando-se mais tarde à violeta, instrumento que se coadunava mais com o seu temperamento e que na altura tinha poucos adeptos, sendo relegado para um plano secundário. Dedicou-se também ao estudo da viola-de-amor, da qual se pode dizer que foi o único instrumentista do seu tempo no nosso País. Notabilizou-se em qualquer destas modalidades, promovendo e colaborando em inúmeros concertos com grandes figuras musicais tanto nacionais como estrangeiras. Assim, manteve uma regular colaboração como violetista num quarteto com Rúbio, Arbós e Rey Colaço.

Dedicou-se muito especialmente ao estudo e interpretação de música antiga, tendo sido o grande impulsionador e animador dos célebres "Concertos Históricos" que procuraram divulgar a música de câmara anterior a Bach. Fundou, com outros músicos notáveis, a Sociedade de Música de Câmara, que trouxe a Portugal as figuras mais destacadas da época. Fez parte da Real Academia de Música e integrou por diversas vezes júris de exames no Conservatório Nacional, por inerência do cargo nessa Academia.

Grande apaixonado pela música antiga, como atrás se refere, organizou na sua própria casa uma vasta colecção de cerca de uma centena de instrumentos de várias épocas, a que devotou sempre o maior interesse e dedicação. Foi convidado várias vezes a actuar no Paço Real. Condecorado pelo Rei D. Carlos, declinou, por excessiva modéstia, a honraria com que fora distinguido.
António Lamas teve a oportunidade, numa deslocação ao Porto, de ouvir a jovem e talentosa Guilhermina Suggia e a circunstância de ser um assíduo frequentador do Paço permitiu-lhe ter sido uma das pessoas que envidou esforços junto da Família Real para que lhe fosse concedida uma bolsa para prosseguimento dos estudos no estrangeiro. Essa diligência teve resultados positivos, o que lhe permitiu beneficiar dos preciosos ensinamentos do insigne violoncelista e professor Julius Klengel.

Poucos meses depois, com menos de vinte anos, iniciava já uma longa carreira de concertista apresentando-se nas grandes salas das mais prestigiadas cidades europeias: Estrasburgo, Neustadt, Baden Baden, Paris, Bruxelas, Mainz, Heidelberg, Mannheim, Bremen, Dortmund, Haia, Londres, Amsterdam, Bayreuth, Coburg, Karlsbad, Viena, Lemberg, Varsóvia, Munique, Stuttgart, Berlim, Hamburgo, Frankfurt, Ostende, Basileia, Cracóvia, Leipzig, Dresden, Schemnitz, Innsbruck, Estocolmo, Kolozsvar, Kissingen, Scheveningen, Neuchâtel, Düsseldorf, Roma, St. Petersburg, Moscovo, etc. Em várias destas localidades actuou por mais de uma vez e as deslocações, em certos casos muito longas, eram feitas nos comboios da época e em condições muito precárias.

Apresentou-se em vários concertos com outros grandes solistas como o pianista Godowsky, a cantora lida Volti e o célebre violinista Fritz Kreisler, e em diversos locais, em duo, com Pablo Casals, sempre com o maior sucesso.

Actuou ainda como solista com as maiores orquestras da Europa sob a direcção de, entre outros, Eduard Colonne, Fiedler e Martin Spõrr. Durante um certo tempo beneficiou ainda dos conselhos do violoncelista David Popper. É de salientar, que toda esta actividade, que constituiu a sua 1a tournée no estrangeiro, decorreu no curto período de sete anos, entre 1904 e 1911.

Não podemos deixar de referir a gratidão expressa por Guilhermina Suggia ao nosso Avô, ao longo dos seus postais, e a forma carinhosa e familiar como sempre o tratou, o que nos toca profundamente.
ELISA E JOÃO ANTÓNIO LAMAS
Lisboa, Maio de 2006
(do Catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO", a decorrer na Casa-Museu Guerra Junqueiro, no Porto, até 31 de Março p.f.)

Publicado por vm em 10:57 AM | Comentários (1)

janeiro 16, 2007

MÁSCARA DE GUILHERMINA SUGGIA

busto irene vilar.jpg
Escultura em gesso - estudo para uma estátua em bronze.
Autor: escultora Irene Vilar
(Do Catálogo da exposição "SUGGIA, O VIOLONCELO" - Casa-Museu Guerra Junqueiro-Porto)

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janeiro 15, 2007

LA VIDA DE PAU CASALS, de M.ROSA BAYÀ

la vida de p. casals.jpg
A Barcelona era un mestre reconegut. Tenia fama, diners i actuava amb les millors orquestres. Però ell no en tenia prou. Vá decidir que provaria una altra vegada l’aventura de Paris.
En la seva visita a Paris uns anys abans, les coses no li havien sortit com esperava; per això ho vá tornnar a intentar, l vá anar a veure el mestre Lamoureux, un director d'orquestra francès molt prestigiós. El 1899, quan Casals tenia 23 anys, debutava a Paris com a solista de l'orquestra de Charles Lamoureux.

A partir d'aquell moment, el mestre Casals va començar a ser conegut a tot el món. Era la primera vegada que un violoncel-lista feia concerts com a solista. De fet, hi havia poques composicions musicais importants amb el violoncel com a instrument principal. Però en això Casals, com en tantes altres coses, també vá ser un innovador.
Els primers anys del segle xx Casais vá fer molts concerts per tot el món. Es vá convertir en un gran viatger. En una época en què els viatges es feien en tren, anar d'un lloc a l'altre com feia ell era molt cansat. Però a ell no li importava i, a més, en aquella època es vá perfeccionar com a músic i vá aprendre set llengües.

A partir del 1904 encara vá viatjar més: havia format el trio de cambra més famós dei segle xx amb el pianista Alfred Cortot i el violinista Jacques Thibaud. Casals era una persona inquieta. Estava tan acostumat a viatjar que no podia quedar-se gaires dies al mateix lloc.

El 1906, però, quan tenia trenta anys, vá començar una relació amb Guilhermina Suggia, una violoncel-lista portuguesa deu anys més jove que ell. La parella es vá instal-lar a Paris. Casals i Suggia tenien caràcters molt diferents: ella era molt jove, alegre i fantasiosa; ell era ordenat i sériós. Aviat van començar els problemes entre ells.
La Guilhermina era una violoncel-lista molt brillant, i en Pau n'estava gelos.Ella volia fer una carrera com la d'ell, amb concerts internacionals, viatges i èxits, però a ell no li agradava que la seva companya l'igualés en fama i popularitat. Suggia era una dona massa moderna per al seu temps.
Casals i Suggia van estar junts set anys, fins ai 1913. Quan la relació es vá trencar, cap dels dos no vá parlar mai més de l'altre.
Casals va viure uns moments molt difícils i vá caure en una forta depressió.

Quan vá començar la Primera Guerra Mundial, el 1914, Casals es va refugiar als Estats Units, com molts altres músics europeus. La vida musical que tenia Paris en aquella època es vá traslladar a Nova York, ciutat on va anar a viure el mestre.
Al cap de pocs dies d'arribar a Nova York, Pau Casals es va casar amb Ia cantant Susan Scott Metcalfe. Va ser un casament
que va sorprendre tothom, perquè ningú no s'ho esperava. Ella era de bona família i, encara que era cantant profes-sional, no necessitava fer concerts per guanyar-se Ia vida. Metcalfe vá introduir Pau Casals en l'elitista alta societat novaiorquesa.
Durant els primers anys als Estats Units, Casals tenia poques noticies de la guerra europea. Però el 1916 un dramàtic succés el vá fer adonar de la tragédia: el seu amic Enric Granados, un compositor català molt reconegut, va morir, juntament amb la seva dona, quan viatjaven en un vaixell que va ser enfonsat per un submarí alemany. Granados tenia només quaranta-nou anys quan vá morir, i estava en el millor moment de la seva carrera.

do livro"La vida de Pau Casals" de M.Rosa Bayà,
Eumo Editorial/Universitat de Barcelona

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janeiro 14, 2007

SUITES DE BACH PARA VIOLONCELO - Seminário na ESMAE-PORTO

Suites Bach-MIC
ESMAE Porto, dias 27 e 28 de Janeiro, 11/13 - 14/17 horas.
Seminário teórico e documental sobre as Suites de Bach para Violoncelo,
aberto a todos os alunos.
Miguel Ivo Cruz

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janeiro 12, 2007

VESTIDO DE SUGGIA

vestido de suggia.jpg
Vestido de renda e tule (atelier de costura "Candidinha" . Doado por Guilhermina Suggia ao Conservatório de Música do Porto. Era usado em concertos.
(Catálogo da exposição GUILHERMINA-O VIOLONCELO que decorre na Casa-Museu Guerra Junqueiro-Porto)

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janeiro 11, 2007

SUGGIA- O VIOLONCELO, na CASA-MUSEU GUERRA JUNQUEIRO, no PORTO

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GUILHERMINA SUGGIA e Dr CARTEADO MENA
(Guilhermina Suggia e o marido assistem a um espectáculo numa friza de teatro)
Aguarela e tinta da China sobre papel, de Fernando de Castro- 1942
(do catálogo da exposição GUILHERMINA-o Violoncelo)

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janeiro 10, 2007

GILHERMINA SUGGIA, EL AMOR OCULTO DE PABLO CASALS - RECTIFICAÇÃO

Distinguidos amigos:

En la Parte 10 del 2º Capítulo de mi reportaje "Guillermina Suggia, el amor secreto de Pablo Casals" que se ha reproducido en esta web dedicada a la gran intérprete, existe un pequeño error de traducción en mi texto original publicado en los números 367 y 368 de la revista española Historia16 que se ha repetido al trasladarlo a estas páginas. Para una mejor comprensión del estado de ánimo de la artista en esa fecha, dos meses antes de su fallecimiento, les hago llegar la siguiente rectificación que próximamente se publicará en la citada revista.

Se trata de la carta originalmente manuscrita en francés de Guillermina Suggia dirigida a Pablo Casals en Mayo de 1950.

Donde dice: " No deseo morir sin que me escuches, querido maestro y volverte a ver..." Realmente debiera decir: "No quisiera morir antes de oírte, querido maestro, y verte de nuevo".

Con el mensaje, mis saludos a los seguidores de la gran intérprete.

Ana Mª Férrin

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janeiro 09, 2007

GUILHERMINA SUGGIA, EL AMOR OCULTO DE PABLO CASALS (Y II) por ANA Mª FERRIN - "HISTORIA16" (14 e FINAL)

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Después de sucesivos avatares la vivienda de la Rua da Alegria n° 665 fue vendida a un particular que la alquiló a una empresa que se anunciaba en las páginas especializadas como Agencia Internacional de Modelos, eufemismo que ocultaba una casa de prostitución de altos vuelos con cristales biselados, câmaras de vídeo en el exterior y un portón metálico que impedia ver el interior del jardín y con él a los visitantes que entraban con su coche.

Meses atrás de verse publicado este reporta je un tiroteo puso fin a la actividad de la mansión y el propietario tomo la decisión de venderla. Muchos portuenses que siguen la historia de la intérprete y los melómanos portugueses en general, especialmente los integrantes de la Asociación Guillermina Suggía, siempre animadores culturales en favor de la Intérprete, vieron la oportunidad de que la Administración adquiriese el edifício para ubicar en él un museo que perpetuase la memória de Ia violoncelista, pero las gestiones no cristalizarem. La idea era instalar allí a disposición de los estudiosos la rica bibliografia de temas musicales donada por Guillermina al Conservatório de Oporto con el objetivo de que los interesados pudieran servirse de ella y consultarla, a la vez que hacer del inmueble un punto de reunión internacional para los amantes del violoncelo.

En fecha reciente las autoridades de Matosinhos, donde la concertista residió de nina con sus padres, realizaron gestiones para adquirir los muebles y otras pertenencias de Guillermina que están en poder de sus beneficiários, en previsión de que no se les pierda el rastro y así preservarlos en lugar seguro para ser instalados un dia en esa futura Casa-Museo Guillermina Suggía que tantos aficionados lusitanos están seguros de que acabará siendo rescatada para la posteridad.

Guando se cierra este trabajo la sucursal de un Instituto de Medicina Naturista acaba de instalarse en el edifício de la Rua da Alegria n° 665. Después de servir de sindicato, oficinas, peluquería o burdel, al hogar donde Guillermina Suggía dio su último adiós después de vivir en ella 23 anos, a la casa donde tantos alumnos asistieron a sus clases y aprendieron a valorar Ia música, parecen aguardarle nuevas aventuras. Pero son aventuras con los dias contados, porque al igual que sucedió con la casa lisboeta de Fernando Pessoa, los muros de la Rua da Alegria n° 665 están llamados a un destino natural que acabará por cumplirse - solo la mediocridad es impaciente, los grandes saben esperar-. Puede que sea premonitório el que a la publicación de esta revista los responsables del Instituto Português do Património Arquitectónico se encuentren valorando su clasificación como de Interés Nacional, paso prévio para hacer realidad el proyecto de la casa-museo.

Sobre el papel, este proyecto lo tiene todo ganado. Existe la gloria real del personaje, Guillermina Suggía, una mujer que abrió de par en par los secretos del violoncelo a las mujeres, llevándose por delante balizas y amarres de prejuicios. A su alrededor perviven casas, tiendas, iglesias, teatros, lugares originales que acompanaron la vida y actuaciones de la artista, con un buen plantel ciudadano de aficionados a la música culta. Puede disfrutarse alguna filmación de sus aplaudidos recitales en tantos auditórios y una docena de temas grabados que se hacen inolvidables para quienes los escuchan, como su Kol Nidrei, de Max Bruch, delicado y turbulento, único. Intactas en manos de diferentes propietarios reposan muchas pertenencias y los trajes y violoncelos de la concertista, reunidos a la espera de que alguien con el motor suficiente dé la serial de salida para que se donen a la casa-museo los múltiples recuerdos que guardan tantos admiradores.
Y por encima de todo está el valioso ejemplo para las jóvenes generaciones de que cuando alguien se prepara y resiste, lucha y no se da por vencido, acaba ganando. Y queda para la posteridad.

El tiempo pondrá su punto y final a esta crónica que hoy se cierra braceando entre la pereza de un alegre despertar. Guillermina Suggía nos despide con un guiño y una breve misiva de su puño y letra dirigida a su pianista acompañante y amigo, José Vianna da Motta. A la chellista se le han pegado las sábanas y há faltado a una cita con él. Disculpándose con humor le envia estas líneas que no necesitan traducción:

Hotel de L'Europe
Installatíon Moderne (appartaments avec salle de bain)

Praça Luís de Camões, 6
Lisboa
Telephone C. 5363

9.35 h
My dear mouse:
Acordei às 8h para me levantar e tocar consigo mas não sei como, adormeci outra vez e só agora é que almoço.
Desculpe sim, eu ter faltado à minha palavra d ‘ingleza.
D'aqui a 20 minutos sou sua.
Pussycat.

*" Las fotos para este reportaje son de varias procedencias, porque existen multitud de copias de una misma imagen en poder de diversos propietarios. El principal reconocimento para el presente trabajo se deberá a Elisa Lamas, Isabel Millet, Virgílio Marques y el Arxiu Nacional de Catalunya.

Artigo - parte II-final - de ANA MARIA FÉRRIN editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado



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janeiro 08, 2007

GUILHERMINA SUGGIA, EL AMOR OCULTO DE PABLO CASALS (Y II) por ANA Mª FERRIN - "HISTORIA16" (13)

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Por lo avanzado de su enfermedad, a Guillermina le fue imposible acudir a la cita del festival en junio de 1950, quedando en el aire el interrogante de un hipotético encuentro con Casals. De los músicos que tocaron en aquel evento de alcance mundial, solo el pianista Mieczislaw Horszowsky había formado parte del alegre grupo presente en San Salvador en 1912, cuando se produjó la ruptura entre Pablo y Guillermina. Sacando fuerzas de su verdadero estado, que pocos conocían, Guillermina se despidió de su público el 31 de mayo en Aveiro con un concierto en el Teatro Aveirense, donde las notas de Bach, Chopin y Falla sonaron por última vez interpretadas por la que fue llamada La Reina de los Chellistas.

El 28 de junio fue intervenida por el cirujano doctor Maingot en la London Clinic de la capital inglesa, aconsejada y acompanada por su médico el doctor Álvaro Rodrigues, que también colaboró en la operación. Guillermina Suggía falleció el 30 de julio de 1950. Su vivienda de la Rua da Alegria n° 665 de Oporto fue dejada en usufructo a su alumna Isabel Cerqueira, casada con Lluis Millet, un violinista barcelonés, sobrino del fundador del Orfeó Catalá del mismo nombre e impulsor del Palau de la Música de la Ciudad Condal. Al mismo tiempo dejaba dispuesto el destino del inmueble para el dia en que faltara su alumna.

La hija de la beneficiaria, llamada también Isabel Millet, nació en esa misma casa y allí vivió hasta los 13 anos. Ella no conoció a Guillermina, pero de una u otra manera al vivir rodeada por los objetos que acompañaron en vida a la violoncelista e inmersa en una familia de músicos, todo ese entorno avivó su imaginación de mujer creativa y ha tenido mucho que ver en el desarrollo de su vocación de escritora y profesora de interpretación.

La etapa inglesa de Guillermina, su relación con Casals y como vivió su vuelta a Oporto forman la trilogia inédita, en su mayor parte, de la existência de aquella mujer reservada que fue Guillermina Suggía y de quien los padres de Isabel MiIlet fueron alumnos, la madre amiga y confidente y quizá la mayor beneficiaria al heredar parte de sus bienes y una gran cantidad de documentación personal. Los manuscritos de Isabel Millet sobre la violoncelista, aún no editados, han aportado pasajes desconocidos para el presente trabajo.

Artigo - parte II (13) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado

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janeiro 06, 2007

CINE-TEATRO JOAQUIM D' ALMEIDA - MONTIJO

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janeiro 05, 2007

GUILHERMINA SUGGIA, EL AMOR OCULTO DE PABLO CASALS (Y II) por ANA Mª FERRIN - "HISTORIA16" (12)

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Susan Metcalfe y Pablo Casals se separaron de hecho en 1928. En 1957 él solicitó el divorcio y ese mismo año volvió a casarse a la edad de 80 anos con Marta Montáñez, de 21, a quien había conocido en 1951 cuando ella viajo a los 15 anos acompañada de su tio Rafael desde su tierra, Puerto Rico. Marta estudiaba violoncelo en Nueva York y al encontrarse en presencia de Casals, en Prades, se ofreció a tocar ante él.

Cuatro anos después se evidenciaba la atracción del maestro hacia la alumna, una historia que fue constante en la vida de Casais. Así le pasó con Guillermina Suggía y el mismo origen tuvo su relación con Francisca Capdevila, antigua alumna suya de 17 anos en 1896. En noviembre de 1954 se agravaba la dolência de Francisca, Ia esposa que compartió con Casals la peor época del músico, acompañando su soledad en el exilio francés de Prades y sosteniéndolo en sus profundas depresiones. Poco antes de morir ella, el 18 de enero de 1955, el músico avisó a un sacerdote y contrajó con su mujer una boda religiosa que si no tenía efectos legales por no estar divorciado de Susan Metcalfe, sí fue un acto de lealtad hacia la que llamó «compañera de mi vida».

AI trasladar el Festival de Prades a Puerto Rico en abril de 1957 Casals daba otro paso en dirección a su unión com Marta Montánez (que por azar había nacido en la misma casa que la madre del músico, en Mayagüez), a la que convirtió en su esposa el siguiente mes de agosto. En la madurez de su convivência con la joven, Casals disfrutó 17 anos de estabilidad y honores.

Artigo - parte II (12) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado

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janeiro 04, 2007

GUILHERMINA SUGGIA, EL AMOR OCULTO DE PABLO CASALS (Y II) por ANA Mª FERRIN - "HISTORIA16" (11)

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El tono conciliador de la carta era complementario de otra conmovedora misiva enviada años atrás por Pablo Casals. Figura en Guilhermina, un libro del escritor português Mário Cláudio, Prémio Pessoa 2004. Jugando entre la realidad y la ficción, el autor cita un telegrama enviado a Guillermina por el maestro la noche de Fin de Ano de 1913, el ano de su separación, y en sus líneas Pablo dejaba escapar un anhelo:

Chére Guilhermina... Te deseo toda la dicha del mundo... En el momento en que abra la ventana para contemplar la medianoche estaré triste y pensaré en ti con toda mi alma. Tal vez también tu pensarás en mi.


De ser cierto el mensaje poco iba a durarle la tristeza al gran músico en esa ocasión, porque en enero de 1913 Pablo Casals ya mantenía una correspondência bastante íntima con la soprano norteamericana Susan Metcalfe, su amiga desde 1904. En marzo de 1914 el intérprete viajaba hasta Nueva York, donde en pocos dias contría un matrimónio relámpago com la cantante ante la sorpresa de amigos y familiares de ambos, que ignoraban la relación. Después viajó con ella desde Wasinghton hasta su villa de San Salvador, en Tarragona.

La refinada esposa de Casals tenía fortuna propia y estaba acostumbrada a una intensa vida social repartida entre la Costa Este estadounidense y los principales centros europeos, algo difícil de trasladar a las largas temporadas que Pablo gustaba pasar en la pequena localidad costera de San Salvador.Y mucho menos con la suegra, dona Pilar, controlando el funcionamiento de la casa y viviendo allí permanentemente, acompañada por otro de sus hijos, con la esposa y los niños.

Esa vida alejada de su propia família y ambiente, compartiendo intimidad con personas con las que no conseguia comunicarse, no entraba en los planes de una mujer independiente y cosmopolita como Susan, que había llegado a ser la señora Casals a la edad de 35 anos y debía de tener otros proyectos de convivência para su matrimonio. A la larga todo ello provocaria frecuentes disputas entre la pareja, que desembocarían en un paulatino alejamiento, hasta el dia en que Susan hizo su equipaje y partió hacia Nueva York abandonando a Pablo Casals. Los comentários hechos por el músico más adelante, presa de un gran abatimiento («...Mi esposa se marcho con el pretexto de ser incapaz de convivir con mi família...»], pueden dar una pauta de los problemas de fondo por los que debió pasar Guillermina Suggía 20 anos atrás, cuando se vio en la misma situación que Susan, pero siendo la portuguesa 15 anos menor y una mujer con mucha menos experiência que la cantante norteamericana.

Artigo - parte II (11) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado

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janeiro 03, 2007

GUILHERMINA SUGGIA, EL AMOR OCULTO DE PABLO CASALS (Y II) por ANA Mª FERRIN - "HISTORIA16" (10)

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Pero los felices proyectos que la posguerra brindaba a los músicos al reanudarse las veladas, con los aficionados deseando olvidar las pesadillas vividas, se truncaron para la artista al intensificarse las molestias abdominales que venía padeciendo y confirmarse el diagonóstico de um cáncer avanzado. Guando tuvo constancia médica de que su final se acercaba, que ni operaciones ni tratamientos detendrían el fatal desenlace, fue desarrollando una serie de iniciativas que plasmó en su testamento. De ellas el Prémio Suggía instituído en Gran Bretana lleva médio siglo cumpliéndose tal y como la intérprete dejó dispuesto.

Entre las voluntades que ella misma cumplió consta su acercamiento a la Iglesia, «católica, apostólica y romana», puntualiza, aunque anteriormente hubiera tenido contactos con la Iglesia anglicana. Y el envio de una extensa carta escrita a Pablo Casals en mayo de 1950 con el motivo aparente de solicitarle unas entradas y la reserva de un hotel para el festival que iba a celebrarse en junio de ese año en Prades [Francia] para conmemorar el 200 aniversario de la muerte de J. S. Bach. Entre sus líneas anidaba mucho más. Afecto, respeto y una clara intención de hacer las paces con el pasado:

Querido amigo:
Te escribo con emoción y con la esperanza de que no me rechaces... Si te fuese posible reservar dos habitaciones sencillas o una doble para una amiga que me acompana y para mi, sé que es difícil, pero con tu influencia... Y también dos localidades para los conciertos, si es preciso que envie antes el importe dime adónde... Yo sigo trabajando en Porto, siempre con el mismo ideal que aprendi de ti... [pero] estoy muy enferma y desgraçadamente no sé si podré continuar con mi carrera... Mi marido murió hace un ano, ha sido una víctima de los Rayos X... No deseo morir sin que me escuches, querido maestro y volverte a ver... Espero que comprenderás la alegría que me darias si pudiese estar diez dias cerca... Recuérdame siempre como tu devota admiradora... (Hás olvidado a la pequena alumna que iba a Espinho a tomar lecciones contigo?... Hasta la vista, espero.

Saber si esa carta había llegado a las manos de Pablo Casals, conocer como había reaccionado él en caso de recibirla, si la respondió y en que sentido había constituído un interrogante durante médio siglo, ya que los archivos de Casals no guardaban constancia del envio y Guillermina pocos dias antes de morir hizo el esfuerzo de seleccionar una gran cantidad de papeles que dio a una amiga inglesa para que los destruyera y entre ellos podia haber desaparecido la prueba de esa correspondência.
Por azar, la fortuna hizo que al mismo tiempo que aparecia en el Arxiu Nacional de Catalunya el original enviado por Guillermina a Casals, Isabel Millet nos comunicaba desde Oporto que poseía la otra clave del enigma: la respuesta a Guillermina de Pablo Casals, enviada desde Perpignan a través de una carta de su amigo el doctor René Puig.
Si con su carta Guillermina dejaba claros sus sentimientos, por parte de Casals, al aparecer el testimonio de su contestación afirmativa dada con la mayor privacidad y desconocida por sus allegados hasta el punto de que biógrafos muy cercanos al músico no tenían noticia de que se hubiera producido, las especulaciones sobre su resentimiento hacia Guillermina se esfumaban. A quien ignore las presiones particulares y profesionales por las que pasaba el compositor esos dias, la respuesta encargada a un tercero podrá parecerle escueta. No obstante, para aquellos que conozcan la particular odisea que estaba viviendo Casals, aún convaleciente de su depresión, sufriendo fuertes migrarias y con Francisca, su mujer entre 1928 y 1955 enferma de Parkinson, a la que cualquier inconveniente provocaba una crisis que agravaba su estado, podrá leer entre líneas y dar a la carta todo su valor.
A pesar de la sobrecarga de responsabilidades en esos dias Casals encontró la forma de gestionar Ia estancia de su antigua pareja en el festival, lo que no debió ser fácil diez dias antes de su inicio. Las circunstancias le obligaron a coordinar, ensayar y grabar en menos de un mes un cambiante repertório diário durante 19 dias con solistas desconocidos entre si (legados de todo el mundo, recayendo en él por añadidura la responsabilidad final de acomodar en un pequeno perímetro a un gran número de personalidades universales que deseaban asistir al renacer de Pablo Casals y con él a todo un modo de vida anulado por la Segunda Guerra Mundial.
Con la carta remitida a Guillermina por medio de su amigo el doctor Puig, manuscrita, sin copia guardada en el archivo que contiene innumerables pruebas mecanografiadas de la correspondecia del l Festival, el maestro unia el recuerdo del joven de 22 anos con Ia nina de 13. Las almas de los dos músicos desprendían sus cortezas de rencores y volvían a quedar limpias, en paz, solo habitadas por su mutuo aprecio:

20 May 1950
«Madame»:
Imaginará usted facilmente las ocupadones del maestro y le ruego que le excuse por no responderle él mismo, él se encuentra muy conmovido por su carta, pero está atado de tal manera por los ensayos que no puede escribirle.
Cada dia ensaya o tiene grabación. Él toca todas las tardes, todos los músicos están aqui desde el 3 de mayo... Tiene usted dos habitaciones reservadas en el Hotel Alexandra de Vernet-les-Bains... Le agradeceremos que nos diga exactamente el número de localidades y aquellos conciertos a los que usted desee asistir… Le ruego que acepte mis sentimientos más respetuosos.

Artigo - parte II (10) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro

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janeiro 02, 2007

GUILHERMINA SUGGIA, EL AMOR OCULTO DE PABLO CASALS (Y II) por ANA Mª FERRIN - "HISTORIA16" (9)

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Su convencimiento de que el músico debe ser un dios sobre el escenario lo llevó Guillermina hasta el limite.
Físico. Resistiéndose a no parecer atractiva en los recitales:

Tuve bastantes problemas con la vista después de los concertos y cuando fui al oculista me prohibió tocar sin gafas. Dijo que de lo contrario sufriría fuertes dolores de cabeza. Pero las gafas no se aguantarían sobre mi nariz... debería sujetarlas con una pinza. Qué espectáculo seria!

Y económico. Después de ofrecer una serie de conciertos en el extranjero, en diciembre de 1924 Guillermina estaba a punto de volver a Portugal y se encontraba agotada. Vários conciertos le esperaban en Lisboa y Oporto. En esta última ciudad estaba previsto que su acompañante fuese Luis Costa, un pianista con el que se compenetraba muy bien y eso la tranquilizó, significaria un descanso para sus ojos, adernas de ayudarle a recobrar las energias al no tener que dedicar largas horas a ensayar.

Por el contrario, en Lisboa le adjudicaron un músico local desconocido para ella. En una larga carta a su buen amigo el pianista y compositor José Vianna da Motta le pidió que mediase con la directiva organizadora del evento para que al pianista concertado lo sustituyeran por el inglês George Reeves, otro asiduo de sus recitales por Europa con el que había compartido a menudo el repertório diseñado para Lisboa.Todo ello dirigido a cumplir su exigência de calidad sin verse en la situación de tener unos pocos ensayos con el nuevo pianista que podrían no ser suficientes, pues la artista seguia la norma de no encararse a un auditório sin antes lograr una total compenetración con sus acompanantes. Guillermina conocía las dificultades de tesorería por las que navega la Sociedad de Conciertos y no dudó en ofrecerse a descontar de sus propios honorários los gastos de la estancia de Reeves en Lisboa.

Con el fin de la Segunda Guerra Mundial llegó la reactivación de la vida artística internacional. En un período de euforia en el que se reabrían los auditórios de toda Europa, Japón y Estados Unidos ofreciéndole interesantes contratos, la violoncelista vio llegado el momento de emprender otra etapa en su carrera, esta vez decidiéndose a viajar cruzando los cielos. Como anécdota curiosa contaremos que Guillermina nunca había querido aceptar conciertos en el continente americano por temor a que sus queridos violoncelos se vieran afectados por la humedad de los viajes marítimos. Su meticulosidad llegaba a ordenar que retirasen inmediatamente del escenario cualquier centro de flores situado frente al instrumento o el estuche. Al viajar en avión esa dificultad no existia y un abanico inmenso de experiências y posibilidades se abria para ella en los auditórios que esperaban al otro lado del océano.

Artigo - parte II (9) - de ANA MARIA FÉRRIN, editado na revista "HISTORIA16" de Dezembro passado


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janeiro 01, 2007

PABLO E A PAZ! - BOM 2007

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MUSEU PAU CASALS - San Salvador

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