dezembro 31, 2005

BOM ANO 2006

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Paris, 8 Janv.1911
Muito lhe agradeço a sua postale, desejo-lhe egualmente muita felicidade e a toda a sua Ex.ma família para o anno que começa. Meu marido que seguiu hontem para Londres tambem lhe envia ses meilleurs voeux.
Sua amiga sincera
Guilhermina Casals-Suggia
(Cedido por Prof Elisa Lamas)

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dezembro 28, 2005

RÁDIO NACIONAL 20 de Junho de 1943

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1ª Página do órgão oficial da EMISSORA NACIONAL - "RÁDIO NACIONAL" noticiando o 1º recital (na EN, é claro) de GUILHERMINA SUGGIA acompanhada pela pianista Berta Alves de Sousa.
Pena a gravação deste recital não existir. E doutros. Nem 1 só! Tudo se perdeu.
(Cedido por João Pedro Mendes dos Santos)

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dezembro 26, 2005

NOTAS AO CD DE G. SUGGIA SAÍDAS NA REVISTA "STRINGS", NOS ESTADOS UNIDOS

SUGGIA PLays 1.jpg

GUILHERMINA SUGGIA PLAYS HAYDN, BRUCH, LALO.
HAYDN CONCERTO IN D MAIOR ( JOHN BARBIROLLI, CONDUCTOR 1928); KOL NIDREI (UNKNOWN ORCHESTRA AND CONDUCTOR, 1927); LALO CELLO CONCERTO IN D MINOR (LONDON SYMPHONY ORCHESTRA, PEDRO DE FREITAS BRANCO, CONDUCTOR,1946; SAMMARTINI SONATA IN G MAJOR, ARR. SALMON (WITH GEORGE REEVES, PIANO, 1927).DUTTON, CDBP 9748.


Para todos os que se deixaram fascinar pelo famoso retrato que Augustus John pintou da célebre violoncelista portuguesa GUILHERMINA SUGGIA (1888-1950) (*), que foi amante de Casals (a tempestuosa relação iniciou-se quando ela tinha 17 anos de idade (**) e durou 6 anos) , aqui está uma oportunidade para escutar uma intérprete soberana (que tocou em Leipzig com a Orquestra da Gewandhaus sob direcção de Nikisch) em peças centrais do seu reportório. Os ouvintes descobrirão uma técnica nítida e elegante, no que pensamos – talvez injustamente – ser o estilo de Casals: modernidade surpreendente, com um recurso mínimo ao portamento (excepto na peça de Bruch), produzindo o que se assemelha a uma voz intensamente humana. A interpretação do concerto de Lalo, gravado quando ela se aproximava dos 60 anos, caracteriza-se não apenas por uma maravilhosa elegância, mas também por uma serenidade a que poucos violoncelistas chegam. O Allegro Vivace final é prudente, mas também enérgico e cheio de cor. O modo como SUGGIA toca Haydn (e as cadências de Casals) não é menos fora do tempo do que ouvimos a violoncelistas como Feuermann, Fournier e, inclusive, Tortelier, com trilos e grupetos tocados lentamente e com uma insinuante graça felina. A Sonata de Sammartini é sedutora.
O trabalho de reprodução levado a cabo pelos engenheiros de som da DUTTON é de qualidade excepcional. Em particular o Concerto de Lalo, com cuja gravação (***) se pretendera demonstrar a nova técnica de gravação de espectro total da DECCA, tem uma amplitude e um impacto tremendos. As notas de Lyndon Jenkins oferecem pormenores interessantes sobre as obras gravadas.
L.V. (Laurence Vittes)

Revista “STRINGS – August/September 2005, nº 131” USA

(Enviado gentilmente por ANITA MERCIER)
Tradução de Luís Lopes

(*)A data de nascimento de GUILHERMINA SUGGIA é 1885 e não 1888
(**) A sua relação com Casals terá começado em 1906/7, por conseguinte aos 21/22 anos e não 17
(***) Feita em 1946.

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dezembro 23, 2005

BOAS FESTAS

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24/12/1903
GUILHERMINA SUGGIA E VIRGÍNIA SUGGIA

DESEJAMOS FELIZES FESTAS

(Cedido por por Prof ELISA LAMAS)

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dezembro 22, 2005

JORGE MOYANO- Prémio Suggia 1979

Nasceu em 1951. Aos quatros anos de idade iniciou os estudos de piano na Fundação Musical dos Amigos das Crianças, sob a orientação da Professora Noémia de Brederote e, posteriormente, da Prof.ª Helena de Matos. Em 1986, terminou, no Conservatório Nacional de Lisboa, o curso superior de piano, na classe da Professora Cristina Pimentel, tendo ainda frequentado a classe de composição do Prof. Jorge Croner de Vasconcelos.

Participou em diversos cursos de Verão, tendo trabalhado, entre outros, com os professores Karl Hengel, Claude Helffer e Helena Moreira de Sá e Costa.

Entretanto, em 1974, terminou o curso de Engenharia Civil e somente em 1975, ano em que entrou para o Conservatório Nacional de Lisboa como professor de piano, passou a dedicar-se inteiramente à música. Em 1969, obteve os Prémios do Conservatório Nacional e Rey Colaço, tendo ainda sido finalista no Concurso Internacional de Orense.

Em 1978, obteve o 1.º prémio do Concurso Cidade da Covilhã e, em 1979, o Prémio Guilhermina Suggia. Em 1981, na qualidade de bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, trabalhou em Nova Iorque com os professores Gary Graffman e Martin Canin.

Nos últimos anos, tem realizado recitais por todo o País, para a Secretaria de Estado da Cultura, Pró-Arte, Juventude Musical Portuguesa e Fundação Calouste Gulbenkian, tendo igualmente colaborado em várias gravações para a RDP e RTP. É ainda participante habitual nos diversos festivais existentes em Portugal. Teve oportunidade de se apresentar no estrangeiro, nomeadamente em Itália, Espanha, ex-Jugoslávia e França, desenvolvendo a sua actividade, não apenas como solista, mas também no domínio da música de câmara. Actuou diversas vezes com a ex-Orquestra da RDP (Porto) e tem tocado regularmente com a Orquestra Gulbenkian.

Faz regularmente parte de júris de concursos internacionais e integrou, em 1987, o júri do Concurso Internacional Vianna da Motta. Actualmente, lecciona na Escola Superior de Música de Lisboa.


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dezembro 21, 2005

GUILHERMINA SUGGIA e LUIS de FREITAS BRANCO

“A escola moderna de violoncelo principia com João Luiz Duport, francês, falecido em 1819. O alemão Bernardo Romberg, falecido em 1841, foi o primeiro a efectuar viagens de concertos como violoncelista e a executar sempre de cor. O italiano Antonio Piatti, o russo Davidoff e o checo Popper foram também violoncelistas notáveis, sendo o espanhol moderno Pablo Casals, o maior de todos os tempos, como técnica e profundeza de interpretação, e o transformador da pedagogia do violoncelo.

Guilhermina Suggia, portuguesa, nascida no Porto, é, em toda a história da música, a senhora que mais se distinguiu como instrumentista de arco e possue o som de violoncelo mais formoso e expressivo de que há memória. Guilhermina Suggia é um dos vultos geniais da história da música portuguesa.

A revolução operada por Casals na técnico do violoncelo consiste principalmente na aproximação dos modos de dedilhar deste instrumento e do violino, correspondendo ao papel moderno do violoncelo, que passou de instrumento acompanhador, a um dos principais instrumentos solistas. O método e a dedilhação de Casals encontram-se, entre outras, nas obras didáticas de Stutschewsky e Alexanian.”


Luiz de Freitas Branco, História Popular da Música, Lisboa, Cosmos, s/d, pp. 280,281


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dezembro 17, 2005

GUILHERMINA SUGGIA

Suggia 3 a.jpg
(fotografia cedida pelo MUSEU DA RÁDIO)

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dezembro 16, 2005

BOCAGE - SONETOS

SESSÃO SOLENE DE ENCERRAMENTO DAS COMEMORAÇÕES DO ANO BOCAGE

21 DEZEMBRO 2005, 22H00
SALÃO NOBRE DOS PAÇOS DO CONCELHO, SETÚBAL

CORO DE CÂMARA DE SETÚBAL
MAESTRO RAÚL AVELÃS
interpretam

EURICO CARRAPATOSO marília *
VASCO PEARCE DE AZEVEDO primavera fértil *
PEDRO FARIA GOMES à memória de anarda *
CARLOS MARECOS eis bocage, ao vento *
NUNO CÔRTE-REAL eternidade *

* primeira audição absoluta, encomenda da Associação Dedicarte, para o Coro de Câmara de Setúbal, com apoio da C.M.Setúbal


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dezembro 15, 2005

CONCERTOS

MAGNIFICAT EM TALHA DOURADA
de Eurico Carrapatoso ORQUESTRA METROPOLITANA DE LISBOA

Direcção: maestro Brian Schembri

Soprano: Angélica Neto

CORO RICERCARE

6ª Feira, 16 Dezembro, 21h30, EPAC, Azambuja
Sábado, 17 Dezembro, 21h30, Igreja São Domingos (Rossio), Lisboa
3ª Feira, 20 Dezembro, 21h30, Cinema Teatro Joaquim de Almeida,
Montijo

entrada livre

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dezembro 13, 2005

OPINIÕES COM DATA- COIMBRA 1947 e 1964

No Círculo, Guilhermina Suggia e o Quarteto Húngaro. E não resisto a levantar um problema sugerido por tão diversas concepções e realizações como as que estes dois concertos pressupunham. Trata-se de duas atitudes fundamentalmente opostas, quanto ao fenómeno musical e à função da música, como arte e como agente social. De um lado, a concepção virtuosística, em que a música é tomada como puro deleite sensorial e gratuito, de problemática essencialmente técnica. O concertista comporta-se como um mago desencadeador de prodígios. Compreende-se que, nesta ordem de ideias, pouca ou nenhuma importância tenha o que se toca, mas como se toca. A arte suprema do virtuoso nivela as obras da mais variada estatura, tornando-se lícito recorrer indiferentemente às obras-primas da literatura musical, aos arranjos mais medíocres ou discutíveis, às composições mais anódinas. A música converte-se num meio, pelo qual o virtuoso domina o auditório. Este, por sua vez, não precisa de saber, de conhecer, de compreender, o que para ele está sendo executado, mas apenas de admirar o grau de prodígio dessa execução. E o êxito de um virtuoso será tanto maior quanto melhor souber dominar, subjugar, o seu público.

Não há dúvida de que Guilhermina Suggia é um destes leões da música, possuidora do segredo de arrebatar plateias. Daí, o seu justo renome internacional. E quer o programa que apresentou quer o brilho com que o defendeu a colocam entre os mais característicos representantes de uma bem definida mentalidade. Programa ecléctico, com as costumadas peças de efeito, mas que resultou num real prazer, mais sensorial do que intelectual, é certo. Compreenda-se: não era Bach, nem Fauré, nem Ravel, nem Falla que ali íamos escutar: era Guilhermina Suggia! Daqueles, ninguém se lembrou: esta galvanizou a plateia. E toda a gente se esqueceu também da acompanhadora, Berta Alves de Sousa. Mas não era assim que deveria ser, em conformidade com uma concepção eminentemente individualista da música?

O Quarteto Húngaro representa uma concepção diametralmente oposta. Aqui já o executante não é um mago, mas o humilde e devotado servidor da sua arte: o intermediário que se apaga entre esta e o público, e para quem ela, longe de constituir um pretexto para exibições, é antes uma forma acabada de pensamento, portadora de uma mensagem, e para tanto possuidora de meios próprios e específicos, que não de modo algum convencionais e arbitrários. Ao executante impõe-se o escrúpulo da escolha, a fidelidade aos propósitos dos autores e o critério interpretativo, de modo que o público possa receber integralmente a mensagem que lhe é destinada, sem que esta seja iludida ou desvirtuada. Tudo qualidades que em alto grau reúne o Quarteto Húngaro, maravilhoso agrupamento em que não sabemos que mais admirar: se a realização impecável das execuções se a suprema categoria das interpretações. Logo a composição do programa, incluindo um clássico, um romântico e um moderno, revelava um equilíbrio a que não estamos habituados. E Mozart foi gracioso e delicado sem ser fútil; em Schubert, o tema caracteristicamente romântico da luta da donzela com a morte atingiu um dramatismo sem choraminguices; e no Quarteto de Debussy foi criada aquela atmosfera rarefeita c sensual, peculiar ao músico impressionista — e tudo isto com uma economia de meios c uma intencionalidade expressiva só possíveis quando grandes artistas, como o provaram ser Zoltan Székely, Alexandre Moskowsky, Dénes Koromzay e Vilmos Palotai, se subordinam de boa vontade e humildemente à disciplina do conjunto, pondo inteiramente as suas excepcionais qualidades ao serviço da música.
Coimbra, Março de 1947

(Lisboa, Março de 1964.)
Oh, a severidade dos verdes anos! Mereceria de facto a nossa grande violoncelista um tratamento tão duro? Seria de natureza tão superficial o brilho das interpretações de Suggia? Talvez. Mas, tanto quanto me recordo, ardia nelas o fogo sagrado, muito embora o seu virtuosismo nem sempre fosse tão verdadeiro como espectacular. E ainda estou a ver, num intervalo, o Jean-Paul Sarrautte, aos berros, apoplético, pela coxia fora: «Mais elle joue faux comme une cochonne!»
Do livro “Opiniões com data” de João José Cochofel (1919-1982)

(Cedido por Belmiro de Oliveira)


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dezembro 12, 2005

GUILHERMINA

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dezembro 11, 2005

ASSOCIAÇÃO GUILHERMINA SUGGIA

Realizou-se ontem a 1ª Assembleia Geral da Associação GUILHERMINA SUGGIA onde, entre alguns pontos discutidos, se elegeram os corpos sociais para a Associação.

Havia apenas uma lista concorrente já aqui apresentada.
A Direção foi eleita com 44 votos a favor, 1 abstenção e 1 voto em branco.
A Mesa da Assembleia Geral e o Conselho Fiscal foram eleitos com 45 votos a favor e 1 em Branco.

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dezembro 07, 2005

JOÃO PEDRO OLIVEIRA (ASSOCIADO da A.GUILHERMINA SUGGIA) VENCE PRÉMIO INTERNACIONAL DE MÚSICA NOVA EM PRAGA

Lisboa, 30 Novembro 2005 (Lusa) - O compositor português João Pedro Oliveira venceu o Prémio Internacional de Música Nova, de Praga, e foi segundo classificado num concurso, também de electro-acústica, em São Paulo, foi hoje divulgado. A obra "A escada estreita" para flauta e sons acústicos, escrita em 1999, valeu o 1º lugar ao compositor português, entre as 110 obras, de 32 países, a concurso. A peça foi uma encomenda da Universidade de Aveiro, com o apoio do Instituto das Artes.

Em São Paulo, a peça "Time spell" foi a segunda classificada, entre 165 obras a concurso. "Time spell", composta para clarinete e sons electro-acústicos em seis canais, foi escrita em 2003, através de uma encomenda do Instituto de Música Electro-acústica de Bourges (França).

João Pedro Oliveira tem já no seu palmarés vários primeiros prémios internacionais, nomeadamente dos concursos Joly Braga Santos e Fernando Lopes-Graça, do International ALEA III Prize e Earplay (Estados Unidos) ou do Concurso de Bourges. Doutorado em Música pela Universidade de Nova Iorque é, actualmente, professor catedrático no Departamento de Comunicação da Universidade de Aveiro.

(MELOTECA)

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dezembro 06, 2005

CONCERTOS

GULBENKIAN
Saturday, 10 Dec 2005, 19:00 - Grande Auditório
REMIX ENSEMBLE
ROLF GUPTA (direcção)
SIMON COWEN (trombone)


António Pinho Vargas
Machines Fictives

Jukka Koskinen
Diplopia

Magnus Lindberg
Coyote Blues

Rolf Wallin
Boyl

John Øivind Ness
The Dangerous Kitten
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CULTURGEST
Óperas (mal) amadas do Século XX
Segunda série (1901-1950)
14 de Dezembro
The Duenna (1947) de Roberto Gerhard (1896-1970),por António Pinho Vargas
Organização Os Amigos do São Carlos / Culturgest
Ciclo de conferências ilustradas com projecções em vídeo e áudio
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21 de Dezembro 18h30
Pequeno Auditório
Mauricio Kagel conversa com António Pinho Vargas

Stücke der Windrose
Peças da Rosa-dos-Ventos De Mauricio Kagel (estreia em Portugal)
MUSIKFABRIK dir. Mauricio Kagel

21 de Dezembro 21h30
Grande Auditório
Duração 1h30

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dezembro 05, 2005

LINHAS GERAIS DO PROGRAMA DA DIREÇÃO QUE SE APRESENTA A ELEIÇÕES NO PRÓXIMO DIA 10

Após a feliz constituição em Junho passado da nossa Associação Guilhermina Suggia, cumpre, enquanto associados fundadores, encontrarmo-nos para eleger os primeiros órgãos sociais que orientarão a associação nos próximos três anos. O momento é de alegria e de desafio: uma oportunidade para, na permanência, homenagear Suggia e a sua arte e, também, a exigência que tal ocorra ao nível do seu merecimento.

São pois estas duas ideias de constância e de qualidade na acção que nos impelem a, solidariamente, nos candidatarmos aos vários órgãos sociais.

Mas sendo à Direcção que compete a maior criatividade, iniciativa e gestão das criatividades e iniciativas de todos, está, e sente-se, esta obrigada a apresentar, umas linhas programáticas para o trabalho a desenvolver.

Como se disse e, primeiro de tudo, homenagear Suggia na permanência e, assim, levar o seu nome a passar de pretexto para efemérides de elites para acicate de actividade musical e alargadamente artística. Suggia é presente e futuro. A estreita periodicidade de Encontros Suggia dedicados à promoção das artes, do espectáculo, do saber em que se estimulem o diálogo e a controvérsia em grande abertura de espíritos é um compromisso que nos propomos assumir.

Máximo sabor e pertinência terão estes encontros quando acolhidos na casa da Rua da Alegria, no Porto, enquadrados por teres e haveres que recordem e revivam Suggia no tempo tanto em que ela aí morou. Almeja-se assim que esta moradia se torne no mais próximo futuro uma Casa-Museu Guilhermina Suggia com uma gestão viva e de viabilidade consistente. Não nos arredaremos deste caminho.

A arte de Suggia foi eminentemente a arte de fazer soar o violoncelo. Resta-nos, contudo, para o nosso ouvido ora a memória que em alguns existe e subsiste por favor dos tempos ou, tão só, para muitos, abreviadamente, o registo em CD de uma parte dos muitos discos que a violoncelista gravou. Impõe-se a edição da integral das gravações de Suggia. Não é fácil consegui-la, também, mas tentaremos.

Por último, nestas linhas muito gerais, deixamos uma proposta ambiciosa porque temos convicção vincada de que, para bem mostrar Suggia aos portugueses e ao mundo, importa equilibrar com uma acção a ocorrer em Portugal a notoriedade que subsiste em Inglaterra da sua memória, seja pelo Prémio Suggia da Royal Academy seja, também, pelo quadro Madame Suggia de Augustus John. Falamos de um grande Concurso Internacional de Violoncelo Guilhermina Suggia, com um júri de máximo saber e notoriedade mundial e para o qual venham a verter os prémios que a instrumentista instituiu em Portugal. Bom será, ainda, que, em actividade paralela, ocorra um festival de violoncelo onde para além da promoção deste instrumento aconteçam aprendizagens, oportunidades performativas e troca de saberes e experiências.

Sabemos que não vamos chegar ao fim do percurso. Mas trilharemos este caminho com todos.

Publicado por vm em 10:18 AM | Comentários (1)

dezembro 03, 2005

ASSOCIAÇÃO GUILHERMINA SUGGIA

No próximo dia 10 pelas 16 horas, nos Paços do Concelho de Matosinhos, os Associados Fundadores irão elegar os órgãos sociais da Associação GUILHERMINA SUGGIA. Apenas se candidata a lista abaixo indicada

Mesa da Assembleia Geral
Rui Vieira Nery - Presidente
Mário Cláudio - Secretário
Jed Barahal - Secretário

Direcção
Manuel Dias da Fonseca - Presidente
Helder Macedo Sampaio - Vice-Presidente
Virgílio Marques - Vice-Presidente
José Luís Borges Coelho - Vogal
Sofia Lourenço - Vogal

Conselho Fiscal
José Manuel Dias da Fonseca - Presidente
Fátima Pombo - Vogal
José Augusto Pereira de Sousa - Vogal


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dezembro 01, 2005

SUGESTÃO DE MAESTRO JOSÉ ATALAYA, QUE APOIAMOS

Propus publicamente, há anos,não sei em que jornal (JN, DN, JANEIRO, COMERCIO ?)que fôsse dado o nome de Suggia ou Guilhermina Suggia ao melhor auditório do Porto (O DA CASA DA MÚSICA). É o que voltarei a fazer na próxima escrita da série semanal "Gotas do Tempo", (já vou na 40ª) que escreverei para o suplemento "Das Artes e das Letras" de "O Primeiro de Janeiro" . E gostaria que o assunto fôsse agendado na ordem de trabalhos na próxima reunião ou Assembleia.
José Atalaya

Evidentemente que este blogue não é mantido pela Associação Guilhermina Suggia. Todos os postais são da inteira responsabilidade de quem administra o blogue.

Mas como estou inteiramente de acordo com a proposta do Maestro José Atalaya, sei que muitas outras pessoas gostariam que fosse uma realidade, atravo-me a lançar aqui o assunto. Até porque seria interessante que os frequentadores do blogue comentassem o assunto.
VM

Publicado por vm em 06:32 PM | Comentários (7)