julho 31, 2005

VIOLONCELO DE GUILHERMINA SUGGIA EXPOSTO NO MUSEU ROMÂNTICO

O violoncelo Montagnana que pertenceu a Guilhermina Suggia (1885-1950) encontra-se exposto ao público, no salão de baile do Museu Romântico da Quinta da Macieirinha.

O instrumento musical foi, nos últimos meses, trabalhado pelo Prof. José Augusto Pereira de Sousa, último Prémio Guilhermina Suggia (1986) e chefe de naipe da Orquestra Nacional do Porto.

Para além do aturado trabalho diário de que foi objecto, o violoncelo teve actuações públicas em concertos realizados a 8 de Janeiro e 10 de Março no edifício dos Paços do Concelho e no Palácio do Freixo, respectivamente.

A Câmara Municipal do Porto promoveu a gravação, pela Editora Numérica, de um CD com três Suites de J. S. BACH, interpretadas no violoncelo Montagnana pelo Prof. José Augusto Pereira de Sousa. O CD será lançado em Outubro próximo e será amplamente distribuído por instituições nacionais e estrangeiras da especialidade, contribuindo, assim, para uma maior projecção do nome da grande violoncelista portuense.

(Notícia divulgada pela Câmara Municipal do Porto)

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julho 30, 2005

GUILHERMINA SUGGIA MORREU FAZ HOJE 55 ANOS

casa suggia b.jpg
Foi nesta casa, na Rua da Alegria, 665, no Porto- onde viveu desde Agosto de 1927 - que há 55 anos morreu GUILHERMINA SUGGIA.
Não existe uma placa, sequer, que refira estes factos. A ASSOCIAÇÃO GUILHERMINA SUGGIA promete, logo que haja condições para tal, fazê-lo.
Esta fotografia foi-nos gentilmente cedida por HVA do blogue desNORTE, a quem agradecemos.

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julho 28, 2005

ETERNA GRATIDÃO

Moreira de sa.jpg
Fotografia oferecida por Guilhermina Suggia ao seu grande mestre Bernardo Valentim Moreira de Sá, "como prova de eterna gratidão", antes de partir para Leipzig.

E assim foi. Guilhermina Suggia nunca esqueceu quem a ajudou. O último recital escutado por Bernardo V. Moreira de Sá foi no seu leito de morte: Suggia levou o seu violoncelo e foi tocar para o seu grande mestre as suites para Violoncelo Solo de J S Bach

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julho 27, 2005

AMANHÃ SERÁ O CONCERTO NA SOCIEDADE DE SANTA CECILIA QUE É A MAIS CÉLEBRE EM ITÁLIA

Postal-72.jpg
Roma, 24-2-1907
Meu bom amigo,
Parti no dia 22 de Düsseldorf aonde dei um concerto e cheguei esta manhã (24) a Roma. A repetição já teve lugar e foi com o maior exito possivel.
Amanhã será o concerto na sociedade de Santa Cecilia que é a mais celebre em Italia.
A Rainha-mère estará no concerto, creio.
Depois lhe mandarei os programas e as criticas...
Roma é interessante como antiquité.
No dia 1 e 3 tocarei em Milano com a Virgínia.
Acceite muitas saudades. Sua amiga
Suggia
(cedido por prof Elisa Lamas)

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julho 26, 2005

TRISTE FIGURA QUE PORTUGAL FARÁ QUANDO QUALQUER NAÇÂO ESTRANGEIRA LEVADA PELO INCONTESTADO MÉRITO DE GUILHERMINA SUGGIA, DISTINGUIR ESTA NOSSA COMPATRIOTA

No dia 23 de Abril de 1904 as duas irmãs participam num concerto de beneficência em Lisboa. E ele (o jovem jornalista,primo de Óscar da SilVa) esceve:

“(...) AS IRMÃS SUGGIA – Após uma série de concertos realizados nos principais centros de música, como os da Alemanha e França, onde Guilhermina Suggia e Virgínia Suggia, provaram à evidência a exuberância do seu talento e proclamaram bem alto que este florido cantinho, quase esquecido, possui compleições artísticas de primeira grandeza; depois das gratas e inolvidáveis recordações pela forma aliás merecida e justa por que foram recebidas – elas não se esqueceram, todavia, o prometido que haviam feito de oferecer um concerto em favor das Escolas Móveis; e, fiéis a essa promessa e só para o seu cumprimento, vieram a essa capital.

Essa festa que, como é do domínio público, se realizou em 23 de Abril último, foi mais um triunfo para esses dois entesinhos deliciosos e vagos, essas duas encarnações da Arte!

Além do programa cumprido na totalidade, as ilustres artistas, gratas ao quente acolhimento e entusiásticos aplausos com que o selecto auditório, ávido de lhes prestar mais uma vez inteira justiça, as glorificou, num requinte de gentileza e de bondade, fizeram-se ouvir em outras célebres e difíceis composições, entre elas a poética Sérenade de Herbert e o mavioso Nocturno de Chopin.

Está acima de todo o elogio o precioso desempenho que as duas geniais irmãs deram a todas as peças que executaram; em nossa fraca opinião não há termos que rigorosamente exprimam e definam o estado da nossa alma, que, se desprendem dos instrumentos, quando vibrados pelos dedos fuselados dessas gráceis figuritas, se perde em extasiada em mundos extraordinários e desconhecidos, que só elas têm o magno condão de nos mostrar!

O espírito crítico abate-se num misto de respeito e admiração ante estas duas personificações do mimo, da correcção, do sentimento, da divina arte, enfim! E duplamente lhes agradece a encanadora noite que lhe proporcionou, e mais ainda, ao ver quão bem se casa a arte com a bondade de sentimentos e desinteresse que se albergam nos seus corações juvenis de mulher e de artistas, a manifesta lembrança que tiveram para com aqueles que, sem meios para o obter, carecem de pão para o espírito.
E,quanta mágoa nos causa o vermos que, nesta terra tão fértil em galardoar burguesas enriquecidas, não houvesse ainda quem alvitrasse um galardão digno e Guilhermina Suggia, nem um Director Geral de Instrução, que, escudado nessa alevantada e justa ideia, promovesse a imposição do hábito de S. Tiago.
Aí fica o alvitre que muito folgaremos ver realizado por V. Exa., lembrando-lhe a triste figura que Portuga fará quando qualquer nação estrangeira levada pelo incontestado mérito de Guilhermina Suggia, distinguir esta nossa compatriota!”
Orlando Courrege
Jornal de Matosinhos, 17/1/1997

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julho 25, 2005

TOQUEI ONTEM NA PHILARMONIE O CONCERTO DE DVORAK

Um primo de Óscar da Silva, admira sem limites a artista que sempre lhe retribuiu muita amizade. Ela escreve-lhe sempre por onde passa. Em 16 de Fevereiro de 1906 envia-lhe um postal da Polónia:
Toquei ontem na Philarmonie o concerto e Dvorak e vários números entre eles Bach que foi muito apreciado. Sucesso indiscritível. Críticas esplêndidas. Partimos hoje para Viena onde nos demoraremos 5 dias. Depois Strassbourg. – G. Suggia”

De Frankfurt, datado de 22 de Agosto do mesmo ano, transcrevemos outro, dirigido ao primo de Óscar:
Frankfurt/M – Desculpe não lhe ter escrito mas não me tenho esquecido de si. No dia 1 de Setembro o meu primeiro concerto em Ostende.
Acceite m.tas saudades
O meu endereço é Frankfurt, nº 61.II”

Ele por sua vez escreve a seu respeito em jornais e revistas. Transcreve um artigo em que o juvenil jornalista, pouco mais velho que ela, na Semana Ilustrada, em 25 de Abril de 1904, no seu entusiasmo, incluso sugere que seja condecorada.

Orlando Courrège
Jornal de Matosinhos, 17/1/1997

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julho 24, 2005

SONATA SAUDADE- ÓSCAR DA SILVA, por Prof A Cunha e Silva

sonata saudade-livro.jpg
Este Livro da autoria, produção e edição do Prof A Cunha e Silva, é um documento notável sobre esta Sonata de Óscar da Silva, também editada em CD numa produção do prof A Cunha e Silva. Não está a ser comercializado nos circuitos habituais.
Qualquer pessoa interessada na aquisição do livro ou do CD ou dos 2 pode entrar em contacto com o prof. Cunha e Silva a/c
a/c do Conservatório de Música do Porto
Rua da Maternidade, nº 13
4050-370 PORTO.

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Sonata Saudade-CD.jpg
Interpretação de FERNANDO LAIRES-Piano
ALFIO PIGNOTTI- Violino

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julho 22, 2005

INTERFERÊNCIA DE ÓSCAR DA SILVA PARA QUE LECCIONE COM JULIUS KLENGEL

O mais célebre violoncelista da Europa, Julius Klengel, que ficara amigo de Óscar da Silva, desde a estadia deste em Leipzig, o felicitara calorosamente quando ele terminou as suas provas finais no Real Conservatório dessa cidade.

Dadas essas amistosas relações, por intermédio de Óscar da Silva, Guilhermina Suggia passou a receber lições do genial mestre. Diria mesmo, numa carta, o pai da artista, Augusto Suggia, que fora o primeiro professor da filha, em 23-6-1902, com respeito a Klengel:
É admirável. Óscar da Silva conhece-o bem e a ele devemos a nossa finalidade de ter este mestre colossal (...)”


Na maior e mais conceituada sala de concertos da Alemanha, a Gewandhaus, em Leipzig, a moça portuguesa de 17 anos, foi a primeira mulher que se apresenta ali, como executante. E nunca artista tão jovem pudera tocar nessa Sala. Dirigida a orquestra pelo eminente maestro Artur Nikish, interpretou o concerto de Volkmann. A interpretação foi extraordinária. Foram tão calorosos os aplausos, que no final do programa, o número de Guilhermina Suggia teve de ser bisado.
Depois, triunfos e mais triunfos por toda a Europa. Durante cerca de 30 anos tocou em vários palácios reais e presidenciais. Fixou-se, porém, em Londres, cativada pela hospitalidade britânica.

Em 1904 era indubitavelmente reconhecida como a maior violoncelista que tinha aparecido no mundo artístico musical.

Solicitavam-na de toda a parte. Nesse ano, na Alemanha, dá o primeiro concerto em Heidelberg. Um segundo em Manheim, com orquestra dirigida pelo conhecido maestro, que já estivera em Lisboa, Edouard Colonne. Nesses concertos, segundo a Semana Ilustrada de Lisboa, “ o auditório estava como hipnotizado ao ouvi-la, rompendo ao terminar o concerto os mais espontâneos aplausos”. Transcrevia essa revista de jornais alemães.

ORLANDO COURRÈGE- Jornal de Matosinhos, 17/01/1997

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julho 21, 2005

SUGGIA VISITOU TODOS OS CENTROS MUSICAIS EUROPEUS

Guilhermina Suggia com os dotes maravilhosos de violoncelista exímia, visitou e conquistou todos os centros musicais europeus.

Aos 10 anos de idade já se apresentara em público, em Leça da Palmeira, tocando numa festa infantil, sendo aplaudida com caloroso entusiasmo. Essa “menina-prodígio” no Orpheon Portuense (Teatro Gil Vicente) acompanhada por sua irmã Virgínia ao piano, dá o primeiro concerto no Porto (22-5-1896). No mês seguinte faria 11 anos!

Mas fortes aplausos, colherá já, quando no Grémio de Matosinhos se exibe (12-10-1895) com a irmã ao piano e um ano depois em 28 de Setembro, colabora com Óscar da Silva no Clube de Leça.

Poucos anos decorrem e aos 13 anos, prestava a sua arte, ao lado do talentoso e experiente Moreira de Sá e Henrique Carneiro, como violinistas e Benjamim Gouveia, viola. O celebrado “Quarteto Moreira de Sá”. Entretanto, em Março de 1901 apresenta-se no Salão do Conservatório de Música de Lisboa. Rotundo sucesso. O público fica maravilhado com a jovem violoncelista.

Mais tarde, num recital no Palácio das Necessidades, a Rainha D. Amélia assegura-lhe os meios para continuar os seus estudos na Alemanha, como a novel artista pretendia.

ORLANDO COURRÈGE- JORNAL DE MATOSINHOS 17/1/1997

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julho 20, 2005

SUGGIA NO BARCO

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(Cedido por Isabel Millet)

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julho 19, 2005

NUNCA OUVI TOCAR TÃO BEM VIOLONCELO!

Em 1906 encontrava-se em Paris. A vida de Guilhermina Suggia corria grave perigo, atacada de pneumonia. Porém a sua forte constituição e desvelados cuidados venceram a doença. Muito fraca e longa convalescença impedem-na de tomar parte em grande número de concertos com os quais estava comprometida.

Aos 22 anos Guilhermina não tinha rival no seu instrumento. Na revista citada anteriormente (SEMANA ILUSTRADA), o mesmo articulista (um primo de Óscar da Silva), em Março de 1907, já completamente recuperada, escreve a seu respeito de que respigam breves linhas “(...)Em Roma onde deu há dias um concerto na Societá di Santa Cecília, o maestro Sgambati disse em pleno Salão em voz alta o seguinte: “Suggia é superior a Piatti, Popper, Klengel, etc.; nunca ouvi tocar tão bem violoncelo!”
Orlando Courrege
Jornal de Matosinhos, 17 de Janeiro e 1997 (parte)

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julho 18, 2005

QUASI TODAS AS SOIRÉES TENHO DADO CONCERTOS

Postal-71.jpg
Dresden, 20-2-1907
Meu bom amigo
Muitas saudades lhe envio de Dresden. Estes ultimos tempos tenho estado constantemente em viagens quasi todas as soirées tenho dado concertos. Sigo amanhã para Italia. Vou tocar a Roma no dia 25 (Sociedade de Santa Cecilia) e no dia 1 e 3 de Março toco com minha irmã em Milão. Depois lhe emviarei os programmas d'essas sessões. Espero que tenha passado bem de saude.
Saudades. Sua amiga
G.Suggia
(Cedido por prof Elisa Lamas)

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julho 17, 2005

AO TOCAR O VIOLONCELO UMA MULHER DEVE DEIXAR UMA IMPRESSÃO DE GRAÇA E BELEZA

Guilhermina Suggia (n. 1888)* tornou-se, merecidamente, muito popular neste país**, a partir de uma data que as páginas de MT*** ou os livros de referência musical habituais não permitem determinar com exactidão.

Estudou com Klengel e, mais tarde, durante algum tempo, com Casals. A opinião de MT sobre a arte de Suggia ( tal como expressa em Agosto de 1922 a propósito da sua interpretação dos concertos de Dvorak e Elgar) é que “não obstante a sua origem meridional, deve ser incluída no grupo das intérpretes femininas que buscam a pureza de som e a pureza da concepção e não no das frenéticas cuja energia supera em violência a de qualquer intérprete masculino.”

Um retrato famoso - um dos melhores de Augustus John – tornou-a conhecida de milhares de pessoas que nunca a ouviram tocar e ilustra bem a primeira parte da tese presente neste importante depoimento citado no número de Março de 1925, de MT:

“Ao tocar o violoncelo, uma mulher deve deixar uma impressão de graça e beleza. Deverá usar um vestido de ampla roda, que caia em pregas elegantes. Já vi mulheres tocarem violoncelo com uma saia curta e apertada. Parecem macacas, tão feias.” – Guilhermina Suggia

*1885
**Inglaterra
***MUSICAL TIMES

THE MIRROR OF MUSIC(1844-1944)
Novello & Company Ltd and Oxford University Press -1947

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julho 15, 2005

SIGO DIA 7 PARA FRANÇA E EM SEGUIDA À RUSSIA

Postal-70.jpg
Neuchatel 4-12-1906
Meu bom amigo,
Estou na Suissa franceza, aonde toco no dia 6. É uma maravilha. Sigo no dia 7 para França e em seguida à Russia. Desejo que tenha passado melhor da sua enfermidade. Saudades. Sua amiga
G. Suggia
(Cedido por Prof Elisa Lamas)

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julho 14, 2005

POSTAL DE TIA MARIANNA ENDEREÇADO A SUA IRMÃ ELIZA SUGGIA

QUERIDA MANA.jpg
9-VI-1903
Querida Mana
Mtº eu estimava que estivesse cá hoje para assistir à festa. EStamos todos bons felizmente
Sua mana muito amiga
Marianna
(Cedido por Isabel Millet)

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POSTAL DA TIA MARIANNA ENDEREÇADO A SUA IRMÃ ELIZA SUGGIA

QUERIDA MANA 1.jpg

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julho 13, 2005

VEJO QUE NÃO MUDOU MUITO

A nova carta de Óscar da Silva, Guilhermina Suggia responde:

"6 November 1921
Desculpe não lhe ter escrito há mais tempo mas acabo de chegar da Escócia aonde tive que tocar.
Estimei muito receber o seu retrato — vejo que não mudou muito.
Brevemente lhe enviarei um retrato meu. A propósito da América é-me impossible dizer-lhe com certeza quando poderei ir e se é certo de todo ir na próxima estação.
Em todo o caso se lá for serei contratada para tocar nos concertos symphonicos com orchestra e apenas poderei ficar lá dois ou três meses, pois tenho bastante que fazer na Europa. Portanto eu lhe direi com tempo se lá vou.
Desculpe isto ser escrito muita à pressa, mas ainda estou de viagem.
Sua compatriota e amiga
Guilhermina Suggia"
(cedido por A Cunha e Silva)

Publicado por vm em 10:24 AM | Comentários (0)

julho 12, 2005

CASA DE FÉRIAS EM LEÇA DA PALMEIRA

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Pintura de ANTÓNIO MENDES, da Casa em Leça de Palmeira ainda existente, onde Guilhermina Suggia se refugiava para férias, banhos, remo, pesca.
(Cedido por A Cunha e Silva)

Publicado por vm em 07:47 PM | Comentários (20)

julho 11, 2005

TOQUEI AQUI HONTEM COM GRANDE EXITO.

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Frankfurt 3-12-1906
Toquei aqui hontem com grande exito. Sigo hoje para Neuchâtel (na Suissa). Venho da Russia aonde não me dei muito bem de saude. Desejo que tenha passaso bem e saudades a toda a sua familia da sua amiga
G.Suggia
(Cedido por Prof Elisa Lamas)

Publicado por vm em 10:36 AM | Comentários (0)

julho 10, 2005

JULIUS KLENGEL

KLENGEL—1859—Um dos pedagogos e artistas alemães de maior reputação. Foi o melhor aluno de Hegar. Solista no Gewandhaus e professor do Conservatório de Leipzig, sua terra natal. Viajou muito na Alemanha e Rússia e tem formado muitos e bons alunos, entre os quais se destaca a nossa violoncelista portuguesa Guilhermina Suggía. O violoncelista português David de Sousa também foi seu aluno mas com ele pouco aproveitou.
E' também um excelente compositor para o seu instrumento destacando-se das suas obras o concerto em Ré Maior tocado em Lisboa, pela primeira vez, por Guilhermina Suggia no Salão da Trindade e com o qual fiz a minha apresentação no teatro de S. Carlos em 1916. Até à data não consta que tenha falecido.
DO LIVRO “O VIOLONCELO- SUA HISTÓRIA, LITERATURA, PEDAGOGIA E METODOLOGIA (1938-EDITORA GRÁFICA PORTUGUESA), DE ADELAIDE SAGUER

Publicado por vm em 12:32 PM | Comentários (1)

julho 08, 2005

RUA GUILHERMINA SUGGIA

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Esta é a Rua Guilhermina Suggia, em Lisboa

Publicado por vm em 10:39 AM | Comentários (6)

julho 07, 2005

MUITO BOAS FESTAS, MUITOS BRAVOS...

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2 de Abril de 1904
Muito boas festas, muitos bravos e muitas felicidades é o que lhe deseja o seu amigo e admirador
António Lamas
(Cedido por Isabel Millet)

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julho 06, 2005

NOTÍCIA SAÍDA NA PÁGINA WEB DA CÂMARA MUNICIPAL DO PORTO

Há 120 anos, o Porto via nascer a mais prestigiada violoncelista portuguesa. Numa altura em que se comemora o aniversário do nascimento de Guilhermina Suggia, vai ser formalizada, no Porto, a criação da Associação Guilhermina Suggia.
O objectivo é estudar a obra da violoncelista e divulgar o seu espólio através da criação de uma Casa-Museu.

Neste momento, está também a ser gravado um CD onde ficará registado o som do Violoncelo de Guilhermina Suggia, tocado por José Augusto Pereira de Sousa, cujo o lançamento está previsto para o final de Setembro.

Guilhermina Suggia começou a estudar música aos cinco anos e aos 12 anos tornou-se na principal violoncelista da Orquestra do Porto, começando por tocar com o quarteto de cordas Bernardo Moreira de Sá. Um ano mais tarde vai para o Conservatório de Leipzig, na Alemanha. Antes de regressar a Portugal, em 1940, passa ainda por Paris e Londres, onde chegou a tocar com a BBC Symphony Orchestra. Em 1950, morre, no Porto, uma das primeiras mulheres a fazer carreira como violoncelista.

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julho 05, 2005

O REGRESSO DA GRANDE VIOLONCELISTA

Matosinhos será das poucas localidades portuguesas que não precisa de efemérides para homenagear as suas personalidades, sobretudo no campo da Cultura. Cuido também que poucos matosinhenses com destaque nesta ampla área, matosinhenses por nascimento ou por residência prolongada, mortos ou vivos, que não tenham merecido aos executivos a que venho presidindo um particular interesse.

Para além de sessões públicas de debates esclarecedores, as sucessivas edições que constituem memórias para a posteridade. Assim, com frequência acontece voltar-se uma e outra vez a esta e àquela figura. Por exemplo, agora. No passado dia 27 de Junho cumpriram-se 120 anos sobre o nascimento da notável violoncelista Guilhermina Suggia. A Câmara Municipal de Matosinhos, há precisamente seis anos, editou a obra Guilhermina Suggia - A Sonata de Sempre, da escritora Fátima Pombo. Convenhamos que esta coerência cultural não é vulgar no campo autárquico.

No próprio dia de aniversário da Suggia foi formalizada uma associação para a divulgação e estudo da obra da referida intérprete, e o município de Matosinhos, como não podia deixar de ser, está associado.

Do mesmo modo, estamos a estudar uma série de iniciativas que pretendem, uma vez mais, chamar a atenção para esta figura internacional da Música Portuguesa. Bem entendo, posso dizer mesmo que bem entendemos, que desta forma, Matosinhos, constituindo mais do que uma etapa na biografia da Suggia, não pode eximir-se de a homenagear e disponibilizar materiais sobre a sua vida e obra. Assim, é minha intenção deixar aqui algumas pistas sobre a presença da artista na cidade de Matosinhos.

A aproximação é feita através do pai, Augusto Jorge de Medim Suggia, violoncelista do Real Teatro de S. Carlos e professor do Conservatório de Música, em Lisboa. Em dada altura da sua vida, ele recebe uma tentadora proposta da Santa Casa da Misericórdia de Matosinhos para vir para o Norte, a fim de ensinar música em Matosinhos. Por qualquer razão, Augusto Suggia fixa residência no Porto, na Rua de Ferreira Borges. A casa onde viveu então, e há muito demolida, foi onde, a 27 de Junho de 1885, nasceu Guilhermina Augusta. Temos notícia de que com apenas dois anos, ela queria que a levassem para ao pé do pai, a assistir às aulas de violoncelo. Terá sido essa a razão das suas primeiras visitas a Matosinhos.

A família Suggia muda-se do Porto, indo viver para uma casa em Manhufe, próximo da igreja de Matosinhos. Porém, no Verão de 1891, nova mudança de casa dentro da vila, para a Rua do Godinho. É, finalmente, aqui que Guilhermina começa a fazer estudos sistemáticos de solfejo e violoncelo, sob a orientação do pai, que também lecciona a filha Virgínia, três anos mais velha que a irmã, que estuda piano. Segundo Fátima Pombo, Guilhermina Suggia não era uma aluna conformista, mesmo diante da reconhecida autoridade musical e cultural do pai. Desde muito cedo, ela revelou-se uma singular personalidade de violoncelista.

Decerto o professor Augusto Suggia reconhecia o enorme talento dessa filha, ainda que a jovem estivesse ainda longe da maturidade. As suas potencialidades chamavam a atenção. Aliás, a estreia de Guilhermina como concertista tem lugar já em 1892, tendo ela apenas sete anos, no salão da Assembleia de Matosinhos. Ai a criança violoncelista foi acompanhada ao piano pela sua irmã Virgínia. Depois passaram três anos, antes de Guilhermina voltar a participar num recital, fê-lo relativamente próximo do local da sua estreia, no Clube da Foz, a 14 de Agosto de 1895. Foi o segundo concerto da época balnear, em que interpretou obras de Offenbach e Popper, sempre acompanhada pela irmã.

Estas informações são retiradas do programa. Porém, a 12 de Outubro desse ano, de novo os amadores de música de Matosinhos escutam, extasiados, o violoncelo de Guilhermina Suggia, desta vez no Grémio de Matosinhos. E, alternando com concertos no Porto, sobretudo no Orfeão Portuense, a 22 de Setembro do ano seguinte, a violoncelista apresenta-se no Clube de Leça, e no concelho, voltará a tocar nesta mesma sala, a 12 de Setembro de 1898. E esta foi a terceira e última vez que actuou no concelho.

Recorde-se que a derradeira aparição de Guilhermina Suggia em público foi no histórico Teatro Aveirense, a 31 de Maio de 1950, uns dois meses antes do seu falecimento. Tendo, pois, Matosinhos como cenário das suas primícias como concertista, este seu novo espaço torna-se biograficamente importante. E a própria acção do professor Augusto Suggia ainda está insuficientemente estudada como estímulo a algumas carreiras musicais da época, para além das suas duas filhas.

Narciso Miranda- Presidente da Câmara Municipal de Matosinhos

O COMÉRCIO DO PORTO, 4/7/2005

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julho 04, 2005

VOU TOMAR PARTE EM DIFFERENTES CONCERTOS COM o VIOLONCELLISTA P.CASALS

Postal-68.jpg
Paris, 9-11.906
Meu bom amigo,
Cheguei agora mesmo da Allemanha e encontro-me mais restabelecida em todo o caso muito fraca.
Tenho de hemprrender uma tournée à Rússia no proximo mez de Dezembro e é possível que em Janeiro esteja livre para ir a Lisboa se arranjar algum concerto.
Vou tomar parte em differentes concertos com o violoncellista P. Casals tucando duos para dois cellos de E. Móor que é um compositor geniale.
Lembranças a sua Exma família.
Acceite muitas saudades da sua amiga
G. Suggia
(Cedido por Prof Elisa Lamas)

Publicado por vm em 10:32 AM | Comentários (0)

julho 02, 2005

TEREI GRANDE PRAZER EM TOCAR CONSIGO

Tão extraordinária fora a recepção que Óscar da Silva tivera nos Estados Unidos da América do Norte, que decidira voltar. Lembra-se, porém, de convidar Guilhermina Suggia para ir locar com ele.
Guilhermina responde de Inglaterra onde residia

9 th Oct 1921

Ilustre Compatriota
Foi uma surpresa para mim receber a sua carta.
Eu já sabia que estava nas Américas e que tinha tido grandes sucessos.
Eu gostaria muito de ir à América do Norte, mas esta saison seria imposíble pois já fixei grande número d’engaggementes na Europa — mas conto ir lá para o ano de 1922-23 e então se lá estiver terei grande prazer em tocar consigo.

En attendant gostaria que me enviasse algumas das suas melhores composições que eu gostaria fazer conhecidas em Inglaterra.

Fiquei muito contente de ter notícias de um velho amigo — Há que anos que não nos vemos.

Gostaria também que me enviasse um retrato seu. Seria um prazer para mim.

Eu estou agora em Londres vivendo com minha mãe que me pede lhe dê suas lembranças.
Agradecendo-lhe muito pelo seu oferecimento creia-me sempre sua amiga

Guilhermina Suggia

P. S, — O meu adresse é sempre
17 Edith Grove
Celsea
London S. W. 10
(Cedido por A Cunha e Silva)



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julho 01, 2005

LONGO CAMINHO PERCORRIDO EM POUCO TEMPO, DE MANHUFE A GEWAND-HAUS

F de Magalhaes.jpg
19/12/1902
Mª Henriqueta e eu enviamos muitos parabéns pelo grande êxito do concerto na Gewand-haus.
Que longo caminho percorrido em pouco tempo, de Manhufe à Gewand-haus!
Viva a Guil. Boas Festas
Forbes de Magalhães
(Cedido por Isabel Millet)

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