abril 30, 2005

SALÃO NOBRE DO CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DE LISBOA

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No dia 25 de Março de 1901 GUILHERMINA SUGGIA tocou neste salão, integrada no Quarteto Moreira de Sá.

O Salão que tem uma das melhores acústicas existentes, está hoje, e perante a indiferença de todos os governos, a cair. Chove lá dentro, o balcão está escorado a fim de evitar uma queda mais rápida. As pinturas de José Malhoa desfazem-se.
Que país é este? Que gente somos nós?

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abril 29, 2005

DE ANTÓNIO LAMAS PARA GUILHERMINA SUGGIA

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(cedido por Isabel Millet)

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AGRADECIMENTO DE ANTÓNIO LAMAS A GUILHERMINA SUGGIA

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abril 28, 2005

RETRATO DE UMA SENHORA, por ANITA MERCIER - V

Malcolm Sargent enviou um dia um presente a Suggia com a seguinte nota: “Com todo o meu afecto e simpatia. Por favor, nunca se apresse: as rainhas podem esperar pelas Suggias!”.

É difícil penetrar o verdadeiro carácter da mulher que inspirou esta devoção. É certo que, em público, Suggia se esforçou sempre por cultivar uma imagem glamorosa e excessiva.

Vestia-se de forma magnífica e tinha gostos luxuosos. Contava entre os seus amigos aristocratas e escritores. Imperiosa e segura de si, jamais duvidou do seu destino de grande artista. Tem sido por vezes descrita – em especial, por pessoas ligadas a Casals – como imprevisível, caprichosa e susceptível.

Por outro lado, George Moore, que acompanhou Suggia em vários recitais ao longo dos anos 1930, negou que ela fosse uma “prima donna” temperamental; seria, pelo contrário, uma personalidade equilibrada. Também Litton Strachey a descreve como despretensiosa e alegre, por vezes quase juvenil.

Outros dizem que era generosa para com os amigos e colaboradores, paciente e conscienciosa para com os estudantes. Muitas das cartas que deixou testemunham um sentido de humor brincalhão. Suggia tinha muitos interesses à margem da música.
Era uma mulher desportiva: o ténis, a pesca, a vela e o remo eram os seus passatempos favoritos. Tinha uma aptidão natural para as línguas e era uma leitora voraz. Dominando o inglês coloquial, publicou vários artigos na imprensa britânica, incluindo ensaios sobre o cantor russo Fyodor Chaliapine e o D. Quixote de Cervantes. Por detrás da imagem de diva vivia uma mulher inteligente, calorosa e multifacetada que dificilmente se deixa catalogar.

(tradução de Luís Lopes)

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abril 27, 2005

O SUCCESSO HOJE AQUI FOI ESTRONDOSO

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Innsbruck 22/12/05
O successo hoje aqui foi estrondoso.
Dizem-me não ter havido nunca um sucesso tão extraordinario.
Muito boas festas desejo ao meu bom amigo e toda a sua Ex.ma familia.
Sua amiga muito grata
G. Suggia
(Cedido por prof Elisa Lamas)

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abril 26, 2005

RETRATO DE UMA SENHORA, por ANITA MERCIER- IV

Alguns anos antes, o retrato de Augustus John tinha provocado um escândalo. Ao longo dos três anos que este retrato levou a ser pintado, Suggia passou bastante tempo no estúdio de John em Chelsea, o que explica provavelmente os rumores que correram quanto a uma relação entre os dois.

O retrato representa Suggia a tocar violoncelo, com um belíssimo vestido vermelho, a cabeça inclinada para trás e os olhos fechados. A impressão dominante é de uma mulher forte e sensual no gozo pleno dos seus poderes de expressão. Ela adorava o quadro, mas John nunca mais voltou a pintar um retrato destas dimensões; segundo o seu biógrafo, Michal Holroyd, ficara exausto com este trabalho.

A exibição do quadro no Alpine Club, em 1923, foi a atracão da festa da temporada, com Suggia no centro das atenções, diante do retrato, vestida com um casaco de peles. O quadro foi comprado por um rico industrial americano, vindo expressamente de Monte Carlo, e esta compra deixou os admiradores britânicos desolados por terem sido privados de um tesouro nacional.

A obra circulou entre vários museus americanos até que um negociante britânico o comprou e o legou à Tate Gallery, onde se mantém. Toda esta saga foi exaustivamente seguida pela imprensa e as referências ao retrato passaram a ser constante das críticas e dos artigos sobre Suggia publicados até ao fim da sua vida.

(tradução de Luís Lopes)

Publicado por vm em 12:16 AM | Comentários (3)

abril 25, 2005

OBTIVE UM SUCCESSO EXTRAORDINARIO...

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Munique, 21-12-1905
Meu bom amigo
Obtive um successo extraordinario em Chemnitz e Munique.Sigo hoje para Innsbruck. Muitas saudades. Sua amiga
Guilhermina Suggia
(cedido por Prof Elisa Lamas)

Publicado por vm em 12:07 AM | Comentários (0)

abril 24, 2005

RETRATO DE UMA SENHORA, POR ANITA MERCIER - III

Em 1919 Suggia tornou-se noiva de Edward Hudson, um rico editor britânico. Hudson era consideravelmente mais velho e pessoalmente pouco estimulante, mas possuía algumas propriedades interessantes: uma residência na zona prestigiosa de Queen Anne’s Gate e Lindisfarme, um castelo do séc XVI ao largo da costa de Nortúmbria. Ofereceu-lhe também um violoncelo Stradivarius de 1717, que Suggia manteve após ter anulado o projecto de casamento por razões que desconhecemos.

O casamento com o Dr. Carteado Mena teve lugar quando ela tinha 42 anos, no limite da idade fértil, e já com uma carreira sólida. Parece ter-se tratado de um casamento de conveniência: Carteado Mena era o médico pessoal da idosa mãe de Suggia e o procurador da artista nas suas ausências do Porto.
O casamento foi anunciado na imprensa britânica em Dezembro de 1925, com fotos de Suggia em vestido de noiva. Mas só se concretizou realmente em 27 de Agosto de 1927, no Porto.

Desconhece-se as razões pelas quais Suggia se terá assumido como casada mais de dois anos antes do casamento real (mas não era a primeira vez que ela assumia publicamente um estado civil que não correspondia à realidade). Esta atitude sugere que Suggia terá conduzido por esta altura – meados dos anos 20 – uma vida dupla. Mantinha residência em Londres e no Porto. Nesta última cidade, que ela amava profundamente e sempre considerou a sua cidade natal, viviam os pais, totalmente dependentes dela dos pontos de vista financeiro e afectivo; um marido era útil face aos constrangimentos burgueses e à falta de privacidade numa pequena cidade. Londres, onde vivia durante a temporada dos concertos, oferecia-lhe liberdade, amigos cosmopolitas e a excitação do palco.

Com esta vida dupla, Suggia logrou um equilíbrio entre, por um lado, a fidelidade às raízes e a responsabilidade para com as necessidades dos pais e, por outro, a sua sede de uma existência mais aventurosa. Resta saber se esta solução de compromisso lhe trouxe verdadeira felicidade. As fotos do casamento forjadas sugerem um grande esforço da sua parte por ocultar a sua verdadeira vida. Podemos imaginar a inquietação por detrás da máscara.
Quando tais fotos foram publicadas, Suggia encontrava-se no auge da sua fama.
(tradução de Luís Lopes)

Publicado por vm em 10:10 AM | Comentários (0)

abril 23, 2005

GUILHERMINA SUGGIA COM "PUXO"

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(Cedido por Isabel Millet)

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abril 22, 2005

RETRATO DE UMA SENHORA, por ANITA MERCIER -II

A estes factos essenciais contrapõem-se não poucos boatos, mistérios e mitos que dariam para encher um fosso de orquestra. Suggia era uma mulher brilhante, carismática e enigmática. Suscitava as atenções, com um instinto nato de cena.
Era inevitável que se falasse dela, mas a própria nunca se preocupou em corrigir as histórias que corriam.

São muitas as histórias e as afirmações sobre Suggia, que vão do altamente duvidoso ao comprovadamente falso. Dizia-se que hipnotizava os homens “do alto do palco”; que Casals alimentava um ciúme doentio e lhe escondia o violoncelo como castigo pelas atenções que ela prodigalizava a outros homens. Conta-se que terá surpreendido Suggia em flagrante delito com Donald Tovey e o terá expulso de casa sob a ameaça de uma pistola.

Também se conta que Suggia e John mantiveram uma relação, da qual terá nascido a violoncelista Amaryllis Fleming.
Até há pouco tempo, acreditou-se erradamente que Suggia nascera em 1888, mas a escritora portuguesa Fátima Pombo localizou uma cópia da sua certidão de nascimento que indica o ano de 1885.

De todo o modo a vida da violoncelista foi tão extraordinária que dispensa histórias imaginadas.

Desde a juventude que se afirmou como uma mulher livre e determinada, algo raro entre as mulheres do seu tempo. O pai acompanhou-a a Leipzig, mas, após ter deixado o conservatório, passou a viajar sozinha, ou acompanhada pela irmã, nas suas tournées. Aos 18 anos já assumira o estatuto de principal esteio económico da família, dirigindo sempre com firmeza os aspectos económicos da sua vida. Possuidora de uma autoridade natural, raramente deixou que lhe cerceassem a independência, mesmo quando tal significava pôr em causa as convenções.

A relação de Suggia com os homens é o que melhor ilustra esta faceta. Nos primeiros anos do século XX considerava-se natural que as mulheres renunciassem a quaisquer veleidades de carreira após o casamento, mas Suggia determinou a sua carreira e a sua vida amorosa como bem entendeu. Identificava-se a si mesma como “ Guilhermina Suggia-Casals” e, na correspondência com familiares e amigos, os dois referiam-se um ao outro como marido e mulher. O casal tocou frequentemente em duo, tendo-lhes sido dedicadas duas peças para dois violoncelos: um concerto de Emmanuel Móor e uma sonata de Tovey. Mas a associação não foi, afinal, feliz.

A situação de Suggia era particularmente incómoda: Casals era mais velho nove anos, fora seu professor, era colega de profissão e, implicitamente, um concorrente. Ambos tinham uma personalidade forte e dominadora. Era talento e ambição a mais sob o mesmo tecto. Após a ruptura, Casals jamais se referirá em público à relação.
Em privado dirá que fora um dos episódios mais cruéis e infelizes da sua vida. Quanto a Suggia, referia-se a Casals com respeito e deferência, mas negava (sem razão) que ele alguma vez tivesse sido seu professor.

(tradução de Luís Lopes)

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abril 21, 2005

DRESDEN É UMA ENCANTADORA CIDADE

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Dresden, 16/XII/905
Dresden é uma encantadora cidade, e a Galleria é a mais rica que existe en toda a Allemanha.
Brevemente lhe envio alguns programas.
Acceite muitas saudades. Sua amiga muito grata
Guilhermina Suggia
(Cedido por Prof Elisa Lamas)

Publicado por vm em 12:25 AM | Comentários (0)

abril 20, 2005

RETRATO DE UMA SENHORA, por ANITA MERCIER *- I

(O retrato pintado por Augustus John provocou um escândalo - um dos vários suscitados pela carismática violoncelista GUILHERMINA SUGGIA. Anita Mercier escreve sobre a vida de uma intérprete musical nata.)

Todos os anos pelo Outono, são dezenas os jovens músicos que se reúnem no Wigmore Hall de Londres, em competição por um dos galardões mais prestigiosos do mundo do violoncelo, o PRÉMIO SUGGIA.

O prémio tem origem num legado testamentário da violoncelista portuguesa Guilhermina Suggia, falecida em 1950, que instituiu um fundo para bolsas de estudo. Suggia foi uma das instrumentistas mais famosas do seu tempo. Quem foi a mulher que deu o nome ao prémio? A resposta não é simples, já que, no caso de Suggia, vida e lenda se sobrepõem.

Os factos essenciais da vida de Suggia são conhecidos. Nascida em 1885 no Porto, numa família da classe média com gostos musicais (o pai era violoncelista e a irmã mais velha pianista), Suggia começou a tocar violoncelo aos cinco anos. Como criança prodígio, ganhou fama no Porto e estudou algum tempo com Pablo Casals antes de obter, aos 16 anos, uma bolsa de estudo para o Conservatório de Leipzig, onde estudaria com Julius Klengel e teria como condiscípulos, entre outros, Emanuel Feurmann, Gregor Piatigorsky e William Pleeth. Em 1903 tocou com êxito o seu concerto de graduação no Gewendhaus de Leipzig passando os anos seguintes a actuar em toda a Europa até que se estabeleceu em Paris em 1906, com Casals. Os dois passam a viver como marido e mulher, embora nunca se tivessem casado, e acabaram por se separar em 1913.

Em 1914, Suggia trocou Paris por Londres, onde a sua reputação cresceu rapidamente. No início da década de 1920 era já uma figura prestigiada da cena musical britânica, continuando também a tocar em Portugal e Espanha.
Foi em 1923 que Augustus John pintou o seu célebre retrato.
Em 1927, casou-se com o Dr. José Carteado Mena e iniciou uma vida confortável entre o Porto e Londres. Ao longo da década de 1930 continuou a tocar e participar em concertos difundidos pela BBC.
Os anos de guerra retiveram-na em Portugal onde se consagrou sobretudo ao ensino. De 1949 é a sua aparição final no Festival de Edimburgo – um triunfo. Suggia morreu no Porto em 1950.

*ANITA MERCIER é professora na Juilliard School de Nova York e escreve neste momento uma biografia de Guilhermina Suggia

(tradução de Luís Lopes)

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abril 19, 2005

AMANHÃ FALLAREI COM KLENGEL E NIKISCH

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Leipzig, 15/11/905
Meu bom amigo,
Não imagina como me sinto feliz de estar em Leipzig. Amanhã fallarei com Klengel e Nikisch. Fui muito feliz nos concertos na Polonia.
As criticas são esplendidas. Saudades.
Sua amiga muito grata
G.Suggia
Pode-me escrever sempre para Frankfurt a/M chez M.me Dr.Bottermund.Seerbachstr.4 II
Muitas saudades a sua Ex.ma familia.
Talvez encontre agora na volta a Frankfurt correspondencia sua.
(Cedido por Prof Elisa Lamas)

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abril 18, 2005

A MULHER E A ARTISTA EM GUILHERMINA SUGGIA, de Ápio Garcia - VI

HONRA não só da Nação que lhe foi berço, mas também do mundo internacional da música, o nome de Guilhermina Suggia ficou gravado a letras inalteráveis ao tempo e ao critério humano, no álbum imenso da antologia dos mais indiscutíveis nomes do estrelato da música!

Os maiores da Terra renderam o seu tributo de valor à espiritualidade sublime dos textos musicais que ressoam sob o arco triunfal que seus dedos esguios seguram nervosamente.

Os mais argutos e idóneos críticos da arte de Apoio decidiram a sua unanimidade quanto à projecção do seu valor no panorama geral do quadro dos executantes de todo o universo.
Definiu-lhe o valor a sua carreira de anos seguidos ao serviço da proclamação do seu talento nato e exclusivo.

Originária de uma Pátria célebre na história política, Suggia é intérprete, através da projecção do valor do seu nome, de uma modalidade única na história da música.
Nome proclamado pelas sete partidas do mundo como a primacial intérprete da melodiosa sonância do violoncelo no mundo actual, tem sido a verdadeira embaixatriz de uma arte contrária aos ventos das preferências da moderna geração, levando-a junto do escol que, devidamente, a aprecia.
Propagandista de textos clássicos esta “globe-'trotter” vincou, de uma maneira, sobremodo excepcional, os mais belos textos da pauta que os Beethoven e os Mozart legaram, para sempre, ao mundo.

Por tudo isto, o seu nome aliado à acção do seu poder integralmente ressuscitador, transpôs já as barreiras do presente porque o nome de Guilhermina Suggia passou o limiar da História com uma das mais belas páginas escritas no álbum dos vultos imorredoiros dos mais consagrados executantes do mundo!

ÁPIO GARCIA

(Cedido por João Pedro Santos)

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abril 17, 2005

TRês dos CÃES DE GUILHERMINA SUGGIA

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Na Casa da Rua da Alegria, 665.
(Cedido por Isabel Millet)

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abril 16, 2005

ESTOU EM VIAGEM A LEIPZIG

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KRAKAW 14/11/1905
Muitas saudades lhe envio de Krakaw. Estou em viagem a Leipzig. Obtive enorme successo na Polonia mas não imagina o medonho que é viajar-se aqui.
Guilhermina Suggia
(Cedido por Prof Elisa Lamas)

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abril 15, 2005

A MULHER E A ARTISTA EM GUILHERMINA SUGGIA, de Ápio Garcia - V

TRABALHANDO continuamente, apesar de ser considerada a maior das violoncelistas do mundo, Guilhermina Suggia jamais deixou de injustamente supor que ainda precisa de estudar!
Ela própria quando, perante as maiores ovações da mais selecta das assistências, recebe aplausos e flores, não aceita, intimamente, tais aplausos.
É que, não ficando de bem consigo mesma quanto à qualidade da execução, não lhe importa a vibrante aclamação das plateias.

Porém, quando os considera inteiramente merecidos, a grande concertista vibra de entusiasmo e faz-se espectadora no aspecto material de tais aplausos.
E agora perguntamos nós que distância irá entre estes dois aspectos de conceito e razão de avaliação de tão suprema arte!

(Cecido por João Pedro Santos)

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abril 14, 2005

OBTIVE AQUI UM GRANDE SUCCESSO

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Basel, 6/11/905
Meu bom amigo.
Obtive aqui um grande successo.
Toquei pela 1ª vez duas peças de Sinigaglia, que causaram enthusiasmo. Estou já em viagem para a Russia.
Em Basel hospedei em casa de principes. Foi um encanto a minha estada aqui e ha noite houve grande ceia. Saudades. Sua amiga
G.Suggia
(Cedido por Prof Elisa Lamas)

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abril 13, 2005

A MULHER E A ARTISTA EM GUILHERMINA SUGGIA, de Ápio Garcia - IV

O escritor Havelsch Ellies chamou-lhe “figura egípcia de cabelos soltos sobre os ombros, amplas roupagens de variegadas cores, um meigo sorriso nos lábios muito finos e uma grave tristeza no olhar magoado...» expressões que Augustus John —o «retratista» inglês mais conceituado no mundo contemporâneo expôs para sempre na «Tate Gallery».

No seu "retiro espiritual" da Rua da Alegria, do Porto, lá está a reprodução fotográfica desse maravilhoso quadro que um multimilionário chamado Lord Deween, adquiriu por extraordinário preço para ficar pertença do Estado.

A sua elegância física, o ar de distinção e a voz cadenciada e de bom timbre não olvidaram os dedos afusados exigidos no seu mister de arquitecta de sons que não mais deixaram de fazer parte das mais gratas reminiscências dos bons amadores de concertos. Com uma preferência definida e assente pela música dos séculos XVII e XVIII, apreciando de uma forma especial o génio de Bach e Beethoven, seguidos, bastante além, por Haydn, Schumann, Schubert, Brahms, a eminente violoncelista não deixa de ouvir com a devida apreciação, a música moderna.

É-lhe aceitável, mercê do sentido trepidantemente que representa, colocando-se como símbolo subjectivo da vida da hora que passa.
Espírito dotado de belos sentimentos de solidariedade mais que uma vez postos em alta evidência através da aquiescência da sua colaboração desde que D. Amélia de Orleans e Bragança lhe solicitava tocasse em benefício dos próprios doentes, encarna, simultaneamente, a devota do lar que estima o rigoroso arrumo das mais pequenas coisas.
A sua casa — talvez mais rigorosamente o seu museu de caras preciosidades domésticas — constitui o protótipo de uma galeria em que a arte e o etéreo se dão as mãos numa conjunção de harmonia e de inacreditável poesia.
Desde os quadros espalhados pelas paredes até aos mais caros tapetes orientais, a tebaida da artista mais proclamada do mundo abriga com rara propriedade o seu labor.
Acerca, ainda, da vida íntima, confidenciou:
“Os artistas devem conviver apenas, como artistas que são, no mundo espiritual da Arte, Eu, que sempre me interessei por questões de medicina, casei-me com um médico — que, por ventura minha, é um apaixonado admirador de arte musical. Deste modo, na intimidade do nosso lar, podemos trocar sempre impressões que deleitam o nosso espírito sem ficarmos apenas limitados à monotonia dum tema único. Por isso mesmo considero-me invejavelmente feliz».

Mas Guilhermina Suggia não esquece que é uma mulher do presente século: guia automóvel, joga ténis, pratica a natação e rema.

A intérprete maravilhosa de Bach e Beethoven, considerada pelo também grande artista catalão Pablo Casais a maior violoncelista do mundo, não encarna bem aquele tipo de mulher que os ignorados biógrafos pretendem: — de que nem sempre a sua atenção se prende com pequenos pormenores da vida quotidiana.

É o caso do Sandy, um exemplar canino de rara estimação. Tinha, por esse animal, uma extraordinária admiração Ela própria confessava que, pelas atitudes que tomava quando ela tocava, parecia compreender a sua arte!
Confessou que, no dia em que se viu privada da sua companhia, teve o maior desgosto da sua vida!
A propósito de entrevistas concedidas à Imprensa, Guilhermina Suggia, disse:
“Há um certo fundamento de verdade nisso que dizem a meu respeito. Tenho evitado, mui¬tas vezes, a concessão de entrevistas para os jornais ou revistas, tanto nacionais como estran¬geiros. Receio sempre possíveis complicações, embora eu seja a primeira pessoa a concordar com a necessidade de confidenciar a alguém os lances mais emotivos e ainda inéditos das memórias da minha vida de artista. A Imprensa mereceu-me sempre a mais alta consideração e tenho pêlos jornalistas a mais devotada simpatia. Não me esqueço, nem me esqueci nunca, das atenções que lhes devo e do carinhoso estimulo com que acarinharam os primeiros sucessos da minha carreira, quando eu era ainda e apenas uma menina-prodígio.Quantas vezes recordo os bons conselhos dos críticos de Arte desse tempo, desde o Arroio ao bondoso Pai Ramos. Esses ficaram, para sempre, na minha enternecida gratidão.

Certo dia, ao chegar a uma localidade do interior da Inglaterra, onde devia participar num concerto, fui abordada, logo que me apeei do comboio, por um repórter dum jornal que, à viva força pretendia que eu lhe concedesse ali mesmo uma breve entrevista. Não pude atendê-lo, não só por não saber o que deveria dizer-lhe e sobretudo pela circunstância de ser então a vez primeira que eu visitava aquela localidade. Desculpei-me conforme pude. No dia seguinte o referido jornal publicava uma falsa entrevista comigo, afirmando-se que eu dissera que o público inglês da província não sabia apreciar devidamente a boa música. Tive apenas conhecimento do sucedido já quando me encontrava no salão de concertos. Reparei, então, que alguns espectadores tinham aberto na sua frente o referido número daquele jornal, como se lessem atentamente a minha depreciativa referência à sua cultura musical. Houve quem me aconselhasse a justificar-me perante o auditório, mas eu preferi manter-me em silêncio, depois de meditar no avisado conceito daquele aforismo francês: «Quem muito se desculpa, compromete-se».
Concentrei em mim a mágoa desse desgosto que me pungiu deveras, E quando comecei a tocar, o violoncelo falou por mim a todos quantos me escutavam. Quando acabei, a assistência quase delirou no entusiasmo duma manifestação de apoteose — que eu agradeci, de lágrimas nos olhos.
Não mais esqueci esses aplausos e essas aclamações, assim como não esqueci nunca o imprudente e ousado repórter que, tão malevolamente, me colocara, numa situação delicada perante um público que apenas me conhecia de nome.

Desde, então, evitei sempre que uma dessas cenas pudesse vir a repetir-se.
Mas, como vê, a culpa não foi minha...»

(Cedido por João Pedro Santos)

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abril 12, 2005

BRUXELLAS É UM ENCANTO

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Bruxellas, 3/9/905
Bruxellas é um encanto.
Fico aqui ainda 2 dias. Acceite muitas saudades. Este edificio é lindissimo.
Sua amiga
G. Suggia
(Cedido por Prof Elisa Lamas)

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abril 11, 2005

A MULHER E A ARTISTA EM GUILHERMINA SUGGIA - de Ápio Garcia - III

NUNCA, em Gewandhaus — a maior e mais consagrada sala de concertos da Alemanha —, se havia aberto a única excepção de tocar artista de idade tão jovem, ao mesmo tempo como executante.
Tocar em Gewandhaus era atingir o zénite da mais inatingível das glórias. Só os maiores nomes do universo musical lá poderiam chegar. Com muita propriedade uma cronista chegara a afirmar: “0 estrado é considerado um verdadeiro altar !”

Rompendo todos os justos e estipulados preconceitos, a violoncelista portuguesa executa, nessa noite, o concerto de Volkmann.
Toda a sua interpretação atingira as raias do delírio. Os aplausos demorados e acentuadamente sonoros, cingiram de maneira especial a fronte da grande intérprete da arte da pauta.

Nikisch, contra todas as razões que presidiam ao regulamento, consente na sua repetição e poderia, depois, constituir extra-programa no final da segunda parte.

São da executante estas palavras: «Os aplausos e aclamações que então me dispensaram ficaram para sempre nos meus ouvidos, na minha memória e no meu coração...»

É por esta altura, e após o estrondoso êxito de Leipzig, que Guilhermina Suggia, peregrina por todo o continente europeu, demonstrando a sua inultrapassável Arte.

Ouviram-na, então, Espanha, França, Alemanha, Áustria, Rússia, Inglaterra, Bélgica, Holanda, Dinamarca, Escandinávia, Itália, Suíça, Checoeslováquia, Turquia e Polónia. A sua arte incomparável entrara pelos seus dedos afilados em residências de reis e presidentes, ao lado de outros vultos em destaque no mundo da política, da sociedade e da própria Arte.

Homens de Estado, da mais alta linhagem nobiliárquica, capacidades da ciência, da literatura e da cultura, entabularam conhecimento espiritual com a magia dos sons que só as suas mãos sabiam produzir!

E olhando-a — como a surpreendeu o escritor ensaísta Havelsch Ellies em “Impressions and Coments», quando a viu tocar, nesse dia, em Manchester — parece-nos vê-la encadernada na sua elegância e distinção peculiar perante o estupefacto dos mais celebrados vultos.

Desde o início destas excursões artísticas através de toda a Europa o seu inigualável talento jamais deixou de marcar a sua insubstituível presença.
Desde o sublime clima austero da Corte Imperial de Sua Majestade Britânica até à residência de fausto do antigo Czar de todas as Rússias, Guilhermina Suggia estava presente nas mais inolvidáveis horas de arte.

Porque “quem a ouvisse tocar, jamais a esqueceria — como se no seu violoncelo vibrasse o magoado e irresistível encanto de uma nova lira de Orfeu, na sedução de Eurídice através de tenebrosas paragens dos ciclos infernais…» — não deixaram de ecoar dois casos verdadeiramente invulgares que caracterizam o alto interesse que a eminência de sua arte provocava nos maiores espíritos.

É bem conhecido o caso anti-musical de Austen Chamberlain. A sua presença jamais foi notada, assistindo com interesse, à execução de qualquer música pelo mais discutido vulto. Era, pois, certo e sabido que, poucos minutos após qualquer concertista ter dado início à execução do trecho musical mais belo, Chamberlain bocejava... de enfado.

Foram abertas, porém, duas excepções a tão rigorosa regra.
A primeira, quando ouvia o famoso cantor inglês de melodiosa voz, Gervasius Cary Elwes; a segunda ao ouvir a eminente violoncelista num Recital de Arte !
Esta asseveração foi documentada pelo próprio punho de Chamberlain em carta enviada à viúva do ilustre cantor, de que, aliás, o mundo tomou conhecimento através do livro de «Memórias».
Não fica, porém, por aqui a exemplificação de quanto prendia a maviosidade da execução de Guilhermina Suggia.

O ministro britânico Balfour, ouvia-a, na época da outra grande guerra, na chamada intimidade de um recital que reunia todo o elemento aristocrático da Grã-Bretanha.
E, quando, no decorrer da execução da Suite de Bach, um secretário particular vem e lhe segreda qualquer coisa, este mandou retirar o emissário de extraordinárias ordens, continuando a ouvir os acordes do violoncelo.
A executante notara que algo de extraordinário se estava passando na história política da Inglaterra.

Logo que acabou de executar a Suite, Guilhermina Suggia, permitiu-se chamar a atenção do ilustre ministro, alegando que deveria deixar de a ouvir para atender ordens inadiáveis.

Balfour limitou-se a responder: Seria um crime imperdoável tê-la obrigado a interromper o seu Concerto, Fiquei maravilhado e parece-me que a sua interpretação me inspirou providencialmente para eu poder resolver um problema que se considera insolúvel...»


(Cedido por João Pedro Santos)

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abril 10, 2005

BUSTO DE GUILHERMINA SUGGIA

Suggia-0404-nos Jardins do Conservatorio de Musica do Porto.jpg
Busto de GUILHERMINA SUGGIA com araucária ao fundo nos jardins do Conservatório de Música de Porto.
Fotografia "desviada" do blog DIAS COM ÁRVORES, a quem agradecemos

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abril 09, 2005

IMAGENS DA SEMANA

MADALENA SA E COSTA.jpg
Esta fotografia de Prof Madalena Sá e Costa - discípula de Guilhermina Suggia - e pianista Maria Carlota Tinoco, saída num jornal no dia do 58º aniversário de Guilhermina Suggia (casualidade apenas, creio)
(Cedido por Isabel Millet)

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abril 08, 2005

A MULHER E A ARTISTA EM GUILHERMINA SUGGIA- Ápio Garcia - II

«O violoncelo é, para mim, o instrumento que melhor reproduz o angustiado lamento da voz humana ou a expressão triunfal dum cântico vitorioso de resgate e de amor».
(GUILHERMINA SUGG1A)

Quem hoje, passar na Rua Ferreira Borges, da capital do norte, não lhe é, já, dado ver a modesta casa onde Guilhermina Suggia — a maior violoncelista do mundo — viu a luz da vida. A picareta aconselhada a ser posta em prática ao serviço das recentes leis da urbanização encarregou-se de, impiedosamente, a demolir para sempre. Fora essa a moradia escolhida por seu pai — violoncelista também — Augusto Suggia, quando, após a sua acção didáctica no Conservatório de Música de Lisboa, viera residir para o Porto.

O pai de Guilhermina Suggia vivia para a música, através da directriz imposta pelo seu próprio destino.

O talento acentuadamente extemporâneo de Guilhermina constituía indizível e duplo prazer paternal ao ver que, nas prometedoras mãos daquela «menina prodígio» estava entregue a sucessão artística dos Suggia. Disso não restava a menor dúvida e, precisamente, por não achar infrutíferas as lições ministradas ao talento que começava a evidenciar-se, o conceituado professor não desistia do seu intento de internar na difícil carreira musical o espírito dessa Verdadeira promessa que estava recebendo já o influxo de tão magistrais lições.

E, apenas com sete anos de idade, evidenciou, publicamente, a sua rara vocação no salão de festas do antigo Clube da vila piscatória de Matosinhos.
A estreia fora auspiciosa e a assistência, ao retirar, concordou, unanimemente, tratar-se de uma revelação sem precedentes na história nacional da música.

Aquela noite de Matosinhos havia constituindo — e sem o saber — a chave de abertura das mais extraordinárias noites que é possível tributar-se aos grandes génios!

(Cedido por João Pedro Santos)

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abril 07, 2005

A MULHER E A ARTISTA EM GUILHERMINA SUGGIA- de Ápio Garcia -I

NOTA DE ABERTURA
Por mais que procurasse nos arquivos de música e bibliotecas oficiais e privadas, nada encontrei, em forma definitiva, que me elucidasse acerca dessa gigantesca figura nacional, Guilhermina Suggia. Abordei, entretanto, algumas personalidades mais ou menos relacionadas com a vida musical e nenhuma informação concreta puderam fornecer-me além do que é sabido de quase toda a gente, sem esquecer que muitos deles primavam em ignorar a sua própria nacionalidade l

Muitos outros a tinham ouvido em concertos que os «vagos» informadores, apesar de tudo, se permitiam classificar de magistrais, mas certo é também que chegavam a desconhecer que ela nasceu e vive, desde há anos, na Rua da Alegria, do Porto.

Dava-se o caso — infeliz caso este que ainda perdura no momento em que escrevo estas linhas — de Guilhermina Suggia se encontrar retida no leito em convales¬cença própria do seu mal-estar que se sucedeu à inter¬venção cirúrgica que, ainda há dias, teve lugar em Londres, local do mundo que mais carinhosamente a aplaudiu.

Não podia, portanto, ser recebido pela sua habitual e característica amabilidade. O seu médico assistente, Prof. Dr. Álvaro Rodrigues, dera ordens terminantes sobre o aspecto das visitas e eu vi-me privado de lhe ouvir algumas confidências cuja presença, aqui, se tornavam absolutamente necessárias.

Passei, então, pelas redacções da imprensa para ouvir alguns dos jornalistas que a entrevistaram, desfazendo, assim, aquela má impressão que tomou foros de célebre de que Guilhermina Suggia não dava entrevistas...
Porém, ninguém melhor do que o jornalista Marques da Cunha o desmentiu através de uma entrevista publicada há mais de sete anos e que, a meu ver, é a única reportagem idónea e completa que, sobre ela, tem descido à praça pública.

Não existe ainda a sua biografia nem os próprios dicionários musicais inserem as mais breves referências a seu respeito, por se tratar, ainda, de uma figura da presente época.

«A Mulher e a Artista em Guilhermina Suggia» é, pois, quando muito, uma pequena síntese sobre alguns aspectos da sua personalidade e destina-se, por isso, a desfazer um pouco o denso véu que envolve o seu nome na terra em que, em boa hora, nasceu.
Está dado o primeiro passo; os biógrafos musicais se encarregarão do resto.
Porto, 29 de Julho de 1950
O AUTOR

(Cedido por João Pedro Santos)

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abril 06, 2005

O SUCCESSO FOI GRANDIOSO

Postal-42.jpg
Ostende, 2/9/1905
Hontem foi o concerto aqui. Fui felississima.
O successo foi grandioso. Kubelik tocou uma noite antes do meu concerto e o successo foi igual.
Nunca vi uma salla tão bonita como a Cursaal de Ostende. Parto hoje para Bruxelas. Saudades. Sua
G.Suggia
(Cedido por prof Elisa Lamas)

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abril 05, 2005

MARA ZAMPIERI NA ASSOCIAÇÃO GUILHERMINA SUGGIA

TROVATORE A LISBOA.jpg
Complimentandomi per l'Associazione da voi fondata a ricordo della grandissima violoncellista GUILHERMINA SUGGIA sono onorata di aderire tra i soci fondatori.
Con i migliori saluti e i più vivi complimenti

Mara Zampieri

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NÃO É CERTO IR A PORTUGAL.TALVEZ SÓ NO ANO DE 1907

Qualquer intenção de seguir Suggia pelas salas de concerto seria uma loucura.
Com tanto mundo fica-se despaísado. Ela própria estando em Dresden em Dezembro de 1905 escreve ao amigo, Guilherme de Faria, que «não é certo ir a Portugal. Talvez só no anno de 1907».

Do livro “GUILHERMINA SUGGIA- A Sonata de Sempre” de Fátima Pombo

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abril 04, 2005

EU ESPERO IR A PORTUGAL NOS FINS DE FEVEREIRO

Postal-40.jpg
Frankfurt, 22-8-1905
Muitissimo obrigada pela sua carta e por ter visitado minha mãe.
Ella agora diz que está mais socegada.
Que ideia que ella teve em pensar que o anjo era o meu retrato. Eu espero ir a Portugal nos fins de Fevereiro.
No dia 28 parto para Bruxellas em caminho a Ostende.
Sua mana muito amiga
G.S.
(Cedido por prof Elisa Lamas)

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abril 03, 2005

JULIUS KLENGEL E GUILHERMINA SUGGIA

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do livro " Guilhermina Suggia- A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo

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abril 02, 2005

À SUA ANTIGA E QUERIDA ALUNA GUILHERMINA SUGGIA...

chaconne.gif
Capricho em forma de Chaconne dedicado com muita amizade a Guilhermina Suggia.

À sua antiga e querida aluna Guilhermina Suggia, como recordação do seu tempo de estudante em Leipzig e do
Julius Klengel

do livro "GUILHERMINA SUGGIA-A Sonata de Sempre" de Fátima Pombo

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abril 01, 2005

À MAIOR DOS VIOLONCELISTAS VIVOS, GUILHERMINA SUGGIA...

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Em Karlsbad em Julho de 1905 encontra o velho mestre checo David Popper (1843-1913) que escreve no álbum em que Suggia colecionava autógrafos: «À maior dos violoncelistas vivos, Guilhermina Suggia, do seu velho confrade David Popper».
Mas, deste encontro o que ela relata em 16 de Julho de 1905 a Guilherme Leite de Faria (um amigo da família, em Matosinhos) é outra coisa:
«Pense o meu bom amigo que tive a felicidade de encontrar aqui o grande David Popper e apprendo immenso com este mestre. Popper toca ainda sublime, encantador.Sua amiga leal»

Do livro “GUILHERMINA SUGGIA- A Sonata de Sempre” de Fátima Pombo

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