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maio 31, 2012

que fazer?

após o desalojo violento, vergonhoso e sem aviso prévio, que a p(ut)aladina do urbanismo sustentável, helena roseta, justifica alegando que para ter casa temos de nos pôr na fila, seguiram-se duas acções :

1- invasão do gabinete da vereadora pelos ocupantes para mostrar a sua indignação e saber por que raio tal terá sucedido. resposta? barricou-se no gabinete toda borrada, mandou chamar a policia que identificou toda a gente;

2- decorreu, pelas 19h, uma manifestação em solidariedade com os ocupantes e de denuncia da violência e das detenções arbitrárias. chegados aos anjos, os manifestantes ocuparam a estrada (os violentos!) para prosseguirem a sua marcha. de imediato, e com a cobertura de quase uma dezena de carrinhas do corpo de intervenção, cercaram cerca de metade da manifestação e identificaram toda a gente, como, aliás, já tinha acontecido a 19 de Maio na Rua com Todos.

Quando vamos à câmara e somos identificados, quando vamos a uma manifestação e somos identificados, quando estamos a dizer à polícia que está a abusar e somos presos, continuará a fazer sentido este trabalho político às claras?

E agora, que fazer?

Publicado por [Paradise Café] às maio 31, 2012 09:45 PM

Comentários

Agora há que continuar a dar trabalho a estes fdp às claras (claro!), e às escondidas também já dava um jeitão.

Publicado por [Anónimo] às junho 1, 2012 12:31 AM

uma corrente de massagens!

Publicado por [Anónimo] às junho 1, 2012 10:40 AM

o pessoal ter sido identificado em massa foi uma estupidez... se houvesse freaks que quisessem ficar a cantar o kumbaya sentados em frente à bófia isso era lá com eles, num primeiro momento teria sido muito fácil a maioria do pessoal ter bazado pelos jardins e rua laterais da igreja, houve quem o fizesse, eu fui um deles

Ficar nas escadas foi uma decisão puramente simbolica, e lá está, mais uma vez a necessidade de aparecer e os simbolismos fodem tudo... Tenho pena é de ter visto companheiros a ficarem lá retidos só porque se deixaram influenciar pelo pessoal dos pacifismos bacocos.

Não estamos numa altura de dar claramente a cara quanto mais dar o nome... Sabemos lá onde vamos estar daqui a um par de meses e aquilo que teremos de fazer...

Publicado por [Anónimo] às junho 2, 2012 01:39 PM

Pertinente. O comité invisível assina a Insurreição que Vem. Invisível.

Publicado por [operatio wolf] às junho 3, 2012 12:22 AM

à insurreição que se vem: já está na altura de se começar a mexer melhor, porque ja ha algumas luzes que apontam para a insurreição que chegou! Anarquia é Ordem.
bem haja compàs

Publicado por [kauzpellaplatz] às junho 3, 2012 02:43 AM

O que fazer? Penso que várias coisas. Agir em conjunto é uma delas (ou em vários pequenos conjuntos). Concordo com o anónimo que disse que o pessoal poderia ter bazado se quisesse. Uma espécie de futebol humano (ainda se lembram de jogar isso quando eram putos?) bastaria. Depois, a retórica da vereadora, entre outros sítios no despacho que o seu gabinete emitiu a 23 de Maio, que está cheio de inconsistências, incoerências e tiros nos pés, deve ser desmascarada em público. Por exemplo, como podem afirmar no despacho que os seus técnicos não podem fazer a vistoria à casa necessária ao mesmo tempo que apresentam fotos do interior da casa? Será que foram fotografias tiradas por um helicóptero telecomandado? E agora com a porta emparedada, como vão os técnicos entrar?
Etc e tal, por aí fora. Resumindo, muito trabalhinho que temos entre mãos, se quisermos ter sucesso nos nossos sonhos.

Publicado por [Marcos] às junho 3, 2012 10:37 AM

Se o pessoal tivesse fugido todo a bófia tinha feito uma caça ao homem pelos Anjos e imediações. O pessoal mais rápido desaparecia e o pessoal menos rápido ficava para trás a levar na boca. Como aconteceu no Chiado em 2007. Como aconteceu em Setúbal em 2011. Como não se pode continuar a deixar acontecer. Assim, todas as pessoas ali presentes tiveram a oportunidade de constatar, de forma prática e em pessoa (não numa fanzine, não num documentário, não numa notícia do Indymedia) o que é o Estado e o seu aparelho repressivo.
Mas quando se fala de coisas como a «necessidade de aparecer» e o «pacifismo bacoco» ficamos logo a perceber que não é um debate estratégico que está aqui em causa, mas a oportunidade para reafirmar pela milésima vez uma retórica desprovida de substância ou consequências.

Publicado por [Los Anjos] às junho 3, 2012 03:50 PM

Nem transeuntes nem a maior parte dos polícias deveria saber o que se estava ali a passar, o porquê da manifestação, etc.

Tinha sido fundamental alguma coisa que explicasse isso. Uma Intervenção, uma Assembleia, palavras de ordem em ultima análise.

Em vez disso, optou-se por uma corrente de massagens. Foi um bocado constrangedor.

Fugir da polícia como tantos fizeram quando ela apareceu ainda foi/teria sido pior. Aos olhos do comum dos lisboetas é assumir que se estava a fazer alguma coisa de mal. A manif devia continuar unida, a dirigir-se para o sítio para onde deveria dirigir-se (já agora era qual? Areeiro?). Caso houvesse carga policial sobre a manif, aí até percebo que seja o "salve-se quem puder", mas a saída ao mero aparecimento da polícia foi uma tristeza pegada.

Tão cedo não me apanham noutra coisa deste género.

Publicado por [Anónimo] às junho 4, 2012 02:36 PM

Acho que não faltaram palavras de ordem. Uma assembleia sob cerco policial seria um pouco caricata. Eu gosto de assembleias em que posso dizer o que me apetece. A corrente de massagens contribuiu para que algum pessoal que nunca tinha estado naquela situação gerisse a sua ansiedade e demonstrasse que não tinha medo.
Quanto ao resto - a fuga assim que apareceu a polícia, estou genericamente de acordo, mas é claro que cada um reage como entender face à repressão. Percebo perfeitamente que quem tenha processos em cima, estivesse sem documentos ou tivesse outra razão qualquer que agora não me ocorre, tenha preferido ficar fora do cerco policial.
Acho que o pessoal é muito exigente. Que me lembre, nunca um desalojo de um espaço ocupado em Lisboa tinha sido seguido por uma manifestação no próprio dia. A fontinha criou o precedente. É já uma vitória tê-lo feito relativamente a S. Lázaro.
A luta continua.

Publicado por [Rick Dangerous] às junho 4, 2012 03:01 PM

ACHO QUE SE DEVE SAUDAR A CORAGEM CÍVICA DE QUEM FICOU NA ESCADARIA DA IGREJA DOS ANJOS A SUPORTAR A SEVÍCIA FASCISTA DA BÓFIA...

Talvez ainda mais espectacular teria sido a malta não apresentar documentos de identificação e obrigar os pulhas azuis a levar a manif em peso nas putas das carrinhas. Uma vez na esqudra, alguém com uma centena de BIs iria lá para proceder à identificação.

Dum ponto de vista puramente mediático (e sem outras considerações) seria um acontecimento interessante... "PSP leva para a esquadra uma manif inteira"...

Publicado por [Anónimo] às junho 4, 2012 06:09 PM

e outra coisa: cães raivosos são para abater

Publicado por [Anónimo] às junho 4, 2012 06:12 PM

Uma das outras razões possíveis é "simplesmente" não querer apanhar porrada da bófia (cenário brutal, mas perfeitamente possível, como aliás outras manifs mostraram e como se pode ver, numa escala diferente, com os últimos acontecimentos na margem sul). Ignorar que, num primeiro momento, era isso que estava em causa e que parecia ser o desfecho final é não perceber a verdadeira arbitrariedade da repressão (uma das suas várias facetas ignóbeis). Acho uma vergonha que se volte ao argumento de que quem está no cerco faz parte da cena e quem não está ou é cobarde, ou não é "revolucionário à séria". Até face à repressão de que fomos TODOS alvo, o sectarismo espreita para nos reprimir outra vez. Merda.

Publicado por [rubi] às junho 4, 2012 07:50 PM

"PSP leva para a esquadra uma manif inteira" Pá, muito bom :) eu comprava logo o correio manhoso

Publicado por [Catano] às junho 4, 2012 10:17 PM

normalmente eles levam 2 ou 3 que passam por violentos e tal. é + complicado levarem 200 ou 300

Publicado por [Anónimo] às junho 5, 2012 12:49 AM

Se9ries para Baixar Ole1 Gleyston, verificando aqui, vi que o aqvriuo este1 sem som a partir do minuto 36:50 (ou seja, um total de quase 4 minutos), mas ne3o temos como corrigir porque ne3o fomos nf3s que ripamos o aqvriuo. Ale9m disso, ne3o deve atrapalhar a compreense3o da histf3ria.

Publicado por [Sergey] às junho 17, 2012 04:22 AM

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