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março 31, 2012

Hoje

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Mais informações aqui..

Publicado por [Saboteur] às 09:27 AM | Comentários (0)

março 30, 2012

Boas maneiras para protestos anticolonialistas //

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Publicado por [Shift] às 05:57 PM | Comentários (0)

es.col.a - carta aberta - resistiremos

Es.Col.A do Alto da Fontinha
CARTA ABERTA

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A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro. Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do que anunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com dois delegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que o projecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguer com fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinatura desse papel.

Recapitulando: a 10 de Abril de 2011, um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha, devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter. Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades a decorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.

Esta farsa é, para nós, inaceitável, tal como o é o despejo em si - seja agora, em Junho, ou em qualquer altura. Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavra e que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonho com que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com as nossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nas ruas da Fontinha. Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.

Precisamos do sentido solidário de toda a gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que a ocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo.

Que a moda pegue! ai, ai

Publicado por [POKE] às 05:32 PM | Comentários (0)

Aspirante a manual de boas maneiras para protestos anti-austeritários*

...até despacharmos a direita (e depois logo vemos quem é que é mais de esquerda)

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Mínimos de referência 2012 – para os movimentos sociais, sindicais ou não - versão 1.0


- os protestos, para terem interesse e impacto, têm de perturbar a ordem estabelecida. ‘Violência’ é a exibição de símbolos de repressão, todo o aparato policial para conter pessoas que se manifestam pacificamente ou os infiltrados que têm provocado distúrbios violentos nas mais recentes manifestações (e que as pessoas têm o direito de expulsar, pacificamente, das mesmas). Atirar coisas, que não magoem, aos símbolos de poder (financeiro ou político) - confettis, pétalas, purpurinas, peluches, tinta, bolos, tomates (maduros), ovos (crus, podres ou não), cenouras (cozidas), ou outras coisas que não ponham em causa a vida de ninguém, mesmo que atiradas de muito longe -, não são violência.

- a polícia de intervenção não é nossa amiga.

- ‘segurança` de uma manifestação, por parte de um ou mais colectivos organizadores, a existir, serve para garantir a segurança dos manifestantes face a infiltrados e a detenções injustas: são pessoas incentivando acções de grupo, apelando à solidariedade dos restantes manifestantes por forma a impedir os abusos policiais.

- as pessoas têm direito à autodefesa – individual ou colectiva - da detenção injusta ou ilegal e do abuso de poder; os manifestantes não são culpados até prova em contrário.

- não se deixam manifestantes para trás, numa acção pública. Aqueles que a polícia estiver a pressionar mais devem ser protegidos pelos restantes.

- todos os colectivos anti-austeritários são solidários, fazem circular informação entre si e tentam coordenar acções e mobilização em conjunto.

- nenhum colectivo anti-austeritário tem o direito de boicotar, canibalizar ou concorrer com acções e manifestações de outros colectivos.

- todos os colectivos anti-austeritários são bem vindos às acções dos restantes, sendo implícita a liberdade total de participação em cada protesto ou acção pública – utilização de máscaras, cartazes, bandeiras, faixas, palavras de ordem etc –, a comunicação prévia e o apoio público à acção são de bom tom

- chega de carros de som, vivam os rádios portáteis, megafones, apupos, vaias e a voz das pessoas.

- todas as pessoas e todos os colectivos têm direito a convocar o que quiserem: "se não concorda, não participe mas não atrapalhe."

- o que conta é a expressão colectiva e livre, não as estrelas e as vanguardas dos movimentos.

- não há só manifs e greves: imaginação ao poder.

- estão excluídas pessoas sem sentido de humor

Cidadãs. Várias.

*excepto grupos nazis, neonazis, xenófobos, racistas, homofóbicos ou sexistas, que não são bem vindos.
.

Publicado por [POKE] às 05:10 PM | Comentários (1)

Pensar Lisboa

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Conversas & Copos em torno da cidade que queremos. Domingo, no Palmeiras. A entrada é livre para aderentes e não aderentes do BE.

Publicado por [Saboteur] às 12:39 PM | Comentários (8)

março 29, 2012

Spectrum vuelve!

Esta cena de fazerem uma greve geral em Espanha quatro dias depois de cá é um bocado chunga. Um gajo não pode curtir um bocadinho que vem logo o irmão maior dizer que curtiu muito mais. Ia deixar links mas está em toda a impresa espanhola, ainda assim o minuto a minuto do el pais e esta agência de noticias criada especialmente para o dia de hoje estão repletas de dados importantes, sendo que ainda há manifestações a decorrer.

Do que vi ainda nenhum delegado sindical veio dizer que lamenta os actos de "vandalismo", sendo que será talvez de assinalar o espirito subtilmente mais combativo do pessoal no outro lado da fronteira. Aguardamos ansiosamente que venha alguém então dizer que são todos infiltrados.

Publicado por [Party Program] às 10:00 PM | Comentários (7)

março 28, 2012

Já dizia a Bruno Aleixo

Publicado por [Saboteur] às 12:04 PM | Comentários (1)

março 27, 2012

Oh Macedo vai pó caralho!! Provocadora é a tua tia pá!

Dedicado ao Expresso que embora não estivesse presente tinha a certeza de tudo e teve de passar imagens em camara lenta para fingir que a revolução estava em marcha.
E dedicado ao cavaco, com ele levo 20 anos a levar bastonadas quando luto pelos meus direitos.

Publicado por [POKE] às 09:35 PM | Comentários (1)

Vida de agente do SIS é dura

«O que realmente estava a inquietar a "inteligência" eram as iniciativas do "RPA69" com o apoio dos "indignados" e dos "Bike the Strike", as quais configuravam maiores preocupações securitárias. O perfil mais radical destes activistas e a dúvida quanto a adesão e desfecho da acção eram a justificação»

in DN - "Relatório alarmista do SIS falha previsões para a greve geral"


Vejam os capacetes para resistirem às bastonadas e o colete para se fazerem passar por jornalistas.


Mais um jantar popular no RPA. No fim vão fazer explodir cocktails molotov ou então vai tudo para o quarto escuro.

Publicado por [Saboteur] às 08:06 PM | Comentários (7)

Ainda não sabemos quando será, mas já há cartaz para a próxima manifestação

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Publicado por [Party Program] às 03:16 PM | Comentários (2)

março 26, 2012

Como diria Guida Borges

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Publicado por [Rick Dangerous] às 06:02 PM | Comentários (1)

Não se sabe o que é, sabe-se como se apresenta

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"O Poltergeist, não se sabe precisamente o que é – sabe-se como se apresenta: Numa casa isolada quase sempre no campo, os objectos de repente movem-se sozinhos, as gavetas abrem-se, os utensílios são levantados, os móveis, os pesados como os outros, as volumosas arcas mudam de sítio, os tachos, os potes, os caldeiros cheios, sem que uma gota lhes transborde, deslocam-se no ar a muitos metros de distância ou então uma chávena pousada no seu lugar quebra-se em mil pedaços, enquanto uma garrafa trambolha pela escada sem se rachar sequer. Caem pedras lançadas não se sabe de onde, pedaços de telha com trajectória absurda, do princípio ao fim imprevisíveis. As pedras visam um ou outro dos ocupantes mas bem assim um curioso, um vizinho que veio ver, que elas parecem dever atacar, mas que, retardando no momento preciso de o atingir, se limitam a empurrá-lo.

Objectos familiares, sapatos ou casacos desaparecem, reencontram-se lá fora. Acontece isto quer ao crepúsculo quer em pleno dia."

Henri Michaux, Uma via para a insubordinação

Publicado por [Chuckie Egg] às 05:44 PM | Comentários (0)

março 25, 2012

As provas acumulam-se. Quem nos proteje da Polícia?

Publicado por [Saboteur] às 09:26 PM | Comentários (12)

Não foi só a polícia que abriu cabeças

Uma dos acontecimentos mais significativos desta greve foi a violência policial sobre os manifestantes, sobre a égide do Governo e com a relativa cumplicidade da comunicação social.

Esse enorme escândalo tem sido denunciado e deve continuar a sê-lo com grande firmeza, como um dos exemplos marcantes do enfraquecimento da nossa democracia, como sinal dos tempos que vivemos.

No entanto, creio que não pode passar em claro a agressão vergonhosa do serviço de ordem da CGTP aos precários inflexíveis e em concreto ao Rui Maia, dirigente dos Pis e do BE.

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A crueldade da agressão ao Rui Maia não fica atrás da que foi perpetrada pela polícia e deveria envergonhar qualquer pessoa que se sinta ligada à CGTP. Tal como me sinto envergonhado pelas declarações de Miguel Macedo: «Quero sublinhar também que em frente da Assembleia da República há imagens nas quais elementos da CGTP não permitiram que fosse confundida a sua manifestação com os elementos que provocaram a situação no Chiado».

O que me disseram alguns camaradas da CGTP era que o cordão de segurança era de facto para evitar que “os provocadores” e os “anaracas” entrassem na manifestação e ficaram atrapalhados quando eu lhes disse que aquele jovem de t-shirt preta e cabeça rachada era dos Pis e nada tinha a ver com “os anarcas”.

Aliás, as cabeças do Rui e dos outros terão sido rachadass sensivelmente ao mesmo tempo, em pontos diferentes da cidade, e os próprios precários inflexíveis terão sido criticados por ter preferido acompanhar a manifestação da CGTP em vez da dos “indignados”.

Fizeram um esforço para acompanhas as “estruturas representativas dos trabalhadores” e acabaram escorraçados como se fossem um gang que tivesse ido assaltar os visitantes da Festa do Avante.

Mas fossem “indignados”, “anarcas” ou mesmo o Party Program e companhia: O que se passou em S. Bento é inaceitável e teria sido sempre inaceitável fossem quais fossem as cabeças abertas. Para além de as manifestações serem públicas e o direito à indignação e manifestação não ser cotada de nenhum sindicato ou partido político, é sobretudo preciso sublinhar que o inimigo está no outro lado da barricada e que neste momento todas as forças do lado de cá serão poucas para impedir o avanço do fascismo que está aí na ordem do dia.


Publicado por [Saboteur] às 09:20 PM | Comentários (9)

As imagens prévias à carga (as verdadeiras, não as do expresso)

Não sabemos se o Jornalista do Expresso que colocou que divulgou um video afirmando serem imagens prévias à carga policial o fez por ser apenas um enorme cabrão desonesto ou porque infelizmente é realmente pouco esperto, no entanto, aqui ficam as imagens prévias à carga. Entre a segunda e a terceira como foto a policia abre a cabeça ao rapaz alto. Na sétima um policia despeja gás-pimenta para cima das pessoas. Nas duas últimas é já possível ver o agente dos óculos escuros que saltou para a fama de bastão no ar.

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Publicado por [Party Program] às 05:54 PM | Comentários (1)

Infiltrados!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

O prémio para comportamento mais cretino da semana, com forte concorrência do serviço de ordem da cgtp, irá sem dúvida para os anonymous portugal. Um colectivo cujo nome sublinha uma potencialidade na acção directa "anónima", ou seja, numa subjectividade clandestina e portanto difusa. Ora os dito cujos resolveram pegar numa sequência de fotos onde alguns estivadores aparecem juntos à policía na marcha, um pouco como toda a gente, e depois por trás da linha de agentes que protegia os policías que detiam o outro estivador, segundo os próprios a tentar informar que o colega detido tinha um pacemaker. Ora alguns dos anonymous, sob o perfil de facebook "anonymous legion portugal", colocaram as fotos afirmando que estas provavam que estes eram agentes infiltrados. Várias pessoas tentaram imediatamente avisar que não eram infiltrados, tendo inclusivé depois os próprios estivadores de aveiro, sob um outro perfil de facebook com esse mesmo nome, ido avisar que as pessoas na fotografia eram realmente estivadores. Os anonymous respondem agora na sua página facebook que "Em relação aos estivadores de Aveiro: não estamos aqui para acusa-los. A investigação e relatório final cabe às autoridades. É para isso que pagamos impostos".

A ver se percebemos, um colectivo conhecido pelas suas acções ilegais online resolve acusar sem provas um grupo de pessoas, recusa retirar essas acusações mesmo quando várias vozes explicam claramente serem infundadas e depois remete para a polícia e os tribunais o devido esclarecimento de se são ou não infiltrados? É mesmo isto?

Num registro semelhante vi também partilhada no facebook a suspeita de que a Policia teria preparado e causado os confrontos onde aconteceram. Esta revelação surge depois de alguém revelar que no dia seguinte um empregado da brasileira lhe tinha dito que a policia tinha passado antes da manifestação a pedir para retirarem as loiças porque iria haver problemas. Ora como é sobejamente conhecido a policia tem sempre por hábito avisar dos seus planos secretos todos os empregados dos comércios vizinhos, principalmente os cafés com esplanada. Foram no entanto um bocado burros porque só avisaram os empregados da Brasileira e não os da Bernard, onde aí sim estava toda a loiça de mesa que foi atirada à policía. Fica no entanto uma questão: se foi a policia tanto a provocadora dos confrontos como da sua resposta então não lhes teria dado jeito terem lá a loiça de mesa? Ou então, eureka, creio que já ficou tudo claro: Os infiltrados vieram mascarados de estivadores e fingiram uma cena de detenção com a policía. Os outros agentes infiltrados, tendo já avisado previamente as pastelarias da zona, trouxeram eles próprios a sua loiça de café de casa, a que foi arremesada à polícia. Todo aquele burburinho eram na verdade polícias que detinham policias protegidos por policias atacados por policias. Os únicos civis ali presentes eram os dois jornalistas, o rapaz alto e a senhora loira, se bem que sobre ela não temos ainda a certeza se não era um fascista infiltrado na policia mascarado de estivador com uma cabeleira loira a fingir que era mulher. Os verdadeiros manifestantes estavam todos já longe, numa carrinha de som a passar o integral das crónicas da Raquel Freire na rádio, a escrever as suas ideias para um portugal melhor em folhas de papel branco que depois entregaram ao José Manuel Anes, porque toda a gente que sabe que é isso que os manifestantes verdadeiros fazem.

MAIS UM PERIGOSO INFILTRADO NO CHIADO!!! DIVULGAR!! ONDE ESTÁ A SUA CHÁVENA DE CAFÉ???

Publicado por [Party Program] às 04:24 PM | Comentários (14)

março 23, 2012

Nada de novo entre o céu e a terra

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:51 PM | Comentários (1)

Conheces?

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Publicado por [POKE] às 06:03 PM | Comentários (3)

Mentir com quantos dentes se tem na boca

Chega-se a casa depois de um dia passado na rua e depara-se com o enorme jorro de mentiras que contradizem tudo aquilo que se acabou de presenciar: Alegadamente a manifestação vinha a provocar confrontos desde o Saldanha até ao Chiado em que finalmente decidiram atacar a polícia e uma esplanada cheia de pessoas pelo meio.

invece no

1 - "Os confrontos começaram na Almirante Reis" - Um grupo de cerca de 200 pessoas saiu do Saldanha em direcção à Estefânia e depois desceu a Almirante Reis até chegar ao Martim Moniz e ao Rossio. Quando passaram em frente ao Banco de Portugal algumas pessoas atiraram ovos à fachada do edificio. Dois policias à paisana entraram dentro do corpo da manifestação e tentaram deter alguém, tendo sido imediatamente repelidos. Não se seguiu nenhuma carga policial, estando presentes no local duas ou três carrinha do corpo de intervenção. De novo, entre o Martim Moniz e o Rossio, um agente fardado, só, entrou no corpo da manifestação para prender outro participante nesta, foi também impedido de o fazer, de modo pacifico, sem que ninguém se tivesse magoado. Esta manifestação chegou ao Rossio e aí terminou.

2 - "Os manifestantes da plataforma 15 de Outubro atacaram a policía", "Os clientes da esplanada tiveram de fugir" - Na esquina da Livraria Sá da Costa a policía detém um estivador. Levam-no para trás de uns carros e começam a espanca-lo. Várias pessoas tentam aproximar-se e é criada uma barreira policial. Os agentes agridem as primeiras pessoas que se aproximam, sendo já famosas as imagens do rapaz com a cabeça aberta cheia de sangue que grita com eles, tendo sido tantos outros agredidos com mace e gás-pimenta. Perante o espancamento do homem detrás dos carros e da imediata violência da policía várias pessoas arremessam tudo o que encontram contra elas, entre outras coisas o mobiliário da esplanada na sua retaguarda. Entenda-se que há pessoas que apanham coisas à sua retaguarda para atirar à sua frente: não há portanto o risco de que seja atingida a dita retaguarda, como a mais elementar das lógicas parece explicar. Assustada, sendo que até agentes a chorar havia, a policia consegue segurar a linha o tempo suficiente para que cheguem os reforços de baixo. sendo resguardados por estes que depois espancam os jornalistas, a pessoa mais velha que é vista nas imagens da SIC, etc. Sucessivas cargas da polícia conseguem varrer o chiado e a manifestação prossegue até São Bento.

Ficam aqui então as questões a quem elaborou a narrativa difundida pelos media e aos próprios jornalistas que nem quando um colega é brutalmente espancado conseguem juntar dois mais dois e fazer o seu trabalho:

- Se a manifestação tinha já provocado confrontos na Almirante Reis porque é que não houve uma carga policial lá? Porque é que não há imagens desses confrontos sendo que havia várias câmaras presentes? Porque é que estes manifestantes, tão selváticos e sedentos de sangue, esperaram pelo momento em que estavam cercados por inúmeras carrinhas para atacar a policía e não o fizeram antes? Porque razão haveria alguém no seu perfeito juízo de apedrejar uma esplanada durante uma manifestação? Porque é que o espancamento de jornalistas acontece tão rotineiramente? Não será talvez porque nesses, e em tantos outros momentos, a violência da polícia é selvática e indiscriminada? Se a turba violenta manifestante é assim tão selvagem porque é que se vê um deles a salvar a vossa colega Patricia Melo de ser ainda mais agredida?

O que aconteceu foi simples: A PSP tem, nas palavras dos seus dirigentes, um síndroma cowboy. Acha, e muitas vezes sem consequências, que faz o que quer quando quer. Que mata, espanca e agride sem consequências nem problemas de maior. Ontem não foi assim, sentiram-se intimidados porque, espante-se, muitas pessoas não quiseram deixar que uma delas fosse espancada e resolveram reagir.

São os dois polícias em primeiro plano à direita que depois acabam por agredir a jornalista, como bem nota no post abaixo o Chuckie Egg. O dos óculos escuros acompanhou a primeira manifestação desde o Saldanha, tendo por pelo menos duas vezes ameaçado pessoalmente dois manifestantes diferentes

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De notar o cassetete ao contrário do agente dos óculos escuros, visível contra o seu colete

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O puto otário dos óculos da pastilha finalmente mostra do que é que é feito


Publicado por [Party Program] às 10:09 AM | Comentários (47)

Reles cobarde

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O polícia que agride a fotojornalista Patrícia Melo é este do meio, de óculos escuros. A foto, é da própria e está no Guardian.

Vídeo e fotos via shyznogud. bom fds.

Publicado por [Chuckie Egg] às 09:46 AM | Comentários (9)

...

Neste vídeo vê-se melhor mas ainda não mostra tudo. Ela leva um primeiro pontapé desse mesmo polícia e vai ao chão. Um rapaz vai levantá-la mas ela não consegue imediatamente correr e é aí que leva com aquele cacetete.

Reles cobarde.

Publicado por [Chuckie Egg] às 09:31 AM | Comentários (0)

«...tendo alguns agentes da PSP desferido bastonadas aos manifestantes mais revoltados.»

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Publicado por [Saboteur] às 01:09 AM | Comentários (6)

Era jornalista... tiveram azar (se bem que ela teve mais

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Publicado por [Saboteur] às 12:58 AM | Comentários (2)

Os heróis do dia de hoje.

Os acontecimentos do dia de hoje ainda vão fazer correr muita tinta, mas para começar nada como um vídeo que representa bem o enorme espirito de sacrifício e a formidável contenção dos novos heróis de Portugal.

Robocops unidos jamais serão vencidos. Fuck Yeah!!

Publicado por [POKE] às 12:10 AM | Comentários (2)

março 21, 2012

FUCK YEAH PRIMAVERA II

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Publicado por [Party Program] às 09:38 AM | Comentários (0)

março 20, 2012

FUCK YEAH PRIMAVERA

BLOQUEAR AS RUAS OCUPAR TUDO - 13H - SALDANHA >> ROSSIO

BIKE THE STRIKE - 13H - MARQUES DE POMBAL

MANIF 15O - 16H - ROSSIO >> SÃO BENTO

MANIF CGTP - 14H - ROSSIO >> SÃO BENTO

CONCENTRAÇÃO DE DESEMPREGADOS NO ROSSIO - 15H ROSSIO

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Publicado por [Party Program] às 04:17 PM | Comentários (13)

Aqui ou Aí, todos no mesmo barco!

Em Paris prepara-se assim a solidariedade com a greve geral em Portugal.

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Publicado por [Shift] às 12:20 AM | Comentários (0)

março 19, 2012

GNR e EDP - eis o Plano Nacional de Barragens


Nada faltou, evidentemente, naquele recanto esquecido do Alto Douro. Lá estiveram os ritmos e a resistência, vinho tinto fora de prazo e muita comida vegetariana, serões animados e campismo à chuva. O cenário idílico entrecortado por explosões audíveis a quilómetros e uma obra que já provocou mortos e que nunca pára, faça chuva ou faça sol, seja dia ou seja noite.
A população a tudo assiste, indignados uns, resignados outros, mais ou menos curiosa relativamente aos campistas, mais ou menos desconfiada relativamente a um fluxo que duplicou a população de Foz Tua durante uma semana. Alguns habitantes contaram as suas histórias, sobre o rio onde já não se pode pescar, sobre o trabalho desumano que ali se leva a cabo, sobre um vale que nunca mais será seu.
Também não faltaram os deputados, claro está. Catarina Martins (Bloco de Esquerda) percorreu de carro vários quilómetros para estar cerca de 40 minutos na manifestação, falar com os jornalistas no local e abalar rapidamente, a tempo, quem sabe, de nova aparição no telejornal.

Nem sequer Cavaco faltou à chamada, fugindo corajosamente pelas ruas de Alijó de meia-dúzia (juro) de manifestantes que lhe queriam oferecer os frutos de um laranjal que a EDP e a Mota-Engil se encarregarão de submergir. Diz quem sabe que se tratam das melhores laranjas do mundo, mas Cavaco, que sabe uma coisa ou outra acerca dos problemas da agricultura (daquela que não conseguiu arruinar completamente, note-se), não quis saber nada disso.
Nada faltou a não ser gente suficiente para parar aquela barragem. Mas quem está vivo nunca diga nunca, porque ainda é cedo para falar no pretérito perfeito. O que mexia não mexerá para sempre.
O que certamente não faltou foram os militares da GNR. Há quem tenha contado 34 e é bem possível que assim tenha sido, pois é bem sabido por todos que se alguma coisa vier a faltar neste cantinho à beira mar plantado, seguramente não será o betão nem gente de cassetete a garantir que ele chega aonde deve chegar.
Não se preocupem, organizem-se.

Publicado por [Rick Dangerous] às 07:21 PM | Comentários (4)

Sobre as eleições presidenciais francesas... a poesia de rua...

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Publicado por [Shift] às 03:33 PM | Comentários (3)

março 15, 2012

A virilidade e viralidade sionista do "O Insurgente" //

Dizer aqui que a Khulood Badawi é uma amiga, diria mesmo uma amiga bastante próxima já não sei se é uma boa ou uma má ideia. Quando há uns tempos traduzi um mail de um amigo libanês que vive em Damasco, cujo conteúdo era o seu ponto de vista em relação à situação Síria, um dos comentários foi : “Porque haveremos de confiar nesse teu amigo? ». Primeiro, ninguém obrigou a acreditar em ninguém (o mesmo se passa no presente post) ; segundo, porque tendo confiança pessoal e política nos meus amigos estou disposta a colocar as mãos no fogo por eles, de contrario não partilharia tal informação. Estou certa que a barra de ferro em brasa não me vai deixar traços de queimadura.

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Inocentemente pensei que as redes sionistas não fossem tão eficazes para chegarem a Portugal, mas este post no insurgente provou-me o contrario.
Khulood no sentido de denunciar os massacres atuais em Gaza inseriu nas suas redes sociais pessoais uma fotografia com uma criança em sangue no colo de um pai desesperado. Veio-se a descobrir que o acontecimento que esta fotografia retrata não ocorreu nos ataques atuais de Israel, mas sim em 2006. A difusão da fotografia foi feita no desconhecimento desses factos. Para mais detalhes sobre este erro que concerne também Diana Alzeer, ver aqui . Aproveitando este erro, honestreporting lançou uma campanha contra Khulood Badawi pedindo a demissão do seu emprego na ONU.

Alguns comentários impõem-se visto a situação
- A campanha contra Khulood é feita por uma franja de sionistas extremistas e desvia a atenção sobre os ataques que estão a ocorrer atualmente em Gaza contra civis, inclusive crianças. ( 25 mortos segundo as ultimas informações, entre as quais crianças )
- Khulood Badawi sempre assumiu o seu ativismo político. A sua intensa atividade política pela liberdade e denuncia da opressão do seu povo não poderá ser em algum caso dissociada do emprego que ela ocupa, seja qual for o emprego em questão. A legitimidade dessa associação passa por vezes e infelizmente pela história pessoal de cada um. Como Palestiniana, com passaporte israelita, sofreu desde sempre na pele a condição de ser cidadã de segunda em Israel (ex° não teve direito a bolsas de estudo pelo facto de ser palestiniana). Isto não invalida a seriedade e capacidade de analise que ela tem sobre a situação no Médio-Oriente e que lhe é pedido no desempenho da sua atividade profissional na ONU.
- A foto estava a circular nas redes sociais, não foi dela o tweet original como diz o gajo do insurgente que nem sabe de quem está a falar. Para além do facto da fotografia ter sido publicada no seu canal PRIVADO do twitter.
- Esta campanha visa também lançar a crença que os relatórios da ONU são enviesados por uma ideologia pro-palestiniana (enfim, só acredita nisto quem não conhece a história política da ONU em relação ao Médio Oriente).

Por tudo isto, e muito mais, a campanha que está a ser feita contra a Khulood é uma campanha caluniosa longe de ser honesta como o nome do site que a lançou quer fazer acreditar.


Publicado por [Shift] às 06:54 PM | Comentários (9)

março 14, 2012

Ocupar Tudo

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Publicado por [Party Program] às 09:31 AM | Comentários (6)

Angariação de fundos para a Marcha Global da Marijuana

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Publicado por [Saboteur] às 12:02 AM | Comentários (2)

março 12, 2012

Um êxodo fictício a saborear no rescaldo das revoluções árabes

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(Manif em Paris, Jan. 2011)

Em 1963 a França, no auge dos seus “trinta gloriosos”, vai recrutar trabalhadores à Tunísia para responder à insuficiência de mão-de-obra no país. É assim que os trabalhadores tunisinos, jovens e másculos, vão penetrando no solo francês e nas estatísticas como uma nacionalidade discriminada. De 50 mil em 1975 a 200 mil em 1990, engendrou-se a abertura de um corredor migratório enquanto surgia uma retórica de encerramento das fronteiras europeias. A França pôs e dispôs de uma mão- de-obra vulnerável, relembrando os bons tempos da época colonial.
Se inicio o texto nos anos 60, sem ir mais longe no colonialismo francês, é porque aí encontro umas das razões das vissicitudes históricas das migrações do Norte de África rumo à Europa nos dias que correm. A Europa despertou para as revoluções árabes não a 17 de Dezembro de 2010, mas a 12 de Janeiro 2011, quando Alliot-Marie, então ministra francesa dos Negócios Estrangeiros, propôs a Ben Ali o savoir-faire francês em matéria de repressão para conter as manifestações ("conhecido mundialmente", sobretudo nas ex-colónias). Um segundo despertar deu-se em Fevereiro, quando Frattini, então ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, profere um discurso premonitório sobre o “êxodo bíblico” que se dirige para as terras europeias.
Dois discursos seriam assim o apanágio da reacção europeia aos esforços de transformação política e social dos vizinhos do Sul: o securitário e o identitário. Duas matrizes intimamente ligadas e que deram origem a um encastramento contraditório dos princípios europeus de democraticidade na luta contra a imigração (tendo em conta que desde o final dos anos 90 as políticas migratórias da UE não relevam de um só Estado). Noutros termos, os europeus, confrontando-se com o destronar de ditadores (que haviam por sua vez destronado, para seu belo proveito, as lutas anticoloniais) com quem tinham assinado um pacto de “vigilância” migratória, tiveram que ser eles a mostrar a sua moralidade superior nas águas mediterrânicas. O resto conhecemos.
Embora o “êxodo bíblico” nunca tenha atracado à costa europeia, a chegada de alguns imigrantes à “metrópole” não deixou de constituir um “verdadeiro perigo sanitário e moral” (Mauco, 1932). Entretanto o clã Le Pen e os lacaios sarkozianos continuam a apregoar a prioridade do controlo dos fluxos migratórios em detrimento da livre circulação ou do simples direito à vida na travessia do Mar Mediterrâneo.
Parece-me que estamos cada vez mais longe da compreensão do alcance revolucionário das reivindicações que os tunisino, egípcios, sírios e outros nos têm demonstrado a cada dia que passa. Afinal a revolução também é isso… uma transgressão à norma, o pisar de uma fronteira. Tal e qual como um taxista em Tunes me explicou quando não parou num sinal vermelho.

Publicado por [Shift] às 09:55 PM | Comentários (1)

março 09, 2012

I'm gonna put on my iron shirt

Publicado por [Saboteur] às 11:51 PM | Comentários (3)

março 08, 2012

Exercício de autocrítica

Tive mais uma altercação com um automobilista que teve todos os clichés do costume - «devias andar encostado à berma em vez de andares a atrapalhar o trânsito», «nem traz matrícula, nem capacete» - e alguns bem divertidos e originais: «É ciclista mas nem uma garrfinha de água traz» e «o desgraçado nem sequer carro tem».

Houve no entanto um "argumento" dele que me deixou a pensar: «Se está aqui uma ciclovia [estávamos na Duque D´avila] porque é que vai pela estrada?».

A construção de ciclovias (pelo Dr. José Sá Fernandes enquanto eleito pelo Bloco de Esquerda, já agora, só para animar os meus leitores de estimação...), teve como principal impacto o sinal público que se deu de que esta cidade também era ciclavel e que era socialmente desejável que mais gente pudesse circular de bicicleta.

Por outro lado, institui-se uma espécie de regime de apartheid, contrário à filosofia da desejável partilha de espaço na cidade, em que o sinal que se dá é que as bicicletas têm de ir nos seus caminhos próprios "para não atrapalhar o trânsito".

Eu, que sempre defendi a criação de uma rede ciclável, tenho cada vez mais a sensibilidade de que, nesta altura, já não se justifica investir mais em ciclovias.

Vale bastante mais a pena canalizar todos os fundos disponíveis, para a promoção da mobilidade ciclável, para um sistema (nem que fosse piloto) de bicicletas de uso partilhado em Lisboa.

Publicado por [Saboteur] às 11:09 PM | Comentários (19)

março 06, 2012

Occupied Lisbon

Parece que vão tentar despejar a es.col.a no fim do mês. A ler sobre essa iminente situação fui-me lembrando das inúmeras casa ocupadas em Lisboa que foram sendo despejadas e do que delas foi feito depois. Das várias dezenas de tentativas de ocupação que foram feitas não houve mais do que três ou quatro que tenham durado mais do que meses, e apenas uma que tenha durado mais do que um ano. Sendo o quadro legal bastante diferente de outros países o processo de ocupação foi sempre bastante complicado, em Espanha ou na Holanda, por exemplo, a queixa do proprietário dá origem a um processo no tribunal e só após a conclusão deste podem os ocupantes ser expulsos, isto dá uma janela de três meses a vários anos que permite construir projectos mais complexos e duradouros. Apresentam-se estes casos enquanto exemplos, mas seria interessante ver quantas casas ocupadas e despejadas continuam vazias, sem dúvida a maioria.

A casa okupada da praça de espanha foi ocupada em 1996. Propriedade da Câmara de Lisboa, João Soares, seu presidente na altura, acedeu a que os ocupantes permanecessem no espaço desde que não "espalhassem muito o movimento okupa por Lisboa". A casa esteve ocupada até agosto 2002 e de certo modo organizou e relançou partes e correntes daquilo que grosso modo poderá ser um movimento anarquista em Lisboa, mas essa é outra história. Funcionou de modo assiduo enquanto sala de concertos para uma considerável cena musical underground que hoje em dia toca em lugares bastante mais dignos, como estações de metro patrocinadas por empresas de telecomunicações. Após a vitória de Santana Lopes o executivo camarário decidiu por termo à ocupação e enviou Helena Lopes da Costa, mais tarde envolvida em vários casos de corrupção durante o periodo de Santana e Carmona na câmara, para despejar os ocupantes. Estes resistiram e barricaram-se lá dentro entrando em negociações que deveriam continuar no dia seguinte, mas não chegou a haver dia seguinte porque às seis de manhã, aproveitando uma saída para ir comprar comida, a PSP invadiu a casa e expulsou os ocupantes, tendo esta sido imediatamente demolida. Os ex-proprietários da casa moveram um processo à câmara, esta tinha sido vendida sob a promessa de que não seria demolida. Helena Lopes da Costa apressou-se a dizer aos repórteres que os ocupantes tinham recusado a oferta de um espaço em Chelas, quando na verdade essa proposta não tinha sido sequer feita, tinha sido mencionado que eventualmente poderia ser cedido um espaço, não especificado, e nada mais. Lopes da Costa foi ainda ao quintal da casa enquanto decorriam as negociações. Logo que saiu correu aos jornalistas dizendo que tinha estado dentro da casa onde o chão mal se distinguia entre seringas. Os jornalistas conheciam a credibilidade da senhora e não divulgaram sequer essas afirmações.

Meses depois do despejo alguns dos ocupantes combinaram um piquenique no espaço abandonado para comemorar o aniversário da ocupação da casa. Nem meia hora lá ficaram porque foram imediatamente corridos à bastonada. O buraco esteve vazio até hà um ou dois anos, ou seja, esteve oito anos sem uso. Um baldio entre um prédio e uma vivenda que albergava uma clinica. A clinica saiu e uma esquadra da polícia ocupou a vivenda. Num acto de miserável ironia o espaço da casa ocupada da praça de espanha é hoje a metáfora perfeita de tudo o que está mal no mundo: O parque de estacionamento da esquadra da PSP.

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As imagens do google ainda não revelam o parque de estacionamento. O buraco esteve assim oito anos


Em 2000 foi ocupada a casa de São Mamede na rua de São Mamede ao largo do caldas. Diz que um dia Paulo Portas se cruzou com um dos ocupantes e lhe soltou um sonoro "Bom dia vizinho" ao que o ocupante lhe respondeu "vai para o caralho". Foi ocupada enquanto habitação para um grupo de seis ou sete pessoas e durou quatro ou cinco meses. Era propriedade da Santa Casa da Misericórdia e um dia dois funcionários que foram lá ver algo descobriram que tinha sido ocupada. Seguiu-se uma conversa na sede da santa casa onde foi explicitamente dito aos ocupantes que se estavam regalmente a cagar se tinham outro sitio ou não, que a santa casa era uma empresa como outra qualquer e que tinham X dias para se porem a andar. Os ocupantes lá permaneceram mais uns dias até uma madrugada que acordaram com a polícia a arrombar a porta. Espertos e agéis como eram fugiram por trás, passando para o Chapitô e dai para liberdade. 12 anos depois a casa permanece vazia e emparedada.

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São Mamede Volveremos!


Em 2004 foi ocupado um palacete na rua do Passadiço em Lisboa, com vista a servir de habitação e de centro social. Iniciou-se desde logo uma relação com a miudagem do bairro que frequentava a casa com o mesmo à vontade, até mais, do que o colectivo que a ocupou. Chegou-se a um acordo verbal com o proprietário em que se ali poderia permanecer enquanto um projecto de reabilitação não fosse aprovado, tendo vários representantes seus visitado a casa em diferentes ocasiões para inspecção e análise das infrastruturas, tarefa que sempre decorreu pacificamente. Para além de servir de casa a cerca de dez pessoas o espaço organizava inúmeras actividades e dava abrigo a outros tantos projectos de vários colectivos não envolvidos directamente com a sua manutenção. Cerca de seis meses depois de ser ocupado o proprietário informou que tinha planos para o sitío e que este teria de ser abandonado. Combinou-se uma data e foi marcada uma festa de despedida para a sexta-feira anterior ao dia em que os ocupantes abandonariam o edificio. Mas nessa mesma sexta de madrugada cerca de trinta agentes das forças de intervenção da PSP desceram em rapel a fachada interior do edificio, com as escadas ao lado, e detiveram as cerca de 10 pessoas que lá dormiam, a maior parte despertada por vários agentes da polícia a irromperem nos seus quartos com armas apontadas. A polícia tinha recebido uma queixa seis meses antes e tinha decidido executar o despejo naquele mesmo dia. Sete anos depois a casa continua vazia e emparedada.

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Publicado por [Party Program] às 08:28 PM | Comentários (23)

março 05, 2012

Cenas da luta de classes

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Publicado por [Rick Dangerous] às 05:42 PM | Comentários (3)

março 04, 2012

A es.col.a está em perigo!!

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PETIÇÃO A FAVOR DA ES.COL.A DO ALTO DA FONTINHA
A antiga escola primária do Alto da Fontinha, abandonada pelas autoridades há mais de 5 anos e vandalizada diversas vezes, foi ocupada por um grupo de pessoas que está a devolver aquele espaço público à comunidade.
Todas as semanas há uma assembleia aberta do ESpaço COLetivo Autogestionado, ES.COL.A, onde se decidem quais as actividades, tarefas e trabalhos de reabilitação a realizar neste espaço.
O espaço, que se encontrava abandonado e vandalizado, está a tornar-se num lugar agradável, renovado, limpo e capaz de receber actividades, tais como aulas de desenho, ciclo de cinema, yoga, apoio escolar e criação de uma biblioteca e espaço para brincar.
Queremos continuar a melhorar e usar este espaço para mostrar que espaços abandonados podem tornar-se vivos e com benefício para a comunidade.
As pessoas abaixo assinadas apoiam este projecto e querem mantê-lo, não comercial e autogestionado pela comunidade.

Publicado por [POKE] às 10:12 PM | Comentários (4)

Soul...

Publicado por [Saboteur] às 12:34 PM | Comentários (3)

Cuba

Publicado por [Saboteur] às 10:41 AM | Comentários (1)

março 01, 2012

Do espirito académico na Catalunha

La calle da señales de inquietud. España no es Grecia –ni lo será–, pero tampoco es Portugal, cuya sociedad ha encajado el durísimo golpe de la crisis con un estoicismo atlántico poco habitual en el Ruedo Ibérico.

Destroem a sucursal de um banco e uma loja de roupa no campus da universidade autónoma de Barcelona

Já por cá tudo bem

Publicado por [Party Program] às 06:48 PM | Comentários (6)