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dezembro 31, 2011

Quem te levará a casa esta noite, Miguel Macedo?

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:33 PM | Comentários (8)

dezembro 29, 2011

Os cidadãos que sofreram acidentes não cooperaram, não quiseram realmente manter-se vivos

Solução? Um paisano em cada carro no próximo natal.

Publicado por [POKE] às 02:31 AM | Comentários (1)

dezembro 28, 2011

FUCK YEAH NYE!

Um reveillon de sonho num local de filme, tipo o anúncio que a levi's nunca teve coragem de fazer

Publicado por [Party Program] às 06:27 PM | Comentários (1)

Não há lei para lá da Via do Infante


Cortesia da Gui Castro Felgas, com dedicatória a Chucky Egg.

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:53 PM | Comentários (3)

dezembro 27, 2011

À esquerda da crise

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a crise que vivemos é uma crise económica e financeira, mas também é uma crise política. O neoliberalismo tomou, desde os anos 80, conta das nossas sociedades: as forças políticas de esquerda ou se renderam a ele ou não foram capazes de o combater. Ironia da história, o neoliberalismo rebentou com a economia mundial e quem paga a factura são os trabalhadores. Como se caracterizam estes tempos a que chamamos crise? Existe uma alternativa de esquerda às troikas deste mundo? Vá ao Chapitô, beba muitos copos e descubra.
debate com:

João Vasconcelos http://www.activismodesofa.net/
Nuno Ramos de Almeida http://5dias.net/
Ricardo Noronha http://unipoppers.blogspot.com/

moderado por:
Zé Nuno Matos http://unipoppers.blogspot.com/

Bartô, o bar do Chapitô, Costa do Castelo, 1 dia 28 /12 às 22h

Publicado por [Dallas] às 07:34 PM | Comentários (2)

The Raspberry Reich - The revolution is my boyfriend!

Amanhã no RDA: cinema da quadra.

Bruce LaBruce traz-nos Raspberry Reich - onde um grupo de luta armada inspirado nos Baader-Meinhoff decide pegar em armas contra a heteronormatividade.

http://en.wikipedia.org/wiki/The_Raspberry_Reich

Some slogans used in the film:

"The Revolution is my boyfriend!"
"Fuck me up against the wall, motherfucker!"
"Fuck me for the Revolution!"
"Are you revolutionary enough to give up your girlfriends?" (Question originally asked at a Weather Underground conference counterposing sexuality and revolution, in the context of Raspberry Reich it counterposes hetero and homosexuality.)
"Join the homosexual intifada!"
"No revolution without sexual revolution. No sexual revolution without homosexual revolution."
"Out of the bedrooms into the streets!" - chanted while engaged in sexual activity
"Heterosexuality is the opiate of the masses"
Declaring things to be counter-revolutionary: "Corporate hip hop is counter-revolutionary!"; "Madonna is counter-revolutionary!"; "Cornflakes are counter-revolutionary!"; "Masturbation is counter-revolutionary!".

Publicado por [Party Program] às 06:53 PM | Comentários (2)

dezembro 24, 2011

Natal celebrado em Belém

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Um outro dia, uma outra volta, desembarco em Belém. Na cidade onde Jesus nasceu existem campos de refugiados, entre os quais um que se chama Aida. Cerca de 4500 palestinianos vivem há 3 ou 4 gerações, mas ao contrário dos peregrinos cristãos que afluem a esta cidade há séculos, estes palestinianos instalaram-se após a criação do Estado de Israel em 1948. Isto significa Nakba – a catástrofe- para aqueles que apenas tiveram o direito de levar consigo a chave da sua casa e a memória dos seus mortos. Em 60 anos estas chaves tiveram o tempo de ficar enferrujadas, o que não retirou a esperança de regresso que elas carregam em cada ano de oxidação.

Publicado por [Shift] às 06:30 PM | Comentários (1)

dezembro 23, 2011

Arquivos (2) - Garantamos emigrantes de boa qualidade

"Enfin, en matière d’immigration, M. Tiné estime qu’il ya a intérêt à aider les Portugais à sauver la face et qu’il vaut mieux s’accorder sur un chiffre qui pourrait finalement être assez proche du nôtre (65.000 ou même 70.000).
Nous serions ainsi assurés d’obtenir des immigrants de meilleure qualité car ils auraient été préalablement triés par les autorités portugaises.
Les immigrants clandestins sont généralement plus médiocres et il ne faut pas oublier non plus que nous sommes en concurrence avec l’Allemagne Fédérale. Nous avons donc avantage à nous entendre avec le Gouvernement portugais."

ARCHIVES NATIONALES
Archive de la Présidence de la république 1969-74
Dossiers des conseillers diplomatiques



L'immigration portugaise en France par Amago82

Publicado por [Shift] às 04:42 PM | Comentários (1)

Arquivos (1) - « Há sempre alguém que resiste, Há sempre alguém que diz não »

« Quem nunca se sentiu a mais na sua terra própria, a ponto de ser obrigado a deixar e procurar na ausência o calor que ela lhe nega, mal pode compreender o que significa esse golpe na consciência, essa vergastada no amor-proprio, esse sentimento dorido de todo o filho segregado do lar materno »
Miguel Torga

Ser Emigrante
Ser emigrante é honra, é brio, vontade,
Procurando longe aquilo que o domina,
Dinheiro que aos seus lhes dê felicidade,
Com esforço que ninguém sabe nem imagina.

As cartas trocadas levam refrigério.
Nós estamos bem… (sabe-se lá), doce ilusão.
O emigrante, em qualquer ponto do hemisfério,
Desdobra-se com esforço, com os seus no coração.

Antonio da Costa (Chico)
In « Voz da Queiriga », Maio 1986

Publicado por [Shift] às 04:25 PM | Comentários (1)

dezembro 22, 2011

As fronteiras da desobediência civil.

Todos os funcionários de Estado deviam ser acusados disto :

« O arguido, que desempenhava as funções de embaixador, “interveio, indevidamente, no decurso da apreciação dos processos de visto, com manipulação da decisão administrativa no sentido positivo da emissão dos vistos que não preenchiam as condições legais para o efeito” segundo os indícios apurados. Quanto à arguida, encarregada de negócios, “colaborou em todas estas práticas ilícitas”, lê-se na mesma nota. »


Para não serem acusados disto, por exemplo :

…She was trying to point to the way in which the crime had become for the criminals accepted, routinised, and implemented without moral revulsion and political indignation and resistance.

Publicado por [Shift] às 10:18 PM | Comentários (2)

dezembro 21, 2011

Armament

Cada coração é uma célula subversiva

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Francis Baker’s “Armament” — heart-shaped molotov cocktail “inspired by the Egyptians and the so called Arab spring.”

Por acaso tenho a ideia de que os gregos têm mais experiência e tradição nisto.

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Falando em gregos, alguém adivinha quem é este jovem caçador de comunistas ?

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É Makis Voridis, "O Martelo" , nos anos 80, ao serviço da sua Alternativa Estudante, alguns anos antes de fundar a sua Frente Nacional Helénica. Agora continua seu serviço dos mesmos ideais, mas como Ministro do governo da Grécia, usa outro tipo de martelos.

[corrigido por causa dos comentários do anónimo - obrigado]

Publicado por [R-Type] às 10:41 AM | Comentários (4)

dezembro 20, 2011

Olha o boicote fresquinho!!!

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A partir de 1 de Janeiro de 2012 começa já um Boicote ao Pagamento de Transportes Públicos. Os objectivo deste boicote são:

» Continuação dos passes 4_18, sub23 e sénior.
» Anulação dos aumentos tarifais de Agosto.
» Continuação de todas as carreiras e horários/ não à supressão.

O boicote consiste em ocupar os transportes públicos sem validar, sem comprar títulos de viagem, sem pagar mensalidades e sem pagar multas. Estratégias como fugir à fiscalização, fornecer moradas falsas no momento do auto e protelar indefinidamente o pagamento das multas são formas de desobediência pacífica e aceitáveis.

Muitos estudantes dependem do passe para se deslocarem para a escola. O seu fim é uma mais um ataque brutal ao orçamento familiar, que já é reduzido face aos cortes nos rendimentos e ao aumento do custo de vida. Milhares de jovens passam fome e são obrigados a abandonar os estudos!
Por outro lado, o fim do passe sénior é um atentado à dignidade dos idosos. Milhares de idosos vivem numa situação de miséria com pensões baixíssimas e o fim dos transportes para eles é mais um sacrifício incomportável.
E, apesar de todos os aumentos brutais, a qualidade dos transportes é cada vez mais degradante. A supressão de carreiras impede as população de se deslocarem para o centro. Deste modo, as pessoas serão obrigadas a recorrer a empresas de transporte privadas que irão praticar preços elevados.
O governo não tem ouvido os protestos contra a austeridade; tem ignorado o povo e imposto sacrifícios em benefício dos Bancos. Não chega refilar- é preciso subir o volume do protesto!
Toda a receita pública, todos os nossos impostos e todo o nosso trabalho está a ser canalizado para os Bancos . Estamos a ser roubados e a hipotecar o futuro dos nossos filhos. Há que por um travão a este sistema corrupto que usurpa o nosso dinheiro para o bolso dos barões da banca.
Vejam o exemplo da Grécia! Consciencializaram-se que estavam a ser assaltados pelo FMI; deixaram de pagar impostos e serviços e os bancos até tremeram! Não deixes que Portugal caia no abismo!
É preciso apoiar e divulgar esta informação! Neste Blog estão materiais de divulgação(cartazes, panfletos,links...)Passa a palavra, publica e partilha!

Facebook do evento:


Facebook: http://www.facebook.com/events/142937589143789

Publicado por [POKE] às 07:05 PM | Comentários (5)

Até te aleixas


Duas retro-escavadoras que trabalhavam na remoção dos destroços da torre 5 do Bairro do Aleixo, no Porto, foram incendiadas esta madrugada por desconhecidos, disse fonte da PSP.
De acordo com informações avançadas à Lusa pelo oficial de dia do Comando Metropolitano da PSP do Porto, “as cabines das máquinas ficaram completamente destruídas pelas chamas”. “Não há, até ao momento, testemunhas do que se passou ou, se há, ninguém quis falar”, disse a mesma fonte.
As duas retro-escavadoras trabalhavam na remoção dos escombros do edifício que na sexta-feira foi demolido por implosão. No local, além da PSP, estiveram os Sapadores do Porto.
Se o processo de demolição da torre 5 do Bairro do Aleixo na passada sexta-feira foi tecnicamente perfeito, as marcas do fosso que ainda separa as intenções da autarquia e o desejo de parte dos moradores, essas estão longe de terem sido reduzidas a pó. Aliás, no momento da implosão, um grupo que assistia à operação junto à torre 2 exaltou-se, tentou aproximar-se dos destroços, e acabou por entrar em escaramuças com as forças da autoridade, que recorreram a gás pimenta e ao cassetete para os dispersar, atingindo pelo menos três pessoas.

Público
As duas escavadoras giratórias ficaram totalmente inutilizadas, porque ficaram com os comandos electrónicos destruídos", explicou o director da obra, Ricardo Pereira, acrescentando que os prejuízos situam-se perto dos "80 mil euros" e que apesar de haver um seguro de responsabilidade civil, "não cobre danos de vandalismo".
O director da obra adiantou ainda que, por norma, as máquinas escavadoras costumam ser alvo do roubo de gasóleo e, para não serem alvo de vandalismo, os proprietários deixam combustível nos depósitos para os larápios não maltratarem os veículos.

Jornal de Notícias

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:22 PM | Comentários (3)

Emigrar é um direito, não uma solução.

Se estamos na onda das cartas abertas, também eu quero redigir uma :
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Exmo Sr. Passos Coelho tive a petolância de ir embora antes de o senhor me meter na rua. Não sou do tempo em que os emigrantes íam em direcção da França a Passos de caracol ou a salto de Coelho, o meu passador é laranjinha, é a easyjet. Não sou do tempo dos bidonvilles, mas conheço as condições insalubres de habitação, já tive ratos e baratas no interior de casa, já tive que fazer as minhas necessidades no exterior de casa. Ainda assim, apenas com 30 anos já tenho 10 de exílio. Os meus trinta anos não os confundo com os trinta gloriosos, o trabalho aqui já não se encontra no bater de uma porta. Estou em exílio, sim, não me enganei na conceptualização de uma condição. O País onde nasci recusa explicitamente o meu regresso.
Exmo Sr. Passos Coelho temos que reconhecer que aparentemente e ao contrário da retórica de Salazar o senhor não impede a saída dos braços fortes e activos da sociedade pelo bem da Pátria. O Senhor fomenta-a pelo bem individual. Mas algo me tortura ainda nas suas declarações, desculpar-me-à portanto o meu anacronismo. Quando faz a « promoção emigratória » no sentido de aliciar os jovens a aventurar-se por um futuro melhor, aventura-se no axioma paternalista de Salazar. O dever de « pela Pátria lutar contra os canhões » em Africa traduzia-se, é conhecido, no direito de emigrar clandestinamente. Uma não impedia a outra, basta analisar e cruzar os dados das saídas legais de Portugal e das entradas nos recenseamentos da populaçao em França. Para si, o dever de cada um em lutar pela dignidade de vida traduz-se no direito de emigrar. Assim sendo, o que há de comum nos dois casos é que com retóricas divergentes sobre os deveres colectivos ou individuais, um falso direito de emigrar emerge, materializada por uma não escolha viabilizada por uma solução de escape utilitarista para o país.
Exmo Sr. Passos Coelho se não conhecesse tão bem a condição do que é ser emigrante acredite não me atreveria a dirigir-lhe uma unica palavra. Mas este sentimento estranho de « double absence » continua aqui atravessado algures na coluna vertebral da experiência migratória. A instalação de um emigrante é tortuosa. Dou-lhe um exemplo, é como entrar num jogo labiríntico que à partida lhe asseguraram ser de nível muito fácil e afinal enganou-se no jogo uma vez que entrou num labirinto de nível muito difícil. Dou-lhe outro exemplo menos alegórico, é telefonar para a segurança social porque precisa da « carte vital » para ter um tratamento médico e dizerem-lhe « je ne comprends pas ce que vous dites, venez sur place». E quando enfim encontra a saída do labirinto, quando já conhece as linhas de metro de cor e salteado e as expressões linguísticas menos cordiais da rua, aí começa a aperceber-se que está mais longe da sua língua. O pior mesmo ainda está para chegar, quando começa a escrever « dança » sem já ter a certeza se esta palavra se escreve com um ç ou com um s. é isso a « double absence », é estar aqui sem estar, é ser reenviado à condição estrita de estrangeiro, aqui ou a aí onde nasci.
Exmo Sr. Passos Coelho nos dois países onde moramos utiliza-se a mesma moeda (embora com valores diferentes), mas nesta troca não tenho coragem de utilizar a mesma moeda que a sua, não o aconselho a ir a Passos de caracol para o Brasil nem a salto de Coelho para a Angola porque tem mesmo de ser. Emigre porque é um sonhador, porque tem curiosidade de ver as nuvens e o além mar. Não leve a casa às costas como um caracol para poder saltar de leveza como um coelho.

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Ps: Exmo Sr. Passos Coelho, vamos lá ver, quase esqueci o mais importante, não é muito sério da sua parte enviar os jovens para o estrangeiro e ao mesmo tempo fechar os consulados onde eles podem renovar o cartão de cidadão. Também não é muito sério despedir os professores de língua Portuguesa no estrangeiro onde as crianças desses jovens podem aprender convenientemente a língua materna dos pais. Quais são na verdade as suas intenções ?

Publicado por [Shift] às 05:20 PM | Comentários (9)

FMI > Revolta Popular >Exército > Violência > Imagens

- « Tu jà nao te deves lembrar mas em 83 o aumento do preço do pao originou uma carnificina entre aqueles que sairam à rua para protestar ». -« Tinha eu acabado de nascer… nao so nao me lembrava como desconhecia o facto » respondi eu a um senhor que testemunhou a brutalidade de Bourgiba.
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Enquanto o « FMI aprova tranche de 2,9 mil milhoes de euros para Portugal », lembro que em 1977 iniciou-se aquilo a que alguns nomearam as revoltas contra o FMI no mundo Arabe. Outros chamaram a Intifadet al-aïche (revolta pelo pao). No Egipto, Al-Sadate, sob as ordens do Banco Mundial e do FMI, suprime os subsídios nacionais a produtos alimentares bàsicos (entre outros a farinha). O resultado foi uma revolta popular com uma centena de mortos e um milhar de feridos. O exército foi chamado para cortar a revolta pela raiz numa contestaçao multifacetada que ia desde a universidade aos campos agricolas.
Em 1981, Marrocos assiste a uma greve geral (sobretudo em Casablanca) em razao de um aumento de 30% nos produtos bàsicos. Medida realizada por Hassan II sob pressao do FMI e que acaba num banho de sangue (dados oficiais atestam cerca de 100 mortos, sindicatos 800 mortos). Incendios de edificios publicos, destruiçao de carros de luxo e confronto entre manifestantes e força de ordem fizeram recuar o governo nas politicas de austeridade.
Em 1983, o FMI exige um plano de austeridade a Bourghiba. A historia repete-se na Tunisia… o pao aumenta nem mais nem menos, de um dia para o outro, 100%. A revolta começou no Sul. Embora tenha havido solidariedade dos estudantes e dos habitantes de Tunes, o Sul nao conseguiu penetrar na capital de tao brutal tinha sido a violência (mais de 150 mortos no primeiro dia). No dia seguinte, Bourgiba vê-se obrigado a anular as medidas de austeridade.
Estas revoltas acabaram por nao se tornar revoluçoes (com uma mudança de sistema). O exército nestes três casos entrou em cena e matou/mutilou a balas reais sem medo e sem pejo segundo alguns (independentemente dos numeros de mortos que diferem segundo as fontes). As imagens sao raras e os relatos vao-se apagando à medida que o horror biografico daqueles que o testemunharam é arrastado pelo silêncio apaziguador e avassalador do caminho da vida.
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As imagens de terror chegadas do Cairo remetem-nos para um truísmo de relaçoes de poder que se estabelece facilmente entre manifestantes e força de ordem. A magia da imagem é isso… é a possibilidade de nos revoltarmos contra o poder brutal e acefalo das armas em frente de um computador, n’importe où dans le monde. Mas é também a corroboraçao de todo e qualquer argumento que tenhamos sobre o sentido que damos à violência e o estado de transtorno em que ela nos mete. A imagem desse pontapé no peito de uma mulher desnudada é um pontapé para a memoria imagética de uma revoluçao contra o poder das armas. Nao por ser uma mulher, mas pelo uso e abuso do poder da força sobre alguém que age através da razao. A efemeridade ou eternidade dessa imagem dependerà, no entanto, da inteligibilidade da acçao apos a sua visualizaçao e também das questoes que colocamos acerca do agressor (1), da maneira como este ultimo agride (2), e a natureza da acçao do agredido (3). A imagem serà efémera se nao pegarmos em armas, « quem sabe faz a hora, nao deixa acontecer », « Pra não dizer que não falei das flores ». A resiliência passa por ai.
1) « Há soldados armados, amados ou não
Quase todos perdidos de armas na mão »
2) « Nos quartéis lhes ensinam antigas lições
De morrer pela pátria e viver sem razão »
3) « Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão »


Publicado por [Shift] às 12:51 AM | Comentários (1)

dezembro 19, 2011

Um blog de esquerda? O Spectrum?

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Best of caixa de comentários:

Eu prefiro o Freddy Krueger à Luísa Araújo. É mais verdadeiro e as crianças não precisam de o tratar por "madrinha". Em qualquer dos casos, nenhum dos dois entrou no meu mundo dos sonhos. O meu subconsciente baniu-os.
Publicado por [Joystick] às agosto 28, 2006 06:36 PM

Prefiro ser chamado o terror dos ortodoxos. Mas sim: Revisão às teses marxistas-leninistas de estaline é comigo mesmo.
Publicado por [Saboteur] às novembro 12, 2006 05:57 PM

Para desempatar.
Os fascistas deviam morrer de sincope ou com furunculos no cú enquanto balbuciavam a sua retórica bafienta.
Publicado por [Calimero] às novembro 30, 2006 03:04 PM

E tu seu bardamerdas? Que tens feito no dia-a-dia para trazeres jovens trabalhadores para a luta sindical? Deixa de bater punhetas neste blog pseudo-intelectual e faz alguma coisa de (revolucionariamente) útil! Se é que ainda vales alguma coisa para a luta seu filho de puta!
Publicado por [FMR] às novembro 27, 2006 04:18 PM

Saboteur, enganaste quando dizes que és o meu odio de estimação...sei bem que és mui importante, mas tento relativizar a tua relevancia...o meu odio de estimação é a politica que defendes e que infelizmente cada vez mais pessoas neste blog e noutros locais mais relevantes começam a defender...
Publicado por [Bertinoti] às 17h23, 15 de Outubro,

Só indigência sobre eleições e conjunturas passageiras, copy/pastes de declarações deste e daquele, proclamações de amor à esquerda e à democracia, e coisas afins. A vossa indigência teórica vai a par da vossa decadência política.
Publicado por [Anónimo], 14 de Outubro, 10h53

O Nuno Ramos de Almeida fez a depilação?
Publicado por [Anónimo], 13 de Outubro, 10h44

Vejo que como sempre se limitam a discutir entre vocês o que é de menos importante
Publicado por [Sofia], 28 de Maio, 12h14

Está na altura de agir! Afinal isto é um colectivo ou estamos todos a brincar? Apelos sucessivos do Camarada Diky Dangerous, herói solitário, incansável activista, para que lhe xupem a pixa, dá dó de assistir. Camarada maria? como é? Vou ter de lá ir eu?
Publicado por [MoelaDeMascaranhas], 30 de Janeiro, 12h16

Nada mais abominável que um extremista de esquerda, que só o é porque fica bem, mas que nada sabe da dureza do trabalho. Nojo.
Publicado por [António Simão], 4 Novembro 2008, 12h16

Que percevejo bem grandinho. Rick, eu amanhã acabo os tempos de antena, quando é que tratamos da nossa vidinha?
Publicado por [Nuno Tito] às janeiro 17, 2006 09:20 PM

Parabéns Renegade, para além de giraço, és um verdadeiro guerrilheiro. Quero ter um filho como tu, venha a pomba branca!
Publicado por [Virgem Maria] às abril 19, 2006 06:54 PM

Vai trabalhar. Minha puta ranhosa...
Publicado por [Renegade] às abril 12, 2006 11:50 PM

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:11 PM | Comentários (5)

Melhor blog de esquerda no Combate de Blogs? Que é esta merda??!!

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Alguém se lembrou de colocar este jardim infantil na lista de nomeados para a categoria de melhor blog de esquerda no Combate de blogs.
O spectrum apela a todos/todas/tod@s/todxs os/as/@s/xs portugueses/portuguesas/portugues@s/portuguexs, empregados/empregadas/empregad@s/empregadxs ou desempregados/desempregadas/desempregad@s/desempregadxs (RISCAR O/A/@/X QUE NÃO INTERESSA) e a todas as Camila's Vallejo's do mundo inteiro, para que boicotem imediatamente essa votação e se abstenham de participar.
Caso sejam possuidores de conhecimentos avançados de informática, alterem imediatamente os blogs em que se pode votar. O único merecedor do título de melhor blog de esquerda (ou qualquer outra categoria) é o blog mais querido.
Iremos promover uma assembleia popular numa qualquer casa okupada para escolher democraticamente os melhores blogs deste ano. Só essa eleição contará para a história, uma vez que será feita agitando as mãos em sinal de concordância ou cortando os pulsos em sinal de profundo horror. A Fernanda Câncio está convidada, desde que ajude a arrumar a casa, para ela não ficar como o Rossio durante a acampada (uma confusão). Quem perder será enviado para o Afeganistão, para combater ao lado dos Talibans.

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Publicado por [Spectrum] às 03:18 PM | Comentários (14)

dezembro 17, 2011

Por falar em "estetização da violência"

Publicado por [Rick Dangerous] às 07:14 PM | Comentários (4)

Portugal, país bivalve

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Qual ameijoa na água, sem ameaças por perto, o país foi abrindo a concha aos estímulos nos últimos 37 anos. Não falo da União Europeia, apesar do Erasmus e outros afins terem levado a malta a viajar por aí, falar outras línguas, comer e beber noutros idiomas, namorar e sonhar com mais e melhor. Conquistaram-se direitos e acessos, melhor nível de vida e outras perspectivas que as gerações anteriores não tiveram. Tenho a sensação de que agora, que a ameijoa crescia em águas tépidas, uma corrente fria fechou-a de repente. Esta reflexão natural só porque já não sabemos onde ir comprar jornais. Estão a fechar os bons quiosques e queremos comprar El Jueves. Merda para isto tudo.

Publicado por [F Key] às 01:18 PM | Comentários (5)

Wikileaks: Tunísia entre o Ennahdha (partido vencedor das eleições) e EUA.

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Traços das listas candidatas às eleiçoes de 23 de Outubro 2011 (Em primeiro plano a lista do partido nacionalista árabe no departamento de Tunes 2, de quem sou especialmente admirativa)

Sobre alguns elementos de relação entre a revolução Tunisina e os EUA já o disse aqui. Agora deixo-vos alguns factos que provam que a preparação do terreno político já tem bem 10 anos .

Publicado por [Shift] às 11:16 AM | Comentários (1)

dezembro 16, 2011

So long Christopher Hitchens.


Publicado por [POKE] às 04:51 PM | Comentários (1)

dezembro 15, 2011

E por falar em Auditoria Cidadã à Dívida...

Uma importante conferência já amanhã

Publicado por [Saboteur] às 02:56 PM | Comentários (1)

A capa que a Time retirou à ultima hora

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Publicado por [Party Program] às 09:47 AM | Comentários (7)

dezembro 14, 2011

Num Dezembro sequioso, uma Tunísia insaciável.

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"Agentes do Imperialismo tirem as mãos da nossa causa".

Em Julho 2011 encontrei uma Tunísia ávida de futuro, hoje encontro uma Tunísia ávida de presente. A resignação democrática e geral a uma « modernidade » liberal islâmica tolheu os meios e capacidade de acção de uma pequena minoria sedenta de projectos societais eloquentes e progressistas. Mas deixemo-nos de eloquências, este ultimo discurso está desde há muito tolhido pelas verdades de fachada modernista. Aqui ou ali, « ici ou dans les pays du lointain», as pessoas querem trabalho e pão… trabalhar para comer pão, comer pão para sobreviver, sobreviver para « malgré tout » sobrepobreviver !
Enquanto ouço o apelo da mesquita para a súplica dirigida a Allah, apercebo-me que nao sei muito bem que sentido dar a este texto. Que não sei se o melhor é dar pão àqueles que não o têm ou perguntar porque é que as pessoas não têm pão para comer ? A caridade não engana, mas alimenta o corpo. As questões com respostas alimentam o espírito e frustram cada víscera do nosso corpo.
Questões abstractas para uma situação concreta e agravada por um modelo omnipresente (e sobretudo) de evolução linear imposto pelo o « Ocidente ». A « tradição » aspira a « modernidade », diz-se. E esquece-se, no entanto, que é uma linearidade estrita e rigorosamente económica, cujo resultado reflecte numa fricção entre dois corpos sociais que são tudo menos divergentes. A divergência não se encontra nos valores, na cultura arabo-muçulmana… se ela existe… se ela é tangível… esta divergência encontra-se num modelo económico que aspirja merda por todo o lado (desculpar-me-ão a ejaculação linguística, não me consegui conter). Um sistema financeiro mundializado que tudo é menos fictício, joga com a fome e ao mesmo tempo com o desejo popular de liberdade. Faz emergir burqas no campo de visão social, extinguidos outrora na era dos regimes ditatoriais neocoloniais. Focalizar-me sobre este ultimo elemento, não é do meu agrado, o uso do véu ou não é apenas a face especuladora da força de convergência entre a modernidade financeira e a modernidade islâmica. Engana-se aquele que pensa que estamos perante uma forma revivalista do arcaísmo muçulmano.
Em Tunes contra tudo isto, frente à Assembleia, um punhado de comunistas, mutilados da revolução, desempregados e mineiros de Gafsa fizeram um sit-in… estavam ali para ficar se não fossem as sandwiches distribuídas hoje para dispersar a malta. Ao que parece toda a gente está a ser evacuada para o hospital com uma intoxicação alimentar !

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Enfermeiro (desempregado) do sit-in que nao deve ter conseguido dar conta das intoxicações alimentares.

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Discurso de um diplomado no desemprego.

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« Tunísia Livre contra os cobardes ». (Dia 17 de Dezembro, 1° aniversário da morte de Bouazizi, o 1°Governo « posrevolucionário » será divulgado)

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Tapete para limpar os pés onde figuram 4 bandeiras representando o eixo : FranceAfrique, o Sionismo, Wallstreet e as Monarquias do Golfo.

Publicado por [Shift] às 09:02 PM | Comentários (2)

dezembro 12, 2011

A22 azul

Algo de estanho estará a acontecer. Esta notícia já saiu há umas quantas horas e a Raquel Freire ainda não veio dizer que eram infiltrados.

Update:: Várias dezenas de milhar de pessoas estão neste momento a ocupar vários portos das zonas costeiras dos estados unidos. Aparentemente Oakland, Portland e Long Beach tem já todos ou vários dos seus terminais encerrados. O livestream aqui em baixo. Aparentemente Raquel Freire ainda não as denunciou enquanto infiltradas, mas estamos à espera que tal aconteça a qualquer momento.

Watch live streaming video from globalrevolution at livestream.com

Publicado por [Party Program] às 03:05 PM | Comentários (1)

Viver o comunismo, espalhar a anarquia: parte I

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Nos últimos meses multiplicaram-se os momentos de protesto e de contestação. Da acampada do Rossio à Greve Geral passando pela manifestação de 15 de Outubro diversas ocasiões revelaram mobilizações inéditas e uma crescente radicalização das expressões do conflito social. Não obstante os balanços mais ou menos positivos que possam ser feitos dessas e de outras iniciativas torna-se pertinente pensar colectivamente no que pode ser feito para além desses picos de mobilização e das acções simbólicas que os acompanham.

Propomos um debate dividido em duas datas. Nesta primeira queremos discutir de que modo podemos começar a reclamar terreno e a construir contra-poder sem esperar que estes ou outros partidos de esquerda o reclamem por nós ou que eventualmente esteja civicamente apurada a responsabilidade da dívida. De que modo podemos começar a conceber uma prática política quotidiana que escape aos paradigmas da representatividade, da formulação de reclamações ou pedidos ao poder ou da denúncia simbólica do que já é óbvio para todos. Como podemos começar já a construir processos de comunização e autonomia que permitam descobrir territórios de onde construir uma acção política que evite os mecanismos de reprodução social do capitalismo?

Esta quarta-feira no RDA69: Jantar às 20h, Conversa às 21h

Publicado por [Party Program] às 09:35 AM | Comentários (3)

dezembro 10, 2011

Agentes provocadores

Após o recente caso dos "polícias infiltrados" na manifestação da Greve Geral, uma boa saída era dizer que todas as instituições, mesmo a PSP, são constituídas por pessoas e não são imunes a comportamentos menos profissionais... Podiam até abrir um processo disciplinar aos colegas que levaram demasiado longe a sua missão under-cover...

Em vez disso põe na sua página do facebook esta fotografia.

A legenda não deixa margem para dúvidas sobre quem são "eles":

«Diariamente lemos crónicas interessantes, desabafos contundentes, opiniões inflamadas contra a PSP, contra "agentes infiltrados" (...) Eles falam, falam, mas na hora do aperto, A TODAS AS HORAS, são sempre os mesmos a avançar! Consigo desde 1867, todos os dias!»

convocando um conhecido sketch dos Gato Fedorento, gozam com "eles" (nós?), eles que "falam, falam" mas "não lhes vejo a fazer nada", parece insinuar...

E depois a frase: "Respeitem quem vos respeita!"

O ponto de exclamação, a utilização do imperativo... Tudo soa a aviso ou mesmo ameaça.

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Numa altura em que praticamente não há dia em que não cuspam na cara dos trabalhadores (ainda há pouco ouvia uma tia na rádio, Directora da CP, a dizer que se a greve dos comboios fosse para a frente que a CP não ía pagar os salários de Dezembro), responder ao escândalo dos polícias infiltrados na Greve Geral com estas piadinhas é provocação pura e dura.

Em nome de quê? O que pretendem?

Publicado por [Saboteur] às 02:35 AM | Comentários (28)

dezembro 09, 2011

"Irresponsável"

Recebi um mail assinado pelo "Secretariado", a dar uma "Informação aos membros do Bloco de Esquerda". Essa informação também está aqui.

É curioso que A Mesa Nacional do Bloco, de todos os adjectivos que tinha à sua disposição para caracterizar a saída do Ruptura do BE, decidiu utilizar "irresponsável".

"Irresponsável" porquê? Segundo a nota da Comissão Política, este grupo "durante anos" ocultou as suas divergências com a Direcção, tendo aprovado resoluções por mero truque entrista... Mas se assim é, porque é que a saída é "irresponsável"?

A decisão de saída do BE é, bem pelo contrário, a mais responsável.

Para já, é coerente com a linha política do Ruptura, que diverge da do Bloco.

Não me parece que o Ruptura tenha "ocultado as suas divergências". Desde que entrei para o Bloco, os Ruptura sempre foram oposição e apenas os vi convergir com a Direcção quando nas reuniões da concelhia de Lisboa apanhavam boleia do Luís Fazenda para bater no Sá Fernandes.

Depois, é bom para a própria Direcção do Bloco. Para quem fica.

A minha experiência enquanto militante do BE é que a discussão sempre se polarizou muito entre "a maioria" e os Ruptura. Os Ruptura intervinham organizadamente nos plenários, utilizando boa parte do tempo disponível para debate. A Direcção respondia na mesma moeda e, mesmo na intervenção final, sempre vi Louçã a centrar demasiado a coisa na resposta aos seus arqui-inimigos da FER.

Militantes de base como eu, com poucos espaços para participar na vida do partido, acho que ficam sempre com uma sensação de que o plenário não correu lá muito bem e de que se avançou muito pouco... Ora, é minha esperança, que talvez com a saída do Ruptura do Bloco, desapareça algum ruído dos plenários e se aprofunde um pouco mais o debate e o confronto de ideias.

Mas seja como for, o "irresponsável" não é único pormenor que me incomoda no mail que eu recebi. O que me incomoda verdadeiramente é todo um tom que convoca (em versão mais amadora) os "ortodoxos" do PCP.... A começar logo pela assinatura do mail...

"O Secretariado". O Secretariado do quê? O Secretariado! "O"! "Secretariado". Ponto.

Depois é aquela conversa da "ocultação das divergências". Que acusação é essa? Ainda por cima agora que eles saíram... Não se percebe nada. Qualquer comentador anónimo dos meus posts escreve isso aqui em baixo, mas não assina ou mete um nickname... Não me manda um mail assinado pomposamente "O Secretariado"!

Pior é toda a história do relatório: No dia tal puseram um vídeo no youtube que aos 6 minutos e 30 segundos Gil Garcia diz isto. No dia tal a FER distribuiu um jornal que dizia aquilo... Não têm coisas mais importantes para dizer aos militantes, "O Secretariado"?

E a menção ao MRPP? "o novo partido da FER é apenas mais um grupo, entre outros, e com a mesma linha do MRPP" Mas que partido? O que vai ser criado? Mas como é que já sabem que vai ter a mesma linha do MRPP? E, já agora que se deram ao trabalho de convocar o tema, qual é a linha do MRPP?

Enfim, parece-me mesmo que irresponsável não foi a saída da Ruptura/FER do Bloco de Esquerda...

Publicado por [Saboteur] às 07:21 PM | Comentários (21)

dezembro 07, 2011

Fiat ars, pereat mundus

policia no Rio.jpg

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:32 PM | Comentários (1)

dezembro 06, 2011

É sobretudo isto

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:51 PM | Comentários (1)

CONCENTRAÇÃO DE SOLIDARIEDADE EM FRENTE DO TRIBUNAL

Do Indymedia

CONCENTRAÇÃO DE SOLIDARIEDADE EM FRENTE DO
TRIBUNAL | AMANHÃ 6 DE DEZEMBRO | 13H30 |

TRIBUNAL DE PEQUENA INSTÂNCIA
CRIMINAL NO CAMPUS DA JUSTIÇA, BLOCO F, PARQUE DAS NAÇÕES

Na sequência dos acontecimentos ocorridos na manifestação de dia 24 de Novembro passado, dia de Greve Geral, será julgado amanhã - dia 6 de Dezembro, pelas 14h, no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa - um rapaz alemão de 21 anos acusado do crime de ofensa à integridade física qualificada de polícias.



II COMUNICADO
GRUPO DE APOIO LEGAL 24 DE NOVEMBRO
Na sequência dos acontecimentos ocorridos na manifestação de dia 24 de Novembro passado, dia de Greve Geral, será julgado amanhã - dia 6 de Dezembro, pelas 14h, no Tribunal de Pequena Instância Criminal de Lisboa - um rapaz alemão de 21 anos acusado do crime de ofensa à integridade física qualificada de polícias.
Perante o que nos parece não passar de mais uma manobra de encobrimento da repressão policial que tem visado a contestação social dos últimos meses, de que as manifestações de 15 de Outubro e 24 de Novembro são exemplo, o Grupo de Apoio Legal criado para acompanhar a manifestação de dia 24, vigiar o comportamento da polícia e contribuir para a defesa legal e pública dos manifestantes tem a dizer o seguinte:
_Está demonstrado pelos inúmeros vídeos, fotografias e testemunhos que o rapaz que será julgado amanhã foi brutalmente espancado por agentes das forças de segurança à paisana, sem que em nenhum momento da detenção estes se tenham identificado ou anunciado o propósito da sua actuação.
_Para mais, é neste momento do domínio público que esses agentes à paisana faziam parte de um vasto corpo policial não identificado, com algumas dezenas de elementos, que estiveram infiltrados na manifestação e levaram a cabo acções provocadoras com o objectivo de criar uma justificação para as detenções e cargas policiais.
_Está em curso a tentativa absurda de condenar um manifestante a uma pena de prisão efectiva, que foi violentamente agredido e detido ilegalmente por polícias. Tal só pode ser entendido à luz de uma estratégia clara de limpeza da imagem da polícia manchada pelos acontecimentos das últimas semanas e, não menos importante, de intimidação de toda a resistência anticapitalista.
_Sabemos hoje que as primeiras informações divulgadas pela polícia com a colaboração de grande parte dos órgãos de comunicação social, designadamente que o jovem alemão seria um elemento “violento”, “perigoso”, “procurado pela Interpol” e “conhecido na Alemanha por monstro” são pura fantasia e que constituem práticas de difamação e calúnia punidas nos termos da lei penal.
Por fim, cabe-nos dizer que consideramos que a defesa, solidariedade e apoio àqueles atingidos pela repressão deve pertencer a todos os manifestantes e a todo o movimento social. Só assim, em conjunto e coordenação, como o demonstra a recente denúncia pública dos abusos policiais feita através da Internet, poderemos constituir uma força real de resistência e evitar cair na armadilha das categorias policiais de divisão, como “violentos”, “pacíficos”, “anarquistas”, “indignados”, “inocentes” ou “culpados”.
POR TUDO ISTO, APELAMOS A UMA CONCENTRAÇÃO DE SOLIDARIEDADE EM FRENTE DO TRIBUNAL | AMANHÃ 6 DE DEZEMBRO | 13H30 | TRIBUNAL DE PEQUENA INSTÂNCIA CRIMINAL NO CAMPUS DA JUSTIÇA, BLOCO F, PARQUE DAS NAÇÕES

Grupo de Apoio Legal 24 de Novembro

II Comunicado, 5 de Dezembro de 2011

Publicado por [Party Program] às 12:38 AM | Comentários (4)

dezembro 05, 2011

Como meter 6 milhões de pessoas numa cidade (virtual)

O Vince passou anos a estudar equações e gráficos para construir uma cidade totalitária chamada Magnasanti, atingindo uma população de seis milhões e defendendo a ideia de ter vencido um jogo que é — alegadamente — impossível de terminar.

«Tecnicamente, ninguém entra ou sai da cidade. O crescimento populacional estagnou. As pessoas no jogo, os Sims, não precisam de andar muito porque o trabalho é perto de casa. Na verdade, nem precisam de sair do bairro. Onde quer que vão é como ir ao mesmo sítio. [...]

Existem mais problemas na cidade escondidos entre a ilusão de ordem e grandiosidade — poluição sufocante, alta taxa de desemprego, falta de bombeiros, escolas, ou hospitais. É o preço que os Sims pagam para viver na cidade com maior população. É um objectivo doentio de se querer atingir. A ironia disto tudo é que os Sims de Magnasanti toleram essa vida. Não se revoltaram, nem criaram caos social. Ninguém pensa em combater o sistema fisicamente porque um estado policial hiper-eficiente mantém toda a gente na ordem. Foram todos estupidificados com sucesso, escravizados e controlados mentalmente quanto baste para que o sistema seja mantido por milhares de anos — 50 mil, para ser exacto. Estão presos no espaço e no tempo. [...]

De acordo com os dados de Magnasanti, nenhum cidadão vive para além dos 50 anos.
A saúde dos Sims não era uma prioridade. Poderia ter criado regras de saúde que aumentassem a esperança média de vida, mas decidi não o fazer por razões práticas. Isto só mostra que, concentrando-me apenas num objectivo, acabo por negligenciar ou sacrificar outros elementos. Da mesma forma que no mundo real decidimos que maximizar o lucro é o objectivo absoluto e acabamos por não ter em consideração as consequências sociais e ambientais.[...]»

Mais em Vice Magazine: O EX-BUDISTA QUE CHEGOU AO FIM DO SIM CITY 3000

Publicado por [Striker] às 03:13 PM | Comentários (10)

Depois disto, demitem-se ou demitem-se?

Já começa a ser dificil suportar o cheiro a merda!

(via 5dias)

Publicado por [POKE] às 02:18 AM | Comentários (2)

dezembro 02, 2011

Le sex appeal de la policière


Publicado por [Rick Dangerous] às 03:36 PM | Comentários (1)

“Comando da PSP admite polícias à civil agredidos pelo Corpo de Intervenção”

"polícias à civil lutaram contra polícias fardados"

Publicado por [Party Program] às 12:47 PM | Comentários (2)

Uma outra série de perguntas a Raquel Freire, talvez mais interessantes que as da pública

Raquel Freire afirmou num dia recente numa entrevista a uma rádio que todos os que atiraram garrafas à policia dia 24 de Novembro seriam agentes infiltrados. A acusação de que toda a gente que numa manifestação que decide a certo momento incorrer numa qualquer ilegalidade é na realidade um agente da autoridade não é nova e é recorrentemente usada pela esquerda institucional. Tal ocorre, presumo, por duas razões: a primeira será por alguma ingenuidade de quem tem com estes fenómenos um contacto feito apenas à distância e mediado pelos media e pelos Danieis Oliveiras e Raqueis Freires deste mundo. A segunda será por desonestidade política de quem tem como objectivo criminalizar as partes do movimento que não se revêm numa lógica representativa ou que de algum modo não concordam com a tipologia contestatária proposta pelos acusadores.

Nos últimos anos têm sido aqui discutidas aqui no spectrum e em outros locais todas estas questões, sendo problemáticas complexas cuja pertinência e termos de discussão se vêm continuamente actualizados e informados pelo que se vai passando em todo o mundo e numa perspectiva local. Considerando que é de certo modo inútil e pouco interessante propor este debate dentro de uma dicotomia entre "violentos" e "pacíficos", já que é uma simplificação idiota que impede a reflexão politicamente mais interessante de uma superação dessas categorias, há quatro perguntas que no entanto gostaria de fazer à Raquel Freire:

1 - Presumindo que a Raquel sabe que obviamente não foram só polícias infiltrados a reagir de modo mais ou menos activo à violência policial gostava que comentasse isto: Nunca conheci nenhum militante ou manifestante que advocasse que a violência fosse o único e exclusivo modo de intervenção política e que não considerasse e concebesse inúmeras situações onde tal violência seria totalmente contra-produtiva. No entanto conheci inúmeras pessoas que recusavam categoricamente a violência e que estavam dispostas inclusivamente a serem violentas para com os violentos ou de facilitar uma acção violenta da polícia contra eles. A separação parece-me então ocorrer não entre "violentos" e "pacíficos" mas entre aqueles os "violentos" que admitem uma utilização difusa da violência e os "violentos" para quem só o estado está legitimizado a utilizar essa violência e que a admitem utilizar para sustentar esse monopólio. Apoia então a Raquel a repressão policial sobre aqueles que numa manifestação decidam cometer alguma ilegalidade?

2 - Considerando que em Portugal os grupos a que está associada essa utilização da violência enquanto alegado Modus Operandi tiveram até agora uma diminuta influência política é possível afirmar que não houve um contexto ideológico e identitário demarcado na eventual resistência que houve à carga policial. Do mesmo modo, a dar-se uma repetição deste tipo de confrontos numa maior ou menor escala, será muito difícil afirmar que serão os "anarquistas" ou os "autónomos" a participar neles. Que comentário lhe merece então, Raquel Freire, que nas duas últimas manifestações essas acções tenham sido levado a cabo por um grupo de pessoas difuso e numeroso? Perante a perspectiva de uma futura ilegalidade de massas continuará a afirmar que são todos polícias infiltrados?

3 - Sendo que a acção ilegal e violenta da polícia põe em risco de modo severo, brutal e arbitrário a integridade fisica dos manifestantes estes têm ou não o direito de se defender?

4 - Perante a questão da repressão policial e da infiltração de agentes à paisana o que é propõe para além da eleição de representantes e da partilha de declarações indignadas e inflamadas no facebook?

Publicado por [Party Program] às 12:26 PM | Comentários (5)