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novembro 30, 2011

Uma pergunta para um milhão de dólares

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:11 PM | Comentários (1)

novembro 29, 2011

Para a próxima pelo menos sorriam quando estiverem a ser fotografados

O post do 5dias com a foto do agente à paisana foi ontem partilhado no facebook cerca de 1800 vezes, sendo que vi este número pouco antes da hora do jantar, sendo provável que tenha aumentado em largas centenas nas últimas 24 horas. Uma montagem com a cara do sujeito e com as palavras "Procura-se: Cabrão" terá sido partilhada outras tantas vezes. O video original do vimeo tinha na ultima vez que fui lá ver cerca de 30.000 visionamentos.

Ou seja que teoricamente largas dezenas de milhares de pessoas terão visto as trombas do bófia.

Presumimos que as imagens postadas hoje no 5dias sigam um trajecto semelhante. Ou seja que há pelo menos três bófias que não voltaremos tão cedo a ver nas manifestações e que nos próximos meses passarão a ter mais cuidado quando sairem à rua.

Fica o óbvio provado: Qualquer número de pessoas que decida colectivamente tomar conta das suas próprias vidas será sempre mais inteligente do que qualquer plano idiota pensado por dois ou três bófias com a mania que são espertos.

A pergunta que fica é aos agentes é: Valeu a pena? Exactamente em nome de quê é que alinham em actos infames e cobardes deste nivel? O que é que ganharam? Que interesses obscuros e corruptos são esses cuja defesa merece assim tanto passarem o resto da vossa vida com fama de filhos da puta?

Quem é que vos lixa a vida? É o alemão ou quem vos deu a ordem de o espancar?

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Publicado por [Party Program] às 08:09 PM | Comentários (14)

novembro 28, 2011

Os impostos indirectos na cultura

As teorias da deste governo em torno dos escalões do IVA para a cultura são uma boa ilustração da sensibilidade que Passos Coelho e Vítor Gaspar têm para com um sector que até poderia ter um papel determinante no desenvolvimento da economia e do país.

Primeiro decidiram aumentar o IVA para 23% em todos os produtos culturais. Todos, menos para os livros.

Os livros, para Passos Coelho, são um produto nobre no que diz respeito à cultura.

Parece que o estou a ouvir: O teatro é aquela coisa chata e sem público. O cinema, ia ele ver com a esposa antes de ser 1º Ministro, quando era Administrador sem tarefas nas empresas de Ângelo Correia e tinha tempo para tudo... Já os livros dão prestigio quando se é fotografado com um, ou quando se diz numa entrevista que já se leu determinada obra (desde que ela realmente exista).

Aliás, dizem que o próprio Ministro da Economia foi convidado para o Governo por Passos Coelho porque tinha escrito um livro (uuhhh... um livro!) sobre a economia portuguesa, que ele gostou muito de ler naquele Verão.

Agora, face à pressão generalizada, decidiram recuar um pouco e colocaram o IVA dos espectáculos à taxa intermédia.

De todos os espectáculos? Não... Ficam excluídos os <em>«espectáculos de carácter obsceno».

Mas quem decidirá que espectáculos são obscenos? O Ministro? Um assessor? Um funcionário da Administração? E com que critério? Para mim, obsceno é o livro do Ministro da Economia...

Publicado por [Saboteur] às 07:47 PM | Comentários (2)

Apelo do Grupo de Apoio Legal 24N à disponibilização de imagens e testemunhos

Retirado do Indymedia

Perante os variados acontecimentos de brutalidade policial e detenções arbitrárias na manifestação de 24 de Novembro foi criada uma plataforma que pretende recolher imagens e videos que tenham sido feitos dos momentos de agressão por parte da polícia. Tal recolha servirá para sustentar a defesa dos detidos bem como a juntar material para que posteriormente se possam organizar processos aos responsáveis pela violência que vários manifestantes sentiram na pele. Apelamos então a todas as pessoas que fotografaram e filmaram a manifestação, a todos os repórteres fotográficos e a todos os operadores de câmara que nos façam chegar ao endereço electrónico apoiolegal24N@gmail.com os registos que tenham em sua posse dos eventos em questão. Do mesmo apelamos a todos os que presenciaram os eventos que se possível nos façam chegar relatos detalhados do que viram que se possam eventualmente utilizar nos ditos processos legais.

Publicado por [Party Program] às 04:43 PM | Comentários (1)

Comunicado sobre os acontecimentos do dia da Greve Geral de 24 de Novembro de 2011

Retirado do Indymedia

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Comunicado sobre os acontecimentos do dia da Greve Geral de 24 de Novembro de 2011
Grupo de Apoio Legal para o 24N
Lisboa, 28 de Novembro de 2011
Comunicado em corpo de texto e ficheiro pdf
www.pt.indymedia.org/conteudo/newswire/6154
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COMUNICADO SOBRE OS ACONTECIMENTOS DO DIA DA GREVE GERAL DE 24 DE NOVEMBRO DE 2011

Considerando a manifestação de 24 de Novembro em Lisboa, dia de greve geral, os momentos de brutalidade policial que aí ocorreram, a difusão mediática destes acontecimentos e a natureza das acusações formuladas contra os manifestantes, sentimo-nos obrigados a reclamar o “direito de resposta” para impedir a calúnia gratuita e a perseguição política.

Acreditamos, por aquilo que vemos, ouvimos e lemos todos os dias, que a televisão e os jornais são poderosos meios de intoxicação, de controlo social e de propagação da ideologia e do imaginário capitalista. A maioria das vezes recusamo-nos a participar no jogo mediático. Desta vez a natureza e gravidade das acusações impele alguns de nós a escrever este comunicado. A leitura que fazemos da realidade e daquilo que é dito sobre os acontecimentos do dia da greve geral tornam evidente que:

I. Está em curso acelerado a mais violenta banalização de um estado policial com recurso a agentes infiltrados, detenções arbitrárias, espancamentos, perseguições, bem como a justificação política de detenções e a construção de processos judiciais delirantes sustentados em mentiras.

II. Sobe de escala a montagem jornalístico-policial que visa incriminar, perseguir e reprimir violentamente – veremos mesmo se não aprisionar – pessoas que partilham um determinado ideário político, pelo simples facto de partilharem esse ideário. A colaboração entre jornalistas e polícias na construção de um contexto criminalizante tem o seu expoente máximo nas narrativas delirantes da admirável Valentina Marcelino do Diário de Notícias e das suas fontes, como José Manuel Anes do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo.

III. A participação na construção deste discurso por parte de inúmeras instâncias de poder, desde sindicatos e partidos até ao mais irrelevante comentador de serviço, cria o clima ideal para que o anátema lançado sobre os “anarquistas” ou os “extremistas de esquerda” ajude a legitimar a montagem de processos judiciais, a invasão de casas, as detenções sumárias. Ao contrário do que a maioria pensa, são realidades com as quais convivemos há já algum tempo.

Por isso mesmo, vimos deste modo dar a nossa versão do que aconteceu no dia 24 de Novembro. Sendo que acreditamos que estamos especialmente bem colocados para falar do que aconteceu porque criámos um “Grupo de Apoio Legal”, que acompanhou a manifestação e está a procurar defender judicial e publicamente os detidos nesse dia por forças da ordem pública.

Fazemo-lo não por se tratar de companheiros “anarquistas”. Aliás, não só nenhum deles se conhecia entre si antes de ser detido, como nenhum de nós conhecia previamente nenhum dos detidos - a própria polícia será testemunha de que nem sabíamos os seus nomes.

Fazemo-lo porque – ao contrário dos sindicatos – consideramos que é nossa responsabilidade, enquanto indivíduos lúcidos, activos e organizados, apoiar e mostrar solidariedade com todas as pessoas que se juntam a uma greve que nós também convocámos. Sobretudo para com aqueles que foram vítimas de repressão e perseguição na sequência desse dia.

Temos por isso acesso aos processos e estamos neste momento a reunir provas e testemunhos que possam repor a “verdade legal” que, sabemos já, chegará tarde de mais para ser atendida pelos ritmos e critérios jornalísticos. Sobre o que aconteceu no dia 24 Novembro em São Bento temos testemunhos, vídeos e fotos que documentam o seguinte:

_Não sabemos exactamente o que aconteceu nos segundos de agitação em que as grades de contenção foram derrubadas. Infelizmente não estávamos no local e não pudemos participar. Sabemos apenas que, na sequência dessa confusão, um grupo de três polícias infiltrados apontou um alvo, num canto oposto a onde se deu o derrube (na rampa junto à Calçada da Estrela). Esse alvo era um rapaz de 17 anos, estudante no Liceu Camões. Poucos minutos depois, já fora da manifestação e em plena Calçada da Estrela, os três homens não identificados abordaram o rapaz e enfiaram-no num carro sem anúncio prévio de detenção. Várias pessoas, entre elas alguns colegas e professores, manifestaram-se contra essa detenção, aparentemente injustificada. Mais tarde, outro homem com cerca de 30 anos é detido de forma idêntica.

_Pode-se ainda observar claramente em vários vídeos que as três detenções que tiveram lugar no local onde as barreiras policiais foram derrubadas foram levadas a cabo por agentes não identificados que entraram no corpo da manifestação para deter, arrastar e algemar sem qualquer aviso os manifestantes. Segundo as leis que os próprios dizem defender, qualquer detenção com estas características tem um nome: sequestro.

_Já no fundo da Calçada da Estrela, três jovens dirigiam-se ao Minipreço da Rua de S. Bento quando um grupo de quatro homens que não se identificaram como agentes policiais, agarrou um deles e o encostou à parede. Enquanto um dos agentes à paisana afastava os outros dois, um rapaz com 21 anos de origem alemã era agredido brutalmente, como foi testemunhado por várias pessoas e registado em vídeo. Tudo indica que o agente que a polícia diz ter sido ferido se magoou na sequência desta detenção ilegal no momento em que o rapaz alemão procurava resistir a uma agressão sem sequer perceber ainda o que lhe estava a acontecer. A polícia veio mais tarde justificar a sua acção pelo facto de o rapaz ser perigoso e procurado pela Interpol.

Parece-nos da ordem do fantástico que todos os jornalistas e comentadores que se pronunciaram sobre o sucedido pareçam acreditar que um juiz de instrução possa libertar imediatamente alguém procurado pela INTERPOL.

O que para nós fica claro, após os acontecimentos descritos, é que se preparam novos métodos de contenção social e se assiste a uma escalada na repressão de qualquer gesto de contestação.

Neste contexto, o anúncio de que o ataque às montras de repartições de finanças foi obra de “anarquistas extremistas” é o corolário de uma operação que visa marginalizar e criminalizar toda a dissidência e toda a oposição activa ao regime que se procura impor. Não é apresentada nenhuma prova, nenhum indício que sustente sequer uma suspeita, quanto mais uma acusação.

Tornou-se uma evidência nestes anos de crise que os Estados e os seus gabinetes de finanças, têm em curso um roubo organizado das populações, através de impostos que servem em grande medida para cobrir os grandes roubos nas altas esferas do poder e da economia. Neste sentido, a criminalização dos anarquistas, e a sua identificação como o inimigo interno, serve sobretudo para isolar esses acontecimentos do crescente sentimento de revolta e da tomada de consciência social que atravessa a sociedade no seu todo.

Dito isto, é preciso salientar que um “anarquista” é, antes de tudo, um defensor da liberdade individual, da autonomia e da organização horizontal e igualitária; Que, não existindo nenhum partido ou organização central que emita uma posição correspondente àquilo que “todos os anarquistas” pensam, este comunicado é apenas uma visão parcial de alguns indivíduos que partilham um património filosófico e social que são as ideias anarquistas. Uma versão naturalmente sujeita a críticas e discussão por parte dos nossos amigos e companheiros.

Por fim, gostávamos apenas de recordar a todas as pessoas que lutam para manter a sua lucidez, que o regime implantado no dia 28 de Maio de 1926 começou precisamente por se justificar com a necessidade de combater a anarquia e de reprimir os anarquistas, que nessa altura se organizavam em torno da Confederação Geral do Trabalho. Hoje é fácil perceber a natureza desse regime, nessa altura não o era.

Ontem como hoje, cada um de nós tem que decidir individualmente se toma posição activa contra o que está a acontecer ou se, com a sua passividade, colabora com o estado de coisas.


Grupo de Apoio Legal para o 24N
Lisboa, 28 de Novembro de 2011

Publicado por [Party Program] às 03:58 PM | Comentários (2)

Conversa com membros do colectivo Occupied London sobre a Crise na Grécia e não só, em Lisboa

“O Occupied London é um colectivo anarquista que tem feito a cobertura no terreno sobre a situação da Grécia, desde a revolta de 2008 até à crise actual. Para além das actualizações que faz no seu blog (occupiedlondon.org/blog), o colectivo publicou também um livro visando a história das lutas correntes, as suas possibilidades e o seu futuro (revoltcrisis.org). Alguns dos membros do Occupied London têm viajado pelos Estados Unidos e pela Europa, explorando possíveis caminhos para uma contra-informação e co-operação entre as pessoas que se encontram a resistir aos planos de austeridade um pouco por todo o mundo. Durante a nossa visita a Lisboa, queremos criar laços com o movimento antagonista em Portugal, informar os nossos companheiros das lutas na Grécia e no Reino Unido e explorar a possibilidade de criar um novo nó de contra-informação que fizesse a cobertura da resistência de base à austeridade em Portugal.”

Local: Da Barbuda / 2 de Dezembro a partir das 20h
20h Jantar / 21h30m Conversa
Largo da Severa nº8 (Mouraria), metro: Martim Moniz, Lisboa

Publicado por [Party Program] às 11:34 AM | Comentários (1)

What goes around comes around

Citizens of the world, flood his home phone at 530-752-3989.
Flood his cell phone at 530-979-0184.
Flood his email at, japikeiii@ucdavis.edu.
Flood his home with pizza deliveries and junk mail at 4005 Cowell Boulevard. Apartment #616. Davis, California 95618.
Flood his skype at japike3.
Flood his phones, email and mailbox to voice your anger.
Flood the campus of U.C. Davis.
Flood the streets of the world and stand up for your rights, and against injustice.

Publicado por [Party Program] às 11:27 AM | Comentários (6)

novembro 27, 2011

Finalmente, um pouco de jornalismo

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:53 PM | Comentários (8)

Ana Drago <3

Uma das testemunhas dos momentos de tensão vividos perto do Parlamento foi a deputada do Bloco de Esquerda, Ana Drago.

«Quando cheguei ao local, é que começo a perguntar por que é que há quatro homens que estão envolvidos nos tumultos e na agressão e, ao contrário dos outros, não estão a ser detidos. O que perguntei aos polícias que lá estavam foi: quem são aqueles senhores e por que é que aqueles senhores, estando envolvidos num acto de agressão, não estão a ser detidos?», questionou.

A bloquista conclui «que aqueles senhores seriam polícias à paisana».

«É preciso saber por que é que numa manifestação de cidadãos que, pacificamente, exigem uma alteração política, há uma intervenção da polícia que gera um confronto, um tumulto. Ou seja, não são os cidadãos, é a polícia que está envolvida num acto de agressão. Acho que isto precisa de ser esclarecido», afirmou.

Publicado por [Saboteur] às 11:56 AM | Comentários (3)

novembro 25, 2011

Hoje nós, amanhã vocês

Detenções nas imediações da manifestação

Update: Nas últimas 16 horas este video foi partilhado mais de 4000 vezes no facebook e visto mais de 14 500 vezes.

Hoje nós, amanhã vocês.

Publicado por [Party Program] às 05:11 PM | Comentários (12)

We <3 estivadores

Publicado por [Party Program] às 03:59 PM | Comentários (5)

Todos infiltrados e fascistas menos eu

Não sou amigo do João Labrincha no facebook, afinal há que ter algum critério, mas chegou-me isto à vista:

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E surgem-me uma série de questões:

- Apesar de ver uma série de gente aqui a cantar o hino não vejo nada que prove qualquer associação à extrema-direita. Por quanto me desagrade o hino português, ou de qualquer outro pais, isso não chega para considerar alguém facho. Do mesmo modo vejo mãos no ar, sendo impossível distinguir se são saudações fascistas se são, espantosamente, mãos no ar. Como não falo latim não sei o que está escrito no braço do rapaz, mas acho que ter uma tatuagem também não torna ninguém fascista.

(Entretanto chega uma tradução: "Deus solus iudicare me potest" - "só Deus me pode julgar". Tatuagem habitual vulgarizada em inglês pelo rapper Tupac Shakur, outro infiltrado de extrema-direita)

- No post de outra pessoa igual a este surge a acusação de que este grupo de estivadores seria composto exclusivamente por infiltrados que nos cantos da manif confratenizavam com a polícia. Sendo que os vi pela primeira vez ao meio dia na Praça da Figueira já beberem copos e a lançarem petardos e com acompanhamento policial devo dizer que este grupo de infiltrados começou a sua jornada laboral muito cedo.

- João Labrincha tem vindo a acusar todas as pessoas que não alinham no seu discurso de serem infiltrados e facistas. Qualquer pessoa que não se tenha sentado a 15 de Outubro será portanto infiltrado e fascista. Qualquer pessoa que ontem tenha derrubado as vaias, resistido à carga e permanecido junto à linha policial será portanto infiltrada e fascista. Quem quer que tenha um comportamento mais excessivo e menos normalizado pelo estereótipo do que é um activista será portanto infiltrado e fascista. Em Atenas, em Tahrir, em Wall Street, em Oakland, em Barcelona, em Madrid, na Tunisia e onde quer que alguém exija mais do que uma auditoria cidadâ à divida todos serão infiltrados e facistas.

- Das imagens que vi e do que me contaram, não estava presente, há centenas de pessoas nos "desacatos". À medida que eles acontecem há inúmeras outras que não arredam pé. Como é que JL e outros continuam a ter a extrema desonestidade intelectual e política de afirmar que tudo que foge à manifestação ordeira e pacifíca é obra de agentes à paisana?

- João Labrincha não procura bodes expiatórios, procura culpados, aliás, " procura culpados!". Fica assim claro portanto quem é o verdadeiro infiltrado.

- João quê?

e já agora, grande greve, grande manifestação.

Publicado por [Party Program] às 10:53 AM | Comentários (44)

Infiltrados, sim, uns quatro ou cinco mil

Na análise de imprensa de vários canais de notícias surge a ideia de que os desacatos de ontem teriam sido provocados por infiltrados na manifestação da CGTP. Só que os infiltrados eram tantos que a CGTP, ao ver que o seu serviço de ordem nunca conseguiria controlar toda aquela gente, rapidamente se pôs a andar.

É isso mesmo, infiltrados, quatro ou cinco mil que quase não cabiam em São Bento

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Publicado por [Party Program] às 10:38 AM | Comentários (1)

Toda a gente a ver o que vocês fazem fascistas de merda

Detenções nas imediações da manifestação

Publicado por [Party Program] às 12:21 AM | Comentários (11)

novembro 24, 2011

solidariedade com os detidos

Neste preciso momento, algumas dezenas de pessoas encontram-se concentradas à porta do governo civil de Lisboa, aonde se encontram alguns detidos. Se puderes, junta-te a eles.

Publicado por [Dallas] às 09:55 PM | Comentários (3)

"Se o Salazar tivesse um 'Corpo de Intervenção', não tinha havido revolução"

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Ouvido há pouco no parlamento pelo fofinho identificado na foto. Que os aumentos lhe sejam leves e que o cocktail molotov lhe aterre na moleirinha.

Publicado por [POKE] às 09:38 PM | Comentários (4)

novembro 23, 2011

Olha, olha, olha

Faixa colocada no castelo de S.Jorge em Lisboa.
Ocupar Tudo
24 de Novembro
Greve Geral

OCUPAR TUDO 24N from ocupar tudo on Vimeo.

Publicado por [Paradise Café] às 10:25 PM | Comentários (14)

obladi oblada

Hoje ouvi de um grupo de funcionários públicos que trabalha comigo a justificação que os propagandistas de serviço lhes deram para não aderirem à greve: que não há alternativa a isto e o melhor é não fazer ondas. Acreditam piamente que o diabo é a Grécia. Ganham todos acima da tabela. Têm todos situações laborais ultra-seguras. O conceito de luta corporativa diz-lhes muito, sobretudo para atirar pedras a outros. O conceito de luta de classes não lhes diz nada. Não sabem para que serve o conflito social, não sabem o que é relação de forças. Acreditam que "temos" uma culpa colectiva no que está a acontecer. Votam, votaram, uns aqui e outros ali, mas 4 meses depois dão tanta importância ao voto como o governo. Valorizam a democracia representativa nos seus procedimentos, e acredito que até arriscassem a vida por ela. Não têm nenhuma intervenção política ou associativa. São incapazes de um gesto de revolta que não seja dar uma no cravo e outra na ferradura à mesa do restaurante. Nenhum fará greve, assim como 98% dos trabalhadores do instituto.
Dão tudo de mão beijada a quem me/nos/vos leva os direitos e o dinheiro e nem sequer percebem a responsabilidade em que incorrem. Benditos os pobres de espírito, porque deles é o nosso reino.

Publicado por [Renegade] às 09:11 PM | Comentários (3)

O Barreiro é mesmo assim

Aqui há uns tempos um esquerdista qualquer escrevia aqui no Spectrum: "Saboteur: O Barreiro é feio"

O Barreiro é lindo: Até agora não tem havido cliente que não me responda com um sorriso quando informo que "amanhã não vamos estar abertos".

Publicado por [Saboteur] às 02:48 PM | Comentários (5)

Debate «Chavs»: a demonização da classe trabalhadora

«Chavs»: a demonização da classe trabalhadora

Com a participação de Owen Jones

Local: Livraria Pó dos Livros (Av. Marquês de Tomar, 89, Lisboa – http://livrariapodoslivros.blogspot.com/, localização aqui)

Data: Dia 25 de Novembro, das 18h às 20h

Organização: UNIPOP e livraria Pó dos Livros

Entrada livre.

A partir de uma exaustiva investigação pelos subúrbios londrinos e de um conjunto de entrevistas, o livro Chavs: The Demonization of the Working Class, publicado recentemente pelo jornalista do The Guardian Owen Jones, procura documentar os mitos e as realidades da vida da classe trabalhadora na Grã-Bretanha contemporânea. Crescentemente, uma imagem estereotipada dos trabalhadores mais pobres, sintetizada na designação chavs («chungas», «mitras», «gandulos»), esconde e justifica a degradação e o desespero de muitas comunidades de trabalhadores, tornadas cada vez mais precárias pelas alterações económicas e sociais dos últimos anos. Jones traça um retrato cru da forma como o ódio e o preconceito de classe contra os trabalhadores foram ganhando caminho por entre o aprofundamento das desigualdades e explica como, ao longo de três décadas, a classe trabalhadora foi passando de «sal da Terra» a «escumalha da Terra». Propomos um debate com o autor em torno do livro, procurando ao mesmo tempo reflectir sobre se o paradigma que ele descreve é ou não generalizável a outras realidades para lá da Grã-Bretanha.

Artigo de Owen Jones publicado no número de Setembro de 2011 do Le Monde diplomatique – edição portuguesa: http://pt.mondediplo.com/spip.php?article841.


Owen Jones é jornalista do The Guardian e publicou recentemente o livro Chavs: The Demonization of the Working Class (Verso Books, Londres, 2011).

Publicado por [Manic Miner] às 10:18 AM | Comentários (1)

novembro 22, 2011

A Libertação pela Revolução.

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(""ABAIXO O PODER MILITAR, O POVO é A LINHA VERMELHA")

A revoluçao Tunisina, como aliàs a Egípcia, foi desencadeada pelos jovens das camadas mais desfavorecidas da sociedade, oriundos muitas vezes das regioes mais pobres do pais. No entanto, mesmo antes destas revoluçoes terem resultado na demissao ou na fuga dos respectivos ditadores, os americanos (oportunistas como sao), através da influência sobre os tecnocratas em exilio (formados no seu territorio), fizeram tudo para recuperar os frutos dos sacrificios do povo. Estes tecnocratas, agora em funçao nas altas instâncias do Estado aproveitam-se da tranformaçao do regime, guardando os seus interesses intactos assim como os dos seus protectores oficiais. Nada de novo, nada de complexo, nada de insolito (as maneiras de agir dos americanos jà foram desmontadas de A a Z).
O mais interessante disto tudo, nem sao tanto os mecanismos pelos quais os tecnocratas dos novos regimes sao submetidos à influência do poder americano, mas o processo pelo qual as reivindicaçoes de base destas revoluçoes foram reduzidas, pelo intermediario entre outros dos medias, ao simples ideal de Liberdade à maneira ocidental. O slogan em comum destas duas revoluçoes abrangia um espectro muito mais amplo de projecto de sociedade como a justiça, a dignidade e a independência nacional. Esta ultima reivindicaçao longe de se esgotar nas fronteiras de um Estado-naçao diz respeito acima de tudo a uma soberania nacional (do povo, da cultura arabo-muçulmana) anti-imperialista. Em paises com um passado colonial pesado e cujas formas e organizaçao social autoctone foram destruidas, a liberdade como bem absoluto individual so faz sentido se a colectividade tem em controlo os seus proprios valores (a todos os niveis) : « Faire sauter le monde colonial est désormais une image d'action très claire, très compréhensible et pouvant être reprise par chacun des individus constituant le peuple colonisé. " Frantz Fanon
Hoje, na Tunisia pos eleitoral, os franceses foram desonrados e os islamistas Ennahda (força liberal) constituem um prolongamento do poder dos paises do eixo petrodollar. No Egipto, em particular, o exército està associado aos americanos desde a presidência de Muḥammad as-Sādāt em 1970 até aos « negociatas » e politicos corruptos de Hosni Moubarak. A uma semana das eleiçoes, o povo ocupa novamente a Praça « Tharir » (praça Emancipaçao/Libertaçao) consciente do papel da ingerência americana no exército e nos seus aliados politicos (protesto que começa a alastrar-se por outras regioes). O exemplo maximo desta ingerência sao as armas (made in USA) utilizadas hoje para punir o povo na praça (ouvido numa entrevista a um manifestante). As reivindicaçoes destes novos ocupantes insistem sobretudo em dois pontos : criar um organismo apto a julgar os politicos e « negociatas » corruptos ; criar uma presidência civil contra a oligarquia militar.
As previsoes eleitorais sao obvias : os islamistas liberais (partido da Liberdade e da justiça) vao sair vencedores no Egipto. Partido da mesma tendência do Ennahda na Tunisia, ou seja, agentes politicos do movimento dos « irmaos muçulmanos » (tendência diferente do movimento islamista jihadista anti-americano). Excusado seria dizer que o partido da liberdade e da justiça faz aliança com os militares. Estes mesmos que o povo quer desarmar.
Enquanto o governo provisorio jà se demitiu, os militares abriram retoricamente um antecedente perigoso : « um milhao, dois milhoes na rua nao representam o povo egípcio ». Os indignados em Madrid ou em NY também nao…. Nao somos de facto os 99%.

(nao tenho acentos)


Sheikh Imam «Oh Egypte, soulève-toi »

Publicado por [Shift] às 10:55 AM | Comentários (2)

novembro 21, 2011

Aos docentes e investigadores da FCSH (dia 24 não será um dia como os outros)


O próximo dia 24 de Novembro, com a greve geral a que aderiram as principais estruturas representativas dos docentes e investigadores do ensino superior (SNESup, Fenprof e ABIC), não será um dia como os outros.
Será um dia contra a resignação perante políticas que, para além de injustas, têm acrescentado crise à crise.
Na FCSH, partilhamos com todos os cidadãos motivos para estarmos preocupados. Os cortes são brutais, podendo abranger receitas próprias. A autonomia consagrada na constituição é, no Orçamento de Estado, tornada letra morta, se para se fazer qualquer contratação, ainda que urgente, ainda que em percentagens reduzidas, for necessário pedir autorização ao ministro das finanças.
E não é só o ensino que sofre. O que é, na FCSH, motivo de orgulho, com tantas equipas de investigadores de qualidade a trabalhar, está em perigo. A política de austeridade materializada no Orçamento de Estado pode vir a pôr em causa diversas actividades e projectos de investigação em curso inclusivamente na área da ciência e tecnologia. A Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, por exemplo, suspendeu recentemente o pagamento de bolsas e contratos de trabalho associados a projectos de investigação, devido aos atrasos verificados na transferência de verbas por parte da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Caso esta situação se venha a generalizar, representará a possibilidade de desemprego para investigadores/as que desenvolvem a sua actividade em diversos regimes (bolseiros envolvidos em projectos de investigação, investigadores do «Compromisso com a ciência» e outros), para além de comprometer a qualidade do trabalho científico realizado, acentuando a precariedade e incerteza que actualmente já caracterizam as condições laborais da investigação científica em Portugal.
No passado dia 16, cerca de três dezenas de docentes e investigadores da FCSH encontraram-se para discutir esta situação e decidiram apelar a toda a comunidade académica para que, podendo, venha para a Faculdade, fazendo da greve um dia vivo.
Nas entradas da FCSH, serão montados piquetes para contactar com todos os colegas. Somos responsáveis e conscientes dos nossos deveres e direitos. Não é função destes piquetes impedir a entrada de ninguém, mas esclarecer, informar, alargar a tomada de posição de quem não se resigna. Apelamos a todos os colegas docentes e investigadores que se juntem a nós.
Cerca das 14h15, com todos os que aqui estiverem, será promovido um debate sobre a situação, a greve e as atitudes a adoptar. Será então considerada a proposta de adesão a outras acções e iniciativas que decorrerão, durante a tarde e noite no centro da cidade.
Todos contamos.
Lisboa, 16 de Novembro de 2011. docentes e investigadores da FCSH

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:59 PM | Comentários (13)

Tanto esforço para nada... ou talvez não

Não é fácil apanhar um empreiteiro corrupto em flagrante de delito a tentar corromper um autarca.

Sobretudo, se o alvo da corrupção nega o suborno e depois limita-se a dizer mais tarde aos amigos, eleitores e jornalistas, sem apontar nomes, que há muitos interesses de construtores civis nas câmaras, anda por aí muita corrupção, mas que ele nunca aceitou um cêntimo que fosse.

Sá Fernandes fez tudo bem: contactou a polícia, entalou Domingos Névoa e arranjou assim muitos inimigos, nomeadamente no Correio da Manhã, suposto tablóide anti-corrupção.

Tanto esforço para nada... Domingos Névoa foi ilibado por um juiz do tribunal da Relação de Lisboa e Sá Fernandes perdeu a oportunidade de se abotoar com 200 mil euricos que lhe dariam com certeza muito jeito.

Nem notoriedade social conseguiu! Hoje em dia, se perguntarmos a algum jornalista ou opinion-maker quem é que é o maior combatente anti-corrupção, a resposta mais provável será «João Cravinho», Administrador de um Banco e dirigente do Partido Socialista.

«Tanto para nada», pode não ser bem assim: O Público noticia que o caso ainda mexe e Névoa ainda pode ser condenado. A ver vamos.

Publicado por [Saboteur] às 05:03 PM | Comentários (4)

novembro 18, 2011

Cambada de palhaços!

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Publicado por [Saboteur] às 05:42 PM | Comentários (5)

A greve em Paris: Campo de batalha

"Les premières évacuations sèment un vent de panique chez les grévistes intérimaires. Pour beaucoup d'entre eux, faire la grève signifie occuper une agence; la fin de l'occupation, c'est la fin de la grève. Fréquente depuis 1968, la grève avec occupation, sans être autorisée, bénéficie d'une certaine tolérance de la justice et de l'administration tant qu'elle n'empêche pas les non-grévistes de travailler. (...) expulsés d'une agence, les grévistes en réinvestissent d'autres. Au plus fort de la bataille, une dizaine d'agences sont occupées en même temps. Du côté des agences d'intérim (...) l'anxiété se répand. Certaines verrouillent leurs portes. Les commerciaux sont ainsi enfermés, contraints de tout gérer par téléphone, alors qu'une partie de leur activité consiste à accueillir et sélectionner les candidats de passage dans la rue"
On Bosse ici, On reste ici! La grève des sans-papiers; une aventure inédite

Publicado por [Shift] às 05:05 PM | Comentários (1)

A ciência contra o pensamento único. Alternativas à crise

Perante a situação crítica que afecta as condições de produção de ciência em Portugal e conscientes de que partilhamos problemas generalizados aos restantes trabalhadores, um grupo de estudantes e investigadores do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS/UL) convida todos os interessados a um debate aberto em torno do quadro de crise que nos é imposto e de como propor eficazmente à sociedade formas alternativas de lidar com os problemas actuais. O fórum terá lugar na Sala Polivalente do ICS/UL, pelas 14 horas do próximo dia 22 de Novembro.

A convocação de uma greve geral por parte da CGTP-IN e da UGT para o próximo dia 24 de Novembro constitui uma oportunidade de intervenção crítica. Conscientes da partilha de problemas generalizados aos restantes trabalhadores e de particulares dificuldades e responsabilidades perante a sociedade, nós, investigadores e estudantes do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa decidimos participar nesta ocasião, dando resposta a uma necessidade amplamente sentida entre os cientistas sociais. Neste sentido, no próximo dia 22 de Novembro convidamos todos os interessados a fazer uma reflexão e debate aberto em torno do quadro de crise que nos é imposto e de como propor eficazmente à sociedade formas alternativas de lidar com os problemas actuais.
A crise, provocada por um domínio crescente dos mercados financeiros sobre as mais diversas esferas sociais e políticas, reproduz-se sistematicamente ao apresentar soluções, tidas como inevitáveis, que a experiência recente demonstra que contribuem apenas para agravar o problema. Do programa de medidas definido pela Troika às políticas de contenção orçamental propostas pelo actual governo, a austeridade tornou-se no único caminho viável. Uma via que, contudo, não deixa de assumir os mais assimétricos contornos, concentrando o ónus do sacrifício nos mais desprotegidos.
À semelhança de outras relevantes áreas sociais, a investigação científica e o ensino são também vítimas de tal lógica. O anúncio de cortes orçamentais já programados para o próximo ano vem, neste sentido, agravar as condições de trabalho de todas as pessoas envolvidas na criação e produção de ciência, já por si afectadas pela precarização e erosão progressiva de direitos. Uma dinâmica que, a expandir-se, representa uma forte ameaça às condições de produção do conhecimento científico e à sua própria autonomia, numa altura em que é ainda mais necessária a sua capacidade de propor alternativas aos lugares-comuns e preconceitos dominantes.
Por considerarmos necessária a criação de formas de debate que permitam pensar a crise e a política de uma forma aberta e não limitada pela ideologia do inevitável, convidamos à discussão, a partir das 14 horas do dia 22 de Novembro de 2011, na Sala Polivalente do ICS/UL, dos seguintes temas:
1 - O ensino superior e a investigação científica, as condições de quem neles trabalha (investigadores, docentes, estudantes e funcionários) e as limitações à produção de conhecimento;
2 - Responder à crise: alternativas e formas de intervenção.

Publicado por [Dallas] às 10:38 AM | Comentários (8)

novembro 17, 2011

Edições Antipáticas

As Edições Antipáticas têm a partir de hoje todos os seus livros e panfletos disponíveis em formato PDF aqui

Publicado por [Party Program] às 02:36 PM | Comentários (3)

novembro 16, 2011

The time of our lives

Publicado por [Party Program] às 09:42 AM | Comentários (4)

novembro 15, 2011

OWS despejada

A praça vazia:

Screen shot 2011-11-15 at 7.10.39 PM.png

As tentativas de a reocupar:

globalrevolution on livestream.com. Broadcast Live Free

Os planos para esta quinta feira (com o despejo de esta madrugada está a ser feito um apelo a que se junte gente de toda a costa este)

:

Publicado por [Party Program] às 07:15 PM | Comentários (2)

Freedom Riders 2011

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Palestinian Freedom Riders to Ride Settler Buses to Jerusalem
Inspired by the Freedom Rides of the US Civil Rights Movement Palestinian activists will attempt to board segregated Israeli settler buses to occupied East Jerusalem

[Ramallah] Groups of Palestinian Freedom Riders will attempt to board segregated settler buses heading to Jerusalem through the occupied West Bank this Tuesday November 15, in an act of civil disobedience that takes its inspiration from the US Civil Rights Movement Freedom Riders aim to challenge Israel’s apartheid policies, the ban on Palestinians’ access to Jerusalem, and the overall segregated reality created by a military and settler occupation that is the cornerstone of Israel’s colonial regime. While parallels exist between occupied Palestine and the segregated U.S. South in terms of the underlying racism and the humiliating treatment suffered then by blacks and now by Palestinians, there are also significant differences. In the 1960s U.S. South, black people had to sit in the back of the bus; in occupied Palestine, Palestinians are not even allowed ON the bus nor on the roads that the buses travel on, which are built on stolen Palestinian land.

In undertaking this action Palestinians do not seek the desegregation of settler buses, as the presence of these colonizers and the infrastructure that serves them is illegal and must be dismantled. As part of their struggle for freedom, justice and dignity, Palestinians demand the ability to be able to travel freely on their own roads, on their own land, including the right to travel to Jerusalem.

Palestinian activists also aim to expose two of the companies that profit from Israel’s apartheid policies and encourage global boycott of and divestment from them. The Israeli Egged and French Veolia bus companies operate dozens of segregated lines that run through the occupied West Bank, including East Jerusalem, many of them subsidized by the state. Both companies are also involved in the Jerusalem Light Rail, a train project that links illegal settlements in East Jerusalem to the western part of the city. By facilitating population transfer into occupied Palestinian territory, Egged and Veolia are actively and knowingly complicit in Israel’s settlement enterprise, which the International Court of Justice has determined to be a breach of international law, and particularly Article 49 of the Fourth Geneva Convention prohibiting an occupying power from transferring part of its population into occupied territory.

This Tuesday, Palestinian Freedom Riders will head to Jewish-only bus stops in the West Bank and attempt to board the settler buses. Palestinians understand that this act of nonviolent disobedience may result in violent attacks and even death at the hands of Israeli settlers that are to Israel what the Klu Klux Klan was to the Jim Crow South, or the authorities that protect them. Nonetheless, the Freedom Riders believe that this act of civil resistance is necessary to draw the attention of the world to the immorality of Israel’s occupation and apartheid system as well as to compel justice-loving people to take a stand and divest from Egged, Veolia, and all companies that enable and profit from it.

The Freedom Riders will be joined by activists from all around the world who will stage activities in their cities that highlight the systematic oppression of Palestinians and the need to divest from Egged and Veolia.

Background

The buses that the Freedom Riders will be boarding are operated by the Egged, the largest Israeli public transportation company, and by the French transnational company Veolia. Both companies are complicit in Israel’s violations of international law due to their involvement in and profiting from Israeli’s illegal settlement infrastructure. Palestinian Freedom Riders endorse the call for boycotting both companies, as well as all others involved in Israel’s violations of human rights and international law.[1]

In July 2011, an Egged subsidiary won a public tender to run bus services in the Waterland region of the Netherlands, north of Amsterdam. The company makes money from trampling on the rights of Palestinians and has been a target of the boycott, divestment and sanctions (BDS) campaign, which is endorsed by an overwhelming majority of Palestinian civil society. The Freedom Riders call on the people of the Netherlands to sever all dealings with companies, like Egged, involved in human rights violations.

Veolia, has been a target of an international divestment campaign or running bus lines through the West Bank connecting settlements to Jerusalem and for its involvement in the Jerusalem Light Rail which connects Israel’s illegal settlements in and around occupied East Jerusalem to the western part of the city, thereby directly servicing the settlement enterprise.[2]

Over 42 percent of Palestinian land in the West Bank has been taken over for the building of Jewish settlements and their associated regime[3] (including the wall which was declared illegal by the International Court of Justice in 2004), depriving local communities of access to their water resources as well as agricultural lands. Settling Israelis in the occupied Palestinian territory constitutes a war crime according to the Fourth Geneva Convention[4] and the Rome Statute of the International Criminal Court.[5]

The occupied West Bank and Gaza Strip constitute only 22 percent of the Palestinian homeland from which over 750,000 Palestinians were ethnically cleansed in 1948 when the state of Israel was created. Since then, Palestinian refugees have been languishing in refugee camps and other places of exile, denied the right to return to their homes.

[1] Palestinian Civil Society Call for BDS, available at: http://www.bdsmovement.net/call.

[2] http://www.bigcampaign.org/veolia/

[3] B’tselem Report: “By Hook and By Crook, Israeli Settlement Policy in the West Bank,” July 2010; summary available at: http://www.btselem.org/publications/summaries/201007_by_hook_and_by_crook.

[4] See “Israel’s settlement policy is a war crime under the Fourth Geneva Convention,” The Palestinian Center for Human Rights, Gaza, highlighting the relevant articles of the Fourth Geneva Convention to support the determination that settlements are a war crime, at http://www.pchrgaza.org/Intifada/Settlements.conv.htm; see also “Demolitions, new settlements in East Jerusalem could amount to war crimes – UN expert,” UN News Centre, June 29, 2010, at http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=35175&Cr=Palestin&Cr1.

[5] Article 8(2)(b)(viii) of the Rome Statute of the International Criminal Court prohibits “[t]he transfer, directly or indirectly, by the Occupying Power of parts of its own civilian population into the territory it occupies.”

Facebook: Friends, please like and follow this page for updates from the Palestinian Freedom Rides campaign: http://www.facebook.com/pages/Palestinian-Freedom-Rides/262016243850607

Twitter: @palfreedomrides

For inquiries send an email to palestinianfreedomriders@gmail.com

Publicado por [Chuckie Egg] às 07:58 AM | Comentários (3)

novembro 12, 2011

Ocupar Tudo

Publicado por [Party Program] às 07:18 PM | Comentários (21)

novembro 11, 2011

Thalassoterapia - A Revolução Tunisina vista por dentro

Thalassothérapie - 1. Témoignage pour servir à l'histoire de la bataille de Thala from Los Solidarios on Vimeo.


Thalassothérapie - 2. Serait-ce le devenir des comicos partout ? from Los Solidarios on Vimeo.

Publicado por [Chuckie Egg] às 12:56 PM | Comentários (1)

novembro 08, 2011

FINALMENTE

Publicado por [POKE] às 08:43 PM | Comentários (6)

Três propostas a serem discutidas e rejeitadas ou imediatamente postas em prática

A circular e a ser discutido por Nova Iorque neste momento uma das reflexões mais interessantes saidas desta salganhada toda:

Three Proposals to be Discussed, Rejected, or Immediately Put into Practice

1. A New Organic Unity 2. Spread the Occupation 3. General Strike

Against the bad blood and bad faith that currently divides the revolutionary movement in New York City, we propose that comrades put aside their differences to work towards goals above and beyond themselves. It's no secret that long-held ideological and personal grudges have painfully resurfaced in the past few weeks, but more importantly, it's also clear that these tiny, isolated, and warring factions within the movement have proved themselves incapable of intervening on any significant scale. That is to say, it's become apparent that the micro-groupuscule form of organization, so predominant as a consequence of on-going factional sectarianism, has repeatedly demonstrated itself to be an ineffective dead-end. However, we are not so naive as to suggest that comrades go about mending torn and broken relationships, but rather that they look beyond the egotistical inward gaze that prevails in both the radical milieu and wider social spheres, to recognize opportunities presented by this historical moment, and to act with the dignity, respect, and solidarity befitting revolutionaries that are joined in struggle. For without these three guiding principles needed to forge a larger, unified organization with practical capacities, each initiative is doomed from the beginning and each small faction will go on enjoying the personal reassurance of being eternally right on the condition that they always fail.

Secondly, we propose a new occupation, with a character and scope different from the present one taking place in Lower Manhattan. The past weeks have shown that the successes in Oakland can be partially attributed to the Bay Area comrades' ability to set the tone of the occupation from the very beginning, thus solidifying an explicit anti-Capitalist and anti-State sentiment in the initiatives that have subsequently emerged from Oscar Grant Park. Without a doubt, their example ought to be replicated immediately, and a new occupation in New York City (wherever that may be) would be essential for the movement to break through the limitations imposed upon it by the increasing bureaucratization of Zuccotti square. Rather than the usual, infantile "occupation for the sake of occupation" credo, which only achieves in securing personal pride and social capital for a select minority, we instead envision an occupation that is both extended in duration, and open and inclusive, with the purpose of fostering revolutionary forms of self-organization furnished with the power to forcefully oppose the dominant, middle-class pathology that presently reigns in the Financial District. The express purpose of this new occupation is to become a stepping stone to meet three specific demands currently dictated by the conditions of the struggle: 1) to become a platform for challenging the overwhelming pro-police and non-violent discourses and ideologies prevalent in the "Occupy Movement"; 2) to provide a springboard and point of reference for new modes of proletarian self-organization, strong enough to withstand recuperation by the left, organized labor, the church, and most importantly, the petite-bourgeoisie ethos of the Occupy Wall Street movement itself; and lastly 3) to establish a concrete basis to begin tirelessly agitating for a New York City-wide general strike.

It was less than two weeks ago that a general strike in the United States would have appeared to everyone as a patent impossibility. Now, after so many years of apathy, silence, and passivity, the historic opportunity stands right before our very eyes, giving us a smile, mixed with that deviously complicit grin exchanged between criminals intent on confidently defying law and order against all odds. To squander such a momentous chance on the burden of carrying through with our pathetic grudges will not only prove to ridiculously validate our own collective stupidity, but will also mindlessly aid and assist the State in preemptively dousing the social powder-keg before it's ignited by the approaching flames of class conflict. In order not to needlessly swat away this possibility, a wager has to be taken, requiring each comrade to place a basic level of trust in the other, and hopefully, with a little success, social relations will expand beyond the confines of a small, marginal sub-culture, thus leaving any future instances of selfish opportunism or betrayal to be judged by and held accountable to a larger, real movement gaining within itself a memory of struggle. From our perspective, this seems to be the only means by which revolutionaries in New York City can begin seriously progressing towards the lofty goal of a general strike in likely the most daunting metropolitan center in both the United States and the world.

"The inherent principles of human existence are summed up in the single law of solidarity. This is the golden rule of humanity, and may be formulated thus: no person can recognize or realize his or her own humanity except by recognizing it in others and so cooperating for its realization by each and all. No man can emancipate himself save by emancipating with him all the men about him."
- Mikhail Bakunin

"The International was founded in order to replace the socialism and semi-socialist sects with a genuine organization of the working class for its struggle... Socialist sectarianism and real working-class movement are in inverse ratio to each other. Sects have a right to exist only so long as the working class is not mature enough to have an independent organization of its own: as soon as that movement arrives sectarianism becomes reactionary."
- Karl Marx

"In the popular ranks... There one fights for an idea. There only volunteers are found, and what drives them is enthusiasm, not fear. Superior to the adversary in devotion, they are much more still in intelligence. They have the upper hand over him morally and even physically, by conviction, strength, fertility of resources, promptness of body and spirit, they have both the head and the heart... So what do they lack in order to vanquish? They lack the unity and coherence which, by having them all contribute to the same goal, fosters all those qualities which isolation renders impotent. They lack organization. Without it, they haven’t got a chance. Organization is victory; dispersion is death.

- Auguste Blanqui


Towards a New York Commune in Solidarity with Oakland's!

Towards an Unlimited General Strike throughout the Five Boroughs!

Enquanto bónus 15 minutos de riot-porn-nu-rave-witch-house-hipster ou A Comuna de Oakland ou O circo enorme que poderia ser a greve geral de 24 de Novembro


Publicado por [Party Program] às 08:22 PM | Comentários (19)

Entretanto na página do PSD II

O r-type já tinha tinha alertado para isto

O site foi reposto.... quase todo... ficaram umas verdades:

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Publicado por [POKE] às 01:37 AM | Comentários (1)

novembro 07, 2011

Ocupar Tudo: Como construir uma estratégia colectiva de ocupação da cidade

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Habitamos um espaço que nos é estrangeiro, por ser moldado por poderes, lógicas e dinâmicas que não controlamos e que nos são impostas à força. Apesar de todos os seus edifícios e pavimentos, consideramos esse espaço um deserto, onde nada cresce e as formas de vida são cada vez mais escassas. Ocupar a cidade equivale por isso a um ataque: a tudo o que a converte no deserto, a tudo o que nos impede de viver

Quarta Feira, 9 Novembro, 20h Jantar, 21h Conversa

Publicado por [Party Program] às 04:16 PM | Comentários (10)

Entretanto na página do PSD

http://www.psdlisboa.net/

Publicado por [R-Type] às 02:22 PM | Comentários (2)

novembro 04, 2011

RDA69 - Novembro

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Publicado por [Chuckie Egg] às 02:48 PM | Comentários (2)

novembro 03, 2011

General Strike

O live stream de OWS esta manhã está em directo da greve geral de Oakland. Os manifestantes conseguiram fechar o porto de Oakland, o quinto mais importante dos Estados Unidos e uma série de outros locais, muito do comércio local solidarizou-se com a greve não aceitando pagamentos com cartão durante todo o dia.

globalrevolution on livestream.com. Broadcast Live Free

Oakland reúne em si as zonas mais pobres da Bay Area, provavelmente a zona mais à esquerda dos Estados Unidos, um par de kilómetros a norte fica a cidade universitária de Berkeley onde foi recentemente inaugurada uma estátua a Bradley Manning, a alegada fonte do wikileaks. Oakland é também a cidade onde não só nasceram os Black Panthers como também os Hells Angels. Esteve bastante nas notícias o ano passado quando a polícia executou um jovem negro à frente de centenas de pessoas no metro. É das cidades mais diversas dos states: 25% negros, 25% brancos, 25% hispânicos. Todos estes detalhes curiosos e interessantes só para dizer que é um local bastante particular nos states, muito diferente de NY ou de muitos outros sitios dos quais se tem falado.

O Guardian tem um blog a ser constantemente actualizado.

Publicado por [Party Program] às 09:10 AM | Comentários (4)

novembro 02, 2011

Depois disto acho que já vi tudo neste mundo e preciso mesmo de um Messias

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"A máquina da morte e a utopia
«Enquanto o proletariado tiver necessidade do Estado, não será no interesse da liberdade mas sim para reprimir os seus adversários! E no dia em que for possível falar-se livremente de liberdade, o Estado deixará de existir...» (F. Engels, «Carta a Bebel»).

«A liberdade política é uma ideia e não uma realidade. Ideia que, no entanto, é preciso saber aplicar quando for necessário atrair as massas populares a um lado da questão. Eis onde surgirá o triunfo da nossa teoria. A questão será de fácil solução caso o adversário tenha recebido o poder de uma ideia de liberdade a que se chama liberalismo. As rédeas do poder serão tomadas facilmente porque a força cega de um povo não pode ficar um só dia que seja sem guia. Assim, a nova força nada mais tem a fazer do que assumir um comando enfraquecido pelo liberalismo» (Protocolos dos Sábios de Sião, 1.º Mandamento).

«Há uma necessidade urgente de uma autoridade verdadeira no mundo, para ordenar a economia mundial, reavivar economias atingidas pela crise e evitar qualquer deterioração e os desequilíbrios maiores que dela resultariam. Obviamente, essa autoridade teria de dispor do poder de garantir o cumprimento das suas decisões ...» (Bento XVI, «A Caridade com Verdade»).

A rede conspirativa que se vai instalando na terra tem claramente origem em formações capitalistas proclamadamente religiosas. Basta olhar-se para o esquema organizativo que vai chegando ao conhecimento público para nele se reconhecer a mãozinha sinuosa dos jesuítas e dos illuminati maçónicos. O que está em jogo tem sempre dois pés para andar: um deles, vai sendo gradualmente desvirtuado, o da utopia do Estado; o outro, avança e calça a botifarra nazi.

A história dos Protocolos poderia, em princípio, parecer um conto de fadas. Mas os quadros dos anúncios que aí se promovem são bem reais. A democracia e as liberdades foram um sonho mal escrito e mal entendido pelos homens. As maiorias enganaram-se nas encruzilhadas dos caminhos. E a própria Igreja surgiu com uma inesperada novidade: agora, as hierarquias querem destruir as estruturas da sua própria Igreja para depois realizarem o sonho mefistofélico de uma cristandade apocalíptica que represente o universo de interesses dum Estado capitalista mundial. Tudo poderia ser pura imaginação não fosse o caso do enunciado teórico dos Protocolos ser acompanhado por uma listagem de objectivos a curto e médio prazos: um governo mundial oculto que promova uma Nova Ordem mundial; um único sistema económico, financeiro e monetário, de obediência universal; o fim das crises económicas através da ocupação, por um só exército, de todas as fontes mundiais de matérias-primas e energia, mesmo que para isto seja de prever o desencadear de uma III Guerra Mundial; e o estabelecimento de uma Religião Única cuja chefia seja desempenhado pela Igreja Católica.

Todos os antecedentes desta Nova Era estão lançados ou funcionam já. Há políticas altamente complexas, como as que intervêm na crise financeira internacional, no terrorismo, nas área do gás e do petróleo, etc., que necessariamente estão a ser já coordenadas por um único governo oculto. As grandes disputas financeiras que convergem nos benefícios das grandes fortunas e nas mega fusões, nas troikas ou nas guerrilhas entre os mercados denunciam a existência actual de gigantescas centrais capitalistas articuladas entre si. Em tudo, desde as relações entre as pessoas até ao convívio entre os estados, os ricos serão mais ricos e os pobres conhecerão a miséria. Embora as lutas de classes subam de tom.

Dá-se como certo que na base deste tenebroso programa final figuram os sionistas, o Vaticano e a Maçonaria. Nada custa a crer que assim seja: o plano actual da Nova Era tem as marcas do «Apocalipse», das ambições planetárias ilimitadas dos grandes estados ocidentais, das alfurjas das caves do Vaticano e da Maçonaria e das tenebrosas ordens secretas, laicas ou religiosas.

Uma nota informativa complementar: os Protocolos não são proféticos. Não foram redigidos de uma só vez, para sempre. São fichas que incluem tópicos de matérias já conhecidas no seu tempo. Depois, vão sendo actualizadas à medida do tempo que passa. E os seus mentores e condutores do processo são os illuminati que repartem ligações entre a Santa Sé, a Maçonaria, o Pentágono e a Wall Street.

Voltaremos a este tema. Quem lê os jornais portugueses cada vez mais se enreda na confusão."

Jorge MESSIAS, in Avante

Publicado por [POKE] às 12:01 PM | Comentários (26)

Piada assassína

A resposta implacável à provocação do secretário de estado da juventude [que aconselhou os jovens a saírem da sua zona de conforto e emigrarem] veio esta manhã pela voz de Bruno Nogueira:

«Eu não me importo de emigrar... Mas se a coisa correr bem e eu fizer fortuna, quem é que me garante que não enviam um alto dirigente do PSD para me matarem?»

Publicado por [Saboteur] às 10:23 AM | Comentários (2)

novembro 01, 2011

Grandes capas

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Ainda hoje a imagem que tenho do 25 de Abril foi a vivência na fábrica, a imensa alegria das pessoas. Tinha vindo há dois anos da guerra colonial, e apesar de estar lá ligado a um grupo de milicianos maoístas, a estrutura era fascista. Cheguei e vim para a Cergal, uma fábrica nova, com gente jovem, com regalias sociais mais avançadas do que a média, mas o ambiente era cinzento e castrador, a pequena opressão dos chefezinhos. Todas as manhãs quando apanhava o comboio sentia-me oprimido: “Mais um dia…”. Eu tinha infuências do PC e de católicos progressistas No dia 25 de Abril, a princípio ficámos a ver no que é que aquilo dava: golpe militar… De repente dá-se uma explosão de entusiasmo, veio a festa.
Aquela fábrica passou a ser para mim, ainda hoje, aquilo que eu sonho para o futuro. Os operários juntam-se, conseguem sanear os directores mais repressivos, decretam-se aumentos ao pessoal da linha de produção e às mulheres de limpeza, estabelece-se um estatuto de respeito (“proibido escrever frases obscenas nas casas de banho”), as raparigas que eram oprimidas e abusadas pelos chefes começam a vir contar as suas histórias… Cria-se uma vivência extraordinária: ali quem mandava eram os operários. Ali eu vi como o exercício da ditadura do proletariado não significa qualquer ditadura. Era a democracia da maioria, em lugar da anterior em que meia dúzia davam ordens a toda a gente. Ainda hoje acredito nisso, por aquela experiência concreta. Naquele ano produzimos o mesmo que nos anos anteriores, sem chefes. Os operários reuniam-se de manhã, discutiam, faziam os planos da produção, todos se sentiam bem. Em matéria política, como era uma fábrica recente e não tinha organizações políticas lá dentro, nomeadamente do PC, houve um enorme eclectismo. Discutia-se tudo: Cunhal, Mao Tsetung, Che Guevara, Cristo…
Depois dessa escola na fábrica, senti a importância de entrar no movimento político. O que tínhamos ali conseguido era só local e o que estava em jogo era toda a nossa sociedade. E aí tive outra grande experiência – a das greves e da articulação entre as comissões de trabalhadores e de moradores, a culminar na Interempresas, que lançou a manifestação de 7 Fevereiro contra os despedimentos e a NATO, uma das mais avançadas de todo o processo.
Quanto a mim, o grande erro dos revolucionários foi terem abandonado estas estruturas para se meterem no trabalho partidário. Fomos todos armados em dirigentes para a UDP, e o PCP, que inicialmente fazia guerra às CTs e tentava controlar o movimento através dos sindicatos, quando lhe abrimos campo, tomou logo posse da estrutura.

Manuel Monteiro , grande combatente anticapitalista (e leitor ocasional do Spectrum), na sua melhor forma.

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:24 PM | Comentários (5)