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julho 30, 2011

Recordações de um Verão qualquer

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:55 PM | Comentários (1)

Venham buzinar mazé cá abaixo... (ao Terreiro do Paço)

A "Comissão de Utentes de Transportes da Margem Sul" marcou para segunda-feira um "buzinão" na ponte 25 de Abril, como protesto contra a reintrodução do pagamento de portagens na ponte em Agosto.

Eu, que hoje em dia atravesso o rio 6 dias por semana para ir trabalhar na outra margem, não dou uma grama de solidariedade para esta luta.

O preço do barco para o Barreiro aumentou cerca de 15%. Hoje em dia paga-se € 2,10 por viagem. € 4,20 para ir e voltar ao final do dia.

A portagem da ponte manteve-se em € 1,45 (só sul-norte. Ao contrário não se paga), e ainda há grandes descontos automáticos para quem usa via verde: 70% de desconto a partir da 13º passagem mensal, o que reduz a portagem para os 43,5 cêntimos (ida e volta). Quase 10 vezes menos do que o preço do transporte público!

Só existe uma luta verdadeiramente justa a fazer - ainda mais por uma "Comissão" chamada "Utentes de Transportes da Margem Sul" - é exigir a gratuitidade da travessia de barco e não a gratuitidade da travessia de carro.

Publicado por [Saboteur] às 05:36 PM | Comentários (14)

A Horta Comunitária da Damaia foi atacada - parece que foi estilo PREC

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Na praceta Luis Verney na Damaia há décadas que nada se passava. Foram construídos uns prédios, que acabaram por fechar a praceta quase totalmente deixando no centro um edifício da antiga escola primária - um barracão pré fabricado. Um barracão e muito mato que depressa se transformou em matagal de ervas daninhas.
Há 6 meses sensivelmente um grupo de moradores decidiu pôr mãos à obra e limpou uma parte considerável do terreno e iniciou a plantação de produtos agrícolas. Como amadores nas artes hortelãs foram aprendendo o que e como fazer, foram despertando a curiosidade em mais vizinhos e foram elaborando algumas actividades a bem daquela praceta e das zonas envolventes, com especial incidência em actividades para a miudagem.
Anunciavam os hortelões um evento para amanhã, sábado 30 de Julho - um pic-nic sem Tony Carreira mas como início de uma nova fase na obra da Horta Comunitária da Damaia.
A Câmara da Amadora que deixou décadas a praceta ao abandono decidiu participar na festa da melhor maneira que arranjou, decidiu destruir o pavilhão que lá havia e que era o local onde se guardava a logística da Horta. E qual a razão para tal feito? Parece que era para mostrar "Aquilo é um espaço municipal e isto não é o PREC"(sic).

Como no caso da ES.COL.A logo a autarquia arranjou um projecto fantástico para a zona, provavelmente para a “moda não pegar”.

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Não sei se o melhor é pedir à Raquel do 5 dias para ir explicar ao Sr. Vereador Gabriel Alexandre Lorena de Oliveira (PS - responsável pelo pelouro da Área do Planeamento e Gestão de Comunicações, Transportes, Trânsito e Toponímia; Áreas de Obras Municipais; Produção e Manutenção da Rede Viária; Mobiliário Urbano e Publicidade; Espaços Verdes; Iluminação Pública; Saneamento Básico; Área da Gestão Urbanística) o que foi o PREC e que o objectivo do mesmo não era necessariamente Hortas Comunitárias. Ou se será melhor este Sr. ir amanhã visitar o pic-nic que se vai continuar a realizar, pode ser que aprenda alguma coisa.
Uma coisa é certa a Horta continua de pé porque os vizinhos se opuseram à destruição das áreas plantadas e conhecendo bem os hortelões envolvidos a coisa não ficará por aqui. A horta vai ser uma realidade e na Praceta Luis Verney!
E pode ser que nas próximas eleições o Sr. Gabriel Oliveira tenha o PREC que merece.

Publicado por [POKE] às 12:22 AM | Comentários (3)

julho 27, 2011

Ajuda a Horta: Assina!

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ABAIXO-ASSINADO :: HORTA DA DAMAIA
Exm.º Sr. Director do
Departamento de Administração Urbanística da
Câmara Municipal da Amadora

A Horta da Damaia é um movimento de cidadãos livres, apartidários, independentes e aburocráticos que desenvolvem uma Horta Urbana totalmente biológica no Concelho da Amadora, situada na Praceta Luis Verney na Damaia.
As hortas urbanas são óptimas formas de aproveitar espaços que estão votados ao abandono. Promovem sustento alimentar à população que nela trabalha, o que, em tempos de austeridade pode fazer muita diferença em algumas economias familiares. Para além disso, a promoção do uso ecológico do solo, pela ausência de impermeabilização, ou pela preservação da vegetação e protecção contra incêndios protege os ecossistemas e por isso, preserva a biodiversidade na área envolvente.
Pretendemos, para além do consumo dos vegetais que plantamos (sem uso de qualquer adubo químico ou pesticida) dar a conhecer a horta à população da área circundante, promover a reciclagem de lixo orgânico para compostagem, e assim completar o ciclo da matéria orgânica. Todas as funções anteriormente referidas que um espaço destes pode impulsionar serão o mais possível divulgadas e promovidas através da organização de oficinas de horticultura com grupos de crianças ou escolas e população em geral.
Estes impactos promovem uma melhor qualidade de vida da população que usufrui deste novo espaço verde.
Assim, no sentido de proteger este espaço (a tracejado vermelho na planta em anexo), informámo-nos junto do Departamento de Administração Urbanística e do Departamento de Obras Municipais e Espaços Verdes sobre os planos da Câmara Municipal da Amadora de construção para o local.
Em conversa com o Sr. Vitor Coelho do D.A.U. e com o Eng.º Norberto Monteiro, Director do Departamento de Obras Municipais e Espaços Verdes, fomos informados que não existe nenhum plano de construção, arruamento ou jardinagem para a área tracejada a vermelho (ver planta).
No sentido de darmos continuidade ao Projecto da Horta Urbana, vimos por este meio solicitar o apoio para que este espaço se mantenha sob a nossa gestão, através das seguintes utilizações:
- Aproveitamento do terreno para horticultura.
- Aproveitamento e recuperação do pavilhão degradado da antiga Escola Primária (que se encontra junto ao terreno) – para dar apoio logístico à horta.
- Organização de actividades para toda a população, sejam elas relacionadas com o espaço hortícola ou até actividades de carácter mais lúdico para a comunidade.

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2011N12659

Publicado por [POKE] às 03:28 AM | Comentários (1)

julho 25, 2011

A CGD é detida a 100% pelo Estado e ainda bem

Muita gente tem-se mostrado chocada com a nomeação de Nogueira Leite para Vice-Presidente da CGD. "Jobs for the boys", dizem.

Independentemente das capacidades profissionais e pessoais do dirigente do PSD - que "ainda não pôs os pés na CGD" e já começou a meter água, mostrando-se publicamente indignado por não ter aparecido na informação da composição da nova Administração como Vice, mas apenas como Vogal, quando, na verdade, ele ainda não é formalmente Vice-Presidente - independentemente de ser um idiota, dizia eu, a verdade é que acho que tem toda a lógica um banco como a CGD, de capitais públicos, ter figuras chave da sua administração próximas do partido do Governo.

A banca e a CGD não é uma empresa estratégica para a economia? Porque razão deve ser detida a 100% pelo Estado? Só para retirar dividendos ao final do ano? Não. Para ser um instrumento ao serviço e políticas económicas públicas de que o Governo possa lançar mão.

Achar que a composição da Administração de um banco como a CGD se deve "pautar apenas por critérios de competência técnica e não política" é ser ingénuo. Ser administrador da CGD é uma tarefa política e quando "estivermos" no Governo espero que a a Administração da CGD seja toda da máxima confiança política dos partidos do poder.

Publicado por [Saboteur] às 05:09 PM | Comentários (16)

E ainda ninguém se lembrou de dizer qualquer coisa como "somos todos multiculturalistas"

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:07 PM | Comentários (1)

julho 24, 2011

A caça ao homem

Não assisti ao programa da "noite da má língua" em que Daniel Oliveira pediu a demissão da Direcção do Bloco no seguimento dos resultados eleitorais. Talvez por isso achei um pouco deslocadas as tão demoradas considerações sobre o assunto,feitas por Louçã, em 2 plenários Distritais em que ninguém tinha levantado o assunto.

Agora, passados quase 2 meses, quando o Governo já está a todo o vapor no cumprimento do seu programa, com medidas tão escandalosas como o aumento em 15% dos transportes públicos, Louçã volta a discorrer sobre o tema, utilizando parte da entrevista que deu ao Público para falar especificamente de Daniel Oliveira e de Rui Tavares. É quase constrangedor...

Parece-me que tema do pedido de demissão de Louçã não preocupa ninguém, nenhum militante do BE, nenhum simpatizante, nenhum eleitor, nenhum trabalhador, a não ser o próprio Francisco Louçã, que se mostra um homem marcado com uma espécie de afronta pessoal que lhe fizeram. Aliás, o termo «campanha de caça ao homem contra mim» é revelador.

Publicado por [Saboteur] às 11:59 PM | Comentários (5)

julho 23, 2011

Bring the war home!

Amy Winehouse encontrada morta em casa

Publicado por [Party Program] às 06:00 PM | Comentários (3)

julho 22, 2011

terrorismo

Publicado por [Dallas] às 07:34 PM | Comentários (7)

julho 21, 2011

Foi você que falou em porno riot?

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:15 PM | Comentários (3)

julho 20, 2011

10 anos




Publicado por [POKE] às 09:31 PM | Comentários (1)

julho 19, 2011

A privatização do Espaço Público

Em 2008 a CML (e em particular José Sá Fernandes) foi alvo de duras críticas por parte da oposição PSD, CDS, PCP por causa da suposta privatização do espaço público no Jardim da Estrela.

O PSD, na altura em maioria na Assembleia Municipal, até avançou com uma moção de censura (aprovada com os votos favoráveis dos proponentes e do CDS e abstenção do PCP) em que afirmavam “Vai agora privatizar o Jardim da Estrela entregando-o à conhecida cadeia de hipermercados continente, mais uma vez prejudicando todos os seus utilizadores em benefício de um poderoso grupo económico.”

Tratava-se de uma acção de mecenato do Continente, que queria dar árvores mas que acabou por financiar o parque infantil, ficando mencionado na placa que está na foto, ali em baixo... é um dos 4 símbolos a branco.

jardim da estrela.JPG

Curiosamente, o BE, que na altura não alinhou por este diapasão, há muito pouco tempo, por ocasião da ocupação da Av. da Liberdade pelas hortas do Modelo-Continente, relembrou em comunicado a privatização da Praça das Flores e do... Jardim da Estrela (!).

Mas porquê este post agora?

É que acabei de comprar um lugar de estacionamento em pleno centro da cidade de Lisboa na EMEL.

Por apenas 42 euros por ano (porque se trata do "segundo carro do agregado familiar" e porque é a primeira anuidade e não uma renovação, senão era ainda mais barato), tenho direito a ocupar uma área de espaço público de 20 metros quadrados, 24 horas por dia, 365 dias por ano, no Campo Pequeno.

Dada a falta de espaço para arrumações aqui na Comuna, estou mesmo tentado a arranjar uma carrinha barata como 3ª viatura (nem precisa de andar) e aproveitar os preços de saldo desta autentica privatização do espaço público que, pelos vistos, pouco incomoda os partidos da esquerda à direita.


Cá em casa já não há espaço para nada...

Publicado por [Saboteur] às 05:18 PM | Comentários (16)

Génova Dez Anos Depois, no RDA69

As manifestações de Génova contra o G8 em 2001 e o seu trágico desenlace marcaram toda uma geração e todo um momento político. Dez anos depois persistem ainda várias questões relativas ao que realmente se passou naqueles dias de Julho - quem disparou a arma que matou Carlo Giulliani, quem ordenou e orquestou as cargas da polícia desautorizadas pelo comando central, quais foram as consequências legais para os manifestantes presos e para os polícias que invadiram a escola Diaz. Uma oportunidade de discutir tudo isto e muito mais amanhã no RDA a partir das 20h.

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Publicado por [Party Program] às 11:17 AM | Comentários (1)

julho 17, 2011

Porquê boicotar também a Cultura e a Universidade israelita ?

Publicado por [Shift] às 04:54 PM | Comentários (2)

julho 15, 2011

"e tu já fizeste a tua acção hoje?"

O m15m apresenta-nos esta "acção directa" que sintetiza no minuto e meio que dura o pior do activismo. Posta assim em causa a honra higiénica de uma nação que não obstante pobre sempre terá sido limpa e asseada é por meio de pulinhos numas escadas que a moody's atentará na suas injustas prácticas terminológicas e que a juventude à rasca deste pais construirá o seu futuro. Depois de anos a gozar com as iniciativas do Mayday e do bloco, dos pais natais contra o aquecimento global às bolinhas contra não sei o quê, eis que surge algo ainda mais mole, auto-satisfeito e xoxo. Tudo isto é sublinhado pela frase que encerra o post de divulgação no 5dias: "e tu já fizeste a tua acção hoje?", como que uma federação nacional para a alegria no activismo que nos propõe a indignação civica quotidiana enquanto salvação espiritual perante o apocalipse que vem. Vai tudo com o caralho sim, mas pelo menos eu sei e tu sabes que as nossas folhas A4 com as propostas para o país permitiram-nos manter as cabeças erguidas, sem dúvida, acima do lixo. Notável ainda que o plano que termina o video seja o da atenção da polícia, como que garante da radicalidade que a acção em si própria não chega a ter.

Num estilo em tudo melhor, pelo que faz e sobretudo pelo que não tem necessidade de dizer pelo óbvio que é tudo, estão os camaradas russos da Voina que em prostesto contra as medidas securitárias impostas em Moscovo por uma qualquer ocasião se lembraram de fazer isto:

Publicado por [Party Program] às 10:35 AM | Comentários (13)

julho 14, 2011

O impasse do presente

A esfera da representação política fecha-se. Da esquerda à direita, é o mesmo vazio que toma, alternadamente, a forma de cão de guarda ou ares de virgem, os mesmos técnicos de vendas que mudam de discurso conforme as últimas descobertas do departamento de comunicação. Aqueles que ainda votam parecem ter como única intenção rebentar com as urnas, à força de votarem como puro acto de protesto. Começamos a pensar que é efectivamente contra o próprio voto que as pessoas continuam a votar.

Comité Invisible, L´insurrection qui vient, 22/03/2007

O impasse do presente, a que corresponde o fechamento da representação política, determina uma atitude que poderia ser assim definida: é contra o voto que se continua a votar. Nos movimentos dos jovens e dos “precários”, dificilmente encontramos uma linguagem que aponte para uma nova ordem. E é preciso perceber que os limites da ação política são os limites da linguagem. Desde logo, o termo ‘precário’ significa uma definição em relação à esfera do trabalho, uma reverência à ordem do mundo que chegou ao fim, mas a cuja salvação se entrega hoje um exército de alcance universal. Como o homeostato de Ashby, essa máquina funciona apenas para se alimentar a si própria, assim é o sistema paradoxal de uma sociedade de trabalhadores sem trabalho, de uma multidão de supranumerários que representa um perigo enorme: o de sabotar a máquina, deslumbrada com o seu próprio mecanismo.
Na mobilização geral pelo trabalho, reforça-se uma evidência que seria, pelo contrário, necessário abolir: a de que não há outra maneira de existir senão trabalhando. De tal modo que trabalhar, hoje, corresponde menos a uma necessidade económica de produzir mercadorias do que a uma necessidade política de produzir produtores e consumidores. A produção tornou-se sem objeto. A figura de Bartleby, o escrivão de Melville que respondia às ordens para trabalhar com a fórmula “I would prefer not to”, poderia servir de inspiração para desativar o sistema laborioso que suscita tanta mobilização: dos que o defendem para que nada se passe e dos que o atacam por ele se ter tornado tão exclusivo. E se, em vez da mobilização total com a qual se glorifica o trabalhador, que foi uma figura tanto do fascismo como do comunismo, o novo exército de não-trabalhadores recusasse assumir-se como multidão de desempregados e em vez de reivindicar o impossível gritasse em todas as praças “I would prefer not to”?

António Guerreiro, Expresso, 04/06/2011

Publicado por [Chuckie Egg] às 11:38 AM | Comentários (5)

BE contrata novo líder

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Finalmente um líder para nos libertar das garras do capitalismo.

Publicado por [POKE] às 11:09 AM | Comentários (3)

julho 12, 2011

Das dores contemporâneas

Há quem esteja muito aborrecido com a chegada de Passos Coelho e de Portas ao governo e as medidas ultra-liberais associadas. Mas há coisas bem piores. Olhem lá a dor profunda, fria e irritante que dá uma picada de peixe-aranha, ou mesmo as sempre dolorosas cólicas que a insuportável prisão de ventre pode oferecer, já para não falar de uma perna partida.

Publicado por [Paradise Café] às 11:01 AM | Comentários (4)

A linha justa

Ao ver o programa do acampamento de jovens do Bloco voltei-me a lembrar do que disse no outro dia o Zé Neves, de que nós, no Bloco, tínhamos demasiada facilidade e rapidez em criticar o PCP antes de olharmos para o nosso próprio partido... Isso no que diz respeito ao funcionamento interno é uma constante...

Pelo menos, no meu tempo de PCP, heresia, heresia a sério, era convidar alguém de outro partido para um debate. Convidar um "independente", já era uma coisa bastante aceitável e que se via com alguma frequência. Lembro-me de ter no Vitória o António Peres Metelo ou o Adolfo Luxúria Canibal...

Convidar para um debate ou plenário um militante que soubesse mais de determinado assunto, mas que não fosse da Direcção, era banal e só os camaradas mais conservadores, já em plena luta interna nas vésperas do XVI Congresso, é que diziam qualquer coisa, sobretudo se na Direcção houvesse algum conservador igualmente preparado para falar sobre o tema. «Porquê convidar um jornalista como o Goulão, para falar no Médio Oriente, se existem tantos camaradas na Secção Internacional, com mais responsabilidades no Partido e tão ou mais bem preparados do que o Goulão?»

Ora vem isto a propósito porque no Acampamento Liberdade há 4 Plenários em 4 dias. Todos com membros da Comissão Política: O primeiro com Miguel Portas, e depois José Soeiro, Francisco Louçã e Luís Fazenda, para acabar no Domingo.

Publicado por [Saboteur] às 10:11 AM | Comentários (8)

julho 11, 2011

Hoje Lixo, amanha Bombas ! Em frente da Moody’s Paris 10/11/2011

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Outras fotografias…

Publicado por [Shift] às 11:03 AM | Comentários (7)

julho 06, 2011

RDA69 Julho

Publicado por [Chuckie Egg] às 04:56 PM | Comentários (2)

Em negação

Apesar de achar que o tipo de reacção que está a ter a nossa "intelligentzia financeira", sobre a descida (em 4 níveis) do rating da República, é mais acertada do que a que teve no passado, quando, com submissão, se dizia qualquer coisa como "eles estão a fazer o trabalho deles e nós temos de fazer o nosso", não deixa de ser patético ver o nosso ministro das finanças - um falcão liberal - a esbracejar contra o relatório da Moody's.

Neste momento Vítor Gaspar está ainda em fase de negação. Diz que a Moody's não está a levar em linha de conta as reformas, impostos e privatizações já anunciadas. É um delay na informação, portanto, que nada tem a ver com ataques especulativos ou coisa que o valha.

Em breve, quando o rating cair mais 1 ou 2 níveis, como reagirá este ortodoxo economista?

Diz-se, no caso dos doentes terminais, que depois da "negação" virá a "raiva" e mais tarde a "depressão".

Arriscaria que Vítor Gaspar não se aguentará todo o mandato de 4 anos.

Ao contrário de um Miguel Relvas ou de Paulo Macedo, por exemplo, Vitor Gaspar não está Ministro com a missão de servir objectivamente um grupo de interesses. É um académico que "sabe" que se reduzirmos a TSU, o emprego sobe de forma automática e as empresas ganham competitividade... E que não percebe porque é que ninguém tratou disso há mais tempo

Publicado por [Saboteur] às 10:32 AM | Comentários (3)

julho 05, 2011

Um liberalismo

Artigo de opinião retirado do Diário Económico. O Negrito é meu.

Tem-se dito e escrito que este Governo é o mais liberal de sempre da democracia portuguesa. Isso é verdade. Mas convém saber, com exactidão, em que consiste esse liberalismo.

O Governo é certamente liberal em termos económicos. O seu programa revela a vontade já anunciada de ir mais longe nas privatizações do que o memorando de entendimento requer, de substituir a intervenção directa pela regulação, etc. O Governo continua a ser liberal em relação ao modo como vê as restantes funções do Estado, especialmente na área social. Aí surge a ideia de passar para privados ou para o terceiro sector muitas das valências já existentes. Além disso, em vez de instituições justas e direitos de cidadania, o Governo propõe "caridadezinha", ou seja, cantinas sociais, roupas e medicamentos para os mais pobres.

Note-se, no entanto, que este não é um Governo que advogue a versão mais extremada do liberalismo anti-igualitário a que se chama "libertarismo". O libertarismo consiste na defesa de um Estado mínimo, sem quaisquer funções sociais ou redistributivas, e anti-paternalista nos costumes. Há alguns simpatizantes deste libertarismo entre a nova elite do PSD, mas são muito minoritários.

Na verdade, a visão dominante no Governo é mais liberal-conservadora do que libertarista. O liberalismo deste Governo fica reduzido à esfera económica e social e é conjugado com uma postura conservadora em matéria de costumes, tal como defende o CDS. Isso nota-se em muitas passagens do programa, como por exemplo no recurso retórico aos valores da família (ao mesmo tempo que lhe são retirados benefícios reais).

Um aspecto em aberto é o de saber se o liberalismo anti-igualitário e conservador deste Governo será ou não democrático. Parece-me significativo que Passos Coelho tenha nomeado como seu assessor político alguém que considero ser o nosso mais talentoso crítico da democracia: o meu amigo e ex-aluno Miguel Morgado. Uma das ideias fortes do Miguel é a de que "todos os Governos funcionantes são autoritários" e que, em democracia, não é possível a existência de autoridade. Isso leva-me a pensar que a grande tentação do actual Governo, no seu afã de ser "funcionante", consistirá em invocar uma espécie de estado de emergência - a lembrar Carl Schmitt - devido à ameaça de bancarrota, impondo autoritariamente à sociedade portuguesa uma liberalização radical da economia e das funções sociais do Estado, muito para além do memorando de entendimento e contra o espírito da Constituição. Para isso não será necessário um golpe de Estado no sentido clássico. A invocação da absoluta excepcionalidade do momento será suficiente, desde que os restantes órgãos de soberania, em especial o Presidente, deixem passar a procissão.
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João Cardoso Rosas, Professor universitário

Publicado por [Saboteur] às 01:38 PM | Comentários (3)

julho 04, 2011

Semana dos Independentes II

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Vários dirigentes do PSD acreditam que Fernando Nobre não vai regressar ao Parlamento. Depois de ter faltado aos dois dias de debate do programa de Governo, os social-democratas esperam que o deputado renuncie ao mandato.

Depois do tiro na cabeça ou a garantia de ir para Belém.
Depois do apartidarismo que se transforma em cabeça de lista por um partido.
Depois do anúncio de não conhecer o programa mas confiar em quem o escreve.
Depois do anúncio de demissão se não fosse eleito para Presidente da AR.

Eis que o psd começa a fomentar a "vaga de fundo" para se ver livre do emplastro.

E eu que tinha tanta esperança que o palhaço-mor se mantivesse na AR para aumentar o nível de comicidade dos debates...

Publicado por [POKE] às 01:56 PM | Comentários (1)

julho 01, 2011

Cheira-me que vamos ter um Grande Natal

Com a voz de padreca do novo Ministro das Finanças anunciar-se assim o maior rombo à época festiva consigo ficar baralhado.

E como votará o Nobre??

Publicado por [POKE] às 01:16 AM | Comentários (9)