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abril 30, 2011

Pela libertação deste camarada : Khaled Sid Mohand

"Khaled Sid Mohand, journaliste freelance algérien, a été arrêté le 9 avril 2011 à son domicile, à Damas, où il collaborait pour Le Monde. Il était par ailleurs un collaborateur régulier de Radio France. Il enseignait le journalisme à l’Université libanaise et à l’Université Antonine, à Baabda. Né en Algérie, résident en France depuis l’âge de 6 ans, Khaled s’est installé à Damas il y a deux ans tout en poursuivant ses allers-retours entre la Syrie, l’Algérie, la France et le Liban au gré des reportages et des liens familiaux et amicaux qu’il entretenait dans ces pays."

Assinem: http://fr.rsf.org/petition-liberez-khaled-sid-mohand,40191.html

Publicado por [Shift] às 10:07 PM | Comentários (2)

Amanhã

Publicado por [Party Program] às 06:04 PM | Comentários (1)

abril 29, 2011

Hoje é dia de Massa Crítica

Às 18h30 no Marquês de Pombal

Publicado por [Saboteur] às 01:45 PM | Comentários (5)

abril 27, 2011

O que eu diria se fosse à reunião com o FMI #3

Neste meu "emprego de oportunista", como já lhe chamou um conhecido professor universitário da blogosfera, faço dezenas de declarações de IRS.

A esmagadora maioria dos meus clientes são pessoas da classe trabalhadora, que não têm nenhum à vontade para preencher uma declaração tão complicada, com tantos campos perfeitamente obscuros para qualquer pessoa que não trabalhe na Direcção Geral de Impostos.

Estas pessoas, não só normalmente têm de pagar a alguém para lhes fazerem a declaração, como a esmagadora maioria delas não têm nada para "abater". Não sabem que despesas de saúde, seguros, rendas da casa, formação profissional, quotas para o sindicato, educação, computador pessoal... tudo pode ser abatido nos impostos a pagar.

Pior ainda: Os poucos que sabem, e que me trazem as facturas dos livros escolares ou do empréstimo que fizeram para comprar casa, normalmente não adianta nada, porque, com ou sem despesas de educação, com ou sem empréstimo ao Banco, na prática, não têm rendimentos suficientes para pagar IRS.

Um imposto progressivo sobre o rendimento é uma das medidas emblemáticas apresentadas por Marx e Engles no Maifesto do Partido Comunista. Como vimos neste post, é justamente uma das grandes reformas que o PSD anda a equacionar: Criar uma taxa única de imposto... No entanto, a verdadeira reforma a fazer é acabar com todos os beneficios fiscais e deduções.

Todas são fortemente regressivas.

Claro que umas mais que outras. Não é um escândalo que se possa "abater" montantes investidos em operações de privatização? Mas mesmo aquelas que aparentemente "são de esquerda" (e que infelizmente têm até partidos de esquerda a defende-las, como já se ouviu), como despesas com saúde, habitação ou educação servem só para diminuir o montante de impostos pagos pela classe média alta e classe alta, não tendo praticamente nenhum impacto fiscal nas classes mais baixas.

A simplificação da declaração de impostos com o fim dos benefícios e deduções, poderia meter o professor universitário a pagar mais impostos, mas não teria nenhum impacto nos rendimentos das classes mais desfavorecidas. Pelo contrário: Provavelmente deixariam de ter de pagar para lhe fazerem a declaração de IRS.

Publicado por [Saboteur] às 08:22 PM | Comentários (15)

RDA FILM FESTIVAL – THE 6TH SIDE OF THE PENTAGON & THE COLUMBIA REVOLT

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Publicado por [Chuckie Egg] às 11:51 AM | Comentários (1)

abril 26, 2011

Pois vou.

Hoje Terça 26 de abril às 21h há uma assembleia no grupo excursionista "Vai Tu!" para discutir o uso comunitário a dar à padaria ocupada ontem na Bica.

Não são rosas, é mesmo pão.

Publicado por [Party Program] às 01:58 PM | Comentários (5)

Vá, mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos-da-puta-de-progressistas-do-caralho-da-revolução-que-vos-foda-a-todos!

Bom, pode ser apenas mais uma das acções muita giras que aquela gente cheia de talento para a comicidade se dedica com empenho diario. Seja como for, é demasiado bom para ser verdade. Não há botão adoro bués no facebook?

MayDay Lisboa vai à Troika " http://maydaylisboa2011.blogspot.com/2011/04/mayday-lisboa-vai-troika.html?sms_ss=facebook&at_xt=4db683a100981167%2C1O MayDay Lisboa recebeu esta tarde um convite por parte da Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) para um encontro na próxima 3ª feira dia 26 de Abril.

A motivação para tal convite terá sido a discussão da actual situação laboral em Portugal, entendendo a Troika que o MayDay Lisboa, que se debruça enfaticamente sobre a questão da precariedade laboral na população trabalhadora portuguesa será um dos muitos actores sociais a ser consultado acerca das contrapartidas para o empréstimo de 80 mil milhões de euros que está a ser planeado para o país.

É com muito agrado que o MayDay Lisboa encontrar-se-á com os representantes do Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e Comissão Europeia, tendo para tal sido designada uma delegação do movimento.

Após o encontro o MayDay Lisboa comunicará as principais conclusões alcançadas, esperando poder contribuir activamente para que seja alcançado o melhor resultado em termos do futuro do país e em soluções para os impasses laborais e financeiros".

Publicado por [Paradise Café] às 11:22 AM | Comentários (14)

abril 25, 2011

RDA69 FILM FESTIVAL.

Fuck Lusomundo, this is RDA69.

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Publicado por [Party Program] às 09:09 PM | Comentários (7)

Novas, Novas: Padaria abandonada é ocupada e distribui pão grátis

Um grupo de auto-intuladas padeiras e padeiros livres acaba de ocupar uma antiga padaria na bica e convoca todxs para assembleia okupa e lanche. quem concordar com o texto abaixo dos padeiros é ir e participar.


"Hoje, 25 de Abril de 2011, nós, padeiras e padeiros livres, convidamos todos à padaria da calçada da bica, libertando-a do abandono a que foi votada pelas dinâmicas económicas da cidade.

Perguntamo-nos onde estão os proprietários desta padaria que não resistiram à economia de supermercado que dominou as nossas cidades e que tornou a actividade desta e de muitas outras padarias insustentável. Fazemo-lo por todas as actividades do nosso quotidiano, cada vez mais sufocadas por politicas de regulamentação que na verdade não são mais do que instrumentos para o domínio da nossa sociedade pelos grandes grupos económicos.

Quando crescemos, ainda conhecíamos pelo nome o padeiro, o talhante, o merceeiro. Esta vizinhança abria espaço para uma solidariedade que se esfumou no anonimato das cidades actuais. Ainda assim, não é um fascínio romântico pela vizinhança que nos move, mas a necessidade de nos organizarmos frente às dificuldades da situação em que nos encontramos.

Em horas difíceis como as que atravessamos, achamos que à ideia de propriedade se devem sobrepor conceitos de comunidade e de solidariedade, sobretudo numa cidade tão marcada pelo abandono. A cidade a quem a vive e usa, a quem dela precisa. Acreditamos que juntos somos mais e que todos devemos ter uma palavra a dizer e um par de mãos para construir o futuro das nossas vidas.

Por isto, convocamos todos os vizinhos, próximos ou distantes, a pensar o que fazer desta padaria, e a partir dele, do bairro, da cidade, do mundo. A assembleia acontecerá à mesma hora da manifestação convocada para a Avenida da Liberdade, não como forma de oposição a esta manifestação, mas com a revolução dos cravos no coração, tentando celebrá-la da forma mais viva que encontrámos.

Iremos distribuir pão gratuitamente desde as 8h da manhã, até que se nos acabe a farinha. Durante a tarde, iremos servir sandes, esperando para o lanche todos os que, depois da manifestação, se nos queiram juntar. Queremos construir um forno nesta padaria, para activá-la em todo o seu potencial. A forma como o faremos será um dos pontos que iremos apresentar à discussão na assembleia de vizinhos.

Unidos Venceremos!

Um velho slogan, herança do 25 de Abril que hoje se comemora. Queremos celebrar o entusiasmo que juntou tanta gente, na ilusão da construção colectiva de um novo mundo. Guiados pelo sonho, a todos o que nos vierem pedir pão, oferecemos esta padaria. Que haja pão para tanta mão.

PS: Por comodidade utilizamos o masculino genérico neste manifesto. Não que seja nossa intenção excluir as mulheres, que para nós estão naturalmente incluídas"

Publicado por [Paradise Café] às 03:51 PM | Comentários (1)

abril 24, 2011

A guerra continua

Operação Páscoa com dez mortos e 33 feridos graves

Publicado por [Saboteur] às 01:43 PM | Comentários (4)

abril 22, 2011

O inevitável é inviável: Manifesto dos 74 nascidos depois de 74

Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «R» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu. Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.

O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.

O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida. Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.

O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar. Infelizmente, algum caminho já foi trilhado, ainda que na penumbra. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação. Estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista, esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.

Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta na imposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada.

Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!

Alexandre de Sousa Carvalho – Relações Internacionais, investigador; Alexandre Isaac – antropólogo, dirigente associativo; Alfredo Campos – sociólogo, bolseiro de investigação; Ana Fernandes Ngom – animadora sociocultural; André Avelãs – artista; André Rosado Janeco – bolseiro de doutoramento; António Cambreiro – estudante; Artur Moniz Carreiro – desempregado; Bruno Cabral – realizador; Bruno Rocha – administrativo; Bruno Sena Martins – antropólogo; Carla Silva – médica, sindicalista; Catarina F. Rocha – estudante; Catarina Fernandes – animadora sociocultural, estagiária; Catarina Guerreiro – estudante; Catarina Lobo – estudante; Celina da Piedade – música; Chullage - sociólogo, músico; Cláudia Diogo – livreira; Cláudia Fernandes – desempregada; Cristina Andrade – psicóloga; Daniel Sousa – guitarrista, professor; Duarte Nuno - analista de sistemas; Ester Cortegano – tradutora; Fernando Ramalho – músico; Francisca Bagulho – produtora cultural; Francisco Costa – linguista; Gui Castro Felga – arquitecta; Helena Romão – música, musicóloga; Joana Albuquerque – estudante; Joana Ferreira – lojista; João Labrincha – Relações Internacionais, desempregado; Joana Manuel – actriz; João Pacheco – jornalista; João Ricardo Vasconcelos – politólogo, gestor de projectos; João Rodrigues – economista; José Luís Peixoto – escritor; José Neves – historiador, professor universitário; José Reis Santos – historiador; Lídia Fernandes – desempregada; Lúcia Marques – curadora, crítica de arte; Luís Bernardo – estudante de doutoramento; Maria Veloso – técnica administrativa; Mariana Avelãs – tradutora; Mariana Canotilho – assistente universitária; Mariana Vieira – estudante de doutoramento; Marta Lança – jornalista, editora; Marta Rebelo – jurista, assistente universitária; Miguel Cardina – historiador; Miguel Simplício David – engenheiro civil; Nuno Duarte – artista; Nuno Leal – estudante; Nuno Teles – economista; Paula Carvalho – aprendiz de costureira; Paula Gil – Relações Internacionais, estagiária; Pedro Miguel Santos – jornalista; Ricardo Araújo Pereira – humorista; Ricardo Lopes Lindim Ramos – engenheiro civil; Ricardo Noronha – historiador; Ricardo Sequeiros Coelho – bolseiro de investigação; Rita Correia – artesã; Rita Silva – animadora; Salomé Coelho – investigadora em Estudos Feministas, dirigente associativa; Sara Figueiredo Costa – jornalista; Sara Vidal – música; Sérgio Castro – engenheiro informático; Sérgio Pereira – militar; Tiago Augusto Baptista – médico, sindicalista; Tiago Brandão Rodrigues – bioquímico; Tiago Gillot – engenheiro agrónomo, encarregado de armazém; Tiago Ivo Cruz – programador cultural; Tiago Mota Saraiva – arquitecto; Tiago Ribeiro – sociólogo; Úrsula Martins – estudante

Publicado por [Manic Miner] às 05:10 PM | Comentários (15)

Amanhã, Sábado

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Publicado por [Saboteur] às 12:21 PM | Comentários (1)

abril 21, 2011

O que eu diria se fosse à reunião com o FMI #2

A propósito deste post (e comentário) em que critiquei a estratégica (táctica?) do BE e do PCP de não reunirem com o FMI, fiz aquele post aqui em baixo.

Não estou a desconversar para promover a Marcha Global da Marijuana no dia 7 de Maio. A legalização e a regulação da Marijuana é mesmo uma saída para crise. Trata-se de trazer para a economia formal algo que anda por aí a ser vendido ilegalmente.

O impacto económico da medida é semelhante a uma subida de impostos mas com a particularidade de que o dinheiro será retirado das altas margens de lucro do tráfico organizado. Quem disse que não há almoços grátis?

Mais: Com a legalização do cultivo estaríamos a promover no país uma produção que hoje praticamente não existe, uma vez que quase todos os canabinoides consumidos no país são produzidos no estrangeiro... Quanto a ganhos indirectos, desde as questões da saúde pública ao turismo, nem vale a pena abordar.

Outra ideia é muito simples: Portugal é o 14º país com maiores reservas de ouro no mundo e as cotações do ouro não param de subir, atingindo ontem novo máximo com descida do rating da dívida dos EUA.

Segundo o Público de hoje, as reservas de ouro valem 12,5 mil milhões de euros, mas não só o Banco de Portugal não pretende tocar nelas até 2014, como tem feito uma série de acordos com outros Bancos Centrais para limitar as vendas.

Ora, numa altura de crise como esta, era necessário que Francisco Louçã e Jerónimo Sousa propusessem ao FMI qualquer coisa como: Solicitamos um empréstimo de 12,5 mil milhões, à taxa de juro 2,626% (Euribor a 12 meses mais 0,5% de spread, fónix!) e têm como garantia este ouro.

Caso não fosse aceite, o FMI deveria explicar ao País porque não aceitava e o País, naturalmente, deveria imediatamente começar a vender o seu ouro.


Compradores de ouro não faltam. A procura (e os preços) têm vindo a aumentar nos últimos anos

Publicado por [Saboteur] às 07:52 PM | Comentários (8)

Zé Leonel (1961-2011)

Publicado por [Dallas] às 12:19 PM | Comentários (5)

Taça UEFA (União de Esquerdistas e, Fodasse, Anarquistas)

Surgiu esta noite a ideia de organizar um campeonato de futebol no qual possam participar todos os grupos, grupelhos, casas ocupadas, seitas, colectivos, blogues, espaços, coros, etc.

Do GAIA ao 5dias, do RDA69 à Casa da Achada, dos precários inflexíveis aos anarco-insurreccionalistas, da RUBRA à UNIPOP, da UMAR aos neo-animistas. todos e todas estão desde já convocados e convidados. Está obviamente aberto a toda a gente que queira organizar a sua equipa e que tenha o bom senso de não se filiar em qualquer das colectividades acima mencionadas ou sugeridas. O tamanho das equipas, a duração e o local serão escolhidos e anunciados depois de consideradas as equipas interessadas mas poderia ser num fim de semana solarengo não muito distante.

Os interessados podem manifestar a sua disponibilidade de participar ou de ajudar a organizar na caixa de comentários.

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Publicado por [Party Program] às 12:09 AM | Comentários (15)

abril 20, 2011

O que eu diria se fosse à reunião com o FMI

Legalização da cannabis faz mais sentido em época de crise

Publicado por [Saboteur] às 12:09 PM | Comentários (3)

abril 19, 2011

Proposta do PSD para as pensões: Isto anida vai piorar antes de melhorar #5

Passos Coelho foi relativamente claro sobre o que queria fazer na segurança social.

O facto de a notícia, nos noticiários da TSF subsequentes ao Fórum terem interpretado aquilo de outra forma demonstra que, ou os jornalistas não percebem nada do que é o plafonamento e do que o PSD propõe, ou que, numa espécie de ingenuidade, nem sequer querem acreditar em tais propostas e pura e simplesmente não a conseguem "encaixar" nas cabeças.


Passos Coelho é a favor que se desconte para a Segurança Social até um certo montante e que só se receba do Estado até esse montante.

Grosso modo, uma pessoa que ganhe 1000 euros descontaria à taxa normal de 11% (110 Euros) e uma que ganhasse 50.000 descontaria até o plafond máximo de 2.000, por exemplo, não recebendo também mais do que determinado valor de reforma.

Assim, esta proposta, que foi apresentada nos noticiários como se fosse uma limitação à pensão máxima (ninguém recebe mais do que 2.000 euros) é no fundo algo muito diferente: uma proposta que desresponsabiliza os muito ricos de contribuir para a segurança social na mesma proporção que o resto das pessoas.

É uma proposta antiga, que tem como objectivo canalizar as poupanças dos mais abastados para os PPRs da banca (que sabe afectar mais eficazmente o dinheiro do que o Estado, acredita Passos Coelho) e que irá acelerar a descapitalização da Segurança Social.

Publicado por [Saboteur] às 04:02 PM | Comentários (3)

Bloco e PCP recusam encontro com FMI

O Daniel Oliveira tem razão neste post.

O que se perdia se o Carvalhas e o Louçã fossem reunir com o FMI?

Carlos Chaparro diz que "o PCP não discute os problemas nacionais com estrangeiros". Mas isso não é com certeza a linha de um Partido revolucionário. Pelo contrário, não há outro caminho senão discutir com muitos estrangeiros os problemas do nosso país e dos outros países.

Cheira-me que o que está aqui em causa é o estafadíssimo argumento de que "o povo português não iria compreender que fossemos contra o FMI e que depois negociássemos com ele".

O povo, na cabeça de alguns políticos, percebe sempre muito pouco de política...

Publicado por [Saboteur] às 04:00 PM | Comentários (17)

Passos Coelho no Fórum TSF - Isto ainda vai piorar antes de melhorar #4

A passividade da jornalista da TSF que hoje moderou "o fórum" com Pedro Passos Coelho é confrangedora.

A mensagem que Passos Coelho se fartou de repetir foi que a austeridade não podia ser para as pessoas mas sim para o Estado.

Se apenas tivesse dito isto uma ou duas vezes, enfim... percebia-se bem que era uma forma de dizer e talvez não valesse a pena esmiuçar mais. Mas Passos Coelho repetiu inúmeras vezes o que parece ser o eixo central do seu programa político: Era o Estado e não as pessoas que tinham de pagar a crise.

Já sabemos que vai ter um governo com apenas 10 ministros em vez dos 16 que hoje existem. Mas só por extrema iliteracia se poderá pensar que esta medida por si só terá impacto palpável nas despesas do Estado. Onde se vai cortar mais então de forma a não cortar "nas pessoas"?


Publicado por [Saboteur] às 03:30 PM | Comentários (3)

abril 18, 2011

Um Homem às direitas

basílio.jpg

A escolha de candidatos a deputados já andava inspirada na música dos deolinda, com o nobre na pole position da parvoice.
Eis que o Basílio resolve ler o spectrum e percebe que a proposta do PPC de "Contratar um Ex-top Executive para atrair investimento estrangeiro para Portugal, com uma equipa ao nível de Secretário de Estado" e que o Saboteur refere era um anúncio à sua futura demissão e decide concorrer pelo PS.

Isto está lindo.

Publicado por [POKE] às 02:49 AM | Comentários (1)

abril 15, 2011

"e já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos!"

#1Uncut declamação de Saramago na Portela from Uncut Portugal on Vimeo.

Publicado por [POKE] às 10:57 AM | Comentários (6)

abril 14, 2011

Aos abrileiros de Paris de França...

abril_protesto.png

"Dia 25 de Abril, trinta e sete anos depois da Revolução dos Cravos em Portugal, nós sairemos na rua para relembrar que os Cravos nos foram cortados e que hoje combatemos a precariedade que tem levado milhares de pessoas de várias gerações de portugueses a emigrar. Emigrar já nao é solução.

Trabalhadores ou desempregados de todas as gerações, precários em Portugal, precários no estrangeiro, esta manifestação apartidária, laica e ...pacífica é o eco das manifestações "25 de Abril à rasca" em Portugal que se desenrolam no mesmo dia. E um acto de solidariedade com o movimento das “gerações a rasca” em Portugal.

As manifestações do 12 de março trouxeram mais de 300 000 pessoas a rua. Queremos que estas manifestações sejam ainda maiores.

Pede-se que cada um traga um cartaz, uma faixa com reivindicações, instrumentos e objectos que façam barulho, que cada um traga um amigo, para juntos relembrarmos que queremos uma mudança já."

Publicado por [Shift] às 03:46 PM | Comentários (6)

A Cavaca

A ortodoxia do deficit dá nisto: A titularização de dívidas da segurança social ao citigroup, feita pelo governo Durão Barroso/Manuela Ferreira Leite, já custou ao Estado (até Fevereiro de 2010) 300 milhões de euros.

O negócio é típico de quem tem vistas curtas: O Governo cedeu dívida de 11,44 mil milhões e recebeu em troca, logo de imediato, 1,76 mil milhões.

O problema foi o dia seguinte. Juros (17,5%), comissões pagas ao citigroup (83,8 milhões), obrigatoriedade de comprometer mais dívida caso a inicial se mostre incobrável... todo um negócio ruinoso para o Estado e em particular para a Segurança Social.

Os jornalistas e comentadores políticos, que já escreveram tantas páginas sobre as características de seriedade e rigor da Manuela Ferreira Leite bem podem ter vergonha na cara.

Publicado por [Saboteur] às 03:10 PM | Comentários (3)

abril 13, 2011

Esta merda não anda porque a malta não quer que esta merda ande

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:05 PM | Comentários (1)

Abuso de Posição Dominante


José Reis, Director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Já leram a denuncia promovida por José Reis contra as agências de notação? Aqui podem subscrevê-la.

A lista de "signatários" cresce a toda a hora. A consciência de que temos sido vítimas de um golpe cresce em todo o lado.

Publicado por [Saboteur] às 11:05 AM | Comentários (17)

abril 12, 2011

"Um trânsito qu não se pode"

Ao descer a Av. da República, um motorista da Carris, chateado com o facto de eu ir ilegalmente na faixa BUS, decidiu punir-me e ultrapassou-me a uma distância nada simpática de 15 centímetros.

Logo mais à frente, com a aceleração, não conseguiu travar no amarelo e passou com um vermelhíssimo no Saldanha.

Estava eu ainda a ponderar se havia de lhe chamar a atenção para a ultrapassagem perigosa que ele fez, quando na Fontes Pereira de Melo voltei a ultrapassa-lo sem sequer estar à espera. Acho que ele parou numa paragem e depois ficou depois demasiado para trás. Quando entrei na Rotunda do Marquês deixei definitivamente de o ver.

Já na Avenida da Liberdade, outro stress: Uma senhora buzinava furiosamente atrás de mim (acho que com esta história das buzinas são mais as mulheres do que os homens a perderem as estribeiras).

Pensei até que estivesse a cair a minha mala, presa atrás com os esticadores, pelo que abrandei (de 30 para 20 km/h) e olhei para trás. Ela, uma moça dos seus 30 anos, dava-me indicações com os braços para eu sair da frente.

Nestes casos não tenho dúvidas e tento sempre ser pedagógico: Segundo o Código da Estrada, a buzina de um carro deve ser usada apenas "em circunstancias de perigo eminente, fora das localidades" (embora o "fora das localidades seja um excesso de zelo com o qual eu não concordo) e não para assustar as pessoas que vão na estrada, nem para exigir passagem.

Infelizmente, rapidamente o transito adensou-se na Avenida e eu, por mais devagarinho que fosse, parando em todos os sinais, deixei a senhora demasiado para trás para podermos falar.

É realmente uma pena que o transito esteja tão intenso...

Publicado por [Saboteur] às 03:53 PM | Comentários (33)

abril 11, 2011

Tanta gente nobre

OrganogramaAMI.png

E na declaração do IRS não se esqueçam de meter uma cruzinha e o NIB da AMI. Já sabem que assim, uma parte do dinheiro dos nossos impostos, vai para a "Sociedade Civil" em vez de ir para "o Estado" que gasta tudo em empresas públicas que dão prejuízo, tipo o Metropolitano.

Publicado por [Saboteur] às 05:15 PM | Comentários (9)

Que se foda o FMI

Publicado por [Chuckie Egg] às 12:51 PM | Comentários (1)

abril 10, 2011

sociedade civil

Fernando Nobre.JPG

"a sociedade civil como tal só se desenvolve com a burguesia",

Karl Marx e Friederich Engels em A Ideologia Alemã.

Publicado por [Dallas] às 08:46 PM | Comentários (3)

abril 09, 2011

Boaventura há só um


Publicado por [Rick Dangerous] às 04:47 PM | Comentários (13)

Ao menos não tentou ser um MC

cub.jpg

Che

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Che che

Ler mais

Publicado por [Dallas] às 02:57 PM | Comentários (2)

abril 08, 2011

QUANDO ALGUÉM ME DIZ QUE É DE ESQUERDA EU DIGO QUE SOU ANARQUISTA, QUANDO ALGUÉM ME DIZ QUE É ANARQUISTA EU DIGO QUE SOU SITUACIONISTA, QUANDO ALGUÉM ME DIZ QUE É SITUACIONISTA EU DIGO QUE ELE DEVE SER MAS É IDIOTA. AGORA É QUE É MANO! TODOS JUNTOS PORRA!

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Na minha opinião o lider desta grande coligação devia de ser o GRANDE NUNO RAMOS DE ALMEIDA MEN!.

Publicado por [Party Program] às 01:05 AM | Comentários (16)

abril 07, 2011

Uma questão de imagem!!

Publicado por [POKE] às 01:39 AM | Comentários (8)

abril 06, 2011

Já aí vem o FMI!

cavaco ouve.jpg

Cavaco ficou todo contente quando os ouviu chegar.

Publicado por [Saboteur] às 07:42 PM | Comentários (5)

Dia 5 de Junho

A 1ª World Naked Bike Ride em Lisboa vai realizar no dia 5 de Junho, dia das eleições.

O Spectrum faz aqui a divulgação do evento e um apelo à participação, desde que, como diz Jerónimo Sousa, seja «cada qual na sua bicicleta».

Publicado por [Saboteur] às 11:29 AM | Comentários (8)

abril 05, 2011

Isto ainda vai piorar antes de melhorar #3

A TSF não brinca quando se trata de executar uma linha política.

A jornalista, durante toda a manhã, no noticiário e no fórum, não se cansa de utilizar por tudo e por nada a extraordinária expressão «ajuda intercalar» para se referir a um pedido de empréstimo ao FMI.

«Intercalar» porquê? Porque em breve, tanto o FMI, como a banca, como pelos vistos a TSF, sabem que mais empréstimos se seguirão. Sempre acompanhados por juros usurários e mais garantias de privatizações e de desregulação dos mercados.

Segundo a narrativa da TSF, só uma pessoa parece estar contra a «ajuda intercalar»: José Sócrates. «Contra tudo e todos» afirma a rádio. É uma história que encaixa às mil maravilhas, honra lhe seja feita, com a imagem de arrogância e orgulho que tem o primeiro-ministro.

Desde que não se dê demasiado tempo de antena ao PCP e ao BE, temos um conto de fadas perfeito em que o país, depois de receber muitas «ajudas», ficou mais pobre e com maiores desigualdades do que tinha antes das «ajudas».

Que história nos contarão daqui a 2 anos para nos explicar o que se passou? Que "a situação estava ainda pior do que as pessoas pensavam"? Ninguém sabe. Muito menos a malta dos sector financeiro, que está habituada a focalizar-se no (ganho de) curto prazo.

Publicado por [Saboteur] às 11:16 AM | Comentários (8)

abril 04, 2011

RDA69 ABRIL.

clicka pa veres bué da grande

Ainda não anunciada está a grande festa que celebrará o facto de o RDA69, após a aliança PCP-BE, passar a ser a terceira força de esquerda em Portugal.

Publicado por [Party Program] às 04:49 PM | Comentários (9)

Isto ainda vai piorar antes de melhorar #2

«PCP não descarta coligação com Bloco de Esquerda para formar governo»

O título anima, mas depois de ler a notícia percebemos que afinal não é nada...

Uma frente eleitoral com o PCP, com o BE e com muitos independentes, podia, neste momento histórico, mobilizar muita gente para um voto que desse origem a um Governo de novo tipo. Assim, não me parece.

Publicado por [Saboteur] às 12:20 PM | Comentários (7)

abril 03, 2011

o porto é campeão: venham passos coelho e o fmi

Publicado por [Renegade] às 10:57 PM | Comentários (1)

Entretanto em Angola a coisa começa a mexer...

"Fora Zé-Du"

Publicado por [POKE] às 07:58 PM | Comentários (2)

O abre-latas

É como a tal anedota: um engenheiro, um químico e um economista numa ilha deserta, com uma lata de comida sem abertura fácil. O engenheiro monta uma teoria sobre multiplicação da força para abrir a lata; o químico monta uma teoria sobre fricção de moléculas pelo calor e o economista diz: -«Imaginemos que tínhamos aqui um abre-latas...».

Estou eu aqui desde as 11h00 a ler um livrinho seminal sobre teoria económica da democracia (lol), agora não interessa porquê, quando, na página 272, aparece uma singela nota de rodapé com letra miudinha que diz assim:

«This exceedingly complicated method of deciding how to vote seems bear little resemblance to how men act in the real world. However (...) the entire process is necessarily implicit in the behavior of any rational voter, even if casual observation fails to confirm this fact.»

Foda-se, que perda de tempo!

Publicado por [Joystick] às 02:06 PM | Comentários (3)