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fevereiro 28, 2011

Filho da puta

«Um atropelamento em massa ocorreu por volta das 19h de sexta-feira, na esquina das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso, na região central de Porto Alegre [Brasil]. As vítimas são ciclistas ligados ao movimento Massa Crítica, que reúne pessoas para pedalar pelas principais ruas da capital gaúcha. Oito vítimas foram encaminhadas para o Hospital de Pronto Socorro. Quatro delas já foram liberadas, e uma permanece internada.
Segundo relatos de testemunhas, os ciclistas foram atingidos por um Golf preto, que seguia o grupo desde o início da José do Patrocínio. Um desentendimento anterior, no qual uma pequena colisão ocorreu, teria sido o estopim da agressão. Logo após o primeiro incidente, o veículo acelerou por cima dos ciclistas, vindo de trás. Após a agressão, o veículo fugiu.»
sul 21

«O automobilista acusado de atropelar intencionalmente 25 ciclistas em Porto Alegre, Brasil, na sexta-feira, deve prestar depoimento esta segunda-feira. Segundo o seu advogado, o homem "agiu em legítima defesa, para garantir a integridade física dele e do filho, de 15 anos". "O meu cliente afirma que os ciclistas quebraram o vidro do carro e começaram a pontapear o automóvel, do lado em que estava seu filho, de 15 anos. Ele agiu em legítima defesa, para garantir sua integridade física e de seu filho. Ele achou que seria linchado e saiu para se salvar", disse o advogado Luís Albino ao site brasileiro "G1".»
JN

Bullshit. Os ciclistas "são uns vândalos", como se pode ver no início destas imagens deste vídeo. Na Massa Crítica de Lisboa, na passada sexta, enquanto se passava entre carros parados no trânsito na Av. da República, também se ouviu por mais do que uma vez os automobilistas a trancarem as suas portas!..

Publicado por [Striker] às 03:16 PM | Comentários (9)

Não pagamos!

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A crise que atravessa o mundo não é um desastre natural nem um acidente de percurso. Faz parte, como outras que a precederam, dos próprios mecanismos do sistema capitalista em que vivemos. Quando os negócios perdem rentabilidade e os investimentos deixam de gerar os lucros necessários, a crise torna-se um pretexto para baixar salários, privatizar bens ou serviços essenciais (água, energia, saúde, educação), reduzir direitos e conceder mais privilégios aos privilegiados.

Depois de vários governos terem injectado fundos públicos (pagos pelo contribuinte) no sistema financeiro - para cobrir os prejuízos provocados pela especulação no sector imobiliário - o problema da dívida pública ganhou uma importância decisiva. Esse mesmo sistema financeiro cobra agora juros cada vez mais elevados aos Estados, pelos empréstimos de que estes necessitam para relançar as respectivas economias e assegurar o seu funcionamento. Os «mercados» procuram compensar as suas perdas através da dívida pública e os governos agem por sua conta, impondo políticas de austeridade e fazendo os trabalhadores pagar a crise.
A luta contra o pagamento da dívida é um dos elementos essenciais da resistência às imposições da alta finança mundial. Recusamos-nos a pagar para manter o capitalismo agarrado à máquina. Por todo o lado se formam grupos, movimentos e organizações para juntar esforços nesse sentido, superando o isolamento nacional e colocando a questão no plano internacional. É tempo de começar a fazê-lo, também aqui.

A sessão pública de apresentação/lançamento do Comité contra o pagamento da dívida pública, inserida nas Jornadas Anticapitalistas, irá realizar-se na próxima 3ª Feira, 1 de Março, na Casa da Achada, a partir das 18h30.

Publicado por [Dallas] às 11:46 AM | Comentários (18)

fevereiro 26, 2011

Pela não extradição de Cesar Battisti

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1. Os abaixo-assinados, cidadãos portugueses ou residentes em Portugal, tomaram conhecimento de que:

Cesare Battisti, cidadão italiano nascido nos anos 50, foi preso em Itália em finais dos anos 70, julgado e condenado a 12 anos e seis meses de cadeia, mas que, em 1981, antes de a sentença transitar em julgado, se evadiu, refugiando-se primeiro no México, e depois, entre 1991 e 2004, em França. Durante esse tempo, a República Italiana julgou de novo Battisti, agora por quatro crimes de homicídio já referidos no primeiro processo, mas dos quais não tinha sido acusado, condenando-o a prisão perpétua, com seis meses de isolamento diurno. Neste segundo julgamento foi julgado in absentia, portanto sem qualquer participação no julgamento.
Em 2004, Battisti refugiou-se no Brasil, onde foi preso preventivamente em 2007, aguardando um pedido de extradição da Itália. Em 2008, enquanto o processo corria, Battisti pediu o estatuto de refugiado político que lhe foi atribuído pelo então ministro da Justiça.
O presidente Lula da Silva, na véspera do termo do seu mandato, entendeu que havia razões legais para não proceder à extradição de Cesare Battisti, confirmando o seu estatuto de refugiado.

2. Os abaixo-assinados consideram que:

Um refugiado político não pode ser extraditado.
Ao Supremo Tribunal Federal brasileiro [STF] compete apenas verificar da regularidade do pedido de extradição e da possibilidade de essa extradição se operar, com base em um tratado celebrado entre a Itália e o Brasil, mas que a extradição é um acto da competência do presidente da República, o qual dispõe ainda de alguma descricionaridade política de apreciação depois de verificada a regularidade.
A discussão, pelo STF do Brasil, do pedido da República Italiana para anulação da concessão do estatuto de refugiado político a Cesare Battisti pelo governo brasileiro, configura uma tentativa de cariz jurídico-político, de subverter o Estado de Direito e de, por uma decisão judicial, impor e forçar a extradição de Cesare Battisti contra os actos politico-administrativos lícitos, legais e conformes à ordem jurídica brasileira praticados pelo ministério da Justiça e pelo presidente da República do Brasil. Tentativa tanto mais gravosa quanto uma decisão do STF não é susceptível de recurso e, a partir do momento em que é tomada, substitui a própria lei, na medida em que não há ninguém que possa impor ao STF o cumprimento da lei ou vigiar a regularidade desta decisão.
O STF brasileiro incumpre e subverte assim a ordem jurídica do Estado de Direito.

3. Por tudo o que atrás fica dito, os abaixo-assinados instam a recém-eleita presidenta da República Federativa do Brasil, Dilma Roussef, a que faça cumprir a decisão do seu predecessor de não extraditar Cesare Battisti, confirmando o seu estatuto de refugiado político e devolvendo-o de imediato à liberdade.

Os signatários

Assinar a petição

Publicado por [Dallas] às 01:14 PM | Comentários (4)

fevereiro 25, 2011

O defensismo


Qualquer defensismo na censura a um dos piores governos da história democrática recente, em nome de um seguro sem apólice contra o mal menor, é alienar a voz dos que representamos e diminuir as suas condições de resistência.
Luís Fazenda

Publicado por [Rick Dangerous] às 01:41 PM | Comentários (2)

Ceci n´est pas un programme

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Versão grande

Publicado por [Chuckie Egg] às 10:43 AM | Comentários (5)

fevereiro 24, 2011

Poesia de Rua #60

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Publicado por [Chuckie Egg] às 02:32 PM | Comentários (2)

RDA69

Em jeito de benefit para as despesas das Jornadas Anticapitalistas*, neste sábado temos jantar e festa no Regueirão. Pela primeira vez o coro da casa da achada pisa o nosso palco (não vá ele abaixo) para nos trazer as letras cantadas da resistência.

Um conjunto alargado de pessoas e colectivos propõe estas jornadas enquanto meio de criar uma discussão e uma prática radical e política que não se cinja a comités centrais, tácticas parlamentares, políticos profissionais, ortodoxias ideológicas e sectarismos fossilizados. Propomos um momento de encontro, de reflexão e de acção, no qual possamos começar a pensar em como nos vamos organizar para reclamar as nossas vidas e os nossos espaços.

É de relembrar que também no sábado, mas pelas 17h, há conversa à volta de Agostinho da Silva.

Domingo, é continuação do mutirão para fazer e aprender a fazer um forno pró regueirão.

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*JORNADAS ANTI-CAPITALISTAS

Não queremos esta economia

Vivemos numa sociedade onde a política se tornou profissional e estes profissionais já não mais são que gestores da crise do capitalismo. Vivemos numa sociedade do trabalho, onde para sermos considerados cidadãos de plano direito somos sujeitos a processos de selecção, que nos dão a escolher entre o recibo-verde, falso ou não, ou o desemprego, e no qual as mulheres são sempre as mais penalizadas. Vivemos numa sociedade onde, do nosso corpo à nossa vida, tudo se tornou mercadoria, descartável a qualquer momento.

Vivemos numa sociedade onde o estado social administrador da crise dissolve, dia após dia, as suas últimas garantias sociais. Vivemos numa sociedade onde a nossa liberdade e autonomia apenas é reconhecida enquanto for rentável, estável e calculável. Vivemos numa sociedade onde a administração autoritária da crise se revela na promessa de mais vigilância, afirmando de forma paternalista ser para “nossa” segurança. Vivemos numa sociedade onde a legitimação dessa repressão é feita pelos discursos mediáticos cúmplices ou reféns da lógica do poder.

Não queremos a economia, não queremos o estado, não queremos a política.

Não queremos esta merda.

Não queremos pagar por aquilo que não decidimos: das quantias maiores da dívida pública, as dívidas pequenas à segurança social. Não queremos viver em cidades onde o espaço desenha fronteiras, cria guetos e nos divide segundo a conta bancária. Não queremos que nos impinjam como responsabilização moral individual a salvação do planeta numa versão mais verde do capitalismo, enquanto recursos naturais continuam a ser arrasados.

Por isso, o único sim que podemos dizer reside exactamente na forma de dizer NÃO: em conjunto, horizontalmente, sem intermediários, representantes ou vanguardas.

Pensamos estas jornadas anti-capitalistas enquanto meio de criar uma discussão e uma prática que não se cinja a comités centrais, tácticas parlamentares, políticos profissionais, ortodoxias ideológicas e sectarismos fossilizados. Propomos um espaço de encontro, de reflexão e de acção, no qual possamos começar a pensar em como nos vamos organizar para reclamar as nossas vidas e os nossos espaços.

Uma outra crise é possível.

Publicado por [Chuckie Egg] às 11:52 AM | Comentários (1)

fevereiro 23, 2011

E apesar...

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"Vai limpar a sua cela? Sim ou não?", pergunta o homem fardado, voz alta e firme. É um dos seis elementos do GISP especialmente vocacionado para controlar motins nas prisões. Desta vez, não vai enfrentar nenhum desacato. A sua missão é resolver o problema do homem da cela 28. Um homem, só de cuecas, tatuagem a ocupar as costas todas, apático. Sentado na cama de uma cela imunda. No chão, há fezes, restos de comida, chinelos, pratos de papel.

"Não limpa nada?", pergunta o guarda, voz poderosa, capacete e viseira. Então dá ordem ao recluso para se virar para a janela com as mãos atrás das costas, abre a cela. E apesar do recluso se mostrar colaborante, obedecendo, aponta às costas nuas do preso, uma pistola Taser, uma arma que emite descargas eléctricas.

O preso é algemado, os seis homens fardados e de capacete, de luvas e de escudo, rodeiam-no, mas só um é que fala. Trata-o por "senhor" enquanto lhe dá ordens. Para se deitar, para se levantar, para se voltar de costas, para andar de "cabeça baixa". E ameaça-o: enquanto não se comportar como um ser humano, "vai ser altamente violentado". Levanta a voz: "Está compreendido?"

Passa-se numa cadeia portuguesa em Setembro de 2010. É o que mostram as imagens do vídeo que chegou ao PÚBLICO acompanhado de uma carta anónima. O mesmo vídeo, diz a carta, foi enviado ao director-geral dos Serviços Prisionais, ao Ministério Público e ao ministro da Justiça.

Público

Vídeo da intervenção

Publicado por [Chuckie Egg] às 10:22 AM | Comentários (5)

fevereiro 22, 2011

Destruição e Roubo do Jardim da Cosa - Setúbal

Via Rede Libertária

Dia 15 de Fevereiro, uns quantos fiscais da câmara municipal acompanhados de bófia à paisana, chegaram à COSA e roubaram todas as plantas que tínhamos no exterior da casa. Não avisaram antes, não nos deixaram retirar os vasos para o interior da casa e destruíram uma boa parte deles ao atirá-los para dentro de uma carrinha. Tínhamos uma juca enraizada no chão que foi cortada à machadada.
Por suposta "ocupação ilegal da via pública". Quem conhece o nosso espaço sabe que as plantas estavam o mais junto possível à fachada da casa e o passeio é largo para que se possa passar, apesar dos carros todos.

Das duas uma: Ou estes gajos consideram mesmo que o importante é tirar as plantas às pessoas ou isto é mais uma vingançazinha sobre a Cosa.
Até uns tecnocratas inúteis deveriam ser capazes de perceber que, nos dias de hoje, criminalizar e perseguir quem pretende dar um pouco de verde à sua rua é um sinal descarado de má formação e, sobretudo, burrice. Vai contra aquilo que é natural num ser humano.
É sabido que nós temos posições «radicais»: como acreditarmos que ninguém deve poder mandar nas vidas, nas casas e nas ruas dos outros. Mas isto roça já o surreal... Como é possível que se empenhem em perseguir uns vasos e arbustos? E chamam a isso trabalho?! Porque é que não se (pre)ocupam com as ruas deles? Porque aqui neste nosso bairro as pessoas acarinhavam e respeitavam este jardim.

Daí que, por uma mera questão de lógica, nos pareça que aqui se esconde uma vingança mesquinha. Não nos apanharam em tribunal, não nos conseguem pôr fora daqui, não nos calam e nunca nos vão submeter. E nós ficamos ainda mais cientes de que vocês, figuras da autoridade, estão mesmo dispostos a qualquer coisa e nunca terão escrúpulos.

Acções legais destas são um claro exemplo de que está na hora de mandar estes gajos às urtigas e começarmos a recuperar e gerir a nossa autonomia. Odiamos esta ordem, esta lei e aquilo em que querem transformar a cidade!

São a ligação e o amor que temos a esta terra que nos fazem querer lutar contra co-incinerações e resorts de luxo. E um dia vermos mais jardins selvagens a crescer!

Casa Ocupada de Setúbal Autogestionada.

Publicado por [Party Program] às 11:30 AM | Comentários (7)

fevereiro 20, 2011

O casting foi mal feito !

Varios escandalos mancharam a legitimidade politica da França, recentemente marcada pela posiçao francesa em relaçao ao turbilhao revolucionario dos paises no sul do mediterraneo : Uma Ministra dos Negocios estrangeiros que passa férias na Tunisia no fim do ano 2010, exactamente no auge dos acontecimentos, utilizando avioes privados de mafiosos proximos de Ben Ali. A mesma que dois ou três dias antes da fuga de Ben Ali propoe à Tunisia o « savoir faire » francês de forças de ordem. Embaixador que envia telegrama para França algumas horas antes da fuga de Ben Ali a dizer que o poder tem o controlo das massas.
Entre estes e outros escandalos, que outro embaixador poderia ser enviado para fazer face ao renascimento politico de um pais ?
Deixo-vos aqui o video da sua apresentaçao aos jornalistas tunisinos uma semana depois da sua chegada à Tunisia. Que « glamour » !!! Reparem na sua mimica, na entoaçao das frases, no gesto desprezivel ... Uma copia ou conselheiro de Sarkozy ?
Breve CV politico : 2007, conselheiro diplomatico de Sarkozy quando este ainda era Ministro ; conselheiro « Africa do Norte e Médio Oriente » de Sarkozy quando este é eleito Presidente da Republica ; 2009, Embaixador pela França no Iraque, conhecido por ter dito preto no branco: « La reconstruction en Irak est le marché du siècle : 600 milliards de dollars ! La France doit être aux avant-postes. »


(começa a ter interesse a partir de 3 minutos, apos ter sido questionado sobre a ministra citada aqui em cima. Depois aos 5:20 um outro momento grande !)

Os tunisinos nao tardaram a dizer em voz alta « Dégage »... e que o seu ar jovem esconde uma atitude caracteristica da época colonial.
A seguir uma carta aberta que resume a resposta dos tunisinos:

A son excellence, L’ambassadeur de France en Tunisie, M. Boillon,


Si nous nous permettons de vous écrire ainsi aujourd'hui, c'est à la suite de votre première intervention à Tunis, intervention où vous vous êtes adressé au peuple tunisien par l'intermédiaire de ses journalistes.

Nous voudrions, par la présente, attirer votre attention sur certains points qui pour nous, peuple tunisien, sont essentiels, contrairement à ce que vous et vos maitres, semblez en droit de penser. Si vous souhaitiez que votre séjour en Tunisie soit entouré de sérénité et de bons rapports, non seulement avec les représentants du peuple mais avec tout le peuple tunisien, il apparait évident que vous n'avez pas eu beaucoup d'entendement.

Une journaliste vous a posé la question de savoir ce « que (vous pourriez) répondre aux préoccupations du peuple tunisien par rapport au comportement de la France durant la révolution ». Vous avez oublié votre fonction et avez répondu que cette question était un préjudice. Vous vous êtes même permis de traiter la question de "débile".

Sachez, cher monsieur, que la France, que vous représentez ici, à Tunis, a beaucoup à faire pour faire oublier, d'une part, son soutien inconditionnel à son ami Ben Ali pendant toutes ces années, mais, surtout, la position politique inadmissible qu'elle a soutenu pendant que nos jeunes mourraient et se battaient pour la liberté, l'une des valeurs pourtant inscrite dans la devise de votre patrie, monsieur.

Ainsi nos préoccupations vous semblent déplacées ? Et bien, c'est que nous allons avoir un problème, cher monsieur. Car, voyez vous, Le peuple tunisien n’a jamais été un peuple imbécile, contrairement à ce que vous pourriez croire. Et si nous avons connu le malheur et la disgrâce de vivre sous un dictateur « ami » de la France, cela ne veut pas dire que nous ne savons réfléchir, comprendre et surtout nous prononcer. Cela signifie "juste", qu'avec l'accord de votre Nation, l'on nous avait muselé et dépouillé d'une grande partie de nos droits, dont celui de s'exprimer. Mais ne prenez pas la conséquence pour la cause et sachez que nous vous voyons pour ce que vous êtes, très cher monsieur.

Votre attitude pleine de mépris et d'arrogance, vous donne l'outrecuidance de parler ainsi à une journaliste tunisienne qui exprimait la question principale qui occupe le peuple tunisien quant à l'avenir de ses relations avec la France, a choqué plus d'une personne. Si c'est ainsi que se comporte le représentant de l'État français en Tunisie, nous craignons le pire pour l'avenir de nos échanges, monsieur. Mais pouvions nous attendre autre chose de la part d'un représentant dont le gouvernement n'a toujours pas présenté d'excuses claires pour avoir offensé la dignité d'un peuple ni n'a été blâmé pour entretenir des relations d'affaires avec un tyran ?


Cher monsieur, votre jeunesse n'est qu'apparente, vos actes semblent venir d'un monde si ancien, si vieux. Pensiez vous réellement pouvoir vous comporter comme ces soldats ardents et insultants de la période colonialiste ? Il semblerait que vos maîtres n'ont toujours pas compris quelle est la période historique qui s'ouvre en ce moment en Tunisie. Mais il est certain que les piètres performances de notre ancien ministre des affaires étrangères doivent y être pour quelque chose. Allez donc expliquer, cher monsieur, que nous ne sommes pas au début d'un nouveau colonialisme, non, nous sommes à l'aube de grands changements, et cette attitude française sera sévèrement punie à chaque fois qu'elle aura le malheur de réapparaitre, comprenez le bien.




Sachez que la volonté du peuple, aujourd'hui, Monsieur l’Ambassadeur, est de vous dire, tout simplement, "dégage". Vous avez réussi avec votre comportement dédaigneux à tirer le pire du peuple tunisien, connu pourtant pour son accueil légendaire et sa générosité. Vous avez, en moins d'une semaine, fait échouer votre mission. Vous pouvez partir maintenant. Et dommage pour cette belle carrière prometteuse que vous vous étiez préparée et imaginée, vous saurez certainement tirer une leçon diplomatique de ce passage éclair dans notre beau pays.


Tunis, Milan, Paris, le 18 02 2011

Wejdane Majeri
Afef Hagi
Shiran Ben Abderrazak

Publicado por [Shift] às 04:37 PM | Comentários (2)

fevereiro 19, 2011

Bingo

"Tenho muito respeito pelas angústias da minha geração. Mas a solidariedade termina onde começa a idolatria dos Deolinda e do seu novo cançonetismo de intervenção patético. A situação é péssima? Certo. As perspectivas não são melhores? Certíssimo. A música pop deve servir de voz a esta aflição? Errado. Desde quando é que a pop serve para pedir segurança e estabilidade, vidas burguesas e deprimentes, em escritórios e armazéns, com contratos vitalícios e subsídios de férias? Ainda sou do tempo em que os Oasis cantavam "is it worth the aggravation to find yourself a job when there's nothing worth working for?"

Francisco Mendes da Silva, 31 da Armada

Publicado por [Party Program] às 03:44 PM | Comentários (3)

fevereiro 17, 2011

O menos mau de tudo, que já é muito bom


Assim, teríamos de considerar que o PSD seria menos mau que Marcello Caetano (que era um ditador, porra!). Que Caetano era menos mau que Salazar. Que Salazar era menos mau que Franco e que este seria mesmo menos mau que o chanceler alemão aguarelista do Reich (e não sei onde fica o tipo da Birmânia e o Pinochet no meio disto, mas não ficam mal de todo). Ou seja, se temos em Portugal o menos mau de tudo, o que já é muito bom (que é o PS, essa glória de amizades salutares, de Savimbi a Ben Ali – e eu GOSTO DESTES DOIS GAJOS, como diria o outro), não sei porque é que os srs. DOliveira e Tavares intervêm na coisa pública (por assim dizer), não sei porque pensam, porque se levantam todos os dias, porque… Porque, no fundo, nós estamos bem: temos sociólogos e antropólogos geniais, políticos e líderes (não tão “bons” como os de “antigamente” diz o arrastado DOliveira) pelo menos mais ou menos menos maus. Estamos bem. Foda-se.
Carlos Vidal, 5 Dias

Publicado por [Rick Dangerous] às 02:47 PM | Comentários (6)

fevereiro 16, 2011

Foi visto apresentar uma Moção de Censura

Por estes dias tenho assistido - e participado, embora sem grandes certezas - a debates entre bloquistas sobre se o Partido fez bem ou mal em apresentar uma moção de censura ao Governo.

Há argumentos a favor e há argumentos contra. No entanto, apenas este Paulo Silva, que se demitiu da Mesa Nacional no seguimento da coisa, coloca uma questão que a mim me parece essencial: Porque é que toda a gente foi apanhada de surpresa? Desde o simples aderente de base, como eu, ao dirigente nacional?

"O Partido decidiu, camarada: Foi visto apresentar uma Moção de Censura".

A informação chega-nos como se o Partido fosse uma entidade abstracta, com vontade própria, autónoma dos seus aderentes que só têm de esperar com expectativa que "O Partido" tome o bom caminho.

O Bloco tem bastantes mecanismos formais de democracia interna e que são imprescindíveis para a vida de qualquer partido nos dias de hoje: direito de tendência, listas, votações de propostas, eleições, etc... Mas, por outro lado, a vida quotidiana do partido (pelo menos entre actos eleitorais para os seus órgãos) tem assinaláveis deficiências de funcionamento democrático, partilha de informação e envolvimento dos militantes nas decisões.

Nos meus tempos de PCP, na Organização do Ensino Super de Lisboa, havia uma regra de ouro: Pelo menos 1 vez por mês realizávamos um plenário de militantes. Acho que era uma boa prática que o BE podia copiar do PCP.

Claro que reuniões mais regulares não são a solução para tudo. Há depois a questão dos estilos de direcção: Uma coisa é ter uma direcção que vai para um plenário ouvir as visões, informações, preocupações e propostas de quem lá vai; outra é ter dirigentes que não se coíbem de colocar logo no inicio os termos em que se irá fazer a discussão ou de "saltar em cima" das opiniões contrárias, utilizando todo o seu peso e autoridade de dirigentes para matar rapidamente o debate... mas isso já é outra história mais complicada.

Publicado por [Saboteur] às 02:38 PM | Comentários (11)

fevereiro 13, 2011

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Acabei de comprar carro, com a noção de que vou tê-lo estacionado 5 dias por semana e 250 dias por ano porque só o quero usar em fins-de-semana esporádicos e férias.
Falei com todos os amigos disponíveis para entrarem numa de partilhar o carro e não consegui que alguém aceitasse fazê-lo (e bem entendido, os custos também). Também tentei que um amigo que está há meses a estudar fora e só fará tenções de regressar daqui a uns dois anos me alugasse o seu carro para os tais fins-de-semana. Recusou e o carro está estacionado meses seguidos em frente à sua casa.
De repente parece que só há dificuldades em coisas que podiam ser muito simples. A visão proprietária não devia levar a melhor sobre a visão utilitária das coisas. Ao contrário do que nos diz a doutrinação publicitária, não somos o que temos; somos, quando muito, o que fazemos. Consumir de forma mais eficiente não devia ser tão difícil, no limite uma impossibilidade.
Com todos os custos dispensáveis que isso implica para os indivíduos e para a vida colectiva: custos com seguros e manutenção multiplicados, multiplicação de automóveis a roubar espaço nas cidades, multiplicação da vida inútil dos automóveis parados...
É pena, porque continuo a olhar para esta decisão de comprar carro como uma irracionalidade (des)necessária. A partilha de carro ("car-sharing", na terminologia pacóvia em voga) devia ser mais comum.
O carro já o tenho, se alguém estiver interessado em partilhá-lo, apite.

Publicado por [Renegade] às 02:18 AM | Comentários (31)

fevereiro 12, 2011

Do surrealismo ou de como até o pobre do Trotsky deve andar às voltas na tumba

Ainda li duas vezes a ver se tinha sido a Carmelinda Pereira. Mas não, foi mesmo o Francisco Louçã que disse que «Portugal é hoje um país mais desigual do que o Egipto».

Publicado por [Manic Miner] às 06:19 PM | Comentários (8)

fevereiro 11, 2011

Ridículo...

O líder parlamentar do Bloco de Esquerda sugeriu hoje que o seu partido não está à espera que a moção de censura passe no Parlamento, tendo afirmado que se a direita a aprovar, “cairá no ridículo”.

Publicado por [Saboteur] às 05:17 PM | Comentários (9)

Adeus Faraós, só adoramos o Sol

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"HOSNI MUBARAK RESIGNS AS PRESIDENT"

NADA MELHOR QUE O LIVE STREAM DA ALJAZEERA

Publicado por [Chuckie Egg] às 04:57 PM | Comentários (1)

Jovens entrevistados por Paulo Moura gravaram teledisco

Publicado por [Rick Dangerous] às 01:43 PM | Comentários (1)

O egpito, os serviços de ordem ou da insurreição aqui

No egipto a esquerda não faz serviço de ordem, nem político, nem policial. No egpito a luta de classes começa em quem pode ir à praça e acaba na forma como cada um lá permanece. O primeiro dia de insurreição não foi agendado por uma mesa nacional ou comité central, aconteceu como se de um vírus se tratasse. De origem magrebina, o vírus apareceu inesperadamente nas bocas de quem tem fome de pão e de liberdade, mas também nas letras de um qualquer meio internético de comunicação ou mesmo numas pintadas nas paredes das cidades.
Será por acaso que é num país onde não há uma esquerda real, nem estalinista nem social-democrata bloquisada, que rebenta inesperadamente com toda esta força um movimento insurrecto, indisciplinado, violento na sua defesa, que "apenas" se dedica a querer destruir o sistema?

Seria possível aqui, onde essa esquerda se junta à polícia na organização do isolamento da repressão de quem se quer manifestar livremente?
Seria possível aqui onde o sindicato se senta mais vezes com o patrão e com o ministro do que sai à rua?
Seria possível aqui onde os partidos que prometem falsas revoluções com meios inacreditáveis arregimentam os possíveis insurrectos para os confortáveis sofás da social democracia e da reivindicação?

Será possível a insurreição enquanto permitirmos e considerarmos como estando do "nosso lado" esta gente do travão e do serviço de ordem?


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Egpito - multidão descontrolada sem serviço de ordem "Oh meu Estaline, o que vai ser da classe operária sem a nossa vanguarda?!", gritam desesperados os camaradas que não se vêem na foto.

Publicado por [Paradise Café] às 01:11 PM | Comentários (4)

fevereiro 10, 2011

O grande educador dos jovens privilegiados


Como se explica que, mais do que nos bairros pobres, seja nestas zonas de privilégio que o apoio aos manifestantes anti-regime é mais forte? "Os pobres não têm opção", explica Safia. "Não falam línguas, não têm acesso à Internet, só à televisão estatal, que é completamente manipuladora. É preciso já ter alguns privilégios, para se apoiar a revolução. Pelo menos ter tido acesso à cultura".
Por isso esta classe revolucionária, à semelhança do que acontecia com o proletariado no tempo de Marx, sente que o poder está ao seu alcance. Tal como os operários eram a força que sustentava a sociedade industrial, estes jovens cultos, que dominam a tecnologia sentem que não precisam das velhas classes dominantes.

Paulo Moura

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:27 PM | Comentários (8)

fevereiro 09, 2011

mesa-redonda DOS MOTINS ÀS REVOLUÇÕES, E VICE-VERSA

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Casa da Achada # sábado, 19 de fevereiro # 15h # entrada livre

organização UNIPOP e revista imprópria

(ver localização aqui)


com a participação de:

Miguel Cardoso
Pedro Rita
José Soeiro
Manuel Loff
Paulo Granjo
Ricardo Noronha

A partir dos mais diversos pontos, de Roma a Tunes, do Cairo a Oakland, de Londres a Beirute, de Buenos Aires a Atenas, de Maputo a Sana, um conjunto muito significativo de lutas, manifestações, greves, ocupações tem vindo a ter lugar. Um elemento comum, além da assinalável capacidade de mobilização, parece ser o facto de muitas destas acções assumirem, formal e substancialmente, o questionamento não só da ordem estabelecida, mas também do padrão normalizado da luta política legal e confinada aos limites do poder de Estado. Num contexto de crise do capitalismo global, a ordem pública é confrontada com uma desordem comum que toma as ruas como o seu espaço, resgatando palavras como «revolução», «revolta», «motim». O debate que propõe a UNIPOP passa por procurar identificar que outros pontos de contacto têm estes diversos focos de luta, bem como quais são os seus limites, e perceber em que medida é que um certo efeito de arrastamento pode ou não ter como consequência a constituição de uma resposta emancipadora à crise do capitalismo global, ou seja, que articulação têm estes movimentos com o paradigma da «revolução» e de que modo o reconfiguram.

Publicado por [Manic Miner] às 10:20 PM | Comentários (10)

Palavras dos tempos que correm

"O que mais alegrava Ossama era contemplar o caos. Debruçado ao parapeito da passagem suspensa cujos pilares metálicos rodeavam a praça Tahrir, ele ruminava ideias atrevidamente contrárias aos discursos propagados pelos pensadores oficiais, os quais sustentavam que a perenidade de um país estava subordinada à ordem. O espectáculo que tinha diante dos olhos condenava sem recurso essa afirmação imbecil. Já havia algum tempo que aquela construção, imaginada por engenheiros humanistas para resguardar os infelizes pedestres dos perigos da rua, servia-lhe de observatório panorâmico, reforçando sua íntima convicção de que o mundo podia continuar indefinidamente a viver na desordem e na anarquia."

As Cores da Infâmia, Albert Cossery, 1999

Publicado por [Chuckie Egg] às 10:53 AM | Comentários (1)

Jornadas Anticapitalistas

Não queremos a vossa economia

Num momento em que o capitalismo se revela como crise e esta serve de pretexto à dissolução das últimas garantias do Estado social, numa altura em que dinheiros públicos pagam a bancarrota de bancos e seguradoras perdidos nas aventuras dos mercados, e onde o capital desbasta recursos naturais em prol do benefício de muito poucos, num tempo em que a democracia procura sobreviver à crescente perda de legitimidade representada pela corrupção no seio do poder político ou pelas elevadas taxas de abstenção nos actos eleitorais, num contexto de generalização do uso de dispositivos de segurança, controlo e mercadorização da palavra e do corpo, nós, como outros em todo o mundo, escolhemos organizar-nos.

Ocupamos um espaço fora da política institucional. Não pretendemos representar ninguém, nem nos orientamos por uma lógica programática. Não nos junta uma direcção, mas uma afinidade que se encontra mais numa rejeição óbvia do capitalismo do que em eventuais proximidades ideológicas. Entregamos em exclusivo a uma assembleia, horizontal, aberta e informal, todos os momentos de decisão. Uma assembleia em que todos podem a todo o tempo tudo decidir.

As Jornadas anticapitalistas são a proposta que apresentamos. O seu programa permanece e permanecerá sempre em aberto e outras acções, que com ela se identifiquem ou solidarizem, poderão e deverão ter lugar. Este documento é, por isso, também um apelo à mobilização de todos os anticapitalistas e antiautoritários.

Propomos um conjunto de diferentes actividades e acções a decorrer no período de 1 a 8 de Março, que conte com acções de rua, debates, visionamento de filmes, jantares e festas, entre outros, e que proponham saídas para este modo de vida ou que critiquem de forma radical e directa o sistema capitalista. Estamos de acordo que não queremos esta ou qualquer outra economia capitalista e, nessa recusa, criamos um terreno comum, onde os contributos acompanham as diferentes sensibilidades num processo colectivo de discussão, decisão e acção.

Blog das Jornadas Anticapitalistas

Publicado por [Chuckie Egg] às 10:19 AM | Comentários (2)

fevereiro 08, 2011

Solidariedade

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Publicado por [Dallas] às 07:28 PM | Comentários (14)

De caminho expulsavam estes também...

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Com a votação sobre a revolta do Egipto em mente e com o claro (e único) objectivo de conseguir um tacho para alguém no spectrum na próxima legislatura, recomenda-se ao ps que expulsem estes senhores da organização mafiosa da qual fazem parte.

Não digam que não somos amigos. Vai evitar fazerem figuras de parvo daqui a uns anos.

Publicado por [POKE] às 11:17 AM | Comentários (1)

fevereiro 07, 2011

Da classe operária e de todos os trabalhadores


"Na sequência dos muitos relatos que entre a noite de ontem e a manhã de hoje têm chegado ao Sport Lisboa e Benfica, e que dão conta do excesso de violência e da desproporção da força utilizada em face dos acontecimentos verificados no final do jogo entre o Vitória de Setúbal e o SL Benfica, ontem à noite, o Presidente do Sport Lisboa e Benfica escreveu uma carta ao Comandante Nacional da PSP, no sentido de este poder apurar da necessidade e da violência utilizada naquela intervenção policial, uma vez que foram muitas as pessoas, incluindo algumas mulheres e crianças que tiveram de receber assistência hospitalar."
Sport Lisboa e Benfica

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:50 PM | Comentários (3)

fevereiro 05, 2011

Queres fiado?...

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Via Vias de Facto

Publicado por [Saboteur] às 06:26 PM | Comentários (6)

fevereiro 04, 2011

Sonhos selvagens

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Um homem de gel no cabelo perguntou com a voz sinistra que deve ter aprendido em interrogatórios policiais: "O que veio fazer a este país, sir?" Depois surgiu alguém que gritava mais alto que todos, que me fez entrar para o banco traseiro do carro. Sentou-se no da frente e dois homens instalaram-se a meu lado. Um tinha um penso no nariz e outro sangrava da cabeça. Deram instruções a Ahmad para seguir por um labirinto de ruelas, através de um bairro escuro, cheio de homens armados com bastões e ferros. Silêncio no carro. À passagem, ouvi alguém dizer-me lá de fora, em inglês: "Eles vão matar-te."
Num beco sem saída esperava-nos um grupo de homens mais velhos. A sua atitude já era hostil antes de eu abrir a boca. Isso acontecia, parecia, porque só chegava ali quem era culpado de um crime.

Paulo Moura, Eles vão matar-te

Publicado por [Rick Dangerous] às 02:42 PM | Comentários (3)

fevereiro 03, 2011

A velha sabedoria em novas antenas

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Os tempos modernos não começam de uma vez por todas.
O meu avô já vivia numa época nova.
O meu neto talvez ainda viva na antiga.

A carne nova come-se com velhos garfos.
Época nova não a fizeram os automóveis
nem os tanques
nem os aviões sobre os telhados
nem os bombardeiros.

As novas antenas continuaram a difundir as velhas asneiras
A sabedoria continuou a passar de boca em boca.

Bertolt Brecht, Os tempos modernos

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:00 PM | Comentários (5)

RDA69 - Programação Fevereiro

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Publicado por [Chuckie Egg] às 01:59 PM | Comentários (1)

fevereiro 01, 2011

A MOBILIZAÇÃO GLOBAL seguido de O ESTADO-GUERRA: Conversa com Rui Pereira

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"Aquilo que deve fazer-se para sabotar a realidade é muito simples: há que recusar-se ser uma microempresa. Há que converter-se num interruptor de mobilização global. Interromper a mobilização que nos porta e incendiar a noite. Incendiar a noite não acaba com a noite. Acaba, sim, com o medo da noite."

in Santiago López-Petit, "A Mobilização Global, seguido de O Estado-Guerra", Porto, Deriva, 2010 (Trad. Rui Pereira)

Conversa com Rui Pereira (tradutor) no RDA 69 (Regueirão dos Anjos nº69). Dia 5 de Fevereiro, a partir das 17h.

Publicado por [Dallas] às 09:51 PM | Comentários (3)

Suicídios são a principal causa de morte não natural na PSP

«Um estudo divulgado a 21 de Setembro indica que o suicídio é a principal causa de morte não natural na PSP entre 2006 e 2009. "A principal causa de morte na polícia entre 2006 e 2009 são os suicídios, que têm aumentado, infelizmente, ocorrendo principalmente quando os agentes se encontram no activo", revelou a subcomissária Sílvia Caçador, na altura, ao jornal Expresso. Segundo a autora do estudo, o problema pode estar relacionado "com uma falta de acompanhamento psicoafectivo e com as dificuldades em lidar com os problemas diários da profissão".»
DN

Publicado por [Striker] às 04:55 PM | Comentários (7)

Solidariedade

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Concentração de solidariedade com a luta do povo egípcio

MUBARAK, DEMISSÃO!

3ª feira, 18h, no Largo Camões, Lisboa

Publicado por [Chuckie Egg] às 11:57 AM | Comentários (2)