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fevereiro 28, 2010

Portugal nas trincheiras

Ontem à noite ia a caminho do Bairro Alto pela Rua da Escola Politécnica e encontrei de portas abertas aexposição "Portugal nas trincheiras". Está "patente" (como diria o saudoso Raul Durão) no antigo ginásio da Faculdade de Ciências, onde ainda joguei umas futeboladas à maneira.

Eu até queria dizer bem e esta parece-me uma iniciativa cheia de potencial. Mas, mais uma vez, não se esteve à altura e fica uma impressão de falta de meios, falta de imaginação, faltas de rigor e objectividade.
Começo por notar que a ideia interessante de transformar o percurso expositivo em simulacro de trincheira, não sendo uma novidade, podia ter sido melhor explorada. Podia ter-se apostado mais no efeito de real. Por exemplo, teria custado pouco ter à entrada, ou durante o percurso, uma gravação que recriasse um momento de ataque nas trincheiras, algo que criasse uma falsa sensação de real a partir de um dispositivo sonoro. Ou, ainda a título de exemplo, obrigar os visitantes a ultrapassar obstáculos, terem que fazer o seu caminho através de uma trincheira danificada, etc...

Outra pecha está no reduzido emprego de meios audiovisuais. Com tanta coisa feita sobre a guerra, só nos é mostrado um vídeo mudo com imagens da RTP que, ao que parece, nem foram editadas. De resto, o grosso da exposição assume-se, infelizmente, como uma mera mostra de objectos. Há falta de contexto. Se isso não fosse suficiente, há falta de rigor e objectividade. De que nos vale termos os cadernos e as fotografias do corpo das enfermeiras portuguesas se não é feito um mínimo esforço para nos dizer que nessa época as mulheres não podiam, em geral, ter uma profissão paga e o envio de enfermeiras para a guerra era uma das poucas oportunidades para uma mulher ganhar um salário com o seu trabalho. Ressalta daqui outra lacuna - a ausência de referências ao esforço de guerra em Portugal. Vê-se a exposição e sai-se sem perceber o que representou a entrada de Portugal na guerra em termos económicos, políticos e sociais. Não me lembro de ver indicado o número total de mortos e estropiados.

Outra lacuna está no tratamento público/político da guerra em Portugal. Vemos os desenhos de soldados estropiados, dizemos olha que giro e tal, mas não nos é dada a chave para perceber se aquele tipo de imagens era corrente ou sequer autorizado pelo estado português. Falta uma revista de imprensa da época...e teria sido tão fácil...

E mesmo aquilo que devia ser o forte da exposição, ie, a vida das trincheiras, está cheio de fracos: vemos alguns equipamentos militares, o material médico, momentos de religiosidade e sociabilidade dos soldados, desenhos, fotografias e páginas de diários, etc. Mas esse conjunto de objectos não é colocado em nenhuma perspectiva historicamente significante: não há qualquer narrativa sobre os objectos. Ficamos sem perceber o que era a sociabilidade dos soldados, não sabemos o que era a vida "típica" de um soldado ou de um dirigente do CEP, não sabemos o que acontecia aos que resistiam de alguma forma à autoridade ou que se rebelavam contra as condições desumanas a que eram obrigados (houve casos? No resto dos exércitos aliados houve bastantes e eram fuzilados), não sabemos se havia soldados na cama uns dos outros (ou melhor, sabemos que sim, mas há notícias?), as cartas dos soldados não têm qualquer tratamento crítico, ninguém nos fala das sequelas de guerra nos mobilizados... Mais uma vez, era tão fácil olhar para o que faz a historiografia nestes campos (embora, reconheça-se, a portuguesa ande sempre 20 anos atrasada).

Mas a falha maior é mesmo a perspectiva nacional-republicana que guia a exposição. É imperdoável que se refira o Corpo Expedicionário Português como "os nossos soldados". "Nossos", de quem? É imperdoável que os alemães e austro-húngaros ainda sejam retratados como autores de um "ataque bárbaro". É imperdoável que ainda me/nos queiram meter no saco dos aliados, quando já passaram quase 100 anos dos acontecimentos e houve mais que tempo para mudar de discurso.
Imagino, com terror, o que seria este tipo de perspectiva aplicado à guerra colonial de 1961-1974.
Em suma, mais um caso de boas intenções politicamente orientadas a que falta qualidade e honestidade científica.

Publicado por [Renegade] às 08:20 PM | Comentários (4)

O Spectrum não apoia Manuel Alegre. O Spectrum apoia Renato Teixeira

Venho em nome pessoal e na esperança de ser em breve acompanhado pelo resto do meus companheiros de blog propor uma candidatura à presidência da república da parte do melhor blogger de esquerda de todos os tempos: RENATO TEIXEIRA do 5DIAS.

O RENATO É DE ESQUERDA
O RENATO NÃO PERDE TEMPO. FALA SEMPRE SOBRE A PALESTINA
O RENATO É CONHECIDO ENTRE OS AMIGOS, POUCOS MAS BONS, COMO RENAS
O RENATO USA ÓCULOS E É INTILIGENTE
O RENATO TEM SENTIDO DE HUMOR E GOSTA DE MANDAR E-MAILS COM POWERPOINTS DIVERTIDOS
O RENATO É CHATO COMO A POTASSA

O SPECTRUM APOIA RENATO PRESIDENTE! O VOTO À ESQUERDA É RENATO!

Publicado por [Party Program] às 04:49 PM | Comentários (16)

Questões a que eu não consigo responder


O Carlos Vidal trabalha realmente para a bófia, ou limita-se a escrever como se trabalhasse?

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:19 PM | Comentários (1)

...e Olivença será nossa outra vez!

Todos os camaradas que ficaram de tal forma angustiados com a perspectiva de ter de votar no Manuel Alegre para derrotar o Cavaco, a ponto de se entusiasmarem com a candidatura de Fernando Nobre, devem ir acompanhando as entrevistas do pré-candidato...

Publicado por [Saboteur] às 11:55 AM | Comentários (6)

fevereiro 27, 2010

Aqui estamos em Sheikh Munis!

Aqui fica um vídeo (traduzido em inglês) que reflecte bem a natureza democrática da sociedade israelita.
Zahalka, um dos raros palestianos no Parlamento Israelita pelo partido BALAD (Partido Nacionalista Arabe), foi convidado para uma entrevista na televisão com dois jornalistas “mainstream”, cujo tema seria a “crise humanitária” em Gaza pós-ataque Dez/Jan 2009.
Além dos pequenos risos cínicos que os dois jornalistas esboçam quando Zahalka fala, o jornalista mais velho vai acabar mesmo por chamar o convidado de “Kahtzuf”. Este adjectivo, traduzido no vídeo como insolente, é utilizado pelos israelitas em duas situações: quando uma criança faz um disparate; para caracterizar os “indígenas” (i.e. “os não civilizados numa situação colonial”).
Ofendido, pelo termo pelo qual foi tratado, Zahalka não aceitará mais entrar num diálogo “normal”. A troca de insultos começa a ter uma tonalidade descontrolada, até que o parlamentar é convidado a sair.
No entanto, o maior insulto para os sionistas ainda está para chegar... será quando Zahalka, já quase fora do estúdio de televisão, grita: “aqui estamos em Sheikh Munnis”. Sheikh Munnis era uma aldeia palestiniana que foi completamente destruída em 1948 e onde se situam actualmente a Universidade de Tel Aviv, muitos estúdios de televisão e um grande centro militar. A resposta do jornalista a este grito de resistência é hilariante e reveladora do estado de espírito em que a sociedade israelita vive e viverá (enquanto não quiser acabar com a ocupação colonial) : “Agora foi desmascarado. Você quer conquistar isto”.


Publicado por [Shift] às 01:26 PM | Comentários (6)

A reacção não descansa

Do jornal Avante!

Em nota dirigida ao Comité Central do Partido Comunista do Chile, que abaixo publicamos na íntegra, o Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português manifestou a «profunda indignação» dos comunistas portugueses para com «a situação de “dissolução” e ilegalidade» com que está confrontado o PCC.

«Queridos camaradas,

«Foi com profunda indignação que tomámos conhecimento da situação de “dissolução” e ilegalidade do Partido Comunista do Chile. A vigência de um instrumento legal ainda impregnado pelo espírito da ditadura fascista de Pinochet – cujo anacronismo a eleição de três deputados comunistas, nas legislativas de Dezembro, torna particularmente evidente – associa-se ao recente triunfo presidencial do candidato assumido da direita chilena e à ameaça revanchista representada pelos sectores mais retrógrados da sociedade chilena e do imperialismo, facto que não pode deixar de merecer a mais firme denúncia e rejeição dos comunistas e dos democratas em geral.

«Um partido com tão heróicas tradições e tão funda raiz nos trabalhadores e na realidade chilena, como o PCC, está acima de tão iníquas medidas. Mas não deixa de ser profundamente inquietante que elas sejam possíveis num país que se pretende democrático.

«Deste modo, queremos expressar-vos a fraternal solidariedade dos comunistas portugueses e formular votos para que seja rapidamente ultrapassada, sem maior prejuízo para a intervenção e actividade do PCC, tão grave limitação ao exercício cabal das liberdades políticas fundamentais e do pluralismo democrático no Chile e que a luta do PCC e demais forças democráticas chilenas por uma efectiva e profunda democratização da vida política nacional venha a ser coroada de pleno sucesso».


Pablo Neruda, foi Senador pelo Partido Comunista Chileno em 1944

Publicado por [Saboteur] às 11:20 AM | Comentários (2)

fevereiro 26, 2010

Armas para os entediados



Há já muito tempo que ninguém se lembra de fazer um paralelismo qualquer entre a extrema-esquerda e a extrema-direita. O que é pena.

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:41 PM | Comentários (12)

Um novo reduto do machismo


A propósito disto e disto, fico contente por ler isto. E finalmente, um texto feminista que não teme enfrentar o acidentado terreno da sexualização do corpo feminino. A propósito do tema, alguém sugeriu uma teoria da jovem rapariga.
"Como mulher e feminista, ofende-me o conceito de que tudo o que tem a ver com sexo é do interesse masculino, ergo mulheres retratadas em situações sexuais estarão apenas a ser usadas pelos homens. Mostrar o corpo feminino como algo de belo e desejável, só pode parecer mal a quem tem saudades de outros tempos, dos tempos do recato e do controlo público sobre as mulheres. Dos tempos em que mulheres que mostravam (ou usavam) o corpo não mereciam respeito. Em que uma mulher publicamente sexualizada era uma mulher, de alguma forma, menor. Este discurso parece-me errado, do ponto de vista feminista, em toda a linha.
Em primeiro lugar, reproduz esta noção da mulher como objecto passivo e desinteressado da sexualidade. Depois, sustenta que a imagem pública do corpo feminino deve ser objecto de um controlo específico, deve ser limitada por outra coisa que não a livre vontade das próprias mulheres. Mantém a ideia de censura – e nenhum discurso que se queira ligado a valores de libertação, seja o feminismo ou outro qualquer, se pode basear num conceito próprio de quem se vê como regulador iluminado da vida dos outros.
Este feminismo de tendência conservadora é o mesmo que, mais ou menos com os mesmos argumentos, advoga a proibição da pornografia e da prostituição. Tal como na publicidade ou na moda, as mulheres que trabalham nestas profissões (ao contrário dos homens?) estariam a ser exploradas, as suas escolhas seriam inválidas, pouco livres e mal informadas. Eu, por outro lado, acredito que como em qualquer profissão as pessoas têm é que ter escolha e que ter direitos.
Se falamos de feminismo e de estereótipos, eu diria que todos os estereótipos que constituem o pior do machismo estão aqui. A mulher que só por vontade do homem se mostra e se sexualiza, sendo necessariamente nisso uma vítima. A mulher que não sabe gerir a sua própria imagem e o seu próprio corpo, que precisa de proibições que a defendam. E o conceito de que uma mulher que mostra publicamente nudez ou, pior, desejo sexual, se vê degradada. Se as pessoas têm direito a não gostar deste tipo de imagens? A aplicar aqui o tal direito ao protesto e ao boicote? Com certeza. Aqui como em tudo. Não podem é dizer que o fazem pelas mulheres e pelo feminismo. Algumas de nós, mulheres e feministas, acreditamos que estes protestos são um novo reduto do machismo, uma espécie de lobo disfarçado de cão-pastor. E estamos fartas de ser cordeiros."

fuckitall, do saudoso womenage a trois

Publicado por [Rick Dangerous] às 02:54 PM | Comentários (21)

fevereiro 25, 2010

Estado laico? I like!

O papa vem a Portugal em Maio, entre 11 e 14. O que traz este chefe de estado ao nosso país? Promessas de investimentos do vaticano em Portugal? Não. Promessas de aumento do emprego de cidadãos portugueses na empresa igreja católica? Não. Receber algum prémio honorífico? Não. Discutir com o estado português as suas relações internacionais? Não. Celebrar ou rever algum protocolo em curso? Não.

Então, o que vem cá fazer daqui a dois meses o presidente do conselho directivo do vaticano? Puxar as orelhas dos seus funcionários portugueses que andam de mãos dadas com o partido nazi português? Participar nas comemorações do centenário da república? Vai pôr uma coroa de flores à campa do Afonso Costa?

Infelizmente, temo bem que não. E que, enchendo a boca com amor e compaixão, o papa venha cá puxar as orelhas ao bom povo português e ensinar-nos o recto caminho para recriminalizar o aborto e para voltar a meter os e as homossexuais e trangénero portugueses na clandestinidade que agora começam a abandonar. Nem é preciso insistir no comportamento vergonhoso que o vaticano tem em Itália e um pouco por todo o mundo no combate contra a liberdade e a igualdade. Ou no terrorismo verbal de recomendar a contenção/abstinência sexual e combater o uso do preservativo.

Ou muito me engano, ou esta acção de propaganda do vaticano merece mais uma acção cívica que desmascare, pela positiva, as barbaridades anti-direitos humanos do papa e da organização que preside...

Entretanto, o mundo das vacuidades audio-visuais já começa a preparar-se para vender-nos a histeria colectiva.

Publicado por [Renegade] às 11:41 PM | Comentários (6)

Tomara que acabe em naufrágio

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Os jogos santa casa decidiram apoiar a viagem de circum-navegação do navio Sagres. O relato pode ser acompanhado aqui. A ajuizar por um dos cartazes da iniciativa, a coisa deve ser divertida. Há o jogo de futebol com as cabeças dos turras e o workshop de construção de sanzalas. Sem esquecer a já tradicional violação da nativa.

Quem tiver mais pontos, ganha uma viagem à Madeira.

Publicado por [Dallas] às 11:37 PM | Comentários (3)

fevereiro 24, 2010

Foi tudo por água abaixo

Já em 2008, uma reportagem no Biosfera explicava o que inevitavelmente iria acontecer ali.

Publicado por [Striker] às 07:46 PM | Comentários (7)

Os comentários do spectrum

O spectrum é da idade da pedra. Quando num post aparecem indicados 11 comentários e depois com a página aberta só conseguem ler 3 façam refresh que aparece logo tudo.

Publicado por [Spectrum] às 06:43 PM | Comentários (7)

Dois pesos, duas medidas

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Soube-se hoje que o Comité de Competição da Federação Espanhola de Futebol não vai punir o CR9 pelo facto de, após marcar um golo ao Vilarreal, este jogador ter levantado a camisola e mostrado uma t-shirt com a palavra Madeira. Em 2009, na altura em que o exército de Israel tentava o genocídio dos palestinianos em Gaza, Frédéric Kanouté, jogador maliano do Sevilha, teve um gesto semelhante nos festejos de um golo seu contra o Deportivo da Corunha, levantando a camisola e mostrando uma t-shirt com a palavra Palestina. Só que no seu caso o Comité de Competição da Federação Espanhola de Futebol entendeu que devia haver punição. Podemos sempre pensar que a diferença nas decisões deste Comité se deveu ao facto de o Cristiano Ronaldo ser o mais caro e mais mediático jogador de futebol do mundo, de um colosso em Espanha como é o Real Madrid, ao passo que o Kanouté, sendo um belíssimo jogador, não tem o mesmo protagonismo nem joga num grande europeu. Mas, porque o Kanouté e o Sevilha também são importantes em Espanha e na Europa e não andamos cá desde ontem, podemos considerar a hipótese de haver outra justificação. É que num caso, o do CR9, apelava-se à solidariedade para com as vítimas e as desgraças de cheias na Madeira, uma ilha do território português politica, económica e militarmente irrelevante no que à Europa e ao Mundo concerne. Já no caso do Kanouté, denunciava-se o massacre conduzido por Israel, uma grande potência económica e militar do Ocidente, contra um povo pobre, enclausurado numa parcela de terreno minúscula, que mantém há mais de meio século uma luta de vida ou morte pelo que considera ser o seu território. E pode muito bem ter sido a relevância política do seu acto, que, interrompendo o espectáculo de massas que é o futebol, nos veio interpelar, dando conta do que estava a acontecer na Palestina e de que forma, perante o conflito, ele se posicionava, a justificar a punição.

Publicado por [Bounty Bob] às 05:57 PM | Comentários (7)

Do radicalismo verbal à jardinagem esclarecida


"Sendo, o signatário, responsável pela equipa que elaborou o Projecto de Requalificação do Jardim do Príncipe Real, bem como pelo serviço que gere a obra em curso, não pode ficar indiferente à forma abusiva, leviana, pouco fundamentada e incorrecta como esta obra de requalificação tem vindo a ser tratada em público.
Este processo teve, sem dúvida, falhas da nossa parte, designadamente no que se refere à participação pública e envolvimento da população, cujo défice assumimos como responsabilidade nossa, o que até já foi reconhecido, publicamente, pelo vereador dos Espaços Verdes. No entanto, e ultrapassados que estão, na nossa opinião, os limites do tolerável na manipulação da informação, não podemos deixar de vir a público desmontar algumas das mentiras que, à força de tanto serem repetidas, correm o risco de ser tomadas como verdadeiras. [...]
A equipa projectista encarregada da elaboração do Projecto de Requalificação do Jardim do Príncipe Real integra técnicos com especialidades tão diversas como arquitectos, arquitectos paisagistas, engenheiros agrónomos e engenheiros florestais. A proposta de substituição dos choupos em caldeira por outra espécie deve-se, por um lado, aos problemas de deformação, rupturas e patologias apresentados pelas árvores e, por outro, a uma opção conceptual de escolha de uma espécie mais adequada ao jardim histórico. Esta decisão foi ponderada e apoiada por outros arquitectos paisagistas, professores de História da Arte dos Jardins, agrónomos e botânicos. [...]
Citamos, por fim, a conclusão do parecer de uma das maiores referências da arquitectura paisagista em Portugal, a sr.ª arqt.ª paisagista e professora de História de Arte dos Jardins, Aurora Carapinha, que consta no processo: «( Perante as razões expostas, a presente proposta de requalificação do Jardim França Borges configura-se como uma intervenção criteriosa, adequada. A qual consideramos exemplar e que devia ser considerada como referente de uma boa prática de intervenção em património paisagístico.»
Escrever ou falar do que não se conhece, produzindo comentários com base em artigos que se leu, também eles escritos sem a consulta das fontes de informação fidedignas, não nos parece uma atitude séria."

Pontos nos ii na requalificação do Jardim do Príncipe Real, artigo de esclarecimento escrito por Ângelo Mesquita (Director municipal de Ambiente Urbano da Câmara Municipal de Lisboa) no Público de hoje, relativamente ao que em tempos se discutiu aqui

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:14 PM | Comentários (3)

fevereiro 23, 2010

Madeira: que dolce vita!

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Apanhei este post, numa busca sobre a tempestade na Madeira: "Só fui uma vez à Madeira, e qual foi o meu pensamento ao sair do aeroporto e olhar para a encosta sul? Pensei que Portugal continental era o reduto máximo do caos urbanístico afinal enganei-me (...) Nunca vi isto na vida, uma torrente artificial com aquela dimensão ladeada de prédios de 5 6 pisos...".

Aparentemente, a torrente artificial deu na imagem que podem ver...

Nota: o centro comercial Dolce Vita (o mesmo que ainda tem mortos no parque de estacionamento) foi construído a 50 metros da foz de uma ribeira.

Publicado por [Dallas] às 11:02 PM | Comentários (5)

De e para


José Pedro Castanheira compôs em tempos um conjunto de artigos para o «Expresso» (mais tarde convertidos em livro) acerca dos textos censurados entre a criação do jornal e o fim da ditadura. Relendo-os on-line, deparo-me com um texto censurado em 1973 e que nada perdeu da sua frescura original. Tratava-se de um editorial e Pinto Balsemão escrevia em termos mais vigorosos do que poderíamos supor. Passaram 37 anos e algumas pessoas (vocês sabem bem de quem é que eu estou a falar) ainda devem ter as orelhas a arder.
"Quando, um dia, a política dos pequenos e mal guardados segredos acabar, haverá uma classe de indivíduos que terá de mudar de profissão. Os que vivem de e para a troca de informações supostamente confidenciais necessitarão de procurar, com urgência, outro emprego. Toda essa gente, que viceja e prospera impunemente nos bastidores palacianos, será forçada a mostrar quem é e o que vale".

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:43 PM | Comentários (2)

SMO

De 21 de Março a 12 Abril acontece uma "Caminhada pela Simplicidade Voluntária" de Viseu a Coimbra. Nas suas palavras: "A ideia é criar um “espaço” de questionamento da vida moderna e do que realmente nos faz falta, procurando em conjunto novas soluções, e proporcionar a experiência de viver em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, num ambiente de convivialidade."

Não me causa espécie nada no projecto de caminhada em si, em tudo agradável e possivelmente divertido. É o próprio conceito de "Simplicidade Voluntária". Soa terrivelmente mal, como uma versão moderna e sustentável do "pobre mas honrado" do estado-novo, como uma expiação necessária, como se os males do mundo fossem no fundo facilmente resolvidos por uma onda de simpatia e humildade universal, com tudo o que há de assustadoramente totalitário e pós-autoritário nesse projecto. Poupando-me algumas palavras o comité invisível dedica à questão uns parágrafos no livrinho verde:

"Durante os últimos dez anos, foi a ATTAC e a sua inverosímil taxa Tobin - cuja instauração exigiria não menos que a criação de um governo mundial -, a sua apologia da «economia real» contra os mercados financeiros e a sua tocante nostalgia do Estado. A comédia durará aquilo que durará, e acabará como simples hipocrisia. Um capricho substituindo o anterior, e eis o decrescimento. Se a ATTAC com as suas aulas de educação popular tentou salvar a economia enquanto ciência, o decrescimento pretende salvá-la enquanto moral. Uma só alternativa perante o apocalipse em marcha, decrescer. Consumir e produzir menos. Tornarmo-nos alegremente simples. Comer biológico, andar de bicicleta, parar de fumar e vigiar severamente os produtos que compramos. Contentarmo-nos com o estritamente necessário. Simplicidade voluntária. «Redescobrir a verdadeira riqueza no florescer de relações sociais amigáveis num mundo são.» «Nada tirar do nosso capital natural.» «Ir de encontro a uma «economia sã».
«Evitar a regulação pelo caos» «Evitar gerar uma crise social que ponha em causa a democracia e o humanismo». Em suma, tornarmo-nos económicos. Voltar à economia do tempo da avózinha, à idade de ouro da pequena burguesia: os anos 50. «Quando o indivíduo se torna um bom poupador, a sua propriedade preenche então perfeitamente o seu ofício, que é o de permitir desfrutar da sua vida própria ao abrigo da sua existência pública ou no círculo privado da sua vida»."

"Um designer com uma camisola artesanal bebe um cocktail de frutos, entre amigos, na esplanada de um café étnico. Somos eloquentes, cordiais, gracejamos moderadamente, não fazemos demasiado barulho nem demasiado silêncio, olhamo-nos sorrindo, um pouco tolos: tão civilizados que nós somos. Mais tarde, alguns irão remexer a terra de um jardim de bairro enquanto os outros vão fazer cerâmica, zen ou um filme de animação. Comunicamos no virtuoso sentido de formar uma nova humanidade, mais sábia, mais refinada, a derradeira. E temos razão. A Apple e o decrescimento, curiosamente, entendem-se quanto à civilização do futuro. A ideia do regresso à economia de antigamente, avançada por uns, é a névoa oportuna por trás da qual avança a ideia do grande salto tecnológico, dos outros. Porque na História os retrocessos não existem. A exortação ao retorno ao passado não exprime mais do que uma das formas da consciência do seu tempo, e raramente a menos moderna."

"Esta convergência não é fortuita. Ela inscreve-se no caminho forçado para encontrar um relançamento da economia. O capitalismo desintegrou em seu benefício tudo o que subsistia de ligações sociais, lançando-se agora a reconstruí-las desde a raiz sobre as suas próprias bases. A sociabilidade metropolitana actual é a sua incubadora. Da mesma forma, devastou os mundos naturais e lança-se agora na absurda ideia de os reconstituir como outros tantos meios controlados, dotados de sensores adequados. A esta nova humanidade corresponde uma nova economia, que já não pretende ser uma esfera separada da existência mas antes o seu tecido, que quer ser a matéria das relações humanas; uma nova definição do trabalho como trabalho para si mesmo, e do Capital enquanto capital humano; uma nova ideia da produção enquanto produção de bens relacionais, e do consumo como consumo de situações; e sobretudo uma nova ideia do valor que abarcará todas as qualidades dos seres. Esta «bioeconomia» em gestação concebe o planeta como um sistema fechado a gerir, pretendendo levantar as bases de uma ciência que integrará todos os parâmetros da vida. Semelhante ciência poderá fazer-nos um dia sentir saudades dos belos tempos dos índices enganadores, em que se pretendia medir a alegria do povo a partir do crescimento do PIB, mas nos quais ninguém acreditava.

«Revalorizar os aspectos não-económicos da vida» é simultaneamente uma palavra de ordem do decrescimento e o programa de reforma do Capital. Eco-aldeias, câmaras de videovigilância, espiritualidade, biotecnologias e convivialidade pertencem ao mesmo «paradigma civilizacional» em formação, o da economia total produzida a partir da base. A sua matriz intelectual não é mais do que a cibernética, a ciência dos sistemas, ou seja, do seu controlo. Para impor definitivamente a economia, a sua ética do trabalho e avareza, foi necessário no decurso do séc. XVII internar e eliminar toda a fauna de ociosos, de mendigos, feiticeiros, loucos, hedonistas e outros pobres difusos, toda uma humanidade que desmentia pela sua própria existência a ordem dos interesses e da temperança. A nova economia não se imporá sem uma similar selecção dos sujeitos e zonas aptas à mutação. O caos tão anunciado será a ocasião desta triagem, ou a nossa vitória sobre tão detestável projecto."

A Insurreição Que Vem, Comité Invisivel.

Em breve nas melhores livrarias.


Publicado por [Party Program] às 01:56 PM | Comentários (20)

Mas só eu é que achei graça


"Nunca militei na JCP. Fiz-me militante do PCP aos 24 anos, após ter acabado a faculdade. Fui um militante muito pouco empenhado – mais uma característica adorável da minha personalidade –, e a minha militância resumiu-se a pagar as quotas durante algum tempo. O Mário Castrim tem um poema em que diz: «Realizo-me quando pago as quotas do partido.» Nunca me aconteceu, devo confessar. Mas paguei-as e, além disso, cheguei a servir sandes de panado e imperiais numa Festa do Avante! – que foi, creio, o ponto mais alto da minha militância. Fiquei colocado no café concerto, um sítio muito giro onde assisti a um espectáculo fabuloso do Manuel Freire. Ele cantou aquelas canções todas – as dele, as do Zeca Afonso, as do padre Fanhais, as do Adriano… Há pessoas que se comovem com histórias de amor, ou perante fotografias de gatinhos. Eu choro quando oiço o Portugal Ressuscitado. A sério. Aquela parte do «Agora, o povo unido nunca mais será vencido» dá sempre cabo de mim. Eu ainda sou do tempo em que o povo existia, sabe? Entretanto, foi extinto. Agora já o expulsaram da Constituição e tudo. Substituíram o povo pela expressão «pessoas». «As pessoas, unidas, jamais serão vencidas» não tem o mesmo encanto. E o Manuel Freire ainda fez aquilo a que poderíamos chamar um stand-up revolucionário. A meio da actuação disse: «O que eu gosto mais na Festa do Avante! é ver estes camaradas que daqui a dois anos vão ser secretários de Estado do PS. Assim, podemos despedir-nos deles já aqui.» Foi muito engraçado. Mas só eu é que achei graça."

"Joel Vasconcelos, de 28 anos, docente de História, entrou na corrida à presidência da Federação Distrital de Coimbra da Juventude Socialista, assumindo a necessidade de criar uma estrutura organizada, bem estruturada.
«A Federação pode, e deve, dar um contributo fundamental para a afirmação dos valores e princípios da esquerda moderna e democrática, junto dos jovens do nosso distrito», lê-se no sítio da Internet, onde o candidato apresenta uma ideia geral do seu programa. [...] Natural de Oliveira de Azeméis, mas com forte ligação a Coimbra, onde se licenciou e participou activamente na vida estudantil associativa (integrou, em mais do que um mandato, a Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra), Joel Vasconcelos terá Rui Duarte como adversário na corrida à federação. A eleição de delegados à Convenção de 30 e 31 de Janeiro (onde será encontrado o novo presidente distrital da JS) decorre nos dias 9 e 10 de Janeiro."

Acho que já sei quem é o Miguel Abrantes.

Publicado por [Rick Dangerous] às 12:42 PM | Comentários (5)

Da liberdade de expressão e asseio do espaço público

Os Caretos de Lisboa, a poucas semanas do desmantelamento da linha do Tua, espalharam pinturas de molde pela cidade - um último grito de protesto contra mais um afundamento social para Trás-os-Montes. As placas alusivas ao documentário Páre, Escute e Olhe surgiram nas paredes da Estação de Santa Apolónia, nas sedes do Ministério das Obras Públicas, do Ambiente, da EDP e da CP - paredes que, digamos assim, não são conhecidas pelo seu asseio.
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Ficou desfeito o mito do descuido com a coisa pública - passado uma semana todas as paredes estavam limpas. Assear as fachadas de Lisboa, quimera aparentemente titânica para as sucessivas edilidades, é afinal trivial - a da EDP aos primeiros raios de Sol já estava a ser apagada. Em Santa Apolónia rapidamente se desenrascaram também umas pinceladas de azul mais forte, para encobrir este lembrete de que, lá longe, se destroem ligações e se afoga um povo.
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Outros graffities, borradas e lembretes, considerados mais inócuos pelos visados, lá se mantêm nas paredes das respeitáveis instituições, alguns deles há já uns anos.
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Publicado por [R-Type] às 12:38 AM | Comentários (3)

fevereiro 22, 2010

Finalmente, televisão de qualidade no spectrum

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:09 PM | Comentários (2)

A namorada do Bruno Vaz

Lembro-me de ler num blogue de um facho mais simpático que comenta aqui no spectrum alguém a dizer que a pior coisa que a extrema-direita fez a si própria foi inventar esse personagem automaticamente caricatura de si próprio que é o skinhead violento. Segundo esse gajo qualquer um desses marmanjos faz sozinho pior à extrema direita que 100 antifas bem organizados. Discutivel, mas depois de ler que Mário Machado está a ser julgado por ter serrado o pénis a um gajo e ver como o bruno vaz e os "irmãos" (de certeza consanguíneos) (bruno: quer dizer mongolóides) conseguiram ajudar-nos a desacreditar totalmente a iniciativa homófoba contra o casamento homosexual é bom saber que a extrema direita continua em óptimas mãos.

Publicado por [Party Program] às 03:34 PM | Comentários (7)

Profissões de sonho

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Ser pago para ir para a net gritar filhos da puta!
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(vernáculo e corrupção, de mãos dadas pela nação?)

Publicado por [R-Type] às 03:00 PM | Comentários (1)

Under scores do mundo Uni-vos!!

Qual deles será o under score Bruno?

Publicado por [POKE] às 02:11 PM | Comentários (10)

Presidenciáveis à Esquerda (4)

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Miguel Martins com ideias para o país!.

Publicado por [R-Type] às 12:30 PM | Comentários (2)

"Age como se quisesses que a tua acção fosse lei universal da natureza"

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Publicado por [Bounty Bob] às 12:29 PM | Comentários (10)

ZX +2, 128 K

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O spectrum cresceu!

Publicado por [R-Type] às 12:59 AM | Comentários (3)

A grande festa da diversidade

Cortesia JPP
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Publicado por [R-Type] às 12:38 AM | Comentários (1)

may day! may day!

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Na próxima 5º feira arrancará a preparação do May Day! 2010 em Lisboa. Participei, desde o início, na organização desta iniciativa. Até ao ano passado em que, a meio, me retirei da mesma. Encarei, desde o início, o seu objectivo como sendo fulcral, quer na denúncia da crescente precarização da força de trabalho, quer em algo bastante mais ambicioso: tentar reconstruir aquilo que parece estar debilitado, começando nas ruas aquilo que se deveria alastrar para dentro das empresas. Se o May Day, e os grupos que dali nasceram, conseguiram cumprir a primeira meta, duvido que consigam sequer iniciar a segunda.

Não se trata – ou pelo menos, não será essa a principal causa – de algo motivado por tentativas de manipulação por parte do bloco de esquerda. Em primeiro lugar, porque os militantes do bloco de esquerda, ou dos precários inflexíveis, não são todos os iguais. Em segundo lugar, e faça-se justiça, porque uma boa parte da organização não tinha quaisquer ligações ao bloco.

Trata-se, sim, de algo que é partilhado por bloquistas, anarquistas, comunistas e demais grupos da esquerda (mais ou menos alinhada): a negação de toda a potência inerente a uma assembleia e a um colectivo com dezenas de pessoas. Se tal poderia ter criado algo de novo, que não se limitasse a reproduzir todos os demais tabus que aprendemos nos partidos, nas sedes das associações ou nas casas ocupadas, a verdade é que no May Day essa potencialidade foi reduzida a uma perpetuação do que já existia. Porque se tinha que discutir o layout dos flyers, o preço dos cartazes, ou se se deveria ou não tirar cópias na sede do bloco.

Como a grande maioria dos participantes era (e provavelmente será) do bloco, o May Day, actualmente, mais não é do que uma sua imagem. Com todas as coisas boas – em particular, uma dedicação e militância que raramente observei noutras partes – e com todas as coisas más – a clara existência de uma liderança organizada, ou o recurso excessivo a uma imagem entre o indignado bem humorado e o freaklhóide, imagem essa determinada, na minha opinião, pela ideia de que a precariedade ataca uma geração em especial, mais do que todas as outras.

Em suma, o May Day não o querendo ser, é um partido. Não necessariamente por causa do bloco, mas por estar preso a uma uniformidade. Não obstante tudo o que disse, boas assembleias!

Publicado por [Dallas] às 12:33 AM | Comentários (7)

fevereiro 21, 2010

Uma vaca e um touro

Voltei a lembrar-me porque é que Diácono Remédios é uma personagem tão genial. Ninguém conseguiu agarrar tão bem como o Herman a mente sórdida do beato para quem o amor e o sexo lembram imediatamente zoofilia com animais de grande porte, pedofilia com o cardeal Cerejeira e uma menina de colégio de soquete e tudo, necrofilia e incesto com o cadáver da avó. Este vídeo representa bem o ambiente diaconiano da manif de ontem. Gosto, em especial, da alusão à naturalidade do touro e da vaca como ilustração do casamento heterossexual com o beneplácito de Deus.

Publicado por [Joystick] às 10:28 PM | Comentários (3)

Uma dúvida

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Estou bastante contente com a manif de ontem e com o alargamento do blog mas depois da blog review destes últimos minutos sinto-me obrigado a garantir aos leitores que já jantei com todos os jogos que aqui escrevem e que o Miguel Abrantes não é um deles mas da maneira que isto vai não sei se o posso fazer.

Publicado por [Chuckie Egg] às 08:48 PM | Comentários (1)

Spectrum-Crú esteve lá

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Publicado por [Striker] às 07:12 PM | Comentários (3)

Um blog que nasceu para dar festas

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A Organização da manifestação homofóbica disse que estavam 5.000 pessoas. O número do Party Program - 2.500 - e de alguns jornais é obviamente mais aproximado da realidade, enquanto os números da Rádio Renascença e Público ("mais de 5 mil") e os números do Sol e do DN ("Milhares de pessoas desceram hoje a avenida da Liberdade") são manifestamente exagerados.

Ainda do foro das queixas à cobertura noticiosa, note-se também que nenhum órgão de comunicação social mostrou a parada fascista, as saudações nazis e as ameaças que nos fizeram, mesmo nas barbas da polícia.

É estranho que estando lá tantos jornalistas a fotografar e a filmar tudo e estando hoje em dia a TV, mais do que nunca, tão disponível para transmitir gritaria e violência, não tenha aparecido uma única imagem desses tipos...

Do nosso lado seriamos os tais 50. Nada mau, para uma coisa que nasceu espontaneamente de um post e foi tão informalmente divulgada através do facebook e mensagens de sms, por activistas sem possibilidades de acesso à comunicação social de massas.

O meu balanço é claramente positivo. Apesar de todas estas queixas, hoje não houve nenhuma notícia sobre a manifestação homofóbica que não desse também algum espaço a quem não acha normal a discriminação. Estamos de parabéns.

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Publicado por [Saboteur] às 04:15 PM | Comentários (60)

fevereiro 20, 2010

Todos pela alarvidade

Nunca tinha estado numa situação com uma correlação de forças tão dispar nem tão contente de estar no meio de tanta bófia. Eles (2500) iam passando por nós (100), freiras, miúdos da catequese, gajos a segurar o terço e a biblia qual livrinho vermelho. Todo um cardápio de horrores. Mais atrás uns 20 fachos com bandeiras negras. Tentaram chegar a nós mas o seu próprio serviço de ordem não os deixou sair. Bandeiras portuguesas, bandeiras espanholas, braços estendidos, muita caralhada para lá e para cá, insultos, gritos, berros, urros, a banda de samba do Gaia (que esteve muito bem), serpentinas, etc... foi uma festa. Acordei meio doente e ver tanto católico ofendido e tanto facho a passar-se elevou-me logo o espirito. Algo complicado voltar para casa já que não se sabia detrás de que esquina é que se escondia o perigo.

Os bloguers de esquerda, os grandes teóricos do movimentos, as figuronas que fazem opinião, nem vê-las. Parece que há um medo gigantesco de tudo o que possa ter uma grama de vitalidade ou de espontâneadade, cometo o erro de procurar no 5dias.net o post do NRA sobre a manifestação e de repente toda a boa-disposição e sentido de se ter feito alguma coisa quase que se esvai desfeita na chico-espertice hipópotoma e nos one-liners de cabaré pré 25 abril na linha de cascais.

Aproveito para saudar outros novos spectruns: F-Key, R-Type, Striker.

Publicado por [Party Program] às 05:38 PM | Comentários (12)

Jogo da Malha

As diferenças norte/sul são exemplificadas também por estas coisas: Neste país não há apoios para nada, lá fora, até esta espécie de jogo da malha no gelo é modalidade olímpica.

Publicado por [Saboteur] às 12:20 PM | Comentários (4)

"Fatenah"

Primeira produção palestiniana de um filme de animação - "Fatenah" (27’) - agora disponível integralmente na internet, conta através da luta quotidiana de uma mulher em Gaza as dificuldades às quais os palestinianos estão confrontados aquando da necessidade de aceder a tratamentos médicos fora do Gueto-Gaza. Baseado numa história real.

Part 2/3 http://www.youtube.com/watch?v=OGrm4R52_sE
Part 3/3 http://www.youtube.com/watch?v=pfao7G1UdHo

Publicado por [Shift] às 10:04 AM | Comentários (3)

fevereiro 19, 2010

Dallas Cowboy

Cabe-me a mim honra de apresentar um dos novos escribas do spectrum. O Dallas. Conheço o Dallas há uma catrafada de anos, sendo o membro do spectrum que conheço há mais tempo. Juntos calcorreamos as ruas de Cascais com a punkalhada da altura, juntos cantámos em unissono e dedo em riste os maiores êxitos de X-acto, juntos fizemos jornais e fanzines várias, juntos partilhamos uma lendária viagem de comboio até à Guarda onde se revelaram os mais podres segredos do Apparatchik okupa da altura e onde depois acabou tudo a tripar (o dallas não) com o cão da presidente da camâra. É portanto mais uma contratação de peso para a ala PASAP (partido anarco-situacionista-autónomo português) do spectrum, ainda que com singularidades notáveis. Hoje em dia o dallas deixou o hardcore para trás e é um académico de renome, trocando SMS's com o Negri e planeando um novo ataque ao quartel do carmo.

Publicado por [Party Program] às 11:10 PM | Comentários (5)

Leandro e Leonardo

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Publicado por [Dallas] às 10:51 PM | Comentários (12)

Por amor de Deus...

Vai haver uma animação musical, vamos ter um hino, várias cantigas portuguesas que vão ser cantadas por famílias. Vai ser uma animação muito simples, em que todas as pessoas vão poder participar”, diz Sofia Guedes, da organização.


Publicado por [Striker] às 10:04 PM | Comentários (5)

Golden share, deep throat


Vamos ter que actualizar a barra das ligações. Rui Pedro Soares criou um blog onde vai fazer «revelações». Ainda há muita lama para atirar. Alguém pode trazer as pipocas?

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:03 PM | Comentários (1)

S. Jorge

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:39 PM | Comentários (1)

Alianças históricas

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Publicado por [Bounty Bob] às 03:07 PM | Comentários (3)

São Jorge e o Dragão

É algo desanimador pensar quanta polémica provoca uma simples convocatória. A primeira questão levantada foi a legitimidade de manifestar contra uma manifestação, algo evocatória dos tempos em que a professora dizia que os meninos não podem falar todos ao mesmo tempo e que o direito à palavra implica um dedo no ar e alguma paciência. As questões das legitimidades politicas e do civismo terão já sido discutidas em profundidade no spectrum e em outros locais donde limito-me pontualmente a assinalar o quão pouco relevante, ou sequer interessante, me parece ir por ai.

Depois é discutido se as contra-manifestações não darão maior visibilidade ao que procuram combater, algo que por si só passaria desapercebido. Tal sempre me soou suspeito por duas razões: Parte do principio da estupidez congénita da populaça e que portanto a divulgação de uma opinião será equivalente à sua propagação infinita, tal pode ou não acontecer, mas dependerá mais da pertinência da opinião do que da apresentação da sua conflictualidade com outra. Segundo aposta numa resolução dos conflitos que passe por sublimação do seu potencial de confronto, como se uma latência de tensões fosse necessariamente melhor e tendesse à sua resolução que a sua exposição franca.

Serei o primeiro a conceder pontos de discussão e reflexão às objecções que acabei de tecer, mas acho que num contexto politíco tão soporifero, ainda que animado por lindos blogues, a exposição mediática ou mesmo a presença fisica nesta mobilização específica pode vir a ser o evento politico mais interessante do trimestre, a par com o festão que houve cá em casa onde o Daniel Oliveira, convidado em viva voz, não quis vir.

é também de atentar quanto nestes limbos de esquerda o vir eventualmente a fazer parte do PS é visto como a mais dura acusação possivel e como a confirmação do carácter mesquinho do acusado. Como se não houvesse já velhaquices aterradoras, mesquinhices abjectas e comportamentos insalubres de envergonhar a mais caridosa avó por parte de todos os polulam esse lodo do movimentismo português. Sendo a minha cumplicidade politica com o Saboteur pontual, algo que pouco me preocupa sequer avaliar, o meu respeito enquanto pessoa é largamente superior ao que tenho por muitos que entre bolacha e biscoito falam de revolução e de foder nas barricadas.


Nota: Seguindo o exemplo do melhor blogger de Portugal, Carlos Vidal, vou deixar de ilustrar os meus posts com imagens que se reportem directamente e jornalisticamente ao conteúdo do que escrevo.

Publicado por [Party Program] às 10:58 AM | Comentários (0)

Liberdade, Igualdade, Fraternidade

O Nuno Ramos de Almeida, num post intitulado “todos pela imbecilidade”, faz-me uma intricada provocação, perguntando-me se vou à iniciativa de sábado de máscara de carnaval ou de fato e gravata.

Imagino que a parte da gravata tenha a ver com a estafada alusão à minha iminente transferência para o PS ou para um qualquer cargo que permita dar trabalho a alguns amigos…

Mas é a parte da “máscara” que me leva a escrever este post, até porque o Nuno fala também de “folclore”, convocando um pouco os preconceitos sobre as paradas do Orgulho LGBT.

Em primeiro lugar há que lembrar que a Parada é lá mais para o Verão. Esta é uma iniciativa diferente e independente dessa, muito embora seja natural que os activistas que irão estar amanhã em frente ao S. Jorge, venham também a estar noutras acções.

Em segundo lugar, eu creio que nós amanhã devíamos nos abster de qualquer folclore ou de máscaras de carnaval (até porque o Carnaval já passou) e adoptar uma postura séria de indignação, própria de quem está perante uma manifestação de apelo à intolerância, apoiada pelo PNR.

Eu compreendo os receios de Miguel Vale de Almeida, quando diz que não se devia responder a provocações, mas acho que só ficamos mal na fotografia se respondermos na mesma moeda.

Na minha opinião, a nossa postura não deveria ser provocatória contra os manifestantes integristas. Indignada, sim. Em defesa dos direitos e liberdades conquistadas, também. E até com exigências e reivindicações de que se possa ir mais longe no combate pela igualdade e contra a discriminação… mas nunca descer ao nível deles, nem fazer nada que possa ser usado politicamente por eles, na comunicação social, por exemplo. Como é notório, mau jornalismo é o que há mais por aí. Todo o cuidado é pouco

Publicado por [Saboteur] às 09:36 AM | Comentários (9)

fevereiro 18, 2010

Não lhes damos esse direito

Já muito se tem escrito, sobretudo na blogoesfera, sobre a manifestação católica-nazi e o evento que a contraria.
Os argumentos anti “contra-manifestação” têm sido tão abundantes quanto vazios, excepção feita a Miguel Vale de Almeida. Basicamente tudo se resume - “é um direito que lhes assiste”- pois, mas não é. Só compreendendo que a homofobia, nas suas mais diversas formas atravessa todo o espectro político, é que se entende uma frase destas vinda de alguém de “esquerda”. Porque bastava mudar o mote da manifestação para todo o povo da “esquerda” se pôr de acordo em contrariá-la. Se eles saíssem à rua para proibir o casamento judeu, ou negar o direito à vida de todos os não caucasianos, aí sim, gritariam os bem-pensantes “democratas” em uníssono: ESCÂNDALO.
Pois é, o direito à manifestação acaba quando se ultrapassam os limites das suas exigências e neste caso foram amplamente ultrapassados: não é admissível aceitar impavidamente uma marcha neo-nazi que tem por objectivo destilar ódio contra um grupo de gente. As duas manifestações não são simétricas mas com objectivos diferentes, pois, como diz Vale de Almeida, “ o que está em causa são direitos e o próprio princípio da igualdade”.

Outro argumento contra esta iniciativa é o táctico: muito bem eles são fachos e não têm o direito mas não lhes vamos dar importância nem visibilidade. Erro.
Erro porque a manifestação é organizada pela igreja católica, que se está a mobilizar em peso para trazer gente de todo o país, o que nos faz supor com muita certeza que beatos e fachos virão aos milhares. Visibilidade terão de certeza, resta saber se conseguimos disputar o espaço mediático com a nossa indignação ou não.
Por outro lado, não me parece normal deixar esta gente ocupar o centro-social-simbólico do país com mensagens neo-nazis sem se sentirem minimamente beslicados. A luta, e principalmente a lgbt, tem sido feita na rua. Tem sido tudo lento, demasiado lento, mas o palco da disputa foi sempre a rua, e, por nós, assim continuará a ser.

Publicado por [Paradise Café] às 07:23 PM | Comentários (4)

Ah e tal, a esquerda e a unidade

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:30 PM | Comentários (2)

Tape loading error

É certo que a minha participação neste espaço é muito mais que intermitente. De vez em quando venho aqui deixar umas postas sem grande conteúdo e apenas porque isso me diverte mais a mim do que a quem me lê. Desta vez, porém, venho falar um pouco mais a sério.
Aqui no Spectrum não cantamos todos a uma só voz. Desde sempre. Uns são alinhados partidariamente, outros desalinhados partidária e politicamente. Mas a nossa «origem» tem um tronco comum. E é o que nos vai valendo.
Em relação à tão propalada contra-manifestação de sábado, já manifestei, junto de alguns dos seus promotores a minha discordância. Estou convicto de que isto só servirá para dar maior espaço na comunicação social aos meninos e meninas de «boas famílias», bem como aos fascistas do PNR que os acompanham. Disseram-me que são esperados milhares de manifestantes, vindos de todo o país. Pois que venham. É um direito que lhes assiste. Um direito que, por aqui, todos e todas defendemos. Há, a meu ver, outras formas de combater a coisa. E não é, certamente, esta a melhor.
Sendo certo que a coisa vai em frente, resta-me desejar que tudo corra bem e que cumpram os vossos objectivos. Pela minha parte, mais depressa iria contra-manifestar-me para a Fonte Luminosa!

Publicado por [Bomb Jack] às 11:58 AM | Comentários (6)

Ovelhas negras

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É bastante óbvio que perante o ambiente político que se tem vivido nos últimos meses, só mesmo um especialista em gestão de catástrofes é que pode "salvar o país". Entretanto, estou especialmente contente é com o apoio que o bloco já declarou à candidatura Manuel Alegre que torna tudo muito mais fácil. O timing não é uma táctica, é uma arte. E um partido será sempre um partido.

Publicado por [Chuckie Egg] às 10:56 AM | Comentários (3)

Gays, lésbicas e heteros pela Liberdade e Igualdade. Dar a cara contra o vómito da igreja católica e do PNR

Recebemos aqui no Spectrum esta mensagem:

"Sozinhos somos poucos.
Apelamos à divulgação desta iniciativa que contesta a manifestação homofóbica marcada para sábado com o objectivo de condenar, em plena Avenida da Liberdade, o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Manifestação esta que conta com o apoio da igreja católica e do PNR.

Este é o texto que divulgámos no facebook: façam dele o que quiserem.

No dia 20 decorrerá uma manifestação contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Vamos estar em frente ao São Jorge, a partir das 15h, a estragar esta procissão da "família" e do patriarcado que desce a Avenida para roubar aquela liberdade recentemente conquistada.
Somos toda a gente: pais, mães, do Estrela da Amadora, maridos, amantes, fufas, heteros, avôs e tudo o resto. Por isso estaremos lá contra a discriminação e a homofobia, mas sobretudo pela Liberdade e pela Igualdade.
Juntas-te?

Agradecemos a divulgação e esperamos a vossa participação.

Abraços e beijos (a gosto).
Bichas pela Liberdade"

Eu vou lá estar, e muitos camaradas de blogue também. Deixo-vos com esta grande malha, numa versão super speedada das Spice Girls, onde "a família" tem um tratamento muito mais digno que aquele que a igreja católica e o PNR lhe dão:

Publicado por [Renegade] às 12:15 AM | Comentários (7)

Tod@s pela liberdade

Com o aproximar da data da manifestação ultra-católica contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o General Garcia Leandro agita as águas e volta a dar gás à carta aberta dos militares homofóbicos… aquela a que a Associação 25 de Abril respondeu muito bem.

Aproveitando as modas, o general disse à TSF que esta intervenção dos militares de Abril é comparável à Revolução dos Cravos, por considerar que está em causa «a liberdade de expressão dos portugueses»


Garcia Leandro também está preocupado com a falta de liberdade de expressão


Por falar em liberdade de expressão: há uns tempos, uma parte da blogosfera, mobilizou-se em torno de uma manifestação que era formalmente contra o Governo mas que era, na prática, do meu ponto de vista, uma coisa políticamente pouco recomendável...

Agora, através de um post do Renegade, o Spectrum deu origem a uma acção de resposta à manifestação homofóbica de dia 20.

Paradoxalmente, esta, apesar de ser na prática uma acção de luta contra as forças mais reaccionárias da sociedade portuguesa, pode-se dizer que é também uma acção de defesa de uma Lei aprovada pela dita esquerda parlamentar, onde se encontra o PS... É caso para perguntar (provocatóriamente): E agora, 5 dias?


Publicado por [Saboteur] às 12:04 AM | Comentários (7)

fevereiro 17, 2010

No Spectrum entra gente, no 5 dias sai.

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Por aqui, recebemos a F Key, a quem aproveito para dar as boas-vindas.

Já no 5 dias, depois do Miguel Serras Pereira no dia de ontem, hoje foi a vez do João Branco e do Zé Neves se porem a andar.


Adenda (18.02.2010): Ainda ontem, Ricardo Noronha juntou-se aos dissidentes.

Publicado por [Bounty Bob] às 03:07 PM | Comentários (2)

"Ou há moralidade ou comem todos"

A realizadora e deputada socialista Inês de Medeiros, também já visada pelo "caso Face Oculta" [para quem não saiba, o Correio da Manha - não, não me esqueci do acento - noticiou que ela recebeu da PT um apoio para um festival de cinema no valor de 50 mil euros e que depois «estreou-se na política». O título da notícia era “PT financia campanha do PS”], Inês de Medeiros, dizia, disse há pouco na TSF que, na audição parlamentar de hoje, sobre a liberdade de expressão, vai colocar um requerimento para que se debata não só os casos que têm vindo nos últimos dias nos jornais mas também assuntos mais globais como a propriedade dos meios de comunicação social, o poder e a autonomia das comissões de redacção, a precariedade dos jornalistas (cito de cor porque o site da TSF está em baixo :P) e também casos como o da notícia da última campanha eleitoral sobre as escutas ao Presidente da República.

Uma provocação, é certo, mas uma provocação que me parece bastante saudável, dado o presente estado da arte.

José Manuel Fernandes, grande mártir da liberdade de expressão em Portugal e o primeiro personagem a ser ouvido pela Assembleia da República, já reagiu hoje na TSF, indignado, claro, a dizer que o PS queria era fugir do debate para «discutir o sexo dos anjos».


José Manuel Fernandes e Mário Crespo, são dois dos profissionais da comunicação social que têm sido vítimas da falta de liberdade de expressão em Portugal. Remetidos há vários meses para a blogosfera, onde escrevem sobre pseudónimo, são obrigados a viver de donativos. Saiem agora finalmente à luz do dia para visitar o palácio de S. Bento, e testemunhar o que sabem.

Publicado por [Saboteur] às 10:08 AM | Comentários (3)

fevereiro 16, 2010

Boys and Girls, Does Size Matter?

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Publicado por [F Key] às 09:03 PM | Comentários (5)

Descubra as diferenças

Para além do barco, a primeira é um anúncio que usa uma fotografia que alguém sacou da net (via Arrastão) sem pedir autorização a ninguém, a segunda é uma fotografia abrangida por uma licença Creative Commons. Esconder uma notícia é mau jornalismo. Usar o trabalho de outra pessoa sem autorização é crime.

Publicado por [Rex] às 12:00 AM | Comentários (6)

fevereiro 15, 2010

no país onde os homens são só até ao joelho/e o joelho que bom está tão barato

Todos os dias sou atacada pela nostalgia daqueles tempos em que o sol brilhava, ainda dava para ir à praia e a esquerda à esquerda do PS atingia um pouco mais de 20%. Foram fugazes estes meses, de uma esquerda só até ao joelho, sem vontade nem esforço para ser pelo menos até à ilharga, enquanto que os outros sempre o foram até ao pescoço, mesmo que não significassem mais que uma falangeta de mindinho.

Sinto saudades desses tempos em que o Alberto João Jardim podia incitar ao "governo de salvação nacional" do PSD, CDS, BE e PCP e que toda a gente risse, «no riso admirável de quem sabe e gosta/ter lavados e muitos dentes brancos à mostra», mas não neste esgar tímido de quem acha ridículo mas não tem três exemplos parlamentares recentes para demonstrar a ridicularidade de ter estes G4 na salvação nacional.

Tenho saudades desses tempos em que as lutas eram criteriosamente escolhidas, não sujeitas ao jogo da bipolaridade mas, ainda assim, criteriosas porque, convenhamos, assim como assim ainda não é indiferente para mim ter o Sócrates ou o Rangel ou Passos Coelho, não tanto pelo Sócrates ou pelo Rangel ou Passos Coelho mas porque este desequilíbrio de poder com maioria de esquerda e golden shares são já só uma miragem do passado.

Publicado por [Joystick] às 06:50 PM | Comentários (1)

Habemus Papam para Kiss-in

As bichas pela liberdade que se equipem bem dia 20 contra os integristas católicos,
pois o que se passou em Paris dia 14 pode ser um presságio de uma batalha Habemus Papam (i.e. temos um papa em latim).


Publicado por [Shift] às 06:19 PM | Comentários (2)

fevereiro 14, 2010

Escutas integrais

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:15 PM | Comentários (4)

fevereiro 13, 2010

Publicado por [Saboteur] às 11:13 PM | Comentários (1)

Os hipócritas!

Já tive algumas vezes oportunidade de dizer, por estes e outros lados, que ecologistas e Cohn-Bendit’s não me “inspiram” grande “inspiração”.
No entanto, verdade seja dita, as papas que Cohn-Bendit não tem na língua às vezes são prazenteiras! Entre outras, as suas tiradas sobre as drogas “leves” fazem parte da memória colectiva dos jovens de esquerda no que diz respeito às melhores e pertinentes provocações políticas no espectro francês. Quando o confrontam com o facto que todos aqueles que consomem heroína passaram pelo consumo de marijuana, ele responde facilmente que todos aqueles que consomem marijuana passaram pelo consumo de leite. Este é um exemplo de uma tirada culto por aqui!
Em baixo, fica a sua última intervenção contra a Comissão Barroso no Parlamento Europeu, a “Aliança dos Hipócritas” segundo ele. Ninguém é poupado.


Dany Cohn-Bendit-Investiture de la Commission Barroso II
envoyé par EurodeputesEE. - L'actualité du moment en vidéo.

Publicado por [Shift] às 12:17 PM | Comentários (0)

A situação política portuguesa lembra-me canções sobre patos a nadar na água

Publicado por [Manic Miner] às 11:18 AM | Comentários (4)

fevereiro 12, 2010

"Carta Aberta de Militares de Abril aos órgãos de soberania a propósito do chamado 'Casamento' entre pessoas do mesmo sexo"

Cara(o) associada(o)

Tomámos conhecimento de que circula um abaixo-assinado com o título "Carta Aberta de Militares de Abril aos órgãos de soberania a propósito do chamado 'Casamento' entre pessoas do mesmo sexo".

Como sempre assumimos, não nos consideramos como representantes exclusivos dos militares de Abril.
Ainda que sejam sócios da A25A cerca de 90 por cento dos militares de Abril, há outros militares que têm legitimidade para usar esse título.

Só nos espantamos é com o facto de alguns dos envolvidos nesta iniciativa virem, agora, assumir-se como militares de Abril. Se o assunto não fosse sério, seria caso para afirmar "bem-vindos ao barco...!"

Admitindo que algum sócio da A25A decida subsrever o abaixo-assinado - somos homens de Liberdade, cada um é livre de assumir as posições que entenda assumir - e porque já fomos contactados para esclarecer a nossa posição, ao mesmo tempo que alertamos para o facto de irem surgir falsas notícias sobre o assunto - como exemplo, o jornal Correio da Manhã afirmar que Vítor Alves também assina a carta em questão, o que é absoluta e totalmente falso - informamos que a Associação 25 de Abril é totalmente alheia a todo este processo.
Cordiais saudações e um abraço amigo

O Presidente da Direcção
Vasco Correia Lourenço

Publicado por [Saboteur] às 07:14 AM | Comentários (1)

fevereiro 11, 2010

Quem? Eu?! Nem pensar!

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Preferia morrer do que treinar Israel. Passei a vida a ouvir dizer que Israel mata as nossas crianças e as nossas mulheres, que bombardeia as nossas cidades e aldeias. Aliás, esta foi a primeira vez que ouvi dizer que os israelitas jogam futebol.

Publicado por [Bounty Bob] às 04:43 PM | Comentários (3)

A manif dos brancos

Tenho feito um esforço para não me lembrar que os camaradas do 5 dias dão o seu bom nome à manifestação “pela liberdade”, contra a “asfixia democrática” e de consagração de senhores da comunicação social dominante como José Eduardo Moniz (e esposa), António José Saraiva e outros, como grandes defensores da liberdade de expressão…

Erros toda a gente comete e discordâncias estratégicas são coisas comuns. Não é preciso estar sempre a atirar à cara dos nossos companheiros que aqui e ali estiveram menos bem…

No entanto, a quantidade de posts que vai hoje por lá de apelo à manif e, sobretudo, o tom guerreiro contra aqueles que a criticam, é demasiado evidente para deixar passar em claro.

Veremos as cenas dos próximos episódios… cheira-me que todo este processo ainda vai servir de case-study para muitos debates políticos nos próximos anos e dar origem a muitos arrependimentos, mesmo que envergonhados.


Estas serão as imagens que se poderão ver esta tarde. Quanto a mim contribuem mais para o branqueamento do fascismo do que para uma efectiva mudança à esquerda nas políticas que conduzem o país...


Publicado por [Saboteur] às 02:48 PM | Comentários (2)

Tenho estado fora do blog mas muito atento no facebook

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Publicado por [Chuckie Egg] às 01:18 PM | Comentários (3)

fevereiro 10, 2010

Zero em originalidade

Publicado por [Rick Dangerous] às 01:44 PM | Comentários (2)

Quinta ha´ Manif

Passei pelo 31 da Armada e vejo que o pessoal que assina com 3 nomes esta´ entusiasmado com a luta.

"Quinta há manif" e´ como são assinados os posts agora...

"Deus queira que não chova", acrescentou a Moura Guedes.


Os organizadores apelam a que todos venham vestidos de branco

Publicado por [Saboteur] às 12:35 PM | Comentários (9)

Para outros... Filosofar é resistir!

RECENSÃO do LIVRO : Véronique Bergen, Résistances Philosophiques, Paris, PUF, 2009. No site La vie des Idées: http://www.laviedesidees.fr/Philosopher-c-est-resister.html

Publicado por [Shift] às 10:44 AM | Comentários (0)

fevereiro 09, 2010

Filósofos de couscous !

Vi-me ontem metida num verdadeiro enredo cinematográfico típico de um filme francês dos anos 80. O discurso narrativo baseou-se por um lado na nostalgia espaço-temporal do glamour parisiense dos magníficos e seculares anfiteatros da Sorbonne e, por outro, nas práticas boémias de jovens insubmissos à ordem escolar dominante da República Francesa.
Encontramo-nos a três nos “bons amis” para comer um couscous. Restaurante aqui do bairro, conhecido tanto pela boa relação qualidade – preço do cardápio como pela possibilidade de acompanhar o couscous com um vinho argelino.
A dinâmica da conversa entre os três esperou a chegada tardiva do couscous para extravasar as trivialidades da vida. Foi na troca de informações sobre a formação política de cada um que se deu o primeiro pontapé de discórdia. Enquanto que uma cresceu politicamente nos grupos situacionistas próximos de Debord, o outro abriu a sua curiosidade e sensibilidade política na educação nacional francesa. Quanto a mim, auto proclamei-me observadora estrangeira.
Enquanto que a situacionista atacava os professores que a castraram durante todo o seu percurso escolar, o laico afirmava que a descoberta de autores como Rousseau e Marx se fez através de determinados professores que o souberam estimular intelectualmente. Lembrou-se por exemplo do seu primeiro ano de faculdade onde fizera parte da organização de uma greve de estudantes para protestar contra a Guerra do Golfo (e nao e!) (1990-91)). Num dos anfiteatros da Sorbonne o professor de teorias políticas, conhecido pela sua eloquência, foi obrigado a mudar o programa da aula sob a pressão dos estudantes. E foi assim, que este professor conseguiu explicar através de poli-silogismos e das teorias de Hegel e Marx que a guerra afinal era justificada. Ainda que frustrados pelas conclusões, os estudantes foram marcados pela demonstração brilhante dos mecanismos da lógica discursiva.
Passou-se a seguir à questão do judaísmo. Por coincidência ou não os meus dois companheiros têm um lado da família asquenazi e um outro sefradita. Embora tanto um como o outro não se identifiquem como judeus, a história encarregou-se de os remeter a essa categoria, nomeadamente na época coeva com a ascensão do fascismo e do sionismo. Este é um ponto sobre o qual estavam os dois de acordo.
O laico começou-se a questionar sobre esta identificação ou falta dela quando, nesta mesma escola republicana, os professores ao leccionarem Marx ou Durkheim sublinhavam antes de tudo a sua origem judia. Jà quando se tratava de autores de cultura católica ou protestante esta vertente era simplesmente ignorada. Tentei refutar, mas sem sucesso, dizendo que acabara de ler uma biografia de Auguste Comte cuja primeira caracteristica avançada era o facto de ser um autor educado numa família extremamente católica. Ora aí está, o adjectivo extremamente faz toda a diferença! Talvez por isso a sua obsessão pela cientificidade pura e dura da sociologia – a rainha de todas as ciências!

Na mesa do lado, três jovens bonitos, hirsutos estilizados, também eles saídos de certeza da calçada da Sorbonne, falavam sobre Pessoa e da intranquilidade. Rapidamente mudaram a conversa para Kant.
Na nossa mesa, do judaísmo passou-se a Walter Benjamin. A situacionista tentara convencer o laico a ler alguns textos políticos deste autor. O laico, embora conhecedor e apreciador da escola de Franquefurte, recusou-se a ler Benjamin lançando apenas como argumento que o estilo prosaico deste autor não o convence e que para além disso não aprende nada de novo. A situacionista, não aceitando esta recusa cega e pretensiosa tentou desenvolver o que de Benjamin tinha apreendido. Para tal discorre sobre os exemplos metafóricos que o autor utiliza, relacionados com o seu materialismo histórico. O laico diz que esses exemplos místicos "Benjaminianos" enervam qualquer ser: ou se é materialista histórico ou místico. Eu dou a minha achega, dizendo que Bachelard com a sua fase diurna e nocturna, conseguiu conciliar o espírito cientifico e a metafisica poética, um e outro momento promovem-se mutuamente. O laico recusa-se a entrar numa lógica de troca de argumentos construtiva, não deixando a situacionaista desenvolver a sua contemplação actual pelas teorias "Benjaminianas".
A discussão na mesa do lado começa a estar acesa, agora sobre a percepção da obra de arte, enquanto que na nossa mesa deixou-se o conteúdo de lado para se falar na forma do debate. O laico dá o exemplo de um conflito argumentativo entre um crente e um descrente, sobre a existência ou não de Deus com o objectivo de justificar a sua postura argumentativa. Sem mãos na coisa, já estávamos ali numa lógica conflitual de género. A forma de argumentar do macho é desconstrutiva e a da fêmea construtiva. Quando a fêmea não se deixa instruir passivamente, o macho torna-se agressivo e inapto à troca de informações.
A discórdia instalou-se nas duas mesas, os ânimos estavam exaltados, o patrão do restaurante faz-nos impaciente um gesto que mostrava que era hora do adeus. A situacionista leva-nos a casa de carro. Uma hora depois, ainda com o laico, recebemos um sms da situacionista que dizia: “Não nos compreendemos, nada a fazer. Entretanto é a revolução que mais uma vez é adiada”. O laico responde: “Esse teu Benjamin, não será um pouco judeu?”.
Ao patrão do restaurante deixaria um comentário no livro de reclamações: meter uma placa na entrada a dizer “Proibido filosofar sem método nem conteúdo.”

Publicado por [Shift] às 11:16 PM | Comentários (3)

Só isto para me motivar ir à net logo pela manhã

Infelizmente tenho andado bastante afastado da net e da blogosfera. Assim, quando ontem escrevi um post sobre o dramático apelo de Alberto João Jardim sobre o necessário «compromisso histórico em Portugal, para derrubar o Governo», não sabia ainda que esse apelo já tinha dado os seus frutos.

Hoje de manhã ouvi na TSF que a blogosfera, «da esquerda à direita», lançou o movimento "Todos pela Liberdade" e convocou uma manifestação para a próxima quinta-feira, em frente ao Parlamento, para pedir explicações a José Sócrates.

Segundo a TSF os organizadores apelam a que os manifestantes vão vestidos de branco.

Publicado por [Saboteur] às 09:51 AM | Comentários (8)

fevereiro 08, 2010

Boas práticas

À distancia, como visitante ocasional, tenho a impressão que Câmara de Peniche - CDU - tem feito um bom trabalho.

Hoje recebi um mail que me deixou novamente bem impressionado: O Presidente da Câmara pede a opinião sobre o Plano Estratégico Cilclável de Peniche.

Participação e Ciclovias!

Talvez fosse uma boa ideia o PCP enviar os seus autarcas a Peniche a uma visita de formação... ao Ruben de Carvalho era capaz de fazer bastante falta.

Publicado por [Saboteur] às 11:03 PM | Comentários (4)

Lendo os jornas do fim-de-semana

Já atrasado, li hoje esta notícia de Sábado, em que Jardim realça «que foi aberto um precedente e "ninguém pode provar que não possa haver um compromisso histórico em Portugal, à semelhança do que aconteceu em Itália, para enfrentar a situação nacional».

Fiquei ainda mais convencido que tenho razão no meu último post e que foi uma grande argolada o PCP e sobretudo o BE terem aprovado a Lei da Finanças Regionais proposta pela direita.

Quem ainda vai lucrar no meio de tudo isto é Cavaco, que poderá vetar a Lei em nome da estabilidade orçamental.

Lucra Cavaco, perde Alegre e a esquerda.

Publicado por [Saboteur] às 10:35 PM | Comentários (4)

fevereiro 06, 2010

Incredible India

indian riot.jpg

Publicado por [Rick Dangerous] às 07:21 PM | Comentários (3)

Para descontrair da daily life!

Publicado por [Shift] às 06:35 PM | Comentários (2)

fevereiro 04, 2010

Isto não está a correr bem...

Que ninguém se deixe enganar: A obsessão pelo deficit, introduzida por alturas da fase final do Governo de Guterrres, é a maior patranha que tem sido impingida aos portugueses nos últimos tempos. Agora, isso não quer dizer que se possa alinhar no forrobodó que é governação da Madeira.

Pelo contrário, creio eu: A esquerda só terá plena credibilidade para exigir o aumento da despesa e dos investimentos públicos, o aumento do deficit e da inflação, o agravamento de impostos sobre os ricos e o capital, se ao mesmo tempo tiver uma atitude irrepreensível no que diz respeito à boa gestão dos dinheiros públicos, combatendo e denunciando sempre o desperdício, o despesismo, a corrupção.

Parece-me que hoje o dia não correu muito bem para a nossa batalha contra a obsessão pelo deficit e o equilíbrio das contas públicas.

Na TV e na rádio o debate faz-se entre os que dizem que a alteração da Lei das finanças regionais vai agravar o deficit e portanto os problemas dos portugueses e da economia, e os que dizem que o Governo dramatiza, porque não se agrava assim tanto e que são muito piores os prejuízos da TAP, da CP e da RTP…

Parece que ninguém diz nada de esquerda… provavelmente, por culpa da comunicação social, claro... mas quando toda a oposição vota favoravelmente uma Lei do CDS, PCP e BE já sabem que vão ter sempre de pedalar muito para que os seus pontos de vista se destaquem depois no meio da confusão.


Publicado por [Saboteur] às 11:11 PM | Comentários (14)

fevereiro 03, 2010

"Coitadinho do Crocodilo..."

A minha caixa de mail está cheia com o famoso artigo do Mário Crespo que irá sair também no primeiro livro do jornalista a ser publicado em breve. Os convites do facebook para me tornar fã sucedem-se. Os blogs de esquerda denunciam e recebo ainda mais mails com copy/paste de posts sobre o assunto da censura ao Crespo.

Acho que estes meus amigos e amigas de esquerda estão tão entusiasmadas com a luta em torno desta questão, no fundo, mesmo que inconscientemente, pela mesma razão que Carlos Vidal expõe de forma tão transparente no seu post: Mais porque gostam das pauladas que ele costuma dar ao Sócrates do que por qualquer razão de valores, liberdade de expressão e coisas assim... O mesmo se passou com a Manuela Moura Guedes, embora com menor intensidade entre o "nosso pessoal" - notei - talvez por ela já ter sido deputada do CDS-PP e tudo.

No fundo trata-se da tese "Se és inimigo do meu inimigo, meu amigo és", que leva a que, dramáticamente, ainda hoje em dia, tantos camaradas tenham um fraquinho pela China, Coreia do Norte e até pelo Irão.

Publicado por [Saboteur] às 08:55 AM | Comentários (9)

fevereiro 02, 2010

O Festival da Canção nunca mais será o mesmo

Morreu Rosa Lobato Faria

Publicado por [Paradise Café] às 06:43 PM | Comentários (4)

fevereiro 01, 2010

A partir de certa idade


"A partir de uma certa idade, as pessoas preferem defender aquilo em que acreditavam, quando eram mais jovens e talvez um pouco tontas, do que construir argumentos que suportem as suas novas convicções, inevitavelmente mais profundas. É compreensível. Apesar da maior parte de nós ser, à partida, capaz de abdicar de uma velha opinião, se esta se revelar débil no confronto com outra melhor, poucos são os que permitem que um extenso e relevante capítulo da sua própria biografia acabe lançado à fogueira, ainda que pela imparável força da experiência que o contraria ou através da sensatez de uma explicação mais completa e abrangente sobre as coisas que movem o mundo. A partir de certa idade, as pessoas não defendem convicções abstractas mas aquilo que concretamente são."
Rulote

Publicado por [Rick Dangerous] às 08:26 PM | Comentários (1)