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dezembro 31, 2009

Mensagem de ano novo

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«Em um estado sombrio nós nos encontramos... um pouco mais de conhecimento iluminar nosso caminho pode.»

Publicado por [Saboteur] às 12:00 PM | Comentários (8)

Imperdível para todos os que querem compreender a problemática do Pacífico Sul

Um texto publicado em 1987 no Behoerdenwegweiser:

Die Primärproduktion, sowie die Abgabe kleiner Mengen von Primärerzeugnissen an Endverbraucher oder lokale Einzelhandelsunternehmen bedürfen keiner Zulassung.
Für die Abgabe kleiner Mengen von Fleisch von Geflügel und Hasentieren durch den Erzeuger sowie für die Abgabe kleiner Mengen von Wild oder Wildfleisch durch den Jäger an Endverbraucher und lokale Einzelhandelsunternehmen ist ebenso keine Zulassung nötig.
Betriebe, die Lebensmittel tierischen Ursprungs am Ort des Verkaufs oder der Abgabe an den End-verbraucher handhaben, be- oder verarbeiten und lagern (Einzelhandel) und dabei nicht mehr als ein Drittel ihrer Produkte tierischen Ursprungs an andere lokale Einzelhandelsunternehmen abgeben, benötigen keine Zulassung. Zu Einzelhandelsunternehmen gehören auch Gaststätten und Restaurants. Filialen und Markstände sind in diesem Zusammenhang als eigenständige Einzelhandelsunternehmen zu sehen.Selbstschlachtende Metzgereien und selbstschlachtende Direktvermarkter benötigen jedoch in je-dem Falle eine Zulassung für den Schlachtbereich. Die neuen Regelungen ermöglichen eine flexible Handhabung und eröffnen ausreichend Ermessensspielraum, so dass die Zulassung für die betroffenen Betriebe keine unüberwindbare Hürde darstellt.

Publicado por [Rex] às 12:02 AM | Comentários (3)

dezembro 30, 2009

As posturas previsíveis!

De Korda guardei na memória esta fotografia:

Reparem na postura feminista de Jean-Paul Sartre, na postura revolucionária de Simone de Beauvoir e na postura intelectual de Che Guevara. Quão imprevisível seria esta ordem de linguagem corporal?

Publicado por [Shift] às 04:14 PM | Comentários (6)

Posta de pescada

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Apanhando a espuma do debate em curso no 5 dias, gostava de dizer uma ou outra coisa. Nunca fui militante do PCP mas enquanto votei (a última vez foi na eleição autárquica intercalar em Lisboa, em 2007) fi-lo sempre nesse partido. Por esse motivo, no círculo de pessoas com quem me dava e que conheciam o meu voto, era frequentemente confrontado com críticas à minha escolha pelo facto de apoiar uma organização e um programa cuja tradição estão manchados pelos horrores do estalinismo. Em minha defesa, chamava à colação o contexto histórico do século XX, a necessidade de salvar as conquistas da revolução e de a aprofundar, enfim, argumentos que, de certa forma, acabam por desembocar na velha dicotomia meios e fins. Tinha tendência na altura, como ainda hoje, provavelmente, a achar que os fins justificam os meios e que circunstâncias históricas concretas e temporalmente restritas podem até exigir medidas contraditórias com os fins prosseguidos. Note-se que com esta afirmação não pretendo justificar ou branquear o que aconteceu na USSR, em especial em termos de hegemonia estatal, participação política e liberdade de expressão, mas ela permite-me, creio, trazer a discussão para um outro plano. Haverá forma de destruir o capitalismo e construir o comunismo sem passar por um período em que os direitos, liberdades e garantias individuais e colectivos terão de ser limitados, em que a violência terá de constituir parte fundamental da acção política? Julgo que não. Foi com violência que o capitalismo se impôs e é com violência que se mantém e desenvolve. Acho, por isso, que só com violência ele poderá ser derrubado e só através dela se poderá construir o mundo novo. Que a experiência soviética não é solução todos estamos de acordo. Mas, do lado da barricada anti-capitalista, a recusa liminar e completa do valor e contributo dessa experiência, uma das mais importantes experiências revolucionárias e emancipatórias que marcam a história do homem não obstante todos os vícios e corrupções que encerrou, parece-me corresponder a um sentimento de superioridade moral de quem assume essa posição e que só é possível a quem não tem e nunca teve as mãos na massa. E disso não gosto.

Publicado por [Bounty Bob] às 01:58 PM | Comentários (19)

dezembro 29, 2009

É preciso fazer coisas

Há uns dias, um amigo de longa data, iniciou pela enésima vez a sua conversa preferida em relação a toda a população de esquerda que não pertença a um partido político: é preciso fazer coisas porque isso é melhor do que não fazer nada. Entendendo-se "coisas" como actividades políticas organizadas e militantes e "nada" como a não filiação num partido político.

Questão prévia: eu não odeio partidos e acalento a secreta e ridícula esperança de um dia voltar a militar num partido comunista digno desse nome. Eu apenas odeio o BE e o PCP - não sei se por esta ordem ou por ordem alfabética - (e os outros, votados ao mais profundo desprezo, não estão sequer num patamar que justifique a sua referência aqui).

Pensa esse amigo que tomadas de posição políticas sem actuação partidária são intrinsecamente cobardes. Corresponderia, assim, o exercício de uma liberdade intelectual a uma falta de coragem material e, neste enquadramento, a solidariedade institucional e o centralismo democrático, que subjazem às cambalhotas argumentativas que estão por detrás de uma defesa pública de posições políticas contrárias às opiniões pessoais de cada um, como um mal menor para fazer "coisas". Para além disso dar estas cambalhotas é divertido, é uma espécie do jogo do lobisomem em ambiente real. No limite é qualquer coisa como um grupo de debate: interessa a retórica da liberdade mais do que a liberdade ela mesma.

De facto, eu não tenho feito "coisas". Há bastante tempo que faço coisas diferentes dessas "coisas". Tenho alguma nostalgia das "coisas", mas nenhuma de cambalhotas argumentativas. Tolero ouvi-las depois de dois copos de vinho e, mesmo assim, caem-me na fraqueza.

Publicado por [Joystick] às 04:29 PM | Comentários (3)

A crise da demarcação.



Richard Prince, Spiritual America.

Criei no facebook a página de fans do Carlos Vidal do 5dias.

Publicado por [Party Program] às 12:59 AM | Comentários (9)

dezembro 28, 2009

Nas areias brancas de Gaza : Anarquistas contra o muro

Publicado por [Shift] às 12:41 PM | Comentários (1)

dezembro 26, 2009

Filme de Natal

Fui ver "Ágora". Excelente filme para esta época, uma vez que se trata de uma reconstituição histórica (com um romance à mistura que não provoca estragos nenhuns) sobre a intolerância religiosa dos cristãos, que logo em 300 e picos, pouco depois de terem começado a ganhar hegemonia (nomeadamente com a conversão do imperador), desatam a perseguir judeus e pagãos, matando e destruindo locais de culto, não poupando sequer a biblioteca da Alexandria...

Por outro lado, o contexto histórico do fim do império romano e a intriga política, juntam-se ao tema da intolerância tornando a narrativa extraordinariamente interessante e sobretudo actual.

Publicado por [Saboteur] às 10:34 AM | Comentários (4)

dezembro 25, 2009

Diabos Vermelhos

Publicado por [Chuckie Egg] às 11:59 AM | Comentários (3)

Lido nos jornais...

Uma notícia n' A Folha - Jornal de ultura Canábica - mais parece ser um texto a gozar com o pessoal que fuma ganzas e luta pela legalização. Como o tema é do interesse geral, cá fica:

Título: Jack erer foi hospitalizado mas já recupera de ataque cardíaco.

Notícia: O nosso imperador favorito sofreu um ataque cardíaco após mais um discurso inflamado. Decorria o evento Hempstalk 2009, em Portland, Oregon, e após falar do futuro do cânhamo para uma multidão, Jack Herer sofre um ataque devido a privação de oxigénio

Duarante alguns dias circularam os rumores da morte do activista de 70 anos, mas apesar a informação ser escassa, tal foi desmentido e sabemos que Jack encontra-se estável, já teve alta, mas não voltou a falar nem consegue movimentar-se. Por esta altura já terá iniciado fisiotrapia.

Para fazer face às despesas médicas, activistas de Portland, Oregon, abriram uma conta para Jack no U.S. Bank. Quem se quiser solidarizar poderá também encaminhar um e-mail a Jack através da sua esposa: jeanniherer@yahoo.com

Publicado por [Spectrum] às 09:14 AM | Comentários (2)

dezembro 24, 2009

A pedido de várias famílias...

Em época natalícia, atendemos a discos pedidos dos nossos leitores.
Em resposta a pedido do Anónimo no post abaixo (aliás, parabéns ao maior postador
de comentários do ano) segue o também simpático cartão de Natal recebido por nós.


Send your own ElfYourself eCards

Publicado por [Spectrum] às 12:17 AM | Comentários (4)

dezembro 23, 2009

O Postal de Natal mais simpático que recebemos

Send your own ElfYourself eCards

Publicado por [Spectrum] às 04:23 PM | Comentários (3)

Este ano estou mãos largas e vou oferecer uma prenda a moi-même

Mate.JPG

Onde é que arranjo, em Lisboa, uma coisa destas?

Publicado por [Chuckie Egg] às 12:51 PM | Comentários (11)

Um homem à frente do seu tempo

Acabei de receber este mail:

«Para todos, Clientes e Colaboradores, os meus melhores votos de Festas Felizes e um excelente ano 2100.»

Publicado por [Saboteur] às 09:56 AM | Comentários (1)

dezembro 22, 2009

Jesus!

Natal.JPG
Não sei se já repararam nestas bandeirinhas penduradas nas janelas e nas varandas. Surgiram este ano e entraram logo na moda. É uma imagem do menino Jesus num fundo vermelho. Bem bonito, sim senhor. Segundo percebi, é uma resposta dos cristãos a um Natal demasiado pagão. Queixam-se eles de que já não se comemora o nascimento do menino, nem se lembra convenientemente a Maria, o José, o burrinho e a vaquinha.

Ora, em primeiro lugar, a bandeirinha da moda só tem o pequeno Jesus. Não há cá nem Maria nem José, muito menos o burrinho e a vaquinha. Mantém-se um one man show, mas agora em vez de um pai temos um filho. Depois, tanta coisa com o menino, quando se sabe - é um facto histórico consensualmente aceite - que o Jesuzinho não nasceu no dia 25 de Dezembro, data que, marcando o solstício de inverno, era, desde muito antes do menino nascer, assinalada por festividades populares, pagãs, que a Igreja, numa tentativa de impor o seu domínio, tentou cristianizar ao fixar o dia do nascimento do Jesus por essa altura. É, pois, bem irónico, no mínimo, que os cristãos venham agora queixar-se da paganização do Natal, quando foram eles quem começou com a contrafacção. Por fim, um último apontamento, que é mais uma interrogação. Se o Pai Natal é vermelho por causa da Coca-Cola, será que o vermelho da bandeira do menino se deve ao facto de o Jesus ter crescido e ser agora treinador do Benfica?

Publicado por [Bounty Bob] às 12:41 PM | Comentários (15)

dezembro 21, 2009

Árdua e útil é a pequena tarefa de cada dia / Que secreta e tenaz tece / a rede do partido

Alunos criticam estacionamento excessivo no IST

Publicado por [Saboteur] às 12:22 PM | Comentários (12)

dezembro 20, 2009

...à espera de uma resposta

A carta que aqui deixo (em baixo) foi escrita por José vieira à Sociedade Portuguesa de Autores (SPA). Ela mostra, para além do significado do que é um arquivo público e privado, como é que Portugal deixa impune os carrascos de quase meio século de castração cultural. Esta carta ainda não obteve resposta da parte da SPA.


Paris, 5 novembre 2009
Monsieur le Président,

Pour réaliser « Le printemps de l’exil »(1), un film sur les jeunes déserteurs et insoumis portugais dans le mouvement de mai 68, j’avais besoin d’extraits de films qui soient révélateurs de la propagande déployée par le régime de Salazar dans les années 50-60 notamment sur la question coloniale.

Après des recherches dans les archives au Portugal, j’ai choisi huit extraits de films dont deux étaient signés Antonio Lopes Ribeiro. Pour ces deux extraits (et quelques images signées d’un certain João Mendes), on fit savoir à la production qu’il fallait demander l’autorisation aux ayants droit via la SPA (Sociedade Portuguesa d’Autores) qui se chargerait de les contacter et d’établir les contrats.

J’ai alors trouvé parfaitement anormal que les droits de ces « œuvres » fascistes ne soient pas dans le domaine public et que nous ayons à demander à des ayants droit l’autorisation d’utiliser des images qui ont milité pour l’asservissement de tout un peuple. Je l’ai signalé verbalement à mes interlocuteurs qui se sont réfugiés dans une attitude de neutralité. Pour eux, ma protestation était inutile puisqu’elle se heurtait à la loi et au droit.

Il a toujours été hors de question pour moi qu’une production paye des droits d’auteur à des ayants droit sur des films de propagande fasciste qu’ils soient portugais, français, italiens, espagnols,… J’ai alors imaginé que les ayants droit, honteux d’être les dépositaires de telles « œuvres » donneraient leur autorisation et que cette grave anomalie (qu’ils soient les ayants droit de tels films ou que de tels films puissent avoir des ayants droit) les gênait plutôt qu’autre chose. Je faisais erreur sur toute la ligne. Non seulement ils ont pris du temps pour répondre, mais la SPA nous annonce, le plus naturellement du monde, que les héritiers  demandent 233 euros la minute pour accorder leur autorisation sur les images dont ils n’ont donc pas honte d’être les dépositaires.

Antonio Lopes Ribeiro a fait des films à la gloire d’un régime qui a assassiné, torturé, emprisonné. Ici en France, on appelle ça un « collabo ». Les films « Salazar e a Nação » et « 30 anos com Salazar » sont des films de propagande d’un pouvoir totalitaire. Les films d’un régime qui, en 1961, condamnait à 7 ans de prison deux étudiants qui avaient porté un toast à la liberté, ce qui poussa l’avocat britannique HYPERLINK "http://www.amnesty.fr/index.php?/amnesty/qui_sommes_nous/amnesty_international/portraits/peter_benenson"Peter Benenson à créer Amnesty International.

Les ayants droit devraient avoir honte de demander des droits d’auteurs sur de tels films et honte d’être les ayants droit d’hommes qui ont mis leur savoir faire au service d’une dictature. La SPA devrait avoir honte de défendre les droits sur des films fascistes. Dans ce cas précis, le slogan de la SPA qui dit que « La défense du droit d’auteur est la garantie de la défense du patrimoine et des valeurs culturelles » prend une résonance dangereuse.

Visiblement au Portugal c’est légal de demander des droits d’auteur sur des films qui font l’apologie d’un homme qui a mis les drapeaux en berne pour la mort d’Hitler, qui a soutenu Franco et copié Mussolini. C’est peut-être légal mais pas moral. Politiquement c’est un désastre. Que vaut une telle légalité ? La SPA s’est-elle seulement interrogée sur cette pratique ? Votre société a l’air de gérer ces droits d’auteur comme si de rien n’était, comme si l’histoire n’existait pas, comme si des hommes et des femmes n’avaient pas été brisés dans leur vie.

On sent dans cette affaire qu’il manque au Portugal une étape historique : celle d’avoir jugé ceux qui ont écrasé le peuple portugais pendant 48 ans et les collaborateurs du régime dont Antonio Lopes Ribeiro était. J’imagine qu’il n’a jamais été inquiété tout comme ces anciens ministres qui ont participé à un gouvernement d’une dictature et qui, aujourd’hui, paradent à la télévision, écrivent des livres de souvenirs sur « le temps béni du salazarisme » et coulent des jours paisibles.

Monsieur le Président, par ce courrier, je voulais simplement vous signaler ce qui m’apparaît comme une terrible anomalie qui en dit long sur l’histoire du pays où nous sommes nés, d’où mon père est parti pour fuir l’oppression et à la recherche d’une vie meilleure.


José Vieira
Auteur – Réalisateur


(1) « Le printemps de l’exil est un portrait croisé de cinq hommes exilés à Paris, qui ont participé activement au mouvement de mai 68 qu’ils ont vécu comme un moment crucial dans la lutte contre la dictature de Salazar et contre la guerre coloniale en Afrique. Cinq itinéraires individuels de résistants qui se sont connus à Paris et qui, à travers le récit de leur implication dans les événements de mai 68, racontent le destin collectif d’un pays occupé pendant 48 ans par le fascisme. Dans les archives de la PIDE, la toute-puissante police politique portugaise, nous retrouvons les noms et les dossiers de nos six hommes : Luis Cilia, José Mario Branco, Vasco de Castro, Fernando Pereira Marques et Helder Costa. Dans les archives françaises, nous retrouvons les traces de leur combat, tracts et journaux, disques et pièces de théâtre, dessins et écrits. Ils sont tous revenus à Lisbonne après la chute de la dictature. Ils sont chanteur et compositeur, dessinateur et peintre, metteur en scène et professeur. Leurs oeuvres témoignent du combat qu’ils ont mené pour la liberté. » (présentation extraite du dossier du film)

Publicado por [Shift] às 10:59 PM | Comentários (6)

Golda Meir no seu melhor!

Em 1958, a então ministra dos Negócios Estrangeiros israelita, Golda Meir, exprime a possibilidade de proceder-se uma selecção de imigrantes polacos em israel. Afastar-se-iam neste sentido os candidatos deficientes e/ou doentes.
Aqui fica o artigo em Inglês (Haaretz) que disserta sobre a revelação desta informação considerada como "top secret" :
http://www.haaretz.com/hasen/spages/1133751.html

Publicado por [Shift] às 04:17 PM | Comentários (0)

dezembro 19, 2009

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO - ANULAÇÃO DA 2ª FASE

Como tenho falado do OP, é necessário que divulgue este notícia relevante:

A segunda fase do processo foi anulada.

Já me tinham chegado várias queixas (e aqui ao blog também) de que haviam propostas que não tinham sido postas à votação e outras que foram postas à votação com nuances que não estavam na cabeça dos proponentes... Aparentemente havia uma série de propostas que foram postas à votação que eram uma versão castrada e tecnocrática das propostas dos municipes.

Aconselhei sempre as pessoas a enviarem mails a protestar e a questionar a câmara dos porquês para tal acontecer. Talvez isso tenha contribuido para esta anulação e para o adiamento do processo de votação. Ainda bem.

Publicado por [Saboteur] às 06:39 PM | Comentários (1)

Alegre soma apoios para Belém

Segundo o Correio da Manhã, que vai buscar as declarações à TVI, creio eu, o BE está disponível para apoiar uma eventual candidatura de Manuel Alegre às Presidenciais.

Não tenho grande simpatia pelo Alegre e preferiria 100 vezes mais uma/um candidata/o mais moderna/o, mais arejada/o, que não andasse sempre a falar da pátria, do passado, do Camões e da caça... Enfim: mais de esquerda! Se andasse de bicicleta era preferível ;)... mas no entanto, pelo que se vê, não há candidatos assim, pelo menos com algumas hipóteses de derrotar o Cavaco Silva.

Numa eleição para Presidente da República, tal como para Presidente da Câmara, o Presidente eleito é aquele que tem mais votos. Pouco me serve que o Louçã ou o Rosas (ou o Agostinho Lopes) se candidatem à Presidencia da República para terem 10% de votos. É preciso derrotar Cavaco e a direita.

Publicado por [Saboteur] às 01:43 PM | Comentários (20)

dezembro 17, 2009

Apesar da repressão, os camaradas da FAGTL continuam activos


A já reconhecida FAGTL (Frente pela Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa e Vale do Tejo) tem levado a cabo nos últimos dias uma série de acções de sensibilização pela capital. Contando já com o apoio de alguns milhares de habitantes da Área Metropolitana de Lisboa, a FAGTL pretende que o "esperado" terramoto ocorra o mais rápido possível. "Precisamos de fazer reset neste sítio" afirma, em tom de brincadeira, João Silva, engenheiro informático e um dos grandes impulsionadores da Frente, "Já que o terramoto tem que acontecer, que aconteça já para que possamos começar realmente do zero. Estamos fartos de tapar o sol com a peneira e não é com mais merda que se disfarça a merda feita desde à séculos. Por cima dos destroços florescerão árvores de fruto capazes de alimentar milhares de sobreviventes." O encontro da FAGTL desta manhã, no Terreiro do Paço, levou a violentos confrontos com a Polícia uma vez que membros do grupo pretendem começar já com a destruição da arte pública lisboeta mesmo antes do terramoto se fazer sentir: "Poupamos trabalho à Mãe Natureza" ouviu-se entre os cânticos de chamamento a esta catástrofe natural.
Segundo João Silva: "Os treze pequenos sismos ocorridos na semana passada comprovam sobretudo a eficácia de algumas das medidas que temos vindo a tomar nos últimos meses e que passam sobretudo por persistentes saltos colectivos a determinadas horas combinadas. De facto, a simples acção de saltos simultâneos de centenas de pessoas é suficiente para reajustar as placas tectónicas."
Para a semana estão agendados saltos para as seis da madrugada de terça e quinta feira bem como acções de sensibilização pela baixa lisboeta que incluem a destruição de "rotundas e praças decoradas de forma considerada obsoleta".

Frente para a Antecipação do Grande Terramoto de Lisboa

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:15 PM | Comentários (10)

Lisboa acaba de tremer mais uma vez

Malta, isto é absolutamente irrelevante, mas, nem de propósito, esta era a música que estava a ouvir ainda agora quando as seis paredes da minha sala quadrada começaram a abanar como gelatina. Nunca me tinha acontecido. Os cinco segundos que a coisa durou deram para perceber a irrelevância de tudo o que me ocupava a cabeça no momento. Infelizmente só durou cinco segundos.

Publicado por [Renegade] às 01:50 AM | Comentários (16)

dezembro 16, 2009

Orçamento Paricipativo de Lisboa. Até Domingo

O Orçamento Participativo de Lisboa está agora na fase de votação até Domingo dia 20.

Aqui há uns dias queixei-me de que esta iniciativa da CML, que está agora na 2ª edição, não evoluiu nada desde a primeira. Não é bem divulgada, não existe esforço de aprofundamento de debate com os proponentes, não se estão a prestar convenientemente contas do que aconteceu na última edição, etc…

O meu receio é que este instrumento extraordinário de democracia participativa, acabe por se estragar por estar a ser mal usado.

No entanto, apesar de tudo isto, e dos erros evidentes na própria recessão das propostas (Limpeza de Graffitis/Cartazes nos Bairros Históricos, 150 mil euros, por 18 meses??) não deixa de ser quase emocionante para mim, que estive nestes últimos 3 anos e meio a trabalhar sobre políticas municipais, ver tantas propostas, tão acertadas, tão bem pensadas, tão criativas...

Como este ano cada pessoa só tem direito a um voto (porquê?), vou votar nesta proposta, que compila cerca de 20 propostas no âmbito da mobilidade pedonal. Alargamento de passeios, etc

Também gostava de poder votar no alargamento dos passeios da Rua do Arsenal, uma das mais interessantes ruas de Lisboa, com aquelas estranhas mercearias que vendem todos os tipos de bacalhaus, retirando lugares de estacionamento e encurtando faixas de rodagem.


Rua do Arsenal, 1873

Se me dessem mais votos ou se houvesse um debate mais aprofundado sobre o assunto, equacionaria ainda votar na criação de mais Zonas 30, neste percurso histórico-turistico, e ainda nesta interessante proposta que realmente convoca uma outra questão que é: Porque é que são permitidos automóveis particulares a circular naquela zona da cidade?


Ver mapa maior

Publicado por [Saboteur] às 02:30 PM | Comentários (14)

dezembro 15, 2009

Coisinhas boas (mas então o Bloco não mandou ninguém a Copenhaga para acompanhar os jornalistas portugueses?)

Publicado por [Rick Dangerous] às 11:27 PM | Comentários (10)

dezembro 14, 2009

experiments in architecture

A questão de que se a agressão a Berlusconi será benéfica ou não à direita em Itália é em si uma pergunta interesseira, além de ignorante. Interesseira porque pressupõe a existência de um esforço anti-berlusconi cuja expressão só terá sucesso através de uma luta organizada e obviamente centralizada naqueles, ou nos afins, que põe esta questão. Creio que não há história recente mais triste de falhanço atrás de falhanço do que a da esquerda institucional Italiana. Interesseira também porque contêm em si o argumento de que a luta politica é feita de pequenos e subtis passos em direcção a uma meta abstracta e distante, e que qualquer desvio espontâneo desse caminhar cambaleante e trôpego siginifica uma vitória para o Inimigo. Ignorante porque afirma enquanto válida uma interpretação politica da situação Italiana enquanto simples dicotomia direita-esquerda em que a força de Berlusconi advirá de um projecto politico e moral de direita e a da esquerda de um contra projecto que o combata. Ora a situação politica italiana é intraduzível em parâmetros semelhantes ou no parco politiquês português. Há um lodo infidável de partidos, alianças, situações obscuras, cisões ideológicas, separações geográficas, questões antigas e segredos inconfessáveis que tornam a anterior simplificação irrisória.

A questão aqui não é a da agressão a um politico, a um chefe de estado, a um adversário. A questão é pessoalizada, ontem não foi agredido o presidente do concelho, foi agredido Silvio Berlusconi. Que Silvio tinha partido o septo nasal e uns dentes é um facto divertido mas pouco mais. Em si, enquanto acto fisico, significa muito pouco politicamente. O interessante é que no mesmo dia tenham surgido milhares de grupos em toda a internet a regozijar-se com o facto, metade deles no facebook, meio algo avesso à radicalidade politica demonizada pela esquerda moralmente sã. Interessante é que toda a imprensa anti-berlusconi se tenha apressado em produzir comunicados a censurar a agressão, o que só prova o quão secretas queriam que fossem as gargalhadas que meia Itália deu ontem à noite. Interessante é que se gere rapidamente esta consciência de que há tanta gente disposta a celebrar jovialmente a agressão a silvio e que a veja enquanto justa e tardia.

Quem viu de perto a Scuola Diaz ou os últimos dez anos em Itália não pode deixar de sorrir, e quem se choca tem a sua quota parte de culpa da criação desse absoluto desastre que é a esquerda institucional italiana e portanto na criação dessa anomalia que é Silvio Berlusconi.

Publicado por [Party Program] às 12:45 PM | Comentários (13)

dezembro 13, 2009

Cá se fazem cá se pagam filho da puta

Não sendo partidário da violência senão dentro de contextos muito especificos, entres os quais não entra uma mera oposição ideológica ou algum tipo de expedição punitiva, não consigo deixar de ficar contente com o ar assustado do Silvio.



Génova 2001

Milão 2009

Publicado por [Party Program] às 07:04 PM | Comentários (13)

dezembro 12, 2009

Proposta para o fim-de-semana

Acho que só está a até Domingo o espectáculo de Manuel João Vieira no S. Luiz.

Apesar de ter havido muitas falhas ao nível do som, Manuel João Vieira, mostrou uma vez mais porque é considerado por muitos um dos mais importantes (e incompreendidos) artistas portugueses vivos.

O espectáculo visita as várias personagens criadas por Vieira, mas com muitas e muitas coisas inéditas, pelo que não é propriamente um "best of"... Pelo meio há várias performances - umas melhores que outras, como tudo na vida - que mandam o espectáculo para umas épicas 3 horas de duração.

A ver.

Publicado por [Saboteur] às 01:59 PM | Comentários (0)

dezembro 11, 2009

A senhora que é da linha de Cascais

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:10 PM | Comentários (6)

Mil desalojos, nenhuma ocupação

cartaz2.JPG

CONCENTRAÇÃO CONTRA O DESPEJO DO CENTRO DE CULTURA LIBERTÁRIA

DIA 11 DE DEZEMBRO – SEXTA-FEIRA – 18 HORAS
Largo Alfredo Diniz (à saída dos barcos) – Cacilhas / Almada

Publicado por [Chuckie Egg] às 12:06 PM | Comentários (8)

dezembro 10, 2009

Tarda nada dizem-me que esta foto também é trabalho de photoshop...

Obama-Wan_Kenobi.jpg

Publicado por [Saboteur] às 01:19 PM | Comentários (5)

dezembro 09, 2009

E que tal este pirete?

iran.jpg

Há uns tempos atrás, discutiu-se numa caixa de comentários de um post aqui do Spectrum qual a melhor forma de fazer piretes.

Do Irão, chega-nos agora registo de um concurso de piretes organizado pela televisão pública iraniana, num programa chamado "Irão no coração". A concorrente da imagem não agradou particularmente ao júri, constituído, neste dia especial, pelo Presidente Mahmoud Ahmadinejad e dois dos seus seguranças. Repare-se na expressão de Ahmadinejad, como quem diz "Não é bem assim... Tenta desta maneira..."

Publicado por [Bounty Bob] às 05:24 PM | Comentários (10)

dezembro 08, 2009

O Sector da Emigração do Spectrum anuncia:

image-les-émigrés.jpg

Publicado por [Shift] às 08:47 PM | Comentários (3)

dezembro 07, 2009

Recomeçar indefinidamente esta comédia grotesca


"A Mokhtar não desagradou esta expulsão brutal, que lhe conferia um estatuto de dissidente político e de mártir da liberdade de expressão, capaz de suscitar o interesse, para além dos mares, dos intelectuais dos ricos países democráticos. Estes bravos pensadores, adeptos de um humanismo sem fronteiras, tinham a faculdade de tornar célebre a pessoa mais insignificante do planeta, desde que esta tivesse sofrido alguns vexames ou alguns meses de prisão por parte de um governo qualificado, para a circunstância, de ditadura sangrenta. Esta ideia divertia-o como uma enorme brincadeira.
Por um momento, entreteve-se com a perspectiva de um exílio dourado em terra estrangeira, solicitado e adulado por todas as cabeças pensantes do hemisfério ocidental. Tratava-se, e ele tinha consciência disso, de uma apoteose longínqua, e mesmo improvável, pela simples razão de que o género de dissidência de que era o genial inventor nada tinha em comum com uma oposição a qualquer governo.
A Mokhtar todos os governos eram completamente indiferentes, fossem eles eleitos ou impostos pela força das armas, pois todos provinham do mesmo molde e eram compostos pelos mesmos malfeitores. Era, pois, estúpido querer derrubar um governo, para depois ficar diante de outro pior do que o anterior. E na obrigação de recomeçar indefinidamente esta comédia grotesca. Para Mokhtar, a única maneira de combater um regime político só podia conceber-se no humor e no escárnio, longe de toda a disciplina e das fadigas que qualquer revolução geralmente implica. Na verdade, tratava-se de conseguir uma distracção fora das normas e não uma prova debilitante para a saúde. O seu combate contra a ignomínia reinante não tornava necessário um grupo armado nem mesmo uma sigla que referisse a sua existência. Era um combate solitário, não uma congregação de massas ululantes, mas uma operação prazenteira de salvação da humanidade, sem lhe pedir a opinião e sem esperar uma autorização vinda do céu."

Albert Cossery, Uma época de filhos de cães

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:26 PM | Comentários (4)

E em Atenas a luta continua...

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O dispositivo policial que ontem foi colocado nas ruas era o dobro dos manifestantes - uma proporção de seis mil agentes para três mil jovens.

Publicado por [Bounty Bob] às 04:23 PM | Comentários (6)

dezembro 06, 2009

Bruxelas...

Muito oiço eu falar destas viagens a Bruxelas…

Será que os editores do Spectrum são as únicas pessoas de esquerda que nunca receberam um convitezinho? Há por aí mais?


«a simpatia, abertura e descontração com que nos receberam não espanta quem os conhece mas convém, desde já, ser referida»

Publicado por [Saboteur] às 04:25 PM | Comentários (12)

dezembro 05, 2009

Um único homem


"É o primeiro estudo sobre pornografia a fracassar. Um grupo de cientistas que investigava os efeitos da pornografia falhou pela primeira vez porque não encontrou um único homem que nunca tivesse visto um filme pornográfico na vida. De acordo com a reportagem do The Gazzete, os investigadores queriam comparar homens com idades próximas dos 20 anos que nunca tivessem sido expostos a pornografia, mas a tarefa revelou-se impossível.
"Não existem rapazes que nunca tenham visto pornografia", concluiu Simon Louis Lajeunesse, da universidade de Montreal.
O relatório analisou homens que vêem pornografia regularmente e conclui que, na maioria das vezes, o material é encontrado na internet. De acordo com o estudo, a maioria dos rapazes começa a ver pornografia aos 10 anos."

Eles são mesmo todos iguais

Publicado por [Rick Dangerous] às 10:05 PM | Comentários (3)

La Toallita De La Caca

Já que o Spectrum é cada vez mais um blog ecologista e que aposta por alternativas funcionais aos consumos poluentes que destróiem o nosso planeta lembrei-me de aqui introduzir um pequeno upgrade que fiz à minha vida há uns quantos anos.

Nas okupas de Barcelona podemos encontrar revolucionários insurreccionais, femmes fatales ensaiando a plenitude orgásmica a edificar nas próximas barricadas e um sem número de outros entusiasmos revolucionários. Menos certo é que se encontre papel higiénico. Avessos ao consumo os okupas costumam rouba-lo de casas de banho públicos mas nem sempre tal é concretizado, nem sempre há uma mochila, nem sempre a própria casa de banho está assim equipada. Assim sendo um grupo mais pragmático e cuidadoso com os seus momentos de introspecção sanitários decidiu passar a usar uma toalhinha que levaria sempre consigo.

A toalhinha da caca.

Prática, portátil e leve, a toalhinha da caca, em castelhano, la toallita de la caca, cabe em qualquer lado, mas convém levar um saquinho de plástico à medida para não manchar. Unipessoal e lavável. Na altura de proceder à limpeza retira-se a toalhinha do saco de plástico, molha-se em água e passa-se gentilmente pelo local a limpar. Em geral se for uma toalha nova e limpa é muito agradável ao tacto, muito mais do que o papel higiénico de uma só folha pelo menos. Cada face da toalhita dá para 10-12 limpadelas, mas cada uma delas é em geral mais eficaz que uma limpadela normal.

Bem dobradinha cabe no bolso ou numa mochila sem problemas. Há pessoal que personalizou a sua toalhinha da caca com patches mas torna-a menos suave.

Os mais ousados podem mesmo usar um naperon

E é assim, espero que dentro de pouco sejamos cada vez mais a salvar o planeta e a cuidar melhor dos nossos rabos.

Publicado por [Party Program] às 07:32 PM | Comentários (10)

Solidariedade com Movimento Verde Eufémia

« actual governo, responsável por uma política favorável aos OGM, reagiu com agressividade, numa tentativa de isolar os activistas do MVE através de uma estratégia de criminalização. Esta estratégia chegou ao ponto de rotular a acção como um acto terrorista (Europol EU Terrorism Situation and Trend Report 2008). Algumas pessoas que foram relacionadas com o caso pela polícia, correm agora o risco de ser acusadas. Em geral, tornou-se mais difícil agir contra os OGM em Portugal. Os indivíduos ou organizações que o fazem, correm um grande risco de ficar sob suspeita e vigilância das autoridades.»

Assinem e divulguem a petição. O julgamento aproxima-se e até lá é necessário avisar toda a gente.

Publicado por [Saboteur] às 05:39 PM | Comentários (7)

O rejubilo de um Presidente de Junta

Estacionamento da Av. Infante Santo.jpg

O blog do Passeio Livre dá nota que o Presidente da Junta da Lapa enviou para os seus fregueses um mail a gloriar-se por ter conseguido junto da câmara municipal de Lisboa, a legalização de mais 6 lugares de estacionamento em cima do passeio.

Os meus tios que vivem e trabalham na Infante Santo e que têm um agregado familiar de 2 pessoas - 2 carros (antes de o meu primo - que trabalha na Infante Santo com os pais- sair de casa era 3 pessoas - 3 carros), os meus tios, dizia, ficaram um pouco divididos...

Por um lado, acham que há falta de lugares de estacionamento na rua deles (e têm uma secreta dor de cotovelo dos meus outros tios, que vivem na Av. da República (agregado familiar de 5 pessoas - 5 carros), terem 2 lugares de garagem no prédio e tudo), por outro lado entristece-os que a Av. Infante Santo, esteja cada vez mais transformada numa via-rápida agressiva, rodeada de parques de estacionamento por todos os lados.


Av. Infante Santo , ainda com o aqueduto

Publicado por [Saboteur] às 04:17 PM | Comentários (9)

dezembro 03, 2009

The boys are back in town

O Indymedia Portugal voltou.

A sua primeira encarnação foi, e digo isto com o maior respeito a quem nele tanto trabalhou e assumindo uma quota parte de culpa, um projecto falhado. A primeira questão e quiçá a principal é que fazer um indymedia em Portugal é algo semelhante ao que seria editar diariamente "A Bola" se só houvesse campeonato da terceira divisão: por quanto a realidade social e politica aqui confinada geograficamente merecesse todo o tipo de análise radical o Indymedia sempre se especializou em ferramente organizativa e não teórica. E na altura simplesmente não havia uma realidade "activista" suficientemente diversificada e dinâmica para proporcionar um fluxo de informação e discussão interessante ou sequer tângivel. Por outro lado Portugal tinha, e tem ainda, um mundo activista excessivamente protagonizado pelos partidos, que eram justamente excluidos do site e que pouco interesse teriam nele também. O Indymedia rapidamente descambou para uma pálida miragem daquilo que poderia ser, as noticias eram algo insipidas e por vezes repetições genéricas do que se podia ler nos outros sitios e a própria organização do site propiciava que se tornasse mais um forúm do que uma "agência de noticias alternativa".

Os activistas de Tactical Media têm sempre uma pinta uma beca nerd

E que fórum. O fórum do indymedia era um bocado os pregões do blitz do mundinho anarquista, um pouco como as caixas de comentários do spectrum mas com as paranóias e patologias especificamente anarquistas e não de extrema esquerda que mais aqui aparecem. Cliché atrás de cliché, argumentação de jardim escola (que aliás continua nos comentários do primeiro post do indymedia novo), personagens insanos e espatafúrdios e uma dose enorme de desperdicio de energia. Tinha ainda as opções estéticas mais infelizes da história mundial do movimento operário, o site era todo em tons de azul cueca, uma subjectividade cromática que nunca motivou ninguém para nada e uma tonalidade boa para pijamas de criança, não para rebeldes selvagens com um mundo novo nos corações e molotovs e bandeiras negras nas mãos, ansiosos por destruir para depois construir, e que equiparam o orgasmo sexual da orgia desenfreada com o orgasmo politico da destruição do sistema. Não. Azul Cueca não é cor de anarquistas.

O indymedia era azul cueca.

Tudo isto paralelamente ao fim da idade de ouro dos tactival media e do movimento anti-globalização, era comparar o Indymedia Português ao de Barcelona ou de Itália e perceber que a solução era emigrar ou especializar-se profissionalmente e tirar um doutoramento ou aprender um oficio. Seria discutivel a posição de que a existência de um espaço de discussão faria com que essa discussão surgisse, mas pelo menos a esta distância não foi isso que aconteceu.

Agora é em tons de amarelo torrado e negro como o Molotov que arde nos nossos corações e como as bandeiras rasgadas pelo vento que hasteamos nas barricadas

De alguma maneira as coisas mudaram entretanto. Há um minimo burburinho que vai do Gaia à Unipop e passa pelos anarquistas, pela Rádio Leonor e por mais uns quantos cantos que pode encontrar no Indymedia um espaço de encontro e de comunicação. Ainda que por agora seja ainda um burburinho e que seja extremamente discutivel o pouco que se pode ouvir não deixa de ser interessante. Mas o futuro do Indymedia não passa só pela qualidade das prestações e dos intervenientes mas acima de tudo pela capacidade que o Indymedia terá de se ajustar ao que ele necessita de ser.

Quando o primeiro Indymedia em Seattle apareceu a ideia de uma agência de noticias em que eram os interessados a fazer as noticias era algo revolucionário, passados dez anos e depois da web 2.0 o propósito original ficou totalmente obsoleto. Qualquer pessoa faz um blog ou um video no youtube ou diz aos X amigos no Facebook ou no twitter o que lhe for na cabeça e não precisa do Indymedia para nada. Para que faça algum sentido o Indymedia não pode ser uma agência de noticias que meramente repita comunicados pobres dos diversos colectivos mas uma plataforma onde se possa discutir de um modo mais orgânico e nada ortodoxo as tácticas de superação do presente.

Força Companheiro Favaios!

Publicado por [Party Program] às 07:09 AM | Comentários (48)

dezembro 02, 2009

Acordo EPAL - MEKOROT

A EPAL, uma empresa de capitais públicos, tem um acordo económico com a MEKOROT?

Para além de absolutamente imoral, espero que no dia (que oxalá, não esteja longe) em que estas empresas tenham de pagar chorudas indemnizações ao povo dos territórios ocupados, possamos enviar os gestores públicos da EPAL e o ministro da tutela para a palestina, abrir poços de água com uma pá, como forma de pedir publicamente desculpa por pactuarmos indirectamente com o genocídio.

Publicado por [Saboteur] às 03:22 PM | Comentários (1)

BDS

Debate bastante esclarecedor sobre a estratégia e necessidade de « Boycott, Divestment and Sanctions” (BDS) contra Israel. O debate começa nos 32:15 m’ do video que segue...


Publicado por [Shift] às 11:02 AM | Comentários (3)

Estes sociólogos para quê?


"Ainda hoje noto que Portugal tem uma maneira de fazer política mais crispada que muitos países da Europa. O primeiro-ministro, o chefe da oposição, os partidos da oposição falam uns com os outros no Parlamento aos gritos, evocando problemas de honra, evocando a mentira, a coragem, a vigarice. Nos debates parlamentares de Madrid, de Paris, dos Estados Unidos, ou até de Itália vemos que as pessoas são capazes de falar racionalmente, com bons modos e educação, sem que lhes falte energia ou têmpera. Mas nunca com esta crispação portuguesa, que se vem mantendo ao longo dos últimos 20 ou 30 anos."
António Barreto, entrevista ao I

Publicado por [Rick Dangerous] às 02:57 AM | Comentários (3)

Pura maldade


"Tem o nome de "Gamebox Duo" e é uma promoção do Sporting para casais de sócios que queiram ter descontos na aquisição de lugares anuais no Estádio de Alvalade. Casais, sim. Mas apenas heterossexuais: embora não peçam documentos que comprovem a relação entre os sócios que queiram comprar o produto, os serviços comerciais do Sporting vedam o acesso a esta campanha a casais homossexuais, sejam eles gays ou lésbicas.
"É ilegal. Não pode haver uma promoção que se destine apenas a casais heterossexuais", diz o advogado José Miguel Júdice. "É absolutamente inaceitável. Pura maldade. Não há legislação que dê aval a uma discriminação dessas", reforça o deputado e activista do movimento LGBT Miguel Vale de Almeida.
A descrição do produto no site oficial do Sporting não deixa dúvidas: o conceito de casal associado à "Gamebox Duo" contempla apenas "dois sócios do sexo oposto" e a "obrigatoriedade de serem Homem e Mulher". Situação que motivou mesmo a apresentação de uma queixa formal por parte de um sócio do Sporting, Rahul Kumar, no dia 12 de Outubro. "Não sou homossexual, mas o conceito de gamebox só para heterossexuais fez--me confusão. Decidi ir à secretaria e dizer que queria comprar uma para mim e para um companheiro: não me deixaram", conta ao i. Uma situação que a direcção da ILGA considera "claramente inconstitucional". E o presidente da Opus Gay, António Serzedelo, vai mais longe: "Não percebo como é que em pleno século XXI, um grande clube como o Sporting, que terá seguramente sócios homossexuais, pode fazer uma discriminação insultuosa como esta". [...]
No mundo jurídico, nem tudo o que parece é e os constitucionalistas ouvidos pelo i são unânimes em considerar que só a fundamentação do Sporting relativamente à campanha permitirá avaliar se há ou não discriminação. Sportinguista convicto, que ainda anteontem à noite sofreu com o empate em Alvalade, Rui Medeiros considera que a dúvida levantada "não tem uma resposta evidente". Desde logo porque no caso de entidades privadas entram em confronto dois direitos: o da igualdade e não discriminação e o da autonomia individual. "A distinção torna-se ainda menos clara nas situações intermédias, quando há privados com níveis diferentes de poder ou que exercem um interesse público", explica.
Vital Moreira, constitucionalista e eurodeputado socialista, concorda que a resposta "não é óbvia". Embora admitindo que deve pesar o facto de o Sporting ter um estatuto de utilidade pública, "continua a ser uma entidade de direito privado". Considera ainda que neste caso não há uma efectiva discriminação da orientação sexual, mas do sexo. Em último caso, um heterossexual sem companheira fica igualmente impedido de aceder à campanha."

Notícia do jornal I

Publicado por [Rick Dangerous] às 01:41 AM | Comentários (7)

dezembro 01, 2009

30 Anos de Mau Futebol

João Pombeiro esteve uns tempos fechado na hemeroteca, presumo que tenha sido esse o método, e reuniu em livro o que de melhor há no futebol, à excepção das minis e dos tremoços: as grandes frases dos seus protagonistas. Aqui ficam algumas.

Tive uma conversa com o jogador e com o homem e este último disse-me que podia contar com o primeiro.
Álvaro Magalhães, treinador do G. D. Chaves, 1998.

Podemos dizer que o ovo está no cu da galinha, mas enquanto não estiver cá fora não há ovo.
Toni, em 1991, quando o Benfica, estava a dois jogos de se sagrar campeão.


Ao apitar um desafio, não penso na História de Portugal, nem nas estatísticas do Ministério da Justiça, ou sequer no melting pot que nos serviu de tumultuoso berço. Sempre que sou convocado para arbitrar, estou ali, eu próprio, a fazer história desportiva.
Jorge Coroado, 1991

e a melhor

Acredito em tudo. Só não acredito que seja possível meter um guarda-chuva no rabo e depois abri-lo.
Raul Águas

O livro está ilustrado pela mão do nosso camarada Pedro Viera que, como sabemos, mora aqui ao lado.

Publicado por [Paradise Café] às 09:41 PM | Comentários (0)

Colonialismo monumental : Apelo à destruição do património!

Para quem não lê em francês passar ao segundo parágrafo.
« Mais, Seigneur, comme l’écrivait saint Jérôme dans une épître, celui qui écrit se suscite à lui-même un grand nombre de juges, car là où il y a beaucoup d’hommes, il y a également des manières différentes aussi bien d’entendre que de sentir. Il en est certains qui s’imaginent que c’est par envie ou mauvais vouloir que l’on rapport les mauvaises actions, et lorsque ce qui est dit de la noblesse et de la gloire des bonnes actions va quelque peu au-delà de ce qu’ils y découvrent eux-mêmes, ils le taxent facilement de mensonge… ». Extracto da carta que Gomes Eanes de Zurara envia a D. Afonso V (1453) aquando do envio de um recito de viagem à costa ocidental africana.. Este livro é um dos relatórios mais importantes que documenta a « chegada » dos portugueses a este lugar. O autor, Zurara, neste recito de viagem canta por um lado a glória das conquistas, e chora, por outro lado, com compaixão o destino dos autoctones. Ele continua assim: « …Et près de ce village, ils virent une troupe de Maures qui montraient qu’ils étaient disposés au combat. Et à cette vue, les Chrétiens furent remplis de joie. Ils firent donc aussitôt sonner les trompettes et ils marchèrent de très bon cœur sur les ennemis. Mais les Maures, abandonnés par leur premier courage, commencèrent à fuir et ils se jetèrent à la nage pour atteindre l’autre côté d’un bras de mer qui fait de cette terre une île et ou étaient déjà passés leurs femmes et leurs enfants avec tous leurs pauvres avoirs. Mais ils ne purent fuir si vite que les nôtres n’en tuassent huit et n’en capturassent quatre…» (A única versão a que tive acesso : « Chronique de Guinée (1453) », Editions Chandeigne, 1994:173).

Seria dificil criar ordem no interior de um sistema nacional, ou outro, sem manipular a memória e ocultar momentos da história. A orquestração engendra-se frequentemente no grupo daqueles que pertencem à esfera dominante. Consequentemente, os frutos podres que são colhidos visam essencialmente os dominados, os ditos inimigos, as minorias, os oprimidos, ou seja, o Outro! Nada de novo nesta dinâmica de ordem que acabo de anunciar, a não ser que para se fabricar a ordem é necessário que haja nuances de desordem... que haja um Outro. No entanto, a desordem pode transformar-se bastante virulenta, quando ela transforma radicalmente as estruturas basilares nas quais a sociedade encosta-se para ficar equilibrada. O ideal, neste hipotético cenário, seria que as sociedades desmultiplicassem todos os seus esforços na reconstrução de novos pilares.
Sobre este tema, evoquemos a desordem que o fim dos antigos sistemas coloniais em Africa provocaram nas estruturas basilares de países como França e Portugal. Este é o primeiro passo para sairmos frustados em relação às permissas enumeradas em cima. Isto porque... embora tenha havido uma aparente desordem pela perda do “Império” em todos os níveis societais, este acontecimento não originou uma ruptura radical nas maneiras de pensar o Outro, no modo de funcionamento doutrinal e liturgico da sociedade, como por exemplo no Cisma de 1054 dentro da Igreja catolica.

Utilizemos o exemplo dos monumentos:
Após a revolução de Abril os portugueses não tiveram nenhum pejo em mudar o nome da ponte 25 de Abril, outrora ponte Salazar. Ainda bem, uma vez que da mesma maneira que recusaria de viver numa rua chamada Rua António Oliveira de Salazar, apanharia o barco para atravessar o tejo apenas para não passar pela Ponte de Salazar. Disto isto, não tenho problemas em apanhar o metro na estação Stalinegrad em Paris! (não é sério o que aqui digo, na medida em que este nome faz referência à vitória do exército vermelho contra o exército alemão e não à personagem Staline e à sua cidade de outros tempos).
Contudo, a desordem que se deu nesse momento, nomeadamente com a independência das ex-colonias, não foi suficientemente brutal para que monumentos como o “Padrão dos Descobrimentos” fossem o alvo de um verdadeiro apagamento simbólico e físico. Refugio-me neste eufemismo de apagamento para não dizer em primeira mão, que este monumento, dado o seu simbolismo carregado de atrocidades, deveria ser o alvo de um acto de destruição. Ele não o foi no momento X, sofremos agora as suas consequências. Assumo e acuso, não estou de acordo com a preservação de património que retrata e homonageia a memória de um passado que foi antes de tudo mais de crueldade para com o Outro. Quando a preservação de um monumento apenas serve para reactivar continuamente a honra dos conquistadores e missionários cristãos portugueses que esterilizaram e massacraram culturas autóctones inteiras, sem haver um mínimo de vontade de sublinhar o lado negativo desse “passado glorioso”, aí digo... É necessário afundar a caravela no mar e pisar até à degradação total do que ainda resta do mosaico (rosa dos ventos) que foi oferecido pela Africa do Sul Apartheidista a Salazar (onde podemos também ver um mapa mundo enorme, construído com vários tipos de mármore, cujo objectivo é mostrar todos os países onde os portugueses meteram as suas patas).
A vontade dos portugueses é exactamente oposta a esta: em detrimento de uma utilização crítica do monumento para não passar em silêncio momentos trágicos à escala mundial (como as negociatas da escravatura); o Padrão dos Descobrimentos é utilizado como um lugar de propaganda sobre a Glória dos portugueses, onde sao desenvolvidos programas de actividades pedagógicas para as crianças e visitas guiadas para os turistas. É assim que o romantismo do colonialismo à la portugaise consegue arraigar-se tranquilamente, maciçamente et alegremente em todos os pilares da sociedade.
Em França, apesar de tudo, o trabalho crítico sobre o colonialismo está um pouco mais avançado, nem que seja pelo facto que eles não foram corrompidos por teses luso-tropicalistas que conseguiram embranhar e endoutrinar todo um povo sobre o enriquecimento cultural e de metissagem cumprido pelos portugueses nas suas ex-”conquistas” coloniais. Não obstante, o que faz perpetuar a endemia colonialista em França sao os guardiães da heroicidade daqueles que foram mortos pela Pátria no ultramar, mesmo se estes viveram sem razão. Isto explica a vontade, sem pretensões de exaustão interpretativa, de intransigência de uma parte da população em erigir múltiplos monumentos aos mortos franceses na Argélia, numa concepção de eternizar a ideia do Outro, neste caso os Arabes, como inimigo invariável da Nação francesa.
Tanto o exemplo francês como o português, revelam que estas “nações” ainda não têm a maturidade suficiente para passarem a um outro estádio de descolonização, continuando a alimentar, aquilo que chamo o negacionismo da barbaridade cometida a outros povos. O racismo no qual as nossas sociedades estão submersas é uma das consequências. A sua cristalização nas entranhas da sociedade é um dado herdado e adquirido voluntariamente. Eis um exemplo de uma pequena desordem que as autoridades institucionais fazem questão em perenizar para tirarem as suas vantagens nos momentos de representação da ordem nacional.
O tempo continua a passar, ele não espera por ninguém, a não ser por explosões!

Aqui fica em fotografia o exemplo de uma acção (versão soft)!

photo 1.JPG
Antes…

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…Depois.

Publicado por [Shift] às 07:48 PM | Comentários (9)