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novembro 15, 2009

Crítica do Nacionalismo Económico

A nacionalidade do operário não é francesa, nem inglesa, nem alemã; é o trabalho, a escravidão livre, a traficancia de si mesmo. O governo do operário não é francês, nem inglês, nem alemão; é o capital. (...) O solo que pertence ao operário não é o solo francês «, nem o alemão, nem o inglês; é um solo que fiza alguns pés abaixo do chão.

No plano interno, a pátria do industrial é o dinheiro. Portanto, o filisteu alemão quer que as leis da concorrência, do valor de troca, da traficância, percam a sua validade quando chegam aos portões do país!

Saiu para as livrarias um pequeno livro de Karl Marx com dois pequenos textos: "Crítica de Liest" e "Discurso sobre a questão do comércio livre". Prefaciados por José Neves, os textos debruçam-se sobre a crítica ao proteccionismo e ao comércio livre, propondo o internacionalismo operário como resposta a estas duas soluções económicas.
Trata-se de textos de uma actualidade surpreendente que nos fazem pensar quão pobres, vazios e anti-marxistas são os agentes contemporâneos da luta que, paradoxalmente, tentam disputar o "marxismo" como se as suas propostas de gestão do actual alguma inspiração tivessem no pensamento político-económico de Karl Marx.

Publicado por [Paradise Café] às novembro 15, 2009 01:31 PM

Comentários

Atenção, cuidado com os automatismos: A obra do Karl M. é extensa, cortar as partes de que mais se gosta -tipo "mamã dá-me o bifinho do lombo" - é uma tentação. Vejam bem, a determinada altura o filósofo até vos garantirá que o "internacionalismo proletário" (bonito e grande chavão este) implica que os proletários de cada país ajustem contas "individualmente" com as suas burguesias nacionais. Há quem julgue que esta é a parte mais suculenta do animal, são gostos. Cá para mim o Marx - do "jovem" (leitão) ao maduro ("barrasco") - é um porco: come-se tudo. Aproveitem. Os vegetarianos que se lixem.

Publicado por [Fábio D.] às novembro 15, 2009 05:26 PM

nada melhor do que definir à partida os marxistas, que na verdade são anti-marxistas, para se ter uma discussão profíqua. onde é que já vi este filme?

Publicado por [Anónimo] às novembro 15, 2009 07:40 PM

Pois é, Paradise... A questão necessita de muito mais debate do que a simples proclamação que o operariado não tem pátria.

Alguns economistas marxistas têm-se debruçado sobre o assunto, argumentando, entre outras coisas, que a liberalização dos mercados internacionais não só trouxe sobretudo produtos mais baratos e maior bem estar e desenvolvimento aos países mais ricos enquanto contribuiu para o empobrecimento dos países mais pobres, como, o proteccionismo seria uma forte alavanca económica para o desenvolvimento do mercado interno dos países mais pobres e, por conseguinte, para a subida dos salários reais no 3º mundo, BIRCs, etc, com todas as consequências positivas para a própria emanecipação dos trabalhadores que daí adevêem...

Publicado por [Saboteur] às novembro 15, 2009 10:12 PM

Paradise, dá um bbbbrrr nestes gajos que não percebem o momento poético.

Publicado por [Adriano] às novembro 15, 2009 10:55 PM

no entanto o comentário do fábio é de luxo.

Publicado por [Anónimo] às novembro 15, 2009 10:57 PM

É de luxo, sim senhor

Publicado por [Anónimo] às novembro 16, 2009 02:47 AM

ao tempo em que Marx escreveu estes dois pequenos ensaios ainda não havia consciência do imperialismo (só estudado e teorizado por Hilferding e Lenine circa de 1920) muito menos a estruturação da luta de classes global proporcionada pela exportação de capitais na actual globalização financeira (enquanto o factor Trabalho é cada vez mais condicionado dentro de fonteiras rigidas - o que nos leva à questão da posse dos meios de produção)
o Zé Neves produz um prefácio maior que os 2 ensaios (não sei que o diz, pq ainda não li) porém tenho mui cépticas dúvidas sobre a "actualidade" do assunto; não seja ele apenas mero oportunismo para despejar mais uma penicada de Marx sobre as cabeças dos transeuntes distraidos

Publicado por [xatoo] às novembro 16, 2009 10:22 AM

xatoo, o prefácio do zé neves tem 26 páginas. O primeiro texto do marx tem 71 páginas. O segundo texto do marx tem 27 páginas.

Publicado por [zé neves] às novembro 16, 2009 11:58 AM

abaixo os fazedores de prefacios. já dizia o vaneigen...

Publicado por [eu] às novembro 16, 2009 09:32 PM

Touchdown! That's a rlealy cool way of putting it!

Publicado por [Jazlyn] às julho 7, 2011 12:27 AM

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Publicado por [trneof] às julho 7, 2011 09:26 AM

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Publicado por [Demarlo] às julho 9, 2011 02:02 AM

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