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novembro 05, 2009

Comentário ao comentário

Usando da forma mais escandalosa o poder que me é conferirdo, uso este espaço para fazer um comentário ao comentário do Luís ao texto do Saboteur já aqui em baixo sobre o Saldanha Sanches. Isto porque não consigo "postar" comentários e achei o deste "comentante" particularmente interessante. Então, Aqui vai:

Caro Luís:

"Não se pode criticar só a banca, meu caro Saboteur... Deixem lá alguém criticar o Saramago". Tirando o seu problema de construção frásica no que respeita à concordância, tem de convir que comparar a banca ao Saramago é que é de categoria, não é? Não é só uma afirmação demogógica e despolitizada, é ridícula.
Sobre o anonimato: permita a quem lhe apetecer não mostrar o ego. E já agora, não se pareça demasiado com o Saramago nos tempos do caso "República" com esse tipo de censuras.
Passe bem.

Publicado por [Paradise Café] às novembro 5, 2009 04:22 PM

Comentários

pelos vistos o saramago aqui no spectrum é deus.

Publicado por [conan o homem rã] às novembro 5, 2009 05:12 PM

"Sobre o anonimato: permita a quem lhe apetecer não mostrar o ego"

Isto é para rir, certo? :-)
Ou querem-me convencer que os rapazes (e poucas raparigas) do spectrum se escudam no anonimato porque os seus egos são humildes e modestos?

ah ah ah ah ah!

Publicado por [Anónimo] às novembro 5, 2009 06:54 PM

Caro "Paradise café",

Começo por notar que ao meu escandaloso erro de concordância (juro que não sou a Manuela Ferreira Leite!) responde o meu amigo (se me permite tratá-lo assim) com uma vírgula seguida de "A" maiúsculo. Não pretendo ensiná-lo a escrever (juro que não sou a Edite Estrela!), pelo que tomo o seu erro por gralha e o deixo de parte.

Quanto aos seus argumentos... bem... não os encontro... quais são? Que o insulto escondido pelo anonimato se justifica pela humildade? Que não se pode comparar Saramago à banca por uma questão de escala?
Meu amigo... como por certo terá compreendido, não tenho nada a favor da banca nem, à partida, contra Saramago. Mas o sentido crítico que tenho em relação à primeira, mantenho em relação ao segundo. Não é por ser de esquerda que o homem é santo (salvo seja). Já agora, volto à carga: sabe para que serve a fundação Saramago? Será que a obra dele precisa de apoios públicos para ser promovida?? E as actividades no domínio do ambiente e dos direitos humanos? Já ouviu falar de alguma iniciativa? Sinceramente, eu não encontro razões para que o Estado ou a CML financiem uma fundação como aquela...
Quanto à censura... o seu argumento é incomreensível. Como tenho pouca experiência de reuniões políticas, não consigo ver nuances nas tentativas de censurar. Eu não tento calar ninguém - apenas critico quem não deixa que alguém seja criticado.

Cumprimentos (sinceros e sem rancores),

Publicado por [Luís] às novembro 6, 2009 12:34 PM

claro que não se pode comparar a banca ao saramago. A banca e o capital financeiro em geral assumem um papel fundador do sistema actual (creio não ser necessário continuar com a cassete)e o saramago é apenas um bom escritor (subjectivo, claro) e um "notável" (anti-clerical e ateu como se quer)da nossa praça. Compará-los faz tanto sentido, como comparar um iogurte a um avião.
Sobre a fundação e outras que tais não tenho grande coisa a dizer, não conheço e provavelmente o luís terá toda a razão, mas não foi sobre isso que escrevi.
Tomar posição, como é o dever de alguém que escreve num blog político, pode também ser insultar, ou não. O que saboteur fez foi tomar posição. O anonimato é uma opção nossa que não está em discussão e que se radica, entre outras coisas, numa defesa radical do combate ao ego, pondo as ideias acima de tudo.

Publicado por [Paradise Café] às novembro 6, 2009 02:11 PM

Caro Paradise Cafe,

Como disse, não escreveu sobre o essencial. Sinceramente, é só o essencial que me interessa. As IDEIAS e não o EGO (talvez fizesse mais sentido ser eu a escrever no blog...).
Se o insulto é uma tomada de posição, fique lá com a sua. Eu guardo os insultos para os momentos certos. Se o insulto escondido (o anonimato) não está em discussão, fique lá com a sua. Eu não gosto muito de dogmas. Se defender Saramago é uma posição política... deixe-me consultar o Comité Central. Se Saramago é um notável da nossa praça (talvez da sua, a minha é mais modesta...) fique lá com a sua. É que também o é Jardim Gonçalves.
Posições polítias (insultos) que esquecem o essencial já temos tantas... Tenho muita pena que haja tanta gente que prefira escrever sobre coisa nenhuma em vez de se preocupar ocm o essencial. O site da Fundação é fácil de encontrar e os estatutos são públicos (cuidado: no site só está uma pequeníssima parte!). Convido-o a um mergulho na essência da coisa.

Um abraço,
Luís

Publicado por [Luís] às novembro 6, 2009 05:22 PM

Uma coisa é escrever ou não escrever sobre um Nickname (que no fundo não é muito diferente que assinar "Luis"), mas não é sobre esse tema que eu queria falar.

Outra coisa é se a Câmara devia ou não ceder o edificio da casa dos bicos para a fundação saramago. Talvez pudesse arrenda-lo ao Mc Donalds... mas esse tabém não era o assunto que eu queria falar.

Queria falar sobre a inacreditável acusação/insinuação de Saldanha Sanches de que Saramago teria saído do país para não pagar impostos.

Tudo indica que não foi assim: Saramago sai no seguimento da censura pelo governo de um dos seus livros, o que originou um aceso debate na sociedade em que uns ficaram chocados com a barbarie mas muitos outros acharam muito bem e disseream ainda pior...

O que sabe Saldanha Sanches sobre se Saramago quer ou não fugir aos impostos? O que quer ele senão ataca-lo numa questão de carácter, fazendo a insinuação de que ele, apesar de se dizer comunista e ter defendido toda a vida a causa dos mais desfavorecidos e a redistribuição da riqueza, quer é fugir aos impostos e "sacar o seu" como já disse aqui um comentador?

A insinuação, o ataque com base em cojecturas relativas ao carácter das pessoas, o processo de intenções, para mim são inaceitáveis.

... E são formas típicas de actuação do estalinismo do qual SS se dizia quando era jovem. Daí a menção no meu 2º post sobre o assunto. Não me venha dizer que é insultuoso, Luis, porque é apenas provocatório. E se o é insultuoso, então muito mais graves são as insinuações insultuosas de Saldanha Sanches contra Saramago e que não foram feitas num blog com 800 leitores mas sim na TV e no Expresso.

Publicado por [saboteur] às novembro 6, 2009 07:20 PM

Caro Saboteur,

Registo com agrado que me vem responder. Muito obrigado pela sua atenção.

Como lhe disse no primeiro comentário, insinuações e insultos (sejam ou não sejam insinuações ou insultos)há os corajosos (os que vêm com uma assinatura no fim) e os outros. Quanto ao nickname, meu amigo, se me quiser vir bater ou processar-me diga que eu dou-lhe todos os meus dados.

Noto também que, como o seu amigo Paradise Café, não quer falar da casa dos bicos, que isso do dinheiro público oferecido a privados não é coisa que mereça atenção (a não ser que o privado não seja Saramago).Ideias e não egos...

Acrescento um dado que talvez o ajude a perceber melhor a diferença (ou a falta dela) em relação ao McDonalds. A antiga sede da fundação era na editora Caminho, sempre ligada ao PC. Faz sentido: serve para promover a obra com menos custos - logo, para vender com maior lucro. Ora, sabe de que grupo faz hoje parte a Caminho? Do grupo Leya! Sim, o daquele senhor, Pais do Amaral. Temos, portanto, o Estado e a CML a financiar a actividade da Caminho, do grupo Leya. Nada disto lhe interessa?

Quanto à saída para Lanzarote... custa-me a crer que alguém demore um ano a exilar-se (a polémica foi em 92, a saída em 93)... Meu Caro, não acha que essa do exilado é... digamos... demagogia barata? Não me ponho ao lado de Sousa Lara, mas acha mesmo que o pobre Saramago não tinha liberdade para escrever em portugal??

Os seus problemas com Saldanha Sanches não me dizem respeito. O que lhe digo é que o homem teve coragem de dizer de Saramago o que diria de Jardim Gonçalves. Saramago não é Deus e, isso garanto-lho eu, não é perfeito.

Cumprimentos,

Publicado por [Luís] às novembro 7, 2009 11:59 AM

Eu entre Saramago e o Jardim Gonçalves tenho obviaente muito mais simpatia pelo primeiro. Eu e não só, uma vez que falamos de um escritor genial. Mas mesmo que Jardim Gonçalves fosse viver para Lanzerote ou para as Bahamas, não me pssaria pela cabeça acusa-lo (muito menos nos termos em que SS o faz, a inventar um diálogo a todos os títulos ofensivo com um suposto consultor fiscal) de querer fugir aos impostos.

Aliás, defendo que é muito pouco provável que saiam muitos quadros do país se aumentarmos mais os impostos de rendimento e os impostos das grandes fortunas.

Já bancos como o BCP, o BES e tantas outras companhias terem delegações nos tais paraísos fiscais apesar de não operarem lá, para fugirem a impostos, acho isso imoral. Mas tal como Saldanha Sanches, não também não acho que adiante alguma coisa expôr os seus accionistas ao ridículo e à calúnia dos diálogos inventados com os seus consultores fiscais.

A oportunidade para esses capitalistas existe e é próprio do sistema que eles a aproveitem. Há que fazer transformações mais profundas... De qualquer forma, repito no fundo a ideia do Paradise: O Luís atira-se para fora de pé quando compara os objectivos de um banco que tem engenharia fiscal suficiente para pagar pouco de IRS com um homem que foi viver para Lanzerote da forma como foi Saramago.

Quanto à casa dos bicos é uma outra questão, totalmente diferente. Mas, não fugindo dela, digo-lhe já que não tenho nada contra que edificios como esses (ainda mais, quando é o caso, estando em estado de quase abandono)sejam cedidos a instituições privadas de interesse público, como é o caso da Fundação Saramago. Tem de se avaliar, obviamente, do interesse público, da acessibilidade do público em geral ao edifício, de outras contapartidas, etc.

Como lhe disse, com o exemplo do MacDonalds, acho pior que se rentabilize o edifício vendendo ou arrendando a uma instituição comercial, por exemplo. Lisboa ganharia uma renda, mas assim ganha muito mais: aquele edifício - um dos mais singulares de Lisboa que tanta curiosidade desperta entre os turistas que olham para aquilo frustrados por não saberem o que é - vai finalmente ganhar um papel importante na vida da cidade.

A própria localização não podia ser mais bem conseguida. A casa dos bicos faz a ponte entre a Baixa e Alfama e enriquece a frente ribeirinha. Para ali deveria ir um equipamento qualquer daquela importancia. Se um dos mais notáveis escritores da humanidade aceita establecer lá a sua fundação, tanto melhor.

Publicado por [saboteur] às novembro 7, 2009 08:50 PM

podiam ceder à UniPop. Por 5 anos. Porque não?

Publicado por [Anónimo] às novembro 7, 2009 09:19 PM

Caro Saboteur,

"Tem de se avaliar, obviamente, do interesse público, da acessibilidade do público em geral ao edifício, de outras contapartidas, etc."

É isso mesmo!

"Lisboa ganharia uma renda, mas assim ganha muito mais: aquele edifício - um dos mais singulares de Lisboa que tanta curiosidade desperta entre os turistas que olham para aquilo frustrados por não saberem o que é - vai finalmente ganhar um papel importante na vida da cidade."

Ai é?

O que é que aconteceu lá de importante desde que foi cedida?

Publicado por [Anónimo] às novembro 9, 2009 09:04 AM

Was totally stuck until I read this, now back up and runnnig.

Publicado por [Tyya] às agosto 19, 2011 06:42 AM

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