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outubro 31, 2009

2. Lido num artigo sobre migrações internacionais. Sciences Po, 2007.

As migrações portuguesas em direcção dos países do “Western Europe”...

Publicado por [Shift] às outubro 31, 2009 01:27 PM

Comentários

1. Mais importante que os três actos eleitorais seguidos a que o país assistiu até 11 de Outubro foram os quatro anos intensos de resistência activa de centenas de milhares de trabalhadores ao ataque feroz que o governo Sócrates I executou de forma contínua desde que tomou posse em 2005.

Foram as lutas sucessivas de milhares de funcionários públicos (com um destaque particular às massivas manifestações de professores), de milhares de trabalhadores de inúmeras empresas do sector privado, que fecharam ou ameaçaram fechar, e as contestações populares ao encerramento brutal de maternidades, centros de saúde e emergências hospitalares que levaram o Bloco de Esquerda de uns incipientes poucos pontos percentuais ao extraordinário número de mais de 10% nas eleições europeias, bem como ao espectacular resultado nas eleições legislativas dobrando o seu grupo parlamentar de 8 para 16 deputados.

Esta força extraordinária pela mudança de centenas de milhares de cidadãos projectou também de novo o PCP a uma recuperação eleitoral (ainda que ligeira) e ainda forjou um resultado impressionante em eleições presidenciais a um candidato contra corrente (na altura), Manuel Alegre, contra o candidato da direita e o candidato de Sócrates, Mário Soares.

2. Acontece que, tal como tínhamos assinalado meses atrás nesta coluna, este três sectores que se reivindicam de uma esquerda adversária do neoliberalismo resolveram não apresentar nenhuma plataforma convergente, nenhuma proposta de governo alternativo, mas tão só retirar a maioria absoluta ao PS. Ou seja, o PS que governe, mas sem maioria absoluta, esta foi a mensagem central de uma esquerda que afirmou em 27 de Setembro “que tudo ia mudar depois dessa data” regozijando (merecidamente, aliás) com o aumento substancial de votos alcançados pelo Bloco de Esquerda comparativamente às eleições legislativas de há quatro anos.

Efectivamente algo mudou, mas desta feita contra o BE nas eleições autárquicas, pondo a nu as enormes fragilidades do partido de que nos orgulhamos pertencer. Quando o povo, no dia de qualquer votação, só tem como alternativa de governo viável um de Manuela Ferreira Leite e outro de José Sócrates, ou então, na cidade de Lisboa, um governo de Santana Lopes ou de António Costa, naturalmente que um país socialmente à esquerda votou … PS antes que o PSD assumisse a governação.

E ainda assim teve que encaixar que o CDS, de partido de direita moribundo, renasça das cinzas ao calor da crise económica e de um discurso demagógico pelo emprego, pretendendo fazer esquecer que quando a direita se encontrou coligada no governo “desempregou” tanto quanto Sócrates nos últimos quatro anos. A ausência de uma alternativa unificada à esquerda com um projecto económico credível também aí fez falta.

3. O Bloco de Esquerda foi um partido vitorioso no plano eleitoral nas duas mais importantes jornadas eleitorais (europeias e legislativas), mas tal facto não pode descurar uma análise crítica das debilidades e fraquezas (estruturais) expostas com a derrota parcial (o nome aos bois) no escrutínio autárquico.

A ala esquerda do BE que impulsionamos (dinamizada pelo Ruptura/FER e protagonizada pela moção C às duas últimas Convenções do BE) sempre assinalou que o BE era mais um fenómeno eleitoral do que um partido de militantes ou de intervenção social organizada. Sempre assinalámos os perigos de uma crescente institucionalização do BE no aparelho de Estado em detrimento de uma intervenção constante no movimento sindical na construção de alternativas à liderança conservadora do PC em quase todas as direcções sindicais.

Sempre assinalámos o perigo para o nosso partido de uma aproximação ao PS, concretizada no passado recente com o famigerado Acordo de Lisboa; da promoção de figuras moderadas, como José Sá Fernandes, em detrimento de um discurso combativo claro; da excessiva sobre-representação parlamentar de sectores da direcção do BE próximos de estratégias de aproximação e aliança com o PS, em detrimento dos sectores à esquerda, onde nos incluímos.

Todo este conjunto de problemas, aliado ao discurso acrítico de Francisco Louçã sobre Manuel Alegre, potenciou, ainda que involuntariamente, o retorno de milhares de votos ao PS, que até à presença de Alegre no comício de Coimbra ao lado de Sócrates tudo indicaria que caminhariam para o BE e o levariam à terceira força política, o que não veio a acontecer. Sempre assinalámos que este “namoro” com “alegristas” sem programa político de ruptura com o sistema, e na ausência de uma alternativa de convergência à esquerda ou de proposta de governo alternativo, exporia demasiado o BE ao vai e vem de sectores do eleitorado socialista.

A alternativa de ferro para o BE mantém-se: ou um partido virado para rupturas sistémicas, alicerçadas numa construção paulatina e consciente de enraizamento social no seio dos milhares de trabalhadores que resistem à ofensiva capitalista, ou um partido que se distancia resolutamente da estratégia da revolução social e se confina (e se conforma) ao partido bem-comportado do regime parlamentar. Para o primeiro rumo, contem connosco, para o segundo, contem com a nossa resistência e combate.

Publicado por [Anónimo] às outubro 31, 2009 02:10 PM

És um naive.

Publicado por [Anónimo] às novembro 1, 2009 03:14 AM

Dito isso, vocea ne3o acha que os estudos da web seme2ntica poadeirm propiciar justamente essa evolue7e3o dos filtros? Bom, Daniel, vamos separar duas coisas.Tecnologia/Metodologia;Seres Humanos.Estamos saindo de:- um ambiente informacional, no qual as fontes humanas de informae7e3o eram limitadas pela distribuie7e3o de ideias, atrave9s de caros canais de distribuie7e3o;Para:- de um ambiente informacional, no qual as fontes humanas de informae7e3o ne3o se3o mais limitados pela distribuie7e3o de ideias, atrave9s de caros canais de distribuie7e3o;Nosso problema agora deixa de ser colocar a cara no mundo de antes para achar a cara que vocea colocou no mundo .Ne3o resta dfavida, que hoje do anonimato e0 fama o tempo e9 muito mais curto, milhares de exemplos chovem por aed.Assim, temos novos filtros alternativos que podemos optar por nos guiar no mar informacional. Escolhemos a partir de novos crite9rios, muito mais baseado em meritocracia do que no passado.Obviamente, cercado ainda de ve1rios fatores, tipo marketing pessoal, domednio do ambiente, condie7f5es social para se manter alternativa sem custos durante bastante tempo, etc Saedmos de um mundo nublado para um menos nublado.Ne3o e9 o paraedso, mas se vea melhor.A Web seme2ntica considero que e9 o aperfeie7oamento do que je1 estamos fazendo, atrave9s do uso de robf4s para melhorar as nossas recuperae7f5es.O Google foi um salto que2ntico nisso e vamos mais adiante, sempre na ideia de que e9 preciso gerar mais releve2ncia, sempre evitando que fore7as ne3o meritocre1ticas ganhem a guerra das buscas.Esse e9 o espedrito.Vocea ainda diz: tere1 que dar uma resposta o mais prf3ximo da verdade possedvel Bom, se vocea ler alguns textos do blog, recomendo este:Vere1s que o conceito da verdade/realidade e9 algo que temos que ter bastante cuidado .O que o Google pode nos levar ou uma busca similar a locais na Internet que correspondam o mais perto possedvel do que estamos procurando.E para isso ele vai precisar:a) saber cada vez mais sobre o seu perfil para tentar adivinhar , de fato, o que vocea costuma procurar para errar menos;b) monitorar a rede e deixar que as pessoas que tenham um perfil parecido com o seu te ajudem mesmo involuntariamente (do tipo o robf4 da Amazon que indica livros.);c) usar os crite9rios atuais, do tipo, pe1ginas relevantes, links para aquela pe1gina, releve2ncia do termo buscado, etc Veja que ne3o e9 a verdade , mas e9 tentar reduzir a taxa de erro entre a sua demanda informacional e o resultado de dada busca.Esse e9 um exercedcio que tambe9m vamos ter que interferir, ajustando os robf4s, para que possamos ajude1-los podemos, por exemplo, pedir mais oficial (sites com CNPJ, por exemplo) e alternativos (sem CNPJ), coisas do tipo.c9 isso,que dizes?abrae7os,Nepf4.PS Gustavo e Alberto, valeu a visita .

Publicado por [Della] às junho 17, 2012 06:14 PM

O tema e9 f3timo, e sem dfavida essa ferramenta vai deetsrpar muitas discussf5es, mas nepf4, apesar de concordar que as empresas ne3o tere3o pra que lado fugir, que a dinamicidade dos eventos de hoje fare3o com que se passe a processos colaborativos, tenho receio de que toda a fore7a gerada por essa colaborae7e3o seja apropriada ne3o por quem a gera, mas pelas grandes empresas ou pelos membros de alto escale3o nas empresas.Je1 vemos isso principalmente com a Google, e9 lindo como esta empresa revolucionou nossas vidas, mas fico assustado ao imaginar o que ela pode fazer conhecendo todos os documentos de uma empresa.Fico preocupado com o que os novos famosos os numeratis ve3o poder fazer com tanta riqueza gerada..os GPS nos celulares este3o trazendo essa queste3o a tona tambe9m..ne3o e9 sf3 uma queste3o de privacidade, e9 uma queste3o de dominae7e3o dos homens por outros homens.Acho que deveredamos trabalhar mais como poderemos garantir que a riqueza gerada pela colaborae7e3o seja de todos e para todos.!Concorda?

Publicado por [Miyu] às junho 19, 2012 07:11 AM

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