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setembro 19, 2009

O homem-sombra do Presidente

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Fernando Lima tinha um dossier sobre o assessor de Sócrates para entregar ao Público e eu tenho um dossier sobre Fernando Lima para entregar ao Spectrum. Tirei-o daqui.


Fernando Lima tem sido assessor e conselheiro de Cavaco Silva desde que este chegou a primeiro-ministro pela primeira vez, em 1985.

Natural da Horta, nos Açores, Fernando Lima, 59 anos, é um jornalista e assessor político com uma forte ligação ao PSD, em particular, ao Presidente da República, Cavaco Silva, que acompanhou em todos os cargos públicos por este desempenhados nos últimos 24 anos.

Como jornalista, Fernando Lima, um antigo oficial das Forças Armadas, começou o seu percurso há mais de três décadas, no Comércio do Porto, ao qual se seguiram passagens pelo Primeiro de Janeiro e pelo JN, cuja delegação em Lisboa chefiou.

Entre 1974 e 1976 esteve em Macau, onde conheceu Rocha Vieira (mais tarde o último governador do território), e chefiou o Centro de Informação e Turismo do governo local.

De volta a Portugal, dirigiu a (já extinta) agência de notícias ANOP, mantendo sempre o vínculo ao JN, ao qual foi regressando entre os diferentes períodos de assessoria.

Entre 1985 e 1995 foi assessor do Primeiro-ministro Cavaco Silva.

Nos anos que se seguiram, o assessor voltou a pôr a sua experiência ao serviço de um Governo PSD - no caso, o de Durão Barroso -, acompanhando o ministro dos Negócios Estangeiros, Martins da Cruz, até 2003.

Em 10 de Novembro de 2003, semanas depois de ter deixado as funções de assessor de Martins da Cruz, assumiu o cargo de Director de Redacção do Diário de Notícias, na altura detido pela PT e administrado por Henrique Granadeiro. Da sua equipa fez parte Francisco Azevedo e Silva, actual chefe de gabinete de Manuela Ferreira Leite.

Esta nomeação - que pôs fim a 12 anos de direcção de Mário Bettencourt Resendes - , foi mal recebida na redacção do DN, que começou por 'chumbar' o seu nome em plenário e depois lamentou, através do Conselho de Redacção, a confirmação da escolha. Em causa estava o seu percurso de assessor político, que muitos jornalistas do DN consideraram incompatível com uma imagem de independência do jornal perante os leitores.

A passagem pelo DN acabou por ser breve e atribulada. Em 28 de Outubro de 2004, numa altura em que já circulavam notícias dando conta da sua substituição, Fernando Lima demitiu-se.

Antes de regressar à assessoria de Cavaco Silva desempenhou funções de administrador na PT.

Publicado por [Saboteur] às setembro 19, 2009 10:43 AM

Comentários

o homem transpira vitamina C de tão laranja que é.

Publicado por [Anónimo] às setembro 19, 2009 12:28 PM

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