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setembro 30, 2009

Bolaño e outros jogos de plataformas


Fui na 6ª Feira com Bounty Bob ao lançamento de 2666, o romance do momento. Party Program e outro amigo passaram vários dias de Agosto a falar no assunto, com um entusiasmo que ultrapassava tudo o que eu já tinha ouvido alguém dizer sobre um romance.
Infelizmente a sala estava completamente lotada e nem tive vontade de entrar para adquirir um desses rarissimos exemplares à venda. Ficarei com a versão de massas, cuja capa parece ter sido feita por um mau aluno da ETIC.
Tenho lido entretanto o que se escreve sobre o livro, nomeadamente as opiniões de pessoas que fazem da crítica literária o seu modo de vida.
É raro dizê-lo e quem nos conhece terá dificuldades em se lembrar de elogios mútuos trocados entre nós. Em todo o caso, queria apenas dizer que o que escreveu Party Program aqui, pouco antes de desaparecer no coração das trevas da África profunda, é de longe a coisa mais interessante que eu já li sobre o livro. Ao contrário do que antecipava o próprio, não se encontra na pastoral portuguesa algo de melhor.
Dizia Party Program: "2666 chega a este mundinho de leitores e leitoras e livrinhos e dedicatórias em rima de escritores fodilhões, como os aliados à Normandia. 2666 são trezentos lobos esfaimados a invadir a terra do meu pequeno pónei. 2666 são mil páginas de livro fodido que vieram para assaltar os Agualusas e os Peixotos e Gonçalos Tavares no pátio do liceu. 2666 são 500 Lauras Palmers. [...]
Creio que quem quer que tenha alguma vez presenciado uma morte violenta poderá corroborar essa impressão de sem-sentido, de extremo acaso, de um certo território obscuro sem fundo na natureza humana que ao contrário do que possa parecer não é feito de raiva e de medo mas sim de um vazio cósmico: a força de Twin Peaks não advinha do mistério de quem matou Laura Palmer mas precisamente de uma profunda tristeza desértica que acompanhava essa morte, como se perante a interrupção e a brutalidade a existência não passasse no fundo de um domingo eternamente chuvoso."

Publicado por [Rick Dangerous] às setembro 30, 2009 05:49 PM

Comentários

compra a espanhola que é mais barata e ganhas o que sempre se perde em traduções.

Publicado por [renegade] às setembro 30, 2009 08:12 PM

Favor, no título, deslocar o til para "n"...
Certo?

Publicado por [a.m.] às outubro 1, 2009 12:08 AM

aquela gata lá em cima a segurar o livro é a melhor coisa que já lhe vi associada

Publicado por [hm] às outubro 1, 2009 12:20 AM

Desculpa lá, mas é mesmo um excerto fraquinho por parte desse "banqueiro anarquista" que é o pp. Ora vejamos:

"2666 chega a este mundinho de leitores e leitoras e livrinhos e dedicatórias em rima de escritores fodilhões, como os aliados à Normandia. 2666 são trezentos lobos esfaimados a invadir a terra do meu pequeno pónei."
O mesmo é dizer "Por cada peido meu existem mil do pp" a "invadir a terra do meu pequeno pónei" ???

"2666 são mil páginas de livro fodido que vieram para assaltar os Agualusas e os Peixotos e Gonçalos Tavares no pátio do liceu. 2666 são 500 Lauras Palmers."
Agualusas ?? Peixotos?? Gonsalos tavares?? Lauras Palmers?? Mas este gajo é parvo?

Segue-se a conclusão expeculativa pós-moderna final ... a tal que fala do vazio (com que o pp claramente se identifica) sentido por quem "presencio uma morte" (vê-se mesmo donde o pp vem) de um certo território obscuro sem fundo na natureza humana que ao contrário do que possa parecer não é feito de raiva e de medo mas sim de um vazio cósmico".

Pois eu já presenciei várias mortes e não atesto nada do que dizes, meu betinho.

Publicado por [H80] às outubro 1, 2009 01:05 AM

é um processo quimico: piveas mentais ao cortex intelectual

Publicado por [xatoo] às outubro 1, 2009 10:21 AM

H80, és mesmo um chato que nunca mais morre, preenchendo assim o vazio cósmico em que consiste a tua existência.

Publicado por [Anónimo] às outubro 1, 2009 12:39 PM

que giro!!
... e do livro alguem quer explicar do que trata?
ou metem aqui um post de um livro apenas para nada dizer e mandar piada contra-piada?

Publicado por [areia] às outubro 3, 2009 10:04 PM

são postas de fodilhões meu caro.

Publicado por [areia II] às outubro 3, 2009 10:08 PM

Artceils like these put the consumer in the driver seat-very important.

Publicado por [Bobbi] às agosto 19, 2011 11:40 PM

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