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abril 30, 2009

Os 100 dias de Obama...

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Publicado por [Rick Dangerous] às 04:36 PM | Comentários (3)

A economia para além da economia


De 7 de Maio a 8 de Junho de 2009
ISCTE
Auditório B203 (Edifício II)
2ªs e 5ªs das 19h às 20h30
metro: Entrecampos Cidade Universitária
Inscrição necessária, lugares limitados!

Organização:
CRIA - Centro em Rede de Investigação em Antropologia
unipop - www.u-ni-pop.blogspot.com

A presente crise convida a um debate acerca do económico que convoque diferentes tradições teóricas das ciências sociais e do pensamento político. A unipop, no seguimento dos seminários de introdução ao pensamento crítico contemporâneo, e o CRIA, centro em rede de investigação em antropologia, promovem um encontro mais demorado com a economia, interrogando os próprios limites da divisão entre económico, político, social e cultural. Através do percurso de vários autores e tradições, o seminário procurará debater a economia a partir de um lugar onde teoria social, pensamento económico, filosofia, antropologia e história dos movimentos sociais se revelem indissociáveis. O seminário está aberto à frequência de todas e todos que por ele se interessem, não sendo necessário qualquer tipo de qualificação académica ou profissional. A fim de um melhor aproveitamento das sessões, será distribuído material de leitura aos inscritos.

Inscrições: unipopeconomia@gmail.com
Preço: 15€
Os 15€ dão direito a entrada em todas as sessões, assim como acesso a material de leitura. Será emitido certificado de participação.
A possibilidade de inscrição em sessão avulsa está limitada ao número de lugares disponíveis em cada sessão e não é susceptível de reserva prévia. Neste caso, o custo é de 4€ por sessão.
*************************

Programa
7/5: a produção em deleuze e guattari
[sessão de abertura, entrada excepcionalmente livre]
por maurizio lazzarato

11/5: a dádiva em marcel mauss
por filipe reis

14/5: a grande transformação de karl polanyi
por francisco louçã

18/5: ben fine e os mundos do consumo
por emília margarida marques

21/5: foucault, governamentalidade e liberalismo
por josé luís câmara leme

25/5: a economia política alemã em georg simmel
e max weber
por josé luís garcia

28/5: a moeda viva de pierre klossowski
por josé bragança de miranda

1/6: harold innis e a economia política dos media
por filipa subtil

3/6: karl marx crítico de friedrich list
por josé neves
(excepcionalmente, a uma quarta-feira)

4/6: operários e capital de mario tronti
por ricardo noronha

8/6: david harvey, economia e espaço
por hugo dias

Apoios: NúMENA AEFCSH AEISCTE ATTAC-PORTUGAL Antígona

Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão os movimentos precários, a relação entre trabalho e arte, Gilles Deleuze, Gabriel Tarde. Recentemente publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique.

Filipe Reis é antropólogo, investigador do CRIA e professor no ISCTE, onde lecciona disciplinas na área da antropologia económica e da antropologia dos media, áreas nas quais tem publicado vários trabalhos. Realizou uma tese de doutoramento intitulada Comunidades Radiofónicas. Um estudo Etnográfico sobre a rádio local em Portugal.

Francisco Louçã é economista, professor no ISEG-UTL, deputado ao parlamento português e coordenador do Bloco de Esquerda. Tem desenvolvido investigação a nível da história da economia e da teoria dos ciclos. Entre outros, publicou Das Revoluções Industriais à Revolução da Informação (com Chris Freeman) e Turbulência na Economia.

Emília Margarida Marques é antropóloga, investigadora do CRIA. Realizou o seu doutoramento em 2003, com uma tese intitulada Conduzir a máquina, construir o trabalho. Sobre usos sociais da matéria. Tem vários trabalhos publicados acerca de trabalho, indústria e técnicas, cultura material e consumos.

José Luís Câmara Leme é filósofo, professor na Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Técnica de Lisboa, onde lecciona disciplinas nas áreas da Filosofia da Técnica e da Filosofia da Ciência. Doutorou-se em filosofia com uma tese acerca de Michel Foucault, sobre o qual tem vários trabalhos publicados. Tem igualmente trabalhado a obra de Hannah Arendt.

José Luís Garcia, sociólogo e investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tem-se dedicado, entre outras matérias, ao estudo da ciência e tecnologia contemporâneas. Entre outras publicações, co-editou recentemente o livro Razão, Tempo e Tecnologia - Estudos em Homenagem a Hermínio Martins.

José Bragança de Miranda é sociólogo, professor na FCSH-UNL e professor convidado na Universidade Lusófona. As suas principais áreas da investigação são cibercultura, cultura, comunicação e media. Entre outros, publicou Queda sem fim, Teoria da Cultura e, mais recentemente, Corpo e Imagem.

Filipa Subtil é socióloga e professora na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa. A sua principal área de investigação é a sociologia dos media e a teoria da comunicação. Tem trabalhado a obra de Harold Innis e publicou recentemente Compreender os media. As extensões de Marshall McLuhan.

Ricardo Noronha é historiador, investigador do Instituto de História Contemporânea da FCSH-UNL. Realiza actualmente uma investigação de doutoramento acerca da nacionalização da banca em Portugal durante o período revolucionário.

Hugo Dias é sociólogo, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, onde realiza actualmente o seu doutoramento sobre sindicalismo e movimentos sociais, área onde tem publicado os seus trabalhos.

José Neves é historiador, investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde realiza actualmente pós-doutoramento. Tem-se dedicado ao estudo dos nacionalismos e à história do comunismo. Publicou recentemente Comunismo e Nacionalismo em Portugal – Política, Cultura e História no Século XX.
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Publicado por [Rick Dangerous] às 12:29 PM | Comentários (1)

Rói-te de inveja Zézé camarinha

Publicado por [Rick Dangerous] às 12:24 PM | Comentários (1)

abril 29, 2009

Dos livros (esquecidos)

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"A PALAVRA faz o seu avanço, prudente, preenche os espaços entre as solidões singulares, dilata os agregados humanos em grupos, empurra-os juntos contra o vento, o esforço reúne-os. É quase um êxodo. Quase. Mas nenhum caminho os mantém juntos, senão a espontaneidade dos sorrisos, a crueldade inevitável, os acidentes de paixões."

Teses sobre a comunidade terrível, Edições Antipáticas

Publicado por [Chuckie Egg] às 03:01 PM | Comentários (5)

abril 28, 2009

ARTE & MERCADORIA


Teatro Maria Matos, 4 de Maio, 18h-23h

com antónio guerreiro, francisco frazão, marco martins,
maurizio lazzarato e pedro boléo
entrada livre


organização
TEATRO MARIA MATOS
unipop

PROGRAMA

18h | O AUTOR ENQUANTO PRODUTOR. Mesa-redonda acerca de um texto de Walter Benjamin. Com António Guerreiro, Francisco Frazão, Pedro Boléo e Marco Martins.

“O autor enquanto produtor” é o título de uma comunicação de Walter Benjamin datada de 1934. Precedendo o conhecido ensaio “A obra de arte na era da reprodutibilidade mecânica”, este texto coloca em debate a relação entre a tendência política de uma obra, a sua técnica de escrita e o posicionamento do autor no processo de produção da obra. A partir deste texto de Benjamin, mas extravasando-o, convidámos António Guerreiro (crítico do jornal Expresso), Francisco Frazão (programador de teatro da Culturgest), Marco Martins (cineasta) e Pedro Boléo (crítico musical do jornal Público) para uma conversa informal sobre aqueles temas.


19h30 | CONVERSA COM MAURIZIO LAZZARATO ACERCA DE CULTURA, TRABALHO, LIBERALISMO, SUBJECTVIDADE.


Paralelamente à pobreza económica, o liberalismo produz uma pobreza da subjectividade. E se, em resultado do forte desnível de rendimentos, o empobrecimento económico atinge a população diferenciadamente, já o empobrecimento da subjectividade é transversal à generalidade das pessoas, uma vez que as sociedades securitárias, sejam elas ricas ou pobres, estão expostas às mesmas semióticas da informação, da publicidade, da televisão, da arte e da cultura. A produção deste “mundo semiótico” partilhado por todos é um elemento específico da administração e governo dos artistas/técnicos e dos públicos que poderá ser melhor analisada à luz das transformações da arte no último século e à luz dos regimes laborais dos intermitentes do espectáculo – artistas e técnicos que trabalham no teatro, na música, na dança, no cinema, na televisão, no circo, etc.

Maurizio Lazzarato é sociólogo e filósofo, membro do Labaratoire Matisse-Isys (Universidade Paris 1) e da direcção da revista Multitudes. Entre as suas áreas de interesse estão a relação entre trabalho e arte, o pós-fordismo e o trabalho imaterial, a ontologia do trabalho e os movimentos pós-socialistas. Tem também trabalhado a obra de autores como Gabriel Tarde, Gilles Deleuze e Felix Guattari. Escreve igualmente acerca de cinema, vídeo e novas tecnologias de produção de imagens. Recentemente, publicou Intermittents et Précaires (com Antonella Corsani) e Puissances de l’invention. La psychologie économique de Gabriel Tarde contre l’économie politique. Nesta sua passagem por Lisboa, Lazzarato participará igualmente no seminário «a economia para além da economia» (mais info: www.u-ni-pop.blogspot.com)

[o bar do teatro está aberto e servirá jantares]

22h | FORA DE ÁGUA, de Catarina Mourão (1997, 47').

Em Maio de 1997 e com o apoio do programa Europeu Interreg II, dez artistas plásticos foram convidados para realizar várias intervenções de arte pública no distrito de Beja. Este documentário conta a história do encontro entre estas obras, os seus autores e a população local, dando a conhecer os vários pontos de vista nesta experiência que, por ser pública, obrigatoriamente envolveu a população como receptora. No entanto, neste episódio muitos disseram que em vez de arte pública, houve antes arte contra o público – culminando esta experiência na destruição de uma das obras pela população. Pergunta-se quem eram afinal os destinatários destas obras? Através do registo deste confronto “Fora de Água” procura questionar o impacto e percepção da “arte pública” por aqueles que à partida são os seus beneficiários, abrindo a discussão sobre a responsabilidade do artista nas questões inerentes à recepção da sua obra.

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:31 PM | Comentários (3)

Charles Smith?

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:21 PM | Comentários (2)

Primeiro a tragédia, depois a farsa


Publicado por [Rick Dangerous] às 05:09 PM | Comentários (6)

Outra vez... Não!

Uma sondagem do Correio da Manha, dava no Domingo a Santana Lopes 29,6% de votos contra 36,1% de António Costa.

Ainda estamos longe das eleições (na verdade, apesar do frenesim, falta quase 1/4 do mandato!) e as sondagens do Correio da Manhã nunca foram de confiar...

Os meus camaradas asseguram-me quase todos que Santana vai ser esmagado. Quem disser o contrário está apelar ao voto útil e deverá ser visto como um traidor à classe trabalhadora.

Como isso é coisa séria, procuro acreditar com toda a força que vai correr tudo bem. No entanto, à minha volta, vejo sinais preocupantes:

A somar à quantidade de esquerdistas inconscientes que me dizem que Santana é igual ao Costa e vice-versa, aconteceu-me ontem mais esta: Um funcionário da câmara disse-me com evidente saudade que no tempo do Santana recebia horas extraordinárias correspondentes a estar ao serviço 24 horas por dia. Afinal, dizia-me esse amigo, estava realmente disponível para o que fosse necessário "Bastava que me ligassem para o telemóvel."

Porque a memória é curta e o populismo rende muitos votos, gostava de promover este blog que descobri hoje, desejando-lhe bons sucessos.

Publicado por [Saboteur] às 11:38 AM | Comentários (8)

entrevista de emprego

Há frases que nos definem para a vida. Hoje tive uma dessas. Uma cretinice pegada. Como é possível à questão "- gosta de cinema?", responder "- aahhhh, sim, claro, sou um grande consumidor de cinema..."?
"consumidor de cinema"?!? Grande consumidor de #$%& cinema ?!?!? E depois nem sequer fui capaz de dar um nome, um título, qualquer coisa, só para que não ficasse a ideia que sou "grande consumidor" das mediocridades dos cinemas lusomundo.
Estou aqui a perguntar-me como foi possível continuar a entrevista sem me porem dali para fora, não à bengalada, que já ninguém usa bengala, mas pelo menos com uma competente sessão de humilhação seguida de pontapé no traseiro. Eu sei que teria.

Publicado por [Renegade] às 02:11 AM | Comentários (1)

abril 26, 2009

«Polícia e 'Secretas' reforçam vigilância a radicais de esquerda»

Após 35 anos de 25 de Abril e mais de 4 anos de Spectrum, o DN, pela pena de Valentina Marcelino (será da família do Director? Não interessa, utilizando o rigor jornalístico do DN, afirmaremos com absoluta certeza que é a filha), faz uma peça com uma chamada grande à primeira página a relembrar os incidentes na Rua do Carmo, de uma manifestação do 25 de Abril de há 2 anos e a convocar o perigo destes “movimentos anarquistas e de esquerda radical”, que “segundo o último relatório da Europol, são uma das formas de terrorismo que ameaça a Europa

A minha indignação não é pelo chorrilho de mentiras que a filha do Director põe no jornal (“a confusão instalou-se e os jovens dispararam very-lights. Quando estavam a preparar cocktails molotov, o Corpo de Intervenção carregou em força” ahahaha!), nem se sequer por ocultar a – essa sim, mais do que provada, extensamente documentada e aferida pelas autoridades competentes – violência policial sobre os manifestantes…

A minha indignação é pela filha não fazer uma única referência ao nosso blog!

Uma pita de 20 anos, uma tal de “Ana S.” tem direito a destaque por “ter cadastro”: Em 2007 (com 18 anos) “foi identificada pela PSP por distúrbios na via pública” (identificada? ‘Cadastro’?!!) e em 2005 (com 16 anos), foi “identificada por tentativa de roubo de produtos no El corte Inglês”. O SPECTRUM, que tanto se tem esforçado, fazendo pelo caminho inimigos desde a extrema-direita, ao PCP e Bloco, passando mesmo pelo GAIA, não leva nada??… Como dizia um amigo meu de Sacavém, esse sim, cadastrado por ter assaltado uma mercearia com um x-acto, “Não tá Correcto.”

Irei em seguida, naturalmente, preparar uma carta para o provedor do leitor.


Publicado por [Saboteur] às 10:19 AM | Comentários (14)

abril 25, 2009

Sem censura

Neste site: http://www.25abril35.com/ podem escrever uma msagem directamente no rectângulo vermelho e ela aparece no painel gigante que está montado na praça do Camões. (pode ser que tenham de instalar um programa pequenino - o microsoft, qualquer coisas...)

Também se pode mandar a msg por sms (910778121).

Ontém à noite foi um fartote com o pessoal a pedir o regresso do antigo horário de bares do bairro alto até às 4 da manhã.


Publicado por [Saboteur] às 12:55 PM | Comentários (1)

abril 24, 2009

Do nunca desmentido PREC


Era um redondo vocábulo
Uma soma agreste
Revelavam-se ondas
Em maninhos dedos
Polpas seus cabelos
Resíduos de lar,
Pelos degraus de Laura
A tinta caía
No móvel vazio,
Congregando farpas
Chamando o telefone
Matando baratas
A fúria crescia
Clamando vingança,
Nos degraus de Laura
No quarto das danças
Na rua os meninos
Brincando e Laura
Na sala de espera
Inda o ar educa

Publicado por [Rick Dangerous] às 07:14 PM | Comentários (1)

revelam-se ondas em maninhos...

Embora pouca gente repare nisso, este gajo é há muitos anos um dos melhores intérpretes portugueses e esta é a melhor interpretação do redondo vocábulo que conheço. Janita, mais um que, para se facilitar a vida, decidiu ser comunista. Quero vê-lo na festa do avante este ano. Bom 25 a tod@s!

Publicado por [Renegade] às 12:00 AM | Comentários (8)

abril 23, 2009

Da matança do porco


Em Santa Comba Dão, vão inaugurar uma praça salazar no dia 25 de Abril. Haverá porco no espeto. Espero que seja como os presuntos pendurados em Milão, na Piazza Loretto, em 1945. Ninguém os provou, mas ficaram com óptimo aspecto. Parece que os porcos em questão foram particularmente bem alimentados.
Caído da cadeira, na morte como na vida, Salazar nunca pareceu tão fotogénico como Mussolini. É pena. Gostaria de o poder recordar dessa maneira, imóvel, posando serenamente para a eternidade. De cabeça para baixo. Ou assado no espeto. Todas as técnicas são boas para matar um porco.

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:39 PM | Comentários (10)

Black Power

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Publicado por [Saboteur] às 03:21 PM | Comentários (5)

abril 21, 2009

precariedade & novas resistências


23 de Abril | 18.30 | Livraria Pó dos Livros
(avenida marquês de tomar, nº89 – metro são sebastião / campo pequeno)

A precariedade laboral tem vindo a assumir dimensões crescentes, apresentando-se como o paradigma de um novo ciclo produtivo, caracterizado pela elevada flexibilidade e mobilidade da força de trabalho, a par do reforço da sua componente imaterial. Baixos salários, poucos direitos, vidas instáveis, reforço do poder patronal, submissão a novas formas de controlo e dificuldades de organização e acção colectiva – a descrição generalizada do fenómeno tem acentuado os seus constrangimentos, apontando a necessidade de substituir contratos de trabalho temporários por contratos de trabalho permanente. A crítica da desregulamentação do mercado de trabalho tem resultado sobretudo numa indisfarçada nostalgia relativamente às relações laborais do anterior ciclo produtivo «fordista», acompanhada por discursos que acentuam a necessidade de um novo compromisso social em torno do «pleno emprego» e de uma política de regulação ao serviço do crescimento económico. Essa posição tem transposto, para o seio dos movimentos sociais que pretendem combater no terreno da precariedade, discursos, lógicas e reivindicações atravessadas pela ética do trabalho e pela apologia da produção. Neste debate, propomos questionar estes pressupostos, entrecruzando a análise das novas formas de exploração laboral, com a da desfiliação de uma identidade baseada no trabalho, manifesta na crise das organizações sindicais e na criação de novas formas de acção política.

debate com ricardo noronha, rui duarte, josé nuno matos
unipop

http://u-ni-pop.blogspot.com/

Publicado por [Rick Dangerous] às 11:50 AM | Comentários (6)

abril 20, 2009

Da hegemonia - as nossas ideias estão em todas as cabeças

"Admiram-se alguns com as queimas de automóveis nos subúrbios de Paris e a guerrilha urbana no centro de Atenas. Eu admiro-me com a paz dos outros dias. Espantam-se uns com as greves em França e as manifestações de Lisboa. A mim surpreende-me a massa humana pacata que todas as manhãs vai trabalhar ou procurar emprego."
José Castro Caldas

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:25 PM | Comentários (8)

Uma triste e sórdida história de lavagem de dinheiro

«The lawsuits were authorized by a July 2008 decree from Chilean President Michelle Bachelet
«The government lawsuits name Pittsburgh-based PNC Financial Services Group Inc.; Spain's Banco Santander; Espirito Santo Bank of Portugal; and the Bank of Chile»
«Las acciones legales, que fueron presentadas el pasado miércoles en la Corte del distrito sur de Florida, incluyen al Banco de Chile, al Santander de España, al portugués Espirito Santo y al PNC Financial Services Group Inc., que absorbió al Banco Riggs en 2005, agregaron.»
«En el documento presentado se lee que "algunas de esas instituciones financieras fueron más allá de la simple negligencia y optaron por ayudar a Pinochet".»

As ligações entre o Banco Espírito Santo e Pinochet, explicadas aos leigos por José Sousa, em quebrar sem partir.

O melhor texto de todos é o relatório do Senado dos EUA acerca do caso:
«This is a sad, sordid tale of money laundering involving Pinochet accounts at multiple financial institutions using alias names, offshore accounts, and close associates,” said Coleman. “As a former General and President of Chile, Pinochet was a well-known human rights violator and violent dictator. Even the most rudimentary compliance with federal "know your customer" rules would suggest that these accounts should have scrutinized and closed long ago. Congress spoke with the enactment of the Patriot Act, we need to make sure that the banks listened because banks are our first line of defense. Now more than ever, proper bank compliance is crucial to root out proceeds of illicit conduct and financing of activities that makes our world unsafe.»
61006-ASSALTO AO BES.JPG

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:40 PM | Comentários (1)

Em breve

mário dionísio.jpg
A grande razão do nascimento da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio é a vontade de contrariar o esquecimento a que Mário Dionísio tem sido votado, como aliás tantos outros. Do que ele viveu, defendeu e descobriu, cujo conhecimento ajudaria a intervir hoje, sobretudo no campo cultural.
«Este Centro não vai ser nem a Culturgest, nem o Centro Cultural (ou Comercial) de Belém. Não vai ser uma instituição dessas solenes» – disse Vítor Silva Tavares, editor da &etc e elemento da direcção, na altura do leilão organizado por sócios da Casa da Achada. «Não vamos fazer disto nenhum templo da cultura e da arte, mas sim um centro animado e aberto a iniciativas das quais algumas delas nem podemos fazer ideia, contamos com as pessoas».

Passa Palavra

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:05 PM | Comentários (2)

Homenagem à Catalunha (para party program et pour cause)

Publicado por [Rick Dangerous] às 02:27 PM | Comentários (2)

abril 19, 2009

Concurso de Ideias

O Movimento de coladores de autocolantes nos carros estacionados em cima do passeio está mesmo a esgotar o seu stock de 15 mil autoculantes e vai fazer nova remessa.

Desta vez vai realizar-se um concurso de ideias. Os interessados podem enviar propostas até 15 de Maio. As propostas serão votadas on-line e o autoculante mais votado será editado e colado aos milhares, nos carros de todos os que insistem em pôr o automóvel o mais perto possível, mesmo se fôr em cima do passeio.

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Publicado por [Saboteur] às 09:32 PM | Comentários (8)

abril 18, 2009

Tribunal da Boa Hora

Agora que António Costa também já se demonstrou favorável à manutenção do tribunal da Boa Hora como tribunal, acho que já posso alongar-me contra a petição do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, pela “preservação da memória judiciária".

A Baixa, durante o dia, fervilha de vida: Turistas, comércio, gente que vai e vem dos barcos, moradores de todas as idades e nacionalidades dos bairros circundantes (Alfama, Mouraria...), gente que ali trabalha nos bancos, ministérios, câmara, todo o tipo de serviços…

É à noite que a Baixa morre e fica deserta. A Baixa necessita pois de ser repovoada, de ter gente lá a viver e que dinamize esta zona após as 6 da tarde.

Para além disso, como é sobejamente conhecido, a Baixa não pode ter tanto automóvel. Os níveis de poluição atmosférica e sonora, a própria agressividade inerente ao trânsito, tornam a Baixa um sítio pouco agradável para se viver.

Transformar a Boa Hora num hotel é pois uma boa solução: Pouca pressão de tráfego, dinamização do turismo, existência de um equipamento a funcionar 24 horas por dia. O tribunal está nos antípodas, como hoje se vê: Ás 6 morreu. Até às 6 é um corrupio de carrinhas celulares e da polícia, estacionadas em cima do passeio, carros dos juízes, dos advogados, dos funcionários, das testemunhas e familiares dos réus… já para não falar do estendal que fica ali montado quando é um julgamento mediático: Carrinha da TVI para os directos, a da RTP mais a cima, a da SIC já não deixa passar carros para o Chiado, é preciso começar a buzinar.

Mesmo que se queira que todos os palacetes sejam estatizados – o que não me choca absolutamente nada – então que metam aquilo como pousada da juventude, ou como residência de estudantes, ou como residência artística… Tudo, menos tribunal! Tribunal porquê? Porque “A justiça precisa de locais simbólicos; porque “Um local tão ligado a grandes figuras, a grandes julgamentos e a episódios marcantes da nossa história não pode desaparecer do universo judiciário sob pena de perdermos um importante testemunho do nosso passado.”?!

Mas o que é que eles dão à malta nas faculdades de direito que a esmagadora maioria sai de lá com este paleio que não interessa ao menino Jesus?


Publicado por [Saboteur] às 05:31 PM | Comentários (9)

Mais uma voltinha, mais uma festinha!

As festas para as quais sou convidada em terras gaulesas... Com gralhas ou sem gralhas penso ir!

flyer last last.jpg

Publicado por [Shift] às 01:20 PM | Comentários (2)

abril 17, 2009

gay & lesbian retródiscópop - na rússia não havia almofadas?!

capafestaginaabril.jpg

e depois do adeus . zeca afonso. por este rio acima .
comunistas que comiam criancinhas . ermelinda duarte .
na russia não havia almofadas . sérgio godinho . cravos .
a panela da sopa à janela . paz pão povo e liberdade .
jethro tull . grândola vila morena . que força é essa .
o povo unido jamais será vencido . bolas de berlim .
PREC . galões . MFA .
e uma gaivota voava voava e voaaaaaaaaaaaaaaaava
vooooooooooooooaaaaaaaaaaaaava até lá....

CENTRO LGBT – Rua de São Lázaro, 88

Publicado por [Renegade] às 10:34 PM | Comentários (2)

Padre Júlio, responde a isto é àquilo, inclusive ao que acha sobre teres relações com um fulano e depois com uma fulana, e depois com outra fulana, e depois com um fulano e rebeubéu pardais ao ninho

Publicado por [Joystick] às 04:58 PM | Comentários (7)

Jornal do Incrível + noite dos mortos vivos + nunca esqueceremos kronstadt


Restos mortais de Trotsky roubados e cozidos em biscoitos


Publicado por [Rick Dangerous] às 04:37 PM | Comentários (3)

ça ira

Quando cheguei à faculdade de direito fui obrigado a confrontar-me com um mundo novo. Não apenas o mundo dos códigos e da pesporrência de alguns frustrados a fazer o sacrifício de dar aulas a adolescentes na via sacra para o almejado doutoramento. Era também o mundo social que nunca se cruzava com o meu pequeno mundo de subúrbio. Tinha colegas filhos de ministros, de presidentes da república, de aristocratas, de grandes empresários, de gente com poder. Para me facilitar a vida decidi que esse momento era a altura certa para aderir ao partido comunista. Se a revolução não é um chá dançante, a minha vida tardo-adolescente (ou de imberbe maioridade) acabou por ter menos de revolucionário e mais de cházinhos com os filhos da burguesia do que estava à espera. Enfim, acabei por fazer alarde da minha nóvel condição de comunista, ao contrário de outras coisas que mantive mais discretas. Daí que, um dia, uma colega de família brazonada me tenha argumentado contra os excessos da reforma agrária em 1975 com a invasão da propriedade da avó no Alentejo, em particular com a queima da charrete da avó pela turba enraivecida. A charrete que a avó estimava nos seus passeios pelo campo, a avó que nunca tinha feito mal a ninguém e era uma senhora até bondosa, a charrete que era um amor de charrete...

Claro que isto evoca logo as cenas famosas da invasão da herdade do duque de lafões (torre bela) no filme com o mesmo nome, um homem que faz questão de expressar para a câmara (em francês, bien sûr) todo o racismo social da classe. O escândalo íntimo da rapariga não me convenceu e lá continuei a perfilhar a violência revolucionária. Por exemplo, de vez em quando gosto de assobiar isto por aí, como o comunista tragicómico a quem obrigaram a trocar umas ideias sobre o assunto quando quis e não conseguiu aderir ao PCP.

Ah ça ira ça ira ça ira
Les aristocrates à la lanterne
Ah ça ira ça ira ça ira
Les aristocrates on les pendra
V'la trois cents ans qu'ils nous promettent
Qu'on va nous accorder du pain
V'la trois cents ans qu'ils donnent des fêtes
Et qu'ils entretiennent des catins
V'la trois cents ans qu'on nous écrase
Assez de mensonges et de phrases
On ne veut plus mourir de faim
Ah ça ira ça ira ça ira
Les aristocrates à la lanterne
Ah ça ira ça ira ça ira
Les aristocrates on les pendra
V'la trois cents ans qu'ils font la guerre
Au son des fifres et des tambours
En nous laissant crever d'misère
Ça n'pouvait pas durer toujours
V'la trois cents ans qu'ils prennent nos hommes
Qu'ils nous traitent comme des bêtes de somme
Ça n'pouvait pas durer toujours
Ah ça ira ça ira ça ira
Les aristocrates à la lanterne
Ah ça ira ça ira ça ira
Les aristocrates on les pendra
Le châtiment pour vous s'apprête
Car le peuple reprend ses droits
Vous vous êtes bien payé nos têtes
C'en est fini Messieurs les rois
Il n' faut plus compter sur les nôtres
On va s'offrir maint'nant les vôtres
Car c'est nous qui faisons la loi
Ah ça ira ça ira ça ira
Les aristocrates à la lanterne
Ah ça ira ça ira ça ira
Les aristocrates on les pendra
etc

Publicado por [Renegade] às 12:04 PM | Comentários (4)

A Economia para além da Economia

Já deram por isso? Existe por aí uma coisa que, com poucos recursos, sem funcionários e sem instalações próprias está a afirmar-se cada vez mais no contexto… quê? Politico, cultural e cívico de Lisboa?...

É a UNIPOP e está agora a promover mais um seminário de grande qualidade: “A Economia para além da Economia”.

Atenção que as inscrições são limitadas!


Publicado por [Saboteur] às 11:28 AM | Comentários (3)

Uma sexta-feira chuvosa

Um gajo chamado Van der Kellen volta a alertar para o perigo dos imigrantes, a luta faz-se aos pulos e pro Santana ainda não se acabou a mama.

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Publicado por [Chuckie Egg] às 10:24 AM | Comentários (1)

Em luta e aos pulos, que giro!

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Publicado por [Chuckie Egg] às 09:47 AM | Comentários (6)

abril 16, 2009

Quem não devia consumir Cánabis?

Num post aqui em baixo falou-se da legalização da canábis e debateu-se muito sobre se faz bem ou faz mal e sobre se o movimento do legalize não anda a ocultar que fumar erva também não é a melhor coisa que se pode fazer pela saúde... ("Come antes uma peça de fruta, jovem")

Pois trago-vos uma novidade: a MGM Lisboa publicou no seu site um artigo de um médico pró-legalização, que colabora regularmente com a revista cânhamo, e que diz "Quem não devia fumar Cánabis"

Pessoalmente acho que ele exagera com a história dos estudantes. Se afecta a memória de curto prazo, seria mais correcto dizer que os estudantes em periodo de exames não devem fumar canábis... Para além disso, felizmente, nem todos os cursos são como o de medicina, em que é preciso decorar uma catrefada de sintomas, partes do corpo, procedimentos, etc, etc.

"Eles até sabem o que é o Externo-Cleido-Mastoideu!"

Publicado por [Saboteur] às 12:42 PM | Comentários (13)

abril 15, 2009

Economia para todos

O Centro de Estudos Sociais e o Le Monde diplomatique – edição portuguesa vão organizar, durante os meses de Maio e Junho, em Lisboa, dois cursos de formação – Afinal o que é a Economia? O que nos ensina a sua história e Assuntos privados e serviço público: o que nos faz correr. Estes cursos estão abertos a todos os interessados. Os detalhes dos dois cursos também estão disponíveis aqui. As inscrições já estão abertas.

Publicado por [Saboteur] às 03:14 PM | Comentários (1)

abril 14, 2009

"A vida é feita de pequenos nadas"

A norte-americana que ficou uns dias lá em casa estava cansada de um dia inteiro a andar pela cidade. Olhou para a televisão e disse "I love this country". "Why?", perguntei.

«Boa comida e televisão legendada.»

Publicado por [Saboteur] às 05:11 PM | Comentários (1)

Poesia de rua #53 - Não basta mudar as moscas

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Props 2 Glam&Nurea - OGA

Publicado por [Chuckie Egg] às 10:03 AM | Comentários (1)

abril 13, 2009

A Ronda Infinita dos Obstinados em dia de Ressureição de Jesus!

“Vós sois o sal da terra” disse Jesus um dia!
Somos o sal pois sem ele tudo seria sem sabor... no entanto, é na interacção com outros elementos que o sal faz todo o sentido...
“The salt of the earth” de Hebert Biberman (realizado em 53 e censurado até 65 nos EUA) é uma luta, uma ronda sem fim, uma ronda onde cada passo significa vitória. Uma obra de arte!

Em frente do Hotel de Ville de Paris (Câmara Municipal) a universidade francesa “anda de ronda” hà 3 semanas, dia e noite. É uma ronda infinita e obstinada até que a obstinação de Pécresse se extinga! é uma luta difícil para aqueles que fazem a ronda, 2, 3, 4 e 5 horas por dia, mas é também um lugar propicio à descoberta e aprofundamento de afinidades entre colegas, entre professores e alunos e, ainda solidários. O movimento sistemático em torno de um círculo construído em toda a perfeição é agora uma última espiral de esperança para um movimento que começa a estar exausto pela sua duração (quase 5 meses). Allez, mais duas horitas no inicio da noite!

Publicado por [Shift] às 01:33 PM | Comentários (1)

De quem é a culpa por não haver convergência de esquerda em Lisboa?

A notícia política de hoje é o lançamento pela Renovação Comunista da petição pela convergência de esquerda no município de Lisboa.

Ao contrário do que se possa pensar a não existência, até agora, de condições para essa convergência não é culpa exclusiva dos partidos à esquerda do PS. Antes pelo contrário.

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Apesar da deriva sectária que atingiu há uns anos o PCP (ainda ontem pus no Google news “convergência esquerda Lisboa” e só apanhei notícias do Chaparro e do Jerónimo a dizer que a única coligação que faziam era a CDU), apesar do BE ter sido incompreensivelmente o primeiro (o único?) partido a escrever nas suas resoluções oficiais que não faria coligações em Lisboa, o PS e António Costa, por ser o partido mais votado e sobretudo por ser o Presidente da Câmara é quem tem mais margem de manobra mais responsabilidades. Não mexeu até hoje, em concreto, uma palha para que tal acontecesse.

Por exemplo: Helena Roseta fartou-se de repetir que não se poderia coligar porque a lei não permite coligações entre partidos e movimentos. Se António Costa ou o PS quisessem faziam um movimento de cidadãos “Unir Lisboa” e o PS desistia de apresentar listas próprias.

BE e PCP, que estão fundamentalmente preocupados com a proximidade das eleições legislativas e autárquicas, teriam desta forma, com o símbolo do PS afastado, um incentivo extra para começarem a debater um programa para Lisboa, podendo ainda negociar, como fez o PCP com o PS em 2001, a não aparição dos secretários gerais dos partidos na campanha, etc, etc.

A verdade é que a não convergência da esquerda no município de Lisboa pode ter como consequência a vitória de Santana Lopes, mas faz uma enorme pressão de voto útil, o que prejudica o PCP, mas sobretudo o BE e a Roseta. Para o PS vale a pena o risco e quem se lixa somos todos nós.

Publicado por [Saboteur] às 11:38 AM | Comentários (26)

abril 12, 2009

A Santa Trindade

«O promotor da petição estimou que o eleitorado lisboeta esteja dividido em três, repartindo-se cada terço entre a direita, o PS e a esquerda.»

Publicado por [Saboteur] às 01:09 PM | Comentários (2)

abril 10, 2009

Falar verdade (Granma)

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O novo blog de Manuela Ferreira Leite propõe amor com cubanos.

Publicado por [Rick Dangerous] às 09:42 PM | Comentários (7)

abril 07, 2009

Para aquela pessoa daquele jornal

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Video reveals G20 police assault on man who died

Publicado por [Chuckie Egg] às 09:11 PM | Comentários (1)

Um amplo movimento

Olhem lá quem é que também é legalize it! O grande amigo do Rick Dangerous...

Publicado por [Saboteur] às 04:30 PM | Comentários (25)

A propósito...

“Quando o governo viola os direitos do povo, a insurreição é para o povo, e para cada facção do povo, o mais sagrado dos direitos e o mais indispensável dos deveres”
Artigo 35. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, França, 24 de Junho 1793

Publicado por [Shift] às 02:08 PM | Comentários (4)

abril 06, 2009

sabedoria

Sabes que atingiste a idade da sabedoria quando todos os putos de 20 anos te tratam por "VOCÊ" e "SENHOR".

Publicado por [Renegade] às 07:54 PM | Comentários (7)

Já não a consigo ver sem me lembrar logo do nosso primeiro

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:45 PM | Comentários (3)

Crise? Qual Crise?

Telefono para a fábrica da Órbita, em Águeda, atende uma senhora com pronuncia do norte:

- Fala Saboteur. Telefonei a semana passada para encomendar uma bicicleta e disseram-me para telefonar esta semana…

- Pois é, sr. Saboteur, mas olhe: Estamos cheios de encomendas mas a bicicleta ainda não está em produção.

- Não? Que pena… Queria aproveitar o bom tempo…

- Nem vai estar tão cedo, sabe? É que nós fechamos sempre a fábrica nesta semana da Páscoa.

- Sério? É pá! Parece que a crise não atingiu a Órbita, hem?

- Não senhor… Graças a Deus! …Mas acho também que isso da crise está a ser muito exagerado pelas pessoas, sabe?

Publicado por [Saboteur] às 04:49 PM | Comentários (5)

ABRIL 2002

Deveria estar numa pista de dança e tu obrigas-me a ficar fechada neste pequeno quarto obscuro.
.

Publicado por [Shift] às 03:37 PM | Comentários (1)

abril 05, 2009

“Testemunho de bloggers em Gaza” by Najate Zouggari*

Com a cortesia e devido conhecimento da autora: tradução (inglês para português**) e publicação no Spectrum.

A relação entre “bloggers de guerra” e jornalistas não é uma relação pacífica. Ela é frequentemente caricaturada, como o encontro das frustrações dos jornalistas e outros indivíduos ciumentos dos seus privilégios. Donald Matheson e Stuart Allan*** no capítulo intitulado “war zone: the role of warblogs in Iraq” analisaram a colaboração entre o que eles chamam mediasfera e blogosfera. Os autores argumentam que os blogs não podem ser separados da mediasfera uma vez que é uma resposta a estes últimos. No caso do recente ataque a Gaza, parece que este fenómeno é diametralmente oposto, é a blogosfera que se tornou um impulso das notícias e a principal fonte de informação.
O modelo de Matheson e Allan, cujo esquema foi aplicado em 2003 no momento da invasão do Iraque, poderia ser agora claramente invertido se tivermos em consideração a ofensiva a Gaza em 2008.
Não obstante, a principal conclusão destes autores continua a ser válida:

‘the dominant model of the foreign war correspondent, developed during the relatively information-scarce nineteenth-century, relied upon the correspondent having a monopoly of information and the status of an expert by dint of being present on foreign soil and having general journalistic skills. Such a model becomes less tenable when news editors and readers have instant access to multiple voices, both journalist and lay, experiencing the news event in question from an array of perspectives in multiple locations.’ Matheson, Allan (2007, p.87)

Algumas destas “vozes múltiplas” são inseridas no “Global Voices” , uma plataforma fundada pelo Berkman Centre for Internet e a Society at the Harvard Law School. Ethan Zuckerman e Rebecca MacKinnon inauguraram este precioso ponto de encontro em 2004. Quatro anos mais tarde, este site tornou-se uma das fontes central e independente para todos aqueles que estejam interessados em ouvir outras vozes. Mackinnon diz na BBC:

‘If bloggers are out there creating media and talking about things that the mainstream media isn't covering, that may also help push the mainstream media to recognise that there are a lot of things out there that people care about that they've simply failed to cover.’****

“From Gaza, with love” é um blog –criado no Blogspot – por Mona Al-Farrah, uma médica activista pelos direitos humanos que se encontrava no Egipto quando os bombardeamentos começaram em Gaza. As suas mensagens revelaram então um testemunho autêntico, transmitindo directamente na blogosfera as informações que ela recebia dos seus amigos, antes mesmo de elas chegarem à mediasfera. Tendo tornado publico o seu número de telefone na eventualidade de alguém –jornalistas?- a querer contactar. Mohammed Fares Al Majdalawi, realizador e trabalhador social na Banda de Gaza, publicará um post no blog de Mona que diz (4/01/2008) :

‘There is a horror in every minute (...) I have two message to the world, (...) to the lovers of peace and freedom in the world. First message: Imagine your life with no electricity, destroyed homes, missiles night and day, no food. Imagine your children and your family telling you they are afraid of the missiles (...) My second message: End the siege and stop the killings, stop the demolitions of our houses.’ *****

As falhas dos media profissionais devem ser consideradas como inexactidões. Tecnicamente, por outro lado, o blogger torna-se completamente disponível quando mete o seu número de telefone on-line no fim do seu post. Ao invés, nenhum jornalista ou nenhum simples leitor é convidado a confirmar os factos. Muitos bloggers como Mohammed continuaram a escrever logo que tiveram acesso à internet. Felizmente, a mediasfera – não toda – deram eco aos gritos e histórias da blogosfera. A Al jazeera em inglês, a partir de Gaza, através do “twitter” deu ao público em geral a oportunidade de seguir – e confirmar – as informações quase ao mesmo tempo que cada novo post era publicado.
A passagem pela mediasfera e blogosfera é um caminho que pode levar a audiência a sentir-se envolvida no processo informacional em vez de ficar passivamente absorvida nos fragmentos divulgados pelo “mainstream media”. É uma oportunidade para os jornalistas profissionais partilharem o debate com este tipo de público activo, tanto com os “escritores” não-profissionais como com os testemunhos. Vale a pena sublinhar como a Al Jazeera em inglês, a um determinado momento, teve consciência da combinação perfeita entre blogosfera e mediasfera através de uma plataforma experimental chamada “War on Gaza. Experimental Beta” . Neste website, um mapa encontrava-se disponível e qualquer acidente podia ser assinalado pelo site, pelo “twitter” e por telemóveis (SMS). Subsequentemente, estes acidentes eram confirmados e possivelmente validados.
Em suma, “a verdade na zona de guerra” já não depende do monopólio da informação chegada através dos correspondentes estrangeiros. Esta “verdade” pode assim melhor resultar de um diálogo entre uma blogosfera activa e uma mediasfera aberta que mete em valor a inteligência da audiência, forjando um recentramento deste fenómeno no processo informacional – numa partilha de racionalidade.
---------
Referências:
Este texto foi publicado em inglês: arabdemocracy e Happy daggers
*Jornalista francesa em Londres
** Responsabilizo-me por todas as imprecisões de tradução, e qualidade linguística!!!
*** Maltby S., Keeble R. (2007) Communicating War. Memory, Media and Military. Bury St Edmunds: Arima Publishing
**** Boyd C., (2005). "Global voices speak through blogs," BBC NEWS Technology, April 6, 2005.
***** From Gaza, With Love (Mona El-Farra)

Publicado por [Shift] às 03:23 PM | Comentários (1)

abril 04, 2009

Epá esta até se parece com aquela do filme do Clint Eastwood!

Publicado por [Party Program] às 09:03 PM | Comentários (3)

O espirito não morreu.

È bom saber que continua vivo o espiríto do inicío da década que tanto animou cimeiras e reuniões. Por mais que digam que estes não fazem parte do "movimento" e mais tiradas chatas, nhónhós e ignorantes do género todos sabemos que ninguém monta uma festa como um bom Black Bloc. E aposto que o Obama também está a vibrar, quem sabe se não ilude a sua própria segurança para ir mandar uns molotovs também.

Em Estrasburgo já pegaram fogo a uma esquadra, uma estação de serviço, uma alfandêga e um hotel. E eu aqui a passar o sábado em casa.

Publicado por [Party Program] às 02:45 PM | Comentários (17)

abril 03, 2009

O dia cheio.

Acho que se estivesse em Estrasburgo tinha ido aos motins de manhã e receber o Obama e a Michelle à tarde.


Publicado por [Party Program] às 08:30 PM | Comentários (2)

Anda um espectro sobre Lisboa

pacos do concelho.JPG

Ponham lá os vossos olhos neste movimento verdadeiramente organizado em rede:

Um grupo de amigos quotizou-se e editou uns autocolantes para colar nos vidros dos carros estacionados em cima dos passeios e passadeiras

Os autocolantes fazem menção a um blog e nesse blog pode-se descarregar o PDF com o autocolante para tu próprio fazeres os teus tós e colares na tua rua.

Em alternativa, envia-se um mail com morada e há um desgraçado (que tem os autocolantes todos no gabinete onde trabalha) que vai todos os dias ao correio fazer as entregas.

Ou seja: Um movimento que começou em Lisboa, está a espalhar-se por todo o lado e no blog intensifica-se o debate sobre a cidade que temos e a que queremos.


to.JPG

Publicado por [Saboteur] às 06:52 PM | Comentários (7)

Cinco tiros no porta-aviões


"Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?"
João Miguel Tavares, processado por José Sócrates devido a um artigo de opinião, foi ouvido no DIAP de Lisboa. Contactado pelo DN, o colunista declarou: "Agradeço a atenção que o senhor primeiro-ministro me dedicou de que não me acho merecedor."

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:44 PM | Comentários (2)

Calma!

Algumas pessoas andam preocupadas. O Saboteur, desde que foi para Barcelona deixou praticamente de postar. O que se terá passado, será que o Party Program conseguiu realmente absorvê-lo para o dark side?

Nada disso. É apenas falta de tempo.

Sobre Barcelona, teria algumas coisas para contar. A manif estudantil juntou uns largos milhares de pessoas. 20 mil segundo a organização, 5 mil segundo a polícia. Foi uma grande manifestação contra a violência policial, mais do que contra Bolonha.

Mais não digo porque eu e o Party Program fizemos um pacto: Eu não digo nada e ele ficar-me-á grato para o resto da sua vida.

Publicado por [Saboteur] às 04:50 PM | Comentários (1)

abril 02, 2009

Novas antenas para velhas ideias


Um homem foi encontrado morto no centro de Londres. Tinha 46 anos e parece ter sofrido um ataque cardíaco. A habitualmente parola máquina de propaganda da paróquia transformou-o num «mártir anarquista» e afirma que era o que «os anarquistas» queriam.
Ainda pouco se sabe, mas a fértil imaginação de um cão de guarda tudo pode e nada teme. Diz quem sabe que a narrativa foi escrita há muito e basta ir adaptando à medida das conveniências. Por exemplo, não se diz «a polícia carregou violentamente sobre os manifestantes», mas sim «a polícia foi obrigada a intervir». Não se fala da multiplicidade de discursos, objectivos, palavras ou motivações de quem está em Londres a manifestar-se. É muito melhor dizer «os anarquistas». E não se lamenta a morte - por causas ainda desconhecidas, note-se - de um indivíduo. Apenas o facto de isso poder fortalecer os protestos contra a cimeira dos donos do mundo.
Muito haveria a dizer acerca do jornalismo e das suas misérias. Mas neste momento estou simplesmente banzado com a lógica em funcionamento no twitter de José Manuel Fernandes. A mediocridade do personagem é sobejamente conhecida. Mas tão tortuoso cálculo não pode deixar de surpreender. Em pleno século XXI e dirigindo o maior diário português de referência, não deixa escapar uma oportunidade para dar provas do seu estalinismo.

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:44 PM | Comentários (6)

Não mudam de uniforme, são venais

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As prioridades humanistas de José Manuel Fernandes, via o sempre atento Womenage

Publicado por [Chuckie Egg] às 10:12 AM | Comentários (4)

abril 01, 2009

Finalmente o inverno acabou

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Colegas! A faculdade hoje não abre!
Ocupamos a faculdade para protestar pelos problemas de todos os estudantes.
Ocupamos a faculdade porque pagamos por um direito : o direito de estudar.
Ocupamos a faculdade porque o aumento das propinas é inaceitável.
Ocupamos a faculdade porque Bolonha nos tira mais do que dá.
Ocupamos a faculdade porque esta faculdade não tem bar, nem reprografia.
Ocupamos a faculdade porque esta não tem condições para um bom funcionamento.
Ocupamos a faculdade porque nunca nos pediram a opinião.
Ocupamos a faculdade porque quando nos atam as mãos, só podemos pontapear e fazer barulho.
Ocupamos a faculdade para que vocês possam ir à manifestação em frente à Reitoria às onze horas.
Nós ficamos aqui. Contamos convosco lá.

Belas Artes do Porto foi ocupada. Mais notícias na Rádio Leonor.
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Publicado por [Rick Dangerous] às 04:56 PM | Comentários (9)

Violentos anarquistas cuja missão é pintar de londres de vermelho com o sangue da burguesia

Segundo a TVI24 Londres está neste momento sitiada por milhares e milhares de anarquistas extremamente perigosos e violentos. Será sem dúvida um regresso ao inicio do século passado e fim do anterior, onde os Nihilistas Russos explodiam tudo o que era lugar de convivio da Burguesia e onde os anarquistas usavam chapéus de cone, capas negras e levavam bombas esféricas na mão com "bomb" escrito em letras garrafais.

Eu lamento mas os milhares de seres reunidos não serão anarquistas motivados pela destruição selvagem e orgiástica do estado, do capital, do espectáculo e do patriarcado. Quer-me parecer que esse misterioso estéreotipo do anarquista infiltrado só existe nos noticiários da TVI, nos comunicados da polícia e nos textos de opinião de alguma esquerda.

Mas também já ninguém sabe muito bem o que são os anarquistas hoje.

Publicado por [Party Program] às 12:13 PM | Comentários (4)

Fotos de Barcelona

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Publicado por [Saboteur] às 12:50 AM | Comentários (2)