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março 30, 2009

a/c Saboteur


A Horta Popular da Calçada do Monte está a secar. Estamos sem água, o que nos cria um problema grave, especialmente em tempo de sementeiras e com o Verão a aproximar-se.
Esta horta foi semeada pela primeira vez há mais ou menos 2 anos, num terreno que chegou a ser um jardim, mas que estava abandonado há mais de 10 anos. Entretanto não parou de crescer, envolvendo directamente um grupo de 15 pessoas, de crianças a idosos, vizinhos e estrangeiros, num espaço público, não murado e aberto a todos. Estamos em conversações com a Vereação do Ambiente desde o início, que apoiou verbalmente a iniciativa, mas que no entanto está a arrastar a resolução do nosso problema. O contacto com a Câmara foi estabelecido logo no arranque da horta em 2007, a falta de água dura já há 6 meses, no entanto as respostas continuam vagas.
Precisamos de dar a conhecer aos nossos representantes políticos a dimensão que a horta tomou. Por isso pedimos a todos os que acharem que esta iniciativa merece apoio, para escreverem um email nesse sentido para o Presidente da Câmara e para o Vereador do Ambiente, citando no assunto "Horta Popular da Calçada do Monte". Podem subscrever o texto abaixo (copiando-o para o corpo do email a enviar), ou expressar-se pelas vossas palavras. Todas as contribuições são essenciais!
Pedimos também que nos reenviem as vossas mensagens, para “csm@gaia.org.pt” para podermos ter a noção do apoio que vamos tendo.

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:36 PM | Comentários (19)

Cowboys que coçam os tomates


A silhueta da menina pires Mayday 2009

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:35 PM | Comentários (1)

Avenida Manuel Pinho


Na Pizarro, tintureira que recebeu três milhões de euros do Governo através da entrada do IAPMEI no seu capital, dezenas de trabalhadores esperavam o ministro à porta, aplaudindo--o. E na Abel da Costa Tavares, empresa do sector da cortiça, Pinho ficou com "um nó na garganta", perante funcionárias que lhe agradeciam, emotivamente, por ter salvo o patrão.
A relação com os empresários é muito próxima, diz Pinho, que faz questão de estar presente em todas as reuniões com estes responsáveis. "O presidente da AEP [Associação Empresarial de Portugal] vai ao Ministério uma vez por semana, o sr. Fortunato [dirigente da associação do sector do calçado] vai lá duas vezes por mês. Os empresários ligam-me para o telemóvel, criámos uma relação de confiança" , salienta.
"Tenho a sensação que não se fala muito de política", diz o ministro no último dia da visita, em direcção a Paços de Ferreira. "A diferença está entre uma atitude rezingona ou em arregaçar as mangas, entre propostas muito teóricas e soluções concretas", diz Manuel Pinho, acrescentando que um responsável da CGTP, numa das fábricas de cortiça visitadas na quinta-feira, lhe deu os parabéns pelo apoio dado ao sector.
O autarca de Paços de Ferreira é do PSD, mas isso não impede uma "excelente relação", diz Pinho. Mais tarde, nesse dia, Pedro Pinto iria anunciar que uma das avenidas do Parque Empresarial Multipark terá o nome do ministro da economia. E é nesta localidade que está a ser construída a fábrica da Ikea, "uma espinha cravada no coração do PSD", argumenta.
"A oposição, quanto mais fala em PME [Pequenas e Médias Empresas] mais me ajuda", acrescenta Manuel Pinho. Vários "empresários já me disseram que se concorrer pelo distrito de Aveiro querem ser os primeiros da minha lista de honra", revela.
"Se as eleições fossem cá em cima, nem era preciso fazê-las. Eu ganhava com 80% dos votos. Esta gente votava 10 vezes em mim. É uma dimensão engraçada, porque em Lisboa não se tem esta leitura", conclui.

Diário de Notícias, via 5 Dias

Publicado por [Rick Dangerous] às 02:31 PM | Comentários (1)

Frango na ranhura !

Encontramo-nos no largo de Ménilmontant em Paris. Precisamos urgentemente de dinheiro. Atravessamos o largo, passamos em frente do McDonald’s e quando finalmente estamos em frente do multibanco deparamo-nos com uma perna de frango frita esborrachada na ranhura da máquina (a perna voou sem dúvida do outro lado do largo onde se situa o KFC e os seus menus exclusivos de frango). Ficamos frustrados por não poder levantar dinheiro sem contudo deixar de esboçar um sorriso com tal hilariante imagem! Esta postura teve origem na leitura simbólica que fizemos do acto. Acto simbólico ou de destruição pura? O importante é sempre o olhar do outro...

Publicado por [Shift] às 09:54 AM | Comentários (3)

março 27, 2009

Da festa de lançamento


Publicado por [Rick Dangerous] às 06:05 PM | Comentários (1)

março 26, 2009

Tertúlia das lágrimas

Ontem, 9 pessoas juntaram-se à volta de uma mesa para debater ideias sobre as relações de armamento entre a França et Israel. Para tal convidámos um professor amigo especialista na questão do armamento. À volta da mesa encontravam-se 5 israelitas anti-sionistas, uma palestiniana da Cisjordânia, uma palestiniana do Líbano, eu e o professor que é Francês (uns conheciam-se outros não tanto). O professor começa a dar os repères históricos da questão. Até à guerra dos 6 dias em 67 a França era um dos grandes parceiros de Israel, tendo sido o mentor principal nos ensinamentos a Israel no que respeita o arsenal nuclear. Após 67 existe uma viragem de política internacional francesa associada a De Gaulle, que começa em 64 quando este condena o apoio dos americanos ao Vietname do Sul, que passa pela expulsão das bases militares americanas da França em 66 et que acaba na desaprovação da riposte israelita ao bloqueio du Détroit de Tiran no Egipto.
Posto isto, a tertúlia continua e a França continua a vender actualmente algum material electrónico e peças pequenas a Israel, nada de especial. No entanto, Israel, o quinto país mundial mais performant no negócio de armas, vende umas coisitas mais voluminosas e consequentes à França, entre as quais os aviões sem piloto (os Drones). Se a França foi outrora especialista das torturas com a guerra na Argélia, tendo exportado o seu savoir-faire à grande, Israel é agora o especialista das invenções de controlo suburbano, daí vêm os drones e outros mecanismos que tão bem conhecemos para a dispersão das massas como os canhões de água, as granadas de gas lacrimogéneo e outros. Chegou-se à conclusão, pelo debate de testemunhos, que estas técnicas são utilizadas de maneira diferente segundo a cidade. Se fizermos uma manifestação em Tel-Aviv o gas lançado está dentro da “legalidade”, se fizermos uma manif em Bel’In na Cisjordânia o gas que levamos nas trombas queima completamente as vias respiratórias e alergias de pele aparecem quase automaticamente.
Apesar de tudo isto, Israel encontra-se refém também nestas questões de armamento. Consta que ainda estávamos na época de Clinton, quando Israel mostrou-se interessado em comprar à Europa dois ou três Airbus. Parece que muito diplomaticamente, através da sua secretária de Estado, os EUA disseram literalmente: “Se adquirirem os Airbus, a próxima vez que tiverem problemas vão chamar os vossos amigos franceses e alemães”.
Numa pequena pausa para jantar, os israelitas presentes começam a contar anedotas: se houvesse lutas de independência em Israel, Tel-Aviv seria a primeira cidade a revoltar-se pela sua especificidade cultural. Entre risos e vinho, a palestiniana do Libano, apresenta-se num tom sério: “eu sou palestiniana refugiada no Libano, os meus pais vêm de uma aldeia perto de Jaffa (era uma das grandes cidades palestinianas antes da Nakba), e faz-me alguma confusão como é que podem estar a rir e a falar de hipotéticas independências na minha terra onde não posso meter os pés... não se preocupem não estou aqui para vos atacar, gostava apenas de compreender”. Um silêncio pairou na sala... e depois do armamento a questão fatal da terra coloca-se mais uma vez a partir do momento que israelitas e palestinianos encontram-se face a face, mesmo que os primeiros sejam conscientes e revoltosos contra o Estado de Israel. Um dos israelitas, com os seus 50 anos, disponibiliza-se a contar o seu trajecto de vida para dar alguns elementos de explicação sobre o funcionamento da sociedade israelita:
“Até muito tarde não tinha consciência sobre a questão palestiniana, os meus pais tinham chegado à Palestina por volta dos anos 35 antes da criação do Estado de Israel, a minha mãe vinda da Rússia e o meu pai vindo da Turquia. Na escola, nas nossas viagens de estudo pelo país a fora mostravam-no onde Abrão tinha nascido, etc, etc.... A terra, em toda a nossa sociabilização, está intimamente relacionada com a biblia. Refugiados palestinianos? Não existiam, os meus pais tinham chegado a uma terra sem povo!”
A palestiniana pergunta: “nos anos 70 que idade tinhas?”. O Israelita: “17 ou 18 anos”. A palestiniana: “Quem eram para ti a OLP e de onde é que pensavas que eles vinham? O Israelita: “é simples, nós eramos as vitimas e eles só pensavam em dizimar-nos, cresci numa sociedade onde a vitimização faz parte do quotidiano, somos todos sobreviventes do Holocausto. Fui manipulado pelo estado Israelita, que reduz a população da região entre os bons e os maus.” A palestiniana: “Os restos da Nakba não te faziam colocar questões, as oliveiras que vias nas tuas viagens de estudo não te fazia questionar?”. O Israelita: “a sociedade israelita dá todas as repostas e recusa todas as questões, se viamos campos cultivados por palestianos logo nos diziam que as nossas culturas aplicam as melhores tecnologias e dão verdadeiros frutos, tudo isto numa lógica de superioridade em relação aos árabes. Apenas quando conheci a minha mulher tive acesso a uma visão crítica, visto que ela vinha de uma família comunista, onde o seu próprio pai era redactor de um pequeno jornal quase clandestino”.
A palestiniana: “Parece-me que falas num senso comum dominante, achas que os refugiados têm eles também uma visão embrutecida sobre a questão?”. O Israelita: “o que te posso dizer é que actualmente tenho duas questões: a primeira porque é que a intifada chegou tão tarde, a segunda, como é que as nações árabes deixaram que os sionistas manipulassem completamente a opinião pública internacional sobretudo ocidental”. O resto da sala entra em debate, será que foi Israel que manipulou o mundo ocidental ou será que foi o ocidente que manipulou Israel porque um colonizador no meio do Próximo-Oriente dá sempre jeito?

Publicado por [Shift] às 10:33 AM | Comentários (5)

março 25, 2009

O plano

Agora que o Saboteur e a Joystick estão a sobrevoar a Peninsula Ibérica já longe de poderem voltar a trás posso revelar o plano maquinado por mim e por outros radicais em que orquestrámos uma situação que visará radicalizar ambos os presentes. Amanha há nova manifestação anti-bolonha, a policia autonómica lançou há momentos um comunicado em que avisa que a manifestação é ilegal, que não poderá passar pelas Ramblas como anunciado e pedindo à cidadania em geral que se afaste do centro da cidade entre as 20h e as 23h de amanhã. Portanto o que vai acontecer vai ser o seguinte: às 20h30 uns largos milhares de estudantes vão sair da praça da universidade para chegar às Ramblas (um pouco como ir do Martim Moniz até ao inicio da Rua Augusta), ai a policia vai carregar e vai ser uma correria desgraçada pelo centro. Mais ou menos à mesma hora vou combinar com os companheiros de blog acima referidos numa qualquer esquina e - perplexos ante a violência absurda da Policia e seduzidos pela diversidade sexual dos manifestantes amotinados que nas horas pequenas das universidades okupadas fazem amor uns com os outros sem transportarem a violência das ruas para a ternura dos seus quotidianos - tal bastará para que de uma vez por todas haja uma hegemonia PAAP no spectrum, ficando só a faltar o Renegade e mais uma ou duas pessoas que, quem diria, agora acham isto palerma.
Parece que daqui a umas semanas vêm outro escriba deste blog, mas esse já tem um CV antagonista sim senhor e ai sim BCN vai reviver 36.

Publicado por [Party Program] às 09:29 PM | Comentários (3)

Festa Benefit MGM Lisboa

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Mais uma festa de angariação de fundos para a Marcha da Marijuana em Lisboa...

Parem por favor com as piadinhas parvas! É para pagar os cartazes, o aluguer da carrinha, o som, materiais, etc.

Publicado por [Saboteur] às 07:01 PM | Comentários (5)

março 23, 2009

Viagem ao fim da noite - Lisboa, 4:17 a.m.

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:27 PM | Comentários (4)

Barcelona

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Parece que o pessoal do Party Program não está a aguentar a pressão, lá terei de ir eu a Barcelona, esta 4ª feira, para ver como estão as coisas...

Publicado por [Saboteur] às 03:22 PM | Comentários (10)

março 21, 2009

The Feminine Mystique, ou de como não precisamos de esperar pelo Santana para que os posts se escrevam sozinhos

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"Vaticano: Máquina de lavar roupa é símbolo da emancipação feminina
Aos olhos da Igreja Católica, a invenção deste electrodoméstico foi o que mais contribuiu no séc. XX para a emancipação das mulheres ocidentais.(...)"Ponha o detergente, feche a porta e relaxe...", diz o jornal do Vaticano, citando o manual de utilização de um dos primeiros modelos de máquina de lavar.(...)Refere-se, também, à "mística sublime de poder trocar os lençóis duas vezes por semana ao invés de uma", frase atribuída feminista americana Bety Friedan."

Publicado por [Chuckie Egg] às 04:00 PM | Comentários (3)

março 20, 2009

À lei da bala ou porque continua a ser tão giro viver neste país

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Os deputados da nação aprovaram ontem, com o voto favorável do grupo parlamentar do PS e os votos contra do PCP, do BE e dos Verdes (PSD e PP abstiveram-se) a nova «lei das armas». Com esta nova lei, a idade mínima para uso e porte de arma baixa para os 16 anos.
Assim sendo, para votar e para conduzir (salvo algumas excepções previstas na lei) continua a ser necessário ter 18 anos. Para beber um copo e para ter armas basta ter 16. Podes, por tua conta e risco, fumar um charro. Convém, no entanto, que o faças às escondidas pois podes ter problemas se fores apanhado a fazê-lo. Mas se quiseres ter uma arma, tudo bem, desde que tenhas 16 anos e a respectiva licença.
É ou não é fantástico viver num país assim?

Adenda: Está excelente o que diz, sobre este tema, o Pedro Vieira no Arrastão!

Publicado por [Bomb Jack] às 08:47 AM | Comentários (13)

março 19, 2009

A crise do capitalismo e a revolução

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Esta história tem muito que se lhe diga.

Cheguei ao edifício onde trabalho peperguntei ao polícia que está à porta «Chegaram uns postais para mim de um debate, não foi?». «Foi sim. Estão ali dentro ao cantinho. É qualquer coisa sobre a revolução, não é?»

Publicado por [Saboteur] às 12:06 PM | Comentários (3)

Facção consciente do Partido Imaginário

"Um dia, uma sociedade tentou, por inúmeros meios incessantemente repetidos, eliminar as mais vivazes dentre as suas crianças. Estas crianças sobreviveram. Elas querem a morte desta sociedade. Elas não têm ódio. É uma guerra que não é precedida de qualquer declaração. De resto, nós não a declaramos, somente revelamo-la. Dois campos. O seu diferendo remete para a natureza da guerra. O partido da confusão desejaria que não houvesse senão um campo. Traz uma paz militar. O Partido Imaginário sabe que o conflito é o pai de todas as coisas. Vive disperso e em exílio. Fora da guerra, não é nada"

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Publicado por [Chuckie Egg] às 10:34 AM | Comentários (1)

março 18, 2009

BCN take 2 - Acção!

Publicado por [Chuckie Egg] às 05:33 PM | Comentários (8)

O Robin dos Bancos

Lembram-se do catalão que pediu emprestado meio milhão de euros à banca e que depois fez um jornal sobre isso? foi bastante falado aqui há uns meses, apareceu no arrastão e tudo.

Enric Duran, o Robin dos Bancos

Pois voltou a BCN esta semana com jornais novos preparada para dar uma série de conferências e entrevistas. Só que ontem à noite enquanto falava na universidade ocupada que foi despejada aqui uns posts abaixo entraram umas três dezenas de mossos d'esquadra (a policia catalã) e prenderam o gajo.

Hoje houve uma concentração em frente ao tribunal ao meio dia, mas como uns quantos quarteirões acima estava tudo à batatada com a policia (sem que possamos de momento avançar estimativas de género nem se depois andaram ao molho entre eles também) apareceu pouca gente. Agora às 20h há nova manifestação em frente à universidade e presume-se que ambos os assuntos serão abordados pelos manifestantes.

Podem ver mais noticias aqui: http://www.17-s.info/es

Publicado por [Party Program] às 03:16 PM | Comentários (1)

Business Process Outsourcing - a beleza do capitalismo global

Estou aqui com a Lil (Olá pessoal!). Contava-me ela que, lá na empresa onde ela estava, ganhou um prémio. Uma espécie de empregado do mês do MacDonald´s, mas sem farda nem fotografia ridícula (mas tenho um certificado emoldurado). Chama-se Business Process Outsourcing - Certificate of Excellence que nada mais é do que medalhar uma pessoa que participa activamente na extinção do seu próprio posto de trabalho.

Publicado por [Joystick] às 02:47 PM | Comentários (3)

Há três dias em Paris

Um pouco mais tranquilo que em Barcelona, a luta continua no ensino superior em França. Uma aula de história (“Lugares de Memória e a Luta pela sua Ocupação”) realizada no Arco do Triunfo, como forma de protesto contra as reformas de Pécresse, foi perturbada pelos CRS.
Amanhã, dia 19, greve geral inter-profissional e inter-sectorial em França.



Publicado por [Shift] às 02:14 PM | Comentários (3)

Há 20 minutos em Barcelona

A policia despejou a universidade que estava ocupada em prosteto contra Bologna.

Publicado por [Party Program] às 12:10 PM | Comentários (2)

março 17, 2009

A estupidez continua!

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No dia em que inicia a primeira visita ao continente africano, o papa Ratzinger declarou que a distribuição de preservativos não é a «resposta adequada» ao problema da SIDA.
Depois de, em 1992, o seu antecessor ter expressado opinião semelhante resta apenas uma dúvida: será que dentro de 500 ou 600 anos a Igreja Católica vai pedir desculpa por tanto disparate?

Publicado por [Bomb Jack] às 07:42 PM | Comentários (4)

março 16, 2009

Poesia de rua #52

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Publicado por [Saboteur] às 09:27 PM | Comentários (5)

março 15, 2009

O fotógrafo estava lá!

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O Rick anunciou e foi à Manifestação dos imigrantes

Publicado por [Saboteur] às 11:04 PM | Comentários (2)

março 14, 2009

Jornais de merda

Hoje, uma tal de Catarina Almeida Pereira meteu esta frase no texto que escreveu sobre a manifestação de ontem da CGTP: "Há 35 anos que Carvalho da Silva não fica desempregado (ver texto ao lado)". Há-des ir longe miúda, ai há-des há-des.


Publicado por [Renegade] às 11:53 AM | Comentários (10)

Depois da primavera das cadeiras a raiva !


Keny Arkana (site oficial) em abril 2007 responde a um simpatizante do Front National de Le Pen após dois dos seus clips terem sido deturpados num outro clip com fins eleitorais: “Defensora de uma revolução feita pela base e anti-intitucional, gostaria de lembrar que não defendo nenhum candidato, muito menos o do Front National, e que este clip encontra-se em perfeita contradição com os valores que sempre defendi. Não fico indiferente a este desfalque pérfido e escandaloso da minha música e da minha mensagem, realçando a estratégia desenvergonhada de propaganda que não deixa de ser um golpe à minha obra. O combate continua, viva à Resistência!”.
Em 2008, Arkana lança o novo álbum “Desobediência” onde ela instiga o estabelecimento de uma Nova Ordem Mundial (« Nouvel Ordre OFFICIEUX, terrorisme OFFICIEL ! ») contra a qual ela faz um apelo de “desobediência civil”. Tirado da Wikipédia.

Publicado por [Shift] às 11:23 AM | Comentários (5)

Primavera das cadeiras !

E por aqui ... inventam-se novas formas de luta... A primavera das cadeiras foi lançada na Universidade de Grenoble, tendo-se juntado a esta acção mais de metade das Universidades francesas ! Dia 9 de Março, às 13h, a EHESS (Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales - Paris) faz uma Assembleia Geral, a mais participada desde o inicio do movimento contras as reformas de Pécresse . É preciso saber que a EHESS é uma Ecole que se dedica exclusivamente à investigação em Ciências Sociais, onde a luta unitária é extremamente complexa pelo facto de ela ser organizada por diversos e dispersos centros de investigação, inclusive geograficamente.
As discussões andaram à volta do vota-se a greve ou não. Os estudantes mais radicais por natureza, pelo menos aqueles que participam nas AG’s, criticam os professores por estes não irem mais longe do que o “Changeons le Programme”, que consistiu em fazer seminários sobre a temática da luta. Os professores defendem o “Changeons le Programme”, uma vez que esta forma de luta teve bastante impacto nos media e pelo facto de ter sido repetida em outras universidades após a EHESS. Os estudantes argumentam: é tudo muito bonito mas para o ministério é indiferente uma vez que o que é importante para eles é a presença dos professores nas salas de aula. Portanto, e enfim, vota-se a Primavera das Cadeiras.
A Primavera das Cadeiras consiste em esvaziar as salas de aula e empilhar as cadeira nos halls de entrada... eu defendi fazer barricadas com elas mas por razões de segurança do edificio pas possible... Vota-se maciçamente na beleza da Primavera das Cadeiras... A discussão prosseguiu entre professores e estudantes: começa-se agora ou amanhã? Os estudantes estão prontos, uma vez que era importante aproveitar a mobilização da AG. Os professores estão indecisos. A AG acaba em tormento e os alunos com voto ou sem voto dirigem-se para as salas de aula. Bem organizados entre nós, metemos as cadeiras no exterior.
E BOUM, tenho o meu orientador de tese atrás de mim: “e depois? Quem vai voltar a meter as cadeiras nas salas? A classe trabalhadora, não é?”, tudo isto numa lógica de dissuasão. Por uma vez na vida, sinto o peso de toda uma luta nas minha costas! Tal como um grevista fabril, com três filhos em casa para alimentar, que não se rende às ameaças de despedimento do patrão. Às cinco horas devia estar no seminário dele, os interesses de solidariedade, individuais, utilitaristas e colectivos vociferam na minha cabeça. Não podia ir ao seminário e remeter uma cadeira que eu própria tinha metido na rua? Decidi ir embora simplesmente sem ir até aos limites das consequências! Guardando na consciência o peso de não ter ido até ao fim da minha luta.

Publicado por [Shift] às 10:30 AM | Comentários (3)

março 13, 2009

Porno soul


I’ve had a few
But not that many
But you’re the only love
That gives me good and plenty
[...]
Do what you want
I don’t care
I’ll be your lollipop
You can lick me everywhere

Mtume, "Juicy Fruit"

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:28 PM | Comentários (1)

Fora da Estrada

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Publicado por [Rick Dangerous] às 04:01 PM | Comentários (1)

Vamos recuperar o bastião da classe operária aos Xuxas!

Nos comentários deste post sobre a entrevista da Helena Roseta apareceu novamente uma questão que começa a ser recorrente: Acusam o Spectrum de ter uma linha editorial pró-Bloco, enquanto outros, Bloquistas, claro, acusam o Spectrum exactamente do oposto.

Uns e outros são injustos e pouco objectivos na sua avaliação, vendo inimigos do Partido onde eles não existem.

De qualquer forma, com realmente reconheço que – tirando a festa do Avante! – nunca uma iniciativa "do Partido” foi anunciada aqui no Spectrum, cá fica a estreia. Venha a mim a medalha Lénine do Anti-sectarismo.

Domingo, 15 de Março 2009
Apresentação Pública do Candidato da CDU à Presidência da Junta de Freguesia de Sacavém.
16 horas - Quinta de São José, Sacavém

Publicado por [Saboteur] às 12:19 PM | Comentários (11)

março 12, 2009

Para A

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Obrigado, FuckitAll

Publicado por [Chuckie Egg] às 04:31 PM | Comentários (5)

Imagens para uma tese

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:48 PM | Comentários (2)

E assim se fazem alianças explosivas...

Israel - Indústria de Armamento - Bollywood - Dominaçao Masculina

Publicado por [Shift] às 01:45 PM | Comentários (1)

Leonor está no ar


“Desertar da política clássica significa assumir a guerra, que se situa também sobre o domínio da linguagem. Ou até mais sobre a forma como se unem as palavras, os gestos e a vida, indissociavelmente. Quando se prestam a tantos esforços para prender por terrorismo uns quaisquer jovens camponeses comunistas que terão participado na redacção do L´ Insurrection qui vient, não é tanto por um “delito de opinião”, mas mais porque eles poderiam encarnar uma forma de manter na mesma existência os actos e o pensamento. O que na generalidade não é perdoado.”
Comité Invisível

Publicado por [Rick Dangerous] às 01:34 PM | Comentários (1)

Sem preconceitos

Não é que eu seja preconceituoso, mas o Blog do Santana Lopes, os comentários, tudo é do mais ridículo que existe.

Neste post ele anuncia que algo vai acontecer daqui a duas horas. Manda para a página de campanha, "onde é feito o alerta". Vou à página de camapanha e está um relógio em contagem decrescente, numa página em branco.

Suspence. A agência de comunicação no seu melhor a manipular jornalistas e opinião pública. O que é que ele irá anunciar? A construção de um túnel? Uma Lisboa mais feliz? Parque Mayer em 6 meses?

Publicado por [Saboteur] às 10:42 AM | Comentários (6)

março 11, 2009

Desesperadamente procurando Inês

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"A chave deste amor nunca foi Pedro lembrar-se de colar cartazes procurando por Inês. Isso seria demasiado fácil para Pedro. Como bem sabes, a gazua continua a ser o tempo que Pedro será capaz de procurar Inês, colando cartazes"

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:40 PM | Comentários (10)

Espaço Pub

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Publicado por [Rick Dangerous] às 03:05 PM | Comentários (1)

E por falar em Economia de Casino...

Fui ao site do meu banco - o BES - e deparei-me com esta grande promoção:

Fazes um depósito a prazo durante 30 dias. A renumeração é 1,55% ou 8% conforme a sorte.

Segundo eles, vão atribuindo alternadamente 1,55% e 8% até às 18h. Mas só podes "jogar" uma vez.

Não resisti e meti lá todas as minhas poupanças por 30 dias.

Olha, saíu có-có :(

Publicado por [Saboteur] às 12:40 PM | Comentários (4)

março 09, 2009

Regresso à "Valsa com Bachir" : “Medalha da Desonra”

Vi este filme numa sala de cinema parisiense em Setembro 2008. Acabava de chegar de um grande périplo que começou nas margens do Bósforo em Istambul, atravessou os campos de refugiados de Sabra e Chatila na periferia de Beirut e acabou no aeroporto de Ben Gourion na Palestina.
Através das emoções exprimidas pelos meus vizinhos da sessão, apercebi-me que as minhas eram gélidas. Não sei bem porquê! Talvez por ter testemunhado a crueldade da ocupação israelita alguns dias antes. Talvez porque já conhecia as imagens reais que o realizador inseriu no fim do seu filme, mostrando pela primeira vez no filme o desespero daqueles que sofreram o massacre, jogando assim entre a realidade do sofrimento e a animação do massacre. Talvez porque já tinha tido acesso a outros traumas de soldados israelitas. E talvez, e sobretudo, pelo facto de já conhecer a estratégia de lavagem fisica e psicológica que aqueles que cometem crimes metem em prática para se livrarem do peso do inferno!
Esta história de lavagem remete-me sempre para o exemplo que me foi dado sobre o que muitos dos jovens soldados israelitas fazem após terem sido enviados para missões punitivas: matam, massacram, torturam palestinianos, chegam a casa com uma grande adrenalina e acabam por ter relações sexuais com as suas namoradas ou mulheres de forma a terem a certeza que nada mudou no seu mundo afectivo. “My darling, sou um assassino pela segurança da Pátria, amo-te para sempre”. Israel está a tornar-se uma sociedade de assassinos arrependidos, para quando uma sociedade de cidadãos conscientes?
Sem querer desafiar todo o valor artistico e estético que o filme comporta, eu tal como o Saboteur aqui no spectrum , senti um grande desconforto político. Não quero, por outro lado, contestar o valor de consciencialização sobre os massacres de Sabra e Chatila que um filme com várias cópias tem perto de um vasto número de pessoas.
Não obstante, a mensagem de um filme com este calibre pode ser perigosa. Até ao momento tinha tido alguma dificuldade em exprimir por palavras o meu sentimento, embora amigos palestinianos, mais sensíveis à questão, me tenham feito desde logo abrir os olhos para o carácter sionista do filme. Agora, acabei de receber este texto que me esclarece o meu próprio desconforto: Versão inglesa
Versão francesa em baixo:

« Valse avec Bachir » ; Médaille du déshonneur
publié le mardi 3 mars 2009

Gideon Lévy


Quel bon goût : le sang apparaît merveilleusement esthétique et la vraie cruauté n’est absolument pas la nôtre mais celle de tous les Samir Geagea et les Elie Hobeika. « Valse avec Bachir », en compétition dimanche pour les Oscars, est un film israélien révoltant. Faut-il s’étonner que nous en soyons si fiers ?
Tout le monde croise les doigts pour Ari Folman et tous les créateurs de « Valse avec Bachir » pour qu’ils gagnent un Oscar. Premier Oscar israélien ? Pourquoi pas ? Mais après avoir dit cela, ajoutons : ce film est irritant, énervant, agaçant, révoltant, trompeur et riche de tours de passe-passe. Il mérite l’Oscar pour les images, il mérite d’être marqué d’infamie pour son message. Ce n’est pas un hasard si Folman n’a pas desserré les dents lors de la cérémonie de remise des « Golden Globes » : pas un mot à propos de la guerre à Gaza qui faisait fureur en son nom, au moment où il était sur la scène et qu’il recevait son prix.


A Gaza, on voyait ce jour-là des images extraordinairement semblables à celles présentées par Folman dans son film mais le réalisateur n’a pas trouvé un mot à dire à leur propos. Avant que nous ne lui tressions des couronnes – manière en fait d’en tresser à nous-mêmes car ce sera notre Oscar à n-o-u-s t-o-u-s – il est bon de rappeler qu’il ne s’agit pas d’un film anti-guerre, pas même d’un film critique à l’égard de l’Israël agressif ; il s’agit d’une fraude, d’une supercherie, un film censé nous faire plaisir, et nous dire, à nous et au monde : voyez comme nous sommes beaux.


Hollywood sera à la fête, l’Europe applaudira et le Ministère israélien des Affaires étrangères dépêchera le film et son créateur dans tous les coins de la terre afin de présenter le beau visage du pays. La vérité, c’est qu’il s’agit d’un film de propagande. Stylé, sophistiqué, bourré de talent et de bon goût – mais un film de propagande. A Amos Oz et A.B. Yehoshua, s’ajoutera maintenant un nouvel ambassadeur culturel. Lui aussi passera pour éclairé, incomparablement éclairé, tellement différent des soldats postés aux checkpoints, des pilotes qui font sauter des quartiers d’habitation, des artilleurs qui bombardent femmes et enfants et des soldats du génie qui détruisent des rues.


En lieu et place de tout cela, voici – et en images – l’image inversée : le bel Israël, éclairé, tourmenté et qui se justifie, celui qui danse la valse avec Bachir, et aussi sans lui. Quel besoin avons-nous de propagandistes récitant les messages du Ministère des Affaires étrangères ? Quel besoin d’officiers, de commentateurs et de porte-parole ? Nous avons une valse.


Cette valse s’appuie sur deux fondements idéologiques : nous avons tiré puis nous avons pleuré, oh ! comme nous avons pleuré, et nos mains n’ont pas versé ce sang. Ajoutez à cela un brin de souvenirs du génocide, sans lesquels il n’y a pas d’activité israélienne digne de ce nom sur quelle que question que ce soit, et une pincée de victimisation et vous avez le portrait truqué d’Israël 2008.


Folman a participé à la guerre au Liban et deux douzaines d’années plus tard, l’idée lui vient d’en faire un film. Folman est tourmenté. Il retrouve ses compagnons d’armes d’alors. Il trinque au bar avec l’un, fume des joints en Hollande avec l’autre, réveille aux petites heures son copain thérapeute et retourne faire une tranche chez sa psy, tout ça pour se libérer enfin du cauchemar qui hante ses nuits. Le cauchemar, c’est toujours le nôtre et rien que le nôtre.


Il est très confortable de réaliser un film sur la lointaine première Guerre du Liban – nous en avons déjà envoyé un aux Oscars, « Beaufort » – et plus confortable encore de se focaliser sur Sabra et Chatila.


Dès le début, les journées de la grande protestation contre le massacre dans ces camps de réfugiés se sont accompagnées de l’affirmation qu’en dépit des silences et des clins d’œil, malgré le feu vert donné aux phalangistes, nos factotums, et bien que tout se soit déroulé en territoire sous occupation israélienne, les mains cruelles qui ont versé ce sang ne sont pas les nôtres. Elevons la voix contre tous les Samir Geagea et les Elie Hobeika, tous les cruels Bachir et oui, aussi un petit peu contre nous qui avons fermé les yeux, peut-être même encouragé, mais du moins n’avons-nous pas versé le sang de nos propres mains. Sur le sang de l’autre, celui que nous avons versé et que nous continuons de verser de Jénine à Rafah, tout entier fait maison, sur celui-là aucun réalisateur israélien ne s’est décidé à faire un film. Ce n’est pas un hasard.


Les soldats de l’armée la plus éclairée au monde chantent une chanson dans « Valse avec Bachir » : « Bonjour, Liban. Puisses-tu ne pas connaître la souffrance. Tes rêves se réaliseront, tes cauchemars se dissiperont. Que ta vie soit toute entière une bénédiction. » Joli, non ? Quelle autre armée chanterait pareilles chansons et au plus fort d’une guerre, de surcroît ? Ensuite, ils chantent que le Liban est « l’amour de ma courte vie » et le char d’où s’élève la chanson écrase une voiture, l’aplatissant comme une boîte à conserve, puis il heurte une maison, menaçant de la faire s’effondrer. Nous sommes comme ça. Nous chantons et nous détruisons. Où trouve-t-on encore des soldats sensibles comme ceux-là ? Il serait encore préférable qu’ils hurlent d’une voix rauque « mort aux Arabes ».
J’ai vu le film deux fois. La première fois, au cinéma, j’avais été impressionné : quel fignolage, quel talent ! Les images sont splendides, les voix authentiques, la musique caressante, même le doigt à moitié coupé de Ron Ben Yishai est dessiné avec précision. On n’a omis aucun détail, aucune nuance n’a été bâclée. Tous les héros sont des héros : merveilleusement stylés comme Folman lui-même, s’exprimant avec aisance, beaux, à la mode, soigneux de leur personne, informés, de gauche, sensibles et intelligents.


Je l’ai vu une deuxième fois, chez moi, quelques semaines plus tard. Cette fois, j’ai été attentif aussi à ce qui y était dit et j’ai perçu le message qui surgit de derrière l’écran trompeur du talent. J’étais d’instant en instant plus révolté. C’est un film irritant comme pas deux, précisément du fait de l’énorme talent qui y est à l’œuvre. L’art y est mobilisé au profit d’une campagne de duperie. La guerre est peinte en couleurs douces et caressantes. Comme une bande dessinée, vous voyez. Même le sang y est merveilleusement esthétique et la souffrance n’est pas vraiment de la souffrance quand elle est dessinée. La bande son joue en arrière-plan, avec les boissons et les joints qu’il faut, dans les bars qu’il faut. Les instigateurs de la guerre ont été mobilisés au service actif de l’admiration et du tourment de soi-même. Boaz est dévasté depuis qu’il a tiré mortellement sur 26 chiens errants et il se souvient de chacun d’eux. Il cherche maintenant « un traitement, un psy, le shiatsu, quelque chose ».


Pauvre Boaz. Pauvre Folman aussi : quel sortilège l’empêche de se rappeler ce qui s’est passé lors du massacre ? « Les films, c’est aussi une psychothérapie », reçoit-il en guise de conseil gratuit. Sabra et Chatila ? « Pour te dire vrai, ce n’est pas dans mon système à moi », dit-il en hébreu d’aujourd’hui. Après la rencontre avec Boaz, qui a eu lieu en 2006, soit 24 ans plus tard, arrive le « flash », le grand flash qui a engendré le grand film.
De cet été-là, le héros du film se souvient avec une grande tristesse : c’est précisément le moment où Yaeli l’a largué. Entre-temps, ils ont tué et détruit sans discernement. Le commandant regardait des cassettes pornos dans une villa de Beyrouth ; même [le journaliste] Ron Ben Yishai « avait un appartement » à Ba’abda où, un soir, il a descendu un demi verre de whisky et a décroché le combiné du téléphone pour appeler Arik [Sharon] dans son ranch et lui raconter le massacre.


Personne ne demande à qui diable pouvaient bien appartenir ces appartements pillés, où étaient leurs propriétaires ni tout bêtement ce que nos forces faisaient là, dans ces appartements. Ce n’est pas dans le système du cauchemar. « Tout ce qu’il me reste, c’est une hallucination, un mer d’angoisses », s’avoue le héros en se rendant chez sa thérapeute qui s’empressera de l’apaiser : « Votre intérêt pour le massacre provient, plus globalement, d’un autre massacre. Cela vient des camps d’où sont revenus vos parents. Vous vivez ce massacre et ces camps-là. »


Bingo. Que n’y avions-nous pensé plus tôt ? Ce n’est absolument pas nous, ce sont les nazis, que leur nom et leur souvenir soient effacés. C’est à cause d’eux que nous sommes ce que nous sommes. « On vous a fait remplir le rôle du nazi malgré vous », le rassure un autre thérapeute, comme un rappel des paroles stupides de Golda Meir disant que jamais nous ne pardonnerons aux Arabes de nous avoir fait ce que nous sommes. « Vous vous êtes occupé de l’éclairage mais vous n’avez pas commis le massacre », dit le thérapeute pour l’apaiser. Parfait. Nous n’y avons pas mis la main.


Et en plus ce n’est pas nous qui avons perpétré le massacre : qu’il est plaisant de montrer la cruauté de l’Autre. Les membres amputés que les Phalangistes – leur nom soit effacé – plaçaient dans des bouteilles de formol, les pelotons d’exécution devant le mur, les marques tailladées dans le corps de leurs victimes. Regardez-les et regardez-nous : jamais nous ne faisons des choses pareilles.


Lorsque Ben Yishai pénètrera dans les camps, il évoquera des images du ghetto de Varsovie. Tout à coup, à travers les ruines, il aperçoit une petite main et une tête aux cheveux bouclés, exactement comme celle de sa fille. « Stop the shooting, everybody go home » [arrêtez de tirer, tout le monde rentre chez soi], lance dans le haut-parleur le commandant Amos, et le massacre cesse d’un seul coup. Cut. Coupez. Et alors, tout à coup, les images dessinées laissent la place à des images réelles de femmes hurlant au milieu des ruines et des cadavres. C’est la première fois dans le film que l’on voit non seulement des images réelles mais de vraies victimes. Pas celles qui ont besoin d’un psy ou d’un verre pour se remettre, mais celles qui se sont retrouvées endeuillées, sans maison, estropiées. Et c’est le premier (et le dernier) moment de vérité et de douleur dans « Valse avec Bachir ».

Publicado por [Shift] às 06:21 PM | Comentários (1)

Com os "piscas avariados"

Helena Roseta sobre se seria capaz de participar num executivo liderado por Santana Lopes:

«Nós, como movimento de cidadãos, não temos preconceitos e nunca dissemos que só trabalhavamos com uns e não trabalhávamos com outros. Quem andou a dizer isso durante muito tempo foi o vereador Sá Fernandes. Na campanha dizia que nunca, jamais, se sentaria ao lado do professor Carmona Rodrigues e com o próprio PS punha muitas condições. Depois afinal fez o acordo»

Publicado por [Saboteur] às 06:20 PM | Comentários (23)

Para Bomb Jack...

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Hoje ao fim da tarde na Fnac do chiado

Publicado por [Chuckie Egg] às 11:58 AM | Comentários (2)

março 08, 2009

Poesia de rua #51 - Wish you were here

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Publicado por [Chuckie Egg] às 06:39 PM | Comentários (1)

Para o Saboteur...


«Querias uma cena assim, esquece, antes não havia!»

Publicado por [Bomb Jack] às 01:53 PM | Comentários (3)

Ele está lá...

Na América Latina, a religião católica tem um peso brutal. A pobreza e o subdesenvolvimento sociocultural fazem com certeza parte da explicação deste fenómeno… No Brasil não é diferente.

É por isso (uma boa) notícia que o Presidente Lula tenha criticado – ainda que sem a violência que eles mereciam - o posicionamento da Igreja no caso do aborto que uma menina de 9 anos fez.

Saravá, Lula!

Publicado por [Saboteur] às 11:26 AM | Comentários (3)

março 07, 2009

Passos perdidos

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:00 PM | Comentários (8)

His name was Marx


Original Video - More videos at TinyPic

Publicado por [Chuckie Egg] às 03:47 PM | Comentários (1)

Pelos corredores do Palácio da Justiça... Evolução do caso Tarnac!

O cenário é idílico. Um solzinho timido aparece no céu parisiense. O Sena parece nunca ter brilhado tanto. E... no entanto o terrorismo paira no tribunal de Grande Instância.

Ontem cerca de três centenas de pessoas reuniram-se em frente da sala de audiências para exigir a libertação de Julian Coupat. Ao som de “police partout, justice nulle part” com as câmaras de televisão focalizadas em eventuais distúrbios mais violentos (“Acção, estamos a filmar”), fomos empurrados até a saída pela polícia em cordão humano através dos belos corredores do Palácio da Justiça. As massas foram dóceis mas a determinação continua. A decisão do tribunal respeitante ao último detido do caso Tarnac será deliberada no próximo dia 13.

Publicado por [Shift] às 12:37 PM | Comentários (1)

março 05, 2009

da incompetência no serviço público

Uma das coisas que me chateia nas nossas cidades é a evidência de que as coisas urbanas não são pensadas, não se sente um plano racional detrás das realidades que nos rodeiam. Pelo contrário, parece que tudo acontece de forma casuística, feito por pessoas que não percebem nada dos assuntos ou que, pelo menos, trabalham com grande incompetência. Poder-se-ia dizer que é um problema de sistema, de políticas, de privilégio das abordagens privatizantes em desfavor do que é público, de desadequação de processos, de falta de dinheiro sei lá eu. Será verdade, mas também é verdade que há grande incompetência na gestão da coisa pública. Desmesurada mesmo.

A propósito disto lembrei-me que há três anos três!!, sugeri aos serviços da biblioteca de Oeiras a instalação de um parque de estacionamento para bicicletas, vulgo pedaço de ferro pregado ao chão onde se ata um cadeado para não me roubarem a bicicleta nem ter que usar o poste de electricidade. Disseram-me que mais pessoas tinham feito o mesmo e que estavam a tratar disso. Estou à espera até hoje. E a falta deste equipamento acontece em 99% dos serviços públicos em Portugal, incluindo na Faculdade de Direito de Lisboa (já não no outro lado da rua, na Fac. de Letras...).

Tenho ido à biblioteca da Faculdade de Direito de Lisboa para consultar umas coisas e passo longas horas a ler e ao computador. O normal seria que houvesse candeeiros instalados para os utentes. Mas que serviço público em Portugal é normal? Ao fim de dois dias a lutar com a penumbra e já quase cego fui aos serviços da biblioteca perguntar pelos candeeiros. Disseram-me que já muita gente tinha feito a mesma queixa e que a direcção da coisa se recusa a instalar candeeiros. Disseram-me para, mesmo assim, deixar uma "sugestão" escrita, que sempre era mais um a pressionar... A declaração de intenções da biblioteca diz o seguinte: "A adaptação constante dos seus serviços e espaços às necessidades dos Utilizadores, para melhor os servir, constitui o principal objectivo da Biblioteca". Tá bem, Gervásio...

Quando me lembro que o dinheiro das propinas de 1 aluno dava para meter candeeiros e parques de bicicletas em todo o lado, até nas casas de banho, acho que fica tudo dito acerca da incompetência de certa gestão pública.

Publicado por [Renegade] às 03:04 PM | Comentários (5)

março 04, 2009

Saltillo em todo o lado


Falam ainda em «sucessivas faltas de consideração profissional e pessoal» e «permanente desresponsabilização, atribuindo a culpa a terceiros», para depois enunciarem os problemas concretos que os jogadores enfrentam, de não pagamento de encargos com «electricidade, escola dos filhos, prestações bancárias, medicamentos e alimentação».
«Emitimos este comunicado com o desejo de alertar e solicitar a ajuda de quem de direito, por um lado; e, por outro, para obstar à repetição destas situações», concluem os jogadores, antes do apelo aos seus companheiros de profissão. «Queremos apelar à união de todos os profissionais de futebol no sentido de uma exigência conjunta na adopção de medidas concretas que impeçam a repetição destes problemas na próxima época desportiva», dizem: «É que, caso essas medidas não sejam aprovadas e implementadas, deve, salvo melhor opinião, ser tomada uma atitude definitiva que passará obviamente pela paralisação geral, à semelhança do que sucede noutros países.»

Mais Futebol

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:00 PM | Comentários (3)

Que ex-militante do PCP vamos nós escolher para representar o Spectrum no Parlamento Europeu?








Publicado por [Rick Dangerous] às 04:47 PM | Comentários (14)

Relatório da sessão de avaliação : Sociólogos Vs Economistas

No contexto de uma luta sem tréguas contra as políticas de neoliberalização do ensino superior em França ... estamos frente a frente... numa sala organizada de forma a que a equipa de avaliação se encontre num conflito aberto com a equipa daqueles que eles estão a avaliar. A equipa de avaliação é a Agence d’évaluation de la recherche et de l’enseignement supérieur (AERES) e a equipa de avaliados é o Centro Maurice Halbwachs (CMH: unidade mista de investigação entre CNRS-EHESS-ENS). Stéphane Beaud é o porta voz dos avaliados e François Héran o porta voz dos avaliadores. O primeiro, sociólogo-referência por exemplo nas questões dos acontecimentos de Novembro 2005 nos subúrbios franceses, e o segundo demógrafo-referência nas questões da imigração em França.
A Assembleia geral do CMH tendo afastado a possibilidade do boycote total à AERES, decidiu apresentar uma moção de repúdio no inicio da sessão à forma como a AERES procede e é constituída, nomeadamente por esta ter contornos duvidosos quanto aos critérios utilizados na avaliação dos centros de investigação, a cooptação em detrimento da eleição dos membros da equipa de avaliação, a sub-representação de mulheres nesta equipa, entre outros. A eventual avaliação negativa deste centro de investigação pode resultar no fim de certas verbas para projectos independentes.
Após uma apresentação detalhada de Stéphane Beaud sobre o plano de actividades da sua equipa, François Héran insiste sobre um ponto que para ele ficou pouco esclarecido: a parceria entre o CMH e a Ecole d’Economie de Paris.
Oups... dá-se a palavra à equipa do CMH, começa-se a explicitar o trabalho feito entre as duas instituições e entre as duas barricadas disciplinares – Sociologia e Economia -. François Héran, impõe-se, “está bem, mas em concreto, que projectos de investigação desenvolvem juntos?”, a equipa do CMH replica que o trabalho desenvolvido entre os dois situa-se sobretudo no âmbito do Campus Universitário, nomeadamente através de seminários onde os estudantes de uns e outros são convidados a participar. François Héran para espicaçar continua a insistir que essa parceria tem assim mais nome que conteúdo. Stéphane Beaud para acabar com a discussão sensível pega no microfone e diz, “disseram-me que o que era pedido para esta avaliação era primeiro que tudo a sinceridade, então aí vamos, como sabem a SOCIOLOGIA e a ECONOMIA têm um longo caminho a percorrer se as duas querem trabalhar juntas.

Estado da sinergia entre Sociólogos e Economistas!

Publicado por [Shift] às 02:51 PM | Comentários (1)

Marcha Global daMarijuana em Lisboa

A Marcha Global da Marijuana voltará a ser realizada este ano também em Lisboa.

É dia 9 de Maio. Toca a pôr nas agendas e a aparecer, para aquilo também ter gente séria que lê blogs e não só freakalhada.

A apresentação pública da Marcha será no dia 5, próxima 5ª feira, na Faculdade de Letras. Vai aproveitar-se para fazer uma pequena reunião de activistas para trocar contactos, combinar umas coisas, etc. Apareçam se puderem.

mgm2009.bmp

Publicado por [Saboteur] às 08:08 AM | Comentários (16)

março 03, 2009

Teste Americano

Resta a dúvida: Se o spectrum é um jardim infantil será daqueles onde se vende droga e as crianças tropeçam em seringas ou mais na onda de uma horta okupada onde os petizes brincam entre couves biológicas?



Alguns dos bloggers do spectrum no parque infantil

Assembleia do Blog por entre o sol e a cenoura

Dado que o interrogado ainda não respondeu pensámos dar uma mão (estendendo-a aberta e não em punho cerrado) e pôr respostas múltiplas:

1) Que contacto já teve o Daniel com movimentos extra/anti-parlamentares?

a) Leio atentamente sempre que sai alguma noticia no público ou na visão sobre situações no estrangeiro. Leio o spectrum também e já olhei uma ou duas vezes para o Indymedia

b) Há alguns quantos freaks no meu partido que ainda têm algum fascinio por ditos movimentos, oiço-os falar disso e rio-me para dentro como quando vejo crianças entusiasmadas com desenhos animados.

c) Há muitos anos enquanto passeava por amsterdão passei em frente a uma casa okupada. Pareceu-me um sitio pouco limpo.

d) Gente que esteve mais em contacto com essa gentalha ignorante contou-me várias histórias terriveis.

2) Que experiências pessoais o levam a poder afirmar que:
2.1) há poucas raparigas entre os anarquistas gregos?

a) Apesar de estarem sempre de cara tapada e com bastante roupa não se viam os seios. As mulheres gregas são conhecidas pela sua voluptuosidade curvilinea e ali os peitos eram chatos.

b) Da mesma maneira que se fala na comunidade homosexual de um "Gaydar", um radar interno que permite reconhecer outras pessoas da mesma orientação sexual, o Daniel também possui um "heterodar" que permite reconhecer o género de qualquer figura vagamente hominidia.

c) As mulheres aberram a violência que é uma caracteristica fundamentalmente masculina. É uma afirmação genérica aplicável a diversas realidades e a todas que passem pelo confronto fisíco.

d) Gente que esteve mais em contacto com essa gentalha ignorante contou-me várias histórias terriveis.

2.2) a violência é sempre transportada para dentro do movimento?

a) Não há diferença entre um operativo da ETA que executa um outro no meio de um bosque e uma pessoa que atira uma pedra da calçada à polícia de choque. Como tal a sociologia/história que foi feita sobre a RAF, a OLP, a ETA e as brigadas vermelhas pode ser aplicada a todo e qualquer movimento que tenha presente no seu reportório o confronto fisíco.

b) É bem sabido que no spectrum, no movimento okupa espanhol e entre os autonomen alemães as discussões e decisões são tomadas à batatada. É como naquele livro do Astérix: As pessoas votam em assembleia e as urnas são atiradas ao mar, depois anda tudo à pancada e os que ficarem de pé decidem a orientação teórica e prática.

c) Quem se propõe atirar a uma pedra a um polícia é obviamente uma pessoa de débil formação moral: um sóciopata. Como será óbvio é impossivel que entre essa corja mal formada não impere a lei da selva e formas sub-humanas de sociabilídade

d) Gente que esteve mais em contacto com essa gentalha ignorante contou-me várias histórias terriveis.

Nota: Aqui quero apenas dizer em mais ou menos dez anos de convivência dentro dos meios em questão a única vez que fui agredido, ou vá lá abordado de modo fisico, por alguém que não fosse do corpo policial foi por um ilustre membro do BE que agora faz documentários.


3) Porque é que não divulgou a manifestação da amadora no seu Blog?

a) eh pá! é verdade! esqueci-me!

b) A manifestação foi conotada com movimentos violentos e participar na sua convocação poderia posteriormente por alguns problemas. É fácil de imaginar as manchetes do dia seguinte: "Manifestação divulgada em Blogue do Bloco de Esquerda termina em agressões à polícia". Nem o Bloco nem o Arrastão de podem dar ao luxo de estarem associados a manifestações nas quais não há a garantia de que a legalidade seja cumprida e em que o próprio Bloco não possa assumir-se enquanto porta-voz. Para além disso o grupo que convocava a manifestação era desconhecido e não seria prudente arriscar uma divulgação deste.

c) A leitura do comunicado durante o debate serviu a propósitos retóricos que não são vinculativos. Serviu para provar à moça da última fila que a geração dela também se mobilizava e que não era tão escrava da televisão e do consumismo quanto ela mesmo suponha. Apesar de Portugal ser um deserto pontuado por pequenos oásis no que toca a movimentos sociais as jovens gerações podem encontrar no Bloco de Esquerda e nos seus ramos uma resposta prática às suas ansiedades mobilizadoras.

d) Não tive tempo.


Publicado por [Party Program] às 12:46 PM | Comentários (18)

março 02, 2009

À semelhança do Sobral de Monte Agraço...

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O Spectrum também já tem um jardim infantil!
O que não tem é respostas às perguntas colocadas, na caixa de comentários desta entrada, ao Daniel Oliveira.
Como aquilo já estava a descambar, e uma das educadoras de infância já estava a olhar de lado para a malta, aqui ficam reproduzidas:
Que contacto já teve o Daniel com movimentos extra/anti-parlamentares?
Que experiências pessoais o levam a poder afirmar que 1)há poucas raparigas entre os anarquistas gregos 2)a violência é sempre transportada para dentro do movimento?
Porque é que não divulgou a manifestação da amadora no seu Blog?

E pronto. Vou ver os Morangos com Açúcar.
Portem-se bem!

Publicado por [Bomb Jack] às 06:31 PM | Comentários (7)

Historiografia Comunista II

O artigo "Recomeçar do Princípio", no Avante! desta semana é bom para o Zé Neves e Ricardo Noronha analisarem.

Ao ler no Orgão Central do Partido um artigo cirúrgico contra «indivíduos que organizaram e estimularam uma linha de liquidação do Partido enquanto partido comunista e revolucionário», parece que estamos a ler um Avante! do século passado, dos anos 30 ou 40, coisas do tipo "O Menino da Mata e o seu Cão Piloto", que foram alvo de uma auto-crítica profunda por parte do Partido, anos mais tarde.

A linha ortodoxa sente-se cheia de força e age em conformidade... Na apresentação do livro a que fiz referência no Sábado, vi isso mesmo: uma organização aguerrida, unida para combater os inimigos do Partido, mas muito arrogante, muito pouco flexivel e com dificuldade em construir pontes para fora da sua esfera.

Publicado por [Saboteur] às 02:54 PM | Comentários (13)

março 01, 2009

The world's greatest violin playing (para saboteur etc. etc.)


"Tive, ao longo destes dez anos, como simples militante ou como dirigente, divergências com opções do Bloco. Delas resultaram discussões internas calmas ou acaloradas. Mas nunca tive como resposta processos de intenções. As divergências, no Bloco, valem por si próprias e não se fazem atalhos para pôr de lado as posições diferentes. Perde-se e ganha-se, claro. Fazem-se escolhas e as pessoas são responsabilizadas pelas posições que defenderam. Mas o terreno é o da política, não é o da suspeita de traição."
Daniel Oliveira, Arrastão

Publicado por [Rick Dangerous] às 08:08 PM | Comentários (15)

Historiografia Comunista

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Fui ao museu do Neorealismo, em Vila Franca de Xira, assistir à apresentação do livro do Zé Neves.

Fernando Rosas, baldou-se à última da hora, mas o Pacheco Pereira lá foi, atraído pelo Zé, para um ambiente que não lhe é fácil.

Enquanto Pacheco falava, cá atrás, os velhos camaradas começavam-se a insurgir em voz alta. “Anti-comunismo primário!”; “Ainda há fome e miséria!”; “devia ter-se convidado alguém do Partido para fazer o contraditório!”.

Foi divertido, interessante e o Pacheco Pereira bateu-se bem, há que reconhecê-lo… Em vez de “explicar melhor o que estava a dizer”suavizando a mensagem para não chocar tanto a assistência – que é o habitual nestas situações – insistiu e foi ainda buscar o pacto germano-soviético, a invasão da Hungria e da Checoslováquia, o cabrão…

Publicado por [Saboteur] às 03:05 PM | Comentários (5)