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janeiro 16, 2009

Diário de Polícias


A Polícia Judiciária, o Serviço de Informações de Segurança (SIS) e a PSP estão a investigar a aproximação de grupos de extrema-esquerda - ligados a movimentos anarquistas e antiglobalização - às associações e população de bairros problemáticos. Os extremistas têm fomentado a revolta contra a polícia, que acusam de "assassinar" negros em "execuções sumárias", com a conivência do Governo e da comunicação social "racistas".
Apesar de ainda não ter sido constituído um inquérito formal sobre esta matéria, as duas forças de segurança e o serviço de informações estão a cooperar entre si e não duvidam que estes movimentos estão a ganhar força em Portugal. As polícias sabem, por exemplo, que a morte do rapaz de 14 anos na Amadora, este mês, está a ser aproveitado para algumas acções destes movimentos. Um deles, a Plataforma Gueto, está a promover uma manifestação de solidariedade com a família do jovem "Kuku", marcada para o próximo sábado, no Casal da Boba (Amadora), em frente à esquadra da PSP.
No seu blogue, designado "brutalidadepolicial", a Plataforma apela aos "camaradas de todo o mundo" a contribuí­rem com donativos para ajudar "as despesas do funeral" do jovem, bem com a comprar as T-shirts com a fotografia de "Kuku" em apoio à família. Numa acção planeada para conquistar a simpatia da família e amigos da ví­tima e recrutar apoiantes no bairro, o grupo convocou ainda dois jantares de "solidariedade".
A ligação que a Plataforma Gueto faz do caso da Amadora aos incidentes da Grécia e França são evidentes: "De Paris, a Atenas, a Amadora, está a acontecer por todo o lado. Qual será o próximo bairro? O meu? O teu? Para os pobres, negros, ciganos, brancos, as autoridades reservam execuções sumárias feitas nas ruas, nas viaturas e esquadras da polícia", escrevem no blogue.
Esta internacionalização do caso e um possí­vel efeito de repetição é motivo de grande preocupação das polícias. "Apesar de ainda não termos dados sólidos que nos permitam dizer que as organizações em Portugal já atingiram um ní­vel de preparação semelhante ao de outros paí­ses da Europa, sabemos que se trata já de um embrião com grande potencial de violência", disse ao DN fonte ligada ao processo. "Estes movimentos estão em crescendo no nosso Paí­s e, à semelhança do que tem acontecido noutros paí­ses europeus, aproveitam o descontentamento social que existe por causa da crise económica e fomentam a revolta contra o Estado", frisou.
Para quem está a acompanhar intensamente estas movimentações, como é o caso da PJ, é notória a facilidade com que elementos das organizações têm entrado nos bairros e encontrado adeptos. "Estes bairros vivem em permanente tensão, agudizada pela crise económica. A pobreza e as dificuldades são grandes e, por isso, são 'presa' fácil para abordagens anti-Governo e antipolícia. Foram registadas aproximações em bairros da Amadora e Loures, precisamente onde os problemas sociais são maiores. A convocatória para a concentração de sábado, que está em vários blogues extremistas nacionais e estrangeiros, é clara quanto a objectivos. Ultrapassa em muito a mera solidariedade com o jovem: "Vem protestar contra a brutalidade policial. Contra a violência de Estado. Vem exigir justiça."
As polícias sabem que o caso da Amadora teve repercussões internacionais e admitem que a concentração de sábado possa atrair jovens de outros paí­ses. O DN tentou contactar a Plataforma Gueto, mas não obteve resposta até à hora do fecho da edição.

Valentina Marcelino, Diário de Notícias, 16/01/2009

"Antes que qualquer caça a bruxas pudesse ter lugar, era necessária a satisfação de determinar precondições. Tais precondições, que correspondem até certo ponto às da caça européia no sentido global, dizem respeito às crenças sobre bruxas da população local, às leis e instituições judiciais da região e ao estado de espírito da comunidade como um todo. No tocante às crenças sobre bruxas, era preciso que tanto a
elite dirigente como o povo comum tivessem algum conhecimento das diferentes atividades em que as bruxas supostamente estavam engajadas. Isso não significa que todos os habitantes das comunidades que vivenciavam o fenômeno tivessem pleno conhecimento do conceito de bruxaria. Significa, porém, que as pessoas em geral acreditavam na realidade da magia malévola e que os magistrados e o clero estavam familiarizados, mesmo que vagamente, com a teoria demonológica que os intelectuais vinham desenvolvendo desde a alta Idade Média para explicar a magia. Se o povo não acreditasse na realidade dos maleficia e na existência de bruxas, não se teria registrado tão acentuada tendência a atribuir infortúnios à bruxaria. Uma resistência nesse particular poderia frustrar os esforços mesmo do mais determinado promotor, podendo até conduzir à oposição popular aos processos. Era essencial, portanto, a existência de uma população que acreditasse em bruxas, para que a repressão pudesse começar. Na maior parte dos casos, essa precondição foi facilmente satisfeita. Crenças populares precederam à formação do conceito cumulativo da bruxaria, sendo comumente retomadas pelos pregadores quando se convenciam de que as bruxas estavam à solta na comunidade."

A Caça Às Bruxas Na Europa Moderna - Brian P. Levack - Editora Campus.

Publicado por [Rick Dangerous] às janeiro 16, 2009 04:41 PM

Comentários

Será que fui o único a reparar que aquele nosso amigo que disse que "detesta que não se dê a cara", que tem "muita coragem porque dá sempre a cara, mesmo quando é perigoso fazê-lo", esse nosso amigo que convocou uma plateia inteira para essa tal manifestação ... não colocou essa convocatória no seu blogue.

Publicado por [Tárique] às janeiro 16, 2009 06:24 PM

és grande :) ainda hoje de manhã disse isso a algum pessoal

até amanhã?
abraço

Publicado por [chuckie egg] às janeiro 16, 2009 07:20 PM

mais. usou-o como exemplo de como "se fazia alguma coisa". Pfffffffff........

Publicado por [PP] às janeiro 16, 2009 09:12 PM

grande palhaço daniel oliveira

Publicado por [Anónimo] às janeiro 16, 2009 11:09 PM

Palhaçada é esta notícia do DN. Deixem lá o Daniel em paz com o que quer e o que não quer postar no blog dele. É uma fixação com o gajo...

Publicado por [Saboteur] às janeiro 17, 2009 07:07 PM

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Publicado por [Heloise] às dezembro 16, 2011 06:23 PM

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