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janeiro 17, 2009

Carga Policial

Parece que ontem o gaia organizou uma mini festa de rua em Almada para reclamar essas cenas que eles costumam reclamar, mais cidadãos a andar de bicicleta ou uma cena assim querida do género. Pois parece que nem sequer o ensonso activismo cidadanista do Gaia pode passar incólume e a policia carregou tendo detido duas pessoas e feridos três, uma das quais se encontram hospitalizada. Ensaios para hoje?

http://www.gaia.org.pt/node/14726

Solidariedade para com os activistas do GAIA. Mas já que aqui estamos dava para parar com os batuques horriveis nas manifestações?

Publicado por [Party Program] às janeiro 17, 2009 11:26 AM

Comentários

"Foi quando a percussão voltou a tocar, que a polícia interviu para abrir espaço para os automobilistas, empurrando idosos no chão e uma pessoa com um bébe no colo." E depois dizem que eles são maus

Publicado por [Anónimo] às janeiro 17, 2009 06:03 PM

és um belo otário

Publicado por [Tárique] às janeiro 17, 2009 06:50 PM

otário porquê? por dizer que não gosto das batucadas? por dizer que não morro de amores pelo o gaia? não sou o único nem percebo porque é que tem de haver um porreirismo politicamente correcto que nos impeça de dizer estas cenas. A minha solidariedade com o pessoal que foi preso e levou na boca é inversamente proporcional ao meu interesse na maioria da politica que é feita pelo GAIA.

Publicado por [PP] às janeiro 17, 2009 09:04 PM

és um otário de todo o tamanho pela merda de bocas que mandas despropositadas, gratuitas, vazias e do mais puro ressabianço.

Publicado por [Anónimo] às janeiro 17, 2009 09:16 PM

Es lo que hay. Ressabiado e despropositado ainda vá lá e devo dizer escrevi isto antes de ouvir um relato em primeira pessoa que me fez pensar se teria sido o melhor momento para o comentário dos batuques, mea culpa, Pode parecer que único obejctivo do que escrevi seria algum tipo de escárnio mas longe disso. Mas o que é vazio e gratuito será uma discussão para ter noutra ocasião.

Publicado por [PP] às janeiro 17, 2009 09:43 PM

Não men, ão tem nada que ver com bicicletas.
Se calhar a palavra "otário" foi forte, mas só quero dizer que é estúpido dizeres que a reclamação de espaço público, da RUA (que está reservada a servir só as viagens de quem tem dinheiro para um pópó ou se mata para o conseguir) descreveres o esforço por recuperação da RUA, que, não duvides, é uma prioridade nas lutas insurrecionais de berlim a salónica, descreveres isso como

"mais cidadãos a andar de bicicleta ou uma cena assim querida do género" .

Quanto aos métodos do gaia, diz lá o que quiseres mas não metas bicicletas nisto (que não tem nada que ver) nem faças de conta que que são todas caprichos burgueses.

Publicado por [Tárique] às janeiro 18, 2009 03:07 PM

Já agora, falando em batuques, a primeira vez que a polícia de intervenção me apareceu à frente em lisboa foi num concerto no grupo desportivo da mouraria, o palácio dos távoras (5 anos antes do gaia ter pegado naquilo). era um concerto a um domingo e sabes o que eles vieram fazer? Impedir os "batuques horríveis" dos grandes Acromaníacos! às 4 da tarde.

Publicado por [Tárique] às janeiro 18, 2009 03:13 PM

A questão é se a recuperação da rua, algo fulcral como tu o dizes, é possivel de ser feita através desse prisma cidadanista. É interessante ver como em Barcelona todo o processo de gentrificação dos bairros do centro é acompanhado por esse tipo de iniciativas verdes e culturais que visam legitimar a expulsão das populações empobrecidas. Arrasam dois quarteirões e expulsam quem lá vivia para a periferia, constroiem apartamentos carissimos mas no põe no meio a cinemateca e o bicing e de repente tásse bem.

Lógico que não acho que a questão das bicicletas esteja necessariamente associada a esse tipo de processo, mas este enquadramento especifico parece-me menos um recuperar do espaço público (e já se superava esta falsa dicotomia público-privado) do que propor uma sofisticação do seu controle. De resto como o prova o resultado final da manifestação (e do que mais se passou nesta semana) a principal problemática ligada à questão da rua está bastante longe de ser carros vs. bicicletas e peões.

Voltando aos batuques estou bastante longe de ser adverso ao potencial revolucionário do ruido, mas estes em particular parecem-me um sucedaneo importado e deslocalizado, pouco pertinentes numa manifestação sobre a palestina, bastante mais numa festa de rua.

Publicado por [PP] às janeiro 18, 2009 05:42 PM

PP, já percebemos que:
1. não gostas de batuques.
2. és um ignorante, ou seja, ignoras a força desses mesmos batuques.
3. não só és ignorante como pavoneias essa falta de informação, indicando "à lá tuga" que tudo não passa de algo importado, uma imitação do estrangeiro .
4. gostas não só de dividir como conquistar, ou pelo menos explicar como é que se conquista.

Deixa, quando a tua revolção vencer, eu sou o primeiro na linha a mandá-la a baixo.

Burro...

Publicado por [RJA] às janeiro 18, 2009 06:44 PM

PUM - ppPum - ppPUM - PUM PUM

Publicado por [Anónimo] às janeiro 18, 2009 09:49 PM

hahaha até aqui?

Publicado por [PP] às janeiro 19, 2009 08:27 AM

Eu gosto imenso de batuques, e creio que tenho noção da força que têm na motivação e perseverança de manifestantes. Não estive em Almada, apenas li as notícias nos blogues depois de uma pequena procura no google sobre o assunto.
No entanto, creio que os batuques estavam um pouco desapropriados na manif em frente à embaixada de israel, a 8 de Janeiro. Desapropriados não pela presença em si, mas pela falta de visão geral do que se estava a acontecer. Enquanto já só estavam uns quantos a gritar palavras de ordem contra a embaixada, parecia que todas as vozes ficavam surdas quando os batuques se deslocaram para perto das grades. Quem passava (e ouvi muitos comentários neste sentido) pensaria que os batuques estariam ali para calar as vozes que gritavam, e aligeirar o ambiente, com mais pessoas a dançar à volta do grupo percutor do que a contestar ali alguma coisa.

De resto, sou a primeira que normalmente salta para o ritmo dos batuques, noutras circunstâncias..

Publicado por [Vera] às janeiro 19, 2009 12:29 PM

O caso é complexo.
Lembrando Assuranceturix, a efectividade ficou provada em almada, os policias não suportaram os batuques, fazendo-os(segundo GAIA) atropelar velhinhos, cuspir nos paralíticos, etc. Foi uma vitória para o GAIA.
O problema é que a arma não é direccionada causando na prática tantos danos nos manifestantes como na policia ou nas embaixadas, havendo mesmo (ao que pude apurar) indícios de provocar maior dano que o corpo de intervenção.
A solução passará como sempre, por um pouco de organização entre as forças aliadas. Os diversos blocos Sapatistas, Gaia, Intelectuais devem-se agrupar segundo o esquema:

PPPPPPPPPPPPPP
PPPPPPPPPPPPPP
PPPPPPPPPPPPPP
PPPPPPPPPPPPPP
PPPPPPPPPPPPPP

GGGGGGGGGGGGGG
GGGGGGGGGGGGGG
SSSSSSSSSSSSSS
SSSSSSSSSSSSSS
SSSSSSSSSSSSSS
I
I I
IIIIIIIIII
IIIIIIIIII
IIIIIIIIII
IIIIIIIIII
IIIIIIIIII
IIIIIIIIII

CAFÉ
IIIIIIIIII
IIIIIIIIII
IIIIIIIIII

O bloco GAI e os Sapatistas podem actuar em conjunto desde que os Sapatistas tenham tampões nos ouvidos, ao sinal combinado para os batuque os Intelectuais tiram os respectivos tampões (ou não) e gritam : FILHOS DA PUTA ! ATÉ VOS COMEMOS! MORTE AO CAPITAL ! e tal, voltam a pôr os tampões e repete-se as provocações. Quando a policia investir o que vai acontecer com grande probabilidade na altura dos batuques a primeira malta a apanhar é o GAIA o que dá fotos muito mais bonitas e passíveis de passar na sociedade civil. Dá também tempo para os intelectuais recuarem e barricarem no café junto com os outros, com a oportunidade acrescida de poder ver as imagens da frente na TV, e planear a próxima manobra.

Publicado por [Anónimo] às janeiro 19, 2009 07:47 PM

Também estou bem fartos desses batuques. Um gajo mete um pé numa manif e lá estão, sempre iguais e repetitivos.

Mas não é o melhor momento para falar disso. O que interessa é a actuação da polícia...

Publicado por [quero] às janeiro 20, 2009 12:03 AM

o esquema é a melhor cena do spectrum de sempre, falta um A no entanto.

Publicado por [PP] às janeiro 20, 2009 12:27 AM

Epá já viram os flyers da malta de Almada? São um tanto ou quanto ridículos: gaia.org.pt/node/14728

Publicado por [quero] às janeiro 20, 2009 12:51 AM

esquema brutal. entre a poesia concreta da ana hatherly, a teoria de guerra do sun tzu e o humor ressabiado do adriano

Publicado por [maria] às janeiro 21, 2009 04:58 PM

Humor

No dicionário inFormal está:
Sinônimos: desconfiado espantadiço farto de saturado desgostoso melindrado cabreiro.
até posso ser...
já umas linhas abaixo temos:
"Ressabiado, digo eu, é aquele gajo que acha que vale mais do que aquilo que a realidade demonstra"
esta, claramente não me serve
espalhei a noticia. Um professor de Português, versado em latim, informou frustração, quebra de ego. Em que ficamos?

Publicado por [Z80] às janeiro 21, 2009 11:10 PM

Eu estou farto de.. não espera, não estou farto, apenas um pouco aborrecido... aborrecido também não é boa palavra, já que me sinto um tanto ou quanto... isso, um tanto ou quanto. Fico um tanto ou quanto, como numa espécie de fazer espécie quando tenho que ler palavrões escritos por escrevinhadores da língua portuguesa.

Mas assim sendo, compreendo perfeitamente que se recusem a ouvir os batuques numa fantástica manifestação frente a uma fantástica embaixada, particularmente, depois de ouvir os fantásticos discursos feitos à carneirada que carneiramente se afastou ao final dos ditos cujos. Esperem, carneirada não é um bom termo para aquela gente. Isso, gente... A gente, ou gentes no calão popular diz-nos que o melhor mesmo é calar os batuques, ouvir o público botar discurso, abanar o leaflet, não não é leaflet... é panfleto ou cartaz e voltar para trás.

Zás... assim vamos à manifestação, atiramos o sapato, com o cuidado de não acertar nem no sr. oficial da polícia, representante intemédio da autoridade (alguém me terá dito de merda... mas acho que fui eu próprio), com o cuidado de, dizia eu, de não acertar nem no polícia nem muito bem na embaixada nem no sr. do café que coitado... com o cuidado de fechar os olhos e atirar para o ar com muita força.

Agora que estamos cansadinhos, podemos voltar ao de leve para nossas casas e escrever umas coisas fixes, catitas e por aí fora. Por exemplo, podemos dizer que a banda de samba pertence ao Gaia. Apesar de não pertencer. É o mesmo que atirar os nikes novinhos em folha da outra notícia do michael, mas ninguém atira esses porque são caros e ninguém quer levar aquela manifestação (nem nenhuma outra) demasiado a sério. Isso fica para os activistas.

Eles que se chateiem que são activos. Saí a palavra activista.

E são do Gaia/de outra qualquer.
E cheiram mal.
e cheiram mesmo mal.
e estão lá é porque querem e
estão lá porque gostam.

E eu também, mas tive que voltar mais cedo para casa porque sou Carneiro
João Carneiro, muito prazer.

Bom, onde é que eu ia? Ah!, já não sei.

Bom, resolvi escrever porque o meu intelecto se sentiu humilhado por não responder à falta de intelecto dos seres aquáticos que respiram aquelas bolhinhas de ar... devem ser anfíbios.

O importante é!

O importante é terem voltado para casa sãos e salvos, falar mal da polícia, dos sapatos, da embaixada, dos Gaias, ou Gais ou lá o que é, dos outros, de não termos ouvido os discursos, de os discursos serem a mesma merda de sempre, da música, de tocarem a música, da música ser a mesma de sempre.
Não pensar.

Um poema por. Risca o "por" e põe "para"
ti.

Publicado por [ctrl+alt+del] às janeiro 27, 2009 06:12 PM

Da necessidade de fazermos as coisas que são nossas para não corrermos o tremendo risco de nos dizerem que as coisas que nós fazemos são de outros, ou também o são:

Este dedico a mim.

Estava eu a passear pela avenida quando me disseram.

Ò moço, que és tão giro, que para ti era de graça.
Pois eu que acredito em todas as teorias que me falam da masturbação e como até sou rápido de pulso (atenção que não é o pulso que gira, é o braço. Nota: ver ao espelho. No entanto, podemos dar ao pulso e é aí que reside o cerne da minha rapidez...), apeteceu-me logo ali dar rapidamente à manivela, grosseira forma de dizer que me masturbei.

O gozo estava na vergonha que eu tinha de estar a fazer aquelas figuras públicas, uma meia vergonha, pois dava-me o poder de uma partilha com quem me tinha dito o que me tinha dito, e tinham-mo dito.

O poder, oh, o poder! Mas eu estava sozinho na minha meia vergonha e no meu desejo de brilhar no escuro e de uma forma verdadeiramente criativa, pois não me venham com histórias, que putedo na rua há muito, até do gratuito, mas que não há masturbação a olhos vistos e muito menos da forma exibicionista com que eu intencionava acometer o vulgo.

Acometi e pensei: que lindinho e original que eu sou... a bater forte e lindinho frente a uma puta de profissão. Poderia ter sido um homem, mas tive a sensatez de me lembrar de Gore Vidal e de não perguntar à puta se era um puta ou uma puta. Diga mos...

@ put@.

Estavam já bem longe todos os meus receios de parecer vulgar e de me meter com a criatura. Sozinho é que eu estava bem (e a puta com certeza que era do Gaia, ou então uma Ecologista de merda, ou uma vegetariana, ou pior, uma daquelas que lê uns livros e acha que pode mudar o mundo... a puta. Que importa que era gira? Era activista, não era? Fazia grátis e por isso era feia, que não há activistas bonitas. Embora, se for como as bruxas, apesar de eu não acreditar, que as há, há... mas no caso de que falo, só com maquilhagem, que elas não usam, porque são estúpidas e do Gaia).

Resolvi fundar uma fundação, mover um movimento, revoltar uma revolução. Que importa que estou sozinho se sei que estou contra todos os outros? Que importa não importar se sei que os outros não importam? Que importa que me acusem de anarquista se eu recuso, melhor! Que eu me digo comunista! Então os filhos da puta não sabem que o comunismo funciona precisamente por não ter funcionado? Porra! O Staline fez merda para agora nós fazermos bem! E que bem que nós fazemos... o meu pulso, apesar de não girar, é o mais rápido do Oeste (da península Ibérica, que eu nunca fui aos States, mas eles por lá também cheiram mal, creio até que no fundo se parecem com os Gais).

Vá, estou cansado. Tanta criação ao nível de toda a criação criada deixa qualquer um cansadinho.

Ah, o toque...

cansadinh@

PS: Que outro venha e me corrija os erros de portuguÊs, que não tenho vagar para reler masturbações (pelo menos as minhas)

Publicado por [ctrl+alt+del] às janeiro 27, 2009 06:27 PM

É triste de facto que a sociedade se tenha deixado resvalar de tal forma.
Está... sem forma.

É isso. No outro dia, levei uma bastonada de um PSP e senti o que jamais havia sentido:
uma quase ausência de força.
Disse-lhe:
Então, pá?

E ele respondeu-me:
É que agora faço o Tai chi chuan (não posso garantir que o gatafunho seja este) e agora só dou em artísticos... não há força, há a força do parceiro e nós "vamos com ele".

E fiquei indignado e até fiz cara de indignado. Disse-lhe que assim se explicava que agora eles todos parececem os mesmos. Já não davam porrada, agora "batiam". Agora são artísticos e usam perfume. Continuam a fugir à lei, mas justificam - "nós somos a lei". Protestam e exigem direitos. Antes o bastão era bem mais culto e educado que 95% dos polícias. Hoje os polícias são "Srs. polícias".

É triste. Mas é assim mesmo. Por cada polícia que suspira (poético) e veste a farda, faz a manicure, pinta o cabelo e esconde a calvície, toda uma sociedade suspira também, naufraga num abandono e desprendimentos, que sinceramente... não há direito!

Menos miolos, menos perfume, mais bastonada e tiro e tudo!

e todos nós num uníssono despegado de quem não teve aulas de canto, poderemos gritar:

"Aqui vou ser feliz, xxxxx!"

no "xxxxx" podemos por o que quisermos:

caralho!, foda-se!, porra!, ah pois é, bebé!, man!, carambola!, ...


Para mais informações, consulte o seu médico ou farmacêutico.

Publicado por [RJA] às janeiro 27, 2009 06:37 PM

Thanks for sharing. Always good to find a real expret.

Publicado por [Victory] às setembro 30, 2011 08:43 AM

bwqFPw aiacdroksako

Publicado por [vjtdqyynl] às outubro 3, 2011 12:56 PM

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