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dezembro 31, 2007

Será...

... Que o último post do ano é meu? Porreiro, pá!
Um bom 2008 para tod@s! Vamos à luta!

Publicado por [Bomb Jack] às 06:15 PM | Comentários (2)

dezembro 28, 2007

Recordar é viver


Helen: Mind if I smoke, while you're eating? (Deep Throat, 1972)

Um momento cinematográfico para arrancar 2008.

Publicado por [Rex] às 02:37 PM | Comentários (2)

dezembro 27, 2007

Ideologia e Casas de Banho segundo Žižek

Publicado por ["Paco" Menéndez] às 07:22 PM | Comentários (3)

dezembro 26, 2007

A mim ninguém me cala.

Esta malta do Spectrum não perde os tiques antigos. A exemplo do que faziam quando estavam no PCP, marcam jantares sectários e alegam (à boa maneira de Jerónimo e dos seus pares, vejam só a ironia) «dificuldades no envio da convocatória» para justificar a ausência de alguns dos seus camaradas de blog. Desta vez não se baldaram para os lados da FIL, nem fizeram grande alarido.
Por estas e por outras declaro aberta uma crise no seio deste blog.
Mas não quero deixar de vos enviar um valente abraço de vos desejar um óptimo 2008 cheio de lutas e de festarolas. Mesmo que continuem com «dificuldades no envio da convocatória»...

Publicado por [Bomb Jack] às 06:45 PM | Comentários (4)

dezembro 24, 2007

Sugestão de prenda de Natal

Seguindo um dos links de publicidade do blog do Daniel Oliveira, fui ter a esta interessante engenhoca... Uma sugestão para uma prenda de Natal original

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Trata-se de um vibrador que se adapta a qualquer saída de som - uma guitarra eléctrica, por exemplo - e que vibrará ao ritmo da música.

Para quem não sabe tocar guitarra, poderá adaptá-lo ao i-pod ou mesmo à saída de som da Playstation.

Pode ser que finalmente alguns casais voltem a divertir-se ao mesmo tempo.

Publicado por [Saboteur] às 02:15 PM | Comentários (2)

Boa jantarada de Natal!

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Belo postal de Natal que recebi do Irmão Lúcia

Publicado por [Saboteur] às 09:38 AM | Comentários (1)

dezembro 23, 2007

O descaramento do centrão

Menezes quer Cadilhe na CGD

Publicado por [Saboteur] às 08:12 PM | Comentários (0)

Poesia de rua #29

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Publicado por [Saboteur] às 04:27 PM | Comentários (2)

dezembro 22, 2007

Mas estes gajos ainda existem?

Coisas do trabalho levaram-me ao departamento de informática da Câmara de Lisboa.

O fax que chegava ao aparelho que eles tinham para lá, chamou-me à atenção por ter o cabeçalho da AAL, a Direcção Académica de Lisboa...

No meu tempo eram os gajos mais tristes do Movimento Associativo. Eleitos pelos votos cacicados entre Associações de Estudantes que não representavam nada (sobretudo de escolas privadas), eles próprios ainda representavam menos.

Mas o pior é que como eram a "Académica de Lisboa", desenvolviam a mania das grandezas... Depois ficavam particularmente raivosos com as Associações de Estudantes que realmente representavam alguma coisa e que punham milhares de estudantes na rua, contra as propinas, porque tinham sabido da manifestação nas vésperas e ninguém lhes tinha dito nada.

Como é que estará a AAL nos dias de hoje?

O ‘assunto’ chamou-me ainda mais à atenção: “AAL em Ruptura com CML”. Que dramatismo! O que é que teria acontecido?

O teor do fax está no site dos gajos. Ide ver…

Basicamente, dizem que «A Associação Académica de Lisboa, vem, por este meio, mostrar o desagrado pela forma como os 148 mil estudantes do Ensino Superior de Lisboa têm sido tratados pela Câmara Municipal desde que o novo executivo tomou posse em Agosto do presente ano».

Mas em que consiste tamanha falta de respeito a 148 mil estudantes (nem mais, nem menos!)?

Segundo o comunicado «Por cortesia e por respeito aos princípios basilares da nossa instituição» a Direcção da AAL enviou uma carta a António Costa a felicitá-lo pela eleição (ou seja: ficámos a saber que a graxa e a bajulação eram “princípios basilares” da AAL), e o malandro nem respondeu.

Depois, «No mesmo mês, a Direcção da AAL remeteu outra carta ao Dr. António Costa, no sentido de agendar uma reunião de trabalho para apresentar todos os projectos da AAL» e nada…

E depois mais uma série de cartas e faxes a insistir e a convidar o Presidente para um Jantar comemorativo dos 22 anos da AAL e… silêncio.

Os gajos são tal e qual as Direcções que a AAL sempre teve. Estão furiosos! Falam no «silêncio de quem despreza 148 mil estudantes»! O drama! O horror! A tragédia!

Será que eles já tentaram telefonar? E os faxes? Enviam-nos sempre para aquele numero? Cheira-me que os gajos da informática mandam logo aquilo para o lixo. Este, pelo menos, trouxe-o eu comigo... A não ser que o António Costa venha cá a minha casa, não vai receber o fax com certeza.

Publicado por [Saboteur] às 04:13 PM | Comentários (2)

Bela prenda!

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Quem roubou as prendas para o Rex, parecia que estava mesmo a adivinhar quem lhe ia sair como "amigo secreto" à noite.

Publicado por [Saboteur] às 12:40 AM | Comentários (2)

Jantar de Natal communard

Ontem houve uma espécie de jantar de natal do Spectrum e amigos... Ou de amigos que - alguns deles - escrevem no Spectrum.

Faltou muita gente por causa de dificuldades no envio da convocatória. No entanto, os que estiveram, souberam honrar a tradição natalícia.

A troca de prendas roubadas (para combater o consumismo que está a destruir o verdadeiro Espírito de Natal), foi mais uma vez um sucesso.

Eu recebi uma lata de cavalas fumadas e uma garrafinha de vinho da Madeira de uma grande figura da Academia, que prefere certamente não ser associada à iniciativa...

A Joystick recebeu uma lata de tinta do camarada Chukie Egg. É uma prenda genial, dado o contexto de alguns dos nossos debates. Bom Natal, Chukie!

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Joystick e a sua prenda

Publicado por [Saboteur] às 12:32 AM | Comentários (3)

dezembro 21, 2007

A não esquecer... Libano, Julho 2006

Publicado por [Shift] às 06:34 PM | Comentários (3)

Era o que mais faltava, a homenagem aos DK ser feita apenas por um freak que passou a adolescência a ouvir Pearl Jam

Publicado por [Saboteur] às 02:46 PM | Comentários (2)

dezembro 20, 2007

Kill the poor


Efficiency and progress is ours once more
Now that we have the Neutron bomb
It's nice and quick and clean and gets things done
Away with excess enemy
But no less value to property
No sense in war but perfect sense at home:

The sun beams down on a brand new day
No more welfare tax to pay
Unsightly slums gone up in flashing light
Jobless millions whisked away
At last we have more room to play
All systems go to kill the poor tonight

Gonna
Kill kill kill kill Kill the poor:Tonight

Behold the sparkle of champagne
The crime rate's gone
Feel free again
O' life's a dream with you, Miss Lily White
Jane Fonda on the screen today
Convinced the liberals it's okay
So let's get dressed and dance away the night

While they:
Kill kill kill kill Kill the poor:Tonight

Dead Kennedys, «kill the poor», 1980

"You'd be surprised how many people think we're serious. 'Kill the Poor' was Number 4 on the charts in Portugal. We think the government promoted it."
East Bay Ray

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:02 PM | Comentários (6)

dezembro 19, 2007

aforismo pessoal e (in)transmissível III


um dia serei um velho com um grande futuro atrás de mim

Publicado por [Renegade] às 11:44 PM | Comentários (4)

aforismo pessoal e (in)transmissível II

hoje sou um jovem com um grande passado à minha frente

Publicado por [Renegade] às 11:37 PM | Comentários (2)

Mais uma grande obra!

9 anos e dezenas de milhões de euros depois, o túnel que era para estar pronto para a Expo 98, foi finalmente inaugurado.

Há muito tempo também, José Sá Fernandes, tentou interpor uma acção cautelar idêntica à do túnel do Marquês: Não teriam sido feitos todos os estudos antes de se avançar para a obra.

Ao contrário do que aconteceu no caso do Marquês, o tribunal não lhe deu razão. Estava muita coisa em jogo, para se estar com mais demoras.

Melhor assim para Sá Fernandes.

O seu maior handicap político foi ter “embargado o túnel” (como dizem as pessoas, esquecendo-se que foi o tribunal e não ele que embargou a obra).

Os erros do túnel do marquês foram corrigidos. As alterações ao projecto foram mesmo providenciais, pois as obras poderiam mesmo ter danificado seriamente o túnel do metro.

O túnel do terreiro do paço foi mais feito “a desenrrascar”. Custou mais caro e durou bastante mais tempo a fazer, com dois abatimentos de terras pelo meio… Mas o pessoal gosta mais assim… vejam lá os comentários desta notícia.

Publicado por [Saboteur] às 11:37 PM | Comentários (2)

aforismo pessoal e (in)transmissível I

fui um puto sem passado com presente e sem futuro

Publicado por [Renegade] às 11:35 PM | Comentários (1)

dezembro 18, 2007

Mensagem para os jovens

O Natal é uma época de excessos mas também é uma época em que as pessoas olham para dentro de si e reflectem sobre os seus actos.

Deixo-vos com este tema musical, pleno de significado, para poderem então pensar no rumo que querem dar às vossas vidas.

Publicado por [Saboteur] às 02:59 PM | Comentários (4)

Momento de raiva

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Nesta foto, mãe terrorista ensina jovens crianças a atravessar pontes (início da época de invasão)

Os cabrões que originam os momentos de raiva como o deste post são da pior espécie. Para clarificar, são invasores de território soberano alheio que nunca foram apanhados, nem sequer acusados à revelia. A julgar pelas fotos dos bairros onde viviam não é difícil presumir que fosse daqueles sítios onde a policia tem medo de entrar, táctica normal da gente desta laia. A intenção deles era óbvia, subverter por todos os meios possíveis identidades e nacionalidades. São escumalha da pior espécie até porque se defendiam de tais acusações com argumentos de perseguição política, fome, miséria. Se o botas ainda fosse vivo e com ajuda do CSI Miami na análise das fotos, certamente que ainda os apanhávamos, esses traidores de merda. (como diz e com razão o meu comentador favorito, Lucca Raglionne, foram esses milhões de fdp que roubaram os empregos aos nacionalistas europeus que agora têm de traficar droga e armas para sustentarem a família) Outro dos escribas já uma vez explicou como é que tomaram de assalto o mercado de porteiras. Foi num ápice que a rede se instalou. Sim, rede. Que é que achavam, que eles agiam sozinhos? É que ainda por cima, e é bom que se esclareça, foram milhões que enveredaram pela diáspora insurreccionalista na tentativa de deitar abaixo estados e idiomas, culturas e identidades, hábitos e costumes. E posso vos dizer qual foi a sorte dos invadidos? Foi através de duras batalhas terem conseguido um acordo de paz que consistia basicamente em entregar uma boa parte do território ao invasor. Em França por exemplo, chamava-se bidonville aos territórios já tomados ao inimigo (como o próprio nome indica, eram bairros chiquérrimos) e estes traidores conseguiram muitos. Foram tantos que por estas alturas de glória ao senhor, de França à Venezuela um cheiro imundo abatia-se sobre as enormes metrópoles. Era a cultura que eles traziam e queriam impor à força. Chamava-se bacalhau.

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BacalhauNatal.JPG
Em cima, jovem de tenra idade mostra para as camaras o seu exímio manuseamento de armas. Em baixo, não só se vê o dito bacalhau, ícone da ofensiva, como também se pode ver que tudo é vermelho (nunca acreditei em coíncidências)

Agora que (não) me passou o momento de raiva, vamos falar de métodos de resistência. E métodos há muitos, resultados é que nem por isso. É por essa razão que os métodos que no passado deram resultados ainda hoje se usam. Em França ou na Tchechénia, só a titulo de exemplo, vai-se lá pelo apelido das crianças que se matriculam na escola. Depois é só esperar que o paizinho a vá buscar. Este método, que como todos sabemos deu grandes resultados na Europa democrática (ou não) deste século, só me veio à cabeça quando estava a ler as notícias e reparei que o nosso caça-emigra de serviço se chama José Van der Kellen! Haverá inspiração mais divina que esta?! Está um gajo aqui a precupar-se com as hordas bárbaras que já espreitam detrás da espuma das ondas e afinal eles já estão entre nós. Como dizem as amigas vicentinas: “As revoluções eufóricas são muito sonoras, vêm para a rua, fazem a festa, deitam foguetes, apanham as canas e vão-se embora. O totalitarismo, não. Deitamo-nos descansados, embalados na lenda da Bela Adormecida, e, quando acordamos, já os gajos estão instalados.”

Vale-nos a honrada frota da marinha com mais uns helicópteros frontex à mistura que contra a forte resistência terrorista (Chegaram esfomeados, desidratados, alguns evidenciando sintomas de hipotermia e outros com queimaduras), teve um trabalho exemplar, apesar da ilha da culatra no all-garve ser de dimensões gigantescas eles conseguiram que nenhum fugisse. É obra! Hoje os destaques do google news já diziam a hora a que iam ser apresentados a tribunal, alguma justiça ainda funciona neste país pelos vistos, e é célere ao contrário do que a grande maioria diz. O cerco que lhes montaram deveria ficar pra história, concerteza que achavam que isto aqui era só fumaça e que o povo era sereno...
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Em cima, prostitutas portuguesas em manifestação pela imposição de quotas para colegas estrangeiras (os filhos já estão dentro do edifício).

Publicado por [Chuckie Egg] às 02:20 PM | Comentários (4)

Alguém explica?

CartazFSM.jpg

Este ano o Fórum Social Mundial é em Penafiel?

E vai haver reunião preparatória do FSM no dia 17 de Dezembro, para "definir as actividades do próximo FSM".

Isto é alguma brincadeira que eu não consegui atingir ou o "Movimento dos Movimentos" está mesmo em crise profunda?

Publicado por [Saboteur] às 12:29 PM | Comentários (9)

Uma Câmara na velha tradição socialista

Nem compreendo porque é que o PCP não apoia mais entusiastcamente o trabalho da CML.

Por exemplo, a iluminação de natal da cidade, foi toda ela pensada na velha tradição do socialismo real da Europa de Leste...

Publicado por [Saboteur] às 10:42 AM | Comentários (2)

dezembro 17, 2007

Momento de ternura

Hoje tive um dos momentos mais interessantes da minha vida pós-universitária. Fui à FCSH almoçar. Optei por não arriscar os ovos mexidos com queijo e fiambre e fui antes nuns bolinhos de seitan com a tradicional bolinha de arroz integral (fiz um esforço sobre-humano para comê-la toda mas não consegui, está bem de ver). Como a comida estava ao nível do costume tive mais olhos que barriga e fui-me regalando com @s gaj@s gir@s que a vista alcançava.

Quando volto à FCSH há sempre momentos de ternura. É quase como voltar a casa. Parece que volto a saber de olhos fechados qual o meu lugar no universo.
Foi já no átrio da Torre (onde se faziam as RGAs), depois de me cruzar com o amigo Rick Dangerous, que acabei por entrar, malgré moi, no primeiro e único ensaio dum coro de natal ad-hoc. Perguntei à secretária do conselho directivo, companheira de outros carnavais que conseguia arrancar uns graves ainda mais graves que os meus, quem era o ensaiador. Era o Prof. Jorge Mata (se bem me recordo). O resto eram alunos do curso de Ciências Musicais, um trio de cordas e uns gajos com clarinetes e tod@s @s curios@s que se quisessem juntar. Eu juntei-me. E foi muito bom. A simpática secretária do gabinete Erasmus distribuía frenética as pautas. As funcionárias da cantina na habitual pausa do cigarro juntavam-se à festa. O Mota pequeno (esta é para os conhecedores) torcia-se em sorrisos de troça...Profs de outros departamentos, alun@s que por ali passavam, muita gente começou a cantar, só porque cantar com os outros é, afinal, muito bom. No fim o átrio estava quase cheio. Tenho pena de não poder voltar esta 5ª feira ao átrio da Torre, entre as 13 e as 14 horas, para o concerto de natal mais democrático do mundo. Juntem-se vocês, se puderem.

No programa: "The First Nowell", "Adeste, fideles", "Silent Night", "Il est né le divin Enfant", "Chiquirriquitin", "Natal (Elvas)", "Der Tannenbaum" e "We Wish You a Merry Christmas"

Publicado por [Renegade] às 11:08 PM | Comentários (2)

dezembro 15, 2007

104 anos

Então lá chegou ao fim o processo de Génova aos manifestantes e em 225 anos pedidos pelo MP foram distribuidos 104 anos e uma absolvicão:

"ha condannato a 11 anni la lecchese Marina Cugnaschi (41 anni, considerata una black bloc), a 10 anni e sei mesi Francesco Puglisi e Vincenzo Vecchi, a nove anni Alberto Funaro, a 7 anni e dieci mesi Carlo Cuccomarino, a 7 anni e otto mesi Antonino Valguarnera, a 7 anni e sei mesi Carlo Arculeo, a 6 anni e sei mesi Dario Ursino, a 6 anni Ines Morasca, a 5 anni Massimiliano Monai (l'uomo che lanciava una trave durante l'assalto alla camionetta dei carabinieri in cui fu ucciso Carlo Giuliani), a due anni e sei mesi Paolo Putzolu, a un anno e 8 mesi Paolo Dammicco, a un anno e sei mesi Fabrizio De Andrade, a un anno e 5 mesi Federico Da Re, Angelo Di Pietro e Filippo D'Avanzo, a un anno e 4 mesi Duccio Bonetti e Stefano Caffagnini, a un anno e due mesi Antonio Fiandra e Francesco Toto, a 11 mesi Tabar Firouzi, a dieci mesi Luca Finotti, a sei mesi Mauro Degl'Innocenti e a 5 mesi Domenico Ceci"

Os representantes da Forza Itália, da Lega Nord e da Alleanza Nazionale dizem todos que justiça foi finalmente feita. O julgamento dos policias deve terminar antes do verão.

Publicado por [Party Program] às 10:01 AM | Comentários (4)

dezembro 13, 2007

Murmúrios do Spectrum

Car@s leitores/as e visitantes,

Queria chamar a vossa atenção para uma nova secção no lado direito do blog - Murmúrios do Spectrum. Pois é, é a nossa pleilista. Nela encontrarão alguma da melhor música de Portugal e arredores (porque afinal até somos internacionalistas e tal).

Após aturado debate interno decidimos não activar a reprodução musical automática. Desta forma, a malta que nos lê e visita a partir dos seus empregos em consultoras financeiras e multinacionais do iogurte pode continuar a fazê-lo sem correr risco de levar puxões de orelhas da chefatura. Quem quiser ouvir enquanto lê as merdas que aqui se vão postando ou enquanto faz outra coisa só tem que carregar na música que lhe interessa que a coisa começa imediatamente.



Clemente+Canta+Amor+e+Algria.jpg

Coube-me a honra de inaugurar o espaço. Convidei artistas que me acompanham desde sempre neste vale de lágrimas. Grandes artistas portugueses, amados pelo povo. É assim que nós somos aqui no Spectrum: uma profunda ligação às massas populares e às suas aspirações e anseios mais profundos. O povo somos nós. Um dia, nós seremos o povo. Até lá, boa música!

Publicado por [Renegade] às 12:30 AM | Comentários (8)

dezembro 11, 2007

Imagens da acção de rua da 'Cimeira Alternativa'

O Expresso tem uma fotoreportagem sobre a manif. Ide ver.

Publicado por [Saboteur] às 04:58 PM | Comentários (9)

Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és #3 (também quero)

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Rex (solitário na vanguarda)

Publicado por [Rex] às 09:49 AM | Comentários (6)

dezembro 10, 2007

Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és #2

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Chuckie Egg, Paradise Café e Rick Dangerous

Publicado por [Chuckie Egg] às 09:12 PM | Comentários (2)

Para quando...

... a transferência do debate acerca de estratégia e táctica, da blogosfera para o campo de futebol? Aproveitamos o embalo do debate do ISCTE e trocamos a dialética pela bola (ou não).
Sempre veremos quem consegue jogar de forma mais eficaz. É permitido (mas não aconselhado) jogar para o resultado. Convidamos um liberal para arbitrar?

Publicado por [Rick Dangerous] às 06:02 PM | Comentários (1)

Parabéns!

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Publicado por [Saboteur] às 04:44 PM | Comentários (1)

dezembro 09, 2007

O outro movimento operário (V) Pink Block


"The Pink Block can be summed up in the slogan "If I can't dance, then it ain't my revolution." On its path, it often creates a friendly and energetic atmosphere as much for protesters as for passers-by. Having no leader or representative, the Pink Block is based on a collection of affinity groups: samba players, dancers, barricade-builders, trashcan-tippers, legal, medical teams, an independent media team. These affinity groups are actually small groups of people who know and trust each other in addition to providing each other with specific goals for actions plus, for the group, defence techniques against the police. They have pre-arranged to communicate and co-operate among themselves inside the procession by using various methods: signs, flags, spokescouncils (meetings for affinity group delegates), and music. These gestures are customary at each protest and are continually improving. Each group can decide to stand on its own, apart from the block, at any moment.

Their purpose is to advocate both queerness (transcending male and female gender roles and oppression due to patriarchy) and cross-dressing. They explore and integrate a wide range of actions within the same protest, yet by using humour and flair, often aim to subvert and sabotage the system's weapons and its means of oppression. They go beyond the imaginary boundaries between violence and non-violence. They are intentionally obnoxious; however, within power relations that are often elitist, they do not automatically pursue head-on confrontation and pressure build-ups. Instead they attempt to neutralise police forces through avoidance strategies and constant shifting."


Publicado por [Rick Dangerous] às 04:09 AM | Comentários (4)

O outro movimento operário (IV) Punk is not dead


"Os Sex Pistols abriram uma brecha nos meios Pop, esse ecrã de assumpções culturais passivas que mandam no que se deve ouvir e impõem o que se deve fazer. Pela razão simples de que as assunções culturais passivas constituem proposições hegemónicas sobre a maneira como o mundo deve funcionar - construções ideológicas entendidas e experimentadas como factos naturais -, a brecha aberta nesses meios estendeu-se ao domínio da vida quotidiana. Um domínio no qual, agarradas ao trabalho, desempenhando as suas tarefas em casa ou na fábrica ou no escritório ou na rua, indo ao cinema e às compras, comprando discos, fazendo amor, tendo conversas, não tendo conversas, fazendo listas do que há para fazer, as pessoas efectivamente vivem. Se o julgarmos de acordo com as exigências que lançavam sobre o mundo, o disco dos Sex Pistols teria de mudar a forma como cada um estabelece a sua relação com o trabalho, ou seja, teria de ligar esse acto a todos os outros actos e depois pôr em questão o projecto como um todo. Só assim esse disco poderia mudar o mundo."

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:49 AM | Comentários (34)

O outro movimento operário (III)Racaille


Em França, no Outono de 2005, na sequência da morte de dois jovens que fugiam a uma busca policial, milhares de pessoas enfrentaram a polícia e desafiaram o recolher obrigatório. Com destaque para os subúrbios de Paris, mas um pouco por toda a parte, foram incendiados inúmeros espaços associados à autoridade do Estado e às estruturas de controlo social (Centros de formação profissional, esquadras, centros de emprego, câmaras de vigilância) ou a grandes empresas (nomeadamente grandes superfícies comerciais).
Não havia representantes, nem porta-vozes, nem um programa ou um objectivo que fosse claramente reivindicado pelo conjunto dos envolvidos. E quase todos os observadores concordaram que «aquilo não era política»:"Those who wondered what French youth had to gain by taking to the streets should ask what they had to lose. Unemployed, socially excluded, harassed by the police and condemned to poor housing, they live on estates that are essentially open prisons. Statistically invisible (it is against the law and republican principle to collect data based on race or ethnicity) and politically unrepresented (mainland France does not have a single non-white MP), their aim has been simply to get their plight acknowledged. And they succeeded. [...]
Amid the charred chassis and broken glass there is a vital point of principle to salvage: in certain conditions rioting is not just justified but may also be necessary, and effective. From the poll tax demonstrations to Soweto, history is littered with such cases; what were the French and American revolutions but riots endowed by Enlightenment principles and then blessed by history?"


As vozes dos que iluminaram a noite de Paris vão-se fazendo ouvir e os relatos na primeira pessoa circulam. Há qualquer coisa neles de profundamente universal, de comum, de partilhável. Muitos mais podem dançar ao som dessa música.
Todos os subúrbios são parecidos na mesma medida em que todas as prisões são semelhantes. Paris foi apenas o cenário provisório de um acontecimento que pode vir a circular tão depressa como um fluxo de capital.
Criticar os revoltosos por não terem objectivos claros ou criminalizá-los por se servirem da violência contra a violência a que são quotidianamente sujeitos é assumir o ponto de vista do Estado. Compreender a dinâmica do que se passou e se passa naquelas ruas implica, pelo contrário, reconhecer que existe política para além do Estado.
Motivada pela repressão policial, a revolta dos subúrbios de Paris teve como cenário envolvente a divisão social do espaço efectuada pelo urbanismo moderno segundo os mesmos princípios e métodos da divisão social do trabalho. Omnipresença do aparelho repressivo do Estado, militarização do espaço metropolitano, sofisticação dos dispositivos de controlo social, arquitectura desumanizada, organização capitalista do mercado de trabalho. As seguradoras calcularam os prejuízos totais causados em 200 milhões de Euros. Tal é, daqui em diante, o preço a pagar por actos repressivos.
Enganaram-se porventura os revoltosos parisienses nos seus adversários principais? Que outros métodos lhes trouxeram melhores «resultados»?

Publicado por [Rick Dangerous] às 02:40 AM | Comentários (3)

O outro movimento operário (II) Piqueteros


Na Argentina, em Dezembro de 2001, milhares de manifestantes desafiaram o estado de sítio e enfrentaram a legalidade contra o governo eleito de De La Rua e as suas políticas de austeridade ditadas pelo FMI. Foram saqueados super-mercados e cortadas estradas, com milhares de pessoas a resistir e a combater a polícia. A autoridade do Estado foi desafiada por centenas de milhares de pessoas. Daí surgiram milhares de experiências de auto-organização e de acção política, à margem dos partidos e das instituições, contra os partidos e as instituições.
Qual era o seu programa? Quais eram as suas propostas? Quem pode dizer que esses actos não foram «eficazes»? Quantos putos imberbes e irreverentes existem na Argentina? Quantos becos sem saída em Buenos Aires?

Publicado por [Rick Dangerous] às 02:23 AM | Comentários (1)

dezembro 08, 2007

Banalidades de base

Tal como Miguel Portas (alguma coisa haveríamos de ter em comum...), também eu tenho imensa dificuldade em acompanhar o ritmo a que se sucedem os debates na blogosfera de forma a poder intervir neles em tempo útil e a não me perder no mundo labiríntico dos posts cruzados e das caixas de comentários. De qualquer forma, e sem prejuízo do muito que já se escreveu, gostaria de deixar uns bitaites sobre a importante discussão que se tem vindo a desenrolar nos últimos dias. Antes, porém, gostava de deixar um sublinhado de enfado para o quão insuportável é a incapacidade que geralmente temos nestas discussões em separar aquilo que é o debate político do que é o confronto puramente pessoal e a frequência com que caímos em moralismos arrogantes, insinuações imbecis e num jogo mesquinho de tentar ver quem é que consegue primeiro colocar o outro sem resposta. Defendo a teoria de que, por sermos tão poucos e tão fechados neste espaço a que difusamente e para facilitar chamamos esquerda, sofremos de uma espécie de sintoma que, se tivessemos um pouco de espírito auto-crítico, poderíamos designar de síndroma do aldeão: somos desconfiados, preconceituosos e pensamos sempre que o mundo gira à volta da nossa horta. Tenho ideia de que assim dificlmente sairemos das conversas de café. Para que a nossa discussão seja útil e frutuosa terá forçosamente que haver um esforço de todos para fazê-la não diria, como Jerónimo de Sousa, de uma forma sã e fraterna, mas, pelo menos, de uma forma racional e lúcida.

Não sendo obviamente politicamente imparcial o meu posicionamento no debate que se vai fazendo, deixo-vos algumas reflexões esparsas que, em todo o caso exprimem uma posição autónoma. Não têm linha de continuidade rígida e por isso são apresentadas por pontos e poderão ser lidas pela sequência em que estão ou por qualquer outra.

1 – Começo por propor uma formulação concreta para uma solução pós-capitalista de ordem social, que possa eventualmente ser um objectivo comum: a apropriação colectiva por parte dos produtores associados do valor excedentário socialmente produzido. Por valor excedentário não entendo apenas o valor produzido durante o tempo de trabalho não pago e apropriado pelos capitalistas, mas todos os fragmentos de vida congelados na sobrevivência quotidiana no quadro actual da sociedade capitalista, o que inclui obviamente o trabalho assalariado, mas também toda a vida dentro e fora do local de trabalho controlada pelos mecanismos de naturalização da auto-sujeição dos indivíduos à dominação do sistema.

2 – O processo de, chamemos-lhe assim, construção de vida humana é um processo contínuo e que, seguindo a pista de Marx quando afrimava que qualquer modo de produção encerra já os germes da sua superação, começa, termina e recomeça incessantemente no presente, no terreno das relações sociais. Nesse sentido, nada é indeferente: todas as formas de resistência e boicote à dominção hierárquica do capital são igualmente convergentes, na medida em que, contra um sistema que se expande controlando tudo, a única resposta viável é a reapropriação de tudo.

3 – Novamente recuperando Marx quando dizia que o problema não era apenas explicar o mundo mas transformá-lo, um aspecto decisivo na fase espectacular do capital é a descodificação dos símbolos e da linguagem do sistema e a invenção de novos e inteligíveis significados.

4 – A superação do capitalismo não pode estar submetida a programas demasiado minuciosos. Se outros exemplos não houvesse, a experiência soviética é disso um bom exemplo. Seria interessante um dia tentar perceber se a tese de Lenine de que a exploração da linha de menor resistência na Rússia atrasada não levaria à construção do socialismo mas a uma forma de capitalismo de estado que, por sua vez, depoletaria actos revolucionários mais avançados noutros países da Europa desenvolvida, seria um erro de cálculo ou uma tentativa de auto-justificação. Uma nova ordem social liberta do capital é, para já, pura imprevisibilidade. Nesse aspecto, concordo plenamente com as teses apresentadas por uns amigos meus aqui.

5 – Tenho para mim que um dos principais erros dos marxistas ao longo do século XX foi o entendimento do capital como uma classe e não como um sistema totalitário, que integra o valor, o trabalho abstracto e o estado como categorias essenciais. Obviamente que, nessa perspectiva, bastaria conseguir eliminar o capitalismo privado para que o socialismo estivesse assegurado, com as suas formas mais justas de distribuição da riqueza, com a sua nova divisão do trabalho e com o seu estado «mil vezes mais democrático que o mais democrático dos estados burgueses». O máximo que assim conseguiram foi conduzir o movimento dos trabalhadores para posições defensivas e a integrá-lo no próprio processo de expansão do sistema. O significado cómico-trágico da questão é ficarmos sempre numa posição de defesa do patamar anterior: agora reclamamos a recuperação do estado-providência e quando este estiver completamente liquidado passaremos provavelmente a reclamar a recuperação do neo-liberalismo; antes reclamávamos todo poder para os trabalhadores e agora exigimos o respeito pelas regras do estado de direito e da democracia representativa. No fundo não saímos do terreno e da linguagem do sistema.

6 – A crítica do capital é, portanto, a crítica das suas categorias essenciais. Isto dito assim é, evidentemente, pura abstracção e coloca a necessidade de um esforço de conceptualização. Com objectivo de contribuir para esse esforço, deixo três questões para reflexão: (1) fará ainda sentido falar em valor se toda a produção humana for orientada para o valor de uso?; (2) sem produção de valor fará ainda sentido imaginar o quotidiano de cada ser humano como uma esfera separada de si próprio?; (3) num estádio em que cada indivíduo recuperou plenamente o seu quotidiano fará ainda sentido conceber a existência de uma esfera separada de decisão, gestão e controlo do quotidiano de todos?

7 – Julgo que se multiplicam os sinais de que o capital vive uma crise que não é mais uma daquelas crises cíclicas em que, no final da curva, encontrava sempre um espaço para recuperar o seu percurso de expansão. A resposta do sistema à crise é particularmente agressiva e destrutiva. A actual crise é estrutural e mostra que os limites objectivos da expansão do sistema estão a ser atingidos. À famosa formulação de Rosa Luxemburgo «socialismo ou barbárie», István Mészáros, para mim um dos mais brilhantes marxistas da actualidade, acrescenta «barbárie se tivermos sorte» e defende que vivemos numa fase que designa de «actualidade histórica da ofensiva socialista». Mesmo que passemos para já à frente da pertinência da expressão «socialista», se isto é assm, esperamos ou aproveitamos?

Publicado por [Manic Miner] às 05:18 PM | Comentários (4)

Uma vida de trabalhos...

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Uns sujam...

Outros limpam.

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Publicado por [Saboteur] às 03:39 PM | Comentários (0)

dezembro 07, 2007

Poesia de rua #28 (para lá da esquerda e da direita)

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Publicado por [Renegade] às 09:25 PM | Comentários (2)

Poesia de rua #27 (ecologia política)

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Publicado por [Renegade] às 09:21 PM | Comentários (0)

Poesia de rua #26

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Publicado por [Renegade] às 09:16 PM | Comentários (6)

Poesia de rua #25 (serviço nacional de saúde vs serviço nacional de prisões)

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Publicado por [Renegade] às 09:13 PM | Comentários (1)

dezembro 06, 2007

sê possibilista, exige o real!

Tenho seguido este celebrado e comentado debate e apesar de parecer interessante e importante não deixa de me parecer um pouco de "shop talk". Aqui agora antes de me ir deitar surgiu-me no entanto uma questão. Da exigência de fazer politica no "real" e utilizando o "real" deixando de parte devaneios aventureiristas ou pouco sérios surge-me um problema à priori sobre essa delimitação do campo do "real". Aqui há uns anos vivi em Itália com outro dos escribas deste blog, um dia veio-nos visitar um amigo do bloco que escreve num outro blog envolvido nesta discussão e quando nos perguntou sobre o panoramica politico da cidade e lhe falamos dos três ou quatro centro sociais ocupados soltou uma gargalhada e afirmou "por favor, o movimento okupa em itália é algo ridiculo e invisivel". Bom quem quer que tenha estado mais umas semanas em qualquer grande cidade Italiana (Roma, Milão, Génova, Turim, Bolonha, Veneza (enfim...Mestre), Nápoles, Florença, Peruggia e mais outras tantas do nordeste) sabe o papel fulcral e central que cumprem os centros sociais na organização da vida politica reinvidicativa, tanto que só para que fique o exemplo no La Repubblica de milão e Roma sai a programação diária destes. Em Bolonha por exemplo não conheci nenhum militante da rifondazione, votantes e apoiantes claro, mas não me cruzei com ninguém que tivesse decidido veicular o seu activismo através desse partido, já o rick tinha um amigo berlingueriano, mas isso é outra história.

O nosso caro amigo, apesar dos seus soujours por Itália nunca tenha reparado em tal movimento nem nunca tinha atentado nos 300 ou 400 espaços gigantescos ocupados que havia na altura em toda a peninsula, tal reportório e imaginário politico recordava-lhe apenas uns putos radicalóides que se passeavam pela avenida de berna, que semelhante reinvidicação "existencial" e nas fronteiras da legalidade podesse mobilizar milhares de pessoas era para ele algo inconsiderável. "real" para ele, enquanto sinónimo de um potencial de exequabilidade, seria fazer um cartaz, um debate, uma campanha, um panfleto, uma arruada, uma proposta de lei, um sound byte sobre o assunto e nunca ocupar um forte militar de 14 hectares durante 21 anos e nunca juntar 10 000 pessoas em defesa de espaço ocupado. O Daniel termina o seu post sobre este debate falando de putos a mandar pedras à bófia de cara tapada, semelhantes individuos para ele serão considerados como infra-verbais, gente algo animalesca desprovida de qualquer recurso de comunicação que ultrapasse o grunhido e o arroto. Do que conheço ninguém do Bloco consegue conceber algum reportório politico que ultrapasse o habitual em Portugal sem o caracterizar como fanático, mal dirigido, imberbe, imaturo, pouco consequente. Longe de mim afirmar que não o seja uma série de vezes, juizo extensivel a todas as facções de activismo que conheci. Mas dúvido muito que o Daniel, ou o João, ou uma série de pessoas outras, alguma vez tenham tido algum contacto com essas realidades e experiências, de tamanho bastante considerável noutros lugares, que não fosse mediado pela televisão ou por gente da sua imediata tonalidade politica. De alguma maneira acho bastante interessante a metáfora do Daniel utlizando o estádio (o de futebol): sobre "querer jogar à bola na bancada e não no revaldo onde está o jogo que conta". A mim, e a outros 30 000 espectadores, não nos deixam entrar no revaldo, há grades e em último recurso a policia de choque. Não confio em quem lá está, nem nos meios por que lá chegou. Não aceito ter ficar a ver enquanto só eles jogam, não acredito que joguem por mim, não acho que faça sentido que que 22 com espaço e relva possam jogar e 30 000 com cimento não.

é estranho sair de carro de Lisboa e doze horas depois estar aqui em Barcelona e perceber que eventualmente aqui a realidade "realizável" é bastante mais ampla.

Publicado por [Party Program] às 11:22 PM | Comentários (3)

Da mecânica

O debate continua e até já foi cartografado, para ninguém se perder. Na caixa de comentários abaixo o João Rodrigues entrou no momento paternalista:"Que principios? Que pistas? Vá lá um pouco de generosidade. Eu até sou pouco exigente. Só quero umas ideias e alguns argumentos que não se resumam à defesa do vandalismo sob a capa da "sabotagem" (já agora quais são os argumentos para este tipo de acção? O que é que se sabota? Imagino que tudo o que dê na real gana a meia dúzia de gajos vestidos de preto). Enfim, acho que a discussão cessa aqui porque de facto não há nada para discutir. Sabota à vontade. Outros cá andarão a ver se mantêm as mesas onde eu e tu podemos estudar e investigar (força que tens uma tese importante para fazer!) e a limpar as paredes que os teus amigos andam a sujar ou os vidros das montras que partem e outras cenas que tais destinadas a passar quando se começa a chegar aos trinta e a fazer pela vidinha. Isto não é política e por isso passa com a idade. O que eu não percebo, e repito, é o que leva alguém como tu (um quadro tão promissor!) a simpatizar com este tipo de acção e de "pensamento"."

Eu gosto bastante do João, mas admito que a discussão se torna um pouco cansativa nestes termos. Evidentemente que este não é o lugar nem o formato para abordar todas as questões candentes, desde o grafismo dos cartazes da greve geral até à produção de conservas de tomate no socialismo. Da mesma maneira hesito em acompanhar o João no seu amadurecimento e em «fazer pela vidinha». E acho que deveria haver alguma ponderação em dizer que «isso não é política».

Sou acusado de ser superficial nas descrições históricas e de não ter um «programa». Chamo a atenção do/da leitor/a para o facto de isto ser um blog e não um curso de história política. E prometo ao João 20 horas de exposição detalhada das minhas ideias políticas e outras tantas de descrição histórica, assim que ele tiver tempo livre na sua agenda.

Admito que a divisão social do trabalho surge aos meus olhos de maneira diferente após o conjunto dos trabalhos que me vi forçado a aceitar. Alguém que nunca tenha trabalhado nas obras, ou numa grande superfície comercial, ou na agricultura mecanizada, ou na limpeza de discotecas, ou em call centers, ou a desmontar palcos, está sem dúvida numa posição mais confortável e privilegiada para avaliar a questão. Possui um distanciamento que, com muita bibliografia à mistura, lhe permite dizer que a divisão social do trabalho é tão natural como a minha sede.
Mas à falta desse distanciamento faz-se o que se pode.
A resposta espontânea, quotidiana, clandestina, de milhões de pessoas confrontadas com trabalhos de que não gostam e hierarquias imbecis, é trabalhar o mínimo possível, encontrar todas as formas de se furtar ao controlo patronal e demonstrar pelo seu trabalho aquele grau de indiferença e desprezo próprio de quem ainda não se esqueceu da diferença substancial entre viver e «fazer pela vidinha». Isto pode escandalizar aqueles para quem «socialismo é trabalhar muito», mas resume grande parte dos contextos laborais que conheço.O Le Monde Diplomatique (esse jornal furiosamente esquerdista...) publicou recentemente dois artigos acerca do trabalho em call-centers que ilustra mais ou menos aquilo de que falo. A sabotagem que preenche os piores pesadelos do João não passa de um tratamento mediático da destruição desta ou daquela roda da engrenagem capitalista. Sabotar é impedir ou dificultar o funcionamento da máquina social descobrindo os seus pontos vulneráveis e, dessa maneira, ganhar uma margem de manobra que torne a vida um pouco menos insuportável.

De um modo geral, penso que é claro aquilo que nos divide e o Zé Neves fundamentou, num longo post com o qual genericamente estou de acordo, o essencial.
Mas há mais. Eu acho não apenas discutível mas risível a pretensão de elaborar continuamente «programas» para «'alternativas» e esfregá-los na cara de quem acha que o caminho é outro, como se fossem o supremo argumento de autoridade. Há quantos anos se fala de uma maioria de esquerda no parlamento, de uma alternativa de esquerda, de um projecto de ruptura com a ordem neo-liberal? Se é uma questão de tempo mas não sabemos bem quando e se nunca aconteceu nos 37 anos de democracia portuguesa, só podemos considerar que a esquerda se tem dedicado a perseguir uma utopia - algo que nunca existiu e que não sabemos bem como será. Mais ainda, nunca ouvi ninguém argumentar seriamente que estamos hoje mais próximos do que há, digamos, 10 ou 20 anos. Nada na correlação de forças se alterou, a não ser as minúsculas (quase imperceptíveis) oscilações no pensamento económico que o Ladrões de Bicicletas se encarrega de assinalar semanalmente. E a minha interpretação disso é que os aspectos decisivos dessa correlações de força estão noutro lado que não na sofisticação dos programas.

É a dinâmica do conflito social, da luta de classes para ser um pouco mais comunista, que abre ou encerra as perspectivas históricas de transformação. Aqui a palavra chave é «dinâmica». E se eu não tenho uma proposta teórica capaz de abarcar essa dinâmica e de a transformar numa chave de interpretação e de superação de uma dada situação histórica, não serão programas «modestos mas viáveis», nem propostas «pragmáticas mas progressistas» que me vão satisfazer. No que respeita a esses programas e propostas, sem dúvida elaborados com a melhor das intenções, parece-me que eles fazem deslizar as posições do conflito para um terreno favorável a quem já assegurou as posições chave para o dominar. O seu pragmatismo e sede de respeitabilidade são por outro lado inseparáveis das hierarquias internas ao movimento, que funcionam no seu seio como interlocutores e intérpretes da linguagem do Estado (cuja estrutura fundamental aliás reproduzem no contexto da «militância»).
Esses programas imprescindíveis, essas alternativas viáveis, as lideranças sem as quais nada funcionaria nem seria eficaz, substituem a dinâmica da luta de classes pela mecânica das instituições.
Basta ler o post anterior para compreender como funciona e onde nos conduz essa mecânica.

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:52 PM | Comentários (6)

Meninos Rabinos Pintam Paredes


Edifício da FBAUL antes de ser vandalizado

Saíam duas estudantes de Belas-artes, do edifício do convento de S. Francisco e comentavam enquanto olhavam para a escada e as paredes pintalgadas com frases do género "Mais imigrantes"; "Queremos Mais Violência Suburbana"; "O petróleo não mata a fome": «Isto hoje está uma desolação…»

A malta que lá estava da Organização da “Cimeira Europa-África Alternativa” também tinha a desolação estampada no rosto. Disse-me ingénuamente um, que eu nunca tinha visto por estas andanças: «Por exemplo, aquela frase ‘Mais mulatos’… ‘mulatos’ não é um termo muito usual… Eu estou convencido que foi mesmo a extrema-direita a fazer isto».

A reacção dele não foi exagerada. Não se tratou só de mais uma pichagem numa parede limpa do centro histórico da cidade. O que se passa é que o Conselho Directivo da FBAUL, disse à Organização da Cimeira Alternativa, que afinal queria cancelar o evento nas suas instalações, visto que aquilo estava a dar no que deu e. para além do mais, não podiam arriscar a ter o interior do edifício também vandalizado.

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Neste momento, a organização contactou a CML pedindo a máxima urgência na limpeza das paredes da Faculdade. Acham que assim poderão “amansar” o Conselho Directivo e salvar a iniciativa.

A ver vamos… Uma coisa joga a favor deles: Neste momento, com este pelouro na CML, já não está o direitolas António Proa, o homem que mandou retirar em tempo recorde o cartaz dos Gato Fedorento do Marquês de Pombal, mas que achou normal estar lá o cartaz do PNR.

Publicado por [Saboteur] às 03:09 PM | Comentários (5)

Poesia de rua #24

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Mais um clássico...

Publicado por [Saboteur] às 12:59 AM | Comentários (3)

dezembro 04, 2007

Diz-me o que lês, dir-te-ei quem és

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Renegade, Sabouter e Joystick, assim como quem não quer a coisa

Publicado por [Renegade] às 05:28 PM | Comentários (10)

O outro movimento operário


Há um debate em curso, acerca da «democracia», que terá começado pela Venezuela, e está a redundar numa apologia do Estado. Tem como intervenientes o Renato Carmo, o Zé Neves e, mais recentemente, a propósito da distinção entre «público» e «comum», o João Rodrigues.
Neste debate o Zé encarou de frente o senso comum de esquerda - segundo o qual a emancipação se faz no terreno da soberania do Estado moderno, legitimada pelo sufrágio e reforçada por uma mais ampla «participação», introduzindo gradualmente grãos de «socialismo» na engrenagem do capitalismo, até que a grande linha de montagem se torna cada vez mais eficiente e a divisão de riqueza menos desigual. A tese é habitual: «Mais e melhor Democracia» combinada com um capitalismo mais racionalizado de onde, progressivamente, se erradicam os capitalistas. Isto é evidentemente uma caricatura, mas serve apenas para assinalar que os argumentos apresentados como «inquestionáveis porque sérios e concretos» merecem ser mexidos com pinças.

Os outros argumentos não são mais imaginativos: a esquerda não se pode conformar com "a saída de cena apregoando aos quatro ventos a ineficácia do sistema e apresentar a revolução como a única saída possível"(Renato Carmo); "as posições libertárias do Zé Neves a favor da abolição do Estado só são sustentáveis a um nível tal de abstracção que dificulta a discussão sobre os «assuntos correntes da vida»." (João Rodrigues).
Este debate só me interessa na medida em que entra por este blog a dentro. Para que se esclareça, parte dos que aqui escrevem subscrevem, com as nuances imagináveis, as certezas do Renato e do João, ao passo que outra parte, com nuances inimagináveis, partilha o cepticismo do Zé face ao senso comum da« esquerda». Agora que já arrumei em gavetinhas esquemáticas os meus co-locatários (já consigo ouvir a sua indignação), passo ao que importa.

Ninguém está em posição, neste início de século, de tirar conclusões apressadas acerca do que quer que seja. Quem arruma este tipo de debates com expressões como «objectivamente», «assuntos correntes da vida» ou, como o Hugo Mendes, passando atestados de menoridade política ao «povo», faz batota. Nenhuma das posições em disputa tem bases mais sólidas do que as outras e nenhum argumento será definitivo. Se é do futuro que estamos a falar, qualquer conhecimento histórico mais aprofundado apenas nos indicará que o futuro tem a virtualidade de surpreender quase todas as previsões e cenarizações. O curso da história foi frequentemente alterado por acontecimentos que ninguém previa apenas um ano antes. Os exemplos são muitos e significativos - a revolução russa e a entrada dos EUA na I Guerra Mundial, a subida de Hitler ao poder, o lançamento da bomba atómica, a queda do muro de Berlim e o colapso da URSS, o atentado contra as Torres Gémeas a 11 de Setembro de 2001.
Igualmente, ninguém pode imaginar o que irá acontecer na China nos próximos anos, ou avaliar o possível impacto de uma guerra entre o Pakistão e a Índia.
Cada um dos acontecimentos interfere com a tendência de evolução histórica a um nível e com um impacto impossível de avaliar antecipadamente e difícil de compreender completamente a curto prazo.
É por isso que se torna impossível substituir reflexões políticas de mais amplo fôlego acerca dos mecanismos de poder que atravessam as nossas vidas por ideias apontadas ao curto prazo. E quem contrapõe essas reflexões aos «assuntos correntes da vida» ignora que os intelectuais que as produzem também enfrentam os assuntos correntes da vida e por isso mesmo sentem a necessidade de os abordar de um ponto de vista crítico.

E é aqui que tudo começa. Crítico. Evidentemente que se pode considerar, por exemplo, a divisão social do trabalho, como um elemento natural, algo que até se torna pueril discutir, de tal modo está presente nos nossos quotidianos e familiarizado pela rotina. Algo incontornável como um oceano e insuperável como uma montanha. Evidentemente os esforços mais voluntaristas/autoritários de «engenharia social» ocorridos no passado deixaram atrás de si muito terreno queimado (e gente queimada também, literalmente) e preenchem frequentemente o debate. Mas não é menos certo que a divisão social do trabalho não é um elemento a-histórico e que nos acompanhe desde os princípios dos tempos. Tem a sua história, a sua evolução e transformações constantes, está inserida no caldo interminavelmente em movimento das relações sociais e, por isso mesmo, equacionar o seu fim não é um exercício vazio.
Do meu ponto de vista, basta que haja um conjunto significativo de pessoas a desejar e defender o fim da divisão social do trabalho, da propriedade e do Estado, para que seja necessário encarar essa possibilidade. O mesmo é válido para tudo o resto que diz respeito à comunidade humana, à forma como se vive em conjunto e se encaram as relações sociais. O que as pessoas fazem, as pessoas podem desfazer.
E isto conduz-nos a outro elemento, que me parece ser o decisivo neste debate - o que respeita ao carácter «objectivo» das relações sociais. Uma tradição positivista muito forte no seio do movimento operário europeu e, por arrastamento, da «esquerda», pretendeu dar às análises da sociedade, da política, da economia, um carácter «científico» e «objectivo», para fundamentar a sua crítica ao capitalismo. Fazendo-o, não apenas considerou a sociedade um laboratório onde se fazem experiências e a teoria o resultado dessas experiências, como consagrou alguns dos seus «objectos de estudo» como invariáveis e outros como variáveis.
Teríamos assim que o trabalho assalariado tal como o conhecemos seria irracional porque conduziria a uma repartição injusta de riqueza, mas o trabalho assalariado numa sociedade «socialista» continuaria a existir, sendo a mais-valia produzida administrada racionalmente, a bem da comunidade, por um conjunto de «representantes» dos trabalhadores. E para um tempo indefinidamente distante (talvez depois de iniciada a colonização espacial) ficaria o «comunismo», com a sua utópica e milenarista aspiração ao fim do trabalho e da propriedade e da representação.

Contra esta tradição positivista, que entra pela janela sempre que a fazemos sair pela porta, que segue uma «objectividade» por si postulada e a situa no centro do debate político, ergueu-se inúmeras vezes o clamor da insubordinação social, de insurreições sem conta, de revoluções derrotadas, vitoriosas ou desfiguradas, mas em todo o caso reais e efectivas. Quando lemos o debate entre Kautsky e Lenine em 1918, verificamos, por exemplo que, muito mais que a democracia, é a história que está ali em debate, tal como acontecera já no debate entre Kaustky e Rosa Luxemburgo acerca das greves selvagens na Bélgica em 1904. O mesmo poderá ser dito do debate político em Itália, entre a ala esquerda do PCI e dos Sindicatos e a Autonomia Operária, ou dos insultos trocados entre a burocracia sindical francesa e os grupos de agitação de operários e estudantes durante a greve geral de Maio de 68, para não chegar ao confronto entre Intersindical e greves selvagens nos primeiros meses da revolução portuguesa.
Contra esta tradição positivista e «objectivista» que desde cedo marcou o movimento operário «oficial» e acompanhou sempre a sua integração nas estruturas económicas do capitalismo, ergueu-se uma outra tradição crítica e «subjectivista» que caracterizou aquilo a que alguns autores chamaram «o outro movimento operário».
Nessa tradição, os elementos que caracterizam a vida nas sociedades capitalistas são considerados historicamente , como algo potencialmente transitório, subordinado às múltiplas dinâmicas sociais, culturais e políticas que percorrem essas mesmas sociedades. E, na medida em que identifica nalguns desses elementos pontos de tensão, essa tradição recusa-se a acompanhar a criminalização que se generaliza relativamente aos que nessa tensão habitam e agem. Daí à desconfiança relativamente a todas as criminalizações e à própria ideia de crime, vai um pequeno passo, que só alguns se atrevem a dar.

É o confronto entre essas duas tradições que preenche os discursos em debate.
Uma das tradições é bem conhecida e assumiu já um carácter «respeitável» que a leva a um convívio relativamente pacífico com as instituições vigentes, a uma posição de respeito pelas suas regras e à ambição de as alterar gradual e pragmaticamente.
A outra tradição é frequentemente remetida para um certo «exotismo», como se se tratasse de um assomo de loucura difícil de compreender (o debate entra frequentemente no terreno da psiquiatria, o que só desmente o carácter presumivelmente «neutral» e «objectivo» desse campo de saber), um capricho intelectual ou um delírio anarco-populista. Só isso explica que se fale, por exemplo, dos «dias louco do PREC» ou da «sociedade portuguesa em transe» a propósito do período revolucionário. Só assim se pode evitar que certos acontecimentos desmintam uma certa imagem da história. Esta tradição é esconjurada porque analisá-la seriamente poderia pôr em causa o carácter «natural» da sociedade em que vivemos e a inevitabilidade do que aí vem.

A tradição «oficial» é aquela que tende a confundir-se com a «esquerda».
É por tudo isto que assistimos a frequentes debates, na blogosfera (ou lá o que é), entre liberais/conservadores de um lado e pessoas de «esquerda» por outro, ao passo que esse debate raramente tem como protagonistas os liberais/conservadores de um lado e pessoas da tradição «crítica» do outro. Parece que falamos línguas diferentes. Ao passo que pessoas de «esquerda» podem perfeitamente debater com um liberal o grau de intervenção do Estado na economia, ou o carácter democrático ou não do Estado Venezuelano, os interlocutores tendem a rarear quando se assume como objectivo fundamental eliminar o Estado e se escolhem estratégias e posicionamentos com base nesse objectivo. Quem se organiza para controlar o Estado tende a assumir a forma do Estado como referência organizativa, mas quem se organiza para eliminar o Estado tem necessariamente de eleger outros métodos, critérios e preocupações do ponto de vista organizativo. De um lado fala-se da dimensão lúdica, da importância dos contributos de todos, do respeito por opiniões diferentes, da recusa de lideranças formais ou informais; do outro lado fala-se de eficácia, do caminho mais curto, da técnica mais adequada, da estratégia que produz resultados.
Enquanto estas diferenças não forem afrontadas de forma directa e frontal, nenhum debate entre as duas tradições, entre os dois movimentos operários, poderá ter lugar, e a distinção entre «público» e «comum» permanecerá para sempre um diálogo entre surdos.

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:18 PM | Comentários (29)

Há já muito tempo...

...que nenhum liberal idiota estabelece um paralelismo entre a extrema-esquerda e a extrema-direita.

Mas não há razões para nos preocuparmos. Quando falta um liberal idiota sobra uma betinha imbecil.

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:36 PM | Comentários (15)

Não estou a falar do anúncio da Tagus

O anúncio mais estupido do mundo

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Já foi alterado...

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Publicado por [Saboteur] às 09:36 AM | Comentários (3)

Assim se vê a força do PC!

Publicado por [Saboteur] às 12:55 AM | Comentários (1)

dezembro 03, 2007

crise #3

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Publicado por [Renegade] às 10:07 PM | Comentários (1)

Eleições na Venezuela

Hoje de manhã ouvia os jornalistas da TSF incrédulos: Chavez tinha perdido as eleições e tinha assumido a derrota.

Nada daquilo batia certo nas cabecinhas ocas da comunicação social. Então o ditador, que fechou um canal de televisão, tinha ido a eleições e perdido? Mas os ditadores não ganham sempre por larga vantagem? (tipo Putin)

Pior! Reconheceu a derrota!!? Mas não seria altura de fazer uma à PP em Espanha e dizer que tinha havido fraude e que se tinha de repetir tudo?

Na verdade pouco sei sobre as alterações que Chavez queria fazer na constituição. Só sei aquilo que a comunicação social disse. Ou seja: muito pouco e provavelmente bastante impreciso. Mas uma coisa é certa: Aqueles que estão sempre a acusar Chavez de ser um implacável ditador, tiveram, também eles, uma pesada derrota este Domingo.

Publicado por [Saboteur] às 06:05 PM | Comentários (4)

Para o João (et pour cause)


Ev'rywhere I hear the sound of marching, charging feet, boy
'Cause summer's here and the time is right for fighting in the street, boy
Well then what can a poor boy do
Except to sing for a rock 'n' roll band
'Cause in sleepy London town
There's just no place for a street fighting man
No!

Hey! Think the time is right for a palace revolution

Cause where I live the game to play is compromise solution
Well then what can a poor boy do
Except to sing for a rock 'n' roll band
'Cause in sleepy London town
There's no place for a street fighting man
No!
Get down

Hey! Said my name is called disturbance
I'll shout and scream, I'll kill the king, I'll rail at all his servants
Well, what can a poor boy do
Except to sing for a rock 'n' roll band
'Cause in sleepy London town
There's no place for a street fighting man
No
Get down

The Rolling Stones, «Street fighting man», Beggar's banquet, 1968

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:55 PM | Comentários (1)

Crise #2

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Montra no centro de Lisboa

Publicado por [Saboteur] às 01:04 AM | Comentários (3)

Crise #1

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Pequeno letreiro num elevador da Câmara Municipal de Lisboa

Publicado por [Saboteur] às 12:52 AM | Comentários (2)