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setembro 12, 2007

A questão da produtividade ao vivo e em directo

Nunca fui amigo do trabalho. Como quase toda a gente, tive a maior parte das minhas experiências laborais em empresas e a fazer coisas que não gostava de fazer. Como sempre tive a carne fraca e o espírito mole acabava invariavelmente a odiar o trabalho em concreto e até passei a odiar o trabalho em geral.

Entrei nesta empresa na sexta-feira passada. Estou desde as 10 da manhã de segunda-feira a fazer rigorosamente nada em frente a um monitor, à espera de um código de acesso vindo de inglaterra que me permitirá aceder ao meu ambiente de trabalho no computador. Eventualmente.
Entretanto fuma-se uns cigarros, dá-se uso à máquina de café, lê-se o Destak, o Meia-Hora, o Metro, o Le Monde Diplomatique (artigos, fichas técnicas e publicidade), troca-se umas impressões banais com os colegas, vem-se aos blogues e aos jornais na internet, mata-se o tempo como se pode. Assim vai correndo o período de formação. Como vou bazar daqui no final de Outubro e o período de formação por este andar se vai prolongar até ao fim da semana, deixo à vossa consideração o significado desta experiência para a questão da produtividade em Portugal.

Passo o tempo apoiado no cotovelo a olhar para o tecto. Doi-me o ombro. Ainda vou ganhar uma tendinite com esta brincadeira. E, como é evidente, estou farto desta merda sem sequer ter ainda começado.

Publicado por [Renegade] às setembro 12, 2007 10:33 AM

Comentários

E a tua mais-valia é apropriada pelo patrão, certo?

Pergnta: Qual mais valia?

(ehehehe A sério: todas as grandes organizações têm dificuldade em assimilar novos colaboradores. Aproveita agora que daqui a uns meses vais estar com saudades)

Publicado por [Anónimo] às setembro 12, 2007 11:21 AM

Digamos que o faz e que aí está por pleno amor à ciência, em plena consonãncia com esta que o comenta. O trabalho é uma merda! Ganha-se mal e porcamente! O patrão é um atrasado que diz coisas como "foi-lhe diagnosticado leite!"!Ora, que outra razão senão a plena devoção ao estudo e a entrega e dádiva do corpo ao manifesto em prol do esboço de uma classe espoliada dos seus direitos básicos de seres humanos? A miséria? A vida sufocada muito abaixo do limiar da pobreza? Meu caro, já dizia o outro que tudo isso "forma o carácter". O meu, ao invés de formação levou com uma deformação!PIMBA TOMA!
Ok, vou voltar ao trabalho!
:)

Publicado por [joana] às setembro 19, 2007 12:04 PM

um pequeno andedo:a economist faz uma injustie7a ao ne3o acrescentar no processo a discusse3o alca, unie3o europe9ia-mercosul. para a china, assim como para jape3o e core9ia, uma parceria com o brasil sf3 e9 urgente numa situae7e3o de formae7e3o de um bloco comercial que ve1 exclued-la. como o bloco ne3o e9 formado, o processo se arrasta e a ameae7a ne3o vem. essa ne3o e9 nova. artigos de 93, 95 e 2000 je1 dizem a mesma coisa. outra coisa: cooperae7e3o entre governos e9 uma coisa. cooperae7e3o comercial ne3o existe. e o brasil o mundo inteiro, enfim ne3o tem condie7f5es de competir. o problema todo e9 que a china no momento ne3o tem competidor no mundo. he1 um meas a china comee7ou a exportar carros para a europa, que custam quatro mil df3lares a menos que o mesmo modelo feito na europa e cinco mil df3lares a menos que o modelo americano. os empregos nesses dois lugares ve3o virar pf3 antes de algo acontecer a china. com o jape3o foi fe1cil. foram le1, manipularam o sistema e pronto. com o leste asie1tico tambe9m. mas e quando o teu competidor, ale9m de mais eficiente e barato, tambe9m tem poder militar?e a ameae7a da edndia ne3o e9 te3o se9ria assim. a maior parte dos investimentos na china e9 asie1tica. e9 meio difedcil que seja deslocada para outro continente. o padre3o de investimento asie1tico e9 diferente do ocidental. ne3o foi pequeno, no fim, mas pelo menos e9 um andedo.

Publicado por [Mepaint] às junho 17, 2012 11:50 AM

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