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maio 31, 2007

Um "poderoso aviso"

Por otra parte, ha existido en la izquierda una tendencia a auto engañarse, a falsificar los datos de las movilizaciones, de los mitines, de los paros, de las fuerzas de que dispone cada organización, etcétera, lo que luego se proyecta en líneas de acción, incorrectas porque parten de bases falsas.

RECONSTRUYENDO LA IZQUIERDA, MARTA HARNECKER.

Publicado por [Saboteur] às 02:08 AM | Comentários (3)

maio 30, 2007

Serviços mínimos

grevegeralvz7.jpg

Tirado do Arrastão

Publicado por [] às 12:13 PM | Comentários (2)

maio 28, 2007

Políticamente Incorrecto

Eu sei que hoje em dia é politicamente muito incorrecto não dizer que o novo aeroporto da OTA é um grande erro estratégico, etc, etc.

Mas a verdade é que fico de pé atrás, quando até a minha avó, que não percebe nada e baralha tudo há já alguns anos, me diz que não concorda nada com o projecto da OTA...

Publicado por [Saboteur] às 03:23 PM | Comentários (9)

maio 27, 2007

Parabéns, Daniel!

Fez ontem 1 ano o blog do Daniel Oliveira, o Arrastão.

É um dos meus poucos blogs de leitura diária (gosto bastante mais do que escreve do que do seu programa na SIC), pelo que queria fazer um post especial de parabéns.

Sem grande imaginação para isso - ando cansado e cheio de trabalho - opto por colocar aqui esta pequena entrevista que deu á rádio do Instituto Politécnico de Leiria.

1 grande abraço de parabéns e de sincera admiração.

Publicado por [Saboteur] às 12:40 PM | Comentários (8)

maio 26, 2007

Até mete nervos

Se a lista de apoios é assim tão impressionante, porque é que os cartazes são tão deslavados?

Publicado por [Saboteur] às 06:58 AM | Comentários (1)

maio 25, 2007

Arrogantemente

Nos últimos dias viveram-se momentos históricos: o Cabaret Voltaire reabriu! Não em Zurique, como naqueles 5 meses do longínquo 1916, mas, desta vez, em todo o mundo. Os meios de reprodução ideológica do poder ignoraram arrogantemente tal acontecimento. Talvez por terem percebido que não suportamos mais o tédio da sobrevivência.

Publicado por [Rick Dangerous] às 05:16 PM | Comentários (2)

maio 24, 2007

Estado de situação II

Estava eu no mesmo café da última vez, por volta das 22 horas, quando pára um camião de polícias frente ao Sr. Armehd. Revistaram os mesmos jovens, mas desta vez não encontraram um saquinho de droga, mas imaginem vocês, uma barra de musculação!!! Vim a saber depois que ficaram com a barra pois os jovens não tinham a factura da mesma.


Como não encontraram o que esperavam, entraram no café do Sr. Armehd e revistaram o pessoal. Estou emocionada, foi a primeira vez, com excepção nos aeroportos, que me controlaram a identidade e que me revistaram a fundo (apalparam-me mamas e tudo)!

Publicado por [Shift] às 11:36 PM | Comentários (1)

Car@s co-editores do Spectrum,

Já vai sendo altura de entregarmos a miúda, não acham?

Publicado por [Renegade] às 10:12 AM | Comentários (12)

maio 23, 2007

Pulseiras Electrónicas por Lisboa!

Os media fazem o suspence: Carmona avança ou não avança?

Mas avançar com que lista? Com os outros arguidos todos? E com que meios para fazer campanha? Com os filhos dos arguidos a distribuírem panfletos à populaça?

E se for eleito? Vai gramar com uma reunião semanal de Câmara como Vereador da oposição, a discutir regulamentos de estacionamento, relatórios de contas de empresas municipais, loteamentos e taxas camarárias…? Se ao menos pudesse ter um gabinete com cheio de assessores como ele concedeu à oposição… Mas parece que nem isso vai haver! (visto ser esse um dos pontos centrais da Campanha, acho que o futuro Presidente da CML – António Costa – vai cortar rente).

É óbvio que não vai avançar e é obvio que a única coisa que ainda lhe está a fazer hesitar é o processo judicial: Realmente, ninguém toca na Felgueiras enquanto ela é Presidente em exercício, ninguém tocou no outro enquanto foi presidente do Benfica… mas ele ía ser (caso não tivesse uma votação a la Gorbachov quando se candidatou às presidenciais contra Yeltsin – dois virgula qualquer coisa) um simples Vereador da oposição, sem ordenado, sem gabinete, odiado à direita e à esquerda.

Publicado por [Saboteur] às 11:16 AM | Comentários (8)

maio 22, 2007

Mas como é que ele ainda tem uma crónica na rádio?

Sobre as pequenas mentiras de Santana para tentar passar ao lado da crise de Lisboa e sobre como este homem entende bem como funciona o jornalismo em Portugal, ide ver aqui um post.

Publicado por [Saboteur] às 01:14 AM | Comentários (2)

maio 21, 2007

Ouvido em Lisboa

O fanã que servia ao balcão dizia ao amigo:

"Ontem vi a Cinha Jardim e a filha perdidas no meu bairro..."
"Ah sim?"
"Depois perguntaram 'onde é que se entra para o parque da bela vista?"



Publicado por [Saboteur] às 12:34 AM | Comentários (5)

maio 19, 2007

Dialética

Publicado por [Saboteur] às 11:56 AM | Comentários (2)

maio 17, 2007

Ele há cidadãos independentes dos partidos políticos, mais "políticos" que os "políticos"

Há dias tinha-me/vos perguntado porquê que a Heleba Roseta não teria ido falar com o candidato independente José Sá Fernandes.

Hoje leio no blog Gente de Lisboa, que Sá Fernandes e Helena Roseta tiveram um encontro marcado mas que foi desmarcado à ultima da hora pela arquitecta.

Parece que ela conta já com os 22% que Manuel Alegre teve nas Presidenciais, no concelho de Lisboa, e não quer partilhar protagonismos com ninguém.

Fia-te na virgem e não corras.

Publicado por [Saboteur] às 12:14 PM | Comentários (2)

maio 16, 2007

Será que Negrão soube disto?

sem título.bmp

Mão amiga enviou-me um print screen da intranet da Câmara...

Publicado por [Saboteur] às 03:47 PM | Comentários (5)

maio 15, 2007

Helena Roseta II

«Não estou disponível para pactuar com esta degradação. Não aceito o triunfo do tacticismo de todos os partidos - incluindo o PS - sobre os interesses da cidade. Nem que se tenha deixado nas mãos do PSD a chave de uma solução para a qual todos deviam estar a contribuir, porque todos têm responsabilidades» Helena Roseta

É conhecido o facto de José Sá Fernandes ter sido o primeiro a pedir eleições intercalares, isolado, enquanto todos os partidos e Vereadores andavam a pensar mais na sua estratégia individual do que no estado da cidade.

É sabido que foi também José Sá Fernades que fez a oposição mais eficaz às questões da corrupção, betonização da cidade e tráfico de influências, que foram, no fundo as questões que levaram à queda da Câmara.

Creio que seja também consensual que Sá Fernandes é um Vereador verdadeiramente independente dos partidos políticos (não é um rebelde do Bloco que aceita ser deputado se puder sentar nas filas de trás da bancada e disser umas bocas de vez em quando); é detentor de uma honestidade à prova de bala; ama realmente Lisboa (mesmo que achemos que o amor dele já é demasiado antiquado, porque prefere o património histórico e ambiental aos túneis e aos terminais de cruzeiros) e que tem simpatia pela própria Helena Roseta (que chegou a participar num debate promovido pelo Sá Fernandes, em Fevereiro, sobre Urbanismo, com os apoiantes Gonçalo Ribeiro Telles e João Seixas).

Finalmente, aparentemente, por aquilo que se tem lido (ver p. ex. artigo do Rui Tavares hoje no Público), parece que as ideias de ambos para a cidade têm mais pontos coincidentes do que divergentes.

Assim sendo: Qual é a razão para que os dois não se entendam e não concorram juntos?

E esta pergunta vai sobretudo para a Helena Roseta, que só chegou agora, vinda de outras lutas, mas que fala (como se vê na frase acima) como se “fossem todos iguais”, havendo a necessidade de vir alguém de fora dos Partidos (nem que seja de fora desde há 6 dias), meter a Câmara na ordem.


Publicado por [Saboteur] às 03:04 PM | Comentários (5)

Helena Roseta

Para ler em tom de Prof. Marcelo no Gato Fedorento....

A Helena Roseta quer uma grande aliança à esquerda? Quer!

Mas tem-se desdobrado em contactos para isso acontecer? Não!

Limitou-se a escrever uma carta ao Sócrates em Fevereiro e ficar à espera de resposta? Exacto!

Publicado por [Saboteur] às 02:41 PM | Comentários (5)

maio 13, 2007

Na América

No controlo de passaportes oferecem chocolates e chupa-chupas. "Is this good?", perguntámos. "Of course, it's American!", foi o que ouvimos do guarda.

Publicado por [Rex] às 06:11 PM | Comentários (4)

maio 11, 2007

Estado da situação

Ontem estava a sair de um bar (na rue Ramponeau paralela à rue de Belleville) com cerca de oito amigos, por volta da meia noite, quando um carro de polícia pára um pouco mais à frente. Ficámos todos a observar qual seria a sua intervenção. Pois então... havia um grupo de quatro jovens blacks a beber umas cervejolas! Devo dizer que estes jovens se encontravam frente à sua cité (habitação social). O facto de estarmos presentes fez com que a polícia actuasse com certa calma, mas com um palavreado primário “sentez vous bien dans cette porcherie?” (sentem-se bem neste esterco, acusando-os de terem sido eles a sujar a rua frente ao seu prédio). Eram três polícias, um polícia ficou com a tarefa de nos vigiar, os outros dois revistavam os jovens. Entretando sem termos a intenção de provocá-los muito dizíamos umas palavras soltas em voz alta, como: “ça commence bien le régime sarkoziste”! Um dos polícias, todo orgulhoso da sua conquista, ergue o seu braço e vira-se para nós com um saco mínimo de droga (pareceu-me erva!) e diz qualquer coisa como “estão a ver Sarkozyyyy, Sarkozyyyy”. Enfim foi rídiculo! Mas o mais assustador é que da boca daqueles polícias saíu a argumentação do “regroupement sur la voie publique” para darem razão à sua intervenção.

Se quiserem denunciar o vosso vizinho ou alguém que seja julgado perigoso para a França, o “Ministère du Civisme et de la Dénonciation” já foi criado:

http://www.delation-gouv.fr/

Publicado por [Shift] às 03:31 PM | Comentários (8)

maio 09, 2007

«Para mim, vens de carrinho»

Ratzinger - mais conhecido pelo Papa - vai ao Brasil.

A direita brasileira, poderosa, aguerrida, detentora de importantíssimos meios de comunicação social, já deu o mote: O santo padre, vem apelar ao governo brasileiro que acabe com esse flagelo contra a humanidade que é o Aborto legal.

Lula, respondeu bem ao facto político criado pelo Vaticano em aliança com os conservadores brasileiros: Estou muito interessado em debater com o papa os problemas sociais como a fome e a pobreza. Aliás, vou convidar os meus amigos bispos para participar nessa interessante conversa com ele. A malta ligada à teologia da libertação, ideia e gente, que foi perseguida durante anos, pelo “guardião do templo”, cardeal Ratzinger.

Publicado por [Saboteur] às 11:27 AM | Comentários (9)

maio 08, 2007

Entre o Bistro Romain e o Quick

O Rui, entre óptimas fotografias, abre espaço para um relato na primeira pessoa sobre o que poderá vir a França de Sarkozy. Vale a pena ler.

Publicado por [Rex] às 01:26 PM | Comentários (5)

maio 07, 2007

Nous voilà !

Ainda na ressaca das eleições francesas e dos incidentes na Place de la Bastille (manifestação espontânea stop-sarko = confrontos graves entre manifestantes e polícia de choque)…Estou triste! Em Belleville, alguns grafittis já apareceram após os resultados (53,06% Sarkozy, 46,94%): “Il avait raison, le mai 68 est fini, maintenant ça va être pire ».
O renegade dizia uma vez que se devia desmistificar a ideia da França da Revolução Francesa e da Comuna de Paris. Não tenho esse mito nem ilusão. A França está dividida entre a esquerda e a direita. Como vimos com uma tendência à direita ligeira para alguns, forte para outros. Uma França com bastantes desigualdades sociais, começando por um sistema de grands écoles destinado às elites para se reproduzirem entre elas. Mas mesmo assim gosto da França. Porque podemos ainda assim encontrar resquícios de direitos sociais que não se encontram em mais lado nenhum, por exemplo: o estatuto dos intermittents du spectacle, o Caf (ajuda financeira ao aluguer de uma casa, o renegade pode explicar um pouco melhor!), etc, etc! Gosto também da França porque essa metade da França de esquerda ainda tem uma forte capacidade de mobilização, como vimos recentemente no movimento Anti CPE!
É verdade que a França também tem um Le Pen que conquista ideologicamente entre 11% a 16% do eleitorado. Mas ele està velho (e a sua làbia começa a transformar-se em ressabiamento!), vejo mais perigo no recente eleito! Sarkozy! Um menino bastante ambicioso, assumidamente de direita liberal, e sem pejo de proferir no discurso de vitória: “je vais réhabiliter le TRAVAIL, l’AUTORITÉ, la MORALE, le RESPECT...”.

Publicado por [Shift] às 02:12 PM | Comentários (1)

maio 05, 2007

THC para a osteoporose!

Quase a chegar ao Camões, uma velha na varanda faz mímica para os marchantes pela marijuana. Mete o dedo na testa, franze a face como quem diz "doidos". Cá em baixo alguém responde: "THC para a osteoporose". E tem razão.

Publicado por [Joystick] às 09:41 PM | Comentários (4)

Marcha da Marijuana

Img186.jpg

Cheguei às 16h10 e já não estava ninguem no Rato. Os manifestantes pela legalização do consumo de canabinácios, tinham saido às horas exactas! Pontualidade britânica, deitando por terra o mito do "ganzado" preguiçoso, narcotizado e inoperante.

Esteve forte! Diria 1.000 pessoas. (aconselho a organização a dizer 1.500 que os jornalistas papam na boa).

Dizem-me que foi bem divulgado e que não percebi isso porque já não ando no sítio onde as massas fumadoras andam...

Estarei a ficar velho?

Publicado por [Saboteur] às 07:55 PM | Comentários (1)

Novidades sobre o filme "Laissez-les grandir ici"

"Chers toutes et tous,

En remerciement de votre soutien, quelques informations sur l'aventure de ce film et de cet appel
ET UNE NOUVELLE SOLLICITATION : ON CONTINUE ET ON ACCELERE !

* D'abord celle qui nous touche le plus à coeur : 3 des familles des enfants du film ont été régularisées !
* Ensuite nous sommes très fiers d'avoir réussi à mobiliser à ce jour près de 65.000 personnes pour sous-signer un texte rédigé par des enfants de familles sans-papiers !
* Le film sera montrée en ouverture et en clôture de la Quinzaine des Réalisateurs au Festival de Cannes du 17 au 27 mai.
* Suite à la sortie nationale le 7 mars 2007, le film a été demandé par un grand nombre de salles (500 copies 35 mm sont en circulation!) et de festivals de cinéma (1), ... et ceci sans compter les projections nombreuses organisées par les collectifs RESF et autres initiatives dans toute la France.
* Les 1.000 DVD d'origine sont partis très rapidement et il a fallu en commander 1.000 autres.
* Le film a déjà été vu par plus de 500.000 spectateurs en salles dans divers circuits, et près de 200.000 fois sur internet où ils circule sur les sites de vidéo comme Dailymotion, Youtube...
* Cette diffusion devient internationale et le film a été sous-titré par des traducteurs bénévoles à ce jour en 9 langues : allemand, anglais, catalan, espagnol, hongrois, italien, portugais, en roumain, en tchèque. D'autres traductions sont attendues, notamment en turc et en chinois, mais toute proposition sera chaleureusement acceptée!
* Le film a été mentionné dans de nombreux journaux en France et à l'étranger, et de brefs extraits en sont passé à la télévision nationale - jamais in extenso malheureusement... Cependant Nicolas Sarkozy a été confronté à quelques secondes de ce film lors de l'émission "Dimanche Plus" de Laurence Ferrari sur Canal Plus, ce qui nous donne une photo intéressante du -alors encore ministre de l'intérieur- sur fond de l'affiche du film ! (2)

Vous avez signé la pétition en ligne sur le site du RESF. Beaucoup l'on fait circuler autour d'eux, par email ou la version papier, certains nous l'ont signalé - que tous en soient remerciés !

*Il faut maintenant doubler, tripler ou plus le nombre de signature.*

C'est possible si vous arrivez à faire signer ne serait-ce qu'une autre personne.
Nous savons que nous pouvons compter sur vous. N'hésitez pas, faites-le maintenant!

La pétition en ligne (et sa version papier) :
http://www.educationsansfrontieres.org/?article4633 "

Publicado por [Shift] às 01:47 PM | Comentários (4)

maio 04, 2007

Como há muito se previa...

...o Scottish National Party ganha as eleições...

...com a independência da Escócia no programa.

Publicado por [Renegade] às 09:08 PM | Comentários (3)

"Laissez-les grandir ici"

http://www.educationsansfrontieres.org/?article4633

Publicado por [Shift] às 03:35 PM | Comentários (3)

Marcha Mundial da Mariajuana

Este Sábado irá realizar-se mais uma grande marcha internacional pela libertação da Maria.
Pela segunda vez consecutiva o dia será assinalado em Portugal, com marchas em Lisboa e no Porto.

Não está muito divulgado, porque, cheira-me, a malta que organiza é muito ciosa da sua posição de fundadores e grandes timoneiros das massas que fumam brocas... mas enfim... A causa é importante.

Publicado por [Saboteur] às 02:52 PM | Comentários (4)

maio 03, 2007

Quando o Carmona acabou de falar...

...só eu é que ouvi a canção do menino guerreiro?

Publicado por [Rex] às 10:12 PM | Comentários (4)

A luta continua

Publicado por [Saboteur] às 04:04 PM | Comentários (3)

A aprender com os mais velhos

Há dois anos atrás, a candidatura de José Sá Fernandes, no âmbito da plataforma «Lisboa é gente», apareceu como uma frente ampla, apoiada por vários quadrantes políticos, entre eles, o Bloco de Esquerda, que assumia um papel preponderante, porque até era o Partido que albergava todos os independentes na sua lista.

Hoje, ao ouvir os dirigentes do Bloco de Esquerda na rádio, pareceu-me que estava a ouvir o Carlos Chaparro, da concelhia do PCP, a falar da CDU:

"Já foi visto, que a CDU voltará a candidatar o camarada Ruben de Carvalho. Aliás, o camarada Francisco Lopes notificará brevemente os Verdes e os muitos e muitos independentes que compõem a CDU, sobre esse assunto."

Publicado por [Saboteur] às 12:41 PM | Comentários (6)

maio 02, 2007

O vencedor e o perdedor desta noite

Ao longo deste ano e meio de catastrófico mandato de Carmona Rodrigues frente à CML, foi sempre consensual que José Sá Fernandes foi o único que fez oposição a sério ao PSD e às suas políticas (refiro-me às políticas de recrutamento para empresas municipais, distribuição de prémios por Administradores e de favorecimento de interesses imobiliários privados).

Logo, é inteiramente justo dizer que José Sá Fernandes é o grande vitorioso do dia de hoje.

O Grande perdedor é Domingos Névoa. Cheira-me que isto ainda vai piorar, lá para os lados de Braga, antes de melhorar…

Publicado por [Saboteur] às 10:47 PM | Comentários (3)

Eleições em Lisboa! Finalmente!

Marques Mendes, antevendo a onda de contestação generalizada ao seu plano B, irá pronunciar-se a favor de eleições intercalares.

Publicado por [Saboteur] às 06:33 PM | Comentários (0)

Jusqu'ici tout va bien

O Nuno pergunta se uma sociedade mais justa surgiria do facto de toda a gente atirar bolinhas de tinta a lojas. É uma excelente forma de colocar a questão.
O Daniel dedica-me longos comentários, entre os quais encontro esta pérola: "Por isso, sim, não tenho qualquer respeito por quem gosta de dar umas porradas ou partir uns vidros nas manifestações. Até porque demasiadas vezes (na verdade quase sempre) só o fazem quando devidamente enquadrados ou próximos de mais manifestantes, não se preocupando especialmente se os restantes que ali fazem número concordam com aquele tipo de acção. Refiro-me às manifestações internacionais, onde invariavelmente estes manifestantes obrigam todos os demais a ser responsabilizados por actos para os quais não foram tidos nem achados."

O texto abaixo, que descreve a manifestação e tece acerca dela algumas considerações, defende-se bem de todas estas acusações. Quem o quiser comentar e criticar, mesmo que dura e violentamente, é bem vindo. Não escrevo neste blog para me fazerem cumprimentos e acho bom que se troquem ideias acerca de tudo isto.
Já me custa mais debater com quem atribui aos manifestantes intenções que estes nunca reivindicaram. O Nuno espanta-se por pessoal que queria "invadir a sede do PNR" se queixar da violência policial. Lê-se e relê-se e o que se tira de semelhante comentário? Ninguém disse que ia invadir a sede do PNR. Como nunca lá chegámos, nunca se saberá o que aconteceria. Claro que quem se arroga o direito de inferir as intenções dos outros pode sempre afirmar categoricamente que eu pretendia fazer isto e aquilo e ignorar quando eu o nego.
No mesmo comentário, o Nuno continua: "só assinalei um post do Ricardo, em que ele explicava que com eleições, partidos, sindicatos e movimentos sociais não se ia a lado nenhum. E dava como alternativa? os balões de tinta… "

Qualquer pessoa honesta poderá comparar aquilo que eu escrevi com o resumo feito pelo Nuno. Como não se pretende deter sobre a miséria da militância de esquerda, o Nuno prefere afirmar que eu lhe contraponho balões de tinta. Clarificando - cada um tem a militância que merece. Respeito tanto as pessoas que descrevi como qualquer outra. Até ao momento em que, do alto dessa militância, se apressam a denunciar quem propõe outras formas de activismo político como "um bando de adolescentes imberberbes" e "vândalos".
Eu não penso que exista um "caminho" para uma sociedade mais justa, porque não penso que "uma sociedade mais justa" seja um local onde se chega, um dia inicial inteiro e limpo onde livre habitaremos a substância do tempo. Eu desejo uma política que se encarregue de identificar as várias formas de dominação e lhe oponha outras tantas de luta e resistência. Uma política que faz do aqui e agora o seu espaço e tempo de intervenção. E aqui, como se quer, pergunto mais do que afirmo.

Eu não "gosto de andar à porrada e partir vidros em manifestações". E nunca me escondi entre manifestantes ou os utilizei como escudo humano contra a polícia. Esta tem vindo a ser aliás uma acusação recorrente e desonesta, que não tem qualquer cabimento neste contexto. Evidentemente a violência não é algo com o qual se brinque e não é correcto procurar refúgio entre quem se manifesta pacificamente. Mas lá está, como isso não aconteceu, esta é apenas uma figura fantasmagórica que se invoca para tornar tudo mais nebuloso. Acusa-se invocando o que não aconteceu para fugir ao debate sobre o que efectivamente aconteceu.

Parece-me inconcebível que o Daniel coloque a questão de saber se os outros manifestantes concordam todos com este ou aquele tipo de acção, como se as intervenções do Francisco Louçã para os media em cada concentração ou protesto fossem sufragadas por todos os manifestantes.
Caro Saboteur, eu não confundo quem aponta erros aos manifestantes com quem os acusa de "estar mesmo a pedi-las" ou lhes atribui as intenções mais disparatadas. Eu não confundo as pessoas que propõem um debate crítico, franco e honesto, acerca do formato de cada acção e respectivos resultados, com quem é incapaz de reconhecer a legitimidade desse debate e pretende encerrá-lo com uma condenação em absoluto de qualquer forma de protesto ilegal.
Eu não penso que estejamos aprisionados entre o bloco de esquerda e a militarização e contesto quem apresenta as coisas desse modo.

Digo apenas que as correlações de forças se constroem e se alteram. Para isso não é necessária a guerrilha urbana ou uma atitude paramilitar. Não se responde à violência policial constituindo um exército. Não é minha intenção fazer de cada ajuntamento um embate decisivo com o Estado. Até porque a vantagem é sempre do outro lado, que dispõe de vários meios e profissionais para esse efeito. Mas não acho que seja impossível furar e construir uma cultura de desafio à autoridade, à medida que esta vai assumindo uma forma cada vez mais repressiva e os estados de excepção se vão multiplicando.
A polícia não deve ter o poder de determinar que manifestações se podem fazer e quais não se podem fazer. A polícia não deve pensar que as pessoas estarão sempre amedrontradas por uma ameaça de carga e que por isso obedecerão a todas as ordens. A polícia deve habituar-se à ideia de que as manifestações são espaços de liberdade em que o seu poder ilimitado e repressivo é desafiado, e actos ilegais são praticados. As pessoas podem perder o medo e deixar de encarar a lei como o limite para toda e qualquer forma de protesto, aprendendo a jogar com as contradições e fragilidades do campo adversário. Colectivamente e conquistando a segurança para o fazer sem medo de revelar as suas caras.
Porque razão um espaço colonizado pelo consumo, pelas grandes marcas e por câmaras de segurança não poderá ostentar um grafitti contra a violência policial? Não convém? Não é bonito? Não vale a pena? Porque temos medo de uma carga policial?

Evidentemente podemos debater a utilidade que aqui assume ou não a destruição de propriedade privada. Não tenho uma opinião categórica a esse respeito. Que ela teve um lugar importante na história do movimento operário e por aí fora parece-me inegável.
Para o ano comemoram-se os 40 anos do Maio de 68 e já me estou a preparar para ouvir várias pessoas que condenam em absoluto qualquer forma de violência a reproduzir todos os lugares comuns acerca desse evento mítico e fundador, nada pacífico. Parece-me que foram as barricadas e as ocupações que permitiram a pintura (nas paredes claro está) de frases tão bonitas e o gozo de uma liberdade tão ilimitada. Parece-me também que deram uma ajuda à eclosão da maior greve geral da história. Mas provavelmente foram más porque muitos franceses ficaram alarmados e De Gaulle acabou por ser reeleito. Se ao menos o pessoal tivesse votado à esquerda e ficado caladinho...

Publicado por [Rick Dangerous] às 04:06 PM | Comentários (16)

Ambiente perigoso

Exmos. Srs.,

A Khapaz – Associação Cultural de Jovens Afro-descendentes vem por este meio expor o seu descontentamento em relação à actuação da Polícia de Segurança Publica do Seixal que, ultimamente tem mostrado o maior desprezo e desrespeito pelos direitos humanos, e pelos direitos fundamentais dos cidadãos portugueses consagrados na Constituição da Republica, nomeadamente pelos jovens de origem africana contra os quais têm tido uma conduta agressiva e racista que ultrapassa as suas funções.

Nos últimos 2 meses tem-se verificado um aumento substancial do número de casos de abuso de autoridade e de brutalidade policial por parte dos agentes da PSP do Seixal, que só por si já eram elevados, mas que agora se tornam rotineiros e insuportáveis. Colocam os cidadãos acima referidos numa situação "infra-humana" e instalam um clima de terror social nos bairros da Quinta da Boa-Hora e Quinta do Cabral, para alem de aumentarem o fosso existente entre a polícia e a população juvenil.

Assim e de entre os muitos casos será importante mencionar os seguintes:

No dia 1 de Janeiro, por volta das 3 da madrugada, um grupo de cerca 25 jovens, homens e mulheres, encontravam-se junto ao café "Bolipão" a festejar a passagem de ano com algum ruído que, numa data como esta é aceitável, até que chegaram ao local 2 carrinhas do Corpo de Intervenção da PSP. Os agentes com caçadeiras apontadas aos jovens ordenaram que estes fossem para casa. Alguns jovens argumentaram que se tratava da passagem de ano e que apenas se encontravam a festejar. Os agentes agrediram bruscamente vários jovens com bastões e punhos de caçadeira.

Ao aperceberem-se da gravidade da situação, e surpreendidos pela agressividade injustificada dos agentes, os jovens tentaram abandonar o local e, nisso, três jovens (que tentavam convencer os restantes a abandonar o local) foram atingidos por balas de borracha.

No mês de Janeiro verificaram-se pelo menos 4 "rusgas" ou deslocações por parte da PSP do Seixal ao café "Bolipão" sem que em nenhuma delas tivesse sido apresentado ao proprietário um mandato judicial ou qualquer outro documento.

No dia 26 de Janeiro, às 23:30 cerca de 20 polícias, incluindo agentes do Corpo de Intervenção e da Divisão de Narcóticos entraram no café Bolipão formando um cerco que impedia as pessoas de sair. Dois jovens tinham acabado de chegar do centro comercial Rio Sul e dirigiram-se a esse café onde tinham combinado encontrar-se com outros que se encontravam no interior. Ao chegarem ao Café depararam-se com 3 carros patrulha, 1 carro escola segura e 1 carro descaracterizado. Um dos jovens questionou um dos polícias que impedia a entrada de pessoas se podia entrar, ao que o agente respondeu que não pois estariam a efectuar uma rusga. Questionaram novamente o agente se poderiam aguardar ali ao lado que a rusga terminasse pois esperavam dois amigos que estavam no interior do café, ao que o agente respondeu positivamente. No entanto, segundos depois outro polícia precipita-se sobre os dois jovens aos gritos, ordenando-os que fossem para casa. Estes responderam que não iriam, pois não tinham nenhuma obrigatoriedade de tal. Logo de seguida dois agentes, um fardado e outro vestido a civil agarraram e empurraram os dois jovens com a intenção de os agredir mas um outro jovem que, entretanto já tinha recebido autorização para abandonar o local, agarrou os outros dois no sentido de os afastar do local. Os 3 abandonaram o local e encontraram-se com um quarto jovem que também já tinha saído. Ao afastaram-se um dos policias gritou: "Até me metes nojo! Um branco com mentalidade de preto". E outro disse: "Devia era metralhar-vos a todos!". No calor da situação, nenhum dos jovens conseguiu fixar os nomes dos agentes ou matrículas dos carros. No dia seguinte soube-se por parte do proprietário do café que toda a gente no seu interior foi revistada excepto a esposa do mesmo. Segundo o testemunho do proprietário, os polícias entraram no café de caçadeiras em punho gritando isto é uma rusga, sem nunca terem mostrado uma ordem judicial ou qualquer outro documento que validasse a rusga. Inclusive foi solicitada autorização à esposa do proprietário para revistar o armazém.

Dia 03 de Fevereiro: Por volta das 23h, o jovem Gabriel Cruz circulava na EN 10 em direcção à Cruz de Pau e parou em frente as bombas de gasolina da Repsol (num local onde não havia proibição de parar) para largar um passageiro. Segundos depois, um carro patrulha da PSP manda-o encostar. Após ele encostar o carro na berma da estrada sai um agente do carro gritando e ordenando ao Gabriel que saísse do carro de mãos no ar. Este assim o fez e os agentes que tencionavam inicialmente revistar o veículo do jovem, viraram a sua atenção para o mesmo que entretanto ao observar a conduta dos dois polícias protestara com ambos. Após interrogarem o jovem, estes deixaram-no ir embora sem que, em nenhum momento lhe tivessem solicitado o Bilhete de Identidade, Livrete, Carta de Condução ou qualquer outro documento. Não é um caso de brutalidade policial, mas mostra de uma forma muito clara que a polícia tem dois modos de actuação. Um para os imigrantes e classes sociais mais desfavorecidas e um "mais cordial" para o resto da população…

Dia 19 de Fevereiro: A Associação Khapaz promoveu uma festa de Carnaval na sua sede. Por volta das 21h registou-se uma pequena desavença entre alguns jovens da Arrentela e alguns jovens do bairro de Vale de Chicharros – Fogueteiro. A festa terminou às 22h em ponto conforme previsto na lei. No entanto, e devido a uma pequena desavença entre dois jovens, a PSP do Seixal e a GNR da aldeia de Paio Pires foi chamada ao local. Passado muito tempo, às 22h em ponto e já após ter sido resolvido o problema, um espectacular aparato policial digno de um cenário de Lei Marcial chegou ao local. Da parte da PSP: 1 veiculo escola segura, 3 carros patrulha, 3 veículos descaracterizados da Brigada de Narcóticos e 2 Carrinhas do Corpo de Intervenção Rápida. Da parte da GNR deslocou-se ao bairro uma Carrinha do Corpo de Intervenção e um jipe de patrulha. No entanto, estes veículos não chegaram todos ao mesmo tempo. Os primeiros veículos a chegar ao local foram alguns carros patrulha da PSP, o veículo escola segura e o jipe da GNR. Estes veículos estacionaram junto ao muro que fica em frente ao parque infantil da Boa-Hora, sendo que inicialmente os agentes nada fizeram. Algumas raparigas que se cruzaram com estes agentes testemunharam que um dos polícias diria que apenas estavam a espera da ordem da esquadra para "bater nos pretos". Assim que as carrinhas do CIR chegaram ao local, os agentes dirigiram-se aos jovens ordenando-os que fossem para casa. Alguns jovens com medo da actuação da polícia refugiaram-se no café "Bolipão". Os agentes do CIR dirigiram-se prontamente ao café, agredindo violentamente todos os clientes (homens e mulheres) que se encontravam no interior do café com bastões e punhos de caçadeira. Foram disparados alguns tiros de aviso para o ar e algumas pessoas que se encontravam nas suas casas a observar a actuação desmedida da polícia foram ameaçadas por alguns agentes para que fossem para dentro de casa e fechassem as janelas. Alguns indivíduos que nem se encontravam no local mas que entretanto chegaram, foram autenticamente espancados por grupos de polícias por reagirem à actuação da polícia. Este espectáculo "Hollywoodesco" desenrolou-se pela noite dentro sendo impossível relatar todas as ocorrências dessa noite.

O facto desta zona estar referenciada como um "Bairro problemático" não atribui à polícia a legitimidade para tratar alguns indivíduos da forma que trata. Primeiro porque a grande maioria das pessoas que aqui estão trabalham e/ou estudam, não podendo ser constantemente tratadas como suspeitas de algum crime e segundo, porque mesmo estando a cometer um crime, as pessoas têm os seus direitos e a policia tem apenas que cumprir o seu dever, o qual não passa por agredir física e moralmente os cidadãos. As leis existem para ser cumpridas por todos, mas a polícia tem revelado um profundo desrespeito pelas mesmas, mostrando que está acima delas. Lembramos que os policias não são juízes e portanto não lhes cabe julgar as pessoas na rua. No entanto parece-nos que esta separação de papéis não é clara para a polícia. Tendo em conta que todas estas acções resultaram apenas na apreensão de 0,25 gramas de cocaína, perguntamos qual é a justificação para tais actos e qual o crime que temos estado a cometer. Arriscamos dizer que o crime em causa é o facto de sermos negros e estarmos na rua aquela hora.

Enquanto a polícia aponta os seus recursos para este tipo de policiamento incidente nos bairros pobres que concentram minorias étnicas, jovens neo-nazis sentem-se livres para em plena luz do dia (às 15h00) andarem a grafitar palavras de ordem fascistas nas paredes da Faculdade de Letras de Lisboa sem que nada seja feito, como ocorreu no passado dia 15 de Março sob o olhar atento da polícia que se encontrava no local.
Os diferentes relatórios que vão saindo quer em Portugal quer no estrangeiro (SOS Racismo, IGAI, Amnistia Internacional, Departamento de Estado Americano, União Europeia - ECRI) não se cansam de referir as mortes acidentais perpetradas por agentes policiais (a que mais mata em toda a Europa dos 25), a violência gratuita que tem sido o cartão de visita das nossas polícias e o comportamento discriminatório por parte das mesmas. De facto, o ultimo relatório da Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância (ECRI na sigla em Inglês), indica claramente que as policias Portuguesas "...continuam a integrar elementos que manifestam um comportamento discriminatório impróprio duma democracia...". Na apresentação do mesmo relatório Marc Leyenberger lembrou ainda que Portugal ainda não ratificou o protocolo nº12 à Convenção Europeia dos Direitos Humanos, que proíbe toda e qualquer tipo de discriminação.

Lamentamos que, numa altura em que o mesmo Marc Leyenberg no mesmo relatório diz que "Globalmente, Portugal não é um país racista, mas existe um ambiente perigoso", e que o Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas no Nº47 do seu boletim BI diga que "Regista-se em Portugal uma notável paz social em torno da questão da imigração, marcada pela ausência de crises graves de xenofobia, racismo ou simples hostilidade generalizada perante os imigrantes", as coisas sejam bem mais graves que isso.

Não só na Arrentela mas em vários bairros da Margem Sul e de Lisboa a polícia "faz o que quer", na sombra dos mesmos jornalistas que não hesitaram em publicitar um "arrastão", mas para quem a agressão de jovens negros por parte da polícia não é digno de noticia. Impunes ou até protegidos, os agentes da polícia têm o caminho livre para continuar. Talvez estejamos a viver num outro Portugal porque há muito que sentimos o "ambiente perigoso" nas nossas costas, não podendo, portanto, falar em "paz social".

A Associação Khapaz
Março de 2007

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:53 PM | Comentários (11)

maio 01, 2007

1º de Maio

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Há quem ache, como o Rick Dangerous, que o desfile do 25 de Abril é uma seca, em que saímos todos “de cravo na mão a horas certas”, para dizer umas quantas palavras de ordem antiquadas, tal como fizemos no ano passado e no ano anterior a esse.

Se é assim no 25 de Abril, no desfile do 1º de Maio, essas pessoas, correm o sério risco de entrar em depressão profunda.

É o percurso que não lembra ao demónio, é a divisão das pessoas, sempre com enormes distâncias entre os pequenos aglomerados para que pareçamos mais. São palavras de ordem amplificadas pelo carro de som que não entusiasmam ninguém.

Não tem de ser assim.

Espero que amanhã, a primeira tentativa de organizar o Mayday em Lisboa, possa ser uma pedrada no charco, que influencie positivamente todos os 1ºs de Maio que se façam na cidade daqui para a frente.

Publicado por [Saboteur] às 01:30 AM | Comentários (0)