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agosto 09, 2006

Teoria da Conspiração

O Hezbollah diz que vai atacar Telavive, Israel diz que, se isso acontecer, ataca Damasco, o Irão diz que, se isso acontecer, defende a Síria (ou seja, ataca Israel). Sem ser preciso dizer, se o Irão atacar Israel, os EUA atacam o Irão.

A forma rápida e desajustada como se deu a mais recente escalada no Médio Oriente levanta a hipótese de ser pouco mais que a procura de uma desculpa para bombardear o Irão, talvez até com armas nucleares.

Há quem defenda que uma bomba atómica nas mãos do Irão conduziria à estabilidade na região. Acho que há poucas dúvidas que foi a hipótese de destruição mútua que evitou uma guerra entre os EUA e a URSS. Também é preciso ver que isso só funciona com malta que acha que a própria vida é mais importante que uma causa maior.

E enquanto isso há um país a ser empurrado de volta à idade média. Depois de terem ficado sem aeroportos, sem pontes e sem estradas, hoje ficaram sem praias.

Publicado por [Rex] às agosto 9, 2006 04:57 PM

Comentários

Rex, estas a insinuar q os camaradas prezavam mais a propria vida que o socialismo? Desvio grave, muito grave! Ja agora, se bem retornado!

Publicado por [renegade] às agosto 9, 2006 08:41 PM

As imagens da poluição impressionam-me sempre muito. Água negra. Peixes mortos a boiar.

Escrevem por aí que Israel só se está a defender da agressão de que é alvo. Que os outros é que começaram porque raptaram 2 soldados.´

É a loucura da guerra.

Publicado por [Anónimo] às agosto 9, 2006 08:47 PM

Afinal, nenhum civil palestiniano foi morto pelos israelitas e a culpa do bombardeamento de Qana foi do Hezbollah!
O poupado director de um jornal português, que costuma viajar à custa do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel, revelou que o exército israelita avisa sempre por telefone os sítios que bombardeia. Está provado que a responsabilidade do sucedido recai sobre o Hezbollah que não pagou a conta do telefone e dizem fontes geralmente bem informadas que usa Skype.
No Público ficamos a saber que a emoção nos tolda o entendimento. É óbvio, quem considera inadmissível o massacre de crianças é porque esconde um terrorista dentro. A incansável Esther Mucznik explica-nos que a nossa “compaixão é um instrumento de ódio”. A guerra é desigual, embora Israel tenha um armamento muito sofisticado, nenhum país “civilizado” poderá vencer o Hezbollah por causa da sua arma secreta – “o desprezo pela vida humana”. Sábias palavras! Ficamos a perceber que as centenas de mortos civis em Gaza e os 800 mortos no Líbano, só neste último mês, significam o profundo respeito pela vida humana do Estado de Israel. Certamente que há dezenas de anos matam palestinianos por amor, e o Supremo Tribunal de Justiça aprova o direito das autoridades torturarem suspeitos por caridade. No mesmo diário, o director confirma a cronista, dizendo que Israel está em desvantagem nesta guerra, porque os terroristas querem provocar as emoções e manipular a opinião pública. E apesar de estarmos num país em que a quase totalidade dos jornais, os seus donos e os comentadores são favoráveis a Israel, os pobres portugueses continuam a revolver-se quando vêem uma criança morta. Tenhamos esperança que, com tanto editorial esclarecido, alguém conseguirá separar a razão da emoção, tenhamos coragem de perceber que há massacres bons! Basta ler as notícias do Público. Segundo o seu director, soube-se, antes da destruição do posto da ONU, que um dos militares das Nações Unidas tinha denunciado que a base estava a ser usada como escudo pelo Hezbollah. Como tal, justificavam-se os vários mísseis com que os militares da ONU foram mortos. É preciso dizer que essa conveniente notícia tem como base uma coluna de opinião de um ex-militar do Canadá: o bravo general conseguiu suspender a emoção e ler num e-mail de um militar da ONU que, devido à situação de guerra, não saíam da base e estavam a ser bombardeados por Israel. O óbvio: a culpa é do Hezbollah! Tirando o Público, um jornal israelita e o jornal do general, infelizmente nenhum órgão de comunicação social de referência pegou no assunto. É sabido que a BBC, a CNN, o Le Monde, o El Pais, o New York Times, o Washignton Post e até o insuspeito israelita Haaretz estão a soldo do Hezbollah . Outros colaboradores do terrorismo, cegos à evidência, garantem que estes jornais costumam cometer o crime de confirmar primeiro os factos, tentam colocar o jornalismo acima da agenda política dos seus directores e nunca publicam na integra os e-mails da Mossad. Mas o mundo vai mal, até a mulher do militar da ONU morto é cúmplice do Hezbollah. Recusou acreditar na notícia do Público e teve o desplante de dizer que Israel procedeu mal em ter assassinado o seu marido e os outros observadores da ONU.
Infelizmente, por muito que José Manuel Fernandes e Esther Mucznik trabalhem para nos iluminar o espírito, para muitas pessoas o assassínio premeditado de civis, o ataque a ambulâncias, o bombardeamento de colunas humanitárias e a destruição de bases da ONU são crimes de guerra. Ora bolas, não podemos pedir aos israelitas que os libertem das emoções com uma salva de mísseis israelitas de fabrico norte-americano?

Publicado por [esquerda.net] às agosto 10, 2006 12:58 PM

O artigo anterior é de Nuno Ramos de Almeida

Publicado por [Anónimo] às agosto 10, 2006 01:01 PM

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