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setembro 29, 2005

Manifesto anti voto no Louçã

Para quem é de esquerda, vota ou já votou no BE não votar no Francisco Louçã torna-se uma necessidade. Porque:

1. A sua candidatura representa a vitória do aparatchik no BE em detrimento da vontade dos militantes do jovem partido.
a) a vitória do aparatchik representa um partido de esquerda de velho tipo ao contrário da esquerda moderna que apregoa o seu líder-não-eleito.
b) a vitória do aparachik representa um partido progressivamente desligado dos movimentos sociais.
2. A sua candidatura foi decidida por meia-dúzia de pessoas-comissão política. A mesa nacional sufragou depois da comunicação social já a ter anunciado.
3. Os cartazes da campanha autárquica do BE apresentam Louçã como candidato à presidência da república como se esta fosse a forma ou epíteto mais prestigiador para o líder-não-eleito de um partido com aspirações revolucionárias(?).
4. A candidatura de Louçã serve para medir forças do ponto de vista eleitoral entre a sua popularidade e a dos restantes candidatos de esquerda
a) Devia a esquerda moderna entrar neste tipo de jogo/politiquice?
5. O BE tem 8 deputados no parlamento, quem os conhece? Ao Louçã já toda a gente conhece, não perde o BE um bom momento para tornar conhecida mais uma das suas caras/vozes?
6.Ao não votar no Francisco Louçã os votantes do BE podiam dar um sinal claro que as aspirações e expectativas que têm são muito diferentes do rumo que Louça e amigos parecem querer dar a esta nova força poítica.

Aqui fica uma declaração de voto para as presidenciais.

Publicado por [Operation Wolf] às 02:09 PM | Comentários (9)

setembro 28, 2005

Mais um segredo na net...

pills.jpg

Publicado por [Saboteur] às 11:23 PM | Comentários (2)

setembro 26, 2005

Pequeno segredo na net

towe2.jpg

Afinal houve menos 1 morto do que o que dizem...

Publicado por [Saboteur] às 10:33 PM | Comentários (1)

setembro 25, 2005

Não é só o Ricky que bule num call-center...

Retirado do Expresso, secção de Economia, rúbrica "Perfil":

Nome: Pedro Champalimaud
Idade: 37 anos
Cargo: Administrador do Espírito Santo Contact Center
Carro: Porche Carrera / Audi A4
Paixão: Adora viajar
Destinos: Japão, Brasil, Escandinávia e Nova Iorque
Formação: Não chegou a acabar o curso de Economia

Publicado por [Saboteur] às 11:40 PM | Comentários (5)

setembro 24, 2005

Energia não renovável

Sou só eu que acho o cartaz do Bloco para as autárquicas completamente vazio do ponto de vista político?

Por outro lado, uma curta pesquisa no google permitiu-me descobir uma ternurenta preocupação com o desenvolvimento empresarial na Figueira da Foz...

Publicado por [Rick Dangerous] às 11:38 PM | Comentários (52)

Hipóteses estudadas a partir do local de trabalho

Oito hipóteses sobre o pós-fordismo e notas sobre os call centers.

De todas as forças produtivas da nova economia, o precariado é mais revolucionária.


Publicado por [Rick Dangerous] às 10:58 PM | Comentários (1)

Espectros na rede

Os operários e camponeses têm boas razões para sorrir.
Saudamos os camaradas do Comuneiro, uma revista comunista on-line e o blogue do João Aguiar (já nosso conhecido dos comentários do spectrum), um dos seus redactores, o Retrato de um Marxista quando Jovem.
Destaque para um texto de 1969, de João Esteves da Silva, intitulado "Evolucionismo, estruturalismo e dialéctica".

Quantas mais toupeiras melhor, como diria Marx. Qualquer um deles aliás...

Publicado por [Rick Dangerous] às 08:35 PM | Comentários (2)

Da caixa de e-mail...

Caros Amigos:
>
> Informamos que no dia 15 de Outubro, sábado, pelas 16 horas,
> terá lugar na Biblioteca-Museu República e Resistência
> uma sessão com a presença de uma militante iraquiana,
> Houzan Mahmoud, dirigente do Partido Comunista dos
> Trabalhadores do Iraque, que se desloca expressamente
> ao nosso país.
> Depois da sua intervenção haverá debate.
> Marquem já na vossa agenda e transmitam o convite
> aos vossos amigos interessados em saber mais sobre
> a resistência iraquiana.
>
> Francisco Martins Rodrigues
> "Política Operária"


Publicado por [Saboteur] às 01:10 AM | Comentários (1)

setembro 19, 2005

coisas palpáveis

Mesmo correndo o risco de ser acusado de lamechice e outras coisas acabadas em erda vou mesmo pôr aqui um parágrafo da coluna do Prado Coelho de hoje. O Prado Coelho vai escrevendo como por vezes acontece sobre tudo e coisa nenhuma a propósito da verdade na política, julgava eu, e depois diz assim:

"A transparência implica o desarme - mas raramente dois desarmam ao mesmo tempo. E seria um erro pensar que o facto de um se desarmar perante o outro faria que esse outro desarmasse também. Por vezes a situação de vulnerabilidade acicata no outro o desejo de vencer. E assim temos a grande linha de tragédia entre os homens: os estados de iminente transparência transformam-se num jogo de massacre, numa batalha campal. As metáforas guerreiras são aqui imprescindíveis. E nenhum apelo que se faça tem escuta do lado oposto. Era preciso que houvesse um só lado e dois corpos entregues à nudez do desconhecido. Lacan tinha um curioso jogo de palavras: transformava «l'amour» em «le mur». O que nos sufoca é este sentimento de que, como num conto de Edgar Poe, estamos definitivamente emparedados.
O meu erro, aquele de que farei a minha verdade até à morte, é o de que em determinadas circunstâncias é possível atingir o outro e tocar-lhe naquilo que ele tem de mais íntimo, secreto e criança. Por vezes apetece-nos pegar em alguém pela garganta da angústia e absorver-lhe a própria respiração. Existirá uma palavra mágica? Só que o outro não está onde julgamos que ele está. Ou está, e nós fomos condenados a não ver?
A beleza poderá ser o que não tem a ver com a aparência, mas, sim, o que numa pessoa vem sinalizar a sua capacidade de se deixar olhar e mergulhar em transparência. Isto na paixão, claro, mas também na amizade. Porque a diferença entre a paixão desmedida, a medida do amor quotidiano, feito de gestos tão pequenos que por vezes são invisíveis, e o nó denso da amizade, vai-se esbatendo com o tempo - e isso nós conseguimos aprender. Em dada altura temos todos a mesma idade - se quisermos. a dada altura o amor rodeia-nos por todos os lados. Estendo o braço e espero, na ausência da tua mão, as mãos numerosas e quentes que suportam a queda."

Publicado por [Renegade] às 07:48 PM | Comentários (4)

setembro 17, 2005

Seja homem ou mulher eu amo quem quiser

Os atrasados mentais dos skin`s voltaram, esta tarde em Lisboa, a entoar o hino da nação de braço estendido na saudação nazi.
Desta vez foram os gays e lésbicas o alvo da sua semeadura de ódio. Prometem voltar. As manifestações ou organizações
fascistas são proibidas em Portugal. Talvez o caminho não seja ir por aqui porque muitas manifestações ou formas de manifestações justas são também (ou seriam) proibidas. Para quem quer o Estado (este Estado) como guardião pode-se sempre processar as pessoas por incitamento ao racismo e à homofobia. Pessoas que hoje dão a cara sem pejo. É este à vontade que dá a volta às entranhas. E não penso que seja ignorando o bicho, como muitos defendem, que impedimos que ele cresça. Os bichos estão aí a fazer com que se habituem a eles. A única forma é mesmo atacar o espaço onde esta gentinha faz germinar a sua ideologia da morte. E o espaço está criado, desemprego, aumento do fosso social, desregulamento do aparelho administrativo, corrupção, clientelismos, ignorância, futebóisXfutebóis. Para nos livrarmos da gentinha temos de nos livrar da gentalha.
Uma boa iniciativa e resposta é a criação de uma petição a exigir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Casamento já:direitos iguais.

Publicado por [Operation Wolf] às 10:05 PM | Comentários (11)

setembro 16, 2005

Vermelhão

Fuori dal campo, sembra allegro, ma timido. Ma non ha paura a dichiarare le sue idee. E' uno dei pochi calciatori di serie A di cui si conoscono con certezza le inclinazioni politiche: vota Rifondazione comunista, dichiara di essere ammiratore di Fausto Bertinotti e porta un tatuaggio di Che Guevara sul polpaccio.

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:37 PM | Comentários (5)

Pimpinha vai para a faculdade

Catarina Leitão Jardim não cabe em si de contente. É que recebeu a nota de admissão à Universidade Católica - 12 - tendo efectuado ontem a matrícula em Comunicação Social, área em que se quer formar.

Destak, ontem

Publicado por [Renegade] às 01:57 PM | Comentários (1)

setembro 15, 2005

o Céu sobre Lisboa

E já agora, eu não me considero nacionalista, na medida em que me é indiferente a existência de Portugal como estado, penso que é muito possível que Portugal seja inviável como país e acho que 1640 foi um ano fatídico. Mas Portugal é mais que um estado, é um território habitado por umas pessoas a que damos o nome de portugueses, e se esse projecto de estado eventualmente falhar não é grande drama. Há muitos estados na Europa que desapareceram, outros que reapareceram e outros que nunca existiram, e não me parece que os seus ex-habitantes, neo-habitantes ou nunca-habitantes sejam mais ou menos felizes por causa disso.


No meu blogue favorito, a partir de hoje linkado aqui ao lado

Publicado por [Operation Wolf] às 06:55 PM | Comentários (2)

Anuncio público do fecho do BIC está para muito breve.

Estive a almoçar com uns colegas bem colocados e soube esta.

Achei engraçado um blog como o nosso ser o primeiro a falar publicamente do encerramento de um Banco Português...

Publicado por [Saboteur] às 01:02 AM | Comentários (2)

setembro 12, 2005

O poder local democrático

Capucho lava a cara de Cascais e deixa 50 famílias na rua.


Publicado por [Rick Dangerous] às 04:34 PM | Comentários (4)

setembro 11, 2005

Um mundo melhor...

Durante a próxima década para levar água potável a dois milhões e meio de pessoas são precisos sete mil milhões de dólares, um número inferior ao que os europeus gastam em perfume e menos do que os norte-americanos gastam em cirurgias plásticas

E o que a notícia não diz é que o auxilio ao desenvolvimento tem vindo a diminuir em termos reais, se levarmos em conta a inflação.

Se levarmos em conta o aumento exponencial de riqueza dos países mais ricos e o aumento de população nos países mais pobres, então verificamos que - fruto das novas concepções de politico-económicas que estão hoje muito na moda - o auxilio aos países mais pobres tem vindo a baixar dramaticamente.

Publicado por [Saboteur] às 12:19 PM | Comentários (3)

Sempre a ONU a chatear

A Missão de Assistência das Nações Unidas para o Iraque (UNAMI) divulgou um relatório alarmante sobre a situação dos direitos humanos naquele país. O documento condena a violência em curso e o comportamento das forças da ordem locais.

Publicado por [Saboteur] às 11:55 AM | Comentários (2)

11 de Setembro - ou tudo, ou nada

Um texto repescado a lembrar a data

"11 de Setembro - ou tudo, ou nada

Ao ver o conjunto de curtas que um produtor decidiu juntar para compôr o filme sobre o 11 de Setembro ocorreram-me algumas coisas.

Por exemplo, que o 11 de Setembro só pode ser nomeado assim porque foi talvez a primeira tragédia vivida em directo televisivo, radiofónico e internético pelos produtores da esmagadora maioria de fluxo comunicacional no planeta. Por isso o 11 de Setembro se impôs como uma evidência do terror a todo o mundo. Há pelo menos duas curtas que questionam essa evidência de forma algo indirecta,e quanto amim conseguida: o filme de Samira Makhmalbaf (??) com as crianças afeganistãs refugiadas exploradas pelo trabalho infantil a falarem do atentado numa muito rica desconstrução da evidência da universalidade da revolta e da piedade que o terror televisionado deveria transmitir ao homem contemporâneo. O outro é o filme bastante fraco do realizador da Costa do Marfim que, mesmo assim, acaba por revelar numa espécie de subtexto a completa indiferença do quotidiano de uma capital africana (embora pequena cidade) à tragédia dos ianques. Se for assim, 11 de Setembro significa para esta gente, que merece tanta consideração como qualquer outra, exactamente o que significava antes dos atentados. E para isto concorre não só o facto de naquele momento as pessoas não estarem colonizadas pelo american way of thinking, (que é, como qualquer outro, autocentrado) mas também de não disporem da mais pequena chave interpretativa dos conteúdos simbólicos da mensagem do terror: o World Trade Center, o pentágono, Nova Iorque, são tão desconhecidos como o solo lunar. Um avião contra uma torre é um fait divers.Paradoxalmente, e era aqui que queria chegar, o facto de esta gente estar essencialmente subtraída aos fluxos da colonização mediática (com N razões diferentes e de consequência também diferentes) torna-os imunes às evidências totalizadoras do espectáculo televisivo. E acho que isto é politicamente relevante porque de alguma forma torna esta gente mais informada. Ao invés, parece-me necessário desmistificar, do lado de cá da barreira mediática, o consenso que se gerou à volta da inadmissibilidade do terror. Sem querer entrar na discussão sobre o branqueamento emocional do terrorismo de Estado americano, que me parece também evidente, fiquei a pensar na tremenda injustiça que as lágrimas vertidas pelos mortos de Nova Iorque representam para os que morreram hoje, ontem, anteontem e por aí fora em todo o mundo por causa de decisões que implicam o uso da máquina de guerra americana. E como, de maneira muito mais forte do que provavelmente admitimos, essa injustiça se constrói todos os dias, banalmente, num episódio dos Sopranos ou num filme de Hollywood, que nos vendem o americano como um de nós, que normalizam o americano como aquele tipo dotado de/ou que concentra as características mais autênticas e definidoras do ser humano, ou melhor, do Homem (admitindo que todos fomos, muito iluministicamente, doutrinados a venerar essa figura mítica). Claro que isto tem tudo a ver com as noções de civilização, confronto ocidente/oriente e outras construções ideológicas. Por isso não consigo, como nunca consegui, indignar-me com o 11 de Setembro. Ou por outra, o mundo está cheio de 11 de Setembros, a maior parte deles por responsabilidade directa do Estado americano. Grande coisa, morreram uns quantos (uma estatística) em duas torres em Nova Iorque, sai um coro de carpideiras com controlo remoto na Casa Branca. É para mim pornográfica a propaganda da emoção com a morte dos atentados terroristas de Nova Iorque, que continua a desempenhar o seu papel no combate político. O 11 de Setembro ou é tudo ou então não pode ser nada."

Ex-Deco, 2004.

Publicado por [Operation Wolf] às 01:46 AM | Comentários (1)

setembro 10, 2005

9º Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa

(alguns títulos a puxar o sentimento):

20 Centímetros
Granny Queer - The Late Bloomers
El Sexo de Los Angeles
The Homolulu Show
Hitch Cock
Annie Sprinkle's Amazing World of Orgasm
Harigata: The Alien Dildo That Turned Women Into Sex-Hungry
Is Your Wife a Secret Lesbian?
Queer Factory Tales
Acteur X Pour Vous Servir

Publicado por [Renegade] às 03:48 PM | Comentários (2)

setembro 08, 2005

Mia, tu é que tinhas razão!

Publicado por [Renegade] às 09:13 PM | Comentários (68)

setembro 07, 2005

From Chicago to New Orleans

Do ponto de vista da sustentabilidade do seu sistema de protecção social e das estratégias para a manter, os E.U.A. demonstraram mais uma vez estar a anos luz da velha Europa e tornaram evidentes as razões da actual pujança da sua economia.

Os economistas clássicos continuam a ter razão ao fim de tantos anos.

Ou, parafraseando, não há almoços. Nem jantares, nem pequenos-almoços, nem água potável, nem saneamento básico, nem nada.

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:25 PM | Comentários (0)

Em Vila Franca...

...a esquerda disputa os votos dos Vilafranquenses e Vasco Rato disputa os votos dos Vilafranquistas.

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:21 PM | Comentários (3)

Muddy Waters



Baby, please don't go
Baby, please don't go
Baby, please don't go, down to New Orleans
You know I love you so
Baby Please don't go.

Publicado por [Rick Dangerous] às 03:09 PM | Comentários (2)

setembro 06, 2005

A parábola do autocarro

Na minha primeira aula de Economia, João César das Neves, explicou-nos a parábola do autocarro:

Um autocarro chega à estação terminal e abre ambas as portas – a de trás e a da frente – toda a gente, individualmente e mecanicamente se dirige para a porta mais próxima para sair.

Este método simples levou a que o autocarro se esvaziasse mais depressa do que se tivesse havido qualquer organizador, ou orientador a mandar as pessoas a saírem por ali ou por aqui, ou a indicarem que as crianças saem primeiro, etc…

É este o principal dogma dos “religiosos da mão invisível” e é este tipo de filosofia, de maneira de pensar, de governar, que explica o que aconteceu em Nova Orleães.

A verdade é que na parábola do autocarro, o gajo de cadeira de rodas, ficou lá dentro sozinho.

Publicado por [Saboteur] às 10:28 PM | Comentários (3)

Nouvelle Orléans, New Orleans, Nova Orleães

Até à semana passada eu conjugava Nova Orleães em pelo menos três línguas. Esta é uma arqueologia individual da minha cultura Novorléanesca tal como estava há 2 semanas.

Logo a abrir era a cidade do Mississipi, dos barquinhos brancos de chaminé dupla movidos a pás e carvão, normalmente com nomes começados ou acabados em "belle", tipo Memphis Belle. Depois vinha o bairro francês de casas coloniais de madeira com ruas onde passariam eléctricos chamados desejo parecidos com os de Lisboa. O Marlon Brando a dar um estalo na Blanche Du Bois...
Nova Orleães era a utopia do Tom Sawyer (ou do Huck Finn...) e o Lucky Luke volta e meia também passava por lá.
Nova Orleães era cidade de netos de escravos, de apelidos franceses, de cultura crioula, de jazz...

Curto, sem dúvida. Quase nem dava para um post.

Publicado por [Renegade] às 08:18 PM | Comentários (2)

Lamento por Nova Orleães

There is a house in New Orleans
They call the Rising Sun
And it's been the ruin of many a poor boy
And God I know I'm one

My mother was a tailor
She sewed my new bluejeans
My father was a gamblin' man
Down in New Orleans

Now the only thing a gambler needs
Is a suitcase and trunk
And the only time he's satisfied
Is when he's on a drunk

Oh mother tell your children
Not to do what I have done
Spend your lives in sin and misery
In the House of the Rising Sun

Well, I got one foot on the platform
The other foot on the train
I'm goin' back to New Orleans
To wear that ball and chain

Well, there is a house in New Orleans
They call the Rising Sun
And it's been the ruin of many a poor boy
And God I know I'm one

Publicado por [Renegade] às 08:09 PM | Comentários (182)

A pior época do ano


Estão-se a acabar os caracóis, e mais um ano me lamento por não lhes dado a devida importância. Resta a consolação de saber que a imperial é fruta da época o ano inteiro.


Publicado por [Paradise Café] às 04:03 PM | Comentários (4)

setembro 05, 2005

Um projecto autárquico musculado

Quem não viu? "Videovigilância em Lisboa nos Bairros mais perigosos".

O Big Brother saiu da TVI e vai para as ruas de Lisboa. Pelo menos é esta a proposta de Manuel Maria Carrilho, candidato à presidência da CML.

Por fim uma boa notícia: caso a proposta veja a luz do dia (e principalmente a da noite) já vamos ter com que nos entreter e na madrugada já podemos deixar os biscoitos e a telenovela de lado:


Publicado por [Paradise Café] às 05:20 PM | Comentários (0)

setembro 02, 2005

BE: Novos Slogans, velhos procedimentos


Fernando Rosas está neste momento na TV a falar da candidatura de Louçã, diz que vai até ao fim, que não será uma candidatura fantasma como "outras tradições políticas" têm o hábito de fazer, etc e tal...

A questão é que a candidatura de Louçã ainda não é oficial porque se trata apenas de uma proposta da Comissão Política à Mesa Nacional, órgão mais alargado que dirige (?) o Bloco e que é quem tem a responsabilidade de decidir sobre esta matéria. Mas, à boa maneira estalinista, já se supõe que os totós vão aprovar o que o executivo propõe.
Supõe-se de tal forma que, emoldurado pela mesa da reunião atrás, Fernando Rosas fala como se a decisão já estivesse tomada.
Há alguém da Mesa Nacional com alguma vergonha na cara para se demitir?

Novos Slogans, velhos procedimentos

Publicado por [Paradise Café] às 09:04 PM | Comentários (3)

Soares pela sua boca

Sobre Frank Carlucci, o dirigente da CIA que comandou as operações americanas em Portugal durante a revolução:

"Veio a ser, obviamente, um aliado".

Soares, Ditadura e Revolução - Maria João Avilez,1996. Circulo de Leitores

Publicado por [Paradise Café] às 05:52 PM | Comentários (3)

Soares pela sua boca

A propósito da razão manutenção de Hall Themido - que tinha sido um fiel servidor de Salazar e de Marcelo Caetano - como embaixador de Portugal nos EUA, logo após a revolução, quando Soares era Ministro dos Negócios Estrangeiros:

"Interessava-me tranquilizar os americanos e considerei a que manutenção do embaixador Hal Themido seria um bom sinal. (...) Tratava-se de um homem empenhado e esforçado defensor da chamada "política ultramarina" do Estado Novo, conservador, sério, bom diplomata, próximo de Franco Nogueira. (...) foi um dos pilares da política externa que tentei desenvolver(...). Foi uma relação sem falha do início ao fim(...)".

Soares, Ditadura e Revolução - Maria João Avilez,1996. Circulo de Leitores

Publicado por [Paradise Café] às 05:38 PM | Comentários (3)

Soares pela sua boca


Desengane-se quem pensa que Mário Soares se candidatou à presidência da República, ele apenas "aceitou o desafio lançado por ilustres personalidades" no sentido de salvar o país "

O "sacrifício", está bem de ver, resulta da necessidade de "unir os portugueses", objectivo que, como é evidente, só o pai da demo-cracia poderia atingir. Mas mais, o homem pretende ainda ser um Xanax para Portugal e para os portugueses, é que, outra das razões pelas quais se candidata, sublinha, "é o estado deprimido em que se encontra o país".

Como se vê, os tiques autoritários do homem que mandou prender revolucionários no final dos anos 70 e que impôs, com golpes de bastidores e conivências à esquerda e à direita, o fim do período mais criativo e justo vivido por este colectivo de gente a quem chamamos portugueses, não cessaram. Sentimos já algum cheiro a mofo dos tempos da outra senhora: têm que ser os sábios, os anciãos a resolver os problemas de milhões de pessoas.

Se isto tudo não bastasse para fazer campanha contra o dito homem (que apenas largará a sua sesta para conseguir pregar na história uma imagem menos má do que aquela que tem) irei, a partir de hoje até ao dia das eleições, iniciar uma rubrica - "Soares pela sua boca" - onde o senhor nos dará com as suas próprias palavras os melhores argumentos para que ninguém ache digno delegar nele esta (i)responsabilidade de ser Presidente da República.

PS: Sobre a teoria do mal menor e de Cavaco só me resta perguntar: "entre hitler e staline, em quem votariam?" Desculpe-se a demagogia, mas de males menores está a história de Portugal cheia.

Publicado por [Paradise Café] às 05:07 PM | Comentários (0)